Grupo Argo decide abrir uma resseguradora admitida

A Argo Group International Holdings, subscritora internacional de produtos de seguros especiais e resseguros, decidiu abrir no Brasi uma resseguradora admitida para garantir os contratos da seguradora do grupo. Apenas o sinal verde foi dado pela matriz e agora o CEO local, Pedro Purm, começará a estrturar toda a documentação necessária junto a Susep para obter a autorização do órgão regulador.

Drault Ernanny deixa a vice-presidência da AGCS

Uma grande novidade para os participantes do evento foi a saída do vice-presidente executivo Drault Ernanny da AGCS, subsidiária de riscos de empresas e resseguro da Allianz. Muitas especulações sobre o destino de Ernanny. Está a procura de uma colocação? Saiu para começar uma star-up? Ir para alguma companhia que tem o BTG entre os acionistas? Ou sua saída sinaliza algo sobre o anúncio que a Allianz fará na próxima semana? Bradesco Auto RE? Itaú? Vamos aguardar ele mesmo dar notícias.

Segundo colegas de trabalho, ele ainda não anunciou qual o seu novo desafio. Mas todos concordam que ele deve ter sido convidado a peso de ouro para deixar a AGCS, que vislumbra um grande potencial de crescimento no Brasil e faz parte do maior grupo segurador da Europa e que elegeu o Brasil como um dos principais focos de crescimento dentro das operações internacionais. A AGCS iniciou operações neste ano, com sede no Rio de Janeiro. O executivo passou um longo período sendo treinado na matriz da Allianz, na Alemanha. Um investimento e tanto, que agora vai estimular concorrentes. Isso que é um mercado competitivo!

Bastidores do 2o. Encontro de Resseguro

Papo de coffee-break durante o 2o. Encontro de Resseguro que acontece dias 3 e 4 no Rio de Janeiro. O evento conta com aproximadamente 350 executivos e praticamente todos os principais porta-vozes do mercado estão no hotel Sofitel para debater temas relevantes da indústria de seguros, como proteção para catástrofes e para o agronegócio, que representa 22% do PIB brasileiro e tem sofrido perdas por mudanças climáticas e dificuldades por falta de infraestrutura e incentivos.

Vai e vem

Uma grande novidade para os participantes do evento foi a saída do vice-presidente executivo Drault Ernanny da AGCS, subsidiária de riscos de empresas e resseguro da Allianz. Muitas especulações sobre o destino de Ernanny. Está a procura de uma colocação? Saiu para começar uma star-up? Ir para alguma companhia que tem o BTG entre os acionistas? Ou sua saída sinaliza algo sobre o anúncio que a Allianz fará na próxima semana? Bradesco Auto RE? Itaú? Vamos aguardar ele mesmo dar notícias.

Segundo colegas de trabalho, ele ainda não anunciou qual o seu novo desafio. Mas todos concordam que ele deve ter sido convidado a peso de ouro para deixar a AGCS, que vislumbra um grande potencial de crescimento no Brasil e faz parte do maior grupo segurador da Europa e que elegeu o Brasil como um dos principais focos de crescimento dentro das operações internacionais. A AGCS iniciou operações neste ano, com sede no Rio de Janeiro. O executivo passou um longo período sendo treinado na matriz da Allianz, na Alemanha. Um investimento e tanto, que agora vai estimular concorrentes. Isso que é um mercado competitivo!

HDI Gerling prepara abertura de seguradora de grandes riscos

Guillermo Leon deixou o comando da resseguradora AIG para ser o CEO da seguradora de grandes riscos que o grupo alemão HDI está organizando no Brasil. Em seu lugar, assume Marcos Frigise, que já atuava na AIG Re. Gullermo esteve à frente da seguradora AIG quando ainda chamava Chartis e era o CEO quando o nome voltou para AIG. Também estava no comando quando a seguradora AIG iniciou o processo de massificação, entrando no segmento de venda de seguro de carro. Foi sustituído por Jaime Calvo, que hoje tem uma grande meta para a AIG no Brasil, um dos dois países escolhidos pelo mundo para acelerar o crescimento grupo. O outro país é nada mais do que a China. Mais notícias ao longo do dia.

Leon está há 30 dias no novo projeto. “Ainda vamos entrar com o pedido de abertura de seguradora na Susep e enquanto isso vamos sondando o mercado para contratar a equipe e consolidar o plano de negócios”, disse. Eis um grande desafio: contratar equipe. Há muita demanda por profissionais especializados locais. “Vamos formar pessoas, mas no começo precisamos de pessoas que já conheçam o setor”, diz.

A HDI Gerling, que já tem a resseguradora do grupo no país, a Hannover, chega para disputar o mercado de riscos industriais, no qual é especializada, riscos de engenharia, marine, responsabilidade civil, petróleo entre outros. A previsão é de investimento de US$ 25 milhões num primeiro momento para a abertura da empresa, que deverá consumir todo o ano. Em 2014, no entanto, o grupo começa a disputar contratos das Olimpíadas e da infraestrutura, “pois o Brasil vai muito além desses dois mundiais”, diz Leon.

Perdas corriqueiras de R$ 20 milhões

Segundo executivos de resseguradoras presentes no evento, há um movimento intenso no departamento de sinistros das seguradoras e resseguradoras. Enquanto todos imaginavam que as vendas seriam o frenesi de 2011 e 2012, a regulação de indenizações é que tomou vulto dentro das companhias. De acordo com executivos, o maior volume de pedido de indenizações vem do setor de construção de hidrelétricas, estádios e obras que envolvem a infraestrutura da Copa 2014.

A carteira de cobertura para tumultos e riscos de engenharia são as mais afetadas. Geralmente esses sinistros levam em média dois anos para serem regulados, o que afetará o resultado das companhias no médio prazo. A saída, que tem apontado uma tendência, principalmente para as seguradoras que começaram operação recentemente, é atuar em riscos massificados, uma vez que os prêmios de grandes riscos no Brasil estão representando a metade das taxas cobradas em Londres, enquanto o risco de catástrofe, que poderia equilibrar o preço, praticamente não existe na cotação de programas no Brasil. A realidade, segundo eles, é esperar para ver como fica.

FOTO: Revista Veja – Tumulto em Jirau em março de 2011. 45 ônibus e 15 carros queimados

Argo abrirá resseguradora admitida no Brasil

A Argo Group International Holdings, subscritora internacional de produtos de seguros especiais e resseguros, decidiu abrir no Brasi uma resseguradora admitida para garantir os contratos da seguradora do grupo. Apenas o sinal verde foi dado pela matriz e agora o CEO local, Pedro Purm, começará a estrturar toda a documentação necessária junto a Susep para obter a autorização do órgão regulador.

Corretora Colleman mudará de nome

A corretora Colemont já começou a divulgar o novo nome: THB. A troca oficial será divulgada no seminário da ABGR, em outubro. A Colemont pertence ao grupo americano AmWins, que se fundiu com a corretora britânica THB, no início de 2012. A THB possuía operações em Cingapura, Taiwan, Peru, Colômbia e Holanda e optou por adotar o nome da THB porque em Londres esta é a marca mais forte. Em 2013, a corretora assumirá a marca THB para todas as suas operações internacionais, exceto para a matriz, que manterá o nome do grupo.

Torus Insurance também chega ao Brasil para atuar em grandes riscos

A seguradora Torus Insurance também está de olho no mercado brasileiro e deverá montar uma operação de seguros, com atuação voltada para grandes riscos, contam executivos durante o coffee break. O grupo inglês já tem um escritório de representação no Brasil como Torus Specialty Insurance Company, atuando como resseguradora admitida, desde 2010, e está sondando especialistas para contratar para a seguradora. “Independentemente se o mercado local está muito competitivo, com taxas muito abaixo das praticadas no mercado londrino, todos querem estar aqui. E cada qual com a sua razão”, comenta um segurador europeu.

É preciso pensar na formalização dos contratos de resseguro, diz advogado

Construir uma nova posição para a formalização dos contratos. Essa foi a proposta da palestra do advogado João Marcelo Máximo dos Santos, da Demarest & Almeida, proferida hoje, no primeiro dia do 2o. Encontro de Resseguros, que termina amanhã no Rio de Janeiro.

A formalização do contrato de resseguro determina que as partes adotem um certo procedimento. Essa foi a intenção do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ao seguir a legislação do mercado de seguros para criar a Resolução do CNSP 168/2007, que traçou a linha mestra da abertura do setor de resseguros.

No entanto, há ainda, cinco anos mais tarde, muitos ruídos entre os executivos do setor. Uma delas é o que significa o termo “ser desconsiderada”, tratado na resolução, que diz respeito ao prazo em que a formalização deve acontecer. Segundo a norma, o contrato tem de estar assinado em até 270 dias. Se não estiver, não será válido. No entanto, se houver documento que comprove o “aceito do ressegurador”, mesmo que nao tenha sido assinado, isso valerá como um risco coberto. “Desconsiderar não é anular. O contrato continua válido, se era válido antes”, explica João Marcelo. O aceite é entendido pela Susep apenas como uma transfencia de risco. Então é preciso formalizar o contrato para apresentar ao fiscal da Susep.

Quando a nossa norma segregou formalização e aceite, talvez estivesse se referindo a um mercado que não tinha norma. “Hoje não é mais assim e por isso aceitamos a regra de que o contrato tenha de ser formalizado em até 270 dias”, diz.

Segundo ele, o contrato estará formalizado quando puder demonstrar por documentos que a realização de uma proposta por parte da cedente, a aceitação da oferta por parte do ressegurador, as condições em que o risco foi transferido. Já a definição dos documentos necessários dependerá da estrutura de colocação do risco. A responsabilidade, no entanto, pode estar configurada com um slip (papel informal com as condições de aceitação do risco) enviado pela seguradora para o ressegurador, com um carimbo de aceite. Isso já é suficiente”, garante o advogado.

Para concluir sua apresentação, o advogado frisou que se tornou objeto de controvérsia a interpretação da regra brasileira que exige a formalização do contrato, diferenciando essa formalização da prova do contrato. Tanto pela redação da regra como pelo fato de que o mercado brasileiro foi aberto justamente no momento em que a formalização e a maior clareza dos contratos se afirmavam como uma nova característica do mercado de resseguros mundial.

Não havendo uma forma específica para a formalização, o contrato será válido desde que preencha os requisitos de validade do negócio jurídico( agente capaz, objeto licito, forma prescrita ou não defesa em lei) e a sua formalização será feita por quaisquer documentos, como o contrato automático com uma troca de correspondências, o slip carimbado em sua forma final, o slip carimbado, o envio da nota de cobertura ajustando as participações dos diferentes resseguradores e outros, desde que se tenha documentos evidenciando a aceitação do risco e elementos do contrato.

Quem sofre mais com as inundações no Brasil?

Quem sofre mais com as inundações no Brasil, governo, população ou seguradoras? Até que ponto é importante investir em mitigar riscos em países em desenvolvimento e em regiões com pouca importância econômica? Essa questão foi o ponto alto da palestra Catástrofes Climáticas no Mundo, proferida por Alfredo Gomez, vice-presidente da Swiss Re, mediada por Leonardo Paixão, presidente do IRB Brasil Re, com debate a cargo de Rodrigo Botti, diretor de riscos da Terra Brasis, durante o 2º Encontro Internacional de Resseguro, que acontece no Rio de Janeiro.

As catástrofes naturais e os desastres causados pelo homem em 2012 causaram perdas econômicas de US$ 186 bilhões, com a perda de aproximadamente 14 mil vidas. Os eventos climáticos de grande escala nos EUA levaram o total de perdas seguradas do ano à marca de US$ 77 bilhões, que caracteriza o terceiro mais oneroso ano já registrado para o setor de seguros. Esse valor ainda é consideravelmente menor do que o valor de 2011, quando terremotos e inundações recorde na região da Ásia-Pacífico causaram perdas seguradas históricas, acima de US$ 126 bilhões, as maiores já registradas. “70% da Tailândia foi afetada com inundações em 2011. Já em 2012 houve uma mudança nas regiões afetadas, com 80% das perdas geradas por eventos ocorridos nos EUA”, frisou o especialista.

Na América Latina e no Caribe, catástrofes naturais e desastres causados pelo homem atingiram perdas de US$ 4 bilhões. O custo para o seguro foi de US$ 900 milhões. Os furacões também atingiram o Caribe, mas as perdas seguráveis foram menos significativas. A pergunta que se faz é quem realmente paga por estas perdas? Entre 1970 e 2012, a maior perda aconteceu em 2005, com o furacão Katrina, que atingiu os Estados Unidos. O verão mais quente nos Estados Unidos trouxe perdas enormes também para o setor agrícola, bem como para o Brasil. O número de catástrofes continua a aumentar. “O mercado está preparado para prevê-las e propor modelos?”, pergunta Gomez.

Um exercício de simulação apresentado no estudo Sigma mostra como uma elevação do nível do mar de 0,25 metro até 20502 praticamente dobrará a probabilidade de ocorrência de perdas por inundações extremas. Para o mercado, isso significa que um sinistro indenizável no valor de US$ 20 bilhões, hoje com ocorrência prevista para uma vez a cada 250 anos, passaria a ter ocorrência prevista para uma vez a cada 140 anos.

Rodrigo Botti, da Terra Brasis resseguradora, falou sobre as catástrofes que aconteceram em 2011 e 2012. Ele questiona se há realmente maior atenção aos “cold spots” ou foi algo passageiros? Gomez afirma que não basta acessar apenas os riscos que estão claros, mas o mais importante é olhar para perdas econômicas com as quais ninguém se importa, mas que são significativas. “No processo de transferir uma quantidade maior de riscos temos que investir em tecnologia para mitigar estes riscos”, diz.

Segundo levantamento da Terra Brasis, a exposição brasileira a inundações é diferente do resto do mundo. Enquanto as inundações representam 70% das indenizações pagas, em países europeus elas significam cerca de 30%. “Isso mostra que os modelos existentes precisam ser adaptados ao Brasil. Como vamos conseguir atrair e desenvolver tecnologia e modelos de riscos de inundação brasileira é o grande desafio”, argumentou Botti.

A questão é como trazer tecnologia e o primeiro passo é conhecer a fundo o risco e descobrir as possibilidades de cobertura para os impactos econômicos. Uma colaboração importante foi a parceria fechada pela CNSeg com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência e Tecnologia, para prover dados estatísticos sobre a incidência de chuvas para o setor de seguros. Isso tem despertado o apetite das resseguradoras e seguradoras pelos riscos das chuvas.

Para finalizar, os participantes do painel concluíram que há uma grande mudança no mundo e a indústria de seguros terá de se adaptar as conseqüências financeiras desses eventos. Na semana passada, por exemplo, duas horas causaram três polegadas de chuvas nas Ilhas Mauricio, na costa da África, inundando a capital. Onze pessoas morreram e milhares desapareceram. Ainda não se sabe a perda, mas sabemos que as perdas são mais freqüentes do que no passado. E neste caso, investidores japoneses apresentaram pedidos volumosos por investimentos na região, conta Gomez.

A conclusão é de que parcerias entre a iniciativa privada e governos seriam vitais para investigar proativamente e mitigar os impactos potenciais de tal mudança. Será que existe capacidade sufuciente de seguro e resseguro para suportar tal aumento na tendência de aumento observada? Quem paga a conta? Os governos tem de fornecer suporte financeiro. Mas eles estão preparados? Será que o Brasil deve se importar com o que acontece no resto do mundo?

A resposta de Gomez é: Devem se importar sim, pois a capacidade de resseguro que está sendo usada aqui é a mesma que paga o sinistro no resto do mundo. Então é preciso estar atento.

Um bate papo sobre seguro garantia

Kelly Lubiato, do Rio de Janeiro

Revista Apólice

No 2º Encontro Internacional de Resseguro, que acontece hoje (03/04) no Rio de Janeiro, José Américo Peón de Sá apresentou o painel que contou com a palestra de Rogério Vergara, diretor executivo do Grupo BB Mapfre, sobre legislação e clausulado no seguro garantia.

Ele fez um “passeio” sobre todas as legislações, começando em 1982, falando sobre a circular 8, que era ‘excelente’. “Toda evolução do seguro garantia foi feita pelo IRB, até o momento da abertura do resseguro, porque este setor precisa ser operado por empresas especializadas: ele não é para amadores”, brincou Vergara.

O mercado de seguros nasceu em 1965 e, até 1995, os prêmios não passavam de R$ 5 milhões. Isso começou a mudar quandoo Brasil assinouo acordo de Basileia. “Não é a lei que determina se o mercado cresce ou não. É um conjunto de fatores que fazem o mercado atender a demanda que é criada”.

Sobre a criação de uma seguradora estatal, Vergara acredita que se ela cumprir o que está escrito, para cobrir a capacidade que o mercado não pode suportar, a atuação dela será positiva. “O mercado brasileiro terá uma resseguradora estatal para suportar as grandes obras públicas”.

O mercado brasileiro de seguro garantia é muito jovem, praticamente um adolescente. “Ele vai errar porque isso faz parte da vida”, analisa Vergara. O volume de sinistros está em R$ 600 milhões para R$ 800 milhões em prêmios.

Quatro portas abrem o mercado de seguro garantia para novos entrantes: a primeira porta se abre diminuindo as taxas e deixando o produto mais barato; a segunda porta se abre ao oferecer uma comissão maior ao corretor; a terceira, ao diminuir o tempo e flexibilizar a subscrição do risco, principalmente, deixando de ler contratos, mas corre-se um risco grande; e a não exigência de contra-garantia no contrato, ou seja, um contrato sem fiador é a quarta porta.

Em 2013 foram editadas várias circulares que vão trazer para as operadoras de seguro garantia uma carga de investimento em colaboradores para analisar todos os pontos exigidos, a menos que elas desenvolvam algum sistema. “Ou seja, o mercado ainda fará sugestão de melhorias, para as novas circulares trazerem uma evolução para o setor”, finalizou o executivo.

Todos em prol do Rio de Janeiro como Centro Internacional do Resseguro para a AL

A abertura do 2. Encontro de Resseguros teve uma solenidade inusitada. Em vez do tradicional Hino Nacional, os mais de 400 executivos que lotavam um dos auditórios do hotel Sofitel, no Rio de Janeiro, assistiram um vídeo produzido pelos patrocinadores do evento, CNseg, Abecor-Re e Fenaber, em comemoração aos 74 anos do IRB Brasil Re, comemorado no dia 3 de abril.

O vídeo conta a trajetória do ressegurador, ressaltando a importância do IRB para a criação da indústria nacional de seguros. Leonardo Paixão, presidente do IRB, agradeceu o reconhecimento do mercado. “Não podemos negar que o IRB ajudou muito na formação dos executivos do setor. O presidente da Fenaber, da Abecor e da CNseg foram presidentes do instituto. E isso é muito gratificante”, disse Paixão.

Jorge Hilário, presidente da CNseg, recebeu das mãos de Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Federação Nacional das Empresas Privadas de Saúde (Fenasaúde), uma placa comemorativa pela sua contribuição durante seu mandato de três anos, que termina neste mês de abril. Ele será substituído por Marco Antonio Rossi, presidente do grupo Bradesco Seguros e que nos últimos três anos esteve à frente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Marcio Coriolano disse ser “uma honra entregar a placa a uma pessoa cuja biografia se confunde com a história do setor.” Vieira agradeceu e, sempre elouquente e bem humorado, agradeceu e disse ter sido muito gratificante estar a frente de uma confederação tão relevante dentro da economia do Brasil.

Luciano Portal, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), desejou a todos um evento produtivo, que contribua com idéias e projetos que visem fortalecer ainda mais o Brasil dentro da economia global. Segundo Portal, a meta da autarquia é atuar de forma transparente em termos de normas, dando preferência a ações que visem fomentar o mercado de seguros, como microsseguro, contratação de seguro à distância e seguro popular.

Julio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, informou a todos estar aberto a sugestões que visem ajudar o Estado a ser o Centro de Resseguros da America Latina. “Quando começamos o governo, Sérgio Cabral logo identificou o potencial do setor de seguros para o desenvolvimento do Estado. É um setor regulado, está se abrindo e o Brasil precisa exatamente disso. De um setor que dê proteção a riscos involuntários, com uma a agência reguladora forte que saiba conviver com o setor privado de forma eficiente.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, afirmou que o Rio de Janeiro é cada vez mais um ator importante dentro desse setor. “Muitos duvidavam da abertura do resseguro durante os “road show” que fazíamos junto com o as empresas no exterior. E hoje temos um setor privado robusto, com muitas empresas atuando. Um setor que avança e se moderniza. Nos empolga muito a criação do centro internacional de resseguro no Rio de Janeiro. Temos algumas pendências, como a isenção do ISS no resseguro, mas estamos em busca de soluções, pois realmente que tem um simbolismo importante para o Rio de Janeiro criar todas as condições para de que esse projeto se concretize, uma vez que vai criar empregos e traze riquezas para o Estado”, finalizou Paes.

BB Seguridade pode captar R$ 12,5 bi e estreia na bolsa dia 25 deste mês

O Valor Online informa que a BB Seguridade anunciou hoje que venderá até 675 milhões de ações na sua oferta pública inicial na bolsa. De acordo com o aviso ao mercado divulgado nesta quarta-feira, o lote inicial da operação será de 500 milhões de papéis e poderá ser acrescido de 75 milhões de ações com a colocação do lote suplementar e de 100 milhões com o lote adicional. O preço por ação indicado é de R$ 15 a R$ 18. Considerando a colocação de todos os lotes e o teto do preço indicado por ativo, a oferta da BB Seguridade poderá movimentar até R$ 12,15 bilhões.

Com a publicação do aviso ao mercado, começam as apresentações para potenciais investidores e o procedimento de formação de preço junto aos investidores (bookbuilding). No dia 10 de abril começa o período de reserva para investidores da oferta de varejo, que termina em 22 de abril. O fim do bookbuilding, com a precificação das ações, acontecerá em 23 de abril. As ações da BB Seguridade serão negociadas na BM&FBovespa a partir do dia 25 e a liquidação ocorrerá no dia 29

Capitalização cresce 19,1% no primeiro bimestre

Release

De acordo com os números divulgados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), o segmento de capitalização registrou um faturamento acumulado de R$ 2,842 bilhões nos meses de janeiro e fevereiro de 2013. O número representa um crescimento de 19,1% na receita em relação ao mesmo período do ano passado. O volume das reservas técnicas – valores totais aplicados e que garantem a devolução dos recursos dos clientes dos títulos de capitalização – ultrapassou os R$ 22,979 bilhões, 14,9% a mais do que em 2012.

“O bom desempenho do ano anterior vem se repetindo nesse início de 2013. A tendência é de que os resultados sejam ainda mais expressivos, com o lançamento de produtos cada vez mais ajustados às necessidades do consumidor”, analisa Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.

Os números revelam ainda que, no período, foram distribuídos R$ 149 milhões em prêmios para clientes sorteados em todo país, e R$ 1,844 bilhão foram devolvidos na forma de resgates finais e antecipados de títulos de capitalização.

Seguro viagem foi o destaque do mês com alta de 276,27%, impulsionado pelas férias no inicio do ano e aumento do trânsito de consumidores

Release

O mercado de seguros de pessoas, que engloba vários produtos, dentre eles, o seguro prestamista, o seguro educacional e os seguros de vida individual e em grupo, fechou o primeiro mês do ano com 2,1 bilhões em prêmios emitidos, um crescimento de 11,66%, na comparação com janeiro de 2012, segundo a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade representante de 74 empresas que comercializam produtos de vida e previdência.

O seguro de vida (individual e em grupo) foi o carro-chefe da indústria com a emissão de R$ 1,082 bilhão em prêmios, volume 10,17% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior. Neste segmento o seguro em grupo, contratado por empresas, respondeu por R$ 1 bilhão da receita.

De acordo com levantamento da federação, no mês de janeiro, foram pagos aos segurados cerca de R$ 495,6 milhões em indenizações, 12,83% a mais do valor registrado no mesmo mês do ano anterior (R$ 439,3 milhões).

O seguro viagem, que cobre acidentes, extravio ou perda de bagagens, despesas hospitalares e médicas de viajantes, em deslocamentos no Brasil e no exterior, foi o destaque no período. A modalidade registrou um crescimento de 276,27% e movimentou R$ 10,4 milhões em prêmios, no mês de janeiro, enquanto que no mesmo mês, em 2012, a modalidade registrou R$ 2,7 milhões. O desempenho desse segmento é reflexo do maior número de viagens em janeiro, tradicional período de férias.

O segundo produto de maior crescimento relativo foi o seguro funeral que movimentou R$ 18,6 milhões, alta de 66,14%, em relação a janeiro de 2012, quando foram registrados R$ 11,2 milhões em prêmios. O seguro funeral prevê cobertura, em caso de falecimento, das despesas ocorridas com o sepultamento do segurado.

De acordo com o balanço da FenaPrevi, o prestamista, proteção financeira comercializada pelas seguradoras, principalmente, em parceria com redes de varejo, foi outro produto com desempenho positivo em janeiro. A modalidade somou R$ 457,2 milhões, 21,18% superior aos R$ 377,3 milhões registrados em 2012.

Ranking das seguradoras por prêmio em janeiro de 2013 – R$ 2,1 bilhões

Zurich Santander Brasil Seg. e Prev. (23,61%)

Grupo Bradesco (16,51%)

Grupo BB/Mapfre (13,19%)

Grupo Itaú (10,44%)

Cardif do Brasil Vida e Prev. (4,13%)

Grupo Caixa (3,83%)

Grupo HSBC (3,33%)

Metropolitan Life Seguros e Previdência (2,94%)

Icatu Seguros (2,57%)

Grupo Zurich (1,88%)

*As demais seguradoras representaram 17,57%dos prêmios de seguros. Foram considerados, para este ranking, as respectivas holdings.