Uma fonte me contou hoje que a Generali deverá anunciar nos próximos dias o retorno ao seguro saúde. Ela irá alugar a rede da Gama Saúde (Grupo Tempo). O líder do projeto, Valter Hime, já está montando as equipes da nova operação que deverá ter o seu QG em São Paulo. Será? Vamos checar!
Itaú ressalta importância da proteção em nova campanha
Enquanto filósofos debatem o ser e ter, as seguradoras abusam do “ter” para “ser”em rentáveis. Depois do sucesso da campanha da Bradesco Seguros “melhor ter”, a Itaú surge com “Você é importante demais para não ter”
Segue release da Itaú Seguros
Sob o mote “Você é importante demais para não ter”, o Itaú lança sua nova campanha de marketing para seguro de vida. Assinada pela DM9DDB, a campanha é parte de um grande trabalho que vem sendo feito pela seguradora com o objetivo de mudar a visão das pessoas sobre seguros e conscientizá-las sobre a importância da proteção.
Uma família real, com pai, mãe e três filhos, protagoniza a campanha, o que dá veracidade às cenas mostradas, que remetem ao dia a dia e a registros de momentos importantes da família. No ano passado, os protagonistas da campanha também eram pai e filha na vida real. Toda a comunicação é permeada por tons emocionais, dando sequência a um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Itaú nos dois últimos anos. A mensagem da campanha é dirigida especialmente aos pais, que se preocupam em proporcionar o melhor a seus filhos e, nesse sentido, precisam também preparar o futuro caso não estejam mais presentes.
Enquanto o filme mostra cenas do cotidiano da família, o narrador fala: “Eles chegam tão frágeis e indefesos que nos partem o coração. E nós os aquecemos, alimentamos, entregamos nosso amor e nossa liberdade para que eles um dia sigam seu caminho. Damos tudo sem querer nada em troca. E nada na vida terá sido mais recompensador. Seguro de vida Itaú: você é importante demais para não ter”.
“Às vezes nos empenhamos tanto em proteger nossa família que acabamos só pensando no agora e deixamos coisas muito importantes de lado. Esta campanha tem a intenção de mostrar às pessoas que o seguro de vida é algo tão indispensável como manter os filhos na escola ou ter um plano de saúde para eles. É um dos principais atos de proteção e amor que os pais podem fazer pelos seus filhos”, afirma Cristiane Magalhães, diretora de Marketing de Negócios do Itaú Unibanco.
A campanha será composta por filmes para cinema e TV, canais abertos e fechados, mídia impressa, on-line, spot de rádio e merchandising nas agências.
Agenda: 3ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria
Segue programa do evento, copiado do site da CNseg
3ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria
11 e 12 de setembro de 2012,
Hotel Sheraton WTC, São Paulo
1º Dia – Terça
8h30 – Credenciamento e café
9h – Abertura do Evento
Jorge Hilário Gouvêa Vieira, Presidente da CNseg
Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg
– Exibição do filme sobre a evolução das Relações de Consumo nos últimos 22 anos
– Apresentação dos Pontos-Chave
– Apresentação do Jogo Caminhoneiro Estou Seguro (filme)
9h30 Palestra: CDC – 21 anos depois: atualidade ou atualização?
Ricardo Morishita Wada, Professor de Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor na graduação da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas/RJ
10h15 Palestra: Ética, Consumo e Sustentabilidade
Moderador: Pedro Bulcão, Presidente do Conselho de Ética da CNseg
Palestrante:
Hélio Mattar, Presidente da AKATU
11h Intervalo para café
11h30 Painel 1 – Nós na Rede e Microsseguro
Moderador: Eugênio Liberatori Velasques, Presidente da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares da CNseg
Painelista: Daniel Domeneghetti, Diretor da DOM Strategy Partners
12h30 Almoço
14h Talk Show – Consumidor Consciente
(Votação Eletrônica)
Moderador: Caco Barcellos, Jornalista, repórter de televisão e escritor
Participantes: Marco Antônio da Silva Barros, Presidente da Federação Nacional de Capitalização – FenaCap
Marcio Serôa de A. Coriolano, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar – Fenasaúde
André Longo, Diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS
Getúlio Souza Rego, Secretário Geral da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP
15h30 Palestra: Marketing de Relacionamento
Palestrante: Martha Gabriel, Escritora, palestrante internacional, consultora e professora de MBA
16h30 Intervalo para café
17h Painel 2 – Evolução das Relações de Consumo no Mercado Segurador
Moderador:Antônio Penteado Mendonça, Advogado de Seguros e Relações de Consumo
Painelistas: Marco Antonio Rossi, Presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – FenaPrevi
Jayme Garfinkel, Presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais – FenSeg
– Lançamento do Guia de Boas Práticas do Seguro de Garantia Estendida e Assinatura do Termo de Adesão
18h30 Coquetel
2º Dia – Quarta
9h Abertura dos trabalhos
Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg
– Exibição do filme sobre a evolução das Relações de Consumo nos últimos 22 anos
– Apresentação do Guia de Acesso às Ouvidorias do Mercado Segurador
9h15 Talk Show – Ouvidoria na Estratégia das Empresas
Moderadora: Ângela Crespo, Jornalista Especializada em Defesa do Consumidor e Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas – IPEM de São Paulo
Palestrantes:Paulo Arthur Lencioni Góes, Diretor Executivo do PROCON
Silas Rivelle Junior, Ouvidor da Seguros Unimed
10h45 Intervalo para café
11h15 Palestra: A evolução das Ouvidorias e as Perspectivas para o Consumidor do Futuro
Moderador: Mario de Almeida Rossi, Presidente Comissão de Ouvidoria da CNseg
Palestrante: Roberto Meir, Publisher & CEO do Grupo Padrão, Revista Consumidor Moderno e Revista CM NOVAREJO
12h10 Palestra: O Papel do Corretor de Seguros no Ambiente Digital
Palestrante: Armando Virgílio Jr. , Presidente da Fenacor
Debatedor: Renato Campos Martins Filho, Diretor Executivo da Escola Nacional de Seguros
12h30 Almoço
14h Painel 3 – Construindo o Futuro em parceria
Moderador: Edson Vismona, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Ouvidores – ABO
Painelistas: Juliana Pereira da Silva, Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça
Luiz Antônio Rizzatto Nunes, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo
15h30 Painel 4 – A visão dos Órgãos Reguladores
Moderador: Luiz Celso Dias Lopes, Presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg
Painelistas: Marco Antonio Zanellato, Ministério Público de São Paulo, Stael Riani, Ouvidora da ANS, Gabriel Costa, Coordenador do Setor de Atendimento ao Público da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP
16h30 Intervalo para café
17h Painel 5 – Os Novos Consumidores
Palestrante: Ricardo Amorim, Economista, apresentador do Programa Manhattan Connection da GloboNews, Presidente da Ricam Consultoria e Colunista da Revista Isto É
18h Encerramento
Solange Beatriz Palheiro Mendes, Diretora Executiva da CNseg
SulAmérica abre edital para captação de novos parceiros para projetos sociais
A SulAmérica divulgará, no próximo dia 3 de setembro, o edital para captação de novos parceiros para atuarem em projetos sociais com a companhia. As iniciativas devem englobar ações sociais que atendam as comunidades do Jardim Panorama , Real Parque, Jaguaré, Americana, Aricanduva, Bandeirantes, Santana e Campos Elísios, locais próximos aos endereços das unidades da seguradora, e Jardim Irene II, Grajaú, Lajeado, Jardim Ângela, Jaguaré, Paraisópolis, Jardim Olinda, Vergueirinho, Vitotoma, Santo Eduardo e Haia do Carrão, comunidades atendidas pelo projeto Praças da Paz SulAmérica.
A SulAmérica avaliará as propostas com capacidade de apoio financeiro até o limite de R$ 300 mil. Podem participar da avaliação as organizações não governamentais ou da sociedade civil sem fins lucrativos e organizações formalmente estabelecidas há pelo menos cinco anos. Todos os projetos deverão estar devidamente registrados na Lei do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, no Município de São Paulo.
Serão priorizados os projetos que demonstrem impacto no longo prazo, que sejam concebidos em alianças ou redes com outras organizações do território, que promovam a participação ativa dos jovens e que apresentem descrição das ações planejadas, garantindo a continuidade do projeto após o término do apoio da SulAmérica.
“A SulAmérica acredita na força da iniciativa privada como um importante agente provedor e transformador da sociedade. Como empresa comprometida com o desenvolvimento sustentável, além de gerar empregos e recolher impostos, também contribui para o desenvolvimento do País, estimulando e apoiando projetos voltados para a educação, saúde e meio ambiente”, explica a executiva.
Fitch vai monitorar efeito da atuação da Segurobrás sobre o setor
A recente aprovação pelo presidente da República, Dilma Rousseff, da criação da Agência Brasileira de Gestão de Fundos e Garantias SA (ABGF), apelidada pelo mercado de Segurobrás, pode representar riscos para o setor de seguros, afirma relatório da Fitch divulgado hoje. Segundo a análise, caso a nova seguradora venha a conduzir a distorções na concorrência de preços e práticas de subscrição em determinados segmentos. “Embora o governo tenha anunciado que ABGF vai atuar apenas sobre os riscos e segmentos onde há pouca ou nenhuma capacidade, vai levar algum tempo para se ter mais clareza no escopo da AGBF. Estaremos acompanhado de perto a evolução desse risco e as suas potenciais conseqüências nas empresas e no setor”, afirma o estudo.
A análise do setor de seguros divulgada pela Fitch abrange o primeiro semestre de 2012. Para a agecia, apesar da retração da atividade econômica, os prêmios de seguros e contribuições para previdência cresceram mais rápido do que as expectativas. De acordo com dados publicados pela Susep, os prêmios de seguros e contribuições (excluindo os prêmios de seguros de saúde) totalizou R$ 74,1 bilhões, com avanço de 21%.
Segundo o estudo, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo produto líder de seguro de vida no país, Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL, um fundo de previdência privada para os indivíduos que normalmente é comparado com o americano 401k. Os prêmios de VGBL cresceram 38,1%, refletindo a demanda alta para este produto que representa cerca de um terço de todos os prêmios e contribuições. A Fitch acredita que o crescimento permanecerá sólido, dado os programas de estímulo do governo e da recuperação esperada no crescimento econômico nos próximos períodos.
Na opinião da agência de classificação de risco, o forte crescimento é explicado por uma série de fatores. Em primeiro lugar, apesar da rápida expansão observada nos últimos anos, a penetração de produtos de seguros e previdência ainda continua muito baixa no Brasil (cerca de 3,5% do PIB em 2011). Baixa penetração, combinada com indicadores macroeconômicos relativamente estáveis, bem como taxas baixa de desemprego estimulam a demanda por produtos de longo prazo no país.
Segundo a Fitch, em um ambiente de taxas de juros em queda e, conseqüentemente, diminuição dos rendimentos financeiros nos últimos trimestres, as companhias de seguros passaram a priorizar a subscrição técnica, deixando de lado a concorrência por preço, abrindo caminho para o crescimento saudável. Para a Fitch, os índices de sinistralidade foram mantidos no primeiro semestre, com algumas exceções. O segmento de automóveis foi um dos que registrou aumento nas taxas de sinistralidade, para 67,3% (65,9% e 63,9%, em 2011 e 2010, respectivamente). O aumento é explicado pela maior freqüência de roubos e alta da inflação para peças do veículo.
Outros segmentos em rápida expansão foram os que beneficiaram de incentivos governamentais e as mudanças nos padrões de consumo individuais, tais como: riscos especiais, principalmente os relacionados com a indústria do petróleo (39,2%); vida individual (32,4%); rural riscos (32%); capitalização; e riscos residenciais (31%), que é um segmento que está altamente correlacionada com as tendências de empréstimos hipotecários e, portanto, que se beneficiou do programa do governo de estímulo econômico.
O segmento de seguros de automóveis também retomou o crescimento, com expansão de 12,4% no comparativo anual (6,5% em 2011). Este resultado, principalmente, gerado pelo aumento de preços, compensou as vendas de carros, que evoluiram num ritmo menor. .Segundo a Fitch, é importante notar que o segmento de seguros de automóveis é bastante saturado e, portanto, é altamente correlacionado com as vendas de veículos novos no país. “O incentivo fiscal do IPI, introduzido pelo governo em maio de 2012 e prorrogado até novembro de 2012, deverá afetar positivamente as vendas de veículos e deve beneficiar o segmento de seguro de automóvel.
Um dos segmentos que registrou uma surpresa queda nos prêmios em comparação com o ano passado foi o de garantia, onde os prêmios caíram 8,4% no comparativo anual. O desempenho decepcionante pode ser culpa do excesso de capacidade, derrubando as taxas, e atrasos em projetos importantes. “Tendo em conta que este segmento é altamente correlacionada com os projetos de investimento público de infra-estrutura, a segunda metade do ano deve ver um crescimento muito mais rápido dado o programa de investimentos anunciado recentemente pelo governo em projetos de infra-estrutura de R$ 133 bilhões e com a eliminação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 7,38% para as apólices de garantia.
Perspectiva da Fitch para o setor de seguros permanece estável. A agência acredita que os fundamentos do setor de crédito são suportados pelo potencial sólida para o crescimento, a rentabilidade razoável, a capitalização suficiente, e o ambiente regulatório prudente garantem a constituição de reserva adequada e alocação de investimentos relativamente conservador. Por outro lado, embora a Fitch acredita que a tendência de alta nos índices de perda em determinados segmentos vai ser contida através de preços mais eficazes e mais foco no controle de custos, a tendência positiva precisa ser monitorada, especialmente considerando a queda observada e esperada na receita financeira.
O ambiente de taxa de juros mais baixa deve continuar a induzir a busca mais intensa por eficiência de custos. Além disso, esse cenário de taxas baixas também pode levar à Susep a autorizar que as empresas de seguros possam investir em uma ampla gama de títulos, abrindo o caminho para ganhar rendimentos mais elevados. No geral, a Fitch espera uma ligeira queda, mas não significativa, na rentabilidade do setor, que tem se caracterizado por um retorno médio de 3% sobre os ativos (ROA) nos últimos três anos (2,7% em 2011).
Sustentabilidade: da teoria à prática, prometem líderes
Pelos discursos realizados no período da manhã do seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, promovido pela CNseg e que acontece hoje no Rio de Janeiro, teremos muitas notícias, fatos em si, para divulgar daqui para frente sobre o tema sustentabilidade. Não apenas informações e compromissos. Pelo visto, o setor deixa a teoria para implementar medidas práticas que vão além de tudo o que já foi feito até agora. Temos muitas histórias já para contar, mas ainda é muito pouco diante do papel fundamental que o setor pode exercer para termos um mundo melhor.
Jorge Hilário, presidente da CNseg:Prevenção e gerenciamento de riscos estão no DNA de nossas empresas. É dever das seguradoras incorporar, cada vez mais, o importante papel de indutor de boas práticas junto a clientes, fornecedores e parceiros. Não somente na oferta de soluções de seguro para cobertura de riscos ambientais e sociais, mas também na inclusão de novos segmentos da sociedade pela oferta de produtos adaptados a essas realidades. Não é só plantar árvores. Temos que considerar práticas e temos de unir forças para tornar o setor um indutor do crescimento sustentável do Brasil. Hoje também assinaremos um termo aditivo ao Protocolo do Seguro Verde, um convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente, em 2009, que estabelece regras rígidas para a contratação de seguros por empresas que tenham práticas socioambientais inadequadas. Entre os principais pontos estabelecidos pelo documento, destaco o compromisso das empresas em oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente. Outra questão importante é o nosso compromisso adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais. Ressalto ainda que devem ser considerados, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis. A Susep, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo estão selando conosco o compromisso para o cumprimento destas metas. Mais uma vez, a união de forças produz algo de extremo valor para a nossa sociedade e o desenvolvimento socioeconômico do país.
Jayme Garfinkel, presidente da FenSeg e presidente do conselho de administração da Porto Seguro: Eu tenho uma visão fatalista das coisas. Parece até que não dá mais tempo. A preocupação com sustentabilidade é inevitável. Se não fizermos nada, em dois anos a situação pode ficar irreversível. Ou seja, temos de correr. Na FenSeg, temos pensado nesse assunto e nas formas de induzirmos nossos fornecedores e clientes a adotarem attitudes sustentáveis. Temos mantido contato com oficinas e desmanches, por exemplo, para levantar os riscos e o que podemos fazer para contribuir. Um dos pontos, por exemplo, foi identificar o descarte incorreto pelos desmanches, como jogar oleo dos carros recuperados no esgoto. As seguradoras estão preocupadas em agir de forma ativa para corrigir essas ações.
Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde e presidente da Bradesco Seguros: Numa alusão a frase de Garfinkel, enfatizo que correr é muito positivo para a saúde das pessoas e também das empresas que atuam em medicina complementar. Por isso, corram mesmo. Esse seminário é muito mais do que oportuno. Em saúde, temos grandes desafios. Me arrisco a dizer que temos três dimensões: ambiente, coleta dos resíduos hospitalares e longevidade. Todas elas nos instigam a buscar soluções para um crescimento sustentável do setor e consequentemente do país. Ao ajudar a reduzir a poluição, os seres humanos, considerados uma esponja, tenderão a ter mais saúde a assim poderá haver um alívio a pressão de custos, com a redução do uso dos serviços medicos e hospitalares. Meu desejo é que todas essas questões sejam discutidas e que consigamos ter contribuições relevantes durante os debates que acontecerão ao longo do dia.
Solange Beatriz, diretora da CNseg: A realização deste seminário visa refletirmos sobre as ações que as seguradoras podem tomar, bem como reestruturar processos arraigados com vista a implementar os princípios da sustentabilidade. Muitos tem em mente que a sustentabildiade é um tema caro, mas ele realmente precisa ser prioritário. Vamos dar um passo para dar efetividade do Protocolo do Seguro Verde, de 2009. A sociedade está mais exigente com a postura das empresas, o que faz desse um bom momento par ao nosso setor, que tem o papel de lidar com gerenciamento de risco.
Luiz Tavares, presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e executivo da Bradesco Seguros: Fico feliz de estar aqui e ver um auditório tão cheio. Lembro que o Protocolo do Seguro Verde surgiu durante um almoço realizado no Sindicato com o Carlos Minc, então ministro do Meio Ambiente, em 2009. Me alegra ter participado disso e da implementação de várias medidas. Já demos um passo, mas ainda temos muitas ações para implementar, muitos processos para mudar, muitos clientes e fornecedores para apoiarmos na geração de atitudes que vão fazer grande diferença na vida de todos.
Osvaldo do Nascimento, vice presidente da Fenaprevi e diretor do Itaú seguros: A regulação da previdência complemtnar comecou em 1977. Em 1993, 20 anos depois, o setor tinha apenas R$ 3 bilhões em reservas técnicas. Somente depois de uma ação mais focada, com regulação que trouxe transparência e produtos modernos, o setor conseguiu crescer e hoje temos mais de R$ 300 bilhões em ativos administrado. Ou seja, uma regulação mais focada na sustentabilidade surte efeito no longo prazo. Por isso acredito que sempre é hora de agir e adotar medidas que visem aprimorar o nosso sistema, mesmo que o reflexo seja percebido somente no longo prazo.
Hoje é o dia da Amazônia
Para comemorar o Dia da Amazonia, vou compartilhar aqui uma entrevista muito interessante que li no site Sustentabilidade Allianz. Vale a pena a leitura. O professor e pesquisador brasileiro Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás (UFG), comentou um artigo publicado na edição da Science, que mede o impacto da perda de habitat nas espécies nativas. O bom é saber que ainda há tempo para reverter esse quadro. “Temos tempo para agi, mas não podemos esperar mais”, diz Rangel.
Segue o texto publicado pela Allianz, escrito por Carolina Pasquali. A newsletter pode ser acessada no linl http://sustentabilidade.allianz.com.br/?2006%2Fuma-janela-para-salvar-varias-especies-da-extincao
Como o “débito de extinção” foi calculado na Amazônia?
É importante frisar que o desaparecimento de espécies de um determinado lugar não ocorre imediatamente após esse lugar sofrer um impacto. Ao total de espécies já condenada ao desaparecimento por impactos do passado, dá-se o nome de débito de extinção, que na Amazônia foi calculado para centenas de regiões com 2.500 quilômetros quadrados (50 km x 50 km).
Para cada uma dessas regiões, foram usados dados de distribuição de espécies de aves, mamíferos e anfíbios para contabilizar quantas espécies naturalmente ocorriam naquela região antes de haver qualquer impacto. Depois, subtraiu-se a área da região que já foi desmatada (desde 1970 até 2010) e que, estima-se, será desmatada até 2030, 2040 e 2050. Em função dessa perda de floresta por desmatamento é possível estimar quanto do total de espécies naturais de cada região se perderia. A diferença entre o número de espécies que atualmente existe e o número de espécies esperado em função da proporção de floresta intacta é o débito de extinção.
Você propõe um “calote” no débito de extinção. Como isso se daria?
Existem diversas maneiras de evitar com que este débito (ou dívida) seja efetivamente pago, ou seja, que as espécies eventualmente venham a desaparecer da região em função de desmatamento já ocorrido. Por exemplo, pode-se investir em regeneração da floresta em áreas com débito de extinção mais grave. Regeneração da floresta costuma apresentar resultados em algumas décadas, mas por vezes é o suficiente para evitar que algumas espécies realmente desapareçam da região. Além disso, pode-se investir em medidas que favoreçam a recuperação da biota de uma área por efeito de resgate. Por exemplo, a recuperação de áreas degradadas é muito mais dinâmica se houver corredores que as liguem a áreas preservadas. Daí a importância de pensarmos não em unidades de conservação isoladas, mas em redes de unidades de conservação que se complementem.
O ritmo de devastação na Amazônia tem caído nos últimos anos. Independentemente disso, o débito de extinção acontece? Como freá-lo?
Se nenhuma nova árvore for derrubada na Amazônia, mas nada mais além disso for feito, o débito de extinção acumulado desde a década de 70 será eventualmente pago. Ou seja, espécies vão acabar desaparecendo de parte da área que anteriormente ocupavam. Para evitar que o débito continue acumulando, é preciso seguir diminuindo o ritmo de desmatamento na Amazônia. Além disso, é preciso que haja um melhor planejamento/zoneamento da Amazônia para evitar que regiões com maior biodiversidade estejam vulneráveis à expansão da fronteira agrícola. Preservar uma região de alta biodiversidade é evitar que o débito de extinção siga em ritmo galopante.
Como a sua pesquisa pode contribuir para a preservação da Amazônia?
A indicação de regiões onde há maior risco de perda de espécies, em função de desmatamento que já aconteceu ou é iminente, serve de indicador para a tomada de decisão sobre políticas de estratégia de conservação. Quanto mais informação houver, e quanto mais bem delineada for a estratégia de conservação, mais bem alocados serão os escassos recursos para preservação que dispomos para a Amazônia.
Como o desmatamento na Amazônia é “recente”, em quais casos já ultrapassamos o tempo do débito de extinção?
Até agora há muito poucos relatos de espécies que desapareceram de regiões onde anteriormente estavam presentes (extinção local). Como você bem disse, o desmatamento na Amazônia é muito recente e, portanto, esse débito ainda não começou a ser pago. A cada nova extinção local, esse débito vai sendo pago. A cada nova árvore no chão, esse débito vai aumentando. A cada nova árvore plantada, cada hectare regenerado, esse débito vai diminuindo.
Ainda estamos em tempo de reverter o quadro – ou de dar “calote”?
Difícil dizer. Em algumas áreas já ocorreram algumas extinções. Existe uma grande falta de informação a respeito de extinções, pois em geral a confirmação demanda estudo de muito longo prazo. Entretanto, o quadro geral é otimista para boa parte da Amazônia, pois ainda seria possível dar o calote na maior parte da dívida, na maior parte da Amazônia. Eventualmente parte da dívida terá de ser paga. Mais importante é evitar que ela continue aumentando…
Bom momento para fazer um “cumpra-se” do Protocolo Verde, diz Minc
Bom momento para fazer um “cumpra-se”. Fazer uma lei ser conhecida e cumprida é mais complexo do que criar a lei. Simples assim Carlos Minc (foto), secretário do estado do meio ambiente do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente, definiu o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, que acontece hoje no Rio de Janeiro.
Minc se refere a assinatura do Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009. Novas Acões serão incluídas no acordo, alem de uma nova promessa de colocar em prática o que ainda não avançou nesses três anos. “Eu vejo o setor de seguros um grande aliado. Quando um setor trabalhar com a prevenção, sendo a sua lucratividade derivada da não ocorrência de acidentes”, disse.
Mencionando a dificuldade do governo em ter fiscais para se fazer cumprir as leis, Minc afirma que vê nas seguradoras um grande time de fiscais. “Afinal, seus engenheiros vão fiscalizar as empresas antes de aceitar um risco e isso gera benefícios para todos. Na visita, recomendações são feitas por aqueles que querem ter um seguro”, citou.
Com a assinatura do termo aditivo, o Protocolo do Seguro Verde se adapta aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PRI), desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, assinado pelas seguradoras mundiais em junho de 2012. “Tenho certeza de que o setor de seguros vai estimular as empresas a trilharem um caminho de sustentabilidade ao serem beneficiadas por programas de seguros com clausulas e preços mais acessíveis. E aqueles que não aderirem a essas praticas ficaram sem ter o beneficio que uma apólice de seguro traz para a sobrevivência da empresa diante de imprevistos”.
Estão presentes cerca de 300 executivos de seguros, que se reunirão durante a tarde para discutir ações que serão implementadas no dia a dia das companhias. O secretario tranquilizou os executivos do setor que se sentem frustrados com parte das ações assinadas no Pacto Verde ainda não terem sido implementadas. “Não fiquem. Essas coisas demoram. Tirar o chumbo da gasolina, por exemplo, demorou sete anos. Três anos, já com parte das iniciativas cumpridas, é um bom balanço”, afirmou.
Filho de umm executivo que se dedicou 40 anos para a indústria de seguros, Minc foi orientado pelo pai a olhar o setor como um aliado na luta pela sustentabilidade. “Vislumbrei importante aliança. Um setor que não polui e vive de gerenciar riscos. E sei que estou certo. O setor tem ajudado e cumprindo agora mais termos do acordo, bem como do PSI, trará grande colaboração ao crescimento sustentável do Brasil”. Minc terminou o seu discurso com “saudações ecológicas a todos os presentes.
Sustentabilidade: evento reúne 300 executivos no Rio
Começa agora o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, promovido pela CNseg, confederação das seguradoras. No evento, a Cnseg, o Ministério do Meio Ambiente; a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Rio de Janeiro e Espírito Santo assinam o Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009.
O evento conta com a presença de cerca de 300 profissionais e executivos do setor de seguros e representantes do governo. Já estão na sala VIP o Secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc (foto), o presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre e Luiz Tavares Pereira Filho, presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES, entre outros.
Pelo Termo Aditivo, as sociedades seguradoras, operadoras de saúde suplementar, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização se comprometem a considerar os impactos e os custos socioambientais e de governança na gestão de seus ativos e nas análises de risco, com base nas políticas internas de cada instituição.
Entre outras decisões, as seguradoras pretendem discutir a requisição, por parte do proponente, das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente na análise de propostas de seguros referentes à cobertura de instalações e equipamentos potencialmente causadores de significativa degradação ambiental;
· Considerar, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis;
· Oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente;
· Adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais;
· Orientar o consumidor de seus produtos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo consciente.
Com este documento, o Protocolo do Seguro Verde se adequa aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e firma a importância de o setor segurador apresentar à sociedade brasileira os esforços feitos para a implementação de políticas socioambientais indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.
Para Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg, a principal atividade comercial do mercado de seguros é compreender, gerir e assumir risco. “Por meio da prevenção e redução de risco, o setor ajuda a proteger a sociedade, estimula a inovação e apoia o desenvolvimento econômico. Estas são as contribuições-chave para uma sociedade que funciona bem e de forma sustentável”.
Corretores não podem ter vínculos com seguradoras, diz titular da Susep
Com o objetivo de garantir maior autonomia aos corretores de seguros em relação às seguradoras, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) constituiu grupo de trabalho para revisar, atualizar e consolidar os normativos que regulamentam a atividade de corretagem de seguros. Segundo o superintendente da autarquia, Luciano Portal Santanna (foto), é preciso reforçar a independência dos corretores, dando-lhes maior capacidade de atuação no mercado.”O corretor de seguros é fundamental para o mercado de seguros. Costumo dizer que não há como imaginar este ramo de negócios sem o corretor. Temos de tomar medidas que garantam a independência e autonomia deste profissional, apresentando meios que o ajudem neste sentido”, explicou Santanna.
O superintendente lembrou que o corretor de seguros não pode ter vínculo empregatício com qualquer companhia seguradora.”O corretor deve ter a liberdade de apresentar ao consumidor um portfólio de produtos e empresas que estejam adequados às necessidades daquele cliente. Deve, ainda, alertar o consumidor das características existentes em cada produto. Por isso, a Lei veda o vínculo com as empresas.”
O grupo será composto pelos servidores da Susep, Gustavo Adolfo Araújo Caldas e Jorge Ferreira Guimarães, pelo procurador federal junto ao órgão regulador, Irapuã Gonçalves de Lima Beltrão, e pelos representantes do mercado, Orlando Filipe de Gouveia, tesoureiro do Sincor-SP, Gumercindo Rocha Filho, Ricardo Albino Pansera, Robert Bittar, Henrique Jorge Duarte Brandão, Luiz Alberto Pomarole, Jairo de Lacerda e Armando Luiz Francisco Portosserra.



