Além de prestar atenção aos violentos ataques ocorridos no Rio de Janeiro para ficar longe dele, tente deixa seu carro fora da zona de atrito, se é que isso pode ser possível. Por entender que ainda são pontuais os arrastões que resultam em carros incendiados, as seguradoras associadas à Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmam que a cobertura do seguro está garantida aos segurados vítimas dos ataques do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Caso fosse considerado atos de vandalismo ou de terrorismo, as vítimas ficariam sem o seguro, uma vez que esses são riscos excluídos dos contratos. “Como o entendimento é de que se trata de atos isolados, as seguradoras vão pagar os sinistros provocados por incêndio quando houver solicitação”, explicou o diretor da Fenseg, Neival Rodrigues Freitas.
A FenSeg, contudo, lembra que o pagamento do seguro só pode ser concretizado para os segurados que tenham contratado a cobertura de colisão, incêndio e roubo, que é a proteção tradicionalmente mais solicitada pelo consumidor. Para aqueles que optaram por adquirir exclusivamente a garantia de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), cujo objetivo é saldar prejuízos causados pelo segurado a terceiros em decorrência de acidentes, a indenização será negada, justamente porque não houve a compra da cobertura contra incêndio, esclareceu.
Porém, a maioria dos clientes pode ficar tranquila, visto que a compra de pacotes compreensivos (roubo, furto, colisão e incêndio) prevalece no mercado. A FenSeg também não projeta um forte avanço da sinistralidade em virtude de veículos incendiados. Pelos cálculos da entidade, considerando a frota de veículos que pagam o DPVAT, cerca de 30% dessa frota dispõe de seguro de automóvel, ou seja, 13 milhões de veículos.
Segundo estudo divulgado pela Swiss Re, o desempenho dos investimentos transformou-se na principal preocupação de muitas seguradoras. As seguradoras investem cerca de US$ 23 trilhões em todo o mundo. Isso mesmo. Trilhões, o que faz delas o terceiro maior investidor institucional do planeta. São superadas pelos fundos de pensão e pelos fundos mútuos. O estudo “Investimentos de seguros em um ambiente global desafiador” alerta que, combinado com padrões regulamentares mais rígidos, um ambiente de rendimentos baixos poderia prejudicar o retorno dos investimentos das seguradoras, levando a lucros mais baixos para o setor e a prêmios mais elevados para os segurados.
Ou seja, a tendência é de que o seguro vai aumentar de preço. Isso também explica porque tantos investidores estão vindo para o Brasil, um país que tem uma das maiores taxas de juros do mundo para remunerar investimentos. No entanto, é preciso saber onde colocar o dinheiro, ainda mais quando ele pertence a terceiros, como é o caso de seguros e previdência.
Em seguros o compromisso é pagar uma indenização na ocorrência de um acidente,. Esse segmento responde por US$ 4 trilhões das aplicações financeiras. Já a previdência conta com a maior fatia, de US$ 19 trilhões, por acumular as reservas para a aposentadoria da população que busca no setor privado um complemento aos benefícios concedidos pelos governos.
As seguradoras tendem a investir de forma conservadora. David Laster, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “As empresas dos segmentos vida e não vida mantêm a maior parte de seus ativos em obrigações públicas e em obrigações privadas com elevada classificação de crédito. As empresas do segmento não vida detêm proporcionalmente mais recursos em caixa e ações, enquanto as do ramo vida possuem mais empréstimos e instrumentos de renda fixa e menos liquidez.”
A crise financeira criou um ambiente novo e desafiador para os gestores de investimentos das seguradoras para fazerem frente as obrigações assumidas. Em razão da crise, os rendimentos dos títulos públicos atingiram níveis historicamente baixos, que poderão persistir até que a economia global realmente se recupere. O grande desafio está em achar boas oportunidades de investimentos, que combinem boa rentabilidade e baixo risco. Segundo os executivos de private equity e venture capital que entrevistei recentemente, o Brasil está cheio de pequenas e medias empresas com grande potencial.
Segundo o estudo, as seguradoras não devem estar sujeitas a restrições excessivas em suas decisões de investimento, pois a diversificação proporciona diversos benefícios Normas contábeis e regulamentares mais rígidas bem como custos de capital mais elevados em alguns investimentos podem estimular as seguradoras a alocar uma maior parcela de seus ativos a títulos públicos no momento em que seus rendimentos forem extremamente baixos e os papéis soberanos deixarem de ser investimentos totalmente seguros.
Raymond Yeung, co-autor do estudo, declara: “Os rendimentos das obrigações de países considerados portos seguros, como a Alemanha e os EUA, estão em seus mínimos históricos e estão mais baixos ainda no Japão. A escalada da dívida nacional aumentou a vulnerabilidade financeira dos governos.” Ele acrescenta: “Fazendo algumas alocações a classes de ativos adicionais, como ações de mercados emergentes e imóveis, as seguradoras podem estruturar carteiras com retorno esperado maior, porém sem risco adicional. Quaisquer restrições desnecessárias a tais alocações podem comprometer o desempenho de seus investimentos bem como sua capacidade de atingir um perfil de risco/retorno que atenda melhor às necessidades dos segurados e acionistas.”
Para as seguradoras dos EUA, uma exigência de alocar metade de seus ativos a notas do Tesouro e metade a obrigações do Tesouro norte-americano teria levado a uma redução anual de 1,5% nos retornos entre 1991 e 2008. Laster afirma: “Se fosse aplicada aos USD 23 trilhões de ativos do setor segurador global, esta exigência custaria às seguradoras mais de USD 1 trilhão no período de três anos.”
Determinar que as seguradoras invistam amplamente em títulos públicos reduziria o retorno dos investimentos, pressionando as empresas de seguro do segmento vida e não vida a aumentar seus prêmios para manter sua rentabilidade. Yeung destaca: “Prêmios maiores afetariam adversamente os segurados, já que alguns consumidores e empresas reduziriam a cobertura ou a abandonariam totalmente.” Laster acrescenta: “Beneficiários de anuidades e pensões receberiam pagamentos menores e mais clientes optariam por outros investimentos, de maior risco, consequentemente deixando de se beneficiar da experiência obtida pelas seguradoras em matéria de investimentos.”
O relatório também salienta que a crise financeira alterou o comportamento de muitos gestores de ativos de seguradoras. Em primeiro lugar, muitas seguradoras estão gerindo seus investimentos com a consciência de que as crises ocorrem regularmente. Em segundo, o aumento da alocação a ações melhora o perfil geral de risco de algumas seguradoras com aplicações baixas ou negligenciáveis em tais títulos. Terceiro, em função das perspectivas sólidas para os mercados emergentes, as alocações a estes países estão aumentando. Quarto, as seguradoras preocupadas com a inflação estão atenuando tal risco com mais investimentos em commodities, imóveis e títulos atrelados à inflação. E, por último, as seguradoras estão recorrendo cada vez mais a gestores externos para gerir pelo menos uma parcela de suas carteiras.
Sabia que o seguro é uma das primeiras coisas que um investidor pensa antes de apostar suas fichas em um negócio? Sem uma apólice de seguro que garanta o retorno do capital investido, dificilmente um show como de Paul McCartney pode ser realizado. Afinal, serão três apresentações: dia 7 de novembro, no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre; e dias 21 e 22 de novembro, no estádio do Morumbi, em São Paulo, com público estimado em cerca de 180 mil pessoas. Trata-se de um dos maiores da história do mercado musical do país, ficando atrás apenas do SWU em 2010.
Para começar, o próprio astro jamais realiza um show sem antes ter a certeza de que os riscos da realização de um megavento foram mitigados. Ou seja, o gerenciamento de riscos começa com a contratação de uma equipe de primeira, orientada para selecionar os melhores fornecedores, seja de transporte de equipamentos ou de montagem e desmontagem de arquibancadas. Isso já garante menos riscos de acidentes antes e durante o evento.
Mas mesmo assim, a probabilidade de algo ocorrer, ainda existe. É nesta hora que entra em cena o seguro. No caso da turnê de Paul McCartney no Brasil, a corretora Aon foi contratada para desenhar o programa de seguros para garantir o sucesso do megaevento e indenizações de até R$ 24 milhões em caso de algo previsto no contrato dar errado. A alemã Allianz é a principal seguradora da apólice desenhada pela AON para o show de Paul McCartney e a Liberty participa com o excesso de risco, ou seja, com indenizações que ultrapassem um valor determinado no contrato como limite para a Allianz.
A cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes de condições climáticas adversas, cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
A PlanMusic assina a organização da turnê em São Paulo e em Porto Alegre o projeto conta com a parceria da RBS com a DC Set. “A partir das necessidades de coberturas apontadas pelo cliente, estruturamos o seguro em faixas de riscos para atender a todas as necessidades. Para isso, desenvolvemos um produto personalizado e diferente dos seguros de shows tradicionais”, disse Bruno Amorim, responsável pela área de Leisure, Sports & Entertainment da Aon.
Em 2010, a companhia também foi a corretora dos shows Bon Jovi, Rush, Green Day, Black Eye Peas, entre outros. Para 2011, a expectativa é ainda mais promissora. “O Brasil será palco de diversos shows internacionais, irá sediar os jogos mundiais militares no Rio, além de outras grandes produções, que irão impactar no crescimento do segmento”, prevê Amorim.
Durante muitos anos fui tão treinada a olhar os dados financeiros e econômicos da indústria de seguros, que hoje me surpreendo com várias facetas artísticas dos profissionais do setor. Ontem foi a vez dos gêmeos da família Dabus, uma das mais influentes corretoras do interior de São Paulo. Mas vou contar a história deles num outro post. Fica agora só a foto do show que deram ontem no All of Jazz, em São Paulo. Valeu a dica Paulo Marracini!!!! Adoramos!!!
As mulheres estão com tudo mesmo. Levaram quase todos os troféus do IV Prêmio Allianz de Jornalismo na festa realizada ontem, em São Paulo. Parabéns a todos, mas especialmente para a minha querida Aline, que tenho profunda admiração, e a Thais Fôlego, que teve toda a dedicação dada ao setor reconhecida. Parabéns também para a Kelly Lubiato, editora da revista Apólice que leva pelo terceiro ano consecutivo o prêmio de melhor matéria da mídia especializada. Orgulho de ser sua amiga, colaboradora, colunista e em breve sócias do mais próspero empreendimento no setor de seguros.
Veja abaixo a íntegra do comunicado distribuído pela Allianz.
Dos 1047 trabalhos inscritos, 300 em Seguros e 747 em Mudanças Ambientais, 30 chegaram à final. As reportagens foram julgadas por dois comitês independentes: o primeiro de Seleção e Julgamento e o segundo de Premiação. Ambos os júris foram compostos por jornalistas, professores universitários, pesquisadores especializados nos temas da premiação e em Rádio e TV. Não houve qualquer envolvimento da Allianz Seguros em todo esse processo.
O Prêmio foi lançado pela Allianz Seguros em 2007, para valorizar o trabalho da imprensa na cobertura do setor de seguros e, já no ano seguinte, foi incluso o especial de sustentabilidade, com foco em clima e meio ambiente.
Max Thiermann, presidente da seguradora, em seu discurso de abertura contou por que a Allianz decidiu criar o Prêmio. “A informação pode ser um importante agente transformador. E o jornalista tem o papel de garantir o acesso da população às informações que sejam relevantes. Essa é uma das melhores formas de proteger a sociedade. O Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo tem por objetivo principal prestigiar esse trabalho”.
Cada um dos vencedores recebeu troféu, certificado e R$ 15 mil. Conheça os premiados:
Tema Seguros – Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa e On-line Nacional e Regional
Série “Máfia do DPVAT”, de Demitri Túlio, em coautoria com Luiz Henrique Campos, jornal O Povo.
Mídia Impressa e On-line Especializada em Seguros
“Acidentes tornam setor de seguros mais exigente”, Aline Bronzati, revista Apólice.
Mídia Impressa e Online Especializada Economia e Finanças
“Seguradoras vendem apólices em redes sociais e no Twitter”, de Thais Folego, publicada no Brasil Econômico.
Tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Mídia Impressa e On-line Nacional e Regional
A sangria do capital verde (Desafios do Novo Presidente), O Estado de S. Paulo, de Luciana Constantino, em coautoria com Afra Balazina, Fernanda Yoneya, Herton Escobar, José Maria Tomazela, Karina Ninni, Leandro Costa, Mariângela Hamu, Marta Salomon, Patrícia Campos Mello, Roldão Arruda e Sergio Pompeu, venceu com o especial.
Mídia Eletrônica – Telejornalismo
Série – Amazônia, com reportagem de Tonico Ferreira, veiculada na TV Globo – Jornal Nacional. Participaram da equipe Adriano Sorrentino, Ana Caroline Castro, Bárbara Bom Angelo, Fátima Ugatti, Fernando Ferro, Fernando Guilherme, Maurício Prado, e Rodrigo Buzzeto.
Mídia Eletrônica – Radiojornalismo
Série “Produtores de Esperança”, de Aline Louise, Rádio Inconfidência.
Tem coisas na vida que realmente nos emocionam. Ter crescido numa família unida e grande, ter feito primeira comunhão, conhecido meu marido, tido a minha filha, comprado meu cachorro, trabalhar na Gazeta Mercantil, aprender com o editor chefe Matías Molina e ter sido obrigada por ele a cobrir a indústria de seguros. “Você é perfeita para esta complexa indústria, que vai crescer junto com você, ainda uma trainee. Vai simplificar tudo e as pessoas vão conseguir entender o que é seguro”, dizia com o carregado sotaque espanhol. Eu ficava olhando com aquele ar de “índice combinado, prêmio, sinistro, averbação, tábua atuarial”, e logo ele acrescentava. “Eu vou te ajudar”.
Ok, isso fez a diferença. Afinal, ele passou anos como correspondente em Londres e sabia tudo sobre o assunto. Mesmo assim, quase desisti por diversas vezes, pois parecia que só eu e Molina acreditávamos na indústria de no início da década de 90. Companhias sem banco de dados estatísticos, a matéria-prima do setor para calcular o preço do produto, entidades como Susep e IRB acéfalas, regras e produtos feitos só para beneficiar as seguradoras, consumidores insatisfeitos e disputa restrita a praticamente cinco companhias que sentavam e determinavam as regras do jogo.
Hoje, depois de quase 20 anos, valeu a pena a aposta. Dá um orgulho danado ver este mercado crescer e participar ativamente da vida do Brasil e das pessoas com produtos e serviços inovadores, disputa pelo consumidor e variedade de players, com as maiores do mundo instaladas aqui. São tantas histórias para contar sobre coisas que realmente fizeram e fazem a minha vida esta rotina espetacular de amor, saúde, realização e seguro seguro e mais seguro.
Muitas pessoas e oportunidades, livros, palestras, prêmios, viagens, blog, twitter, consumidores felizes por terem sido ouvidos e atendidos com gentileza e respeito. Quinze anos da árvore de Natal da Bradesco Seguros na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro e a eleição do Cristo como uma das sete maravilhas do mundo! A privatização do IRB, a entrada dos estrangeiros, Porto Seguro e SulAmérica com ações negociadas na BM&FBovespa, a compra da Indiana pela Liberty, a troca de nome da AGF para Allianz, a Chubb antes e depois do Acácio, a agilidade da ACE, o atendimento da Unibanco no acidente do buraco do metro, o pagamento das indenizações dos desastres aéreos e o cheque de US$ 500 milhões entregue pela corretora AON para indenizar a Petrobras pelo afundamento da P-36 em 2001.
Tem também as dores do crescimento, como ver o então Pimenta Neves na chefia da redação da Gazeta e matar a jornalista Sandra Gomide com dois tiros, perder minha pequena sobrinha Luana, meu irmão e minha mãe. A miséria das vítimas das enchentes em Santa Catarina e cidades do Nordeste, todas sem seguro. A disputa da CNS para receber uma quantia fora do bom senso dos contratos. O fim do jornal Gazeta Mercantil foi traumático para mim e para o setor, mas nos fez descobrir novos caminhos. Alguns surpreendentes, como essa oportunidade que começa agora.
Hoje quero agradecer a Chrystiane Silva. Essa gentileza de pessoa que é editora da VOCE SA, a oitava revista mais admirada do Brasil. Nos conhecemos há tempos. Dela foi a ideia de fazer um blog sobre seguro no portal da revista VOCE SA. “De, gostaria muito que você aceitasse o nosso convite para ser blogueira da revista. Diz que aceita, vai!”, falou durante um almoço no restaurante da Abril, em setembro. “Você sabe de tanta coisa interessante desse setor que poucos contam”.
Bem, só sei dizer que fiquei muito emocionada por ela apostar na indústria de seguros e também em mim. Agora preciso muito da ajuda de todos para levar informação bacana para os leitores da revista, a quarta da América Latina na categoria finanças, negócios e notícias. Atrás apenas das três principais revistas semanais. É a primeira revista em circulação média no segmento administração pessoal, segundo o IVC, com 174.571 exemplares.
Tem um público diferenciado. Para ser exata, 699.000 leitores em todo o Brasil, sendo 74% assinantes. Desses, 47% tem entre 25 e 39 anos. 60% são homens. 51% tem nível superior, com ou sem pós-graduação ou MBA. 71% ocupam cargos gerenciais.
Além da tradicional revista, há os especiais. Aquele que todos vocês lutam para ser incluídos… sim, As melhores empresas para VOCE trabalhar, com tiragem de 435 mil exemplares, que circula geralmente em setembro. Tem também em abril o especial “Faça o seu salário trabalhar por você”, em maio “Gestão do Tempo”, em junho “Previdência”, em outubro “Seja seu Patrão”, e Novembro “Organize suas contas”. Sem falar, é claro, na VOCE RH, a revista do executivo de Recursos Humanos.
Bem pessoal, é isso. Sentiram o peso da responsabilidade? Então vamos lá. Preciso da ajuda de vocês. Mandem pautas e sugestões. E vamos juntos contar para todo mundo que visitar o portal o que é que a indústria de seguros tem. Tem motorista amigo, trânsito gentil e seguro para livrar o consumidor de quebrar o orçamento pessoal, empresarial ou mesmo do país. E se esta indústria, com reservas que ultrapassam R$ 200 bilhões não funcionar com VOCE, basta me contar. Estou aqui para ajudar.
A Swiss Re obteve lucro líquido de US$ 618 milhões no terceiro trimestre deste ano, quase o dobro do resultado de US$ 314 milhões do mesmo período do ano passado. Um destaque do balanço da segunda maior resseguradora do mundo é o pagamento do empréstimo feito no auge da crise financeira de 2008. “Temos a satisfação de informar que a melhora na nossa posição de capital nos permitiu chegar a um acordo para reembolsar a Berkshire Hathaway sem ônus adicional por adiantar a data de pagamento”, comentou Stefan Lippe (foto), CEO da Swiss Re, em nota.
Segundo o comunicado, a Swiss Re irá contabilizar os encargos de juros e 20% de prêmio no quarto trimestre, ajustados ao câmbio. A variação nos lucros deverá ser de aproximadamente US$ 1 bilhão antes de impostos. Mesmo após efetuar o pagamento da liquidação, a Swiss Re ainda apresentará um excedente de capital significativo acima do nível ‘AA’.
O patrimônio líquido aumentou em US$ 2,4 bilhões para US$ 29,9 bilhões no terceiro trimestre de 2010. O retorno sobre o patrimônio para o terceiro trimestre foi de 9,5%, frente a 6,1% no período correspondente do ano anterior. O valor patrimonial por ação ordinária foi de US$ 79,65 no final de setembro de 2010, frente a US$ 72,51 no final de junho de 2010.
Os ramos elementares apresentaram uma receita operacional excelente de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2010, comparado a US$ 900 milhões no terceiro trimestre de 2009. O índice combinado melhorou de 84,5% no período correspondente do ano passado para 76,4, apesar do terremoto na Nova Zelândia, que teve um impacto de US$ 160 milhões na receita operacional. O índice combinado para os primeiros nove meses de 2010 foi de 95,6%. O resultado do terceiro trimestre de 2010 beneficiou-se de incidências de catástrofes naturais abaixo da média, da continuidade do enfoque de subscrição disciplinado e uma inteligente gestão dos cliclos do negocio e do desenvolvimento positivo do ano anterior.
O ramo de Vida e Saúde apresentou uma receita operacional de US$ 119 milhões no terceiro trimestre de 2010, frente aos US$ 363 milhões no período correspondente do ano passado. A taxa de lucro aumentou para 93,3% no terceiro trimestre de 2010, frente aos 81,1% no mesmo trimestre de 2009. A variação deveu-se principalmente à ausência de ganho reconhecido no resultado do ano anterior, juntamente com o impacto de certas comutações.
A gestão de ativos contribuiu novamente com uma receita operacional vigorosa de US$ 1,2 bilhão para o terceiro trimestre de 2010, frente a US$ 697 milhões no terceiro trimestre de 2009. O retorno sobre o investimento anualizado foi de 2,8% no terceiro trimestre de 2010, frente a 1,6% no período correspondente do ano anterior.
Segundo a nota, isso ocorreu basicamente devido ao menor impacto de hedges e prejuízos, mas foi neutralizado em parte pelo impacto dos movimentos cambiais. O retorno sobre o investimento total anualizado foi de 10,6% no terceiro trimestre de 2010, frente a 14,3% no período correspondente do ano passado.
“Em vista do desafio representado pelo ambiente de taxas de juros baixas, a Swiss Re irá continuar a concentrar-se na subscrição de negócios lucrativos enquanto explora novas fontes de renda através de sua capacidade de inovação. A carteira de (res)seguro da empresa está bem posicionada”, afirma o comunicado. Stefan Lippe resume: “No início de 2009, estabelecemos uma série de compromissos visando recobrar a confiança na Swiss Re. Cumprimos nossas promessas e conseguimos reverter o desempenho da empresa. Agora estamos firmemente voltados para o futuro, implementando nossa estratégia e alavancando nossas principais capacidades.”
Mais um estrangeiro investindo na indústria de seguros do Brasil. Desta vez o anúncio vem do Paraná Banco e do grupo americano Travelers, segunda maior seguradora dos EUA. Em nota, as empresas afirmam que assinaram, hoje um contrato para investimento na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, holding de seguros controlada pelo Paraná Banco. Esta é a segunda vez que o grupo tem um sócio. O primeiro foi o fundo de private equity Advent.
Segundo nota, o investimento da Travelers possibilitará às empresas JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos em diversos ramos de seguros. Mediante aporte no valor de R$ 625 milhões e a distribuição de dividendos ao Paraná Banco no valor de R$ 110 milhões, a Travelers tornar-se-á titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, avaliada previamente à realização do investimento e a distribuição de dividendos em R$ 925 milhões. A Travelers terá a opção, pelo prazo de 18 meses após a conclusão da operação, de aumentar sua participação para até 49,9% do capital votante da Companhia.
A conclusão da operação está sujeita a autorização da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e também será submetida à aprovação pelas autoridades do sistema brasileiro de defesa da concorrência.
Veja a íntegra do comunicado:
O Paraná Banco e a Travelers entendem que os benefícios do contrato assinado, além da capitalização na holding de seguros, potencializando uma maior retenção de prêmios de seguro, proporcionarão o fortalecimento das operações de seguro garantia no Brasil, a exploração do mercado de resseguro garantia na América Latina e benefícios decorrentes de sinergia em know how. Além disto, o suporte de uma marca conhecida e respeitada internacionalmente como a Travelers, proporcionará à JMalucelli Seguradora e à JMalucelli Resseguradora um maior apoio de resseguradores internacionais, que são fundamentais na emissão de apólices de grande porte.
Outro ponto positivo desta operação será o ingresso das companhias de seguro JMalucelli no segmento de ramos elementares (Property and Casualty). A intenção é aproveitar a sinergia com a Travelers e todo o seu expertise neste produto para iniciar a atuação da JMalucelli neste segmento no Brasil.
Para Jay Fishman, Presidente do Conselho e Diretor Presidente da Travelers, “esta será uma grande oportunidade para a seguradora norte americana de ter acesso, por meio de um líder de mercado, a um país com uma das economias que crescem mais rápido no mundo”.
Já para Alexandre Malucelli, Diretor Vice-Presidente da JMalucelli Seguradora e Diretor Presidente da JMalucelli Resseguradora, esta parceria deve proporcionar as seguradoras JMalucelli uma maior rentabilidade dos seus negócios de seguro garantia no território brasileiro adicionado à expansão de suas atividades para o mercado latino e o ingresso em outros ramos de seguro. “Estamos entusiasmados com esta parceria que nos dará a oportunidade de atingir um outro patamar em termos de tamanho e abrangência das nossas operações. Isto é extremamente benéfico frente ao mar de oportunidades que virá com obras de infra-estrutura que o Brasil aguarda para os próximos anos e o próprio desenvolvimento do país”, conclui Malucelli.
O Paraná Banco e a J. Malucelli tiveram como assessor financeiro exclusivo para a operação o Banco BTG Pactual e como assessor jurídico o escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.
Em um IPO diferenciado, as ações da Brasil Insurance, que reúne 27 corretoras de seguros espalhadas em todo o país com cultura diferenciada e que assim permanecerão, tiveram uma estreia de sucesso na BM&F Bovespa, ainda mais considerando-se que o primeiro dia de negociações foi ponte do feriado de finados. Mesmo assim, na segunda-feira, primeiro dia de negociações, as ações ordinárias do grupo controlado pelo fundo de private equity Gulf iniciaram o pregão com valorização de 15,92%, para R$ 1.565. No meio do dia, as ações chegaram a ter alta de 22,95%, para R$ 1.660, mas encerraram o pregão com valorização de 27%, movimentando R$ 180,2 milhões e cotadas a R$ 1.720.
Segundo analistas, a primeira recomendação para um IPO de sucesso é ter no mínimo os três últimos balanços financeiros auditados. A empresa não tinha, uma vez que os corretores não publicam balanço. Isso levou a Ernst & Young Terco , auditoria externa da empresa, a ressalvar o parecer que acompanha as demonstrações financeiras.
Uma ressalva significa que há problemas relevantes nos números.
No entanto, os riscos estão todos expostos no prospecto de venda. No documento, os bancos responsáveis alertam que a empresa foi constituída recentemente, sem histórico operacional. Sendo assim, a Brasil Insurance está sujeita a riscos, despesas e incertezas associados à implementação do plano de negócio, que normalmente não são enfrentados por sociedades constituídas há mais tempo.
Outro risco é a companhia existir apenas no papel. “Nosso desempenho futuro é incerto. Nossos auditores incluíram um parágrafo de ressalva em seu parecer indicando que nos encontramos em fase pré-operacional”, informa o prospecto.
O IPO da Brasil Insurance captou R$ 644,6 milhões. O preço de emissão ficou em R$ 1.350, na media estipulada, que era entre R$ 1.250 e R$ 1.450. A operação foi destinada apenas a investidores qualificados. A emissão primária totalizou R$ 348 milhões, com a emissão de 257.850 ações ordinárias e a oferta secundária somou R$ 296,52 milhões, com a colocação de 219.650 papéis.
A Austral Seguradora, empresa do Grupo Austral, braço da Vinci Partners para o setor de seguros, recebeu o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no mercado brasileiro. Com investimento inicial de R$ 25 milhões, a companhia terá foco nos segmentos de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia, priorizando projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos, projetos de energia elétrica, habitacional, construção naval, saneamento, óleo e gás e concessões.
Segundo o diretor executivo da Austral Seguradora, Carlos Frederico Leite Ferreira, existe uma projeção relevante de investimentos no setor de infraestrutura no Brasil, o que estimulará as operações de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia. Somente em 2009 estes segmentos cresceram, respectivamente, mais de 40% e 27%, na comparação com 2008, informou a empresa em nota divulgada à imprensa.
O volume de prêmios da nova seguradora deverá alcançar cerca de R$ 400 milhões nos próximos cinco anos, de acordo com o plano de negócios. Além disto, os acionistas estão preparados para investir até R$ 500 milhões em capital para fomentar o crescimento da empresa.
A ideia dos executivos da Austral Seguradora é torná-la um dos principais players do ramo no país, oferecendo capacidade ao mercado por meio de um serviço diferenciado, ágil e desburocratizado. “O grande diferencial da empresa está na ênfase na qualidade e agilidade do atendimento e prestação de serviços a corretores e parceiros de negócios, buscando um atendimento personalizado”, afirma Ferreira, que possui mais de 15 anos de experiência na subscrição de seguro garantia no Brasil.
A Austral Seguradora contará ainda com uma parceira no segmento ressegurador, a Austral Resseguradora (Austral Re), que compõe o Grupo Austral, e deverá iniciar as operações em território nacional até o fim de 2010. A Austral Re, cujo capital inicial soma R$ 100 milhões, terá a Austral Seguradora como principal cliente no segmento de Seguro Garantia. “A expectativa é que a participação de mercado da nossa resseguradora atinja entre 10% e 12% em cinco anos”, prevê Bruno Zaremba, sócio da Vinci Partners, controladora do Grupo Austral.
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