SulAmérica inova para divulgar o setor

Disposta a difundir a indústria de seguros, a SulAmérica vence barreiras e inova para atrair a atenção dos investidores para o setor. Hoje, a centenária seguradora realiza reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP). O evento será realizado no Centro Automotivo de Super Atendimento – C.A.S.A. (Av dos Bandeirantes, nº 2.625). Os executivos da seguradora vão mostrar o funcionamento das operação do centro automotivo.

Com atitudes sustentáveis como essa, a SulAmérica avança no setor e ganha credibilidade das agências de classificação de risco. O Valor informa em nota que a seguradora teve todas as suas notas de risco afirmadas pela agência de classificação Fitch Ratings. Todas as classificações têm perspectiva positiva, o que indica possibilidade de alta no futuro. O Rating que indica a possibilidade de calote do emissor (IDR) de longo prazo da seguradora foi mantido em ‘BB+’, em moeda local e estrangeira. A classificação está um degrau abaixo do grau de investimento da companhia. O IDR de curto prazo está em ‘B’ De acordo com a Fitch, a perspectiva positiva deve-se a resultados operacionais “consistentes e adequados”, mesmo com o pico das taxas de sinistralidade no terceiro trimestre.

Falando em inovação, destaque hoje para a criatividade da seguradora TIO, da Austrália, país que recebe a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Caso um crocodilo ataque um dos homens mais popular do mundo, a família Obama receberá US$ 50,9 mil. Em Canberra e Darwim, cidades que receberão Obama, a presença de réptil é algo comum. “Se ele se aproximar muito da beirada enquanto olha a baía, estará segurado contra um ataque de crocodilo”, informou o chefe do Território do Norte, Paul Henderson, a rede de teve local ABC.

Tornar Brasil um gigante no microsseguro é uma prioridade

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)
Tornar o Brasil um gigante em microsseguros está nas prioridades da iniciativa pública e privada do Pais. Regina Simões, diretora da Superintendência de Seguros Privados (Susep), disse que a regulamentação do segmento vem sendo amplamente discutida desde 2004 e que deve estar aprovada no primeiro semestre de 2012. “Em 2010, o processo foi atropelado por uma série de razões, mas agora em 2011 o tema microsseguros voltou a constar na pauta de prioridades da Susep, e devemos entregar até final do mês um proposta de regulamentação para ser avaliada no âmbito do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)”, informou.

Segundo ela, a nova proposta de regulamentação foi construída com base nas normas vigentes. Mais de 90 normas foram analisadas, e a conclusão foi de que a legislação brasileira é flexível para ser regulamentada por resoluções do CNSP. “A restrição se dá na forma jurídica, em razão de apenas companhias abertas poderem atuar como seguradoras”, informa.

Assim, o grupo partiu para escrever normas focadas no estabelecimento de canais de distribuição, padrões mínimos de produtos, com valores mínimos de preço e indenizações, tempo máximo para o cliente ser atendido e também de corretores especializados. Incentivo fiscal, um tema importante nesse segmento, está fora da esfera da Susep. A Índia, país onde há forte subsídio governamental, concentra 50% dos 500 milhões de pessoas no mundo que compram microsseguro.“A ideia é dar padrões estabelecidos, como tipos de produtos e coberturas que poderão ser segurados, limite máximos de capital, prazo de pagamento de indenização, formas de comercialização simplificadas, capital mínimo diferenciado para abertura de seguradora especializada e exigências de documentos necessários para validar o contrato”, enumerou Regina Simões. Na minuta, a exigência é de 20% do valor mínimo das seguradoras tradicionais.

Mesmo sem ainda ter oficialmente um mercado de microsseguros, do ponto de vista regulatório, algumas seguradoras já montaram laboratórios para testar produtos e a viabilidade da operação. A Bradesco, uma das apoiadoras da 7ª Conferencia Internacional de Microsseguros, realizada no Rio de Janeiro entre 8 e 10 de novembro, informa que será a primeira seguradora a vender seguro por celular no Brasil. “Também estamos desenvolvendo a venda porta a porta com as vendedoras Avon, treinando corretores especializados e capacitando agentes dos correspondentes bancários”, disse Eugênio Velasques (foto), diretor da Bradesco e um dos principais entusiastas do microsseguro no Brasil.

Segundo Velasques, esse nicho da população não será receptivo com marketing tradicional. “Vamos ter de priorizar a educação financeira, que traz retorno a longo prazo. Não estamos preocupados em vender hoje. Estamos preocupados que as pessoas comprem bem um seguro de US$ 2 hoje para que elas comprem US$ 20 em proteção amanhã como consequência de ter construído um patrimônio por ter tido orientação. Essa é a nossa prioridade”, ressalta Velasques em sua palestra.

A aposta do grupo em microsseguros, segundo ele, é uma consequência da natural dedicação do grupo ao menor renda. “Temos 40 mil pontos de vendas no Brasil, que atendem a 66 milhões de clientes. Pesquisa e tecnologia também são o nosso forte”, acrescenta. Em tecnologia, o Bradesco tem estrutura parruda, com o processamento de 212 milhões de transações por dia. “Isso mostra como estamos preparados para trabalhar em um ambiente de grande demanda, como o microsseguro, um produto de baixo tíquete e enorme volume”, destaca Velasques.

Ele conta que este ano o Bradesco já fez mais de 80 pesquisas para saber o que a população quer. “Só ofertando o produto certo teremos sucesso na nossa abordagem”, afirma. Segundo ele, as pesquisas ajudam muito na condução do negócio. “A necessidade de um futuro cliente no Nordeste é muito diferente daquele que mora no Sul do Pais”.

Segundo ele, nessas pesquisas, o primeiro paradigma foi parar de falar em seguro e começar a falar em proteção. O segundo paradigma quebrado revelado na pesquisa para saber que tipo de risco aflige a pessoa de menor renda. “Não é saúde que o aflige. Esse risco é o último da lista”. Os riscos mais temidos pela população de menor renda entrevistada são de morte acidental, desemprego e funeral. “E não adianta vender barato. Se vender barato, ele pode descartar e não recomendar. Se o produto é desenhado de acordo com as características levantadas, o atendimento poderá ser absorvido pela estrutura da empresas, que comporta o cliente de alta renda e o de menor renda”, entende Velásquez, para quem a classe E tem de ser uma prioridade do governo federal.

A conclusão de Maria Victoria Saenz, especialista em processos e presente na mesa de debates, foi de que o Brasil teve um longo processo de discussões até que o setor descobrisse a melhor forma de caminhar. “Os estudos privados e públicos têm a mesma conclusão. Mostram as tendências necessárias para o desenvolvimento do mercado, fornecem exemplos de incentivos fiscais que podem ser adotados, criam regulamentação específica para suportar esse novo mundo que começa a surgir no Brasil. O resultado estão nos produtos mais adequados que já começam a ser lançados, na regulmentação que esta por vir nos próximos meses e assim tornar o sistema mais sólido com pessoas mais educadas financeiramente.”

Agenda: “Como Melhorar a Performance Financeira da sua Empresa através de um Modelo de Gestão de Riscos e Seguros”

Nota informativa:

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – IBEF SP – promove no próximo dia 22 de novembro (terça-feira), a partir das 8h, o “1º Seminário de Seguros”, que terá como tema “Como Melhorar a Performance Financeira da sua Empresa, através de um Modelo de Gestão de Riscos e Seguros”. O encontro será realizado no Hotel InterContinental, em São Paulo, e tem como objetivo estimular ampla discussão sobre o assunto, a partir de palestras e debates protagonizados por lideranças de mercado.

O Seminário terá dois painéis principais: o primeiro, “Como Otimizar a Contratação de Seguros através da Gestão Eficaz de Riscos da Sua Empresa”, será apresentado por Roberto Westenberger, sócio da PriceWaterhouseCoopers (PwC). “Como o Domínio da Informação Contribui para Melhorar o Management do Seguro”, será o tema do painel seguinte, que ficará a cargo de Priscila Siqueira, da Oracle.

Além dos painéis, haverá um debate entre profissionais do setor. Moderado por Reinaldo Amorim, da PwC, o debate “Como a Gestão de Seguros Impacta a Performance das Empresas” demonstrará três visões diferentes sobre Seguros. Max Thiermann, CEO da Allianz, apresentará a visão das seguradoras. Eugenio Paschoal, CEO da Marsch, abordará o ponto de vista das corretoras. Já Cristiane Alves, presidente da ABGR (Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco), irá expor a visão do consumidor de seguros.

Confira a programação completa do evento:

8h Credenciamento e café

8h30 Abertura

8h35 Painel 1 – “Como Otimizar a Contratação de Seguros através da Gestão Eficaz de
Riscos da Sua Empresa”
Apresentação: Roberto Westenberger, sócio da PwC

9h15 Painel 2 – “Como o Domínio da Informação Contribui para Melhorar o Management do Seguro”
Apresentação: Priscila Siqueira, Oracle

9h55 Intervalo

10h15 Debate – “Como a Gestão de Seguros Impacta a Performance das Empresas”
Visão das seguradoras: Max Thiermann, CEO da Allianz
Visão das corretoras: Eugenio Paschoal, CEO da Marsch
Visão do consumidor: Cristiane Alves, presidente da ABGR

11h15 Perguntas da plateia

11h30 Encerramento

Serviço:

1º Seminário de Seguros IBEF SP – “Como Melhorar a Performance Financeira da sua Empresa através de um Modelo de Gestão de Riscos e Seguros”
Data: 22 de novembro (terça-feira)
Horário: 8h00 às 11h30
Local: Hotel InterContinental – Sala Di Cavalcanti
Endereço: Al. Santos, 1.123 – São Paulo (SP) – com estacionamento tarifado no local
Inscrições: Tel: (11) 3016-2121, com Úrsula Garcia ou Marcia Vidal (marcia.vidal@ibef.com.br)

Liberty já conquistou 300 mil clientes em microsseguros na Colômbia

Poucos se arriscam a entrar dentro de uma comunidade, onde vivem milhões de pessoas de baixa renda e que muitas vezes abrigam o centro de comando de quadrilhas especializadas no tráfico de drogas. A Liberty Mutual, umas das maiores seguradoras dos Estados Unidos, é um dos que enfrentou grandes desafios para poder implementar na comunidade de Cali, na Colômbia, um dos projetos sociais mais interessantes do grupo no pais latino.

Trata-se de uma operação de microsseguros, que nesses sete anos já conta com 300 mil clientes protegidos por uma apólice de seguro de vida e acidentes pessoais, criado para garantir o equilíbrio financeiro dos beneficiários, em caso de morte natural ou acidental do titular, ou mesmo da invalidez do próprio segurado, situação que exige um volume significativo de recursos para proporcionar qualidade de vida no núcleo familiar.

O seguro, de US$ 1,60 por mês para garantir indenização de US$ 2 mil, é vendido por meio da oferta realizada em contas de 13 concessionárias de serviços de gás, luz, água e telefone. Além das contas, o produto tem apoio de cerca de 200 pessoas que moram nas comunidades para explicar como funciona o seguro e também atender clientes quando o risco se concretiza, informa José Raul Moreno, gerente nacional de affinity, na Colômbia, presente na 7o Conferencia Internacional de Microsseguros, realizada no Rio de Janeiro nesta semana.

Segundo ele, o principal desafio para se implementar um projeto de microsseguro, com previsão de atingir o ponto de equilíbrio em dois anos, é a falta de cultura da população de menor renda. Também conta pontos na escala de dificuldade a falta de bancarização das classes De E. “Por isso, tão importante quanto criar programas de educação financeira, é treinar as pessoas responsáveis por vender os produtos de forma clara e transparente”, diz Moreno.

Em terceiro lugar, acrescenta, está a busca contínua por redução de custos. “Neste tipo de operação, o que mais importa é criar um ambiente favorável nas comunidades. Porém, num ambiente corporativo, não se pode perder dinheiro. Nossas margens são pequenas, próximas de 2%. A grande recompensa vem do trabalho e do aprendizado que esse projeto traz ao grupo.

A Liberty Brasil investiga oportunidades de atuar em microsseguros. “Não podemos deixar de acompanhar os movimentos de mercado, segundo informou Marcelo Fama, diretor da Liberty Seguros, que esteve presente nos tres dias da conferencia, aprendendo com os especialistas de todo o mundo as experiencias resgistradas nesses 10 anos de surgimento deste segmento da industria de seguros.

Caso decida entrar neste segmento, com publico potencial de 100 milhoes de pessoas nos proximos 20 anos, já conta com a experiencia da subsidiaria da Colombia. “Partilhar conhecimento neste segmento é crucial. Mas com certeza, tudo terá de ser adaptado, pois os produtos podem ser semelhantes, mas as culturas são completamente diferentes”, ressalta Moreno.

Microsseguro exige clareza e transparência

(matéria escrita com exclusividade para a Cnseg www.viverseguro.org.br) Preto no branco. Todos sabem o que está coberto e o que não está coberto. Sem brechas legais e parceria público privada. Essa frase contém boa parte da poção mágica para tornar o Brasil um case mundial em microsseguro, segundo os principais representantes do setor reunidos na 7º Conferência Internacional de Microsseguros, que teve início hoje no Rio de Janeiro e termina no dia 10.

Craig Churchill, presidente da Microinsurance Network, uma rede mundial que reúne grandes instituições privadas e publicas, além de estudiosos e especialistas no assunto, informou durante a coletiva de imprensa que uma recente pesquisa sobre o tema revelou que há no mundo cerca de meio bilhão de pessoas incluídas no que eles consideram microsseguro. “E 50% delas estão na Índia”, informou.

O Brasil pode ser Índia da America Latina, uma vez que a iniciativa pública e privada estão juntas no desenvolvimento do mercado. Dirk Reinhard, da Munich Re Foundation, afirma com base em sua experiência mundial, que o microsseguro não pode ser feito apenas com base nas iniciativas do governo ou de entidades sem fins lucrativos. ‘Esse é um mercado que necessita do apoio de todos, inclusive da iniciativa privada”, frisou o especialista durante o encontro com jornalistas.

Segundo ele, pelas características dos inscritos no evento realizado no Brasil, o microsseguro começa a ter um equilíbrio interessante. Em 2005, primeira conferencia, tínhamos 90 inscritos, em sua grande maioria estudiosos. Hoje temos 450 inscritos, sendo 45% de empresas com fins lucrativos”, informou.

De um lado a Susep, órgão regulamentador do setor, e de outro as seguradoras interessadas em desenvolver um modelo próprio, que seja atraente o suficiente para convencer o acionista a colocar recursos na operação. Para ser uma operação sustentável, será preciso superar algumas barreiras, como a de custos comerciais e também operacionais.

Segundo a Susep, duas delas já estão em curso, como a criação de regras para que corretores especializados possam levar o produto aos consumidores e também reduzir a necessidade de capital para as empresas interessadas em atuar no segmento. A idéia é que a exigência seja equivalente a 20% do capital exigido hoje de uma seguradora que opera em todos os ramos.

Com tais diferenciais, o interesse das companhias privadas nacionais e internacionais tende a crescer. Depois de uma regulamentação adequada, o próximo passo é criar produtos sob medida, com total transparência entre as partes para gerar a confiabilidade que este tipo de relacionamento exige. Paralelamente, os interessados no desenvolvimento do microsseguro, que pode viabilizar a segurança financeira necessária para o pais crescer de forma sustentável, precisam investir na educação.

“Educar as pessoas sobre como funciona o seguro é garantir boa parte do sucesso dos programas. Na Colômbia, por exemplo, as pessoas gastam tanto em seguro como em loteria”, disse. Nesse sentido, uma das iniciativas em andamento é o projeto Estou Seguro, do qual participam 16 seguradoras. A segunda fase foi lançada no último domingo, numa parceria coordenada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (Cnseg). No Brasil, o mercado de microsseguros é estimado em 120 milhões de pessoas, segundo pesquisa realizada pelo Centre for Financial Regulation and Inclusion (Cenfri).

PPP pode ser trunfo para consolidação do microsseguro

(matéria extraída do site da Cnseg )www.viverseguro.org.br) A parceria público privada tem grande relevância dentro do desenvolvimento do microsseguros. O tema envolve não só produtos, mas também cooperação dos dois lados para montar o sucesso da iniciativa. Assim, Dirk Reinhard, da Munich Re Fundation, abriu o painel 6 da 7ª Conferencia Internacional de Microsseguros, que começou ontem e termina amanhã, no Rio de Janeiro. Tais parcerias são extremamente benéficas para ambos. Na ocorrência de uma catástrofe, por exemplo, com a morte de muitas pessoas, todos perdem. O governo é obrigado a despender recursos para reconstruir a região afetada, as empresas perdem mão de obra, as famílias ficam desestruturadas e a sociedade sofre com as consequências de um número maior de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Ou seja, a falta de gerenciamento de riscos como uma catástrofe, por exemplo, recai sobre todos, em um efeito cascata, ocasionando a queda do PIB, de arrecadação de impostos, de renda familiar. Mas de nada adianta uma PPP sem objetivo e comprometimento de todos.“A parceria não se resume à assinatura de um cheque. Tem de ter envolvimento dos parceiros para prestar contas e apresentar resultados”, disse Dirk. De uma plateia formada por cerca de 150 pessoas, com 45% executivos da área pública e 55% das empresas privadas, surgiram vários motivos que justificam a criação de parcerias público privadas.

Para começar, é preciso checar a viabilidade da parceria dar certo. “Precisamos saber de que forma o setor público pode contribuir e como a iniciativa privada pode fazer o projeto avançar”, diz Lambert Muhr, especialista de seguro rural da Munich Re. Excesso de regulamentação por parte do governo e a falta de compremetimento da iniciativa privada são os fatores mais citados para uma PPP não dar certo. Se bem combinada, a PPP potencializa o poder e o foco do projeto, uma vez que interessa para ambos.

Quando se faz algo sozinho, se faz mais rápido. Mas quando se faz juntos, se vai mais longe. Outra justificativa é que as PPPs tornam o projeto viável. Há muitas histórias de projetos que morreram antes de ser implementados em razão da falta de apoio, seja de tecnologia que requer financiamento, seja de conhecimento técnico, muitas vezes concentrado nos membros do governo. A conclusão do painel sobre os fatores de sucesso das PPP no microsseguro é de que a parceria faz com que a gestão de risco torne o projeto viável do ponto de vista financeiro.

Homens lideram indenizações de acidente de trânsito

Hoje a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, aquele seguro que ninguém gosta de pagar junto com o IPVA, divulgou estatítiscas boas para rechear artigos. Apesar de todos reclamarem do seguro, ele ajuda muita gente. Vejam só os números no comunicado oficial. Muitas famílias mantiveram o padrão social conquistado graças a ajuda deste seguro. Eis aqui um banco de dados onde seria possível encontrar muitos personagens para falar da importância do seguro num momento difícil.

Íntegra do comunicado

Nos primeiros nove meses do ano, 77% das indenizações do Seguro DPVAT foram pagas a pessoas do sexo masculino. É o que revela o mais recente boletim da Seguradora Líder DPVAT, administradora do seguro, que indeniza vítimas de trânsito em casos de invalidez permanente e morte, além de reembolsar despesas médicas nos casos menos graves. A maior incidência de indenizações foi para vítimas entre 18 e 34 anos, predominantemente do sexo masculino.

De modo geral, as estatísticas de indenizações pagas apresentaram crescimento de 42% ante o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, foram 42.224 indenizações por morte; 165.592 por invalidez permanente; e 48.663 reembolsos de despesas médicas. Ao todo mais de R$ 1.693 milhões foram pagos em indenizações.

Por categoria de veículo, 66% das situações indenizadas foram decorrentes de acidentes com moto, mas o número fica ainda mais alarmante considerando-se apenas as indenizações por invalidez, visto que 72% das situações que resultaram em seqüela permanente foram em decorrência de acidentes envolvendo este tipo de veículo. Este percentual cai para 22% quando analisada a categoria automóvel. Em relação a indenizações por morte, 49% dos casos fatais aconteceram em acidentes de automóvel, enquanto 36% de acidentes com óbito envolveram motos. As estatísticas reforçam que, proporcionalmente à frota, os acidentes com motos deixam mais vítimas, já que os automóveis representam 61% da frota nacional de veículos, percentual bem superior aos 26,6% de motos que circulam no país.

De acordo com a Seguradora Líder DPVAT, a intenção do envio de boletins periódicos com as estatísticas de indenizações pagas é cumprir não só com um objetivo social de transparência como também para alertar as autoridades sobre o assunto. “O trânsito tem ficado cada vez mais violento. Foram mais de 256 mil acidentados no período (indenizados), uma média de quase 950 (939,38) pessoas por dia no Brasil. É um número alarmante”, sinaliza Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT.

Considerando as regiões brasileiras, o Sudeste concentrou o maior número de casos fatais: 38% de indenizações por morte, sendo que em São Paulo aconteceu quase metade dos casos: 48%. Em relação ao Brasil, o Estado responde 18% dos acidentes indenizados por morte – mesmo percentual destinado a toda a região Sul e às regiões Centro-Oeste e Norte juntas. O Nordeste foi a segunda região de maior registro de indenizações por morte – 26%.

Sobre o DPVAT

No Brasil, todo o cidadão que sofre um acidente de trânsito tem direito ao Seguro DPVAT. As situações indenizadas são: morte (R$ 13.500) ou invalidez permanente (até R$ 13.500, dependendo do tipo de invalidez), e reembolso de despesas médicas (até R$2.700) . O próprio acidentado ou herdeiro pode dar entrada no pedido de indenização e/ou de reembolso do Seguro DPVAT, não sendo necessário o auxílio de intermediários ou advogados, já que o procedimento é simples e gratuito. Basta juntar a documentação necessária e levar ao ponto de atendimento mais próximo.

Os endereços podem ser consultados no site da Seguradora Líder ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente DPVAT. Os recursos do Seguro são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual.

Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde, para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Grande demais para quebrar

Veja que tabela interessante o G-20, grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo, divulgou durante reunião realizada em Cannes, France, no início de novembro de 2011. Para quem quiser entender melhor o que alimenta a crise, temos bons filmes. Grande demais para quebrar, que conta os bastidores da negociação para evitar a falência do Lemahn Broters e da AIG, em setembro de 2008, ápice da crise financeira. Também tem o filme Fraude, que conta como o trader Nick Leeson agiu para dar lucro ao banco e também levar o Barings, maior banco inglês na época, à falência, instituição onde até mesmo a rainha da Inglaterra tinha conta até 1995.

Para criar um ambiente mais seguro, todos esses bancos listados abaixo são considerados grandes demais para quebrar pois colocariam o sistema mundial em crise. Diante do risco com a situação da Grécia, eles terão de injetar capital.

EUA
Bank of America: 2,2 trilhões de dólares em ativos
BNY Mellon: 322 bilhões de dólares em ativos
Citigroup: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Goldman Sachs: 937 bilhões de dólares em ativos
JPMorgan: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Morgan Stanley: 831 bilhões de dólares em ativos
State Street: 208 bilhões de dólares em ativos
Wells Fargo: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Reino Unido
RBS: 1,6 trilhão de dólares em ativos
Lloyds TSB: 979 bilhões de dólares em ativos
Barclays: 1,5 trilhão de dólares em ativos
HSBC: 2,7 trilhões de dólares em ativos

França
Credit Agricole: 1,6 trilhão de dólares em ativos
BNP Paribas: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Banque Populaire: 407 bilhões de dólares em ativos
Societe Generale: 1,2 trilhão de dólares em ativos

Alemanha
Deutsche Bank: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Commerzbank: 738 bilhões de dólares em ativos

Itália
Unicredit: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suíça
UBS: 1,4 trilhão de dólares em ativos
Credit Suisse: 1,1 trilhão de dólares em ativos

Bélgica
Dexia: 518 bilhões de dólares em ativos

Holanda
ING: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Espanha
Santander: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suécia
Nordea: 924 bilhões de dólares em ativos

Japão
Mitsubishi UFJ: 206 bilhões de dólares em ativos
Mizuho: 156 bilhões de dólares em ativos
Sumitomo Mitsui: 133 bilhões de dólares em ativos

China
Bank of China: 11,5 trilhões de dólares em ativos

Bradesco inicia venda de seguro popular pelo celular

Juro que vou dar um jeito de ter tempo para escrever algo bem bacana para o blog a partir da semana que vem. Sinto vergonha de não colocar nada. E também acho muito pouco colocar apenas comunicados oficiais. Mas, por enquanto, melhor isso do que nada.

Mais um comunicado oficial só para não ficar sem ter a notícia aqui.

O Grupo Bradesco Seguros começará a operacionalizar vendas de seguros por meio de telefonia móvel e de POS (point of sales), tendo como público-alvo a população urbana de baixa renda das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em parceria com a Vayon Insurance Solution, empresa de tecnologia e negócios especializada no desenvolvimento de soluções para o mercado de seguros, o Grupo desenvolveu tecnologia inédita no Brasil que possibilita viabilizar a integração dos processos de venda, reduzindo significativamente os custos de aquisição do seguro.

A iniciativa integra o projeto “Proteção Bradesco Fácil Acesso”, que venceu o concurso Innovation Grants 2011, promovido pela Microinsurance Innovation Facility, uma divisão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), especializada na promoção do microsseguro. Entre os projetos concorrentes deste ano, de diversas partes do mundo, o trabalho do Grupo foi escolhido por ter apresentado a melhor proposta para o tema “Escala e Eficiência a partir de soluções tecnológicas inovadoras”.

“A expectativa é levar os benefícios do seguro a milhões de brasileiros. São produtos simples de ser entendidos e fáceis de adquirir, a custos muito acessíveis. O crescimento do mercado segurador é bom não apenas para seus participantes diretos, mas, sobretudo, para o País e seu desenvolvimento. Mesmo porque a disseminação desses produtos leva à maior consciência sobre a prevenção dos riscos”, declara Eugênio Velasques, diretor-executivo do Grupo Bradesco Seguros.

Estudos realizados pelo Grupo mostram que os acidentes pessoais são encarados pelo público-alvo como risco prioritário. Assim, o Grupo vai iniciar a comercialização de produtos autorizados pela Susep, com cobertura para acidentes pessoais e assistência funeral. “O potencial é de sete milhões de consumidores somente no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma Velasques.

As transações continuarão sendo intermediadas pelos corretores de seguros, que eventualmente poderão habilitar prepostos para auxiliar na distribuição, que podem ser os proprietários de pequenos estabelecimentos comerciais, como banca de jornal, mercearia, salão de beleza. Com treinamento e estrutura adequados, eles serão pontos de divulgação, conscientização e venda de seguros. Tanto os corretores quanto seus prepostos farão toda transação por meio de tecnologia móvel gratuitamente.

As vendas serão iniciadas em janeiro de 2012, porém, em dezembro de 2011, serão realizados os primeiros testes. Para comprar, o interessado só vai precisar informar o número do CPF e do telefone. Toda comunicação e relacionamento serão realizados por meio do SMS.

Itaú colhe frutos por apostar em seguridade

O Itaú finalmente incluiu seguros em sua estratégia. Também finalmente a indústria de seguros se modernizou. Caso contrário, seguros não seria alvo da família Setubal, Vilela e Moreira Salles. Bem, como consequência, o banco começa a colher frutos. O lucro da operação de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco atingiu R$ 562 milhões no 3º trimestre de 2011, crescimento de 29,2% em relação ao trimestre anterior, considerando a participação de 30% que a instituição mantém na Porto Seguro. O resultado corresponde a 14,3% do lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco no período. Foi a maior participação trimestral do segmento no resultado do banco neste ano.

Segue íntegra da nota divulgada hoje à imprensa

“Temos o desafio para este e os próximos anos de ampliar nosso resultado e nossa participação no mercado”, afirma Marcos Lisboa, vice-presidente da Área de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco, em nota divulgada à imprensa. “O mercado de seguros tem muito espaço para se expandir no Brasil, pois representa menos de 5% do PIB”, comenta.

São destaques no subsegmento de Seguros a carteira de vida e acidentes pessoais, que corresponde a mais de 50% dos prêmios ganhos, e a de garantia estendida, por meio da Garantec, que equivale a mais de 20% dos prêmios ganhos e no qual é líder de mercado, além da manutenção da liderança em seguros para grandes empresas.

Para Lisboa, o crescimento da operação está crucialmente ligado a uma relação transparente com os clientes. “No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos e de produtos. Precisamos vender exatamente o que o cliente deseja, estreitar o relacionamento com os segurados, estar próximos de suas necessidades, para que estejam protegidos contra os riscos adversos que lhes sejam mais relevantes.”

Como exemplo do que tem feito nessa direção, o Itaú mudou a forma de comunicar seu produto de capitalização. Em julho, lançou o novo PIC, voltado a quem gosta de concorrer a prêmios, com pagamento mensal ou único, de acordo com o perfil de cada cliente. No acumulado de janeiro a setembro de 2011, 1.501 clientes foram sorteados, dividindo uma premiação total de R$ 24,5 milhões.

O índice de eficiência da operação de seguros, previdência e capitalização do Itaú Unibanco melhorou 4,9 pontos percentuais no 3º trimestre, atingindo 34,9%. O RAROC – retorno sobre o capital alocado, importante indicador do segmento – ficou em 38,4%, com melhora de 7,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre.