Educação: prioridade que levará à liderança

Não foi só o mundo que mudou. A indústria de seguros também. Quem poderia imaginar que algum concorrente teria a ousadia de chegar perto da Bradesco Vida e Previdência, que por anos precisava de um telescópio para enxergar seus concorrentes. Em março deste ano, um susto: BrasilPrev despontou como líder do ranking de captação de VGBL.

“A Brasilprev obteve crescimento de 65% no primeiro trimestre em arrecadação de PGBL e VGBL”, orgulha-se Sérgio Rosa, presidente da empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil em parceria com a americana Principal. No mesmo período, a média do setor foi de 19%. Ou seja, um crescimento e tanto. Fruto de uma reestruturação geral no braço de seguridade do banco, que começa a render resultados. Até então ela estava atrás do Itaú. Bem atrás, aliás. Mas agora vem com força total, como mostram os números registrados em 2010 e primeiros meses deste ano.

No VGBL, BrasilPrev encerrou o primeiro trimestre com R$ 2,75 bilhões e Bradesco com R$ 2,676 bilhões. Itaú vem em terceiro lugar, com R$ 2,14 bilhões e a Caixa com R$ 1 bilhão em captaão de VGBL até abril. Somente os três maiores detém 70% das vendas de VGBL. No entanto, no dia da divulgação do resultado da liderança em março, os números de abril foram publicados e nova surpresa. O Bradesco encerrou o quadrimestre com R$ 3,66 bilhões em captações de VGBL e a BrasilPrev com R$ 3,56 bilhões, segundo a resenha mensal elaborada pela consultoria Siscorp, com dados da Susep.

“Somos os líderes em abril e tivemos um crescimento significativo em maio”, informa Lúcio Flávio Conduru de Oliveira (foto), presidente da Bradesco Vida e Previdência. No semestre, promete, o grupo atingirá a meta estabelecida no orçamento anual, de crescimento de 25% na captação de PGBL e 30% na de VGBL. Segundo ele, a meta está próxima de ser atingida, principalmente porque desde o início da venda desses produtos, há quase dez anos, o Bradesco prioriza o conceito de previdência. “Fazemos campanhas de vendas em todas as épocas do ano e não só quando há alguma data, como fim de ano ou dia das crianças, pois poupar é hábito”.

O ranking do VGBL é importante porque o produto representa a maior fatia das vendas de previdência aberta no Brasil. Segundo a Fenaprevi, a arrecadação da previdência privada aberta total acumulou R$ 15,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2011, com alta de 14%, totalizando 10,6 milhões de contratos. O VGBL representa R$ 12,6 bilhões desse total, o PGBL R$ 1,9 bilhão e os planos tradicionais R$ 1 bilhão das captações acumuladas até abril deste ano.

A Bradesco liderou o ranking geral de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2011, com 29,18% do total, seguida pela BrasilPrev (27,10%); Itaú Vida e Previdência (21,78%); Caixa Vida & Previdência (7,32%); Santander Seguros (4,69%); HSBC Vida e Prev. (3,98%); Icatu Seguros (0,89%); Safra Vida e Prev. (0,85%), Sul América (0,85%); Porto Seguro Vida e Previdência (0,57%). As demais entidades somam, no total, 2,80% da arrecadação.

Bradesco aposta nos produtos tradicionais, com aplicações nos ativos com melhor rendimento no momento e de acordo com o perfil do cliente. Atualmente, com taxas de juros elevadas e bolsa em queda, a recomendação é apostar em renda fixa. A Brasilprev tem grande simpatia pelos fundos conhecidos como ciclo de vida, plano onde os investimentos em renda fixa e variável são calibrados de acordo com o período de vida do investidor. Quanto mais jovem, mais ações. Mais próximos da idade de se aposentar, maior a aposta na renda fixa.

Bem, concorrência à parte, a verdade é que vender plano de previdência vai muito além da disputa pela liderança do setor. É uma questão de educar a sociedade sobre a necessidade de ter uma reserva para arcar com as despesas futuras, seja para bancar gastos com saúde, seja para usufruir a longevidade viajando ou abrindo o próprio negócio. Assim pensam os dois executivos que comandam as duas principais empresas de previdência aberta do Brasil. Ainda bem.

Com estratégias diferentes, porém estimulada por um acirrada concorrência tanto em vendas individuais como corporativas, as líderes têm em mãos um grande poder de ajudar a elevar a poupança interna do Brasil, um dos pontos cruciais para que o crescimento siga sustentável. Para ambos, a prioridade não é a liderança do ranking e sim a venda bem feita. “A liderança será uma conseqüência”, diz Conduru.

Para o presidente da Bradesco Vida e Previdência, a aposta está na qualificação dos profissionais que fazem a venda. Além de milhões de reais e de horas em treinamentos, a Bradesco investe no monitoramento do pós venda. “Ligamos para o cliente para saber se ele realmente sabe o que comprou. Se ele pretende usar o dinheiro aplicado em previdência no prazo de um ano, devolvemos os recursos, explicamos que a previdência é um investimento de longo prazo e recomendamos que o corretor que efetuou a venda volte para os cursos de treinamento”, afirma.

Na BrasilPrev, além do treinamento de consultores que atendem clientes e dão apoio aos gerentes, cresce a cada dia o programa de educação financeira para os planos corporativos. Em 2011, foram realizadas em média 30 palestras, com cerca de 50 pessoas em cada evento. São cursos voltados para noções básicas de economia e de orçamento doméstico, idealizados para enriquecer a cultura financeira de funcionários das empresas clientes. Mais de 7 mil pessoas já passaram pelos cursos e a idéia é levar os conhecimentos a um número bem maior de pessoas, conta Sérgio Rosa.

Atualmente, a BrasilPrev monitora o resultado de um curso online de educação financeira. O projeto piloto foi implementado em quatro empresas e após os ajustes necessários será ampliado. “É importante que as pessoas saibam o quanto importante é poupar e os efeitos benéficos da acumulação de recursos no longo prazo”.

O país será o grande vencedor dessa disputa, com mais poupança interna, uma sociedade mais organizada financeiramente e também mais preparada para fazer escolhas consciente diante da diversidade de produtos financeiros que chegam diariamente por todos os lados, seja pelo bom amigo carteiro ou pelo ágil SMS.

Brasil Insurance compra Graciosa, no Paraná

O apetite da Brasil Insurance continua feroz. Desta vez o ataque foi no Paraná, onde comprou 99,98% do controle da Graciosa Corretora de Seguros. Segundo comunicado enviado a BM&F, o valor do negócio foi fechado por R$ 11 milhões. A corretora paranaense atua em vida, saúde e ramos elementares e movimentou prêmios de R$ 17 milhões no ano passado.

A holding Brasil Insurance, única corretora com ações negociadas na BM&F, conta agora com 32 corretoras administradas. As ações da empresa apresentaram queda com a troca de comando, em maio, saindo Carlos Alberto Trindade e assumindo Bruno Padilha, que antes era o diretor financeiro. A grande preocupação das seguradoras é na integração da operação, pois envolve muitos corretores, de diferentes segmentos, cultura e regiões. Segundo o último relatório divulgado pela HSBC, a recomendação é de compra, com preço-alvo em 12 meses projetado em R$ 2,63 mil, avanço de de 48,6%.

Susep terá nova diretoria em julho

Ontem, tomou posse o novo titular da Susep, Luciano Santanna. Ele entregará ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um plano de trabalho da Susep para os próximos três anos. A entrega vai ocorrer após a nomeação da nova diretoria do órgão, o que deve ocorrer entre 15 e 20 dias. O setor de resseguros é o que mais demandará especialização do corpo técnico da Susep, pois a abertura do segmento é muito recente. Santanna disse que quer reduzir os prazos dos processos administrativos que resultem em algum tipo de sanção.

Segundo matéria divulgada na Agência Câmara, combater as cooperativas que vendem proteção veicular, concorrendo com o seguro de carro, é uma das prioridades da nova gestão. “Eu diria que são os camelôs do segmento. Além de não oferecer produtos adequados, acabam afetando o mercado, porque representam uma concorrência desleal, na medida em que têm custos mais baixos, justamente por não atender a essas normas que garantem, por exemplo, provisões técnicas”.

Segundo Santanna, informa a Agência Câmara, a Susep vai entrar com ações civis públicas na Justiça, pedindo a suspensão imediata das atividades dessas empresas do segmento pirata. “Nós já temos uma série de ações que a nossa Procuradoria Federal preparou e, nos próximos dias, estaremos ajuizando [a ação]. Acredito que essas duas medidas concretas surtirão efeito”.

O seguro pirata tem, atualmente, grande penetração no segmento de seguro para veículos automotores, por meio de cooperativas e associações que são criadas com o objetivo de atender a determinados profissionais e acabam comercializando os produtos para a população em geral. De acordo com o superintendente, a oferta do produto é feita “sem apresentar garantias de que esses contratos, no futuro, serão cumpridos. Isso pode se tornar uma bola de neve, além de atrapalhar o mercado”.

Devido ao tamanho dos mercados que regula, entre os quais seguro, resseguro, capitalização e previdência complementar aberta, a Susep pretende, na nova gestão, estabelecer parcerias com entidades autorreguladoras. Segundo Santanna, isso permitirá maior eficiência na fiscalização dos mercados. São mais de 130 seguradoras, 74 resseguradoras locais e eventuais e mais de 60 mil corretores.

A ideia, revelou o titular à Agência Câmara,, é fiscalizar a atuação dessas entidades, que irão funcionar também como auxiliares da Susep, com poder para impor multas às empresas que cometerem infrações. Nas entidades cuja atuação não estiver adequada, os dirigentes estarão sujeitos a sanções disciplinares, além de multas, suspensão e inabilitação.

Santanna quer adotar na Susep o modelo que já mostrou eficiência no mercado de capitais. “A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebe o auxílio da Bolsa de Valores e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). E me parece o sistema mais racional para atuação do Estado. Em vez de aumentar o quadro de funcionários, para chegar no ponto ótimo de atuação, a gente busca o apoio do próprio mercado”, informa a Agência Câmara.

Outra prioridade será a disseminação da cultura do seguro entre outros segmentos sociais. Segundo Luciano Santanna, a Susep apoia a ampliação da cultura do seguro porque significa uma inserção desses segmentos no sistema de segurança”.

Com Travelers, JMalucelli passa a atuar em vários ramos

Mais uma companhia para ofertar vários tipos de seguros para a sociedade brasileira. Trata-se da JMalucelli, que até então atua com seguro garantia, sendo uma das maiores do mercado, e que passa a operar também com riscos de engenharia, seguro patrimonial e seguro de responsabilidade civil, inclusive de administradores (Directors & Officers – D&O) com a parceria com a seguradora americana Travelers, Veja abaixo o comunicado sobre a atuação dos grupos, distribuído na sexta-feira passada, após a aprovação da parceria pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Comunicado oficial da JMalucelli e Travelers

O Paraná Banco e a Travelers Companies, Inc., uma companhia americana líder em seguros de ramos elementares (Property and Casualty – P&C), concluíram o contrato para investimento, por uma subsidiária da Travelers Companies, Inc. (“Travelers Brazil”), na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, companhia holding de seguros controlada pelo Paraná Banco (“Companhia” ou “Holding de Seguros”).

Após aprovação prévia da Susep, a parceria estratégica tem início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões (R$ 625 milhões, corrigidos pelo CDI desde 01 de janeiro de 2011 até a data do fechamento da operação, nos termos do Contrato de Subscrição, celebrado pelas partes em 3 de novembro de 2010) o que torna a Travelers Brazil titular de 43,4% do capital votante da Companhia.

Ainda nesta data, foi celebrado um Acordo de Acionistas entre o Paraná Banco e a Travelers Brazil que regulará os direitos das partes enquanto acionistas da Holding de Seguros, incluindo seus direitos políticos com respeito à Companhia e suas subsidiárias (a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito) responsáveis pelas operações de seguro do grupo JMalucelli . Nos termos do acordo, foi conferida à Travelers Brazil a opção de, pelo prazo de 18 meses após a data de fechamento, aumentar sua participação total para até 49,9% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros.

O fluxo do capital investido aumentará o capital social da JMalucelli Seguradora em R$ 80,0 milhões, da JMalucelli Resseguradora em R$ 492,1 milhões e da JMalucelli Seguradora de Crédito em R$ 85,0 milhões. Após a distribuição de dividendos das seguradoras ao Paraná Banco no valor de R$ 110,0 milhões, o patrimônio líquido da JMalucelli Seguradora com base no resultado do 1T11 passará a ser de R$ 162,3 milhão, o da JMalucelli Resseguradora de R$ 574,3 milhões e o da JMalucelli Seguradora de Crédito de R$ 101,8 milhões, perfazendo o patrimônio líquido da Holding de Seguros, com base no 1T11, em R$ 838,4 milhões. O investimento da Travelers possibilitará a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos em diversos ramos de seguros.

De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição, comercial, e sinistros) abaixo de cada seguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam ainda a apresentar suas marcas de forma conjunta com a da Travelers, aliando a força de duas marcas de reconhecimento nacional e internacional à nova operação.

Além da capitalização, potencializando uma maior retenção de prêmios de seguro, a parceria agora concluída fortalece as operações de seguro garantia no Brasil, possibilita a exploração do mercado de resseguro garantia na América Latina, bem como o ingresso das companhias de seguro JMalucelli no segmento de ramos elementares (Property and Casualty – P&C). Neste último segmento a estratégia daqui para frente será, no curto prazo, explorar as necessidades dos clientes atuais da JMalucelli Segurada com a intenção de oferecer produtos relacionados ao seguro garantia, tais como riscos de engenharia, seguro patrimonial e seguro de responsabilidade civil, inclusive de administradores (Directors & Officers – D&O).

A estruturação da nova área operacional de P&C está sendo desenvolvida em conjunto com a Travelers, agregando todo o conhecimento que esta renomada seguradora pode oferecer. A nova área terá suas operações centralizadas em São Paulo, e a expectativa é lançar os primeiros produtos em curto prazo.

SOBRE A JMALUCELLI PARTICIPAÇÕES EM SEGUROS E RESSEGUROS

A JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros é uma holding controlada pelo Paraná Banco e detentora do conglomerado de seguros formado pela JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito.

Atualmente as operações da JMalucelli Seguradora e da JMalucelli Resseguradora estão concentradas no ramo de seguro garantia, do qual a JMalucelli Seguradora é líder na América Latina e no Brasil de acordo com dados da SUSEP de abril de 2011.

SOBRE A TRAVELERS

Sediada nos Estados Unidos, a Travelers Companies, Inc. (NYSE: TRV) é uma das líderes no mercado de seguros norte-americano para os segmentos de ramos elementares para automóveis, residencial e negócios. Com ações integrantes do índice Dow Jones Industrial Average, a Companhia tem mais de 30.000 colaboradores e gerou receitas de aproximadamente USD 25 bilhões em 2010. Para mais informações visite o site: www.travelers.com

“Meu sonho é faturar € 3 bilhões no Brasil”, diz Enrico Cucchiani, da Allianz Global

De cada dez pessoas que conversam com Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros no Brasil, dez perguntam se o grupo alemão vai comprar alguma seguradora local. “Para responder a essa pergunta, passo a palavra ao meu chefe”, brincou Thiermann, passando o microfone a Enrico Cucchiani, membro do Comitê Executivo da Allianz Global e responsável pelos países do Sul da Europa e América do Sul, ontem, durante coquetel oferecido para corretores e clientes na Casa Cor, em São Paulo, evento que tem a Allianz como seguradora oficial.

Cucchiani, que veio ver de perto o desempenho da unidade local e também da subsidiária argentina, comentou a atual crise financeira, dividindo o mundo em dois blocos. “Temos Estados Unidos e alguns países europeus que enfrentam desafios, como Portugal e Grécia. No outro bloco temos países que aproveitam oportunidades, como China, índia e Brasil. O Brasil, um exemplo de país. Há poucos anos, grandes problemas. Hoje, uma economia forte, elevados investimentos em infraestrutura e profissionais fantásticos”, disse.

Conversa vai, conversa vem, e todos esperando uma resposta para a pergunta que não quer calar. “A unidade brasileira vem tendo um excelente desempenho. Ultrapassou € 1 bilhão em faturamento no ano passado. Um crescimento significativo”, disse. Segundo Thiermann, a Allianz tem um plano ambicioso de crescimento em 2011, que já se confirma pelos resultados dos primeiros cinco meses do ano.

Mas para os acionistas, o resultado pode ser sempre melhor. “Estamos no começo de uma grande jornada no Brasil. Meu sonho agora é de que a unidade local chegue a € 3 bilhões e tenho certeza de que conseguiremos realizar esse desejo, pois temos pessoas fantásticas no grupo e vocês como parceiros”, disse ele, sempre esbanjando simpatia, encerrando o seu discurso e agradecendo a presença de todos.

Hoje, Cucchiani tem uma agenda cheia e um dos principais compromissos será conversar com um grupo de funcionários da subsidiária brasileira. Ao ser questionado por Max Thiermann se ele iria parabenizar a equipe pelo bom resultado ou cobrar ainda mais empenho, Cuchiani respondeu que faria as duas coisas. “Afinal, com os olhos do mundo no Brasil, a concorrência exige atenção redobrada de todos.”

Atenção inclusive dos empregadores para reter e atrair talentos num momento de completo apagão de profissionais especializados. A Allianz é um dos alvos preferidos dos concorrentes por treinar vários empregados em outras unidades do grupo e por grande parte deles falarem inglês fluentemente. Para contornar o problema, chegou até mesmo a trazer funcionários que estavam em outros países, uma vez que faltam profissionais no mercado brasileiro em razão do intenso ritmo de crescimento. A Allianz busca atualmente um diretor comercial. “Estamos tentando preencher essa vaga. Quem souber de alguém, por favor, me fale”, comentou Max com todos. Ou seja, treinar mão de obra qualificada é um grande desafio da indústria de seguros, que apresentou crescimento de 15% no primeiro quadrimestre do ano.

Viabilizar acesso do menor renda ao seguro é a prioridade do novo titular da Susep

O procurador federal Luciano Portal Santanna acaba de assumir o comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Veja abaixo o algumas diretrizes da sua gestão à frete do órgão responsável pela regulação e fiscalização da indústria de seguros, com faturamento previsto em R$ 200 bilhões em 2011. Mestrando em Direito Regulatório pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Direto da Regulação pela Fundação Getúlio Vargas e diretor para agências reguladoras da Associação Nacional dos Procuradores Federais (ANPAF), Santanna foi chefe de gabinete e coordenador-geral da Procuradoria-Geral Federal, coordenador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS), coordenador da Procuradoria Federal junto à Agência Nacional do Petróleo (PF/ANP) e Procurador-Chefe da Procuradoria Federal junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (PF/CNEN).

Veja abaixo, os principais trechos da entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro.

Quais são as prioridades da sua gestão?

Pretendo aprimorar as normas e práticas voltadas à tutela dos interesses dos consumidores de planos de previdência, seguros e capitalização, que são a razão de ser da atuação estatal. Redução de custos, a fim de viabilizar o acesso a tais produtos a camadas mais baixas da população, e maior proteção do consumidor serão prioridades. Para isso teremos que repensar a gestão interna. A redução dos prazos dos processos sancionadores, hoje superior a seis anos, para menos de doze meses, com um comando que determine o efetivo cumprimento do contrato, é um exemplo concreto disso.

O mercado segurador pleiteia alguns aperfeiçoamentos nas regras de Solvência II, sobretudo para evitar que as pequenas e médias percam fôlego financeiro para cumprir os aportes de capitais. O senhor pretende reavaliar as regras de prudência?

As regras do Solvência II aprimoram de forma significativa a governança e aplicação dos recursos da poupança popular. De outra parte, é preciso atenção para não estimularmos uma concentração de mercado que diminua a competição, justamente num momento em que a economia do País requer um aumento da capacidade securitária. Neste sentido, faremos sim um estudo para verificar a necessidade de alguma alteração normativa. De toda forma, pretendo introduzir na Susep um instrumento regulatório da maior eficácia e que já vem sendo utilizado com sucesso por outras entidades reguladoras, a exemplo da PREVIC, CVM e ANS. Trata-se do termo de compromisso de ajustamento de conduta, que permitirá a redefinição de prazos a partir de casos concretos específicos, considerando a capacidade e dificuldades de cada empresa. O sistema de regimes especiais adotado pela Susep é um remédio demasiado amargo, com sérios efeitos colaterais e de eficácia limitada para proteção do consumidor, que raramente vê seus direitos satisfeitos. Precisamos intervir com racionalidade e de forma preventiva para induzir a correção de condutas e a adaptação das empresas às novas regras de prudência.

Qual será a sua linha de atuação nas várias esferas da Susep, como fiscalização, regulamentação e administrativa?

Nossa atuação nas áreas de regulação e administrativa será pautada pelo diálogo com os agentes do mercado, representantes dos consumidores e os servidores da autarquia. A Susep tem um quadro de pessoal de excelente qualidade técnica, fator determinante para o sucesso de qualquer política regulatória. Especificamente em relação à fiscalização, preocupa-me a atuação de agentes sem autorização da Susep, que desrespeitam de forma sistemática todas as regras técnicas que visam o correto cumprimento dos contratos. O consumir está exposto a demasiado risco. Teremos uma atuação mais enérgica neste segmento. Também daremos mais ênfase à fiscalização do DPVAT, que tem elevados custos administrativos, um número expressivo de demandas judiciais e ainda sofre com a atuação ilícita de alguns intermediários.

Qual será o critério da escolha da sua diretoria e seus coordenadores?

O critério será técnico. Obviamente deverá haver harmonia com a política regulatória a ser implementada e, fundamentalmente, com as diretrizes do Ministério da Fazenda, órgão ao qual estamos vinculados.

Pode citar algum diferencial ou novidade que deseja implementar na Susep, seja internamente ou externamente?

Esperamos realizar parcerias com entidades autorreguladoras do mercado de corretagem, um projeto concebido na gestão anterior, e que possibilitará maior eficiência na fiscalização dos corretores, com uma atuação seletiva da Susep. Hoje temos mais 60 mil corretores. Com um quadro de cerca de 430 servidores e atuação nas áreas de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar aberta, a autarquia não dispõe de meios para fiscalizar de forma adequada o segmento da corretagem. Esse projeto viabilizará uma atuação estatal seletiva da atuação, de forma que os principais fiscalizados serão as entidades autorreguladoras. A inserção das entidades voltadas à proteção do consumidor no processo regulatório, o aprimoramento da legislação, a informatização dos meios de controle e a revisão de exigências burocráticas aos agentes, por vezes desnecessárias, estão na nossa pauta.

Zurich investe em resseguradora local no Brasil

Outro release na íntegra só para deixar os internautas informados. Ainda estou atolada de matérias atrasadas para entregar e sem tempo para notícias tão bacanas como essa. Sorry about that…segue….

Comunicado oficial da Zurich

A Zurich, multinacional de origem suíça que serve clientes em mais de 170 países e teve um lucro operacional global de US$ 4,9 bilhões em 2010, anunciou durante o evento Zurich Corporate Conference 2011 que, com a aprovação e suporte da matriz, irá abrir uma Resseguradora Local no Brasil. O Grupo Zurich tem grande capacidade de retenção de riscos, já possuindo no Brasil autorização para operar uma Resseguradora Admitida e uma Eventual. “O Grupo Zurich, o terceiro maior do mundo, tem uma forte base de capital e uma das melhores classificações de risco (AA- Stable). Desta forma, oferecemos, além de tradição, solidez e conhecimento técnico, uma grande capacidade de retenção de riscos, tanto que, em um espaço de tempo relativamente curto, já fizemos o seguro de grandes obras como a construção das Usinas de Jirau e Santo Antonio e de três estádios que irão abrigar jogos da Copa do Mundo 2014, utilizando a capacidade de resseguro do grupo”, afirma Marcus Vinicius Martins, CEO Brasil de Auto e Seguros Gerais da Zurich.

O executivo explica que o principal objetivo da empresa com esta iniciativa é atender às necessidades de seus clientes corporativos. “A economia brasileira deve crescer em 2011 cerca de 5%, mantendo este nível de crescimento para os próximos anos. Estima-se que o mercado segurador, incluindo aqui a área de resseguros, deve crescer entre 10% e 15%, tendência que também deve se manter. Desta forma, a demanda por proteção também irá crescer. Com a Resseguradora Local, queremos garantir aos nossos clientes o pleno acesso às capacidades de resseguro, oferecendo uma solução completa de programa de seguros”, disse. O leque de obras que demandam resseguro é amplo e variado: arenas, equipamentos esportivos, estradas, portos, aeroportos, saneamento básico, transporte (incluindo o Trem de Alta Velocidade) e outros projetos de infra-estrutura. “Estão previstos no Brasil para os próximos cinco anos mais de R$ 1 trilhão em investimentos. Essa é uma ótima janela de oportunidade para o mercado segurador”, afirma o CEO.

Antonio Cássio dos Santos, recentemente contratado pela Zurich para assumir a posição de CEO de Seguros Gerais para a América Latina, ressaltou ainda que “a abertura de uma Resseguradora Local é mais um forte indicativo da importância do Brasil e da confiança que o Grupo vem seguidamente demonstrando nos seus últimos movimentos. A Zurich está presente no Brasil há quase 30 anos, mas nos últimos cinco anos a unidade local vem ganhando importância. Neste período, houve a aquisição da Minas Brasil e a parceria com o Grupo Santander. De fato, o Brasil é o foco do Grupo na América Latina, tanto que recentemente transferiu de Miami para São Paulo sua base regional para América Latina”.

A Zurich iniciará os procedimentos legais e operacionais para a abertura da Resseguradora (incluindo as aprovações regulamentares necessárias), acreditando que o processo será rapidamente aprovado pela Susep.

CNSeg lança prêmio Almeida Braga

A CNSeg lançou no encerramento da 5ª Conseguro, sexta-feira passada, o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, em homenagem ao líder empresarial que sempre incentivou o desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, mais conhecido por Braguinha pelos mais íntimos. O prêmio visa reconhecer as melhores e mais inovadoras ideias desenvolvidas pelo mercado brasileiro no relacionamento com o consumidor, informa o presidente da CNseg, Jorge Hilário.

“O objetivo é estimular as iniciativas inovadoras no mercado segurador, com a adição de novas ideias sobre processos, produtos e relacionamento com o consumidor”, disse. Poderão participar colaboradores das seguradoras, corretores de seguros e estudantes de graduação da Funenseg.

Braguinha teve uma importante atuaçãoa em seguro. Foi dono de uma das maiores seguradoras do Brasil, a Atlântica Seguros, empresa que originou o grupo Bradesco Seguros. Segundo a Wikpedia, a biblioteca virtual, no acordo de incorporação, Braguinha ficou com um imenso volume de ações do Bradesco, o que lhe proporcionou a direção da instituição. Acabou saindo do banco devido a desentendimentos com o seu maior acionista, Amador Aguiar.

Ao sair do Bradesco, Braguinha montou seu próprio banco, o Banco Icatu, mas logo passou a administração dos seus negócios aos seus filhos e aposentou-se. Braguinha foi um dos maiores investidores das bolsas brasileiras dos anos 1980. Atualmente ele divide seu tempo entre sua Quinta Penalva (Sintra, Portugal) e sua casa do Condomínio Lyford Cay (Nassau, Bahamas), freqüentando o circuíto mundial de tênis e o de Fórmula 1. É amigo do ex-piloto Emerson Fittipaldi, foi grande amigo de Ayrton Senna, além de outras pessoas influentes do esporte, como o tenista Gustavo Kuerten e o ex-dirigente de futebol João Havelange.

Ainda segundo a Wikpedia, é um grande amigo e parceiro da família Marinho, proprietária das Organizações Globo. Na época do Natal ao carnaval costuma estar no Brasil, onde se divide entre seu apartamento de Ipanema, na Rio de Janeiro, e sua casa em Angra dos Reis.

Discussões sobre Solvência II avança no Brasil

A Susep soltou hoje um interessante comunicado sobre o avanço do debate e da regulamentação sobre Solvência II no Brasil. Como estou atrasadíssima com a entrega de várias matérias, vou colocar aqui o release na íntegra, apenas para informar os leitores, com a nota oficial, sobre os acontecimentos. Mas prometo fazer uma matéria ouvindo todo o mercado em breve.

Segue o comunicado oficial da Susep

A implementação das regras estabelecidas pelo Solvência II avança no Brasil. Neste momento, a Susep está trabalhando sobre os três pilares que sustentam esse processo. O primeiro deles, de caráter quantitativo, consiste nos requerimentos de capital e na adequada mensuração das provisões técnicas. O segundo, com abordagem qualitativa, promove mudanças nas práticas de supervisão in loco, cujo foco passa a ser direcionado para aspectos de governança corporativa, de controles internos, de atuação das auditorias internas e independentes, de sistemas de informação, entre outros. O terceiro pilar trata da qualidade e harmonização dos dados estatísticos (base fundamental das operações securitárias) e das informações apresentadas ao supervisor.

Segundo o Diretor da autarquia, Alexandre Penner (foto), houve avanço considerável no que tange às práticas de supervisão. Ele explica que a Susep já conta com equipes de supervisão contínua, obedecendo a controles de rodízio periódico, sendo treinadas e iniciando sua atuação segundo essa nova filosofia. “Esse tipo de ação passa pela mudança de arraigados paradigmas e, no serviço público, isso é um pouco mais lento. Contudo, temos tido a satisfação de lidar com algum avanço e com boa parcela do mercado supervisionado já caminhando nessa direção”, revela Penner.

Ele acrescenta que, em relação à qualidade das estatísticas e das informações de mercado, a Diretoria de Administração da Susep se esforça no sentido “de adaptar nossos arcaicos sistemas de informação às necessidades da supervisão”. Nesse contexto, a Diretoria de Fiscalização da Autarquia cuida, por meio da fiscalização direta, da fidedignidade das informações prestadas. Já à Diretoria Técnica, cabe acompanhar a qualidade e a harmonização dessas informações.

“Desenvolvemos uma espécie de termo de ajustamento de conduta que funciona da seguinte forma: as empresas que apresentam sucessivamente deficiências em seus quadros estatísticos, na constituição das provisões técnicas, na sua adequada cobertura ou na adequação dos ativos financeiros são incluídas em um cadastro de pendências que acarreta uma série de empecilhos na Susep”, diz Alexandre Penner.

Ele lista como alguns desses empecilhos a interrupção da autorização dos produtos, da aprovação de atos societários dessas empresas e da emissão de certidões de regularidade. Quando chega o momento de excluir a empresa desse cadastro de pendências, Penner faz questão de convocar reunião com os dirigentes da companhia para esclarecer a necessidade do rigor nesse processo e a importância da adequada gestão das informações. Além disso, é exigida a apresentação de termo de compromisso para o saneamento dos problemas, com cronogramas e prazos bem definidos para implementação das ações reparatórias necessárias. “A execução desses cronogramas é acompanhada pelas nossas equipes de supervisores”, frisa o diretor da Susep.

Além de acompanhar as estatísticas do mercado, o órgão regulador vem atuando também na regulação direta das operações contábeis. O objetivo é promover, de forma ordenada, a adaptação dos relatórios financeiros aos princípios instituídos pelo IFRS e o alinhamento na sua adoção. Para isso, foi criada uma comissão formada por representantes de todos os segmentos supervisionados (seguro, resseguro, previdência complementar aberta e capitalização) e por representantes do Ibracon, de modo a estender a mesma cultura aos auditores independentes.
No tocante ao requerimento de capital, Penner lembra que a regra de solvência vigente data de 1989 e baseia-se em um modelo europeu praticamente “pré-histórico”. Na visão dele, esse modelo está ultrapassado e não reflete o risco das operações.

Assim, o início das discussões públicas sobre a instituição dos requerimentos de capital nos mercados supervisionados se deu em 2005. A estrutura de capital mínimo parte de um capital base (idêntico para todas as empresas), cuja função principal é servir como barreira de entrada. De acordo com Penner, é calculado de forma bastante simples, em função da distribuição geográfica da operação e é passível de ajustes de acordo com análises conjunturais de mercado e de diretrizes governamentais.

Agregado a esse capital base, têm-se os requerimentos adicionais por risco do negócio (subscrição, crédito, operacional, de mercado, legal), obtidos por meio de modelos atuariais específicos, desenvolvidos a partir de discussões técnicas realizadas com especialistas e técnicos representantes de cada segmento supervisionado e do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA). “Isso confere maior tecnicidade , clareza e transparência ao modelo adotado”, comenta o Diretor da Susep.

Ele aponta como característica importante no cálculo do capital adicional o fato de o modelo desenvolvido pela Susep, ainda que construído a partir das informações e estatísticas apresentadas por todas as sociedades, ser aplicado, caso a caso, às operações individuais de cada companhia (prêmios auferidos e provisões constituídas). Deste modo, é possível tornar o requerimento de capital aderente ao porte de cada operação. A implementação efetiva dessa nova regra teve início em 2008, com a regulação do requerimento de capital mínimo, formado pelo capital base acrescido apenas do capital adicional baseado no risco de subscrição.

A partir dessa regulação, as sociedades supervisionadas pela Susep devem apresentar seu Patrimônio Líquido Ajustado – PLA equivalente ao maior valor entre a Margem de Solvência (regra de 1989) e o capital mínimo requerido. “Considerando a resistência natural das empresas na assimilação dessa nova metodologia, não obstante a ampla divulgação realizada, optamos por proporcionar programa gradual de ajuste (integralização paulatina do capital calculado) que se encerra ao final deste ano”, diz Penner.

Na avaliação dele, o risco de subscrição “é o mais sensível para as operações de seguro”. Em primeiro lugar, pela relação íntima que possui com a essência da operação. Além disso, explica o Diretor da Susep, a experiência inflacionária, interrompida de fato há cerca de 16 anos, inibiu o desenvolvimento apropriado dos processos operacionais de aceitação de riscos seguráveis e de regulação dos sinistros e ainda impactou negativamente a gestão pelas empresas das necessárias informações e dados.

No último ano, com entrada em vigor fixada para 2011, a Susep aprovou norma para o risco adicional de crédito, também prevendo prazos flexíveis para sua completa integralização. O impacto financeiro, conforme a Autarquia esperava, foi significativamente menor e poucas empresas foram afetadas. “Tivemos a cautela de seguir a mesma regra do Banco Central para os ativos financeiros, de forma a evitar a possibilidade de arbitragem. Do ponto de vista técnico, não há adaptações a serem feitas na medida em que os ativos, independente da empresa que os possua, em tese, estão sujeitos ao mesmo risco: ao da contra-parte”, frisa Penner.

Por fim, ele destaca que, diferentemente dos processos de implementação de requerimentos de capital que vêm sendo adotados nas mais diversas jurisdições, a Susep tem sido bastante cautelosa, concedendo prazos de integralização; antecipando cenários de impacto; discutindo nas diversas esferas (técnica, operacional e administrativa) com os segmentos supervisionados; convocando, antes da formalização da norma, as empresas impactadas e explicando, a cada uma, os possíveis ajustes na operação que reduziriam o capital necessário.

Fenseg pede ao governo providências sobre medidas tomadas pela Bolívia

Quando um carro é roubado e tem seguro, a seguradora paga o cliente e se torna dona do veículo. Sendo assim, qual o tamanho do prejuízo das seguradoras brasileiras com a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados assinada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales?

“Ainda não sabemos”, informou Jayme Garfinkel (foto), presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). Enquanto os dados são levantados, a Fenseg enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, solicitando medidas urgentes do governo em relação a legalização de carros clandestinos na Bolívia.

Segundo divulgou a imprensa, o chefe de estado disse que “a partir de hoje, os que tiverem carrros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar”. Obviamente essa atitude induz ao crime e à cumplicidade no crime. Segundo as agências internacionais, cálculos extraoficiais afirmam que a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões.