A Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), que reúne os maiores compradores de seguros do Brasil, espera a imediata revogação das duas Resoluções, 224 e 225, editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em dezembro de 2010, que mudaram as regras de negociação de resseguro, o seguro das seguradoras.
De acordo com comunicado divulgado hoje, a diretoria executiva da ABGR afirma que as mudanças são altamente nocivas aos interesses do Brasil. Nelas, o governo proibe que o resseguro seja feito entre empresas do mesmo grupo e determina que a oferta de 40% dos contratos, antes tida como preferencial, passe a ser agora obrigatória para as resseguradoras locais.
Segundo a nota, as duas Resoluções, além de contraditórias em relação aos textos que visam alterar, são utópicas e não levam em conta a realidade da atividade resseguradora internacional. Como se não bastasse, ainda alteram texto de lei complementar o que é absolutamente vedado pelo arcabouço jurídico pátrio.
Em 2007 o Brasil deu um importante passo no sentido de modernizar, ampliar as garantias e reduzir o preço das apólices de seguros. Através da Lei-Complementar 126/07 o país colocou fim a quase 70 anos de monopólio da atividade resseguradora. Com a abertura do mercado nacional para outras resseguradoras, brasileiras e estrangeiras, atuarem no segmento, as seguradoras em menos de três anos passaram a contar com produtos mais afinados com as necessidades da sociedade e das empresas de todos os tamanhos.
O resultado desta abertura oportuna e necessária foi o redesenho do setor segurador, com companhias voltadas para os mais diversos campos da atividade oferecendo produtos de alta qualidade, solidez e confiança para todos os públicos.
Para a ABGR, a entrada em vigor das Resoluções ameaça estas conquistas. Na melhor das hipóteses o seguro brasileiro custará mais caro. Na pior as grande obras a serem realizadas nos próximos anos não terão suporte de seguro, o que pode inviabilizar inclusive a prospecção do Pré-sal, a realização da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos de 2016.
A diretoria da ABGR se diz confiante na sensibilidade do Governo Federal quanto a importância da nação ter um sistema de seguros moderno, baseado nas melhores práticas da atividade, inserido no contexto internacional e capaz de dar as garantias necessárias ao desenvolvimento sustentável nacional.
Os desastres naturais fizeram as seguradoras desembolsar mais de US$ 37 bilhões em indenizações no ano passado, segundo estudo da Munich Re divulgado nesta terça-feira. O valor significa dizer que as companhias pagaram US$ 22 bilhões a mais de indenizações no ano passado do que em 2009. Esse número representa menos de 30% das perdas econômicas totais geradas pelas 950 catástrofes naturais, sendo boa parte delas causadas por água, com tempestades e inundações. Apesar disso, o evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile, com indenizações de US$ 8 bilhões para perdas econômicas de US$ 30 bilhões.
O custo das perdas econômicas para os países chegou a US$ 130 bilhões, muito acima dos US$ 60 bilhões do ano anterior. 2010 foi o segundo maior registro de catástrofes naturais desde 1980, periodo em que a indústria de seguros contabilizou uma média de 785 eventos por ano. Em pagamento de indenizações, 2010 foi o sexto ano mais caro para a indústria de seguros nos últimos 30 anos.
Desejo do fundo da alma que todas as pessoas sejam felizes, tenham saúde física e mental e Deus em seus corações. Desejo que todas as pessoas tenham um trabalho que lhes traga satisfação pessoal, profissional e financeira. Que tenham brilho no olhar. Desejo que todas as pessoas tenham como mantra respeitar a si mesmo, o próximo e o planeta. Desejo que em 2011 esse pensamento simples possa orientar a atitude de todos. Assim, construiremos um mundo melhor para nossos filhos e filhos melhores para o nosso mundo. Feliz Ano Novo!!!
O consultor jurídico e membro da Comissão de Seguro e Resseguro da OAB-RJ, Fábio Torres, afirmou em nota, nesta quinta-feira, que as resoluções que alteraram as regras nas operações de resseguro, aprovadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), não têm “amparo legal”. Segundo ele, empresas afetadas por essas regras podem recorrer à Justiça para assegurar os seus direitos. “O CNSP deve revogar tais resoluções, evitando conflitos judiciais, aumento da insegurança jurídica e que sejam retardados os investimentos previstos pelos grupos estrangeiros no País”, comentou Fábio Torres.
Ele explicou que a resolução que veda as operações intergrupos é inconstitucional porque “agride a livre iniciativa, favorece grupos econômicos e prejudica o consumidor, pois encarece o preço do produto final”. Fábio Torres assegura ainda que a resolução que tornar compulsória a colocação de 40% do risco em resseguradoras locais não tem valor jurídico, pois vai de encontro ao que estabelece a Lei Complementar 126, que regulamentou as operações de resseguro no Brasil.
As novas regras para estimular o mercado de resseguros não melhoram as operações de resseguro no país. “Muito pelo contrário. Podem, inclusive, diminuir a oferta de capacidade de resseguro ao país”, diz o advogado especializado em seguros, Walter Polido. Segundo ele, quando a lei que abriu o mercado foi feita, houve debate. Agora, mudam procedimentos significativos e sequer discutem com o mercado? Veja abaixo a íntegra da entrevista com Polido.
O que mudou no resseguro?
As Resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP – n.ºs 224 e 225, de 17.12.2010, mudarão, drasticamente, as regras determinadas em 2008 quando da regulamentação das operações de resseguro no Brasil, após a edição da Lei Complementar 126/2007.
Mas isso não foi discutido anteriormente?
As normas iniciais e anteriores foram objeto de ampla discussão prévia com os agentes pertencentes ao mercado segurador e seus principais “players” interessados: resseguradores internacionais e o nacional IRB-Brasil Re, seguradoras, brokers de resseguro, segurados, entidades representativas de classes, segurados, sociedade civil. Assim, o Órgão Regulador (a Susep) promoveu audiência pública na ocasião, democratizando de maneira ampla a regulamentação do processo de abertura do resseguro no Brasil, após os 69 anos de monopólio estatal no setor. As mencionadas Resoluções, surpreendentemente, foram apenas publicadas no DOU, sem que tivessem sido previamente discutidas com os seus principais interessados.
O que efetivamente essa regras mudam na vida das empresas e dos clientes?
O CNSP alterou substancialmente o teor do processo de retrocessão, na medida em que impediu – já com vigência a partir de 31.01.2011, que os Resseguradores Locais retrocedam a outros Resseguradores ligados ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro sediado no exterior. Vários Resseguradores Locais com capital internacional e estabelecidos no Brasil se enquadram nessa nova regra.
E quem se beneficia?
Apenas os Resseguradores Locais, com capital brasileiro, estarão livres da nova norma, podendo retroceder para quem eles quiserem (daqueles registrados na Susep). É sabido que os Resseguradores Internacionais aportaram no Brasil para fazerem negócios e terem lucros, não há nenhuma dúvida sobre isso. É bem verdade, também, que aqueles que decidiram se estabelecer como Locais tomaram essa decisão baseados nas regras vigentes: percentual significativo das ofertas obrigatórias (60% nos dois primeiros anos e 40% nos demais) e a possibilidade de retrocessão às suas respectivas matrizes sediadas no exterior. O resseguro, enquanto operação financeira especialmente constituída tem caráter internacional por excelência, em face mesmo da requerida pulverização dos riscos em diversos mercados, cuja transferência minimiza a possibilidade de haver concentração de perdas em apenas uma área geográfica. Não é diferente no Brasil, apesar da possibilidade mais reduzida de que o país tem em relação aos eventos naturais.
As medidas terão efeito benéfico para o Brasil?
Pretender que os Resseguradores Locais Internacionais se capitalizem suficientemente no Brasil para então poderem tomar mais riscos, diante das novas regras que vigerão, é algo extremamente improvável e que certamente contraria as bases mais elementares da indústria mundial de resseguro, a qual não pulveriza o capital pelos países onde opera. Não seria diferente no Brasil, apesar dos anseios mais populistas e conservadores que podem movimentar as regras do jogo, colocando até mesmo o país em situação de desvantagem competitiva no âmbito internacional. Não é bom para o Brasil ser diferente em resseguro do resto do mundo internacional. Não ganhamos nada com isso. Muito pelo contrário. As novas regras, portanto, são aproveitadas por poucos, se de fato tiver como tirar algum proveito delas.
Quem então as aproveita? A quem interessa?…
O Brasil precisa de competição saudável no setor, propugnando mesmo pela modernização da atividade securitária, a qual se situa muito aquém contemporaneamente do nível de qualidade exigido. Os modelos de procedimentos (da angariação até o pagamento dos sinistros) e também os produtos de seguros nacionais foram todos esgotados nas décadas de monopólio, tendo encerrado este ciclo conservador e atrasado com a edição da Lei Complementar 126/2007. O mercado de resseguro deve ser livre em ofertas e precificação, de maneira que este sistema possa propiciar que o benefício da livre concorrência chegue até o consumidor final de seguros: o segurado.
Então, conclui-se, que as novas regras não melhoram as operações de resseguro no país.
Muito pelo contrário. Podem, inclusive, diminuir a oferta de capacidade de resseguro ao país, tão decantada nos últimos tempos e em razão dos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos.
Por que então foram determinadas pelo CNSP e de maneira tão solitária?
Que o próprio Órgão responda às questões que têm sido levantadas desde o “susto” inicial com a publicação das Resoluções no DOU de sexta-feira passada. A insegurança jurídica, acarretada por este tipo de ação do poder público, não contribui em nada para o desenvolvimento do país. Que possa prevalecer o bom senso, reconduzindo o tema ao seu devido lugar.
Walter Polido, consultor em seguros e resseguros. www.polidoconsultoria.com.br
Desde sexta-feira os bastidores das empresas da indústria de seguros estão em alerta, na busca de mais informações sobre a Resolução 225, publicada no Diário Oficial da União pelo CNSP, com novas regras para operações no resseguro. A norma altera artigos da resolução CNSP Nº 168, de 17 de dezembro de 2007, responsável pela abertura do setor de resseguros, que trouxe ao país mais de cem empresas estrangeiras em busca de contratos mundiais.
O que mais se comenta é que a oferta preferencial de 40% dos contratos aos resseguradores locais agora passa a ser obrigatória. Até ai, tudo bem. Segundo fontes que preferem ficar anônimas, o governo aposta que a medida forçará muitas resseguradoras admitidas a se transformarem em locais. No entanto, outra norma que proibe que os locais repassem o resseguro para empresa do mesmo grupo derruba essa meta. “Quem vai se transformar em local se não pode passar parte do contrato para a matriz?”, indaga um analista.
O que deve se proliferar, segundo executivos, é o número de acordos entre empresas de diferentes grupos, o que encarecerá o custo pelo efeito cascata de impostos. “Se a ação foi tomada para privilegiar o IRB, que perdeu significativmente market share, especialmente em seguro de riscos de engenharia, também não dará certo, pois o mercado irá se adequar sem o IRB”, diz um executivo de resseguradora admitida. “Principalmente porque o IRB não tem rating e muitas resseguradoras são proibidas de atuar com empresas sem um determinado rating. A melhor saída seria ajustar de vez as anomalias na regulamentação para que o setor cresça de forma ágil, transparente e sustentável”, resume um segurador estrangeiro.
Segundo fontes estatais, houve abuso por parte da iniciativa privada em tirar contratos do IRB e na oferta preferencial. Os executivos privados se defendem alegando que o mercado se ajuste as regras de forma a otimizar a concorrência de preço para beneficiar o consumidor final com preços mais competitivos, contratos mais ágeis e segurança. “Precisamos dos consumidores para continuar vendendo. Só assim os acionistas continuarão injetando recursos na operação”, afirma um executivo de resseguradora local.
Muitos executivos estão reunidos hoje para avaliar profundamente as mudanças e assim poder propor algo mais eficiente e claro para o governo. Segundo comunicado publicado no site da Susep, o objetivo dessa medida é “fomentar o mercado local de resseguro”. Infelizmente a nota no site da Susep não estava disponível para leitura na íntegra.
*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br
A necessidade de se buscar entendimento entre as partes envolvidas no contrato foi o principal tema do I Encontro de Seguro Garantia (dia 6 e 7), realizado pela CNSeg, reunindo as principais seguradoras, representantes de tomadores e segurados, no auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Questões sensíveis como prazo de vigência das apólices; a responsabilidade dos segurados de acompanharem os riscos dos projetos e notificarem as seguradoras a cada mudança de escopo ou de prazo; a indenização de sinistros em valores ou por meio da conclusão dos projetos; a excessiva alavancagem dos tomadores no cenário atual de grande número de obras; o gerenciamento de risco; a abertura dos contratos de resseguro para os segurados; a necessidade de se disciplinar o segurado, mas também de quebrar paradigmas para melhor atendê-lo; e ,finalmente, a mediação foram exaustivamente discutidos. O evento, que visa encontrar caminhos para o o desenvolvimento do Seguro Garantia no País, contou com intensa participação da plateia, que lotou o auditório e manteve em alto nível o debate.
Abrindo o seminário no segundo dia, foram apresentados casos práticos de dois tomadores, a Odebrecht, por meio de sua corretora OCS (Odebrecht Administração e Corretora de Seguros), e a Alston, fabricante de equipamentos para infraestrutura. Com faturamento de US$ 26 bilhões e US$ 35 bilhões em ativos, a Odebrecht atua em mais de 20 países e só no Brasil opera hoje com 70 contratos, todos cobertos com Seguro Garantia, que somam mais de US$ 19 bilhões de capitais segurados e cerca de US$ 3,3 bilhões em prêmios.
Segundo Luiz Barreto, vice-presidente da OCS, como o grupo sempre tem que dar garantias a terceiros, a sua diretriz é usar o Seguro Garantia pela credibilidade internacional que o produto tem. “O Seguro Garantia é menos volátil e, diferentemente da fiança bancária, é condicional. Todos os nossos gerentes de projeto estão orientados a convencer o cliente a aceitar o Seguro Garantia”, diz Barreto.
Ele alertou, porém, que, tendo em vista o volume de investimentos e projetos que o Grupo tem no Brasil, a demanda do seguro vai ser muito grande. “O mercado tem que tirar o foco do risco corporativo e colocar foco nos projetos. As empresas por si só não devem ser avaliadas. Não há balanço que comporte o nível de investimentos previstos”, recomenda.
Também representando um tomador, Valéria Toledo da Alston, levou para o debate alguns questionamentos. O primeiro deles é quando termina o prazo da apólice. No documento com certificação digital, está claramente expresso que a apólice termina na data prevista. Mas, nas apólices em papel, há dúvidas se ocorre na data fixada da apólice no prazo do projeto. Ela também defendeu uma maior clareza no processo de regulação de sinistro e sobre o pagamento de prêmios nos caso de apólices vencidas.
No painel dedicado aos grandes projetos de infraestrutura, Dinir Salvador, do escritório Azevedo Sette, levou para o debate a visão dos financiadores e sugeriu que os bancos deixem de ser classificados como beneficiários e passem a ser entendidos como co-segurados e que haja flexibilidade e livre negociação sobre se o pagamento do sinistro se dará por meio de valores ou com a conclusão dos projetos.
No mesmo painel, Danieli Gugelmin, representante da J. Malucelli Seguradora, defendeu a adoção não apenas do Compliton Bond, contrato guarda-chuva de financiamento do projeto, mas também o Performance Bond, como forma de uma maior controle operacional de toda a cadeia envolvida na execução dos projetos. “A gestão de risco na J.Malucelli é de baixo para cima. É muito mais eficaz gerir a base das EPCs do que a SPE que oferece basicamente risco de crédito”, diz Gugelmin.
Na parte da tarde foram discutidos a contratação regular estatal e o gerenciamento de riscos. No primeiro painel, Ricargo Gama, coordenador de seguros da Petrobras, embora tenha dúvidas sobre a capacidade do setor de garantir os grandes projetos da companhia, rechaçou a ideia da criação de uma seguradora estatal. Ele também aproveitou para dar uma boa notícia ao setor de que conseguiu excluir dos editais de seus processos licitatórios uma cláusula que a engenharia colocava que isentava os contratados de enviar às seguradoras informações sobre mudanças nos projetos. “Nós estávamos sendo prejudicados porque os contratados não conseguiam obter seguro e tinham que recorrer à fiança bancária, o que aumentava os custos da Petrobras. Hoje voltamos ao padrão técnico normal”, anunciou Gama.
Já Gladimir Poleto, do escritório Poletto & Possamai, Advogados Associados, elencou alguns dos principais aspectos do seguro garantia à luz da lei de licitações (Lei 8666); o Código Civil; a Lei 9.784/1999 que regula o processo administrativo no âmbito federal; e a Circular Susep nº 232/03. E defendeu uma harmonização de todas estas legislações.
Fechando o seminário, Luciano Neves Moraes, diretor de sinistro e responsável por Seguro Garantia na J. Malucelli, elencou as melhores práticas para um bom gerenciamento de risco. Para ele, o risco deve ser avaliado antes mesmo da emissão da apólice como forma de prevenção, acrescentando que, na J.Malucelli, a área de sinistros foi ampliada para um conceito de pós-venda, acrescentando que o grupo mantém em sua estrutura uma gerenciadora de risco.
“Monitoramos não apenas o processo de vistoria prévia, mas também o acompanhamento da performance do projeto. Muitas vezes conseguimos antecipar alguns problemas. A ideia é prevenir a ocorrência de um sinistro”, assinalou. E alertou que muitas vezes os direitos de segurados e tomadores se perdem porque muitas vezes deixam de analisar a apólice e mantê-la atualizada. Para ele, tanto tomador quanto segurado tem que ter uma perfeita visão do que a apólice permite e deles se espera que prestem informações. Mas ele defendeu os processos de mediação que, na empresa, têm conseguido grande sucesso com perfeita satisfação tanto da seguradora como dos segurados e dos tomadores.
Os seguradores são a favor da criação de uma agência reguladora para a indústria de seguros, dando apoio a Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A agência ajudaria a preparar o mercado para a auto-regulamentação, um processo em curso e que deu mais um passo no mês passado, com a aprovação do Código de Ética pelas seguradoras”, contou Jorge Hilário Gouvêia (foto), presidente da CNSeg, durante coletiva de imprensa realizada com jornalistas hoje, em São Paulo.
Segundo o presidente, a Susep é um órgão regulador com características de autarquia. Um setor com tamanha importância merece ter a sua agencia reguladora”, frisou o presidente da CNSeg. Além disso, o setor tem sua regulação dividida também com a Agência Nacional de Saúde (ANS) e com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). “Uma indústria desse tamanho precisa de um programa de Estado”, diz Hilário. Ter uma agência, segundo ele, poderia agilizar projetos que há anos estão parados, como os planos de previdência com incentivos para saúde e educação, microsseguros e debates sobre o seguro popular de carro.
Para ele, a auto-regulamentação é essencial para o setor que deverá manter o ritmo de crescimento acima do PIB brasileiro nos próximos anos. Dados divulgados durante o encontro revelam que a indústria de seguros deverá encerrar o ano com receitas de R$ 179,3 bilhões, o que representa uma participação de 5% do PIB. “O mercado brasileiro reluz para os estrangeiros”, disse Jorge Hilário, comentando que tem recebido um expressivo número de visitantes interessados em operar no Brasil.
O presidente da CNSeg explicou aos jornalistas presentes a estrutura da entidade, que reúne quarto federações: FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e Fenacap., que juntas devem encerrar 2011 com faturamento de R$ 201 bilhões, avanco de quase 13%. A FenSeg agrupa as operações de seguros, com projeção de encerrar 2010 com receitas de R$ 37,3 bilhões, crescimento de 21%. Parte do crescimento deste segmento veio da carteira de automóveis, de seguros financeiros como D&O, seguro rural e também seguro garantia.
A FenaPrevi reúne as empresas de previdência aberta e vida, com projeção de receitas para este ano de R$ 60,6 bi, alta de 33%. A FenaCap projeta encerrar o ano com receita de R$ 10,7 bilhões, captados por cerca de 15 empresas que vendem títulos de capitalização. A FenaSaúde, que agrupa 1.065 operadoras, deverá encerrar 2010 com faturamento projetado em R$ 70,5 bilhões.
“O setor pode ser muito maior do que é. Nossa principal missão para 2011 é identificar o que temos de fazer para a indústria de seguros crescer de forma a ocupar um tamanho representativo no Brasil, assim como ocupa nos países mais ricos”, disse Jorge Hilário. Em 2010, entre os destaques da atuação da entidade o presidente citou a participação ativa da CNSeg na discussão sobre a criação da seguradora estatal.
Para 2011, além de mapear os fatores que inibem o crescimento do setor, a CNSeg quer expandir o acesso das classes C e D ao seguro. Em previdência, duas prioridades: regulamentar os planos com incentivos para saúde e educação e também os fundos blindados. No segmento de seguro, a apólice popular para automóvel está no topo das prioridades da CNSeg.
Segundo Solange Beatriz, diretora executiva da CNSeg, um grande desafio está em reduzir as assimetrias com os consumidores, tornando o seguro um produto de fácil entendimento e consequentemente mais consumido pela população. “Estamos num caminho virtuoso de crescimento e vamos aprimorar a nossa atuação. O setor de seguros, por exemplo, se antecipou ao Código de Defesa do Consumidor, implementando as exigências antes mesmo delas estarem valendo”, lembrou. Outra iniciativa, segundo Solange Beatriz, é a elaboração de uma cartilha dentro do programa de educação financeira.
Estar presente na inauguração da 15ª edição da Árvore de Natal da Bradesco Seguros é mais um daqueles momentos históricos da minha vida e também da minha família. Voltamos revitalizados tamanha energia recebida no evento.
Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, estava lá, emocionado como sempre. Neste ano sentou ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, ambos próximos de Antonio Carlos de Almeida Braga, mais conhecido como Braguinha. “Que bom tê-la aqui com sua família. Há quantos anos você vem na árvore? Oito? Obrigado por ter vindo novamente”, disse Trabuco, com verdadeiro sentimento e cordialidade expressos a todos que se aproximam para cumprimentá-lo.
Acompanhado por Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Trabuco seguiu para merecidas férias, deixando na Lagoa Rodrigo de Freitas mais de 200 mil pessoas que compareceram ao evento para ver o grande show preparado por um exército de funcionários dedicados e que cuidaram para que tudo desse certo.
Até mesmo São Pedro ajudou. Não choveu como nos anos anteriores. Por sinal, estava um calor daqueles. “Demos um jeito de barrar aquela nuvem ali para que nada atrapalhe esta grande noite que preparamos para a cidade”, disse Rossi, apontando para uma enorme nuvem cinza presa no Cristo Redentor. Para quem conseguiu eleger o Cristo como uma das sete maravilhas do mundo (a Bradesco foi uma das principais patrocinadoras do projeto, assim como para ajudar o Rio a conquistar o título de sede das Olimpíadas), tudo pode ser possível.
“Em 2014 espero ser convidado para a inauguração da árvore, pois agora venho como governador. Mas quando não for mais quero receber um convite, pois é um espetáculo”, disse Sérgio Cabral. Realmente foi um evento único. Desde o coquetel até a queima de fogos final. Entre artistas e políticos, muitos profissionais do setor de seguros. Luis Octavio, gerente de seguros da Petrobras, estava lá. “Linda esta árvore. Um prazer estar aqui”, comentou, ao lado da esposa. Quanto a seguros, ele só disse que tem trabalhado muito. Imagino. Tantos investimentos da Petrobras demandam centenas de apólices de seguros.
Henrique Brandão, corretor e presidente de Sincor RJ, também estava lá com os netos. “Estou muito otimista com 2011. A indústria de seguros promete ter um crescimento expressivo. A vida política do país também será intensa”, acredita o principal corretor do Rio de Janeiro, conhecido pelo seu livre tráfego no círculo político do PT. Rene Garcia, ex-titular da Susep, também aposta na intensidade do novo governo: “Temos um grande ano pela frente, com muitos desafios”. Paulo dos Santos, titular da Susep, está otimista em se manter no cargo, que assumiu neste ano. “Ninguém ainda falou nada sobre a Susep”, comentou. A aposta do setor é de que ele será mantido pelo governo à frente do órgão regulador da indústria de seguros.
O mais animado de todos era Eugênio Velásquez, conhecido como o profissional mais apaixonado por microsseguros da atualidade. “Precisamos falar mais de microsseguros. Mesmo sem a regulamentação do produto, temos avançado significamente. Vamos promover debates internacionais. Trazer a experiência da Allianz, da Zurich, da Munich Re para o Brasil”, falava ele completamente feliz com o trabalho que vem desenvolvendo no ultimo ano.
“Temos muito a fazer no Brasil neste sentido”, confirmou Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto RE, observando com atenção a entrada de tantos famosos no camarote vip da Bradesco, montado para convidados. Tanto Saad como Velasquez participam ativamente do Programa Estou Seguro, coordenado pela CNSeg, para divulgação do seguro dentro de um projeto de educação financeira, no Morro Dona Marta, no Rio. Em setembro, a Bradesco lançou no morro um seguro residencial, com contratação simplificada e custo mensal a partir de R$ 9,90 para cobertura de R$ 10 mil por incêndio.
Um bom termômetro para manter as vendas em alta para as classes de menor renda foi a contratação de Tarcisio Godoy, ex-presidente da Brasilprev, como ouvidor da Bradesco. “Estou muito feliz de estar no grupo, onde temos muitos desafios pela frente para divulgar a indústria de seguros para toda a sociedade”, disse, visivelmente entusiasmado de poder agregar valores na ouvidoria, uma diretoria estratégica hoje para qualquer empresa que queira diferenciar-se no atendimento aos clientes.
De longe vi um executivo da SulAmérica. Concorrente aqui? Humm! Isso pode significar notícias quentes. Quem sabe um furo. Mas, ao me aproximar, lembrei. Tive um branco. Tanto pela idade (brincadeira!) como porque Carlos Trindade ficou sumido por um período, enquanto preparava o IPO da Brasil Insurance, com captação de R$ 644 milhões em outubro. Trindade deixou a vice-presidência da SulAmérica em maio deste ano e em seguida assumiu a presidência da Brasil Insurance, holding do fundo de private equity Gulf Capital, que reúne 27 corretores de seguros. A oferta superou em 50% a demanda. “Minha vida tem sido visitar as empresas para contar sobre a Brasil Insurance”, disse, prometendo uma entrevista para a próxima edição da revista Apólice, agora que o período de silêncio acabou.
Enfim, muitas notícias na árvore, regadas pelas celebridades, como o mestre-de-cerimônias Edson Celulari, Milton Nascimento, Simone e Ivan Lins. A bailarina Ana Botafogo e o dançarino Carlinhos de Jesus voltaram a participar do evento, depois de se apresentarem em 2006. A cantora juvenil Malu Rodrigues também fez parte do espetáculo interpretando a música “Força Estranha” (de Caetano Veloso), além de um dueto virtual com Fafá de Belém, na canção “Ave Maria”.
O Coral da Fundação Bradesco encantou mais uma vez os presentes, com as vozes de 83 alunos – integrantes das escolas da Fundação Bradesco de São Paulo e do Rio de Janeiro – que desceu às laterais do palco para cantar a música “Jesus Cristo” com a cantora Simone. Completaram o espetáculo a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e os cantores líricos Carol McDavit e Pedro Gattuso. Na programação destaque para “La’amour est un oiseau rebele”, uma ária da ópera de Carmem, de Bizet.
Até Gigi virou estrela na árvore. Deu entrevista para uma teve.
Ficamos tão emocionados de ver nossa bebe se comportar como uma mocinha diante das cameras, que nem lembramos de perguntar onde seria exibida a entrevista! Enfim, valeu o convite Bradesco! Adoramos participar da maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Record, que marca, entre tantas emoções, o crescimento da Gigi e que, segundo ela, é a melhor festa do ano.
Pelo segundo ano consecutivo, a SulAmérica irá participar da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. A nova carteira, anunciada ontem pela BM&FBovespa, vigorará de 3 de janeiro a 29 de dezembro de 2011 e reúne 47 ações de 38 companhias, sendo a SulAmérica a única empresa representante do segmento de seguros. Veja abaixo comunicado oficial da SulAmérica:
“A inclusão da SulAmérica no ISE pelo segundo ano consecutivo confirma o acerto das medidas que estamos adotando na companhia para valorização dos princípios da sustentabilidade em nossas políticas e operações”, afirma o vice-presidente Corporativo e de Relações com Investidores, Arthur Farme d’Amoed Neto. “O compromisso com a sustentabilidade passou a constar de nossa declaração de valores, tendo efeitos práticos nos contratos de gestão dos executivos da empresa. Isso inclui desde o desenvolvimento de novos produtos e serviços de seguros, previdência e gestão de ativos até ações voltadas à redução dos impactos econômicos, sociais e ambientais inerentes às nossas atividades.”
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