Lucro da Chubb cresce para US$ 982 milhões

chubbA Chubb divulgou lucro líquido mundial de US$ 982 milhões no primeiro semestre deste ano, acima dos US$ 892 milhões do mesmo período do ano passado. Segundo nota do grupo, o ganho operacional recuou de US$ 1 bilhão para US$ 841 milhões no período analisado. O impacto das catástrofes naturais no primeiro semestre somaram US$ 537 milhões, comparado com apenas US$ 69 milhões nos primeiros seis meses de 2009. Durante o primeiro semestre, a Chubb recomprou 19,4 milhões de ações, a um custo total de US$ 980 milhões.

Os prêmios líquidos registraram alta de 1%, para US$ 5,7 bilhões. Sem considerar os efeitos de câmbio, os prêmios declinaram 1%. Em termos gerais, nos Estados Unidos as vendas recuaram 3%, enquanto as operações internacionais apresentaram alta de 14% no volume de prêmios. O índice combinado ficou em 92%, acima dos 87% do mesmo período anterior. As indenizações por catástrofes representaram um impacto de 9,6 pontos percentuais no índice em 2010, enquanto em 2009 este impacto foi de apenas 1,2 ponto.

O balanço das operações brasileiras está previsto para ser divulgado na primeira quinzena de agosto.

Brasil lidera ganhos da Mapfre na América Latina

mapfre1A Mapfre, maior seguradora da Espanha, divulgou lucro líquido de 500 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, 5,7% menor do que o valor obtido no mesmo período do ano passado. A justificativa para a redução do valor não vem da crise que o país enfrenta e sim pelos valores pagos em indenizações às vitimas do terremoto do Chile. Segundo nota do grupo, desconsiderando os efeitos extraordinários, o grupo teria registrado alta de 6,3% no lucro do semestre.

Em vendas, a Mapfre registrou prêmios de 10,9 bilhões de euros no período, 9,2% acima do mesmo período do ano anterior. Novamente a América Latina é destaque no balanço mundial do grupo. O lucro da Mapfre América chegou a 157 milhões de euros, alta de 41% no primeiro semestre deste ano. Em prêmios, a região gerou 2,45 bilhões de euros, alta de 20%.

O Brasil lidera o resultado da Mapfre América, com ganho de 95,3 milhões de euros, crescimento de 69%. O segundo maior país em resultado na divisão América é a Venezuela, com 18,7 milhões de euros. Em prêmios, o Brasil quase chegou a casa do 1 bilhão de euros (961,9 milhões), com alta de 28,8%. Em 2011, quando os resultados da parceria com o Banco do Brasil estiverem consolidados, o grupo terá um destaque ainda maior no resultado da matriz.

Perdas no México endurecem negociações

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*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México e conseqüente vazamento de óleo que já é considerado o maior e mais devastador já visto desestabilizou o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita principalmente para perfuração.

Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem números de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.

Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo e também porque outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inexperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.

A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US $ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.

Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de emails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.

O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, pode levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem, deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessid ade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.

Diálogo entre mercado e Governo é um avanço, mas criação de estatal ainda é ponto de discordância

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*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

O encontro entre o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, e o ministro da Fazenda, Guida Mantega, nesta terça-feira, 20, na sede do Ministério, representou um importante avanço no debate em torno da criação da seguradora estatal EBS. Abriu o diálogo entre Governo e mercado para se chegar a um consenso.

Na opinião de Jorge Hilário, a reunião foi positiva. Ele disse ao ministro que não é contra a ampliação de garantias, como quer o Governo. Razão pela qual encaminhou ao Ministério da Fazenda, há uma semana, documento com a sugestão de se usar fundos garantidores para casos em que o mercado não tivesse condições de oferecer cobertura para grandes riscos, os quais seriam administrados pelo BNDES.

Mas a intenção do Governo é de criar um consórcio entre a seguradora estatal e o setor privado, do que discorda o presidente da CNSeg. “Esse é o ponto de discordância, em relação à forma. Uma estatal não é a melhor opção para dar segurança aos tomadores de garantias. Ainda é preciso discutir para ver a forma mais eficiente”, disse Jorge Hilário.

Governo e mercado têm agora 15 dias para preparar uma proposta conjunta de projeto de lei, a ser encaminhada ao Congresso. Segundo o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, representantes das duas partes devem ser encontrar novamente na próxima semana para acertar detalhes.

Navigators, do Lloyd’s of London, chega ao Brasil

images7Navigators Syndicate 1221 é o novo sindicato do Lloyd’s of London, formado por quase 85 grupos, que chega ao Brasil. Segundo nota do grupo, os planos são de desenvolver os negócios de energia, no qual é especializado. Em nota, Stephen Coward, presidente do Navigators diz que o Brasil é um mercado atraente em razão do acelerado crescimento econômico. Os investimentos projetados pelo governo brasileiro em energia para os próximos dez anos estimularam a decisão estratégica do grupo nomear um representante para fazer parte da resseguradora admitida no escritório que o Lloyds’s of London tem no Rio de Janeiro e já conta com nomes de peso como Catlin, Liberty e Ace. De acordo com a nota, o Navigtors pretende trazer outros produtos para o Brasil para atender também a demanda de seguros que será criada pela realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014.

Embargo de obras só com autorização do presidente do Ibama

O governo vem tomando algumas atitudes que, indiretamente, podem ajudar a reduzir o preço do seguro. Um dos agravantes do preço de seguros de grandes obras, por exemplo, é o risco dos embargos. Isso, no seguro garantia é um ponto crucial no cálculo do preço, uma vez que a apólice garante a entrega do projeto nas condições acordadas no contrato. Ou seja, no prazo.

Segundo nota na coluna de Sonia Racy hoje no jornal O Estado de S.Paulo, “Abelardo Bayma, do Ibama, baixou, discretamente, na segunda, uma portaria chamando para si toda responsabilidade das atuações fiscais do órgão”. De acordo com as informações do jornal, embargo em obra de interesse público, “como medida cautelar, somente será efetuado mediante prévia aprovação do presidente do Ibama”. A atividade só será paralisada quando Bayma considerar que sua “continuidade representa risco iminente de agravamento de danos para o meio ambiente ou para a saúde pública”.

Segundo a colunista e sua equipe apuraram, a medida é consequência dos pedidos de interdição nos portos de Santos e Paranaguá por fiscais do Ibama semana passada, revertidos a toque de caixa. “É o governo Lula fazendo de tudo para o PAC não empacar”, diz a nota.

Reação do mercado abre diálogo com o Governo

*matéria do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Ganhou espaço a discussão sobre a estatal e a ação da CNSeg se mostrou acertada. A ampla divulgação abriu caminho para um diálogo com o governo. Após receber críticas do setor de seguros, o governo recuou na intenção de criar uma nova estatal por meio de medida provisória e decidiu enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei propondo a criação da nova empresa, retirando o texto que ampliava a atuação da EBS para várias ramos e limitando a atuação estatal em determinados nichos. A seguradora pública vai trabalhar nos ramos de infraestrutura, interesse social (como crédito para micro e pequenas empresas) e exportação.

A decisão do governo foi anunciada na noite desta terça-feira, 13, depois que os principais jornais do País publicaram que a CNSeg era totalmente contra a criação da seguradora estatal. A CNSeg considera que a medida é inoportuna e representa um claro conflito de interesses uma vez que põe o Brasil na singular condição em que o Governo se transforma em segurador de seus próprios contratos, assumindo os riscos de seus próprios empreendimentos. Quem paga a conta é o Tesouro Nacional, ou seja, o contribuinte.

O ministro Guido Mantega e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chamaram a imprensa após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de ontem. “Vamos mandar um projeto de lei”, disse o ministro Paulo Bernado à Agência Brasil, após reunião com o presidente Lula. Segundo o ministro, o governo pretende defender a proposta de criação da nova estatal como forma de dar mais segurança ao setor. “Temos que defender a nossa proposta de que o governo está certo. Achamos que isso vai dar mais segurança, mais abrangência e vai baratear o seguro. Portanto, vamos defender. As críticas são inevitáveis, mas são normais”, disse à Agência Brasil.

Mantega disse ainda que a intenção do governo “não é para competir com a iniciativa privada e sim atuar em parceria para suprir a falta de seguro para infraestrutura, para o avanço do programa Minha Casa Minha Vida, para empreendimentos da Petrobras”, afirmou. A previsão de Mantega é de que a seguradora estatal entre em operação no próximo ano, após ser discutida no Congresso Nacional, uma vez que será encaminhada como Projeto de Lei.

“Governo deve repensar assunto”, sugere CNSeg

jorge-hilarioÉ uma péssima notícia e não podemos nos conformar com o governo querendo abrir uma seguradora estatal. Assim Jorge Hilário Gouvea (foto), presidente da CNSeg iniciou a sua entrevista concedida ao telejornal Conta Corrente, transmitido pela GloboNews ontem. Segundo ele, é necessário saber o que o governo pretende e a reunião proposta pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega com executivos do setor de seguros dita em entrevista aos jornalista é bem vinda.

“A justificativa dada pelo governo para a criação da estatal é de que o mercado não tem capacidade para absorver riscos de grandes projetos, como Minha Casa Minha Vida ou da Petrobras. Afirmo que o mercado tem capacidade para absorver os riscos não só no Brasil como também no exterior”, disse Jorge Hilário durante entrevista com o jornalista Sidney Resende.

“Estamos dispostos a sugerir ao governo para que os fundos que serão usados para a criação da estatal, que totalizam quase R$ 18 bilhões, sirvam de garantias adicionais aos contratos de seguros caso haja necessidade”, comentou. Segundo ele, caso se comprove que o mercado não tem capacidade, então as seguradoras privadas poderiam recorrer a esta linha adicional, que funcionaria como uma linha de crédito, nos moldes do que já foi praticado no passado. Com a abertura do mercado de resseguro esta linha foi encerrada, mas poderia ser restabelecida em caso de eventual necessidade. “É isso que vamos propor”, disse Jorge Hilário.

Se o mercado tem capacidade, o jornalista questionou o presidente da CNSeg sobre o que poderia estar por traz desta medida. “Não sabemos, pois a medida provisória a que tivemos acesso diz que a estatal atuaria em outros nichos, como seguro para pequenas empresas, residencial, ou seja, ramos atendidos plenamente pela iniciativa privada. Então nos faz pensar que o governo quer atuar em todas as áreas que são privadas”, afirmou.

A ação do governo é motivo de grande preocupação, principalmente por ser este um ano eleitoral. “É tudo muito confuso. Nada está claro”, sintetizou Jorge Hilário. Segundo o jornalista, esta discussão poderia ser tema para o ano que vem, no início de um novo governo. Afirmação com a qual o presidente da CNSeg concordou. “É claro que o governo deveria pensar melhor nisso e propor um projeto de lei para ser discutido com toda a sociedade. No apagar das luzes fazer uma medida provisória é negar todos os passos que vinham sendo dados no sentido da globalização, como foi com a abertura do resseguro”, finalizou Jorge Hilário.

Segurobrás é retrocesso, diz Mello no Globonews

gustavo-melloSegurobrás é um retrocesso, diz Gustavo Mello (foto), professor da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), em entrevista ao programa Conta Corrente, exibido na Globonews nesta terça-feira, as 20h30, aos jornalistas Guto Abranches e George Vidor.

Questionado se o Brasil precisa dessa estatal, Mello foi enfático: “Não tem a menor necessidade”. Ele explicou que mesmo com projetos do porte do trem bala ou da usina de Belo Monte, a participação estatal não se mostra necessária. “O governo vem usando uma capacidade de R$ 46 bilhões por ano em garantias e o mercado tem capacidade de assumir riscos de até R$ 250 bilhões, considerando-se o patrimônio líquido das seguradoras, usado para medir a capacidade de alavancagem dentro das regras de solvência, e também a capacidade dos contratos de resseguro”, afirmou Mello.

Segundo o professor, o governo vem tendo um bom diálogo com a indústria de seguros. “Esta foi a primeira vez que algo foi feito desta forma, sem conversas, o que surpreendeu a todos”, afirmou. Outro fato que causou surpresa é o governo falar em falta de capacidade financeira das seguradoras. Os principais bancos brasileiros atuam no mercado de seguros. “Dizer que as seguradoras não têm capacidade é menosprezar a capacidade dos bancos”, argumentou.

O professor acredita que há uma brecha para o governo ter pensado em abrir uma estatal quando o assunto é comércio exterior. “Uma empresa que vai exportar para um país de risco e quer comprar seguro com certeza encontrará preços salgados, pois as seguradoras privadas vão cobrar pelo risco do negócio. Neste caso, a participação do governo entraria como um subsídio, e, mesmo assim, o Brasil já tem uma seguradora de crédito à exportação e não seria necessário criar outra”, comentou Mello, referindo-se a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), onde o governo tem a Coface, a maior seguradora de crédito da França, como sócia.

Os jornalistas e o professor fizeram referências a importância do seguro. “O governo do Chile está reconstruindo o país da destruição causada pelo terremoto no início do ano com dinheiro que famílias, empresas e governos receberam das indenizações das seguradoras. E isso é bom para todos”, enfatizou. Em sua palavra final na edição do jornal, Mello escolheu “diálogo. Esta é a palavra que tem dado a direção deste governo e que deve continuar”.

Governo vai limitar atuação da estatal, diz Mantega

Segundo entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o jornal Globonews, o governo está criando a seguradora estatal “não é para competir com a iniciativa privada e sim porque falta seguro para infraestrutura, para o avanço do programa Minha Casa Minha Vida, para empreendimentos da Petrobras”. Mantega também afirmou que a Medida Provisória vai ser transformada em projeto de lei, no qual será retirado o trecho onde está escrito que a seguradora poderá atuar em outros nichos que não sejam para atender às demandas da Petrobras e do programa Minha Casa Minha Vida. A íntegra da entrevista será transmitida a 0h30, na edição do Conta Corrente, do Globonews (na Net, canal 40).