Executivos de seguros devem estimular os investimentos sustentáveis

*matéria feita com exclusividade para o portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

Embora a rentabilidade seja o foco dos investidores, já está provado que o lucro a qualquer custo não torna as empresas sustentáveis. Assim, Maria Eugênia Buosi (foto), da Quintessa, começou sua palestra no Workshop sobre Sustentabilidade, organizado pela CNseg, a confederação das seguradoras. Ela afirmou que as discussões sobre práticas sustentáveis no Brasil crescem a cada dia. “Fico muito feliz de ver a participação das seguradoras nesse tema. Afinal, as seguradoras são parte integrante da sustentabilidade do mundo”, afirmou a jovem executiva, que trabalha desde 2006 com o tema sustentabilidade.

No Workshop promovido pela CNseg sobre sustentabilidade na manhã desta terça-feira, Maria Eugênia citou a forte queda do valor das ações da British Petroleum, em razão do vazamento de petróleo. “Ela perdeu metade do valor de mercado por não ter colocado uma peça que custava menos de US$ 1 milhão˜. Ela também citou a Newscorp, controladora de diversos meios de comunicação do Reino Unido, entre eles “Sun”, o “Times”, o “Sunday Times”, que enfrentou uma forte queda no valor da empresa e também de imagem diante dos leitores em razão do escândalo de grampos. “Isso mostra que a sustentabilidade chegou ao mundo financeiro. Os investidores levam em consideração os riscos que podem tirar a rentabilidade dos ativos. Ninguém pode perder dinheiro hoje em dia e por isso a gestão de risco é prioritária”, disse a palestrante.

Segundo ela, até mesmo o lançamento da nova linha da calçadista Arezzo, na qual havia meia dúzia de peças com pele de raposa, gerou perda para as ações. Um pequeno grupo iniciou no Facebook um manifesto contra. Rapidamente, as ações da empresa recuaram, numa clara percepção dos investidores de que aquilo não iria agradar os consumidores e consequentemente reduziria as vendas. “Foi a primeira vez que trabalhei o dia todo no Facebook para acompanhar o episódio”, afirmou.

Segundo ela, o grande desafio das seguradoras, como investidoras institucionais, é incorporar os princípios da sustentabilidade na gestão de investimento. Seja pela seleção dos ativos ou pelo engajamento em contribuir para o bem social. Uma empresa pode optar por não comprar uma ação por ela ter problemas e riscos significativos, ou pode optar por comprar a ação e atuar de forma proativa na gestão das empresas para que elas mudem aquilo que pode gerar uma perda aos investidores.

“Muitos de vocês que escolhem um portfólio de investimentos podem ter uma atuação pro ativa e ajudar a construir um mundo mais sustentável”, afirma Maria Eugênia, que participou da criação do Fundo Ethical, administrado hoje pelo Santander. O fundo, que só aplica em empresas consideradas sustentáveis, acaba de completar 10 anos e acumula, no período, uma rentabilidade bem superior a do Ibovespa.

Trata-se ainda de um tema iniciante dentro do mercado financeiro, mas a cada dia ganha mais adeptos. “Em cinco anos ficou mais fácil dialogar com o mercado financeiro sobre esse assunto”, comemora. Uma das provas disso é a adesão das instituições financeiras no PRI, Principles for Responsible Investment, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo ela, o PRI foi desenvolvido em 2005 por um grupo de representantes de 20 investidores institucionais de 12 países em conjunto com o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O processo é coordenado pelo Programa de Iniciativa Financeira para o Meio-Ambiente das Nações Unidas (UNEP FI) e o Pacto Global das Nações Unidas e conta hoje com mais de mil signatários no mundo.

A iniciativa tamb

Rentabilidade do seguro de vida é o tema do novo estudo da Swiss Re

A Swiss Re divulgou hoje um novo estudo. Desta vez para falar do seguro de vida. “Entendendo a rentabilidade dos seguros de vida”, discute a necessidade de se chegar a uma estrutura padrão para informar o valor e o desempenho das empresas de seguro de vida.

Veja abaixo o release divulgado há pouco sobre o assunto

Ao contrário de diversos outros setores, os seguros de vida constituem um negócio com produtos e serviços de longo prazo, cuja rentabilidade não pode ser avaliada sem uma perspectiva de longo prazo. As seguradoras monitoram e gerenciam permanentemente o desempenho, mas como as apólices permanecem em vigor por vários anos, a rentabilidade final do negócio só é conhecida muito mais tarde, após o cumprimento de todas as obrigações assumidas na apólice. Para entender a competitividade e o desempenho operacional, as diversas partes interessadas utilizam indicadores diferentes, o que dificulta a comunicação e resulta em uma visão caleidoscópica da rentabilidade.

“Nas sociedades modernas, o seguro de vida desempenha um papel essencial para a administração de riscos. Atualmente, várias gerações dependem de produtos de seguro de vida e de saúde, o que será também o caso no futuro, conforme os esquemas públicos de aposentadoria e saúde sentirem o peso do envelhecimento da sociedade. Entender o desempenho do setor de seguros de vida é importante para todos os envolvidos. Os investidores precisam entender a rentabilidade para avaliar suas decisões de investimento, os segurados e órgãos de regulamentação têm interesse legítimo na viabilidade financeira das empresas do ramo vida e, para a direção da empresa, informar e entender a rentabilidade com exatidão é um fator essencial”, afirma Lukas Steinmann, coautor do relatório sigma.

Como as seguradoras do ramo vida criam valor?

As seguradoras do ramo vida criam valor por meio de operações de seguro e investimento. Existem três fontes principais de rentabilidade: margem de subscrição, resultado de investimentos e receita de tarifas. O perfil de lucratividade de uma empresa é fortemente influenciado pela composição de sua carteira de produtos. Os produtos oferecidos hoje pelo setor vão desde a simples proteção contra riscos, como seguro a prazo fixo ou de invalidez, até produtos predominantemente de poupança, como os vinculados a cotas e as anuidades diferidas. Dentro desse espectro, os fatores de rentabilidade variam significativamente e dependem de como os riscos são alocados entre a seguradora e o segurado. Por exemplo, o resultado dos produtos de proteção depende bastante da experiência de subscrição, enquanto o resultado dos produtos de poupança depende principalmente da receita de tarifas e da alocação dos resultados de investimento. A comunicação da rentabilidade mais transparente e detalhada por segmentos de produto pode ajudar os investidores a entender e avaliar melhor o desempenho da companhia.

Por que é tão difícil entender a rentabilidade dos seguros de vida?

“As companhias de seguro de vida tendem a informar seus resultados por meio de relatórios contábeis trimestrais. Os indicadores contábeis oficiais ou baseados nos princípios GAAP/IFRS fornecem uma visão de alto nível do desempenho histórico da seguradora, mas não conseguem capturar a natureza de longo prazo das operações de seguro de vida e saúde. Além disso, a comparação entre países e empresas é prejudicada pela multiplicidade de regras e práticas”, explica Milka Kirova, coautora do estudo sigma. São divulgadas poucas informações sobre o desempenho em nível de produto, seu perfil de risco e suas consequências para os resultados futuros. Os indicadores contábeis também não levam em consideração o capital necessário para sustentar os negócios.

Juntas, essas questões resultam em dados de rentabilidade de pouca clareza, o que dificulta às partes interessadas entender e avaliar efetivamente os resultados de uma companhia e sua sustentabilidade no futuro. Entretanto, embora geralmente seja usada apenas pela alta administração das seguradoras, uma abordagem mais prospectiva à avaliação da rentabilidade está disponível por meio da estrutura de valor embutido.

Os relatórios de valor embutido nos seguros de vida são indispensáveis para propiciar um processo integrado de tomada de decisões.
O Valor Embutido (EV) é uma estrutura que busca quantificar os fluxos de caixa futuros dos produtos de seguro e o custo de capital das linhas de negócios com perfis de risco diferentes. Embora sejam indispensáveis para fins internos, os conceitos de EV não conseguiram aceitação generalizada na comunicação externa destinada aos investidores. Atualmente, as seguradoras enfrentam um dilema: em muitos casos, a alta administração toma decisões com base nos conceitos de valor embutido, enquanto é comum que os investidores utilizem indicadores contábeis tradicionais.

Steinmann acrescenta que “uma quantidade crescente de empresas está desenvolvendo e promovendo seus próprios indicadores de desempenho para complementar a comunicação financeira contábil tradicionais. Contudo, existe uma linha muito tênue entre fornecer informações mais valiosas e confundir as partes interessadas com diversos indicadores de rentabilidade. Se ganharem aceitação, indicadores sofisticados, como o conceito de valor embutido compatível com o mercado (MCEV, sigla em inglês) ou a estrutura similar de Gestão de Valor Econômico da Swiss Re, também podem comprovar ser úteis para a comunicação externa. No futuro, regras contábeis específicas para o setor segurador e novas estruturas de regulamentação também podem ajudar a padronizar os relatórios financeiros e tornar a rentabilidade das companhias de seguros mais acessível às partes interessadas.”

Austral oferta garantias de seguro para Invepar, vencedora do leilão de concessão do aeroporto de Guarulhos

Veja abaixo a estrutura de seguros de perfomance, que garante que a Invepar vai cumprir a proposta ofertada no leilão de ontem. Tal estrutura foi divulgada no site da Comissão de Valores Mobiliários, em janeiro. Como a Invepar levou apenas o aeroporto de Guarulhos, apenas a Austral foi contratada.

Contratação de Seguro-Garantia (Bid Bond): O Conselho de Administração aprovou a contratação, pela Companhia, de Seguros-Garantia para fins da participação da Companhia na Licitação, com as seguintes características principais: (i) Aeroporto de Brasília/DF: (i.a) Seguradora: Allianz; (i.b) Montante: até R$37.342.000,00 (trinta e sete milhões e trezentos e quarenta e dois mil reais); e (i.c) Prazo: até 375 dias (trezentos e setenta e cinco dias), contado a partir da data de entrega da proposta; (ii) Aeroporto de Viracopos/SP: (ii.a) Seguradora: Allianz; (ii.b) Montante: até R$90.887.000,00 (noventa milhões e oitocentos e oitenta e sete mil reais); (ii.c) Prazo: até 375 dias (trezentos e setenta e cinco dias), contado a partir da data de entrega da proposta; e (iii) Aeroporto de Guarulhos/SP: (iii.a) Seguradora: Austral; (iii.b) Montante: até R$123.879.000,00 (cento e vinte e três milhões e oitocentos e setenta e nove mil reais); e (iii.c) Prazo: até 375 dias (trezentos e setenta e cinco dias), contado a partir da data de entrega da proposta.

Seguro de carro: Brasil X EUA

O “Insurance Information Institute” divulgou recentemente estatísticas atualizadas sobre o mercado de seguro de automóvel nos Estados Unidos. O economista Francisco Galiza fez uma análise interessante sobre os números, comparando-os com o mercado brasileiro em sua seção “Comentários Econömicos”, que acumula uma série de estudos e análises vitais para quem quer entender um pouco mais desta complexa indústria de seguros.

O mercado de seguros automóvel dos EUA é infinitamente maior do que o brasileiro. Lá, as seguradoras venderem US$ 160 bilhões em 2010, enquanto aqui temos prêmios de US$ 13,1 bilhões. Enquanto os americanos se preocupam mais em comprar proteção para indenizar terceiros, os brasileiros pensam mais em repor a perda do veículo em si. Desses valores, US$ 62,6 bilhões nos EUA são para a cobertura de perdas com o veículo e US$ 97,7 bilhões em cobertura de responsabilidade civil, que serve para indenizar terceiros prejudicados pelo segurado de automóvel. No Brasil, essa relação é de US$ 10,6 bilhões para o casco e de US$ 2,5 bilhões para terceiros.

Há grande expectativa de que essa diferença seja reduzida com a entrada dos novos consumidores no mercado brasileiro. Afinal, as vendas de carros batem recorde e a Justiça começa a ganhar mais velocidade, o que geralmente estimula a consciência de risco das pessoas, levando-as a priorizar a compra do seguro de responsabilidade civil, bem como num patamar de cobertura mais elevado para fazer frente aos valores reais de reposição de perdas causadas a terceiros.

Em média, o Brasil representou 8% do mercado americano, mas o comportamento não foi uniforme, explica Galiza. “Aqui, a proporção de seguro de responsabilidade civil é ainda relativamente pequena, de apenas 3%, enquanto o seguro do casco representa 17%”. No Brasil, 7,2% dos veículos segurados sofreram colisão no ano em 2010. Nos EUA, essa proporção é um pouco menor (5,7%).

Outro número interessante da comparação das carteiras de carro dos dois países é que a indenização média paga aqui por este tipo de sinistro é de US$ 3.381, acima dos US$ 2.776 praticados no mercado americano. “Fatores cambiais, tributos elevados, uma frota mais nova e uma maior preocupação com as condições do veículo (em relação à responsabilidade civil) podem ser motivos para essa defasagem para o Brasil”, explica o consultor em sua análise.

A concentração de seguradoras também chama a atenção. Em 2010, as dez maiores seguradoras de automóveis dos EUA detinham 68% da receita de todo o mercado. No Brasil, nesse mesmo período, o valor das 10 primeiras nesse ramo foi de 93%. Todas elas são seguradoras independentes. No Brasil, apenas a Bradesco, ligada ao terceiro maior banco do país, está entre as cinco maiores em 2010. Temos um mix de seguradoras independentes até 2010, mas que começou a mudar. A Porto Seguro, a maior em seguro de carro, se associou ao Itaú, maior banco privado; a espanhola Mapfre é hoje a parceira do Banco do Brasil, maior banco do país. As independentes SulAmérica e Liberty estão entre as cinco maiores.

No entanto, quem vem ganhando cada dia mais market share é a Zurich. A seguradora suíça fez um acordo com o Santander, quarto maior banco do Brasil, que até o momento não envolve automóvel. Mas é certo que esse quesito deve mudar em breve. Também temos de considerar que o Brasil é o favorito para a terceira posição no ranking global de maiores mercados de veículos do mundo em 2016, com vendas entre 4 milhões a 6 milhões de veículos, após encerrar 2011 com vendas de 3,6 milhões de unidades. Isso o deixa atrás de China e Estados Unidos, segundo levantamento da consultoria KPMG, divulgado em janeiro último. De acordo com o estudo, o caminho para o Brasil está mais fácil em razão do momento recessivo vivido por países da América do Norte, Europa e Japão.

Esse potencial de vendas de carros atrai a entrada de novas seguradoras no mercado brasileiro, muitos deles interessados na venda online, já que os canais bancários e as redes de concessionárias já foram negociados. Claro que sempre há interesse em renogociar parceiros. De uma forma ou de outra, a tendência é de que no médio prazo a atual distribuição de market share no Brasil vai ser alterada. Por mais ameaças que os corretores tradicionais possam fazer, o cliente é quem vai determinar como comprará seu seguro. Acredito que será sempre com o corretor, mas de forma online. Afinal, quem tem tempo e dinheiro a perder?


O estudo completo pode ser visto no link http://www.iii.org/facts_statistics/auto-insurance.html.

JLT participa de evento sobre energia eólica

A JLT Re – uma das corretoras de resseguro líderes do mercado internacional na área de energia – marcará presença no Wind Forum Brazil 2012 – 4o Fórum Nacional para a Geração de Energia Eólica, que será realizado na próxima semana (de 07 a 09 de fevereiro) no Holiday inn Parque Anhembi (SP). No terceiro dia do encontro, o executivo da JLT, Carlos Romero, participará do painel que discutirá o tema “Gestão de Riscos na Implementação de Fazendas Eólicas”. Ele mostrará como a gestão de riscos pode auxiliar no diagnóstico de eventuais problemas de performance, além de consolidar melhores práticas, reduzir custos.

Nesse painel, serão abordadas as anomalias nos recursos e na energia, as maneiras de se otimizar a geração e a governança corporativa e alocação de recursos. Além desses temas, a conferência discutirá ainda as perspectivas de investimentos, expansão da geração de energia eólica no Brasil, participação em leilões, comercialização de energia e questões regulatórias.

O encontro é organizado pelo International Quality &Productivity Center (IQPC). As inscrições podem ser feitas pelo email atendimento@iqpc.com. Mais informações pelo tel.: 11-3463-5600.

Marcus Vinicius deixa Zurich; Antonio Cassio dos Santos acumulará funções

Fiquei supresa ao ler no CQCS essa notícia. E como sempre, Antonio Cassio dos Santos trabalhando demais.

Segue a íntegra

A Zurich Seguros, informa que, por uma decisão pessoal, o CEO de Auto e Seguros Gerais da Zurich no Brasil, Marcus Vinicius, deixou a empresa para se dedicar a outros projetos profissionais. Antonio Cássio, CEO de Seguros Gerais da Zurich para a América Latina acumulará, temporariamente, a posição de CEO de Seguros Gerais no Brasil de forma a dar continuidade à estratégia de crescimento sustentável e de conquista cada vez mais significativa do mercado com foco em seguros corporativos e de automóvel, além de microsseguros e seguros massificados, tendo como principal canal de distribuição a rede de Corretores, especialmente através das Filiais e ZACs, além das plataformas e parcerias.

A Zurich Seguros trabalha para ser, dentro dos próximos 10 anos, uma das 5 maiores seguradoras do Brasil nos seguros de patrimônio (automóvel, residência, garantia, acidentes pessoais, etc) e Responsabilidade Civil.

CNseg estimula sustentabilidade na agenda do mercado segurador

Agenda

Divulgação

O mercado brasileiro de seguros vai aderir aos Princípios para o Desenvolvimento Sustentável de Seguros, uma iniciativa do Programa das Nações Unidades para o Meio Ambiente. A adesão será celebrada na Rio+20, conferência que será realizada de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro, e representará um compromisso público de longo prazo do setor de seguros com o desenvolvimento sustentável. “A iniciativa das Nações Unidas de estabelecer princípios para o Desenvolvimento Sustentável de Seguros está alinhada com o que o mercado segurador brasileiro tem defendido ao longo dos anos e, por isso, fortalecerá a cultura e a disseminação deste conceito no mercado nacional”, diz Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras).

Os quatro princípios são o resultado de um processo consultivo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em parceria com o setor mundial de seguros nos últimos dois anos e serão apresentados às seguradoras brasileiras pela CNseg ao longo de 2012. A primeira apresentação será no dia 7 de fevereiro, em São Paulo, durante o I Workshop Inovação e Oportunidades em Sustentabilidade.

“A tendência mundial de valorização das empresas socialmente responsáveis e sustentáveis já está consolidada. No Brasil, muitas empresas do setor de seguros já abriram área específica para o estudo de ações para uma economia sustentável”, observa Solange Beatriz. O desafio da CNseg é tornar essas práticas de excelência conhecidas, para que possam permear de uma forma pragmática toda a cadeia do mercado segurador, influenciando no comportamento dos clientes – pessoas físicas ou jurídicas -, de investidores, da sociedade, de reguladores e do governo

No workshop, a CNseg também apresentará os resultados de uma pesquisa realizada com 28 seguradoras sobre práticas sustentáveis e lançará um questionário com indicadores de ações sociais, meio ambiente, governança corporativa e transparência. “A proposta é identificar o nível de adesão das seguradoras a esses indicadores”, explica a diretora-executiva da CNseg. O evento contará com a participação de diversos executivos do setor de seguros que atuam na área de sustentabilidade e o objetivo é discutir como aplicar critérios socioambientais na gestão de riscos e o papel do mercado.

Princípios para o Desenvolvimento Sustentável de Seguros

1. Considerar sistematicamente as questões ambientais, sociais e de governança no negócio, princípios, estratégias e operações.
2. Aumentar a consciência da indústria de seguros sobre questões ambientais, sociais e de governança, reduzir o risco e encontrar soluções.
3. Trabalhar em conjunto com a sociedade para reforçar nossa eficiência na implementação dos Princípios.
4. Ser transparente ao comunicar as nossas atividades e progressos na implementação dos Princípios.

SERVIÇO:
I Workshop Inovação e Oportunidades em Sustentabilidade
Dia: 07 de fevereiro de 2012
Hora: 8h30 às 14h30
Local: Sindicato das Seguradoras de São Paulo (Av. São João, 313 – 6º andar – SP)

Grupo Informe
Tayná Xavier – 2173-0057 tayna.xavier@grupoinforme.com.br
Eduardo Nunes – 2173-0056 eduardo.nunes@grupoinforme.com.br
Gloria Santos – 2173-0053 gloria.santos@grupoinforme.com.br

BB Mapfre intensifica atendimento no seguro rural

A BB Mapfre já contabilizou, nos últimos 30 dias, 2.200 sinistros na carteira de seguro rural atendidos pela Central de Atendimento, com o agravamento da seca. A maioria vem de cidades dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, regiões de grande concentração de contratações.Segundo comunicado do grupo, mais de 150 peritos, auditores e analistas estão em campo, distribuídos nas regiões sinistradas ou de alta concentração de riscos.

Na Central de Atendimento, a equipe encarregada de receber ligações exclusivamente dos produtores rurais foi ampliada para proporcionar um melhor atendimento. As perícias técnicas preliminares também foram priorizadas: estão sendo realizadas em até 7 dias após o aviso à Central de Atendimento. Uma equipe de 50 pessoas atua no BackOffice, na matriz do grupo, em São Paulo, para agilizar a análise dos processos. Como as lavouras estão em diferentes estágios de desenvolvimento e a seca afetou com intensidade distinta cada região, ainda não é possível precisar o montante total das indenizações.

“Fizemos o levantamento histórico de ocorrência de sinistros da Safra de Verão 2008/2009, uma das piores já registradas, para balizar nossas ações”, explica Luis Carlos Guedes Pinto, diretor-geral de Operações Rurais do Grupo BBMAPFRE. Naquela ocasião mais de 4 mil avisos de sinistros foram registrados pela Central de Atendimento do Grupo Segurador. Apesar de menos intenso, o cenário atual tem como coincidência as influências do La Niña. As culturas de milho e soja são as mais afetadas e representam mais de 90% da produção da Região Sul.

Para facilitar a vida do segurado, o grupo divulgou as seguintes orientações:

· Após a comunicação de perdas à seguradora, é agendada a vistoria por um engenheiro agrônomo credenciado. Normalmente são realizadas duas vistorias: uma logo após a comunicação de perdas e outra no período da colheita.

· O Segurado ou seu representante legal assina os Laudos de Inspeção de Danos (Preliminar e Final). Caso discorde das conclusões do documento, deverá declarar no próprio laudo suas razões para a discordância.

· O produtor deverá apresentar as Notas Fiscais dos insumos utilizados na área segurada. Essas notas deverão estar em nome do segurado e da propriedade.

· O Segurado deverá comunicar a data do início da colheita com antecedência de 15 (quinze) dias para permitir o agendamento da vistorias pelos peritos.

· O produtor não deve iniciar a colheita sem a autorização do perito (engenheiro agrônomo indicado pela seguradora).

· Os contatos com o Grupo Banco do Brasil e Mapfre devem ser feitos pelos telefones: 0800 729 7000 (Banco do Brasil) e 0800 775 1000 (Mapfre).

Anac flexibiliza regra e aumenta concorrência entre seguradoras e resseguradoras

Finalmente o governo soube recuar de uma medida que inibia a concorrência entre as seguradoras e resseguradoras que atuam no seguro garantia. Principalmente porque prejudicava, também, o IRB Brasil Re, controlado pelo Tesouro Nacional, ao permitir apenas seguradoras que tenham rating de participar do leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, previsto para 6 de fevereiro, na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo.

Depois de um pedido das seguradoras, por intermédio da CNseg, a confederação das seguradoras, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu flexibilizar as exigências relativas à contratação de seguro garantia. Por meio do comunicado relevante nº 7, a agência retificou o texto “a contratação do seguro garantia deverá ser feita com seguradora e resseguradora de primeira linha, assim entendidas aquelas cuja classificação de risco esteja compreendida na categoria ‘grau de investimento’ em, pelo menos, uma das seguintes agências: Fitch, Standard & Poor’s ou Moody’s” para “com seguradora e resseguradora autorizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), entidade vinculada ao Ministério da Fazenda”. Agora todas podem participar. Antes, apenas JMalucelli Re e Munich Re, entre as resseguradoras, e ACE, Chubb, Itaú e J.Malucelli como seguradoras.

Agora só falta voltar atrás na regra do resseguro!