Começam as discussões no 48º Seminário Anual da IIS

Começou há pouco o 48º Seminário Anual da IIS (International Insurance Society), que acontece no Rio de Janeiro e reúne mais de 300 especialistas e executivos do setor de seguros de todo o mundo, principalmente do Japão, China, Coréia, Nigéria, Alemanha, Rússia Estados Unidos, França e Estados Unidos, sede da instituição de seguros. Esta é a primeira vez que o evento acontece no Brasil, país que está nos holofotes dos investidores internacionais. Neste ano, a grande novidade do evento é o lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, uma iniciativa de seguradores internacionais membros do UNEP FI (United Nations Environment Programme Financial Iniciative), que acontecerá durante o evento da IIS.

Diante da crise global, o papel das seguradoras dentro da agenda de sustentabilidade é vital para governos, empresas e sociedade. Entre as palestras que acontecerão de hoje até o dia 20, encerramento do evento, temos como tema central “Fronteiras para o Seguro: Sustentabilidade e Inovação em Mercados Emergentes”, “Estratégia para o Crescimento Global”, “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros”, “Soluções Oferecidas pela Indústria de Seguro para os Países em Desenvolvimento”, “Resposta da Indústria de Seguro de Vida ao Grande Terremoto do Leste do Japão” e “Lideranças Globais de Resseguro”.

Susep coloca em consulta publica minuta sobre regras de solvência

Veja a íntegra

Edital de Consulta Pública Nº 1/2012

1. O Conselho Diretor da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre as regras e procedimentos para o cálculo dos limites de retenção das sociedades seguradoras e resseguradores locais.

2.Os interessados poderão encaminhar, em até 30 dias a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgsoa. rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://www.susep. gov. br).

3.A minuta supracitada está disponível na página da Susep, para fins de ciência e, se for o caso, para apresentação de comentários e sugestões, os quais ficarão disponíveis na página da Susep.

Rio de Janeiro, 14 de junho de 2012.

Luciano Portal Santanna

Liberty divulga relatório social

Em semana de Rio + 20, as seguradoras divulgam ações ligadas ao tema sustentabilidade. Hoje quem divulgou release sobre o tema foi a Liberty Seguros, no qual destaca em seu Relatório Social as principais iniciativas sociais, econômicas e ambientais da empresa. O conteúdo do documento distribuído em 24 páginas, e dividido em 10 capítulos, é pautado pelos Indicadores de Sustentabilidade GRI (Global Reporting Initiative) e consolida as principais diretrizes e indicadores da companhia em 2011.

Comunicado Oficial

A transparência nos negócios é cada vez mais relevante para a sociedade e para dar visibilidade aos princípios sustentáveis das organizações. Frente a esse contexto, a Liberty Seguros, empresa do grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados globais de seguros, apresentou em junho o seu 2º Relatório Social.

O documento, com as ações da seguradora em 2011, traz uma ampla exposição das iniciativas da organização que garantem segurança e tranquilidade aos seus clientes, funcionários, fornecedores, parceiros e a sociedade em geral. Segundo Karina Louzada, gerente de Assuntos Corporativos da Liberty Seguros, embora o relatório não esteja nomeado como de Sustentabilidade, o documento é pautado pelos Indicadores de Sustentabilidade GRI (Global Reporting Initiative) no nível C, que estabelece a resposta a um mínimo de 10 indicadores de desempenho, incluindo pelo menos um de cada uma das áreas social, econômica e ambiental. “O conjunto de diretrizes e indicadores adotado pelo GRI transmite credibilidade às informações sobre a atuação da Liberty”, afirma.

O 2º Relatório Social da Liberty Seguros possui 24 páginas e está dividido em 10 temáticas, entre elas: produtos, negócio, pessoas e responsabilidade social. O material destaca o principal marco da companhia em 2011, que foi se tornar “Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA de 2014”. O principal eixo de comunicação do apoio ao evento é a responsabilidade compartilhada e isso reflete também nas ações da seguradora.

Em 2011, a Liberty estruturou uma área de gestão de clientes a qual tem a missão de reunir um ambiente corporativo integralmente comprometido com o atendimento dos requisitos dos segurados, proporcionando melhoria contínua dos processos e a busca permanente da excelência operacional e satisfação do cliente. Outra iniciativa que merece destaque é a consolidação do Clube Liberty de Vantagens, um programa de benefícios e descontos que conta com mais de 30 parceiros que oferecem descontos de até 50% em seus bens e serviços.

Embora a atividade de seguros não gere impacto ambiental de grande intensidade e gravidade, a Liberty implanta anualmente práticas para diminuir os efeitos de suas operações. A companhia reduziu, por exemplo, em 20% o consumo de energia elétrica, registrou queda de 18% no consumo de água e emitiu 1.500.046 kits reduzidos diminuindo assim a utilização de papel.

Gestão de Pessoas
Para desenvolver talentos e proporcionar o aprimoramento contínuo da liderança, o relatório aponta que a Liberty investiu mais de R$ 2 milhões no treinamento dos funcionários. Cada colaborador recebeu em média 40,3 horas de cursos. A empresa lançou também o Programa Sinta-se Bem com o objetivo de promover saúde e qualidade de vida.

A participação e o engajamento dos colaboradores na missão e valores são balizados por uma clara política de comunicação, a qual é pautada nos princípios e cultura da organização. Para aprimorar essa comunicação a companhia reformulou os seus canais internos, entre eles a Intranet para potencializar o diálogo com os integrantes da equipe. Os colaboradores contam também com outros canais como: Revista Liberty & Você, Jornal Mural, Informativos, E-mail Marketing, Comunicado Bola na Rede, entre outras ferramentas. Ainda com foco em recursos humanos, existe a iniciativa Clube Excelência que buscar reconhecer anualmente os colaboradores que atingem a sua meta no ano decorrente.

Segurança no Trânsito

Seguindo a diretriz do Grupo Liberty Mutual, o 2º Relatório Social pontua a temática Segurança no Trânsito, um dos pilares de responsabilidade social da seguradora. Em 2011, a companhia aderiu a diversos movimentos. Por exemplo, o Projeto Cultural Mundo do Meu Amigãozão com o objetivo de abordar segurança no trânsito envolvendo de forma lúdica e conscientizando crianças de 7 a 12 anos. A iniciativa alcançou mais de 24 mil pessoas e percorreu oito cidades e seis Estados do país. Outros trabalhos que fizeram parte do tema e que a empresa aderiu foram: Movimento chega de Acidentes!, Parada pela Vida, Semana de Segurança no Trânsito, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, entre outros.

Como objetivo de despertar a solidariedade e o voluntariado dos funcionários e terceiros da Liberty, foram realizadas outras campanhas como a do agasalho, doação de sangue e de Natal. Somando-se a isso a seguradora fez a doação de cerca de 990 equipamentos para 12 ONGs (Organizações Não-Governamentais) entre eles CPU, monitor, computador, impressora, fax e telefones.

Longevidade pressiona finanças da sociedade

Por Jamille Niero, da Revista Apólice

Governos, corporações e indivíduos em todo o mundo estão sentindo a pressão financeira do envelhecimento da população. É o que aponta o novo relatório da instituição Geneva Association. Com contribuições de acadêmicos e especialistas em envelhecimento, dos profissionais de seguros, bem como do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o relatório “Enfrentar o desafio do envelhecimento global – Questões de financiamento e soluções de seguros” analisa as implicações da mudança demográfica mundial para os governos, empregadores e financiadores individuais de aposentadoria. O relatório sugere que as soluções de seguros sejam parte fundamental da resposta global para ajudar as pessoas a conseguir uma aposentadoria segura.
O relatório foi publicado às vésperas da Assembleia Anual da Associação Geral – a mais importante reunião anual global de CEOs de seguros – que ocorreu na semana passada, em Washington (EUA).

“O envelhecimento global tem implicações significativas para o financiamento da aposentadoria por governos e empregadores. O mercado de seguros, através de sua expertise em subscrição e gestão de riscos de longevidade, oferece soluções abrangentes para lidar com esses riscos e uma contribuição significativa para a segurança de velhice”, analisou o presidente da Geneva Association e presidente do Conselho de Administração da Munich Re, Nikolaus von Bomhard.

“Hoje, mais do que nunca, as pessoas em todo o mundo precisam de ajuda para conseguir uma aposentadoria segura”, disse John Strangfeld, chairman e CEO da Prudential Financial e vice-presidente da Geneva Association. “Enfrentar o impacto do rápido envelhecimento da população mundial requer uma solução global, baseada em ampla resposta dos setores público e privado. A indústria de seguros, com sua gestão de risco e experiência de investimento, é particularmente adequada para desempenhar um papel fundamental no atendimento à mudança nas necessidades de envelhecimento da população”.

O relatório sugere um amplo conjunto de opções disponíveis para resolver o desafio demográfico com governos, empregadores e os indivíduos que necessitam mudar comportamentos e normas atuais para enfrentar a situação.

Governos

Os governos enfrentam uma série de opções politicamente aceitáveis ​​para financiar as responsabilidades de aposentadoria, incluindo o aumento da idade de aposentadoria pelo Estado, a redução dos benefícios de pensão e o aumento das contribuições de pensões e impostos. Ao fornecer um quadro institucional mais propício para a participação do setor privado, tais como imposto de renda de aposentadoria favorecidos e poupança para veículos, os governos podem aliviar um pouco a pressão sobre o sistema estatal e assegurar que os indivíduos podem esperar um futuro mais certo. Opções em aberto para os governos também incluem a elaboração de legislação e a oferta de incentivos para trabalho em tempo parcial para além da idade oficial de aposentadoria – o chamado “quarto pilar”, aumentando a participação da força de trabalho. Incentivar maiores taxas de fertilidade e facilitar a imigração são outros opções disponíveis. No entanto, as políticas envolvidas na implementação dessas soluções demonstram que os governos tendem a trabalhar com as reformas necessárias, colocando maior pressão sobre os indivíduos.

Empregadores e indivíduos

Os empregadores e os patrocinadores de planos de pensão estão enfrentando necessidades de financiamento cada vez mais onerosas. O subfinanciamento e o desempenho volátil das pensões distraem a gestão das operações e atua como um obstáculo ao retorno para os acionistas.

Os indivíduos devem ser mais pró-ativos em face da crescente vulnerabilidade de seu planejamento de renda para a velhice. Os planos de pensões estatais atuais serão insustentáveis ​​no futuro e a mudança de regimes privados de pensões profissionais de benefício definido para planos de contribuição definida significa que os riscos, incluindo as poupanças de longevidade e o impacto da inflação, são agora suportados pelo indivíduo. Soluções de seguros fornecem uma série de oportunidades para compensar uma variedade de riscos enfrentados através de produtos como anuidades fixas ou variáveis ​​e seguros de aposentadoria de renda. Além de seguro, os indivíduos devem considerar também a oportunidade de trabalhar por mais tempo, reduzindo a carga por conta própria e fundos de aposentadoria estatais.

“Não há bala de prata para resolver nossos problemas de seguridade na velhice. É preciso que os governos comprometam-se a promover uma ampla reforma, que a indústria privada repense as políticas de empregos, que as seguradoras projetem novos e melhores produtos e que os funcionários enfrentem proativamente sua situação futura “, disse Patrick M. Liedtke, secretário-geral e diretor da Geneva Association. De acordo com ele, as seguradoras devem trabalhar para ensinar ao público os riscos envolvidos e fornecer produtos que são apropriados para um amplo espectro de aposentados. “Tendo a experiência necessária na gestão de longevidade e no risco de investimento, juntamente com um quadro regulamentar que exige a manutenção de reservas de capital adequadas para atender às obrigações de longo prazo, as companhias de seguros têm um papel importante a desempenhar como parte da solução para estes desafios – isso não é sempre reconhecido”, acrescentou.

“Seguro já oferece uma série de soluções para o financiamento da aposentadoria, mas a escala da necessidade de soluções de seguridade na velhice excede a capacidade disponível atualmente. Portanto, além de comprovadas formas diretas de abordar o risco da longevidade, a indústria de seguros está trabalhando em novas e inovadoras maneiras de aumentar a capacidade de seguridade na velhice. Um exemplo é a Associação Mercados de Vida e Longevidade (Life and Longevity Markets Association), com sede no Reino Unido, que está desenvolvendo um índice de longevidade negociado. Tais esforços para converter a longevidade em uma nova classe de ativos negociáveis ​​poderia ajudar a atrair outros investidores para o mercado de longevidade e aumentar a sua capacidade”, analisa Kai-Uwe Schanz, assessor especial de investigação estratégica da Geneva Association e coeditor do relatório.

Mongeral lança previdência sustentável

Que interessante ter empresas de previdência privada aberta aderindo aos padrões já adotados pelas gestoras de investimentos, de investir em empresas aprovadas pelos PRI (Princípios para o Investimento Responsável, na sigla em inglês). Segue a nota oficial divulgada pela Mongeral Aegon

Release

A Mongeral Aegon lança o primeiro produto do mercado brasileiro de previdência com conceitos da sustentabilidade. Os planos Previdência Sustentável são os primeiros a permitir que pessoas acumulem recursos com a garantia de comprometimento com os requisitos da sustentabilidade. Com o slogan “Invista na mudança que você quer para o mundo”, os produtos foram elaborados para atender clientes atentos às questões sociais e de meio ambiente. “Enxergamos um grande potencial de mercado, uma vez que ainda não havia um plano de previdência que seja 100% norteado pela sustentabilidade”, explica Nuno David, diretor de Marketing da Mongeral. “Outro aspecto que vale destacar é que esse produto será comercializado exclusivamente via internet”, prossegue David.

Os planos Previdência Sustentável têm os benefícios comuns aos PGBLs e VGBLs: para o PGBL, dedução do valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com o limite de até 12% da sua renda bruta anual (para declarações completas), e, no VGBL, a tributação incidente somente sobre o rendimento, no momento do resgate. O diferencial é a política de investimento do fundo criado especialmente para gerir os recursos aplicados através dos produtos. “Empresas de armamentos, por exemplo, não farão parte das possibilidades de investimento”, acrescenta David. A seleção sobre em que papeis investir os recursos levará em conta, entre outros critérios, os PRI (Princípios para o Investimento Responsável, na sigla em inglês), que visam ajudar a integrar temas ambientais, sociais e de governança (ESG) nas tomadas de decisão de investimento.

A alocação dos recursos investidos nos planos Previdência Sustentável será 55% em renda fixa, onde o retorno do capital investido é dimensionado no momento da aplicação, e 45% em renda variável, onde o investimento possui possibilidade de variação de acordo com as expectativas do mercado, em uma estratégia composta por:

• A exclusão de setores ou empresas que não contribuam em amplo aspecto com o desenvolvimento sustentável;

• Avaliação de cada empresa na qual os recursos serão investidos, tendo como base os princípios e normas globalmente aceitas para escolher as melhores em suas categorias/setores, como o PRI e o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa);

• Setores e empresas que estejam mais bem posicionados para explorar as diversas vantagens comparativas que o país apresenta com relação aos temas ligados à Sustentabilidade.

Os planos Previdência Sustentável foram desenvolvidos em parceria com a Keyassociados, responsável pela consultoria em Sustentabilidade. A comercialização será feita pelo site www.previdenciasustentavel.com.br.

Susep padroniza seguro facultativo de RC

Depois de ter contratado uma nova leva de servidores, a Susep tem braços suficientes para fiscalizar o setor de seguro. Diante disso, quase todo dia tem uma novidade da autarquia, que tem colocado fiscais em várias companhias para checar se todos estão seguindo a risca os normativos. Segundo fontes, muitas multas estão sendo emitidas. Umas sem sentido, outras por motivos reais e algumas por total descuido no preenchimento de clausulas e contratos. Aqui vai mais uma nota oficial do xerife do mercado de seguros.

SUSEP PADRONIZA SEGURO FACULTATIVO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

O Conselho Diretor da Susep (Superintendência de Seguros Privados) aprovou a padronização para o seguro facultativo de Responsabilidade Civil Geral, voltado a pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis civilmente a pagar indenizações a terceiros. A medida atualizou as condições contratuais, contemplando a legislação em vigor e a evolução do mercado. A norma anterior datava de 1981.

A regra antiga contemplava apenas 17 coberturas básicas, ao passo que o mercado atualmente opera com mais de 90 possibilidades. Além disso, havia omissões e conflitos legais, surgidos no decorrer dos últimos 31 anos. O texto arbitrado em 1981 trazia ainda anexos com detalhadas disposições tarifárias, apesar da Susep não mais estabelecer ordenamento tarifário desde 2000.

Outra questão pendente tratava sobre a escolha do advogado pelo segurado, nas ações civis. A antiga norma ainda restringia essa questão à seguradora, apesar da Susep, em Carta-Circular datada de 2006 e posteriormente atualizada em 2008, já ter decidido pela liberdade de escolha do segurado.

À norma também foi incluída cláusula da Carta –Circular, emitida em 2007, que veda a exclusão de cobertura, nos seguros de responsabilidade civil, do danos causados pelo segurado em decorrência de atos praticados em estado de insanidade mental, alcoolismo ou efeito de substância tóxicas.

Também foi necessário incluir diversas cláusulas exigidas em normativos recentemente aprovados, como aceitação de proposta, forma de contratação, renovação, franquias, carências etc. A norma atual também fez algumas alterações no que se refere a objeto do seguro, pagamento do prêmio, prescrição, cancelamento do contrato, liquidação de sinistros, perda de direitos, riscos excluídos, contribuição proporcional ou concorrência de apólices e jurisdição.

Sai Garfinkel e entra Luchetti no comando da Porto Seguro

Os jornalistas Aline Bronzati e Altamiro Silva dispararam a notícia do dia hoje, que abre espaço para várias outras, como a disputa política no setor, com a sucessão de presidentes nas quatro federações que deve ocorrer neste ano.

Eles contam que o presidente da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, vai deixar o comando da seguradora no início de setembro. Para seu lugar será nomeado Fabio Luchetti, hoje vice-presidente executivo da companhia. Sua saída estava prevista no acordo de acionistas, assinado em 2009, quando foi feita a associação com o banco Itaú. Também estava previsto que Luchetti poderia ser o indicado.

A nota informa ainda que Garfinkel vai permanecer na presidência do conselho. Segundo a empresa, ele vai “continuar contribuindo no dia a dia da companhia”. O substituto de Luchetti não está definido. Um dos cotados é o filho de Jayme, Bruno Garfinkel, responsável pela área de sinistros. Segundo informou a Porto ao blog Sonho Seguro ,o nome do Bruno surgiu de pura especulação do mercado. “Não há nada em andamento nesse sentido. O mandato do Fábio, inclusive, pode ser prorrogado por mais três anos, após os três anos iniciais”, informa.

Durante sua administração, Garfinkel transformou a Porto na maior seguradora de carros do Brasil. Foi ele quem costurou a associação com o Itaú, em agosto de 2009. Ele é considerado um dos homens mais riscos do mundo e neste ano integrou pela quarta vez o ranking da revista Forbes com fortuna avaliada em US$ 1,8 bilhão.

A família Garfinkel comprou a Porto em 1972 e no mesmo ano Jayme entrou na empresa, como assistente da diretoria. Em 1978, com o falecimento de seu pai, Abrahão, assumiu, ao lado de sua mãe, Rosa, o comando da seguradora. Em novembro de 2004, a Porto abriu o capital na BM&FBovespa, operação que movimentou R$ 440 milhões.

Unimed Seguradora muda estratégia

Interessante esta notícia. Por que será?

A Unimed respondeu. “Estamos iniciando estudos para atuar em Seguros de Danos, que terá a figura jurídica – com os devidos ajustes – da empresa que Susep acaba de aprovar. Por isso, suspendemos o processo de transferência da carteira de previdência para a nova empresa, mantendo nossas atividades de Previdência Privada na Unimed Seguradora”, informou Sueli Gomes, informou a área de comunicação da Seguros Unimed.

Comunicado Oficial

Cancelamento da Transferência de Carteira

Comunicamos aos participantes e ao mercado que, devido à nova estratégia da Companhia, fica cancelada a cessão e transferência da carteira e direitos, assunção de obrigações administrada pela Unimed Seguradora S/A para a administração da Unimed Previdência Privada S/A, CNPJ n.º 12.973.906/0001-7, aprovada em Carta nº118/2012 SUSEP/SEGER, com comunicado publicado nos jornais Diário Oficial da União, Seção 3, página 188, e Valor Econômico, página E2, no dia 25/05/2012.

São Paulo, 11 de junho de 2012.

Rafael Moliterno Neto

Diretor-Presidente

Geneva Association: sai Patrick Liedtke e entra John Fitzpatrick

John H. Fitzpatrick , 55 anos, é o novo secretário-geral e diretor administrativo da Geneva Association. Ele substitui Patrick M. Liedtke, que estava no posto desde janeiro de 2001, deixando o cargo para seguir outros desafios profissionais e acadêmicos.

Segundo nota da associação, que reúne CEOs de empresas do mercado de seguros mundial, Fitzpatrick passou toda a sua carreira em seguros e serviços financeiros. Atuou como diretor financeiro de duas corporações de capital aberto, a americana Kemper e a suíca Swiss Re, onde atuou no comando da area de vida e saúde. Fitzpatrick também é membro não executivo do Conselho de Administração da American International Group, Inc. (AIG).

Segundo o presidente Geneva Association, Nikolaus von Bomhard, também CEO da Munich Re, Fitzpatrick traz uma riqueza de conhecimento e experiência para a associação. “Sua formação em gestão de seguros, gestão financeira e liderança será extremamente valiosa para a próxima fase de desenvolvimento da associação, que visa o investimento em pesquisas e divulgação da indústria de seguros.

John H. Fitzpatrick comentou em nota que está feliz com o novo desafio junto a associação. “Nossa indústria tem um papel vital na economia e na sociedade, pois apoia os governos e a sociedade para enfrentar os desafios de hoje e do futuro, principalmente no que diz respeito ao riscos da longevidade e mudanças climáticas”.

CNseg lança segunda edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga

Os mais ousados, motivados pela inovação que hoje está casada com a sustentabilidade, podem inscrever seus projetos na segunda edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, lançado na última terça-feira pela Cnseg. “É uma forma de fortalecer nossa cultura de gerenciamento do risco e influenciar no comportamento de nossos colaboradores, parceiros de negócios e da sociedade em geral”, diz a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

O objetivo da premiação é estimular o desenvolvimento do setor e o aprimoramento das relações com o consumidor a partir da adoção de ideias inovadoras referentes a produtos e comunicação, além de apoiar as iniciativas que vão delinear o perfil do mercado segurador no futuro. As inscrições, abertas a partir desta sexta-feira, poderão ser feitas até cinco de agosto pelo endereço eletrônico www.premioseguro2012.com.br.

Solange destacou que o setor de seguros tem tudo a ver com a sustentabilidade. Para ela, as práticas de excelência do mercado podem contribuir para um mundo sustentável e, em consequência, mais seguro. Nesta edição do prêmio, além da tématica sustantabilidade, outra novidade será a concessão de prêmios em três categorias- no ano passado fora só uma, a de Inovação. Nesta edição, poderão ser inscritos cases nas categorias Produtos e Serviços, Comunicação e Processos. Como cada categoria premiará os três melhores cases, ao todo serão nove projetos coroados. Os responsáveis pelos cases vencedores (1º, 2º e 3º lugares) receberão troféus e prêmios em dinheiro nos valores de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil.

RECICLAGEM. Na palestra feita a convite da CNseg na solenidade de lançamento do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, o professor Daniel Castro, autor do livro ‘Reciclagem e Sustentabilidade na Indústria Automobilística’, procurou mostrar como iniciativas englobando montadoras são estratégicas para uma exploração mais racional dos recursos naturais, chamando a atenção para o modelo japonês.

Lá, a reciclagem de carros, além de beneficiar outras cadeias produtivas, com a oferta de diversos insumos obtidos a partir de sucatas, chegou ao ponto de ter itens exportados, agregando valor à atividade, hoje já chamada de “mina urbana”, em virtude da gama de produtos valorosos, como aço, zinco, cobre, metais, plásticos, vidro, borracha, tecidos, entre outros.

Ele deixa claro que o Brasil deveria ter um modelo de reciclagem de carros semelhante ao japonês- há um projeto piloto em via ser testado em Minas Gerais-, o que serviria não só para melhorar o valor dos carros vendidos como sucata, hoje na faixa de 2,53% do preço do mercado, como também para combater a indústria de desmanche, que provoca perdas bilionárias no setor de seguros.

Com informações do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)