As seguradoras estão com tudo em futebol para divulgar a marca. Nesta semana, a Mongeral Aegon mostrou interesse em patrocinar Palmeiras e dar o nome a estádios. Nesta sexta-feira, a HDI Seguros divulgou seu apoio ao futebol. A seguradora, de origem alemã, estará presente nos campos este ano quando a bola rolar nos campeonatos gaúcho e matogrossense de futebol. Fiel à sua tradição de apoiar o esporte, a seguradora renovou o patrocínio do Veranópolis Esporte Clube (RS) e fechou outro com o União Esporte Clube de Rondonópolis (MT).
Segundo nota do grupo, uma das mais jovens equipes que disputam o campeonato gaúcho, o Veranópolis, fundado em 1992, conta com o patrocínio da HDI Seguros pelo terceiro ano consecutivo. Pelo contrato, válido para o campeonato estadual, a marca da HDI Seguros estará estampada nas mangas dos uniformes oficial e de treino. A estreia do Veranópolis no Gauchão 2012 está marcada para o dia 22 de janeiro contra o Ulbra.
A HDI Seguros faz sua estreia no campeonato matogrossense ao patrocinar o União Esporte Clube de Rondonópolis. A marca da seguradora ficará exposta ao longo de 2012 nos uniformes oficiais e de treinamentos, bonés, faixas, banners e na área reservada à imprensa para entrevistas com jogadores e comissão técnica.
Fundado em 1973, o União é o clube de maior torcida em todo o estado de Mato Grosso. Seu nome deve-se ao fato de ter surgido da união de quatro times amadores de Rondonópolis: Santos, Paraibana, Comercial e Olaria. A primeira partida pelo campeonato deste ano está marcada para o dia 22 de janeiro contra o Cuiabá.
“O patrocínio de ambas as equipes visa reforçar nossa marca em dois importantes mercados: no Rio Grande do Sul, onde estamos entre as três maiores seguradoras no segmento de automóveis, e no Mato Grosso, onde estamos consolidando nossa presença”, destaca Paulo Moraes, diretor de Marketing da HDI Seguros.
A instabilidade global é a primeira da lista entre as preocupações da indústria mundial de seguros, Segundo estudo divulgado ontem pela Geneva Association, que reúne os principais CEO do setor. Outros desafios dos executivos dize respeito sobre a gestão do risco de catástrofe natural e sobre a forma de lidar com o envelhecimento da população, ambos temas dependentes das ações governamentais. “Nenhum outro tópico tem preocupado os países do que a persistência da instabilidade financeira global”, afirmao secretário geral e diretor da entidade think thank Patrick M. Liedtke (foto).
Além da instabilidade causada pela renegociação das dívidas soberanas de grandes nações, os países têm de lidar com questões sobre os impactos dos prejuízos causados pelas mudanças climáticas e o reforço da regulamentação do mercado financeiro para evitar riscos sistêmicos. Segundo o estudo, a regulamentação financeira tem um impacto “profundo na forma de atuação dos mercados de capitais e sistemas financeiros, assim como a velocidade e os parâmetros de sua evolução. Só com uma compreensão profunda das questões técnicas, os reguladores conseguirão um efeito positivo com as reformas. O seguro é um negócio altamente complexo e não é facilmente comparável com qualquer outra atividade, apesar de compartilharem alguns elementos comuns.”
A indústria de seguros sofre com uma falta de compreensão das pessoas for a do setor sobre como funciona a engenharia financeira de uma companhia de seguros ou de resseguro. “Isso cria o risco de um mal-entendido de suas operações e aumenta a probabilidade de conseqüências negativas na atividade que visa proteger perdas de terceiros.”
2012 tem uma agenda importante sobre regulamentação, que pela primeira vez foi orquestrada através do G-20. “É vital, portanto, que quaisquer decisões tomadas respeitem plenamente o papel dos seguros como um facilitador da gestão dos riscos e de soluções de transferência de riscos, fatores prioritários para o equilíbrio das economias modernas”.
A Geneve Association também traz a discussão sobre as perdas recordes do setor com pagamento de indenizações consequentes de catástrofes naturais em 2011. Segundo o estudo, pouco se avançou na prevenção, ou seja, como lidar com as vulnerabilidades existentes e com os riscos a que os países estão expostos. Muitos deles precisaram tirar milhões em recursos destinado ao crescimento para socorrer vítimas de inundações, enchentes, terremotos ou furacões. “Em 2012, os governos devem fazer progressos na compreensão dos riscos do seu país também sobre a gestão de riscos que acabam expondo a população a situações catastróficas para que assim possam implementar medidas preventivas de mitigação de riscos”.
O outro ponto, a longevidade, também ganhou destaque no estudo da Geneva Association. Viver mais tempo é um fator positivo, mas é preciso pensar em como isso irá impactar financeiramente os países, ou seja, governo, empresas, famílias e indivíduos. As dúvidas sobre a capacidade financeira de estados endividados, com necessidade de cortes dos benefícios sociais para ajustar os orçamentos diante da crise financeira é um assunto importante para ser debatido em 2012.
Para finalizar, Liedtke conclamou a sociedade e os políticos para “agarrar o touro pelos cornos e enfrentar as inevitáveis implicações desses desafios. “Esta é uma grande oportunidade para todos. Em 2012, as seguradoras devem discutir o assunto e desenvolver um canal de comunicação com governos e sociedade, para colaborarem na construção de um setor sustentável”.
O estudo completo está no site da Geneva Association (www.http://www.genevaassociation.org)
Um encontro promovido pela CNSeg planeja discutir como aplicar critérios socioambientais na gestão de risco. O evento ocorrerá no auditório do Sindseg SP (Av. São João 313, 6º andar, São Paulo), no próximo dia 7 de fevereiro, das 8h30 às 14h30. Na oportunidade, serão apresentados os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSS), idealizado pela United Nations Environment Programme Finance Initiative (Unep FI). O PSS será lançado por ocasião da Rio + 20, em junho próximo.
A Association of Bermuda Insurers and Reinsurers (Associação das Seguradoras e Resseguradoras das Bermudas) divulgou nesta semana um release com o título “2011 Cat Losses Demonstrate Brazil’s Enormous Risk with Protectionist Reinsurance Regulation” (Catástrofes de 2011 demonstram o enorme risco do Brasil com o protecionismo do resseguro).
O texto, publicado em várias mídias internacionais, informa sobre as principais perdas causadas por desastres naturais em 2011 e faz um alerta aos leitores sobre o perigo de países que têm legislação protecionista. Segundo o comunicado, dos mais de US$ 105 bilhões em perdas com catástrofes no mundo em 2011, 45% foram pagos por resseguradores globais situados fora do local onde ocorreram os prejuízos. Se tais eventos tivessem acontecido no Brasil, forçaria as resseguradoras domésticas a pagarem indenizações volumosas, uma vez que a atuação do mercado internacional está limitada e isso faz com que o risco fique concentrado no país.
“O terremoto do Chile, que ocorreu em 2010, estava totalmente ressegurado. Das indenizações pagas, 95% contavam com um programa de resseguro”, observou Brad Kading, Presidente da Associação de Resseguradroas das Bermudas (ABIR). “Apesar de perdas recordes, as resseguradoras são financeiramente fortes e pagaram as indenizações sem problemas, pois não estavam localizadas no mesmo ambiente onde ocorreu a perda”.
Já no Brasil, diz o texto, a regulamentação faz com que 40% do risco seja colocado em resseguradoras locais. Apenas 20% do contrato pode ser repassado pela local para a matriz, concentrando o potencial de perda para a economia brasileira. “Isso significa que o Brasil não receberia o amparo econômico do resseguro como vimos na Austrália, Nova Zelândia Japão e Tailândia no ano passado, bem como no Chile, em 2010″, afirmou Frank Nutter, presidente da Reinsurance Association of America.
De acordo com o comunicado, enquanto o Brasil é conhecido por não sofrer com terremotos ou furacões, o país está exposto a perdas catastróficas na agricultura em razão das mudanças climáticas (as perdas no Sul são grandes), com as inundações no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, e também com danos causados nas instalações de produção de petróleo, obras de infraestrutura, incêndio e explosão em parques industriais, terrorismo/vandalismo (temos aqui o caso de Belo Monte) ou outros eventos causados pelo homem.
“O Brasil tem tido uma série de inundações catastróficas nos últimos anos. Em outras partes do mundo tais perdas de seguro são em grande parte ressegurados para evitar um acúmulo de perdas que podem afetar a capacidade das seguradoras domésticas”, afirmou David Matcham, CEO da International Association of London Underwriting.
O comunicado reforça que o Brasil é hoje a sétima maior economia do mundo, em grande parte como resultado de seu comércio internacional, mas que o rápido crescimento deixou a economia vulnerável a grandes perdas catastróficas semelhantes às sofridas em outras economias de rápido crescimento, como Tailândia e Chile, ambas com regras flexíveis para a atuação do resseguro como uma operação mundial. “Um mercado global de resseguros é vital para o Brasil proteger sua economia e os investimentos de longo prazo”, disse Robert Hartwig, presidente e economista para o Insurance Information Institute.
Embora os EUA e a Europa tenham sido poupados do maior eventos de perda global em 2011, eventos anteriores como o furacão Katrina e a tempestade Xynthia demonstram a importância da pulverização de risco proporcionada pelo mercado global de resseguro. As indenizações foram pagas com tranquilidade, viabilizando a retomada da economia nas regiões afetadas.
Matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)
Os credores da Santos Seguradora S/A, em liquidação extrajudicial, deverão receber parte do que lhes é devido a partir do próximo mês. Segundo comunicado, os credores vão receber o rateio de 40% do saldo do valor dos créditos devidamente inscritos no Quadro Geral de Credores, cujo edital foi publicado nos dias 26 e 27/10/2011, no Diário Oficial da União e no Jornal “Folha de São Paulo”.
Os pagamentos serão efetuados aos credores/beneficiários, por intermédio de crédito efetuado nas respectivas contas correntes bancárias ou por meio de cheques sacados contra o Banco do Brasil S/A, após a apresentação do Instrumento de Quitação Parcial abaixo referido, que lhes será remetido e/ou disponibilizado na sede da empresa.
Para recebimento, o credor ou seu representante legal deverá comparecer ou remeter (via postal ou e-mail: santosseg@santosseg.com.br) para o endereço acima citado, com a documentação que permita sua identificação como titular do crédito, e o Instrumento de Quitação parcial – assinado com firma reconhecida, para a análise da documentação/estabelecimento das datas visando o efetivo pagamento/crédito.
Informações complementares poderão ser obtidas no site “www.santosseg.com.br” e/ou telefone XX (11) 3818-9070.
A BB Mapfre acaba de divulgar um comunicado de que colocará no ar o projeto de microsseguros. Veja abaixo
Release
O projeto para democratização de microsseguros do grupo segurador formado pelo Banco do Brasil e pela Mapfre (BB Mapfre) acaba de ser selecionado pela Fides (Federação Interamericana de Seguradoras) como um dos 10 projetos-piloto na área a terem a implantação subvencionada pela entidade. A seleção foi promovida em seis países pela Fides, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Multilateral de Investimento (Fomin). Além do Brasil, Colômbia, Guatemala, México, Peru e Venezuela receberão subvenção para o desenvolvimento do microsseguro na América Latina e Caribe. O cronograma definitivo dos projetos deve ser definido neste início de 2012.
Para a FIDES, o seguro tem importante papel na ajuda às populações de baixa renda, mais vulneráveis aos riscos devido à baixa capacidade de resposta a eventos fortuitos. No Brasil, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é favorável ao desenvolvimento deste mercado, que recebeu um grande impulso com a publicação, no último dia 6 de dezembro, da Resolução 244/2011 do CNSP-Conselho Nacional de Seguros Privados. O microsseguro é visto pelos especialistas como forma de incluir no mercado de seguros um público de mais de 100 milhões de pessoas que nunca compraram uma apólice. “A força da junção da rede Mapfre Seguros com o Banco do Brasil foi um dos principais diferenciais de mercado e fator decisivo na escolha da entidade”, afirma Bento Zanzini, diretor geral de Riscos de Pessoas da BB Mapfre.
A estratégia do programa consiste em pesquisa de campo, desenvolvimento e aplicação de microsseguros focados nas necessidades das classes D e E. Por meio de planos financeiros competitivos e acessíveis, serão oferecidas coberturas para os riscos mais significativos para esse segmento da população, além de um conjunto de benefícios que atendem às principais aspirações familiares identificadas durante o trabalho.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 61 milhões de pessoas, 32% da população brasileira, pertencem às classes D e E, parcela que possui renda familiar de, aproximadamente, R$ 900 mensais. A partir desse panorama, o objetivo da ação é ampliar o pacote de benefícios para esse mercado consumidor.
Outro diferencial do programa será que as apólices desenvolvidas para a iniciativa já estarão padronizadas com as especificações da resolução de microsseguros, sancionada recentemente. Dessa forma, os segurados terão a garantia de que também terão um contrato alinhado com todas as regulamentações do setor.
A extensa rede de atendimento também será fundamental no sucesso da implantação. O consumidor será alcançado pelas agências do Banco do Brasil e os diversos canais de distribuição da Mapfre – que contarão com soluções exclusivas desenvolvidas de acordo com o perfil de cada um.
“O microsseguro é uma ferramenta de mitigação de risco, de integração financeira e de inclusão social. Trata-se de uma ação conjunta com todas as iniciativas que o País vem recebendo em prol do seu desenvolvimento”, finaliza Zanzini.
NOTA DO DIA 18 DE JANEIRO – 10H50 – Matéria do Financial Times do dia 17 traz mais nomes de seguradoras ao contrato de seguro do Costa Concórdia. Entre as seguradoras estão a alemã Allianz, a francesa Axa, a italiana Generali, a americana XL Insurance e a britânica Royal & Sun Alliance. A resseguradora alemã Hannover Rück, a terceira maior do mundo, prevê que terá que pagar, pelo menos, 10 milhões de euros em indenizações pagas pelo contrato envolvendo danos na embarcação e de responsabilidade civil, incluindo custos de resgate e indenização aos passageiros e beneficiários daqueles que perderam a vida no acidentes
NOTA DO DIA 15 DE JANEIRO – 21H43 – A Generali, RSA e XL são algumas das seguradoras do navio “Costa Concordia”, que zarpou na sexta-feira de Civitavecchia, na região de Roma, e encalhou em um banco de areia próximo à Giglio, no sul da Toscana. Até domingo à noite, das mais de 4 mil pessoas a bordo, cinco foram encontradas mortas.
Segundo o jornal italiano Il Sole 24 Ore, que cita um corretor de seguros da Aon, o grupo Costa Crociere, proprietária do cruzeiro Costa Concordia, tem uma apólice com cobertura de 450 milhões de euros para danos na embarcação e outros US$ 3 bilhões para indenizar danos causados a passageiros e tripulantes, apólice conhecida como Responsabilidade Civil.
Ainda segundo o Il Sole, a Generali, maior grupo segurador da Itália, informou que é apenas uma das companhias de um grupo de empresas de seguros e de resseguros responsáveis pelo contrato de seguro do grupo Costa Crociere. De acordo com a imprensa internacional, o pagamento da indenização não afetará em nada os preços das renovações de seguros de navios de cruzeiro, uma vez que o risco está bem pulverizado em várias companhias.
O Brasil está cheio de gente que quer crescer com sustentabilidade. Muitas dessas pessoas estão na indústria de seguros. Helder Molina, presidente da Mongeral, seguradora que completa 177 anos nesta semana, é um deles. “O nosso sonho é compartilhar valor com a sociedade, de uma forma virtuosa para o nosso negócio”, comenta em nota distribuída hoje pela assessoria de imprensa. O filho de Nilton Molina, um dos principais especialistas em seguro de vida no Brasil, se formou nas melhores escolas do Brasil e dos Estados Unidos e por isso sabe que o lucro continuo só vem com atitudes sustentáveis.
Acredito em sua fala pois suas atitudes mostram que ele realmente está empenhado em construir uma seguradora rentável. Segundo release divulgado, a Mongeral — associada a Aegon há dois anos — fechou 2011 mantendo o ritmo de 20% de crescimento que vem obtendo ao longo dos últimos anos. É a primeira colocada no segmento de fundos de pensão instituídos e está entre as 10 maiores seguradoras independentes do Brasil, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Para 2012, a meta é crescer 30%. Para alcançar o resultado, a companhia inicia o ano com o portfólio de produtos ampliado, resultado de uma série de lançamentos ocorridos em 2011, como o os produtos próprios de previdência privada PGBL e VGBL, a linha Private Solutions – primeiro seguro para capitais elevados do país –, e o microsseguro Minha Família.
Além disso, a empresa investe pela primeira vez em marketing esportivo, com R$ 1 milhão destinado apenas para 2012 em um programa que privilegia o esporte enquanto catalisador de educação, cultura e cidadania. Para dar início às ações, a seguradora patrocina a vinda do clube holandês AFC Ajax ao Brasil, para o amistoso contra o Palmeiras, que acontece no próximo sábado, 14 de janeiro, às 17h no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Serão dois programas principais. De um lado, a Mogeral Aegon Future Cup, campeonato quadrangular para jogadores de até 17 anos que será realizado nos dias 17 e 18 de março de 2012, com quatro times de clubes conhecidos. A equipe vencedora irá à Holanda, em abril, para disputar um torneio com times da Europa. Entre os já confirmados para essa fase estão: FC Barcelona, FC Bayern, Manchester United, Ajax e Ajax Capetown.
Completando o investimento, o programa Craques Mongeral Aegon vai investir no desenvolvimento de jovens de todo país para uma carreira profissional no futebol brasileiro e internacional. Ao longo do ano, 150 jovens terão a oportunidade de participar de peneiras, que selecionarão os que demonstrarem maior aptidão para a carreira profissional no futebol. Os jovens selecionados terão a oportunidade de ingressar na academia Traffic, em Porto Feliz, São Paulo, onde terão acesso, além da capacitação técnica no futebol, a acompanhamento escolar e físico, ensino de inglês, apoio psicológico e planejamento financeiro.
O que dizer? Parabéns!!!! Muito sucesso e continue neste caminho, que a manterá sempre saudável na longevidade.
Aos poucos, sem tantos alardes, a Segurar.com começa a decolar com pesos pesados da indústria de seguros. Depois de chamar Claudio Afif para se associar e compor o conselho de administração, o grupo agora tem José Rubens Alonso, o consultor mais especializado da indústria de seguros. Há 33 anos Alonso ajuda a desenvolver o setor de seguros, seja lutando por normas internacionais junto a Susep e entidades do setor, seja com palestras em eventos setoriais ou esclarecendo milhares de dúvidas de jornalistas que buscam entender melhor o sofisticado emaranhado financeiro das seguradoras.
Agora ele vai dar “palpites” na corretora (www.segurar.com), que se apresenta como a primeira pontocom brasileira a oferecer seguros via Internet e se prepara para lançar o portfólio de serviços no primeiro trimestre de 2012. “Aceitei o convite da Segurar.com porque o trio de fundadores é formado por empreendedores com um histórico de sucesso, com postura ética e profissional em sintonia com as minhas convicções. Sobretudo, é uma empresa muito bem projetada e planejada em um segmento que realmente necessita de modernização em suas técnicas de comercialização de serviços”, comenta Alonso em nota divulgada.
De acordo com o executivo, a venda de seguros hoje ainda é pouco ágil e bastante burocrática. “Há necessidade de uma dinâmica mais moderna para atender a um perfil de consumidor que aprecia processos mais rápidos e simples, quando se pensa, especialmente, no seguro de massa”, comenta. Segundo ele, a oferta de seguros pela Internet permite praticar preços mais baixos pela redução de custos de vendas, mas não implica no fim da figura do corretor tradicional.
“É como no segmento de viagens. Hoje em dia podemos comprar passagens e reservar hotéis ou alugar carros online, com preços mais convenientes, e há um público que está acostumado a usar essa facilidade. No entanto, muitos consumidores ainda fazem questão do contato pessoal e continuarão a utilizar o serviço de uma agência de turismo. Segundo Alonso, “há outras iniciativas de venda de seguros pela Internet, mas a Segurar.com tem um projeto diferenciado e um plano estratégico com ideias muito interessantes para inovar no segmento.
Ele ressalta que outro ponto de destaque é a forte estrutura tecnológica de retaguarda. A empresa foi fundada pelos empreendedores José Augusto Correa, Oswaldo Romano Jr. e Rodrigo Veloso, com a estratégia de reunir esforços e investimentos de um time multicultural, com brasileiros e norte-americanos à frente da estrutura de tecnologia e do modelo comercial de negócios.
A vulnerabilidade do mundo a novos riscos de choques econômicos e turbulência social está enfraquecendo o progresso gerado pela globalização. É o que mostra o Global Risks 2012, relatório da Marsh & McLennan Companies produzido em parceria com a Swiss Re, Wharton Center for Risk Management e Zurich. O Global Risks 2012, apresentado hoje em Londres, será debatido no próximo Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, de 25 a 29 de janeiro.
Nota do grupo Marsh informa que de acordo com o Global Risks 2012, desequilíbrios fiscais crônicos e crescente disparidade de renda são os riscos de maior probabilidade de ocorrência nos próximos 10 anos. Tais fatores conjugados também ameaçam o crescimento global e favorecem o nacionalismo, o populismo e o protecionismo, enquanto o mundo continua vulnerável a uma crise financeira sistêmica e à escassez de água e alimentos. Este cenário resulta de uma pesquisa que detectou a opinião de 469 especialistas e líderes setoriais. Em comparação com um ano atrás, o foco das preocupações se deslocou dos riscos ambientais para os riscos socioeconômicos.
O relatório analisa três grandes e preocupantes áreas de riscos. O primeiro deles é a crescente população de jovens com poucas perspectivas, crescente número de aposentados dependentes de Estados presos ao fardo da dívida (alimentando, por sua vez, desequilíbrios fiscais) e o abismo cada vez maior entre ricos e pobres são fatores que geram indignação. Juntas, essas tendências arriscam desfazer o progresso promovido pela globalização.
Segundo John Drzik, diretor geral do Oliver Wyman Group (Marsh & McLennan Companies), os indivíduos são cada vez mais levados a arcar com riscos que, anteriormente, eram assumidos por governos e empresas para obter uma aposentadoria segura e acesso a serviços de saúde de qualidade. “Este relatório é um alerta para que os setores público e privado encontrem maneiras construtivas de reajustar as expectativas de uma comunidade global cada vez mais ansiosa”, afirma o executivo no comunicado.
Outros riscos evidentes são as políticas públicas. As normas e as instituições do Século XX não asseguram mais a proteção necessária diante de um mundo mais complexo e interdependente. As salvaguardas atuais são vulneráveis aos riscos relacionados às tecnologias emergentes, interdependência financeira, esgotamento de recursos naturais e mudanças climáticas. “Já vimos exemplos de regulamentação excessiva, como na reação às erupções vulcânicas na Islândia, ou regulamentação deficiente, como na crise do subprime ou na crise da zona do euro. Precisamos restabelecer o equilíbrio com regulamentações adequadas e, para tal, nossas salvaguardas têm de ser baseadas na ação proativa em vez de reativa. É igualmente importante que as regulamentações sejam mais flexíveis para responder com eficácia às mudanças”, afirma David Cole, Diretor de Riscos da Swiss Re, em nota.
Segundo o relatório, as “vidas” cotidianas são quase totalmente dependentes de sistemas on-line conectados, tornando-nos suscetíveis a indivíduos mal intencionados, instituições e nações que detêm a capacidade de desencadear ataques cibernéticos devastadores, de maneira anônima e à distância. “A Primavera Árabe demonstrou o poder dos serviços de comunicação interconectados na construção das liberdades individuais, mas a mesma tecnologia facilitou os tumultos de Londres. Governos, sociedades e empresas precisam compreender melhor a interconectividade dos riscos nas tecnologias da atualidade a fim de podermos aproveitar, de forma legítima, os benefícios que elas oferecem”, explica o diretor de riscos de seguros gerais da Zurich, Steve Wilson.
Além disso, as calamidades naturais nos lembram do poder devastador da natureza e dos limites da tecnologia, conforme demonstrado pelo Grande Terremoto do Leste do Japão no ano passado e pela subsequente tragédia na usina nuclear de Fukushima. Em um capítulo especial sobre as principais lições a serem extraídas da calamidade, o relatório salienta que as organizações estarão mais bem preparadas para lidar com grandes choques se tiverem claras linhas de comunicação e se os seus funcionários, em todos os setores, atuarem com maior autonomia para a tomada de decisões.
O relatório descreve 50 riscos globais, agrupando-os nas categorias de riscos econômicos, ambientais, sociais, geopolíticos e tecnológicos. Em cada categoria, é selecionado o risco sistêmico mais significativo. O relatório destaca novas preocupações que demandam mais pesquisas em decorrência das suas consequências desconhecidas. Estas preocupações, denominadas “Fatores X”, incluem entre outros a ocorrência de invernos vulcânicos, o neotribalismo cibernético e a epigenética.
De acordo com Howard Kunreuther, professor da James G. Dinan e de Teoria da Decisão e Políticas Públicas da Wharton School, Universidade da Pensilvânia, EUA, o relatório mostra que a governança global está estreitamente entrelaçada com todos os demais riscos globais. O relatório propõe que sejam repensadas as responsabilidades públicas e privadas para fomentar maior confiança. Esta é a base essencial para um diálogo sobre os impactos adversos do pensamento míope e sobre a importância de se desenvolver estratégias de longo prazo que sejam factíveis e bem recebidas.
Cada uma das três áreas de riscos será foco de sessões especiais durante a Reunião Anual de 2012 do Fórum Econômico Mundial, que acontecerá em Davos-Klosters, Suíça, de 25 a 29 de janeiro.
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