*Matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
Apesar do ritmo de crescimento econômico mais lento, as perspectivas da atividade de seguros paranaense em 2011 são animadoras. Presidente do Sindseg-PR/MS, João Gilberto Possiede estima que a indústria de seguros no estado continuará demonstrando vigor no fechamento do ano, com índice de dois dígitos, alinhando-se à evolução do mercado nacional.
Dados da Susep até agora conhecidos, referentes aos cinco primeiros meses de 2011, apontam o Paraná com produção de prêmios próxima de R$ 2,5 bilhões, 18,6% a mais do que no mesmo período de 2010, quando as seguradoras captaram receita pouco superior a R$ 2 bilhões. O faturamento até maio está coerente com as projeções, na avaliação do Sindseg-PR/MS, entidade que comemora 87 anos de existência no próximo dia 29, em almoço solene para mais de 250 convidados no tradicional Buffet du Batel, no centro de Curitiba.
Na avaliação de Possiede, o mercado de seguros paranaense, o quarto maior do País, encerrará o ano girando receita de pelo menos R$ 6,5 bilhões, 18,2% acima dos R$ 5,5 bilhões contabilizados no ano passado. A firme atuação do Sindseg, para ele, tem papel fundamental como indutor desse crescimento. “São investimentos em ações para divulgar e levar conhecimento do seguro para as diversas camadas da população: estudantes, autoridades, órgãos estaduais e municipais, Detran, as Polícias Civil e Militar, Escola de Magistratura do Paraná, entre outros”, conta o executivo, ressaltando que o seguro tem fatia de 2,6% do PIB estadual.
No mix de negócios do mercado segurador paranaense, a linha de produtos de pessoas e benefícios responde por 51,5% da receita de prêmios movimentada no estado. A vitalidade dos seguros de pessoas vem seguida do segmento automotivo, com fatia de 30,8%, enquanto os seguros patrimoniais respondem por 9,4%. Na composição da receita do setor, circulam ainda 3,1% proporcionados pelo seguro rural, 2% originados dos seguros de transportes e 1,3% motivado dos seguros de garantia e crédito.
Tem coisas que a gente nunca esquece. Ela fica lá guardada e de repente aparece. Quando faço esporte, não sei porque, lembro de cada coisa; Ai uma vai puxando outra e dai parece que tudo se liga numa única conexão. Começamos o Tour de France na Gustavo Borges. Um campeonato igual ao que acontece na França, com centenas de ciclistas, os melhores do mundo, percorrendo 3.380 km em 21 dias.
Durante as provas fico pensando em várias coisas. Essa semana minha mente estava ocupada com a principal “fofoca” do mês: a possível saída de Thomaz Menezes do comando da SulAmérica. Notícia desmentida por executivos do grupo, que alegaram a saída do CFO Sérgio Borrielo como informação original, e que acabou por despertar rumores sobre Thomaz. No entanto, o assunto corre de boca em boca nos bastidores da indústria de seguros.
Lembro bem o que Thomaz Menezes disse aos amigos em sua festa de 40 anos. “Pode escrever ai. Vou trabalhar muito e aos 50 anos vou ter dinheiro suficiente para reduzir o ritmo de trabalho”. Na época, ele era CEO da Marsh Brasil, subsidiária de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, na qual trabalhou 23 anos. De 2004 a 2010 foi CEO para a América Latina. Pelo que dizem, os acionistas da Marsh colocaram tantas metas, algumas praticamente impossíveis, que em 2010 Thomaz preferiu fazer o seu pé de meia na SulAmérica, seduzido por um cachê irrecusável e um desafio prá lá de interessante do ponto de vista de um gestor.
Contam que sua missão é fazer a transição da centenária seguradora de forma tranquila para um novo sócio, uma vez que o ING decidiu desde a crise financeira de 2008 que venderia as operações de seguros para fazer caixa e se levantar. A SulAmérica é uma das maiores seguradoras do setor, tem uma das principais marcas da América Latina, é negociada em bolsa e as negociações em andamento envolvem empresas estrangeiras, de diversas nacionalidades. Isso trará um peso e tanto para a carreira profissional de Thomaz, que já tinha um histórico e tanto. Inclusive, de permanecer no cargo após a consolidação do que venha a ser definido nas próximas semanas. Ou meses.
Boa parte das operações do ING já foi vendida e também anunciado o comprador. No Brasil, o assunto ainda é um mistério. Todos querem entrar no Brasil ou aumentar a participação nesse país que é a bola da vez no cenário internacional. Falam da francesa Axa, da italiana Generali e da inglesa RSA. As três tem uma posição insignificante no Brasil há décadas, considerando-se que são as maiores em seus países nos ramos em que atuam.
A Axa chegou a ir embora. Vendeu parte para a Porto Seguro. Mas voltou em 2009, ao fazer um acordo de grandes riscos com a SulAmérica, que passou a atender os clientes franceses no Brasil. Desde o início deste ano, comenta-se que headhunters selecionam profissionais para a seguradora francesa. O presidente da Generali, Frederico Baroglio, acaba de voltar para a Itália, deixando o CEO da América Latina acumulando a função. RSA está com caixa suficiente para fazer aquisições de grande porte.
Pelo andar da carruagem, em breve os dois vão poder relaxar depois de tantos meses de uma dura e estressante rotina de negociações. Patrick Larragoiti, principal herdeiro e acionista da SulAmérica, estará mais livre para assistir o Le Tour de France de 2012, quem sabe velejando pela costa francesa. E Thomaz, com 45 anos, curtindo a vida ao lado da família, realizando o sonho de cruzar os Estados Unidos de leste a oeste em cima de uma moto com seus dois filhos, até encarar outro desafio, com sua aposentadoria robusta como planejou na festa dos 40 anos. Quem sabe na própria SulAmérica, onde vem fazendo um trabalho e tanto.
E eu continuarei por aqui, para contar um pouco mais da história desse setor. E claro, o desfecho dessa interessante história. O que já é um desafio e tanto. Para ter energia, estou no Le Tour de France indoor promovido pela academia Gustavo Borges. Na primeira edição completei o circuito. Na segunda, sucumbi ao cansaço. Nesta edição vou me empenhar. O que já é um bom começo! Afinal, são 3.380 quilômetros em 21 dias. Tempo para rememorar os melhores momentos do setor!
A prova de que a indústria de seguros está cada dia mais moderna é a aposta dos investidores na venda online, que há anos tenta avançar, mas acaba em “pizza” diante do lobby de corretores e seguradores inseguros com a concorrência. Agora ninguém segura mais o avanço do Brasil, que figura entre os principais indicadores de uso de mídias sociais, venda de celulares e acesso a internet, que esse novo canal de vendas.
A novidade do dia vem da segurar. com., a primeira empresa pontocom brasileira do segmento de seguro. A corretora acaba de ganhar um sócio de peso: Claudio Afif Domingos, que conseguiu criar uma das seguradoras mais modernas há mais de dez anos, a Indiana Seguros, quando tecnologia ainda era um assunto longe das prioridades do setor. Em meados de 2000, a avançada base tecnológica de venda e de pagamento de indenização despertou a atenção do Bradesco, que se tornou sócio da família Afif. Em 2008, a modernidade da companhia atraiu a americana Liberty Mutual, que comprou o controle da companhia.
Desde então, o inquieto Afif, um apaixonado pelo mercado de seguros há mais de 40 anos, vem buscando uma forma de investir no setor. E encontrou. Ele assume como Advisory Board da operadora comercial 100% online fundada pelos empreendedores José Augusto Correa, Oswaldo Romano Jr. e Rodrigo Veloso. Também fazem parte do grupo de acionistas investidores com expertise técnica do Vale do Silício e executivos da Catterton Partners, um dos maiores fundos de bens de consumo dos Estados Unidos, também fazem parte do negócio.
Segundo informações da corretora, a chegada de Afif Domingos completa o time da Segurar.com e está diretamente vinculada à estratégia da empresa de aceitar apenas investidores que tragam conhecimentos específicos e complementares ao negócio. Experiência é o que não falta ao novo conselheiro:
Além da vice-presidência da Indiana Seguros e da CNSeg (na época, Fenaseg), Afif presidiu o Sindicato das Empresas de Seguros de São Paulo e da Associação Nacional das Companhias de Seguros. Por 18 anos, Afif foi membro do Conselho Nacional de Seguros.
Frente à atual fase do mercado e ao potencial de vendas online, a entrada da família Claudio Afif Domingos no negócio é considerada estratégica pelos fundadores da empresa. “Além de contribuir com sua experiência de mercado, sua participação é vital na abordagem e diálogo com os principais grupos seguradores”, avalia Oswaldo Romano Jr., CEO da Segurar.com.
“Temos sido muito bem recebidos e estamos fechando bons negócios em praticamente todas as seguradoras para quem apresentamos nosso modelo”, revela. “Avançamos com as negociações da parte comercial e os resultados têm sido excelentes, a entrada de Claudio Afif Domingos era uma peça que nos faltava”, admite José Augusto Correa, Presidente do Conselho.
“O mercado segurador mantém, há muito tempo, uma postura conservadora na distribuição de seus produtos, não tendo como dinamizar suas vendas”, diz. Para ele, “a internet é uma realidade inegável e a Segurar.com pode ser o suporte perfeito para viabilizar esse grande avanço que é a venda online, favorecendo, inclusive, os próprios corretores que estiverem interessados em acompanhar o amadurecimento do setor”.
Por enquanto, a Segurar.com atua apenas no Brasil, mas o objetivo é estender seus serviços para a América Latina. De acordo com Romano, no início de 2012 diversas modalidades de seguros estarão disponíveis para aquisição via Internet. “A composição do time estratégico da Segurar.com é uma fase finalmente concluída, que abre caminho para aprofundar nossas ações de marketing e parcerias”, comenta Romano, em nota divulgada.
Desculpem a falta de tempo. Mas para pelo menos registrar as mudanças na Generali, segue a íntegra do comunicado oficial divulgado pela subsidiária brasileira de uma das maiores seguradoras da Itália.
Comunicado oficial
Doutor em Economia e Comércio pela Universidade de Roma, Claudio Mele assumiu a presidência da Generali Brasil Seguros com o desafio de reposicionar a seguradora no mercado de seguros. “A prioridade é a retomada do crescimento nas principais capitais do País, bem como a interiorização de suas atividades, com ênfase na otimização das operações e nos serviços oferecidos tanto para os corretores de seguros quanto para os segurados”, explica o executivo ao falar sobre a nova estratégia de atuação da companhia, onde já trabalhou antes de assumir o comando do Escritório Regional da Generali para a América Latina, cargo que acumulará com a nova função.
Faz parte ainda desse processo de reorganização da companhia a criação do Conselho de Administração, cuja presidência foi entregue ao experiente José Alves, que agrega 37 anos de experiência exercidos em cargos de liderança em diversas empresas do Grupo, como atualmente na Generali Portugal, onde permanecerá na presidência também do Conselho de Administração.
Outro ponto importante dentro do novo modelo de gestão da companhia é a nomeação de Mário Jorge Cruz diretor Comercial e de Marketing. Ele assume respondendo por todas as sucursais e filiais da companhia, além de conduzir a gestão de marketing, a organização comercial e a central de atendimento. Administrador de empresa pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Mário Cruz atua há mais de 25 anos no mercado segurador, na direção tanto de áreas técnicas quanto comerciais de seguradoras nacionais e multinacionais. Ele ingressou na Generali Brasil em 1996.
Com as mudanças já feitas e em andamento, Claudio Mele afirma que a Generali pretende continuar exercendo papel ativo de agente do processo de evolução da economia brasileira, acrescentando que o propósito é manter a companhia rumo ao crescimento, sem descuidar da rentabilidade. Segundo ele, a companhia concluiu um plano de ação voltado para os próximos três anos, cujo objetivo central e elevar o nível tecnológico de suas operações. E reitera que o foco é a expansão nas principais capitais do País e a interiorização. “Nessa linha, a companhia esta investindo na qualificação da prestação de serviços oferecidos a segurados e corretores de seguros, assim como no aperfeiçoamento das plataformas operacionais e de produtos direcionadas para o segmento corporativo, para as pequenas e médias empresas (PMEs) e para seguros massificados”, complementa Mário Cruz.
Nessa caminhada, Claudio Mele acrescenta que os colaboradores também terão papel de destaque, no trabalho em equipe, na dedicação ao atendimento personalizado e no aperfeiçoamento do processo de relacionamento com os corretores de seguros. “O Corretor é nosso principal canal de distribuição. Ele ocupa papel de extrema relevância no avanço da Generali e na conquista de um lugar de maior destaque no mercado”, conclui o executivo.
O diagnóstico de câncer linfático do ator Reynaldo Gianecchini, aos 38 anos, no auge da carreira, deve desencadear uma grande procura por um seguro até então pouco conhecido dos brasileiros. O seguro de vida, com cobertura para doenças graves. Em caso de diagnóstico de alguma doença listada no contrato, o titular recebe em vida um valor determinado para poder usar como quiser, seja na busca pela cura, seja na realização de sonhos ainda não conquistados.
Mas não é fácil conseguir essa cobertura, conta o life planner da Prudential, subsidiária de um dos maiores grupos dos Estados Unidos, especializada em vida. É preciso fazer uma série de exames medicos para detectar doenças pre-existentes. Só depois de ter certeza de que a pessoa não está doente, é que a seguradora aceita o cliente. “Temos de zelar pela rentabilidade da companhia para que ela possa honrar todos os seus compromissos no longo prazo”, defende o profissional de vendas da Prudential, uma das poucas seguradoras que oferecem a cobertura no Brasil.
O Itaú também oferece a cobertura aos clientes Personalitte. Para mulheres, o produto determina apenas cobertura de um valor em vida para diagnóstico de cancer na mama ou no útero. Outro dia minha gerente me mandou uma cotação. O seguro de Vida Mulher, com capital de R$ 142,5 mil, para morte natural e invalidez por acidente e de R$ 60 mil para diagóstico do cancer feminino, custa R$ 120 por mês, para um mulher de 46 anos.
O seguro de vida no Brasil apenas engatinha. No acumulado do ano, o segmento soma faturamento de R$ 7,7 bilhões, crescimento 24,69%. Mas quem tem puxado as vendas é o seguro para acidentes ou morte em viagens e também aquele conhecido como prestamista, que paga a dívida da pessoa em caso de falecimento. Pouco a pouco, tanto as pessoas passam a ter mais interesse por deixar uma renda para a família se reestruturar na perda do mantenedor financeiro como as seguradoras passam a ofertar produtos completos, como o da Prudential.
A Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014, estará presente no jogo amistoso Brasil x Alemanha, que será transmitido nesta quarta-feira. A marca aparecerá dez vezes, por 30 segundos, nas placas publicitárias em volta do campo. Assim, teremos duas marcas brasileiras no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart. Ontem, a JMalucelli anunciou que estará divulgando a marca jmalucelli.com durante o jogo.
*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O índice geral de propensão à fraude contra seguros no Brasil caiu de 41% para 24% nos últimos seis anos. A queda de 17 pontos porcentuais foi constatada em uma pesquisa nacional encomendada pela CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e divulgada nesta terça-feira (9 de agosto), no Rio de Janeiro, no Seminário de Prevenção e Combate à Fraude contra o Seguro no Brasil.
“Fizemos em dois momentos (2004 e 2010) um amplo levantamento que indica a propensão do consumidor brasileiro às fraudes em seguros. A proposta do seminário é produzir uma ampla discussão, com a participação de representantes dos mercados segurador e financeiro, sociedade civil e academia para analisar esses dados”, explica Julio Avellar, superintendente-geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg.
De acordo com o levantamento encomendado ao Ibope, o índice “não fraudaria o seguro de forma alguma” subiu de 55% em 2004 para 73% em 2010. Já o porcentual de entrevistados que considerava fácil fraudar o seguro caiu 12% em relação à primeira pesquisa, de 37% em 2004 para 25% em 2010. Na qualitativa, os segurados entendem que deve ter ocorrido um aumento das fraudes em seguros nos últimos anos. Apesar disso, há a percepção de que atualmente as empresas do setor utilizam processos e instrumentos mais sofisticados para a detecção e combate à fraude nos seguros.
A pesquisa qualitativa foi aplicada com 12 grupos de discussão, entre 22 e 29 de novembro de 2010, no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Goiânia e Porto Alegre. O levantamento quantitativo foi feito de 7 a 23 de dezembro de 2010 e aplicou 2004 entrevistas. A margem de erro da pesquisa é de 2% e o intervalo de confiança, 95%. “A pesquisa chegou a algumas conclusões: há desconhecimento em relação às punições, a facilidade e a impunidade são fatores de motivação, 4 em cada 10 segurados mostram-se propensos às fraudes e os mais propensos à fraude são os jovens”, resumiu Avellar.
Na pesquisa qualitativa, a percepção é de que as fraudes acontecem em todas as esferas sociais. Mas predomina a ideia de que há maior concentração de fraudes entre pessoas de classes mais altas – maior conhecimento e poder de articulação e menor temor quanto às possíveis punições. Para os entrevistados, pessoas com menor poder aquisitivo têm a dignidade como seu principal patrimônio, são mais temerosas quanto às punições e só se arriscariam em caso de extremo desespero. Esse perfil é confirmado na quantitativa.
De acordo com 61% dos entrevistados, todos os clientes são prejudicados pelas fraudes em seguros; 20% apontaram a seguradora como a maior prejudicada; e para 14%, ambos – a sociedade e a seguradora – são prejudicados. Apenas 1% apontou que nenhum é prejudicado. Para 43% dos entrevistados, os prejuízos são repassados integralmente aos clientes, por meio do aumento dos preços dos seguros; para 39%, os custos são absorvidos em parte pelas seguradoras, e repassados em parte aos clientes, via preços; e 6% disseram que os prejuízos são absorvidos totalmente pelas seguradoras.
Na pesquisa, 52% dos entrevistados afirmaram que denunciariam a fraude contra o seguro caso ficassem sabendo; 36% disseram que não denunciariam caso ficassem sabendo; e apenas 1% disse que já denunciou.
Existem várias medidas de proteção ao seguro, disciplinadas por lei, que visam ao controle e ao desestímulo às fraudes no Brasil. A CNseg mantém relação de cooperação com órgãos policiais e judiciários e parcerias com o poder público (Disque Fraude em Seguros em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que recebem denúncias anônimas). No Rio de Janeiro, atende pelo número 2253-1177 e nos demais Estados pelo nº 181 (chamada nacional).
Além disso, as seguradoras mantêm canais de denúncia e os órgãos de polícia são os destinatários desse tipo de comunicação. A administração pública e a CNseg mantêm projetos que também se prestam a esse fim, a exemplo do Sistema Nacional de Identificação de Veículos em Movimento (SINIVEM), que auxilia o mercado segurador, a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal, na identificação de veículos com possíveis irregularidades, através do monitoramento de algumas rodovias nacionais que permitem o acesso a outros países.
Havendo dolo, ou seja, se qualquer desses atos for intencionalmente praticado com vistas à obtenção do resultado ilícito, o responsável poderá responder criminalmente, estando sujeito a uma pena de um a cinco anos de reclusão e multa, além das sanções cíveis, exclusivamente em razão da fraude contra o seguro.
Os tipos mais comuns de fraudes:
1. Emprestar a carteirinha de convênio médico para outra pessoa utilizar
2. Obter mais de um recibo para um mesmo procedimento médico
3. Fazer uma cirurgia plástica, aproveitando-se de um outro procedimento cirúrgico
4. Combinar um superfaturamento de orçamento nas oficinas de conserto de veículos
5. Omitir fatos na vistoria do veículo
6. Falsificar os dados da ocorrência do sinistro seja em caso de roubo, incêndio ou colisão
7. Contratar o seguro de vida, omitindo o fato de que possui doença pré-existente
8. Contratar o seguro de vida, utilizando-se de informações falsas passadas por médicos em atestados de saúde
9. Simular acidente ou a própria morte
10. Atear fogo ao próprio negócio para receber o dinheiro do seguro
11. Utilizar de “notas frias” para reclamar prejuízos
12. Declarar perdas inexistentes
13. Utilizar falsa declaração de roubo Quantificação da Fraude em Seguros
A CNseg também anunciou os resultados do levantamento de Quantificação da Fraude em Seguros, que apontou o impacto da fraude para o mercado segurador e para a economia brasileira. O diagnóstico abrangeu todos os segmentos de seguro – com exceção de Saúde, Previdência Complementar Aberta e Capitalização – e 53 seguradoras, que representam 86% do total de prêmio ganho (líquido, livre de despesas) pelo mercado de seguros em 2010.
A pesquisa apontou que os sinistros com suspeita de fraude somaram cerca de R$ R$ 1,9 bilhão, o que representa 9,1% do valor total dos sinistros do universo pesquisado (R$ 20,9 bilhões). Fraudes detectadas somaram cerca de R$ 370 milhões e as comprovadas, R$ 290 milhões, representando respectivamente 1,8% e 1,4% do valor total de sinistros (R$ 20,9 bilhões). “As fraudes impactam diretamente no bolso dos segurados. Ou seja, a fraude contamina o preço do seguro e a atuar na redução das fraudes é agir em favor do segurado”, afirma Avellar.
Hoje uma notícia muito boa para a indústria de seguros brasileiras. Em plena Alemanha, sede da maior seguradora do mundo, a Allianz, e da maior resseguradora do mundo, quem brilha no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart, é a brasileira JMalucelli. Em uma ação inédita, o grupo vai divulgar o jmalucelli.com durante a transmissão da partida do jogo amistoso entre Brasil x Alemanha, realizado nesta quarta-feira a tarde. A propaganda será veiculada em placas de painéis de LED que circundam o campo.
A ação de marketing visa internacionalizar a marca após a parceria com a seguradora americana Travelers, O grupo paranaense atuava apenas em seguro garantia, liderando por anos as vendas deste seguro no Brasil e na América Latina. Com a parceria, tanto a resseguradora como a seguradora do grupo começam a operar em outros segmentos.
A busca por profissionais na indústria de seguros promove uma intensa dança das cadeiras. A notícia de hoje vem da SulAmérica Seguros e Previdência, que anunciou a contratação de Eduardo Stefanello Dal Ri para o cargo de diretor de Automóveis. O executivo, que cuidava da carteira de seguros de carro na HDI Seguros, tem 18 anos de experiência no mercado de seguros e será responsável pela gestão da atuação da companhia no segmento de automóveis, segunda maior carteira da seguradora.
Segundo nota da seguradora, Eduardo é formado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Finanças Empresariais pela Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), além de MBA em Marketing de Serviços e em Economia de Empresas, realizados na Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidades São Paulo (USP). O executivo responderá diretamente para o vice-presidente de Automóveis e Ramos Elementares, Carlos Alberto Trindade Filho.
A ACE Seguradora, que tem Farid Eid como presidente há menos de dois meses, também anunciou mudanças. Rodolfo La Vitola foi nomeado para a diretoria de Responsabilidade Civil Geral (RCG). Ele vai dirigir os negócios da companhia no setor e ainda no segmento de riscos ambientais. Rodolfo se encontra na ACE desde 2006 e possui 11 anos de experiência no mercado segurador e ressegurador. Ele vinha atuando como gerente de responsabilidade civil para a unidade chilena da seguradora e ainda como gerente regional de responsabilidade civil de resseguros da ACE América Latina.
Os mercados acionários continuam em pânico nesta sexta-feira, depois de ter amargado ontem o pior dia desde setembro de 2008, com a falência do Lehman Brothers. Neste cenário de incertezas, onde todos buscam um lugar seguro para aplicar, as seguradoras e resseguradoras divulgam seus balanços do segundo trimestre, com o acumulado do primeiro semestre. A tendência é de uma piora no segundo semestre, em razão das perdas na carteira de investimentos, em razão da atual instabilidade. A indústria de seguros tem uma carteira de investimento superior a US$ 23 trilhões, com boa parte dos recursos aplicados em títulos soberanos.
Em geral, o desempenho revelado pelos balanços financeiros é favorável, principalmente se considerarmos que o setor pagou indenizações volumosas aos segurados que tiveram perdas com as catástrofes naturais ocorridas neste ano. Para se ter uma idéia, as enchentes na Austrália registraram perdas econômicas de US$ 7,3 bilhões, dos quais as seguradoras pagaram indenizações de US$ 2,5 bilhões.
Pelas chuvas e tornados nos EUA em maio, com danos econômicos de US$ 7 bilhões, o mercado de seguros já acumula pedidos de indenizações de US$ 4,9 bilhões. Em abril, pelo mesmo motivo nos EUA, os danos causados geraram perdas econômicas de US$ 7,5 bilhões, sendo que US$ 5 bilhões tinham cobertura de seguro. Na Nova Zelândia, as enchentes deixaram perdas econômicas de US$ 20 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões contavam com apólices de seguros. E a mais catastrófica de todas, o terremoto seguido de tsunami no Japão, em maio. As perdas econômicas chegaram a US$ 200 bilhões, sendo que a indústria de seguros arcou com cerca de US$ 30 bilhões, segundo dados da Munich Re.
O resultado líquido da Allianz, maior seguradora do mundo, recuou 7,4%, para 1 bilhão de euros no segundo trimestre deste ano, abaixo dos 1,28 bilhão do segundo trimestre do ano anterior, principalmente pela perda de marcação a mercado dos títulos gregos, com impacto de 326 milhões de euros. Apesar do recuo, o CEO do grupo alemão, Michael Diekmann, informou em nota que os resultados são sólidos, tendo em vista o elevado volume de indenizações pagas no período decorrentes de catástrofes naturais.
O faturamento do grupo alemão também recuou 3,2%, para 24,6 bilhões de euros no segundo trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo comenta Diekmann na nota, a diversificação geográfica e também de negócios do grupo ajudou a manter os resultados fortes, mesmo diante da instabilidade em diversos mercados. Ele reafirmou a expectativa de lucro operacional para 2011 entre 7,5 bilhões de euros e 8,5 bilhões de euros.
A Munich Re divulgou resultados penalizados pela marcação a mercado, com impacto no segundo trimestre de 125 milhões de euros. O lucro líquido avançou para 738 milhões de euros, pouco acima dos 709 milhões de euros. No semestre, no entanto, a Munich Re apresentou perdas de 210 milhões de euros, comparado a lucro de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre de 2010. Os prêmios avançaram para 25 bilhões de euros no semestre, alta de 10% comparado ao mesmo período do ano anterior.
O índice combinado chegou a 133%, muito acima dos 106% do primeiro semestre de 2010, impactado, principalmente, pelo terremoto no Japão e enchentes na Nova Zelândia. Nikolaus von Bomhard, presidente do Consellho da Munich Re, comentou que apesar do semestre ter registrado um número excepcional de catástrofes, tendo as seguradoras e resseguradoras como meio de reconstruir muito do que foi destruído, os resultados da indústria continuam fortes. A boa notícia é de que a previsão é de uma temporada de baixa ocorrência de furações nos EUA. O executivo também afirmou que a previsão de prêmios de resseguros para o ano de 2011 é de 26 bilhões de euros (U$ 36,7 bilhões). Em seguros, a previsão tem um intervalo maior, de 17 bilhões de euros a 18 bilhões de euros.
Ontem, a Swiss Re divulgou seus resultados, onde praticamente não relatou impactos da renogociação da dívida da Grécia. O lucro líquido chegou a US$ 960 milhões no segundo trimestre de 2011, alta de 18%, com retorno sobre o patrimônio de 15,6%. Segundo informa a nota divulgada à imprensa, a volatilidade dos mercados financeiros em virtude dos recentes problemas que envolvem a dívida soberana na Europa continua a preocupar. Após começar a dar passos decisivos no final de 2009, visando reduzir a exposição, a dívida soberana de títulos públicos europeus não classificados como AAA, a Swiss Re detém agora apenas US$ 78 milhões em dívidas soberanas emitidas por países periféricos da zona do euro. A exposição da empresa a dívidas soberanas da Grécia é nula.
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