Começa hoje a 5ª Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Previdência Privada, Saúde e Capitalização), principal evento realizado pela CNSeg. Neste ano, a conferência acontece em Brasília, como uma forma de chamar a atenção do governo para o setor, que movimentou cerca de R$ 200 bilhões em 2010. Entre os principais pleitos do setor está a regulamentação do microsseguro, onde a isenção de impostos é fundamental para tornar os produtos acessíveis para a camada de menor poder aquisitivo do Brasil.
As 11 horas haverá uma coletiva de imprensa e durante todo o dia estão previstas palestras, onde o tema central é o Consumidor do Futuro. A abertura solene acontece as 9 horas, na qual não foi confirmada a participação de Michel Temer, vice-presidente da República, em razão da demissão de Antonio Palocci, ministro chefe da Casa Civil.
Uma das principais palestras do dia é a do professor da Escola de Ciências Estatísticas, José Eustáquio Diniz Alves, que aborda “O perfil demográfico da futura sociedade brasileira”. Também o economista Eduardo Giannetti da Fonseca fará um dos paineis mais concorridos entre os 500 participantes, com a palestra “O consumidor do Futuro – desafios e oportunidades para a sociedade Brasileira”. A última palestra da manhã desta quarta-feira abordará o “Meio ambiente e Seguros de catástrofes” e será proferida pelo diretor da Swiss Re, Rolf Steiner.
Durante o almoço, os participantes poderão acompanhar uma palestra do senador Francisco Dornelles.
No período da tarde, a programação contempla exposição do consultor Hennie Bester, do Centre for Financial Regulation and Inclusion (CENFRI) em “Microsseguros e seguros populares – Como ampliar as fronteiras da proteção securitária no Brasil”. Participarão do debate Pedro Bulcão, presidente da Sinaf e um dos organizadores do evento, e membros do governo, como Delcídio Amaral, secretário adjunto do Ministério da Fazenda, e Murilo Chaim, coordenador geral de Seguros e Previdência. A última palestra do dia será ministrada pelo economista e professor da Univesidade de Chicago, Steven Levitt, em “Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”.
Um toque feminino sempre traz mais emoção a uma gestão empresarial neste mundo que até pouco tempo atrás era dominado por homens. Agora temos uma mulher no comando da Associação Brasileira de Gerentes de Risco (ABGR). Cristiane Alves, em sua primeira entrevista mesmo antes de assumir o cargo, vai com certeza colocar a entidade no contexto da indústria de seguros. Há opinião para tudo. Até mesmo para assuntos polêmicos, como as mudanças nas regras do resseguro determinadas pelo governo no início deste ano. “Além da insegurança jurídica que isso trouxe, o aumento do custo será inevitável, sobretudo porque haverá menos capacidade”, afirma.
Cristiane Alves, gerente de risco da Pirelli, assumiu o comando deixado por Andres Holownia, da Scania, que se aposentou e passou a atuar como consultor. Por ser a vice-presidente, Cristiane Alves passa a ser a presidente da ABGR a partir do dia 30 deste mês e ficará no cargo até o final do ano, quando haverá eleição para a nova diretoria da entidade. Mas, com certeza, se houvesse eleição, ela venceria, tamanho o seu carisma, competência como vice e posicionamento ao tratar de assuntos relevantes. “Nosso país nunca trabalhou em mercado aberto, então existe deficiência de conhecimento técnico, seja por parte de quem vai “vender” o seguro, seja por parte de quem vai “comprar”a cobertura”.
Ela começou sua carreira fazendo o bê-a-ba do seguro, comprando proteção para a Pirelli em transporte, vida, importação e exportação, em 1991. Com a sofisticação da indústria de seguros, sua função também foi ficando cada dia mais interessante, passando a ser Risk Management. Quando a Pirelli assumiu o comando da TIM, entre 2002 e 2007, Cristiane passou a ser a gerente de risco da operadora de telefonia, no Rio de Janeiro.
Ao retornar a São Paulo em 2009, ela poderia ter seguido o rumo da advocacia. “Gosto tanto de seguros, que nunca exerci a profissão de advogada. Voltei e assumi a gerência de risco da Pirelli para a América Latina”, conta a executiva, que participa da ABGR há dez anos e também é membro da ALARYS e integra a diretoria da International Federation Risk and Insurance Management Association (IFRIMA).
Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Quais os desafios e oportunidades que a indústria internacional de seguros apresentam para a nova presidente da ABGR?
O grande desafio da indústria internacional de seguros é adaptar-se ao nosso ambiente, à nossa cultura, a nossa política, a nossa legislação e, sem dúvida, a forma como o seguro se operacionaliza no Brasil.
Pensei que isso já fosse uma página virada…
Infelizmente, apesar de avanços, ainda somos burocráticos e lentos. Dependemos de mão de obra especializada para operar na indústria de seguros e resseguros. Nosso país nunca trabalhou em mercado aberto, então existe deficiência de conhecimento técnico, seja por parte de quem vai “vender” o seguro, seja por parte de quem vai “comprar”a cobertura.
Bem, além desses desafios ainda há uma nova regulamentação.
A nova regulamentação da Susep também é um grande desafio. O maior neste momento, acredito. O mercado estava investindo pesado em nosso país e as regras mudaram de uma hora para outra sem prévio debate. Isto é muito ruim para a nossa imagem, além de complicar a gestão do negócio para todos. Acredito que independente do setor, aquelas empresas que não possuem uma área estruturada para fazer a gestão de risco, certamente já estão encontrando dificuldade para contratar suas coberturas e certamente essas dificuldades irão aumentar à medida que começarmos a sentir os reflexo da aplicação das novas resoluções O aumento do custo será inevitável, sobretudo porque haverá menos capacidade.
Além do risco de aumento de preço, como os associados da ABGR sentiram as mudanças nas regras de resseguro?
O nosso Brasil precisa dar a mensagem de estabilidade jurídica para captar resseguradores interessados em todos os riscos do país e também investidores em seguros e resseguros, seja qual for o tipo de negócio. Neste aspecto, a modificação das regras de resseguro não foi de qualquer ajuda. A abertura do mercado contou com regra inteligente para que a transição fosse tranquila e tal regra foi apoiada em termos jurídicos, legitimada e não só legalizada, por todos. No entanto, alterá-la da noite para o dia sem o envolvimento dos interessad os no debate para esta alteração, cria a sensacão de insegurança jurídica, ainda que, acredito, este não tenha sido o objetivo da superintendencia ao expedir as fortes modificações no final de 2010 e inicio de 2011.
Há também oportunidades..
Este é um grande momento do Brasil na economia internacional. As grandes obras de infraestrutura em geral e para os eventos da Copa e dos Jogos Olímpicos, sem dúvida é o grande atrativo para a indústria do seguro. Apesar da dificuldade que será sentida pela restrição de capacidade em consequência das resoluções, as oportunidades neste período são imensas. Além disso há um grande mercado a ser explorado junto aos pequenos e médios negócios que crescem em nosso país. Também há grandes oportunidades para os seguros massificados, que necessariamente devem ser explorado com a forte concessão de crédito à população de baixa renda. A Previdência Privada deve ser explorada junto a população de rendas mais restritas.
As empresas hoje já compram apólices com padrão internacional?
O Brasil deve e será forçado a pensar como país de primeiro mundo e, logo, a se comportar como tal. A necessidade de estar atento aos temas relacionados a responsabilidade social, consumidor/cliente e crescimento sustentável nos obriga a nos proteger contra danos e comprovar àqueles com quem nos relacionamos que estamos protegido e também que gerenciamos o risco. Hoje é comum respondermos a questionários de clientes e fornecedores que querem entender se temos BIA, BCP, seguro etc. E aumenta a frequência com que aparecem estes questionários para a minha área.
O que os acionistas esperam da área de gestão de riscos?
Uma área que agregue valor ao seu negócio e não aquela área de “seguros” que apresenta a conta no final do mês para pagar a apólice. Eles querem uma área capaz de entender as exposições do negócio, que trabalhe fortemente para reduzir as exposições, fazendo-se valer das várias ferramentas disponíveis para otimizar aquilo que se paga como prêmio de seguro. Hoje, em todas apólices, é preciso fazer muito profundamente a gestão de risco, desde o seguro de all risk para as plantas até o benefício de saúde dos funcionários.
O que o mercado de seguros precisa fazer para atender melhor as necessidades de seguros das grandes empresas?
O mercado em geral necessita de capacitação técnica. Ficamos preocupados porque encontramos pouquíssimos cursos de capacitação de pessoal, de forma geral, seja de corretores, seguradoras ou resseguradoras e, infelizmente, também de gerentes de riscos. A capacitação é um passo fundamental e deve ser uma preocupação de todos nós.
O que seria um mercado ideal?
Em um mercado ideal, o cliente sabe o que quer e busca o broker que por sua vez, ajuda na busca do que quer o cliente e contribui com outras alternativas, aprofundando o tema. A seguradora, tenta atender a grande empresa não apenas para ter o seu nome na lista de clientes mas para poder tomar a primeira participação no risco, não se transformando a seguradora em um segundo broker, mas sim em participante pleno do mercado, tomando e correndo risco, sobretudo, garantindo ganhos de uma boa subscrição. O ressegurador por fim, luta para que além dos prêmios possa ter um security que lhe dê tranquilidade no mercado. Ou seja, novamente: a seriedade e capacidade de subscrição de negócio é fundamental.
Já está tudo pronto para o grande evento da ABGR em outubro?
Estamos trabalhando muito para o evento. Na verdade, estou pegando “o bonde no meio do caminho”, apesar de já estar na diretoria da ABGR, posso dizer que muita coisa já foi feita pelo Andres e a equipe da ABGR que também sempre faz um belo trabalho. Acho que a cada seminário o resultado é melhor, mas este em especial acredito que seja o grande seminário da ABGR. Os motivos são os mesmos que fazem de nosso país um sucesso hoje. A economia está aquecida, nosso país precisa de cobeturas para poder crescer e tudo isso já seria o bastante para atrair mercado para o evento. No entanto, as resoluções também estão aí e, sem dúvida, serão o grande destaque e foco de debates durante todo o evento.
A Porto Seguro, maior seguradora do Brasil, a única a estar listada no Novo Mercado da BM&F e a primeira operadora móvel virtual do Brasil, tem muitos desafios pela frente. Até dois anos atrás, vencia pela qualidade de seus serviços, extremamente diferenciados da concorrência. Com o amadurecimento da indústria de seguros, seus concorrentes se organizaram e ficam cada dia mais fortes e atentos em conquistar o consumidor com serviços e produtos de qualidade. A saída, então, é aprimorar cada vez mais o atendimento e valorizar a conveniência, diz Fábio Luchetti, vice-presidente da Porto Seguros. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Quais os desafios do País, do setor e da empresa nos próximos anos?
O Brasil precisa superar o desafio de investir consistentemente em infraestrutura e educação. Quanto ao setor, é necessário criar soluções para classes menos favorecidas, além lidar com os efeitos da degradação ambiental e ampliar a visão da importância do seguro na sociedade brasileira e da empresa. Na Porto Seguro, encaramos o desafio de continuar crescendo, com qualidade no atendimento e exercitando a capacidade constante de inovar e administrar múltiplos canais de vendas.
Quais os principais estratégias e investimentos da empresa para enfrentar a concorrência?
A principio é preciso não perder o foco e continuar investindo fortemente na relação com os corretores de seguros. Precisamos avaliar cuidadosamente novos canais de distribuição que não destruam valor e continuaremos investindo em muito treinamento e seleção de pessoal rigorosa e, principalmente, em melhorar cada vez mais nossos serviços e benefícios aos clientes, valorizando sua comodidade e conveniências.
Quais os principais gargalos que o Brasil precisa superar para baratear ou viabilizar alguns seguros como transporte, grandes riscos, vida, previdência, automóvel e residência, por exemplo?
Existem várias questões para serem abordadas e que poderiam viabilizar o produto “seguro” para um número maior de pessoas.
Em transporte, por exemplo?
No Brasil o seguro de transporte é obrigatório, porém calcula-se que mais de 50% das transportadoras ou 50% das cargas transportadas no Brasil não tenham seguro e isto ocorre basicamente por falta de fiscalização eficiente.
E em grandes riscos?
Estes são seguros bem complexos que contam com poucas seguradoras especialistas e que atendem bem o mercado. Do lado do segurado (que em geral são grandes empresas) também contam com bons gestores de risco e são assessorados por bons corretores de seguros. Não vejo aqui qualquer “gap” neste momento, principalmente porque o Brasil recentemente abriu o monopólio do IRB o que permitiu que várias resseguradoras internacionais oferecessem bons produtos para o mercado nacional.
Vida e previdência exigem um empenho maior, não?
Hoje os acordos sindicais e os bancos exercem um papel importante para que boa parte da população tenha um seguro de vida, ainda que com um valor baixo. De um lado, falta consciência da população para buscar capitais de proteção maiores, o que deverá vir com o tempo e o aumento do nível de escolaridade. Considerando que as classes C e D estão cada vez mais consumistas, as Seguradoras devem se voltar para criar produtos que tenham como foco a forma de cobrança mais barata, evitando boletos bancários que são caros. Soluções como cobrança por cartão de crédito, contas de consumo e balcões do comercio podem ser uma saída para aumentar a velocidade de distribuição deste produto. Já no previdência, o aumento do nível de conscientização (com educação eficiente) é que vão levar ao aumento do consumo. Nosso País tem carência de c onsumo de bens e serviços e a previdência ainda não é vista como uma prioridade nos orçamentos das pessoas.
E a sua especialidade, automóvel?
Neste ramo muitas ações poderiam ser adotadas, pois hoje apenas 25% dos veículos são segurados. Algumas ações seriam a redução do IOF para veículos com idade superior a 10 ano; a mudança na lei que permitiria o uso de peças genéricas ou até mesmo usadas para a reparação dos veículos; o investimento no nível de segurança na fabricação dos veículos o que diminuiria a frequência de furtos; e a fiscalização mais intensa focando o uso de álcool, que é responsável por uma parcela grande dos acidentes envolvendo veículos
O que me diz de residência?
Assim como no Vida, uma reformulação no sistema de cobrança e na forma de distribuição poderiam aumentar a carteira de seguros de residência. A dotação de serviços agregados, como assistência 24 horas e soluções de conveniência, podem ampliar a percepção por este ramo de seguro.
E como atender o público de menor renda?
O microsseguro vem sendo bastante discutido e deve permitir que pessoas de baixo nível de renda possam contratar tipos de seguro a custo baixo , como funeral e perda de emprego. O uso da internet, do telefone e de canais alternativos podem ajudar a alavancar esta modalidade de seguro.
O que os acionistas mais cobram dos executivos para liberarem recursos para investimentos em expansão, seja orgânica ou por aquisição?
Projetos sustentáveis e que estejam sintonizados com o futuro da organização, que tenham relação com o “core business” e, obviamente, que gerem resultados, ainda que em longo prazo.
Quais as principais mudanças do setor nos últimos cinco anos que exigiram a reformulação do jeito de ser da companhia?
O avanço da tecnologia e das comunicações revolucionou as relações com o canal de distribuição, permitindo mais massificação e redução do custo para os consumidores. Também a competitividade com a abertura de mercado e a globalização torna as pessoas mais produtivas, afetando sua percepção de tempo e qualidade, exigindo muito mais das empresas. Ainda, os aspectos das mudanças climáticas, ocasionando catástrofes, têm acelerado a consciência sobre o ambiente e, por consequência, aumentaram consideravelmente a exigência para produtos e serviços sustentáveis.
A empresa comprou ou uniu-se a outro grupo na ultima década?
Sim. A Porto Seguro adquiriu a subsidiária da Axa no Brasil, em 2003, que virou a Azul Seguros em 2004. Recentemente, em setembro de 2009, realizamos a aquisição da carteira de seguros de Auto e Residência da Itaú Seguros, que virou Itaú Seguros de Auto e Residência. O processo de incorporação da Azul está concluído, e essa seguradora opera na linha de oferecer seguros e soluções para clientes que buscam menor preço, com a vantagem de fazer parte da corporação Porto Seguro. O processo de integração da Itaú Seguros de Auto e Residência está em andamento. Já estamos em todas as agências comercializando as 3 marcas: Porto Seguro, Azul e Itaú Seguros de Auto e Residência. Desse total, 22 agências já tem o modelo envolvendo o corretor. O resultado inicial mostrou uma aceitação dos corretores e uma tendência para venda de produtos para novos clientes.
Prevê novas aquisições no setor no médio prazo?
Estamos sempre atentos a oportunidades que surjam no mercado e avaliamos.
Acredita que a consolidação prejudicou a concorrência?
Pelo contrario, essas aquisições têm permitido aprimorar os serviços e a qualidade a todos os consumidores, criando, inclusive, mais competitividade no setor.
A empresa já esta adaptada as novas regras de capital baseado em risco?
Todas as empresas da corporação estão adaptadas as novas regras de capital. Não será necessário aportes de capital. Em resumo as novas exigências de capital aumentaram a margem de solvência em torno de 25%, e cada empresa sofreu um impacto diferente em virtude da alocação de capital, mas nenhuma precisou de aporte. Acreditamos que as novas regras de capital irão pressionar o mercado para uma maior concentração de empresas, pois a necessidade de capital aumentou significativamente.
E quanto ao IFRS, a Porto já publica o balanço dentro das regras?
Sim, já em 2010 publicamos de acordo com as novas normas contábeis e não houve grandes diferenças de GAAPS, pois a corporação estava em pro cesso de convergência há alguns anos. P rocuramos adotar as melhores práticas, sempre que possível, em convergência com os IFRS. A principal diferença para a Corporação foi a aplicação do IFRS 3 – Combinação de Empresas (Business Combinations), pois a compra da Carteira de Automóvel e Residência do Itaú aumentou nosso PL em aproximadamente R$ 1 bilhão de reais, pressionando nosso retorno sobre o PL (ROAE). A Convergência das normas contábeis exigiu muito esforço da Administração, mais acreditamos que a mesma irá contribuir para o mercado de capital brasileiro, pois deixa nossas demonstrações financeiras mais confiáveis e o investidor poderá comparar os resultados e lucratividades de nossas empresas com quaisquer empresas do mundo.
Financeiramente, os brasileiros não se sentem preparados para a aposentadoria. Mas para curtir a vida sim. Afinal, a maioria associa aposentadoria com liberdade. Essa foi a constatação da sexta edição da tradicional pesquisa O Futuro da Aposentadoria – O Valor do Planejamento”, divulgada hoje pelo HSBC. Neste ano, foram entrevistadas mais de 17 mil pessoas de 17 países, com idades entre 30 e 60 anos, sendo 1027 brasileiros.
Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros ressalta que a atitude do brasileiro em relação à aposentadoria é de otimismo, porém é preocupante o percentual de brasileiros que não sabe qual será sua fonte de renda na aposentadoria. Por isso, é necessário desenvolver uma estratégia para incentivar estas pessoas a realizar seu plano financeiro e poder usufruir no futuro da recompensa do planejamento.
Cerca de 50% dos brasileiros entrevistados não se sentem financeiramente preparados para a aposentadoria e 25% não sabe qual será sua principal fonte de renda na aposentadoria. Além disso, 10% dos entrevistados esperam receber rendimentos de emprego remunerado para se manter em idade avançada. Apesar disso, 51% dos brasileiros tem o hábito de fazer planejamento financeiro, dado acima da média global (50%).
A pesquisa é o mais amplo estudo global sobre atitude e expectativa em relação ao envelhecimento. Entre os destaques, o levantamento revela que há falta de preparo das pessoas em relação ao futuro. No Brasil, este fato também é observado, em consequência do baixo nível de compreensão da população em relação a finanças. Porém, 43% dos entrevistados brasileiros afirmam que buscam aconselhamento financeiro profissional.
“Os resultados desta pesquisa revelam o otimismo dos brasileiros em relação a aposentadoria, mas por outro lado a falta de planejamento é uma questão que merece mais atenção”, afirma Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros.
Principais resultados do Brasil
• Mais de 25% dos brasileiros consideram a aposentadoria como uma idade de liberdade (29 %), satisfação (26 %) e sabedoria (26 %).
• 53 % dos brasileiros esperam ter uma situação melhor que a de seus pais na aposentadoria, enquanto apenas 18 % acreditam que estarão em situação pior.
• Mais de 50 % das mulheres estão preocupadas com as finanças na aposentadoria, em comparação com 46 % dos homens.
• 36 % dos brasileiros acreditam que o planejamento financeiro é importante para uma aposentadoria feliz, juntamente com o carinho da família e dos amigos (36 %).
• 22% dos entrevistados recorrem a consultores financeiros independentes para aconselhamento e 18% procuram bancos e contadores.
O cenário de aposentadoria no Brasil está mudando à medida que o perfil demográfico do país muda. Dados das Nações Unidas mostram que nos últimos 30 anos o perfil demográfico do país começou a evoluir, com a população de 65 anos ou mais aumentando ligeiramente de 4,1% em 1980 para 6,9 % em 2010. A previsão é que em 2050, 22,5 % da população esteja com mais de 65 anos.
No futuro, com o envelhecimento da população, haverá mais pressão sobre as pessoas em idade de trabalhar e sobre o Estado, pois será necessário prover rendimentos de aposentadoria e assistência médica para esse crescente número de aposentados. O resultado final dessas mudanças aponta que até 2030 o Brasil terá, pela primeira vez, mais adultos do que crianças, isso significa que aumentará o número de cidadãos aposentados, o que representa um encargo crescente para a economia brasileira. Planejamento e preparação adequados para a aposentadoria se tornarão essenciais.
Como em todo o mundo, o Brasil enfrentará nos próximos anos os desafios associados a uma população que está envelhecendo. É animadora a existência de uma forte tendência para maiores níveis de planejamento financeiro entre os jovens no país e uma disposição comum para continuar trabalhando por mais tempo para financiar a aposentadoria. Por outro lado, existe uma grande parcela da população que não sabe de onde virá sua renda na aposentadoria.
Ampliar a participação de seguros no resultado do banco com base na qualidade de atendimento ao cliente. Esse é o principal desafio de Marcos Lisboa, que assumiu em maio como CEO de seguros no Itaú Unibanco. Depois de sanear o IRB Brasil Re para a abertura do mercado, em 2005 e 2006, Lisboa seguiu para o Unibanco e com a fusão com o Itaú passou a compor a tropa de elite formada por Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, presidente executivo e presidente do conselho de administração do maior banco privado do país, para conduzir o processo de integração da fusão dos dois bancos.
Responsável por diversos processos que envolviam transparência e mitigação de ruídos na comunicação com o consumidor, agora o ex-vice-presidente de riscos operacionais e eficiência do Itaú volta a participar ativamente do dia a dia da indústria de seguros, inclusive de resseguros, uma vez que o Itaú detém uma parcela significativa do IRB. A expectativa de executivos do setor é de que Lisboa venha a ser uma peça chave na conciliação de interesses dos diversos grupos econômicos e assim possa colaborar para o crescimento sustentado da indústria, com menos segurês e mais transparência para tornar o produto mais acessível à população.
Para ele, a consolidação do setor nos últimos dois anos, com os bancos vitalizando a área de seguros, ajudou a criar um mercado mais forte. “As seguradoras ficaram mais robustas, capazes de fazer frente aos desafios que o setor terá nos próximos anos”, diz. Segundo dados da consultoria Siscorp, a Itaú é a segunda maior em lucro líquido do setor, com R$ 411 milhões no primeiro trimestre deste ano, e também em vendas, com R$ 4 bilhões no mesmo período. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Seguros passou a ser uma operação mais importante para o Itaú nos últimos anos, não?
Após a fusão entre Itaú e Unibanco, a operação de seguros ganhou ainda mais força, sendo estruturada para atender os diversos segmentos de mercado, com foco na satisfação dos clientes e gestão de riscos. O Unibanco comprou a participação de 50,1% que o American International Group (AIG) detinha em sua seguradora por U$ 805 milhões, encerrando 11 anos de uma das mais bem sucedidas histórias de parceria no mercado de seguros. Depois compramos a participação da XL Insurance na ItauXL Soluções Corporativas e nos associamos com a Porto Seguros.
Quais os desafios do país e do setor nos próximos anos?
O país tem uma série de desafios para os próximos anos, a maioria ligada ao setor de infraestrutura de modo a viabilizar o importante crescimento que temos tido. As seguradoras poderão colaborar com contratos de garantia, engenharia, responsabilidade civil, riscos operacionais. Mas para isso será necessário ao setor se reforçar em capacidade financeira e técnica.
E qual o seu desafio à frente de uma das maiores seguradoras do Brasil e da América Latina?
No Itaú Unibanco, nosso desafio para esse e os próximos anos é ampliar a participação de seguros, previdência e capitalização no resultado do banco. No primeiro trimestre deste ano já observamos aumento de 26% no lucro da operação de seguros em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para vida em grupo e soluções corporativas para grandes empresas e projetos de infraestrutura e expansão, bem como no mercado de pequenas e médias empresas com produtos patrimoniais e vida em grupo. No seguro individual, os principais destaques foram apólices de vida e prestamista (seguro que garante o pagamento da dívida em caso de morte ou invalidez do titular).
Quais as principais estratégias e investimentos da seguradora para enfrentar a concorrência?
No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos, enfim, uma série de ações para estreitar o relacionamento com os segurados e estar próximos de suas necessidades. Queremos ajudá-lo a proteger suas finanças e patrimônios contra riscos adversos. Nosso planejamento inclui ampliar participação em grandes riscos e soluções corporativas – área em que temos muita experiência -, expandir as parcerias da Garantec com varejistas de modo a oferecer aos seus clientes proteção contra defeitos de centenas de itens, desde pequenos e portáteis até grandes eletrodomésticos, além de, no segmento de pessoa física, proporcionar produtos cada vez mais em linha com as expectativas e necessidades dos clientes.
O Parque Burle Marx visando atender a necessidade de seus pequenos freqüentadores está em busca de parceiro para construção de um Playground. O projeto tem como objetivo atender a uma antiga reivindicação dos freqüentadores residentes no entorno do parque, Vila Andrade e Paraisópolis. Para saber como patrocinar essa divertida idéia entre em contato 3776-7497 ou pelo email eventos@fundacaoaronbirmann.org.br.
Uma seguradora seria a parceira ideal para o parque, que busca um patrocinador para a construção de um playground. Um retorno de imagem interessante para quem quer conquistar clientes com o link de qualidade de vida, família, diversão, natureza. Vou torcer para ver o nome de alguma empresa de seguros por lá.
O Valor Econômico publica hoje uma edição inédita sobre seguros, previdência e capitalização. Vale a pena conferir e guardar. São mais de 20 matérias sobre os diferentes temas que movimentam a indústria de seguros brasileira, desde os milionários projetos de infraestrutura até a mais simples apólice para atender o consumidor que acaba de ultrapassar a linha de pobreza. A indústria cresce a uma taxa média de 15% ao ano na última década e deve encerrar 2011 com vendas acima de R$ 200 bilhões.
Ainda há um longo caminho a percorrer, como melhorar a comunicação com os consumidores, vencer entraves regulatórios e ofertar preços mais acessíveis. Mas é também preciso comemorar as vitórias já conquistadas, relatadas nesta edição produzida pela equipe de projetos especiais do Valor.
A revista pode ser lida no portal do Valor (www.valor.com.br), clicando na capa da edição que se encontra do lado esquerdo da tela. Ou pelo link http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=21&edicao=12
Nesta sala, na qual infelizmente só pude entrar para tirar essa foto (o evento é fechado à imprensa), vão acontecer interessantes debates hoje e amanhã. São mais de 100 executivos de grande destaque, sendo 50 CEOs de seguradoras e resseguradoras, presentes no 38o encontro da Geneva Association, líder internacional thinkthank do setor de seguros. Os CEOs abordam quais são os desafios da indústria e quais as melhores estratégias para aprimorar as práticas do setor, tendo como meta ofertar produtos e serviços mais adequados às necessidades do cenário mundial.
Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil. Mais de 30 executivos de seguradoras e resseguradoras tem interesse em conhecer mais de perto esse país que está sob a mira dos holofotes do mundo por ter se saído bem da crise financeira de 2008, que ainda castiga as maiores economias do planeta. A outra parte dos CEOs apenas aproveita a reunião para visitar o país e acompanhar de perto o bom desempenho da subsidiária local, que participa a cada ano com uma parcela mais significativa do lucro obtido pelo braço internacional do conglomerado. Entre eles Michael Dieckmann, CEO mundial da Allianz, e Kunio Ishihara, membro do board da Geneva Association e CEO mundial do grupo segurador japonês Tokio Marine. Temos também Henri Castries, CEO mundial da AXA, que começa a montar uma estrutura local após ter deixado o Brasil em 2006.
Relatos daqueles que participaram dos eventos passados ressaltam a qualidade das palestras e debates, sem mencionar qualquer discussão que possa causar danos a imagem do setor. Mas o que está sendo discutido lá ficará restrito a esse pequeno número de pessoas. Uma pena. O que posso trazer aqui é apenas um relato oficial, com a explicação aos leitores de que insisti muito para poder acompanhar as discussões. “Jamais um jornalista pode entrar para acompanhar os debates”, me responderam os organizadores. Comentei que isso era só um hábito, que poderia ser mudado caso alguém mostrasse os benefícios de inovar, de tentar algo diferente. Afinal, neste evento não há o que esconder. Pelo contrário. Há muito a ser revelado para a sociedade que pouco, ou nada, conhece sobre o lado bom do setor. Mas a resposta final foi: “Sinto muito, não foi possível desta vez”.
O que me trouxe grande ânimo. “Desta vez” sinalizou um avanço, algo que pode mudar. Acredito que pelo menos no próximo encontro, que será realizado em Washington, Estados Unidos, a participação da imprensa seja algo mais factível. Afinal, ninguém quer mais um discurso pronto. As mídias sociais estão ai exercitando a liberdade de comunicação. As pessoas querem interagir e ir além em suas descobertas.
Fico pensando no tamanho do banco de pautas que teria ao participar deste evento. 50 CEOs do mundo todo!!! Seguradoras e resseguradoras que estão reconstruindo o Japão em tempo recorde. “Até o momento estimamos perdas econômicas entre US$ 200 bilhões e US$ 300 bilhões, sendo algo próximo a US$ 33 bilhões em indenizações pagas pelas seguradoras às pessoas que tinham apólices”, contou o CEO mundial da Tokio Marine.
Aos profissionais da imprensa são reservados exatos 45 minutos em uma coletiva, com três CEOs do conselho de administração da entidade. O que também já é um avanço, uma vez que só depois de 36 reuniões a entidade decidiu convocar os jornalistas para compartilhar com a sociedade estudos de tanta qualidade. Até então, o encontro era restrito aos participantes.
Vamos então a divulgação oficial. Neste ano, como em 2010, os principais tópicos são “Estabilidade Financeira em Seguros” e “Mudanças Climáticas em Seguros”. Esses dois temas são vitais para que a indústria tenha flexibilidade para criar produtos com preços acessíveis e ter capital suficiente para ofertar valores de indenizações a altura da necessidade dos milionários projetos em andamento em todo o mundo, principalmente em economias como China e Brasil.
Ter produtos inovadores com oferta de capital adequada ao tamanho do projeto estão intimamentes ligados aos dois temas por exigirem musculatura e flexibilidade dos participantes do mercado. Se para controlar a solvência os órgãos reguladores exigirem muitos controles, o custo final do produto será elevado para atender a tantas burocracias e aumento de patrimônio. Por outro lado, as mudanças climáticas associadas a um risco desconhecido, como a exploração de petróleo na camada pré-sal ou usinas nucleares, podem afetar drasticamente a solvência do mercado.
Um exemplo de autoregulação do setor é o caso do maior acidente ecológico já registrado. O vazamento de petróleo da British Petroleum, no Golfo do México, não contava com seguro por ser usada uma tecnologia nova e portanto com riscos desconhecidos. O seguro obrigatório para exploração de petróleo era muito baixo até então – não chegava a casa do bilhão. Após o acidente, tanto o governo americano como as empresas do setor de petróleo buscam viabilizar proteções que evitem o estrago causado ao meio ambiente e a todos os afetados, desde os pescadores até mesmo os acionistas do projeto de exploração de petróleo.
E foram buscar nas seguradoras, que vivem de gerenciar riscos, uma alternativa. Atualmente, a indústria de seguros estuda coberturas de até US$ 10 bilhões, mas que são precedidas de uma profunda análise de risco e embasadas pelo conhecimento técnico das empresas perfuradoras. O preço, que pode chegar a 10% do investimento na extração do petróleo, dependerá de fatores como profundidade, área geológica, histórico das empresas envolvidas, risco conhecido e desconhecido. No caso do vazamento nuclear no Japão, o mesmo cenário de cautela por parte das seguradoras, exatamente para evitar uma onda de insolvência no setor. Nem mesmo calcular o valor dos prejuízos é possível. Quem dirá pagar por eles.
Se há riscos nos quais a atuação ainda é limitada, há um universo de oportunidades criadas com o novo desenho da economia mundial. Quais serão as soluções apontadas para riscos novos, como a exploração do pré-sal pela Petrobras. Como as seguradoras e resseguradoras vão viabilizar a cobertura desses riscos ainda desconhecidos, que utilizam uma tecnologia ainda não testada? O que elas têm a oferecer aos governos de países para mitigar riscos catastróficos que consomem cada dia mais os recursos governamentais direcionados para investimentos em infraestrutura que precisam ser realocados para socorrer vítimas? E o bônus da longevidade, como isso afetará a sociedade e os riscos das seguradoras?
No Brasil, por exemplo, os riscos de inundações saltaram de um valor médio anual de US$ 250 milhões para algo em torno de US$ 1,2 bilhão apenas com as chuvas fortes que castigaram, no início do ano, a região Sudeste, com destaque para o Rio de Janeiro e São Paulo, informa estudo da Swiss Re. Ameaças que colocam pessoas, infraestrutura e empresas em risco. Mais de 800 pessoas e mais de 100.000 pessoas ficaram desabrigadas com as chuvas intensas nos dois estados, fazendo com que o governo federal e estadual direcionem verbas para ajudar, ainda que de forma precária, para pessoas que perderam tudo.
No Haiti, por exemplo, a região que sofreu com o terremoto há mais de um ano ainda sofre com os destroços, miséria e epidemias. Já no Chile, na Nova Zelândia, na Austrália e no Japão, onde o governo e a população contam com programas de seguro, a recuperação foi mais rápida. De que forma esses recursos poderiam ser direcionados para programas de gerenciamento de riscos? Como equipamentos de alerta para a população ter tempo de fugir do local? Ou uma vistoria nas galerias fluviais antes do período certo de chuvas em janeiro? Afinal, o lucro do setor vem exatamente de executar bem essa técnica: quanto melhor gerenciar os riscos, mais reduzem acidentes e menos indenizações precisarão ser pagas, podendo aplicar o lucro na expansão da atuação do grupo.
Esse seleto grupo de executivos, responsáveis por quase a totalidade dos US$ 4 trilhões em vendas de seguros anualmente, o equivalente a 4% do PIB mundial, começou a delinear as respostas para essas perguntas na manhã desta quinta-feira. O que já sabemos é o resultado da pesquisa divulgada ontem aos jornalistas. “As seguradoras apoiam a necessidade de melhoria da estabilidade financeira e concordam que o risco sistêmico deve ser abordado. Mas é preciso entender que bancos e seguradoras operam de forma totalmente diferentes e por isso precisam ser regulados de forma diferente”, disse Nikolaus von Bomhard (foto), que juntamente com a equipe da associação percorre os quatro cantos do planeta ecoando o refrão “companhia de seguro não é banco”, para alertar as autoridades e também o G-20 sobre a necessidade de ter regras sobre solvência diferenciadas para ambos.
Uma pesquisa realizada com os filiados da Geneva Association revelou que 95% estão preocupados com a falta de transparência nos processos de regulação do sistema financeiro mundial; 87% classificam como prejudicial para a indústria a aplicação das mesmas regras aplicadas a bancos; 73% acreditam que a definição de preços das apólices seria afetada pela imposição de custos de capital adicionais; 75% afirmaram que a maior exigência de capital desviaria recursos estratégicos para investimentos em expansão; 75% apontaram problemas para subscrever riscos por redução da capacidade imposta pelas regras ditadas pelos órgãos reguladores em busca de aumentar a solvência mundial do sistema financeiro.
Em relação às mudanças climáticas, a pesquisa revelou que 79% dos associados acreditam que os governos não progrediram nas políticas de investimentos para mitigar riscos, 82% afirmaram que o gerenciamento de risco do governo poderia melhorar e 95% sugeriram que os governos devem usar mais os especialistas em risco do mercado de seguros para ajudar a mitigar riscos a que a população está exposta.
Essa foi a abordagem oficial. Até tentei obter mais informações. Mas, assim como no ano passado em Zurich, Suíça, quando pela primeira vez a imprensa foi convidada para uma coletiva pela associação, neste ano o acesso de qualquer pessoa era controlado por seguranças atentos a cumprir ordens. Um passo a mais e lá estava o profissional pedindo para os jornalistas se limitarem ao local reservado para a coletiva.
Quem sabe em 2012 os jornalistas (inclusive eu) tenham notícias além da divulgação oficial, o que será bem mais interessante para os leitores que buscam algo a mais do que o convencional. Vamos torcer, pois nós, brasileiros, já conseguimos muitos avanços na economia e em seguros. Em 1992, quando comecei a cobrir o setor, as seguradoras nem assessoria de imprensa tinham. Nem para barrar o jornalista, nem para ajudar que o repórter conseguisse apurar melhor uma idéia de pauta, nem para divulgar releases com informações oficiais. Agora 100% das companhias tem assessorias, dos três estilos. Cabe ao jornalista ir além, mesmo quando parece não poder.
Essa foto, por exemplo. Será que revelará algo importante no futuro?
Veja o release que informa para onde vai Pedro Purm, ex-presidente da Zurich e novo CEO das operações de seguros de bens patrimoniais da Argo Group International Holdings. Assim que ele der entrevista, conto numa matéria quais são os planos. Por enquanto, o que tenho é esse comunicado oficial.
A Argo Group International Holdings, Ltd., subscritora internacional de produtos de seguros especiais e resseguros, anunciou hoje que Pedro Purm Jr. foi escolhido para atuar como CEO das suas operações de seguros de bens patrimoniais comerciais e responsabilidade no Brasil. Purm atuará como supervisor de criação e operação de uma nova empresa de seguros localizada em São Paulo, que vai operar no Brasil como subsidiária indireta do Grupo Argo.
“Estamos felizes por ter alguém com as fortes credenciais de Pedro no comando das nossas novas operações nesse importante mercado, disse o presidente e CEO do Grupo Argo, Mark E. Watson III. “A expansão para dentro do crescente mercado do Brasil é um componente fundamental da nossa estratégia internacional”.
A suíte de produtos da Argo no Brasil vai incluir um amplo conjunto de coberturas de bens patrimoniais comerciais e responsabilidade, além de coberturas especiais, incluindo seguros de engenharia, profissionais, de energia, cargas, marítimo, fiança e aviação.
O Grupo Argo anunciou também que José Torres se juntou às operações brasileiras, saindo do consórcio Lloyd’s of London. Torres vai desenvolver oportunidades para o consórcio do Grupo Argo no mercado brasileiro, onde a Lloyd’s of London é licenciada como resseguradora admitida. Ele ficará baseado no Rio de Janeiro, nos escritórios da Lloyd’s no Brasil.
“Estamos felizes com a inclusão de José e do Grupo Argo no crescente número de consórcios da Lloyd’s no Brasil”, disse Marco Castro, representante geral e diretor administrativo da Lloyd’s no Brasil. “O desenvolvimento e o crescimento da economia brasileira oferecem enormes oportunidades para as resseguradoras. O Lloyd’s está feliz com a expansão do número de consórcios que podem aproveitar dessas oportunidades e desenvolver negócios nesse importante mercado”.
“Com nossas duas plataformas em operação, poderemos oferecer aos clientes acesso como sendo uma seguradora direta e também por mercados de resseguro, através do nosso consórcio no Lloyd’s”, disse o diretor de desenvolvimento de produtos do Grupo Argo, Nigel Mortimer.
Purm vem para o Grupo Argo do Zurich Financial Services Group, onde atuou como CEO das operações brasileiras da empresa desde 1994. Antes de trabalhar na Zurich, Purm ocupou posições sênior no Grupo Financeiro Safra e na Citicorp Insurance Brokers. Purm possui um bacharelado pela Universidade de São Paulo e um MBA da Fundação Getúlio Vargas.
Purm junta-se a Christoph Glatz, que vai atuar como diretor financeiro e diretor de operações da nova seguradora brasileira. As indicações de Purm e Glatz, assim como o licenciamento da seguradora que está sendo instalada no Brasil, estão sujeitos à aprovação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) do Brasil.
Torres traz para o Grupo Argo mais de 30 anos de experiência em subscrição e desenvolvimento de negócios, em grande parte focado no mercado da América Latina. Mais recentemente, como vice-presidente sênior do Navigators Group, ele dirigiu as atividades de seguros marítimos e de energia na região da América Latina.
Essa é a pergunta que deverá ser respondida durante a Conseguro, principal evento da indústria de seguros brasileira, que será realizada nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília (DF). Veja abaixo o release distribuído pela CNSeg com os detalhes do evento.
O “Consumidor do Futuro” será tema da 5ª Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização), maior evento do mercado segurador brasileiro, que será promovido no Centro de Convenções Brasil 21 e reunirá mais de 500 participantes.
Nos 12 painéis previstos na programação, serão abordados temas como os microsseguros e os seguros populares; a expansão do acesso das famílias das classes C, D e E ao seguro; mudanças no perfil demográfico da população brasileira; as novas regras de solvência; o seguro garantia; o meio ambiente e o seguro de catástrofes; além dos seguros de saúde, vida e previdência.
O diretor da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e coordenador da 5ª Conseguro, Pedro Bulcão, explica que as palestras e debates oferecerão perspectivas sobre os desafios e oportunidades para o mercado segurador brasileiro. “O Brasil está mudando rapidamente e a ascensão social vivida por milhões de brasileiros é uma fantástica prova disso. Mas, será preciso qualificar essa ascensão, gerando poupança, segurança, saúde e bem-estar para essas famílias. Esse papel é da indústria de seguros e é disso que vamos tratar no evento, entre outros assuntos”, afirma Bulcão. “Em outras palavras, vamos debater como o setor de seguros deve se preparar para servir à futura sociedade brasileira”, completa.
“Um dos maiores desafios hoje do mercado segurador é o combate à desinformação. O mercado segurador brasileiro está atento às mudanças da sociedade para aperfeiçoar a prestação de seus serviços e poder atendê-la cada vez melhor”, considera Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da CNSeg.
A 5ª Conseguro é promovida pela CNSeg, com o apoio da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) e FenaCap (Federação Nacional de Capitalização).
Entre os palestrantes, especialistas e executivos nacionais e internacionais: Daniel Goldberg (executivo, Morgan Stanley Brasil e ex-secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça); Robert Kerzner (Limra – Limra, Loma & LL Global); Eduardo Gianetti da Fonseca (economista); Hennie Bester (consultor do CENFRI – Centre for Financial Regulation and Inclusion); Rolf Steiner (vice-presidente senior da Swiss Re Brasil); Washington Novaes (jornalista); Michaela Koller (executiva, CEA- European Insurance and Reinsurance Federation); Patrick Kennedy (democrata, ex-congressista dos EUA); Alexandre Malucelli (executivo, Grupo J. Malucelli); Roberto Macedo (economista, professor da USP e da FAAP, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda); Eike Batista (Grupo EBX) e Steven Levitt (autor do livro Freakonomics).
Números do mercado segurador brasileiro
Ø Da totalidade do mercado segurador brasileiro – composto por 196 seguradoras, a CNSeg conta com 149 seguradoras filiadas, incluindo 15 dos maiores grupos de operadoras de planos de saúde, que representam 37,7% do setor de saúde suplementar.
Arrecadação
Ø O mercado brasileiro de seguros é o maior da América Latina, com movimentação de R$ 183,9 bilhões em 2010, representando 5,17% do PIB.
Provisões
Ø Até o fim de 2010, as seguradoras brasileiras formaram R$ 290,92 bilhões em provisões para fazer frente às indenizações de sinistros e pagamentos de benefícios atuais e futuros.
Desempenho do mercado e perspectivas de crescimento
Ø Nos últimos dois anos, o mercado apresentou crescimento robusto: 10,4%, em 2009, e 14,2%, em 2010.
Ø O crescimento do setor está intimamente ligado ao bom desempenho da economia. Por isso, a expectativa é de que o mercado continue crescendo nos próximos anos, com o avanço da renda e do desenvolvimento da economia brasileira.
Ø Mantidas as tendências de crescimento do PIB e estabilidade econômica, a CNSeg calcula que as vendas do mercado segurador devem atingir R$ 205 bilhões, em 2011, incluindo os segmentos de seguros gerais, previdência complementar aberta e vida, saúde e capitalização.
Ø Neste cenário, para 2011, o mercado de seguros projeta um crescimento de 12 %.
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