Seguro de Jirau é motivo de disputa

Quanto mais os contratos forem claros, menos problemas deste tipo a indústria de seguros vai ter. A repórter Thais Folego, do Valor Econômico, escreveu exatamente tudo o que todos dizem em off. Os executivos dizem que a mídia SÓ gosta de assuntos picantes. Sim, da mesma forma que os executivos adoram falar coisas picantes. Dos concorrentes, é claro.

Parabéns Thais! Merece o prêmio Allianz 2012!!!!

Segue o link da matéria

http://www.valor.com.br/financas/1132922/seguro-de-jirau-e-motivo-de-disputa

Corretores Dabus fazem último show de jazz do ano

A Dabus Brothers no All Of Jazz se apresentará em São Paulo, nesta quarta feira, dia 14, no ALL OF JAZZ, a partir das 22:00hs e contará com a participação especial do Maestro, Arranjador e Saxofonista Hector Costita. Realmente imperdível.

Vejam uma amostra do ultimo Show da Banda no link abaixo

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Indústria de seguros encerra 2011 com R$ 444 bilhões em reservas

O desempenho da indústria de seguros em 2011 superou a expectativa inicial dos executivos do setor em cinco pontos percentuais, passando de um crescimento de 12% para 17,1%. Sem dados consolidados do fechamento de dezembro, a previsão é chegar encerrar 2011 com faturamento de R$ 218,6 bilhões, informa Jorge Hilário (foto), presidente da CNseg, em almoço realizado com jornalistas na sede da entidade no Rio de Janeiro. “Isso mostra a força do setor, que soube reagir para driblar os efeitos da crise mundial”. O total de indenizações pagas a segurados somou R$ 106,3 bilhões, alta de 17% ante os R$ 90,8 bilhões observados no ano passado.

Em 2012, período visto pelos economistas como um ano difícil, a previsão da CNseg é de crescimento de 12,8%. Um indicador otimista se considerarmos a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% para o próximo ano. “Apesar da perspectiva de desaceleração da economia por conta dos efeitos da crise internacional, apostamos no avanço do setor para um faturamento de R$ 246,8 bilhões em razão de ainda termos um espaço muito grande para ocupar no que diz respeito a vender proteção para a sociedade brasileira”, disse.

Um dos desafios da CNseg em 2012 é intensificar a comunicação do setor com a sociedade. “Temos um peso importante para o país quando consideramos as reservas de R$ 444 bilhões, o que apresenta 11% do PIB. Isso significa uma forte contribuição para o desenvolvimento social e econômico do País”, ressaltou. “Somos um dos maiores administradores de poupança doméstica”.

Um dos destaques de 2012, segundo o presidente da CNseg, é a chegada de novos grupos estrangeiros interessados em operar no Brasil. “A crise traz oportunidades, como estimular as seguradoras internacionais a buscar novos mercados para obter crescimento diante do quadro de recessão dos países europeus e Estados Unidos”.

Entre as conquistas de 2011, Jorge Hilário citou a regulamentação do microsseguros, divulgada nesta semana pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a criatividade da indústria em lançar produtos inovadores, o que manteve o crescimento do setor mesmo com a desaceleração da economia a partir do segundo semestre do ano.

Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi e da Bradesco Seguros e Previdência, ressaltou o avanço da previdência privada e seguros de pessoas. “Temos muito para conquistar nesses dois segmentos, especialmente no devenvolvimento de produtos e na comunicação com o público de menor renda”, diz.

Segundo Solange Beatriz, diretora da CNseg, o projeto Estou Seguro, para desenvolver o microsseguros no morro Santa Marta, já conta com quase 200 apólices vendidas. “O principal objetivo é difundir a cultura de seguro na comunidade e não a venda”, explica. O aprendizado obtido com o projeto, que entrou na segunda fase em novembro, será levado para outras comunidades em 2012.
Em saúde, o crescimento das vendas estimulado pelo baixo índice de desemprego e aumento da renda da população, foi o grande destaque do ano, segundo Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Fenaprevi. Outro ponto importante foi o foco dado pela Fenaprevi ao debate de melhorias na regulamentação. “Tem alguns aspectos que podem ser revistos para que o custo do plano de saúde se torne mais acessível para a população, principalmente a de menor renda”, acrescentou.

A saúde suplementar respondeu com R$ 89 bilhões do faturamento total de indústria, avanço de 12,5% “O segmento de pequenas e médias empresas foi o que mais cresceu”, frisa o executivo. Entre os tipos de planos, o maior avanço foi registrado nos planos com direito a internação em enfermaria, considerado o produto mais básico disponível na prateleiras das empresas de saúde.

Seguros gerais, o grande destaque ficou por conta do crescimento de seguros diferenciados, como responsabilidade civil, riscos financeiros, rural e habitacional. A carteira mais madura do setor, a de automóvel, acabou por registrar um crescimento modesto, pouco acima de 6%, segundo Neival Rodrigues, diretor da Fenseg, que esteve no almoço substituindo Jayme Garfinkel, presidente da Fenseg e da Porto Seguro.

Segundo ele, o grande desafio para 2012 será tornar os seguros de garantia, de crédito e de responsabilidade mais conhecidos da sociedade, bem como promover debates para tornar as cláusulas dos contratos de seguros mais simples e transparentes. “Temos de deixar claro para o consumidor o que está coberto e o que está excluído do contrato”, disse.
Em seguro de carro, novamente o apelo de tornar o preço acessível pauta o segmento. Uma das formas de reduzir custos da carteira está na aprovação de normas que viabilizem o seguro popular de carro. Segundo dados da Fenseg, 1,9 milhão de veículos foram roubados no Brasil neste ano, até outubro.

Desses, 890 mil foram recuperados. Os 1,01 milhão que não foram encontrados podem estar em desmanches ilegais. “Uma forma de baratear o seguro seria aprovar a lei de regulamentação dos desmanches”, diz. Há dois projetos em pauta no Congresso, sem previsão para serem votados.

A receita de arrecadação gerada por todos os títulos de capitalização deverá encerrar 2011 com um faturamento de R$ 13,55 bilhões, crescimento de 15,06%, em relação a 2010. As provisões técnicas deverão atingir o montante de R$ 18,6 bilhões, com um crescimento de 10,91%, segundo Joílson Ferreira, vice -presidente da Fenacap, que substituiu Paulo Rogério Cafarelli, presidente da Fenacap e vice-presidente do Banco do Brasil, no almoço com jornalistas.

Em 2011, estima-se que o segmento de capitalização irá retornar à sociedade R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 729 milhões sob a forma de sorteios, para aproximadamente 300 mil ganhadores, e R$ 10,4 bilhões em resgates nesse período. Para 2012, a previsão inicial é de um crescimento da ordem de 15%, cuja expectativa é de repetir os bons resultados que deverão ser alcançados em 2011.

Reservas de previdência privada devem atingir R$ 273 bi este ano

matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O mercado de previdência privada aberta deve encerrar o ano com reservas na faixa de R$ 273 bilhões, o que corresponde a 7% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Até setembro deste ano, o volume totalizou R$ 255 bilhões, crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior.

O salto esperado é justificado pelo maior foco dos bancos nas vendas de produtos de previdência, alertando os consumidores sobre os benefícios fiscais que podem ser usufruídos com o PGBL, como o abatimento de 12% na renda líquida declarada no Imposto de Renda.
Para 2012, confirmando-se os indicadores de baixo desemprego e alta do PIB no mesmo patamar deste ano, a aposta é de que o setor registre o mesmo índice de crescimento.

Neste cenário positivo do setor, a Brasilprev divulgou ontem suas expectativas com 2012 e o resultado obtido em 2011. “Estamos muito otimistas a longo prazo. 2012 podemos sentir um pouco a desaceleração observada até setembro, divulgada na terça-feira, mas o ritmo de expansão deve permanecer acelerado nos próximos anos, ao atingir 14% do PIB em 2019, com o setor responsável por um total de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão”, disse o presidente da empresa, Sérgio Rosa.

Segundo ele, a Brasilprev deve encerrar o ano com R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, avanço de 35%. As contribuições cresceram no mesmo ritmo, atingindo R$ 8,19 bilhões até setembro, bem acima dos 22% registrados pelo setor no mesmo período. Ele destacou também o índice de resgate, que ficou abaixo, de 8,9%, enquanto o mercado está em 11,5%. “É importante analisar esse item, pois ele mostra a liderança da Brasilprev em captação líquida, com 33,8% de participação de mercado”, orgulha-se Rosa.

Durante o almoço com jornalistas, a Brasilprev divulgou dados interessantes de uma pesquisa realizada com a base de dados dos 1,6 milhão de planos administrados pela companhia. Segundo o estudo, 24% dos clientes têm renda de até R$ 4 mil e com saldo no plano de até R$ 10 mil. O BrasilPrev Junior, plano voltado às pessoas com até 21 anos pagos pelos responsáveis, representa 54%, seguido pelos individuais, com 35%, e os planos empresarias, com 10%.

Segundo Rosa, o segmento empresarial tem grande potencial de expansão. “As taxas de desemprego estão inferiores a 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, frisou. O apagão de talentos no mercado brasileiro, segundo Rosa, também ajudou as seguradoras a venderem planos de previdência para empresas que ainda não tinham incluído o benefício no pacote ofertado aos funcionários. Os planos instituídos, nos quais a empresa também faz aportes, estão mais presentes em empresas com faturamento anual acima de R$ 600 milhões, que representam 53% do total.

Susep divulga resolução que regulamenta o microsseguros

Resolução No- 244, De 6 De Dezembro De 2011

Dispõe sobre as operações de microsseguro, os corretores e os correspondentes de microsseguro e dá outras providências.

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS -SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso XI, do Decreto no 60.459, de 13 de março de l967, torna público que o CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS – CNSP, em Sessão realizada em 29 de novembro de 2011, considerando o que consta do Processo CNSP No 6/2011, na origem, e Processo SUSEP no 15414.005235/2011-64, e com base nos incisos II, VI, XI, XII do artigo 32 do Decreto-Lei no 73, de 21 de novembro de 1966, no §1º do art. 3o do Decreto-Lei no 261, de 28 de fevereiro de 1967, nos arts. 73 e 74 da Lei Complementar no 109, de 29 de maio de 2001 e Lei no 4.594 de 29 de dezembro de 1964, resolveu,

Art. 1o Esta Resolução dispõe sobre as operações de microsseguro, os corretores e os correspondentes de microsseguro e dá outras providências.

Art. 2o Todas as operações de microsseguro e a intermediação dessas operações ficam subordinadas às disposições da presente Resolução.

§1o Para fins desta Resolução, define-se como microsseguro a proteção securitária destinada à população de baixa renda ou aos microempreendedores individuais na forma estabelecida pela Lei Complementar nº 123/2006, com alterações produzidas pela Lei Complementar nº 128/2008, fornecida por sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar autorizadas a operar no país, mediante pagamentos proporcionais aos riscos envolvidos.

§2o A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP definirá os ramos que poderão ser comercializados em planos de microsseguro, bem como os critérios mínimos a serem observados pelos planos de negócios específicos, com definição objetiva do público alvo a que se destinam.

Art. 3o Consideram-se planos de microsseguro aqueles que contenham a definição objetiva do público-alvo do segmento de baixa renda ou do grupo de microeempreendedores individuais a que estão destinados e que observem o plano de negócios da sociedade ou entidade e, entre outros, os seguintes parâmetros:

I – tipos de produtos e coberturas oferecidos, isoladamente ou em conjunto;

II – limite máximo de garantia e/ou de capital segurado;

III – prazo máximo para pagamento da indenização ou do capital segurado;

IV – prazo de vigência;

V – formas de comercialização, inclusive com a utilização de meios remotos;

VI – formas de contratação por apólices, bilhetes ou certificados individuais, simplificados.

§1o A SUSEP fixará as condições para as contratações por apólices, bilhetes ou certificados individuais, simplificados, bem como para a comercialização por meios remotos, estabelecendo as informações obrigatórias a cada modalidade específica.

§2o Os planos de microsseguro, na forma determinada pela SUSEP, poderão contemplar a prestação de serviços de assistência e a cessão de direitos de títulos de capitalização.

§3o A SUSEP estabelecerá os critérios que poderão ser utilizados nos planos de microsseguro para a definição objetiva do público-alvo a que se destinam.

Art. 4o Consideram-se também como planos de microsseguro os de previdência complementar aberta que atendam ao disposto na presente Resolução e cujos benefícios sejam iguais ou inferiores ao capital segurado máximo estabelecido pela SUSEP para planos de microsseguro de pessoas.

Art. 5o A SUSEP estabelecerá as condições específicas para funcionamento das sociedades e entidades que operem em microsseguro.

Parágrafo único: O capital base para as sociedades que operem exclusivamente em microsseguro será de 20% (vinte por cento) do valor definido na legislação vigente.

Art. 6o A SUSEP poderá estabelecer regras de capital e de provisões técnicas diferenciadas para operações de microsseguros, observado o disposto nas resoluções do CNSP que normatizam a matéria. Art. 7o A SUSEP disciplinará a habilitação e o registro das pessoas naturais que realizem intermediação exclusivamente em microsseguro, os quais serão denominados corretores de microsseguro.

Parágrafo único. O corretor de seguro habilitado a intermediar seguro, previdência complementar aberta e/ou capitalização fica automaticamente autorizado a angariar e promover contratos de microsseguro.

Art. 8o As sociedades e entidades que comercializem microsseguro nos termos desta Resolução poderão contratar e/ou firmar convênio com qualquer pessoa jurídica, na condição de correspondente de microsseguro, que poderá recolher e repassar prêmios e promover quaisquer atos necessários à operacionalização de microsseguro.

§1o O pagamento do prêmio ao correspondente de microsseguro considera-se feito à sociedade seguradora.

§2o A remuneração ajustada entre a sociedade seguradora e o correspondente de microsseguro deverá estar expressa no contrato entre as partes.

§3o Não se aplica ao correspondente de microsseguro de que trata esta Resolução a legislação especial aplicável aos representantes comerciais.

§4o A SUSEP disciplinará a atividade do correspondente de microsseguro.

§5º O correspondente de microsseguro não pode ter como atividade principal a comercialização de seguros.

Art. 9o As sociedades e entidades poderão ofertar planos de microsseguro por intermédio de correspondentes de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, na forma disciplinada pela SUSEP.

Art. 10 Fica a SUSEP autorizada a adotar as medidas necessárias à execução do disposto nesta Resolução.

Art. 11 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Luciano Portal Santanna

Superintendente

19 trabalhos concorrem ao Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguro

Mais uma premiação para estimular estudos e projetos na área de seguros. Segundo comunicado da CNseg, os resultados da primeira edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela federação, serão anunciados no almoço de confraternização das lideranças do mercado segurador, no salão Cristal do Copacabana Palace, no dia 14 de dezembro. Serão premiados os três melhores cases de inovação implementados por seguradoras ou corretoras de seguro com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos ou serviços junto ao consumidor.

Os vencedores receberão troféus e prêmios em dinheiro nos valores de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, para 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. A comissão julgadora foi formada por cinco profissionais, com experiência e atuação nas áreas acadêmica, tecnológica, jornalística e de seguros, que se destacam por apresentarem uma visão diferenciada sobre inovação, sobre o mercado de segurados e o consumidor.

Concorrem ao Prêmio 19 trabalhos de todas as regiões do País que tiveram a eficácia da implementação comprovada. O evento contará com palestra sobre inovação de Silvio Meira, especialista em Tecnologia da Informação e um dos membros da Comissão Julgadora. O Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação foi criado pela CNseg para estimular os atores do mercado segurador a buscar novidades e aperfeiçoar produtos e processos visando à satisfação do consumidor.

Chubb investe no projeto 4.0

Tão interessante a matéria da minha editora Kelly Lubiato, na revista Apólice. Como não pude ir ao encontro com jornalistas, realizado por Acácio Queiroz, presidente da Chubb, vou reproduzir o texto da Kelly para deixar de consulta aqui no blog. Boa leitura!

Kelly Lubiato
Revista Apólice

A Chubb Seguros se prepara para enfrentar um mercado ainda mais competitivo investindo no Projeto 4.0, idealizado pelo seu presidente Acácio Queiroz (foto). Ele acredita que o que fará a diferença no futuro será o engajamento dos funcionários no âmago da empresa. “Já treinamos 60 colaboradores que irão disseminar seus conhecimentos para os cerca 500 funcionários da companhia”, adiantou Queiroz, lembrando que este não é um treinamento convencional, mas uma forma de mostrar ao funcionário que ele é, efetivamente, parte do conglomerado.

Durante encontro com mídia, Queiroz também disse que a Chubb já está preparada para iniciar o ano com os “pés calçados”. A companhia já realizou o alinhamento de preços necessário para se adequar à queda dos juros e dos ganhos financeiros, melhorando o seu resultado operacional.
“Esta será uma característica do mercado no próximo ano. As empresas deverão equalizar suas despesas e a produção, o retorno financeiro e o operacional”, previu.

Com a ascensão dos mercados emergentes, o investimento das matrizes multinacionais no Brasil deve continuar. A Chubb Seguros do Brasil responde por 4,5% das operações internacionais da companhia, sendo a terceira maior empresa do grupo fora dos Estados Unidos, atrás apenas de Inglaterra.

A empresa que é conhecida como a “seguradora Platinum do mercado” por investir no nicho de alta renda. Ela comercializa produtos para veículos (acima de 60 mil reais), iates, helicópteros, obras de arte, residência etc. “Em alguns casos de sinistros, por exemplo, a primeira preocupação do cliente não é com seu bem, mas com a sua segurança. Por isso, investimos também num serviço de assistência que acompanhe o padrão dos segurados”, declarou Sidney Munhoz, vice-presidente da companhia.

Tanto em 2011 quanto em 2012, a Chubb Seguros deverá crescer 10% ao ano, em faturamento. Segundo Queiroz, o segmento de vida deve ter elevação de 30% na Chubb em 2011, totalizando R$ 250 milhões em prêmios e o de garantia “deve mais que dobrar”, para R$ 16 milhões em prêmios. “Tínhamos uma carteira muito pequena”, justificou.

Se prepare para escolher o seu seguro. A concorrência no setor está apenas começando

Nove em cada dez entrevistas que faço, os CEOS respondem que não dá para a concorrência ficar mais acirrada na indústria de seguros, principalmente na área de automóvel, um segmento já consolidado no setor. Hoje, com a declaração de Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco ao Valor Econômico, a frase mais dita é “eu era feliz e não sabia”. Segundo o Valor, o Itaú Unibanco vai redobrar os esforços na venda de produtos, inclusive de seguros, para compensar o crescimento menor da carteira de crédito. “O esforço será mais acentuado em serviços e seguros”, afirmou Setubal.

Isso signfica um forte aumento da concorrência, principalmente em automóvel, residência, vida, seguro de garantia estendida, além de grandes riscos, com apólices estruturadas para corporações que precisam garantir o patrimônio mesmo num cenário de risco como o previsto para 2012. Se pensarmos que seguro participa só com 3,4% no PIB brasileiro, enquanto a média mundial é de 7%, e que a penetração de seguros na base dos bancos brasileiros não chega a 10%, o empenho do Itaú vai ajudar a indústria de seguros dobrar a participação do PIB rapidamente.

A frase de Setubal pode parecer corriqueira para quem não acompanha a área de seguros. Mas é um fato inédito. Setubal nunca estimulou a venda de seguros pois não acreditava que o banco estava preparado para prestar um bom atendimento ao cliente. Ele tinha receio de perder um cliente do banco, com investimentos e tomador de crédito pelas linhas tradicionais como financiamentos e cartões, altamente rentáveis, por ter ficado insatisfeito com seguros, uma operação até pouco tempo atrás ineficiente e com qualidade de prestação de serviços precária. Porém, a crise mudou muita coisa. Trouxe regras mais transparentes, governança e a necessidade dos bancos recuperarem a lucratividade reduzida com operações de crédito, derivativos e fee com operações de IPO, fusões e aquisições, além da redução de taxas cobradas em fundos de investimentos.

A crise também evidenciou o risco da sociedade moderna, aumentando a procura por seguros. Hoje, todo mundo tem medos, o que estimula a indústria de seguros a lançar uma gama enorme de produtos, que vai de seguro garantia para tenis até seguro de fraudes financeiras. Hoje, um pai de família aceita com facilidade o seguro de vida ofertado na tomada de crédito no varejo para quitar a divida do financiamento e assim evitar que o bem seja tomado em caso de desemprego, morte ou invalidez. Só a venda do microsseguros sinaliza potencial de 100 milhões de consumidores.

Governos e empresas exigem seguros que garantam a gestão dos riscos e assim tragam maior garantia de que as obras que preparam o país para os mundiais esportivos ficarão prontas mesmo com imprevistos. Se acreditarmos nas contas do governo, que estima invetimentos de R$ 1 trilhão em obras de infraestruturas, podemos imaginar quantos seguros serão contratados.

Diante desse cenário de demanda maior, Itaú se associou a Porto Seguro em 2010 em automóvel e residência, com perspectivas de ampliar a abrangência de produtos do acordo inicial com o tempo. A parceria esta cada dia está mais madura tanto em produtos modernos com preços acessiveis, como em retorno ao acionista. Também está no radar do Itaú uma parceria em grandes riscos para substituir a que tinha com a XL.

Assim como o Itaú, BB e Santander consolidam a integração das parcerias realizadas, sendo as principais BB e Mapfre e Santander com Zurich em vida e previdência. Falta o Santander ter um parceiro em seguros gerais. O HSBC também quer lucrar com seguros. Colocou a operação mundial à venda e acredita que terá um bom ganho extra com isso em breve.

O Bradesco, único que ainda não fez uma parceria por ter seguro como uma atividade prioritária há tempos, também vem aprimorando o atendimento, os produtos e a margem obtida com os produtos de seguros gerais, uma vez que a maior lucratividade ainda vem do segmento de previdência. Há uma grande fila de seguradoras independentes, sem canal bancário, interessadas em negociar com o Bradesco. Mas a negociação sempre esbarra na consolidação dos dados e controle acionário. A gestão não seria um problema, bem como o dinheiro envolvido em termos de participação acionária.

O impasse está no ranking de faturamento. O terceiro maior banco do Brasil precisa consolidar os dados para voltar a ser o primeiro de vários segmentos, o que atrapalha a vida do candidato a uma fusão com o Bradesco. Boa parte deles tem ações negociadas em bolsas estrangeiras e não pode correr o risco de ser mal avaliado por analistas ao não mostrar crescimento no faturamento, principal variável considerada na análise fundamentalista para calcular o preco justo de uma acão.

Com Itaú, BB Mapfre, Bradesco e Santander Zurich lutando pela liderança, as seguradoras independentes terão de se reinventar para manter market share e rentabilidade. A equipe econômica do Itaú trabalha com uma projeção de crescimento do PIB brasileiro de 3,5% em 2012. A perspectiva quanto à taxa Selic é de que ela encerre o próximo ano em 9%. Com a queda da Selic, poucas terão margem para baixar preço num cenário tão adverso como o que se desenha. Há rumores de que negociações estão em andamento envolvendo as gigantes brasileiras.

Realmente, o que se vê é um setor que se descobre diante da forte demanda da sociedade por proteção e um órgão regulador que busca regulamentar esse crescimento para que não viva, no médio prazo, as consequências que vimos nos Estados Unidos com a desregulamentação excessiva do mercado financeiro, principalmente no uso de derivativos.

“A atuação irregular de uma empresa representa o índice máximo de gravidade para a Susep”, afirma Luciano SantaAnna, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com isso, o xerife do setor quer dizer que o governo colocou em primeiro plano assegurar os direitos dos consumidores. Fica o alerta para quem colocou mais clientes para dentro de casa do que podia para conquistar market share a qualquer preço.

Quem fez isso terá de refazer as contas, para que as mudanças de projeções de taxas de crescimento das vendas em razão da reviravolta externa não coloque em risco o pagamento futuro de indenizações e tire o apetite do acionista por aportar mais dinheiro no negócio. “Criamos grupos especializados para fiscalizar e priorizamos as regras de governança e monitoramento online da aplicação de ativos”, explica. Segundo ele, o setor esbanja solvência. “Temos todos os controles para manter o patamar de segurança das empresas”, afirma o ex-procurador chefe da Procuradoria Federal, que assumiu em junho deste ano o comando da Susep.

Que bom!

CNSP aprova regulamentação do microsseguro e de autorreguladoras

Susep informa:

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) sancionou, nesta terça-feira (29), as novas regulamentações para o microsseguro e para as entidades autorreguladoras da corretagem de seguros. Em ambos os casos, os membros do Conselho aprovaram pequenas mudanças em relação às propostas originais apresentadas pela Susep. Os textos finais serão divulgados pela Secretaria do CNSP, no site da Susep (www.susep.gov.br) nas próximas horas.

Também foram aprovadas mudanças no processo de sanções administrativas contra empresas do mercado supervisionado, atendendo a proposta feita pela Susep; no seguro Dpvat, sem alteração no preço do seguro obrigatório; e nas transferências de riscos, em operações de resseguro e de retrocessão.

Susep simplifica e otimiza informações do setor com novo portal

Fiquei tentada em começar este post no estilo… seus problemas acabaram..Mas seria muito otimismo. Porém, aos poucos, a indústria de seguros vai se tornando mais popular e o acesso a dados recentes e de forma ágil ganha espaço. Uma prova disso é que há disposição até da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão regulador da indústria de seguros, em simplificar a vida daqueles que precisam encontrar informacões sobre o setor. Até a semana passada, só quem conhecia muito bem o setor conseguia achar e entender os dados disponibilizados no site do xerife do setor de seguros.

Assim como no portal do Banco Central, há uma infinidade de informacões no portal da Susep. Ainda é preciso ter um pouco de paciência para entender e achar, mas já está bem melhor com o lançamento feito nesta semana do novo portal, com o propósito de prover, por meio eletrônico serviços ao cidadão e aos mercados supervisionados. Posso dizer que o portal da Susep está bem melhor do que de algumas empresas privadas do setor, que ainda trazem notícias sobre a própria companha com defasagem de mais de um ano.

Segundo nota, a missão da autarquia é “atuar na regulação, supervisão, fiscalização e incentivo das atividades de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, de forma ágil, eficiente, ética e transparente, protegendo os direitos dos consumidores e os interesses da sociedade em geral”. O desenvolvimento do novo portal teve como alicerce a preocupação em seguir os Padrões Web em Governo Eletrônico, do governo federal, visando a alcançar objetivos com eficiência, eficácia e satisfação de seus usuários.

Além disso, seguiram-se as recomendações do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico, e-MAG, que estabelece critérios básicos para a promoção da acessibilidade e respeito à diversidade, possibilitando o uso por todos e especialmente pela comunidade de pessoas com necessidades especiais. O portal tem espaço para notícias, uma das novidades da mudança. fotos, fórum e dados estatísticos também estão contemplados no portal. As inovações referentes à remodelagem do portal pretendem proporcionar maior facilidade de navegação, tornando- a mais atrativa e funcional, permitindo, assim, a busca mais ágil pelos conteúdos desejados.