Hoje recebi uma notícia bem interessante da corretora Minuto Seguros, captada no release da Serasa. Segundo o comunicado, a classe C foi responsável por 41% dos seguros feitos para automóveis no Brasil no ano passado. Em 2008, esse percentual não ultrapassava 29%, o que representa um crescimento de mais de 40% em três anos. Os dados são do levantamento Marketing Services, feito pela Experian, empresa de análises, e concluem que essa parcela da população nunca investiu tanto no segmento, ficando, pela primeira vez, no topo do ranking.
O estudo incluiu como classe C três grupos da população, denominados como Aspirantes Sociais, Periferia Jovem e Brasil Rural. Nessas categorias, os Aspirantes Sociais representam 9,7% da população brasileira, e foram responsáveis pelo consumo de 22% dos seguros de automóveis em 2011. A idade média dos componentes do grupo é 41 anos e a renda média mensal é de R$ 1.620,00.
Os classificados como Periferia Jovem representam 21% da população e foram responsáveis por 10% dos seguros. A idade média do grupo é 32 anos, e a renda mensal, R$950,00. Já o perfil Brasil Rural representa 16% do total da população brasileira, a idade média é 42 anos e a renda mensal gira em torno de R$ 960,00. O grupo, que em 2008 consumia 4% dos seguros, em 2011 passou a consumir 9%, um crescimento de 125% no período.
Veja a íntegra do comunicado da Serasa no link http://www.serasaexperian.com.br/release/noticias/index.htm :
Um levantamento realizado pelo Grupo Bradesco Seguros na base de 1,3 milhão de clientes que comprou o seguro Primeira Proteção Bradesco até dezembro de 2011 mostra uma ativa participação feminina na modalidade de seguros com conceito e filosofia de microsseguro da instituição bancária. Até dezembro de 2011, as mulheres responderam por 41% do total, contra 59% dos homens. Outro fator importante diz respeito à participação por classe social: 35% estão nas classes A/B, 38% na C e 49% nas classes D/E.
Entre as mulheres, o total de 1,3 milhão de apólices do produto comercializadas até dezembro de 2011 está distribuída da seguinte forma: 5% nas classes A/B, 30% na C e 65% nas classes D/E. Entre os homens, 6% são das classes A/B, 39% na C, e 54% nas classes D/E. As seguradas estão concentradas no Sudeste (64% do total), seguida do Sul (16%), Nordeste (10%), Centro-Oeste (6%) e Norte (4%).
A base de dados do Primeira Proteção Bradesco aponta para o crescimento do número de famílias administradas por mulheres. Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2009, o número de chefes de família do sexo feminino subiu 81%. São cerca de 10,8 milhões de lares mantidos unicamente por mulheres em todo o país. O Primeira Proteção Bradesco tem mensalidade de R$ 3,50 e valor segurado de R$ 20 mil para morte acidental, mais sorteios mensais de R$ 20 mil por meio de plano de capitalização.
O grupo espanhol Mapfre anunciou investimentos significativos no Brasil. Sem ter uma cifra consolidada, o CEO mundial Antonio Huertas (a esquerda na foto) divulgou US$ 100 milhões para a consolidação do datacenter do grupo em Alphaville, São Paulo, sendo este o terceiro do grupo no mundo. “Temos um em Madri, outro em Miami a decidimos concentrar as informações da América Latina em um datacenter em São Paulo”, disse Huertas hoje pela manhã, durante encontro com jornalistas.
Os anúncios, de maior peso estratégico para concorrentes, no entanto, foram outros. O executivo divulgou oficialmente a estréia da Mapfre no segmento de saúde, praticamente o único em que o grupo não atuava. Para abrir uma operadora de saúde, a Mapfre começa com aporte de R$ 20 milhões. “Já começamos a trabalhar, sem pressa, na organização da nova empresa, conhecendo o mercado local. Já temos autorização do conselho e vamos entrar com pedido para a abertura da empresa na Agência Nacional de Saúde (ANS), em breve”, informou Wilson Toneto, presidente da Mapfre no Brasil (a direita na foto). A previsão é atuar no segmento a partir de 2013, apenas com planos empresariais. A estimativa é ter 300 mil vidas em carteira nos primeiros três anos de atuação, focando programas de qualidade de vida já usados pelo grupo em outras operações internacionais.
Além de saúde, a Mapfre está investindo na criação de uma empresa de consórcio, segmento que vinha atuando em parceria com a Caixa Seguros e que agora ganha independência. Com R$ 25 milhões de investimentos, a empresa de consórcios aguarda aprovação do Banco Central para os próximos dias, com atuação focada em automóveis, imóveis e depois em eletrodomésticos. Huertas também afirmou que o grupo vai aportar recursos para a abertura de novas filiais no Brasil para atender corretores e clientes e assim manter a qualidade do atendimento, atributo fundamental para preservar market share.
Esta é a primeira viagem internacional de Antonio Hertas (foto) desde que assumiu o comando do maior grupo segurador da Espanha em março deste ano. Ele está há quarto dias no país, sendo três deles em São Paulo e um no Rio de Janeiro. “Estou impressionado com o que vejo no Brasil. Sabíamos do crescimento e das importantes oportunidades que a sexta maior economia do mundo oferece aos investidores. Mas realmente me impressionou o que vi aqui até agora”, disse ele, que já se encontrou com vários empresários.
Huertas destacou a estratégia do grupo de ser uma seguradora internacional tomada no passado, o que se mostra hoje uma decisão acertada, uma vez que a expansão, com atuação em 47 países, é a responsável pela manutenção do crescimento das vendas e do resultado do grupo em 2011 e no primeiro trimestre deste ano. Em 2011, o grupo Mapfre faturou 23 bilhões de euros, 14,9% acima do obtido no ano anterior, com o avanço puxado pelas operações internacionais. O resultado do primeiro trimestre deste ano segue a tendência de avanço, com prêmios 15% maiores, para 6,6 bilhões de euros. Apesar da crise na Espanha, o grupo continua apresentando crescimento acima do mercado no país sede da companhia, porém perdendo participação no volume total do faturamento do grupo para as operações internacionais, que já representam 62%.
Segundo o CEO da Mapfre, a aposta do grupo em globalização ajuda o grupo a apresentar resultados melhores do que seus concorrentes europeus. Segundo pesquisa realizada com dados dos balanços de 2010 de concorrentes de peso, como Zurich, RSA, Eureko, AXA, Allianz, Aviva, Generali e Groupama, enquanto o faturamento da Mapfre cresceu 38%, a média registrada pelas concorrentes atingiu 14%. Em relação ao lucro, a Mapfre apresentou avanço de 28% e as concorrentes decresceram 26%. Dessas, apenas Zurich, RSA, Allianz e Generali estão presentes no Brasil, com investimentos modestos comparados ao aportados pela Mapfre no Brasil desde 1992, quando adquiriu a Vera Cruz Seguradora, seguido pela participação na Nossa Caixa Vida e Previdência e mais recentemente na parceria com o Banco do Brasil, maior banco do país.
Segundo Huertas, a situação que se vive na Europa é dramática. O que se iniciou em subprime nos Estados Unidos se transformou em falta de credibilidade no sistema financeiro que atingiu o mundo todo. “Na Espanha, a situação se agravou com a instabilidade mundial. Grécia e Irlanda tem problemas diferente da Espanha. O governo espanhol está tomando medidas adequadas para sair de tal situação”, afirmou, citando que o país apresenta um dos maiores índices de crescimento de exportação no mundo. “Somos otimistas com a situação espanhola, com o apoio do BCE ao pais e cerco aos especuladores. Com isso, acreditamos na queda do desemprego e na volta da Espanha a uma situação econômica positiva”.
Huertas faz questão de afirmar que a Mapfre é uma investidora de longo prazo, sem especulação. “São investimentos relevantes para os acionistas, dentro de um projeto prudente e que será crescente na medida que for necessário”, disse. No Brasil, a Fundacion Mapfre desempenha um importante papel para ajudar o desenvolvimento do Brasil. “Temos pleno compromisso com o país. A operação local é plenamente reconhecida na matriz. Queremos que o desenvolvimento técnico e profissional do Brasil seja levado para a Espanha e vice-versa”, ressaltou.
O Brasil tem um peso considerável para o grupo espanhol atingir a meta de ser o número um na América Latina, posto ocupado hoje pela Bradesco Seguros. “A primeira viagem do nosso presidente ao Brasil demonstra a confiança dos investidores pelo país e isso nos traz uma grande responsabilidade diante do desafio de desenvolver a indústria de seguros brasileira, que tem um grande potencial para atingir um patamar mais relevante do PIB brasileiro, hoje em 3,5%, considerado pequeno diante da media mundial de 7%”, ressaltou Toneto, presidente da Mapfre Brasil.
Atuar em saúde complementa o portfólio de produtos no Brasil. “Somos o primeiro grupo segurador no Brasil nos ramos em que atuamos, sem considerar ainda saúde”. Toneto citou que o grupo é o primeiro em vida, segundo em seguros gerais e segundo também em automóveis, com receitas de R$ 10 bilhões e lucro de R$ 850 milhões consolidados em 2011. No primeiro trimestre deste ano, a operação brasileira chegou a faturar R$ 3,6 bilhões e registrar lucro líquido de R$ 202 milhões. “Esses números levam a projeções otimistas, como a operação brasileira representar 20% dos resultados mundiais do grupo em 2012, dois pontos percentuais acima da participação em 2011, o que representaria 5 bilhões de euros.
Segundo Toneto, há muitas oportunidades a serem exploradas no Brasil, tanto via a operação da Mapfre independente como no contexto do ganho de sinergia da parceria com o Banco do Brasil, finalizada no segundo semestre do ano passado. No Brasil, a Mapfre atua em seguros e linhas financeiras com previdência e gestão de ativos, tem a parceria com o grupo BB Mapfre, além de operar com resseguro, assistência 24 horas, empresa de gestão de risco e também uma seguradora de garantia estendida e uma empresa de títulos de capitalização. Tem também a presença da Fundacion Mapfre, acionista controlador do grupo, e a Itmap, empresa responsável por serviços de gerenciamento de risco.
Um dos pontos fortes do grupo é a capacidade de distribuir seus produtos. São 14,8 mil corretores e diversos canais de vendas do BB, como agências, call center e cartões de crédito, meios que geram mais de 12 milhões de cotações por ano.Em afinindades, a Mapfre no Brasil tem mais de 80 empresas parceiras, de farmácias a funerárias, que ajudam a levar os produtos financeiros a população de menor renda. “Não poderíamos ter parceiros melhores do que os corretores e os canais do BB para levar a Mapfre a ser líder absoluta no mercado brasileiro”, afirmou Antonio Huertas, já muito habituado a entender o português.
O Lloyd’s divulgou no início do mês de maio seu novo plano de expansão, o Visão 2025 e o Brasil é um importante player para que o mais antigo mercado de seguros do mundo consolide sua posição como o principal centro mundial para seguros e resseguros especializados nos próximos 17 anos. A estratégia foi lançada na Sala de Subscrição (“The Underwriting Room”) do prédio do Lloyd’s em Londres em um evento que contou com a presença do Primeiro Ministro do Reino Unido, David Cameron. De acordo com o presidente e representante geral do Lloyd’s no Brasil, Marco Castro, a Visão 2025 é um grande passo para a expansão internacional do Lloyd’s e o Brasil terá um papel fundamental nesse crescimento. “A ascensão da economia brasileira, combinada com a hospedagem no país dos grandes eventos esportivos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, apresenta grandes oportunidades para o setor de seguros. O Lloyd’s está bem posicionado no Brasil para trazer sua experiência única e riqueza de conhecimentos para o mercado brasileiro de seguros e resseguros e desempenhar um papel de liderança no seu crescimento”, expôs o presidente.
Enquanto o uso de estruturas alternativas para cativas cresce, especialmente em pequenas empresas, as organizações estão hoje mais propensas a formar novas cativas onshore nos Estados Unidos ou na União Europeia. Estas são duas das principais tendências relatadas no estudo da Marsh 2012 Captive Benchmarking. O relatório, intitulado Integral and Mainstream—Captives in 21st Century Risk Management, baseia-se nas atividades de mais de 1.200 companhias seguradoras cativas — principalmente cativas de escritório único e pertencentes a americanos ou o europeus. Verificou-se que entre 1991 e 2000, 65% das cativas formadas eram domiciliadas em locais offshore incluindo Bermudas, Ilhas Cayman, Guernsey e Ilha de Man, enquanto 35% eram localizadas onshore. Na última década, 52% das cativas formadas de 2001 a 2011 foram estabelecidas onshore, em comparação com 48 por cento que se estabeleceram offshore.
“O movimento para uma divisão global mais equilibrada entre domicílios onshore e offshore se deve a muitos fatores, incluindo custos de deslocação com viagens, alteração nas normas dos seguros e potenciais economias em determinados impostos pago por colocações cativas,” diz Michael Cormier, CEO da Marsh Risk Solutions, que engloba a Prática Global de Soluções para Cativas da Marsh.
O relatório mostra também um número maior de cativas estruturadas com diversos proprietários sendo formadas nos últimos anos, incluindo rent-a-captives, protected cell companies e risk retention groups. Estas formas de estruturação não só formalizam o financiamento do risco como também podem operam com custos mais baixos e com um menor custo de requisitos de fundos próprios, do que as cativas tradicionais. “Muitas empresas, inclusive empresas menores que talvez não sejam grandes o suficiente para justificar o financiamento de suas próprias cativas, têm expressado um interesse cada vez maior em reter seu próprios riscos.” disse Cormier. “Esperamos que o interesse em cativas com esta estrutura continue a crescer em 2012 e no futuro”, afirma.
De acordo com o relatório, nos últimos quatro anos, a área da saúde tem visto o maior aumento em formação de cativas já presenciado – ele representa 17% das cativas clientes da Marsh em 2012 contra 11% em 2008. As instituições financeiras continuam sendo os maiores usuários de cativas, com uma participação de 21% do total de cativas, em comparação com 20% em 2008. Os proprietários de cativas nos Estados Unidos têm se informado cada vez mais sobre a possibilidade de assumir riscos em benefícios. Já os proprietários de cativas no setor imobiliário têm se informado acerca de financiamento de cativas para o seguro de inadimplência locatícia. O seguro cibernético, por sua vez, tem sido cada vez mais considerado para o financiamento de cativas, especialmente entre empresas de varejo e de produtos de consumo.
matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)
Com o declínio nos lucros, resultado da crise financeira mundial, as seguradoras do mundo todo estão reformulando seus processos internos, com foco na redução dos custos e no aumento da eficiência de operações. O objetivo é transformar a maneira como gerenciam as apólices, de acordo com o Relatório Mundial de Seguros 2012 da Capgemini, uma das principais provedoras de serviços de terceirização e tecnologia do mundo, e da Efma, associação especializada do setor.
O estudo explora como as seguradoras podem analisar seus negócios e identificar oportunidades, a fim de viabilizar melhorias fundamentais e duradouras em suas operações. As informações foram levantadas em 19 mercados, incluindo o Brasil e os seguintes países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Holanda, Hong Kong, Índia, Itália, Reino Unido, Suíça e Vietnã.
Apoiado por pesquisas e entrevistas abrangentes realizadas com executivos do setor, o relatório apresenta três conclusões centrais, além de diversos dados relevantes sobre gestão de apólices e agilidade de negócios, em linha com tendências regulatórias e tecnológicas específicas do setor:
1) A prioridade mais imediata das seguradoras é a gestão de apólices, o que é essencial para atingir eficiência de custos e operação. A transformação da gestão de apólices foi apontada como prioridade nos próximos dois anos pela grande maioria das seguradoras europeias (93%) e norte-americanas (67%). Na região Ásia-Pacífico, onde o mercado de seguros se abriu para empresas privadas apenas na última década, apenas 36% dos entrevistados veem isso como prioridade.
O aumento da eficiência operacional é o que tem motivado a transformação dos sistemas de gestão de apólices de 69% das seguradoras ouvidas. Para 66%, a redução do custo total de propriedade (TCO) é o essencial. A mudança desses sistemas permite que as seguradoras reduzam seus custos operacionais, diminuindo o TCO em até 40% e o custo por apólice e ainda a ineficiência de negócio e processos tecnológicos em até 30%. Com isso, as seguradoras poderão administrar melhor os desafios atuais do mercado, incluindo questões regulatórias e normativas, satisfação dos clientes e corretoras, e ganhar rapidez para lançar produtos (com aumento de 60% no tempo de disponibilização de novos produtos no mercado).
Mundialmente, muitas seguradoras líderes reconhecem que não podem continuar dependentes de sistemas legados inflexíveis para a gestão de apólices, os quais as mantêm presas a práticas de negócios que inibem a competitividade em um mercado centrado no cliente. “A evolução da gestão de apólices, com apoio de recursos de tecnologia, é fundamental para ajudar as seguradoras a encontrarem oportunidades para aumentar suas margens, diante do atual cenário econômico, altamente competitivo”, afirma Vander Marques, vice-presidente de Negócios em Serviços Financeiros da CPM Braxis Capgemini. “Nessas condições, vemos as seguradoras modernizando seus sistemas para obter operações integradas que permitam alcançar a desejada reduçã ;o de custos operacionais e ganho de eficiência, ampliando a agilidade de oferta de produtos no mercado e a satisfação dos clientes.”
2) Administração de custos e eficiência são essenciais para o desempenho dos negócios das seguradoras. As companhias enfrentam a difícil tarefa de aumentar a receita, face à comoditização do mercado e do fato de os clientes considerarem o preço o principal fator de decisão de compra. As seguradoras, principalmente dos segmentos de não-vida (por exemplo, carros e patrimônio), precisam apresentar crescimento sustentável nos próximos anos e minimizar os custos de sinistros, aquisições e operações. As principais funções operacionais, como a gestão de apólices, são algumas das poucas áreas nas quais a transformação pode levar à redução de custos e benefícios ao cliente.
3) O aumento da agilidade de negócio nos próximos anos também é fundamental ao crescimento das seguradoras. A pesquisa mostra que investir em gestão de apólices pode apoiar mudanças cruciais do setor de seguros em termos de agilidade de processos, tais como venda de cobertura, emissão de apólices, manutenção de contratos, cobrança e faturamento de prêmios, renovações e avisos de pagamento de prêmios. “A agilidade dos negócios é fundamental ao progresso das seguradoras frente às tendências de consumo e questões regulatórias e tecnológicas”, afirma o secretário geral da Efma, Patrick Desmarès.
Em relação ao Brasil, o estudo ressalta que o mercado segurador brasileiro é o maior da América Latina, concentrando 37% dos prêmios no continente, e tem registrado uma das maiores taxas de crescimento do mundo. Apesar do crescimento do setor, há ainda uma baixa penetração dos produtos do ramo de seguros na população brasileira, sobretudo se comparada a outros países da região sul do continente. “Há uma concentração dos volumes na região Sudeste, que detém 68% do total dos prêmios de 2010, o que revela o enorme potencial do país, com os outros 32% espalhados por todo o território nacional. O fato é que esse cenário de crescimento está estimulando as seguradoras a investirem em infraestrutura em busca de integração de informações para aumentar a eficiência, a fidelização de clientes e a rentabilidade sustentável”, afirma Vander Marques, vice-presidente de Negócios em Serviços Financeiros da CPM Braxis Capgemini.
A Swiss Re anunciou hoje a contratação de Margo Black como Head de Resseguros para América Latina Sul e Presidente da Swiss Re Brasil Resseguros S.A.1, intensificando sua liderança nas operações latino- americanas. Margo Black, que ficará baseada na Swiss Re em Brasil, veio da Willis onde atuava como Head de Resseguros para o Brasil. Ela será responsável por programas de resseguros no Brasil, Chile, Colômbia e outros importantes mercados sulamericanos, bem como terá um amplo papel de liderança no desenvolvimento de negócios em Vida e Saúde, não só no Brasil, mas também em outros mercados da América Latina. Margo Black assumirá o cargo na Swiss Re em julho.
Na semana passada anunciamos também a contratação de Alejandro Padilla pela Swiss Re como Head de Resseguros para América Latina Norte e Presidente da Swiss Brokers Mexico, Intermediario de Reaseguro, S.A. de C.V, que assumirá o cargo em 1o de junho. Alejandro atuava anteriormente como Country Head para o México e América Central na Cooper Gay.
Os dois novos executivos irão se reportar a Eric Smith, CEO e Presidente da Swiss Re para as Américas, e farão parte, na empresa, da Equipe de Direção das Américas. “Nomear alguém com o calibre de Margo Black para nossa equipe latino-americana é um sinal claro do compromisso da Swiss Re com a região”, afirmou Smith. “Margo possui ampla experiência no Brasil e outros países da América do Sul, conhecendo as necessidades de gestão de riscos específicas de cada região. Certamente ela irá beneficiar nossos clientes que procuram soluções inovadoras”.
Os prêmios de seguros na América Latina cresceram 9%, atingindo US$ 65 bilhões em 2011 no segmento de Vida; nos Ramos Elementares, o aumento foi de 10%, totalizando US$ 89 bilhões. Espera-se que esta tendência se mantenha positiva durante a próxima década. A Swiss Re possui escritórios dedicados à América Latina na Cidade do México, em Miami e no Brasil, onde a empresa solicitou autorização para atuar como resseguradora local. As equipes da Swiss Re da América Latina também se beneficiam da subscrição e vasto conhecimento de diversos especialistas, disponíveis nos escritórios globais da empresa e em sua sede para as Américas em Armonk, Nova Iorque.
A contratação como Presidente da Swiss Re Brasil Resseguros S.A. está sujeita às solicitações e aprovações regulatórias cabíveis.
A JLT Re – maior corretora de resseguro do Setor de Óleo e Gás – promoverá, no próximo dia 24 de maio (quinta-feira), no auditório da Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro, a partir das 14 horas, o 3° Seminário de Óleo e Gás. O evento terá como palestrantes os maiores especialistas desse segmento, entre os quais Carlos Vinícius (Responsável pela Divisão de Óleo e Gás do IRB Brasil Re); Rodolfo Landin (CEO da YXC Óleo e Gás); James Flude (Subscritor de Riscos de Energia do Sindicato Watkins do Lloyds de Londres); e Carlos Tessarollo (Gerente de Riscos da Petrobras).
Na mesa de debates também estarão presentes Vanderlei Ravazzi (Itaú Seguradora); Carl Day (Sindicato Hiscox do Lloyds de Londres); Nick Coffey (Indecs Londres) e Chris Sandberg (Partner JLT Ltd Londres), além de Adriano Oka (Diretor de Óleo e Gás da JLT Specialty Brasil). “Nessa terceira edição do evento, nós iremos discutir assuntos tais como as dificuldades e oportunidades para os mercados segurador e ressegurador brasileiro e internacional; e as expectativas das novas companhias do Setor de Óleo e Gás em relação às oportunidades do mercado brasileiro”, revela Adriano Oka.
Ele acrescenta que o encontro reunirá executivos das maiores seguradoras do mercado brasileiro, de importantes resseguradores do setor de Óleo e Gás e das principais companhias da indústria.
Serviço:
3° Seminário de Óleo e Gás promovido pela JLT
Local: Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro – Rua do Mercado 11 –
A Porto Seguro divulgou ontem queda de 4% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 137,8 milhões, considerando-se também as operações da Azul e da Itaú Auto e Residência. A receita total da companhia cresceu 12,4%, para R$ 2,7 bilhões. Interessante ler a abordagem da jornalista Flávia Furlan sobre o tema. Ela vai além da notícia isolada do resultado da Porto, trazendo análise de dois bancos sobre seguradoras negociadas em bolsa e também da Bradesco, cujo o banco controlador tem papéis em bolsas. A conclusão está no título da matéria: Aplicações financeiras, e não apólices, dão lucro a seguradoras”.
No acumulado do ano até ontem, as ações da Porto Seguro perderam 10,45% na BM&FBovespa, enquanto os papéis da Sulamérica tiveram valorização de 3,47% no período. “Seguradoras de automóveis como a Porto Seguro, com o pagamento da apólice em uma só vez, estão mais expostas ao ciclo de juro do que seguradoras de saúde, como a SulAmérica”, avaliam os analistas do Goldman Sachs, em relatório. Já o analista da Lopes & Filho, João Augusto Salles, aponta que um motivo para a Porto Seguro sofrer mais é a informação de desaceleração de venda de veículos.
“Preocupa o ritmo lento de recuperação das margens operacionais, que não estão suscetíveis a compensar os ventos contrários do ambiente de baixa taxa de juro”, afirma a equipe de analistas do Barclays, em relatório sobre a SulAmérica. Já o analista da Lopes & Filho Consultoria, João Augusto Salles, acredita que enquanto a Selic cair e prejudicar o desempenho das reservas técnicas, ela também permitirá crescimento econômico e contratação de mais seguros por parte da população. “A seguradora ganha através do volume de negócios gerado”, avalia.
Mas como o dia foi de resultado da Porto, vamos lá. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE), consolidada dos outros negócios, atingiu 15,1% , um decréscimo de 6,9 pontos porcentuais explicado principalmente pelos investimentos nas novas empresas (start up) como Telefonia Celular – Porto Telecomunicações, e na empresa de saúde Portomed. As margens deverão melhorar conforme o amadurecimento desses negócios, informa a agência Estado com base nos dados divulgados pela seguradora.
Após as catástrofes excepcionalmente graves e prolíficas vivenciadas globalmente em 2011, as organizações agora têm a oportunidade de tirar proveito desses acontecimentos e reduzir o impacto negativo de futuros sinistros em seus balanços. De acordo com o novo relatório publicado pela Marsh, a escala das catástrofes vivenciadas em 2011 ultrapassou previsões anteriores de perdas e desafiou o pensamento estabelecido sobre a natureza do risco. O relatório diz que, após 2011, as empresas precisam rever suas estratégias de gerenciamento de risco e introduzir novas metodologias para fortalecer sua capacidade de resistência financeira e operacional.
Intitulado Lessons Learned from the Catastrophes of 2011, o estudo identifica cinco grandes temas relacionados a riscos e seguros decorrentes dos sinistros ocorridos em 2011, dentre eles: proibição de acesso, greve, motim, comoção civil ou terrorismo; diferenças entre danos por inundação ou tempestade; planos de continuidade de negócios e cláusulas de notificação de seguros de 72 horas.
De acordo com a Marsh, as catástrofes ocorridas em 2011 levantaram preocupações em torno da adequação normativa para a cobertura habitual de proibição de acesso, normalmente aplicada para incidentes a curto prazo. Também destaca a importância crescente para as empresas do Plano de Continuidade de Negócios (Contingent Business Interuption), especialmente em decorrência das falhas na cadeia de abastecimento que sucedeu o terremoto/tsunami no Japão e as inundações na Tailândia.
“Os riscos associados às catástrofes de 2011 são amplamente conhecidos, mas, sua imensa dimensão e complexidade, em conjunto com a devastação que causaram, foram sem precedentes. Esses acontecimentos não só expuseram deficiências nas estratégias de risco de muitas organizações em todo o mundo, como também desafiaram a indústria de seguros a desenvolver cláusulas de apólice mais receptivas a esta rápida evolução do cenário de risco”, diz David Pigot, presidente global de sinistros da Marsh.
“As organizações precisam explorar todas as medidas necessárias para proteger seus funcionários, ativos físicos e balanços. Ao aprender as lições dos acontecimentos passados, as empresas poderão reduzir a probabilidade e o impacto de futuras perdas e minimizar seus sinistros de seguros”, complementa.
Segundo o executivo, embora nem todos os danos e perdas econômicas sejam segurados, tivemos uma resposta significativa por parte dos gerentes de risco com relação aos acontecimentos de 2011. Em geral a indústria de seguros tem demonstrado seu valor e desempenhou seu papel no processo de regeneração de clientes e comunidades afetados.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.