A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, lança a segunda edição do game Gênio da Bola no Facebook, um quiz com perguntas sobre as Copas do Mundo da FIFA™. Ao visitar o aplicativo (http://apps.facebook.com/geniodabolaliberty), o internauta é convidado a responder cinco questões e desafiar outro jogador. Conforme responder corretamente às perguntas, acumula pontos. A competição vai até 19 de abril e os vencedores serão divulgados em 22 de abril.
O primeiro colocado será premiado com seis ingressos para a final da Copa das Confederações, o segundo ganhará cinco ingressos para a semifinal e o terceiro lugar quatro ingressos também para semifinal, com passagem, hospedagem, city tour e alimentação pagos pela Liberty. Além disso, o game premiará 97 vencedores com ingressos aleatórios para a assistir aos jogos da Copa das Confederações. A competição, que será realizada entre os dias 15 e 30 de junho, com jogos em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, terá a participação das seleções do Brasil, Espanha (atual campeã mundial), Japão, México, Uruguai, Taiti, Itália e Nigéria.
A Ecoassist Serviços Sustentáveis (www.ecoassist.com.br ) ampliou seu portfólio de serviços, e passa a oferecer a coleta e descarte ecológico de entulho gerado por pequenas obras. O serviço vai fortalecer ainda mais a sua parceria com seguradoras como Allianz Seguros, ACE Seguros e Itaú Seguros Auto e Residência, que passam a oferecer o serviço aos seus segurados, sem qualquer custo adicional nas apólices de seguros Residencial, Empresa, Vida e Condomínio. Este serviço é ideal para segurados que realizam pequenas obras como, por exemplo, reforma do banheiro, troca de pisos ou azulejos, entre outras.
Os clientes destas seguradoras já desfrutam dos serviços de coleta e descarte sustentáveis de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, também sem custo adicional.
“Numa lista de vários problemas que um morador enfrenta para manutenção da casa ou apartamento, a coleta e destinação de entulho é um dos que geram mais dificuldades: localização das caçambas nas ruas, alto custo, burocracia e, principalmente, o fato de o entulho não ser reciclado e, portanto, não atender à regra básica de sustentabilidade, que é reutilizar/reciclar”, detalha o sócio diretor da Ecoassist, José Augusto Garutti.
A empresa buscou inovação aliada à praticidade, para que o segurado tenha a efetiva percepção dos benefícios. O trabalho é limpo, prático, descomplicado, e traz maior comodidade ao segurado. Todo o resíduo é reciclado e reaproveitado na construção civil, dando uma destinação ecologicamente correta ao entulho. Além do entulho, a coleta abrange madeira e restos de obra, itens que geralmente a caçamba não coleta. Ideal para pequenas reformas. O entulho é retirado dentro da residência ou nas dependências do condomínio ou empresa. O resíduo deve estar armazenados em sacos, que será coletado dentro da residência/empresa ou condomínio do segurado, com agendamento, dispensando a contratação de caçambas. Cada apólice tem direito a duas solicitações por vigência.
A Argo, companhia de seguros especiais e resseguros atuante no mercado de danos e responsabilidade, conta em sua linha com o Protector Engenheiros – modalidade de seguro RC com tecnologia inovadora de prevenção, proteção e gestão de riscos profissionais para os profissionais da área de Engenharia. Durante um projeto ou execução, mesmo com todas as medidas preventivas tomadas, erros podem acontecer. Os profissionais de engenharia podem ser diretamente responsabilizados pelos prejuízos decorrentes de erros de cálculo, alteração no projeto, uso de materiais inadequados, entre outros possíveis erros. Nestes casos, o engenheiro deve tomar todas as medidas necessárias para corrigir ou mitigar os possíveis impactos e o Protector arca com todos os custos necessários para isso.
Antes mesmo de ser acionado judicialmente por terceiros, o engenheiro pode recorrer ao Protector e o time de especialistas e orientadores da ferramenta ajudarão o profissional. Todas as despesas de reparação de prejuízos materiais ou danos corporais serão custeados pela modalidade de seguro RC.
O novo produto, exclusivo da Argo no Brasil, é comercializado numa plataforma única e exclusiva da empresa, com sua ativação feita eletronicamente pelo usuário sob orientação do corretor. “O Protector garante o risco de responsabilidade pelos atos profissionais do engenheiro, incluindo as condenações e citações judiciais, acordos, ressarcimentos e gerenciamento de crise na mídia”, afirma Eduardo Pitombeira, Diretor de Linhas Financeiras & Desenvolvimento de Negócios da Argo no Brasil. “Todos os gastos necessários para a defesa, tais como honorários advocatícios, depósitos recursais, contratação de perito, casos de calúnia, injúria e difamação, além de demais despesas suplementares são também custeados diretamente pelo Protector”, explica o diretor.
Por mais absurda que a reclamação possa parecer, um processo judicial aberto por um terceiro contra o engenheiro pode levar anos e até décadas, o que se torna um problema a longo prazo para o profissional, que pode ver sua carreira arruinada profissional e financeiramente. Assim, não se pode negligenciar estas situações – o Protector Engenheiros auxilia o especialista durante todo o processo desde o primeiro momento, quando uma crítica e pedido formal de retratação é realizado.
Outras profissões
Além do Protector Engenheiros, inicialmente o produto também estará disponível para médicos, contabilistas e empresários. Em breve também abrangerá profissionais de outras áreas como advogados, dentistas, executivos e corretores de seguros.
“O mercado de seguros profissionais é praticamente inexplorado no Brasil. Acreditamos que isso se deve a deficiências na oferta e na maneira como o seguro é apresentada ao cliente”, pontua Pitombeira. “O processo de contratação do Protector ocorre on-line em apenas 5 minutos pelo segurado, sem necessidade de papel, e na mesma hora o novo cliente tem disponível um simulador de cotação”. Após a contratação da plataforma, é enviado um kit exclusivo para o segurado, com a caixa protector e o pen-drive de instalação.
Além do treinamento e suporte de vendas para corretores interessados em distribuir o produto, a Argo também fornece todas as ferramentas de prospecção de novos clientes, através do Programa de Apoio ao Corretor Protector. Pelo site da ferramenta os corretores têm acesso a todos os materiais de vendas (email marketing; folder promocional; banner de internet; cinta personalizada) e podem personalizar com sua própria marca, incluindo o logo e o nome e dados para contato.
A RSA Seguros, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia mudanças em sua estrutura de vendas. A ação tem por objetivo melhorar o atendimento aos corretores e clientes, e alinhar a estrutura das filiais da Companhia, que agora passam a contar com lideranças centralizadas.
A reestruturação prevê, a partir de março, a divisão das filiais da RSA Seguros em três superintendências regionais: região São Paulo, região Minas, Centro-Oeste e Sul e região Rio e Nordeste. A região São Paulo será composta pelos escritórios de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, sob a liderança de Emerson Bueno, que volta a São Paulo como Superintendente da região. Anteriormente o executivo era responsável pela região Sul.
Já a região Minas, Centro-Oeste e Sul será formada pelos escritórios de Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia, sob o comando de Eduardo Silvestre, que continua sediado em Belo Horizonte. Anteriormente, Eduardo era responsável apenas por Minas Gerais e Centro-Oeste. A regional Rio e Nordeste, constituída pelos escritórios do Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza, permanece sob a gestão de Renato Martins.
“O principal objetivo destas mudanças é proporcionar maior colaboração e troca de experiências entre os diferentes escritórios de uma mesma região, que agora passam a contar com uma única liderança”, afirma Ariel Couto, diretor Comercial da RSA Seguros.
MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA GERÊNCIA DE RISCO E SEGUROS, DO GRUPO MAPFRE, EDICAO 113
http://www.fundacionmapfre.com.br/Portal/Fundacao/Arquivos/Download/Upload/1061.pdf
Seguro sempre foi importante para a brasileira WEG, um dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos eletro-eletrônicos. Com a previsão de chegar a 2020 com receita líquida de R$ 20 bilhões, proteger o patrimônio dos riscos do dia-a-dia se tornou ainda mais prioritário para a principal empresa do segmento negociada na BM&FBovespa.
Em 2011, o grupo teve uma receita operacional líquida de R$ 5,2 bilhões. Ou seja, um desafio e tanto para cumprir o planejamento conhecido como 20-20, que tem em sua base a consolidação do processo de internacionalização iniciado na década de 70, quando começou a exportar. Aos poucos foi abrindo escritórios comerciais e hoje já conta com doze fábricas no exterior, responsáveis por 12% da produção.
Em 2012, além de aumentar o leque de produtos, a fabricante parte com mais força com foco na abertura de novos mercados e incorporando novas tecnologias, como energia renovável, os “smart grids” (sistemas elétricos do futuro) e a mobilidade energética no transporte coletivo e na indústria naval. Em junho, por exemplo, comprou a paulista Stardur para reforçar sua atuação em tintas industriais.
O grupo nasceu na cidade de Jaraguá do Sul (SC) em 1961 e dez anos depois já estava listado em bolsa de valores. Hoje opera em várias cidades do país e também na Argentina, Áustria, México, Estados Unidos, Portugal, África do Sul, China e Índia e distribui seus produtos em mais de 100 países em cinco continentes. Um dos pilares do grupo para garantir o sucesso de tão ambicioso “business plan” é ter um amplo e global programa de seguros.
“Vamos começar a fazer road show pelo mundo afora para mostrar a indústria de seguros e resseguros mundial quem é o grupo WEG e quais são as nossas prioridades”, avisa Vanderlei Moreira, 45 anos, gerente global de riscos e seguros do grupo desde 2007, ano em que a WEG aderiu ao Novo Mercado da bolsa. Com 25 anos atuando em seguros, formado em ciências atuariais pela PUC-SP, o executivo tem as principais características que um headhunter, acionistas e empresas de seguros procuram: criatividade, flexibilidade, capacidade de reagir a mudanças e se adaptar rapidamente aos mais diferentes cenários.
Além de trabalhar em uma empresa preocupada com a sustentabilidade e especializada em gerenciar riscos de clientes, o gerente global de riscos e seguros ainda conta com o apoio de todos os demais executivos da empresa. “Proteger o patrimônio já conquistado de riscos que possam comprometer de alguma forma o planejamento traçado é prioridade para o corpo diretivo da WEG, bem como para o conselho de administração. Uma das formas de gerar valor ao acionista é ter uma política de relacionamentos de longo prazo com a indústria de seguros”, afirma Vanderlei Moreira.
Conte um pouco sobre a sua trajetória profissional.
Já atuei em todos os segmentos da indústria de seguros. Comecei a minha carreira em seguros em 1987, na Zurich. Foi quando ouvi pela primeira vez a palavra atuário, que se tornou uma rotina na minha vida ao cursar Ciências Atuariais na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Troquei a Zurich para reestruturar a área de transportes do grupo BCN. Ao ser comprado pela Bradesco, tive o convite par integrar o time da corretora Jonhson & Higgins, adquirida pela Marsh, a maior do mundo. Voltei a atuar como segurador, no grupo Arbi Seguros (Santa Cruz Seguradora, Itatiaia Seguradora e Intercontinental Seguradora), adquirido pela Sul América. Depois de ter uma experiência como segurador e corretor, decidi aprender mais sobre resseguro e fui convidado a integrar o time da Munich Re Brasil em 1998, voltei para para o mercado segurador com a oferta da Cigna, que posterior foi adquirida pela Assurant, de onde sai com a proposta da WEG de criar uma área de riscos e seguros.
Como o grupo contratava seguro antes da sua chegada?
Tínhamos um corretor de seguros, a ADD Makler, comprada pela grupo MDS. A decisão foi deixar de operar com um corretor no segmento corporate para ter um departamento de gerenciamento de riscos. Conseguimos formar um banco de dados confiável, com estatísticas que nos ajudam a desenhar produtos sob medida para as necessidades do grupo. O banco de dados também nos ajuda a obter taxas melhores de seguros, uma vez que os riscos são conhecidos e mensurados.
E como foi criar a área?
Relativamente simples. Para o grupo, seguro é uma das formas de garantir o crescimento com consistência. A WEG tem uma administração compartilhada, com comissões e comitês responsáveis pela gestão de riscos em fornecimento e financeiro, implementado em 2008 e 2009. Identificando riscos e produzindo as políticas de gerenciamento de riscos para o Grupo WEG. Feito isso, definimos por meio dos comitês e comissões como será tratado o risco, se vamos absorver, compartilhar ou transferir, seja com seguradoras ou parceiros em projetos ou até com fornecedores.
Todas as unidades do mundo têm de seguir as recomendações?
Sim, em todo o mundo e temos a adesão de todos no gerenciamento de riscos.
A sua área é responsável por todo o programa de seguros do grupo, inclusive das operações no exterior?
Sim. Temos um guarda chuva mundial de proteções que são as apólices Master. As apólices de Responsabilidade Civil Geral (General Liability) Responsabilidade Civil Produtos, D&O, Transporte e Property compõem as apólices do nosso Worldwide Insurance Program (WIP) e as demais são todas definidas localmente, obedecendo as características de cada pais. Nos Estados Unidos, por exemplo, temos de comprar seguro de acidentes de trabalho (workers’ compensation), um item obrigatório. Na Índia, só podemos negociar com uma seguradora local, pois há restrições regulatórias para compra de seguro fora do pais. Na Europa, todas as unidades estão cobertas em uma apólice conhecida como Free Office Service (FOS).
E não tem um corretor para ajudá-lo?
Temos corretores apenas nos países que nos obrigam a ter esta intermediação, como Estados Unidos e Brasil, sendo que no Brasil utilizamos nossa cativa.
Estamos analisando em ter um corretor para as nossas apólices locais que não estão dentro do WIP e que nos ajude nas colocações, bem como as exigências legais e mercado de seguro destes países.
Você tem uma equipe pequena, de apenas quatro pessoas. Como cuidar de tudo?
Trabalhamos muito. Muito mesmo. Estamos estudando aumentar a vigência de nossas apólices mundiais de um para dois anos. Isso nos traz mais tranqüilidade e nos ajuda a reduzir os custos, bem como nos permite focar no gerenciamento de riscos para diminuir o risco WEG. Geralmente comecemos a negociar uma apólice seis meses antes do término de sua vigência e ainda assim temos constatado que para determinados riscos o prazo é muito curto para fechar a negociação. São muitas fábricas e passamos, no Brasil 10 e exterior 12, para efetuar inspeção de risco, e se todas as nossas recomendações para as não conformidades foram cumpridas. Se não, a unidade tem 15 dias para emitir relatório informando o prazo para ficar em conformidade com a política de risco, definida em conjunto pela alta cúpula do Grupo WEG.
Ter o apoio da alta direção foi um facilitador e tanto…
A WEG vende equipamentos para mitigar o risco operacional de seus clientes. Por isso o trabalho começa dentro de casa e todo o corpo diretivo é orientado a investir em gerenciamento de risco.
Qual a sua política de contratação de seguros?
Convidamos seguradoras de primeira linha para participarem de nossas concorrências, considerando a especialidade da cobertura que necessitamos.
Temos um programa mundial de seguros no qual vence a melhor proposta, o que nos torna um cliente diferenciado dentro da indústria de seguros. Protegemos o patrimônio de um dos maiores grupos do mundo no segmento de motores elétricos. Temos riscos inerentes ao negócio. Por isso não temos margem para correr riscos com a escolha de nossos parceiros. Nossas concorrências priorizam propostas técnicas e que visam a parceria no longo prazo.
Não há leilão para obter o melhor preço?
Não, pois a nossa avaliação vai muito além do ponto de vista financeiro. Apenas comunicamos quem venceu, dentro da política de transparência do grupo, que segue rigorosamente os padrões de governança estabelecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nos dias de hoje há uma tendência das instituições financeiras em concederem descontos para clientes que concentram as operações. Isso é benéfico ou atrapalha a sua política de concorrência?
É benéfico, pois nos traz descontos. Caso a seguradora do grupo bancário não seja a melhor no nicho em que procuramos cobertura, vamos agradecer a proposta e procurar a melhor oferta técnica. Isso já aconteceu e temos o apoio do corpo diretivo para tomar essa decisão.
Quem escolhe os ressseguradores do programa mundial?
A seguradora líder. Fazemos questão de manter a relação como um consumidor de seguros, por isso deixamos a seguradora livre para escolher os resseguradores. Claro que estamos atentos as negociações e exigimos companhias de primeira linha.
Como uma das cinco maiores apólices de seguros do Brasil, o grupo WEG faz road show para os seguradores e resseguradores estrangeiros ou participa das reuniões mundiais como Baden Baden ou Montecarlo, encontros típicos para negociação de grandes contratos?
Não. Participamos anualmente apenas de reuniões agendadas durante a principal feira de gerenciamento de riscos do mundo, a RIMS, nos Estados Unidos ou Canadá. Está no nosso planejamento fazer apresentações do grupo para os principais players da indústria mundial a partir deste ano.
Qual seu principal risco?
Quando o assunto é risco, não temos riscos pequenos ou grandes. Analisamos a natureza do risco e não a conseqüência. Um pequeno motor colocado numa geladeira, por exemplo, pode se tornar catastrófico se ele for o causador de um incêndio em um apartamento, com as chamas se alastrando para as outras unidades e ocasionando a perda total do edifício. Por isso, para nós todos os riscos são, observados, analisados e tratados. Todos os equipamentos passam pelo controle de qualidade e 100% de nossos equipamentos são testados antes de chegar ao consumidor final. Ao contrario de muitas indústrias, que testam apenas peças escolhidas aleatoriamente. Na WEG, 100% dos equipamentos são testados por entendermos que risco é risco.
Que tipo de apólices contrata?
Temos várias apólices, entre elas property, risco operacional, responsabilidade civil de produtos, responsabilidade civil geral, seguro garantia, seguro transporte, um programa de afinidades com preços de seguros pessoais diferenciados para funcionários e seus dependentes com desconto na folha de pagamento, além das apólices incluídas no pacote de benefícios dos funcionários, sendo 25 mil funcionários só no Brasil e destes 15 mil estão em Jaraguá do Sul, temos aproximadamente 68.000 vidas entre colaboradores e seus dependentes com planos ou seguro saúde.
Tem algum risco excluído?
Sim. Risco nuclear. Poucas seguradoras operam com essa cobertura no mundo. Nossa meta é registrar o nosso histórico de equipamentos comercializados neste segmento e com base na experiência da carteira apresentar o risco para o setor e ai sim conseguir um contrato com cobertura e preço adequados.
E inundação, já que a matriz do grupo fica em uma região de risco?
Nossas fábricas foram construídas acima do nível de risco de enchentes e por isso sem registro de perdas com esse risco. Nosso desafio foi desenhar a logística para transferir a produção para outra unidade no caso desta ocorrência, pois apesar de não sofrermos perdas, nossos funcionários sofrem e muitos não conseguem chegar ao trabalho porque suas residências ou de seus familiares foram atingidas. E os que conseguem chegar às nossas fábricas, tentam ajudar os que perderam bens em campanhas de arrecadação ou de mutirão de reconstrução.
Recentemente o grupo comprou uma fábrica de tintas. Conseguiu incluir a unidade no programa mundial sem problemas?
Sim, com a mesma taxa de risco praticada para todo o grupo, pois as seguradoras sabem que temos um gerenciamento de risco eficiente e sério.
A WEG tem adquirido muitas empresas. Como faz com as apólices, mantém ou incorpora ao programa mundial?
Analisamos cada caso e as apólices desta unidade adquirida, se a mesma esta dentro de nossos padrões esperamos até o termino de vigência da apólice para incluir a unidade em nossa apólice mundial, o contrário a inclusão é automática. Mesmo nos Estados Unidos, país que têm cultura de seguros, precisamos investir para adequar o programa as exigências determinadas pelo comitê de gerenciamento de riscos. É uma decisão do conselho nivelar todos ao mesmo padrão de proteção.
Qual a principal mudança que precisou fazer para mitigar riscos desde que criou a área de seguros no grupo WEG?
Criar em conjunto com a empresa fabricas que atendam o plano de contingência e incluir no dia a dia de todos os colaboradores a prática de gerenciamento de risco..
Que outras ações importantes o departamento de riscos e seguros tem realizado para manter o patrimônio do grupo protegido?
Estamos sempre atentos aos riscos de abastecimento. O grupo WEG é bem verticalizado. Temos uma unidade responsável por administrar florestas para termos madeira para produzir as caixas de transporte dos equipamentos. Não podemos correr o risco de ficar com a produção parada por problemas com um fornecedor.
E tem seguro da floresta?
Sim, temos. Com a BB Mapfre.
E como é feito o seguro do transporte dos equipamentos? Há máquinas gigantes e caríssimas.
Além de grandes e alto valor agregado, nossos clientes precisam delas funcionando na data combinada. Temos um contrato de seguro transporte desde 2008, liderado pela Liberty, que tem funcionado muito bem, dentro do conceito ganha ganha e não um ganha e outro perde. Isso gera uma confiança grande no relacionamento, essencial em uma carteira tão nervosa como a de transporte.
No caso da exportação, o seguro é por conta da WEG ou do cliente?
O cliente tem a opção de escolher. Pelo volume que negociamos, sempre conseguimos um preço melhor, o que faz com que cerca de 80% dos nossos clientes optem pelo seguro transporte all risks da WEG. Alem do preço, o risco de danos é menor, pois já temos uma equipe de transportadores acostumados com nossas máquinas.
Um brasileiro negociando um programa mundial de seguros. Isso deve ter causado uma surpresa no mercando internacional. Conte um pouco sobre essa experiência.
No começo as pessoas ficavam surpresas. Alguns corretores insistiam em tentar negociar com os executivos locais, mas logo se acostumaram que toda a negociação tinha de ser conduzida com a minha equipe no Brasil. Mas o mais incrível são os comentários de nossos seguradores de que os gringos das seguradoras matrizes agora recebem, e não mais demandam, orientações e desenhos dos programas de seguro. Isto esta sendo muito engraçado, porque diversos seguradores já nos confessaram que agora eles estão dando o troco em sua matriz.
Qual o seu maior desafio profissional a frente da gerencia de risco e de seguros global da WEG?
Apesar da retração na economia brasileira e forte concorrência na indústria de seguros, fato que tem derrubado as taxas de resseguro, o Lloyd’s of London obteve crescimento de 29%, com a receita gerada pelos negócios no Brasil, saltando de US$ 100 milhões em 2007 para US$ 349 milhões em 2012. Desse valor, a maior carteira é a de proteção para riscos patrimoniais, com 35%, seguida por riscos de energia, com 30%, riscos marítimos com 21%, aviação com 9%, responsabilidade civil com 9% e outros com o restante.
No mundo, o mercado de mais de 300 anos divulgou lucro de US$ 4,52 bilhões em 2012. O retorno ao lucro se segue a um prejuízo de US$ 800 milhões em 2011, que foi o ano de maior prejuízo da história devido a catástrofes naturais. O crescimento controlado permitiu a receita bruta de prêmios emitidos chegar a um recorde de alta de US$40,5 bilhões, parte em consequência do aumento médio das taxas de 3%. Os sinistros líquidos incorridos foram de US$16,1 bilhões, abaixo dos US$20,6 bilhões em 2011.O Brasil ainda representa uma pequenina fatia das receitas, mas o interesse pelo país chega a estar em as prioridades do grupo que reune mais de 70 sindicatos, que representam os investidores e empresas atuantes no setor com apetite por subscrever riscos em todo o mundo.
Em 2012, poucos resseguradores instalados no Brasil registraram crescimento, totalizando R$ 5,7 bilhões em prêmios de resseguro, praticamente estável ao volume registrado em 2011, informa Marco Castro, presidente do Lloyd’s Brasil. Isso se explica pela maior entrada de concorrentes no Brasil como resseguradores locais. Mesmo assim, o Lloyd’s Brasil, que representa mais de 70 sindicatos, sendo que apenas oito estão instalados no país, avançou 17% no ano passado, com negócios trazidos, em sua grande maioria, pelos cinco maiores corretores de resseguros cadastrados, conta Castro.
Para comemorar o resultado, o Lloyd’s recriou pela segunda vez a famosa sala de subscrição – “Underwriting Room” existente no Lloyd’s em Londres, com a presença de 15 sindicatos, totalmente interessados em atender em seus respectivos “boxes” clientes, como seguradoras, grandes empresas e corretores, para discussões e apresentações de seus negócios.
Segundo estatísticas calculadas com base em uma metodologia própria, o ressegurador admitido prevê que em 2009 o mercado de resseguro brasileiro movimentou prêmios de resseguros de R$ 4,2 bilhões, sendo 87% pelas ressseguradoras locais e 13% pelos admitidos. Em 2010, as admitidas avançaram para 54% do total de R$ 4,6 bilhões, ficando as locais com 46%.
Diante disso, o governo brasileiro mudou as regras, privilegiando as locais, aquelas que investiram capital para ter uma empresa no Brasil. Com isso, em 2011, dos R$ 5,7 bilhões em prêmios, as locais voltaram a liderar os prêmios, com 57% do total, ficando as admitidas com 43%. Em 2012, os dados apontam para um equilibrio, com locais e admitidos com 50% cada dos R$ 5,7 bilhões arrecadados em resseguro.
Todos os sindicados do Lloyd’s of London são representados no Brasil, mas apenas oito decidiram estar presentes fisicamente para poder prestar um serviço mais personalizado aos clientes que tem riscos no Brasil. Estar fisicamente aqui ajuda a ter uma parcela mais significativa dos negócios, uma vez que há mais facilidade com o idioma, com a subscrição local bem como por agilizar o fluxo da burocracia dos negócios, comenta o executivo em sua apresentação aos convidados que lotavam o local do evento.
De acordo com dados apresentados por Castro, entre 2008 e 2012, o crescimento dos negócios do Brasil que deram entrada no Lloyd’s foi de 138%. Considerando-se os negócios fechados por sindicatos instalados localmente, oito no total, a alta foi de 268% contra 109% dos que não estão no país. Diante disso e também do aumento da demanda por resseguro à medida que são viabilizados os investimentos para os projetos de infraestrutura, a expectativa é de que outros sindicatos decidam por ter uma base localmente, acredita Castro.
”Vários sindicatos tem avaliado a possibilidade de se estabelecer no Brasil. O fato é que para aqueles que tem interesse em desenvolver negócios faz diferença se estabelecer aqui. Os clientes sentem-se mais a vontade em negociar no idioma local, além da facilidade e rapidez nas negociações”. Entre eles, temos o Talbot, Starr e Allied World e Validus, que atualmente controlam as operações de resseguros via Miami, Estados Unidos, ou Londres, mas avaliam estar presentes locamente em um futuro próximo.
“Os países emergentes são prioridade para os resseguradores hoje. Para nós, China e Brasil são os principais mercados, que despertam muito o nosso apetite por riscos que envolvem construções”, disse Diego San Martin, subscritor da Validus presente no boxe da Talbot instalado no salão de negócios montado no hotel Sofitel, no Rio de Janeiro.
Um dos primeiros sindicatos do Lloyd’s a se instalar no Brasil foi o Liberty Syndicates, conhecido em Londres pelo número 4472. Florian Kummer, responsável pelas operações, contou que o grupo negocia contratos automáticos e facultativos de resseguros para toda a América Latina. No início, em 2009, o Brasil representava 70% dos negócios e outros países da região 30%.
Em 2012, essa relação passou para 20% Brasil e outros com 80%. “Isso se deve a queda de taxas no Brasil, que chegaram ao fundo do poço diante da concorrência. Apesar disso, nossos negócios no Brasil continuam crescendo e acredito que a partir de agora, de 2013, começa um novo ciclo pós abertura e as taxas tendem a ter mais estabilidade. Foi um período muito importante para entendermos os riscos brasileiros e assim continuarmos a ter uma carteira rentável”, disse.
O Starr Syndicate, 1919, que começou a subscrever riscos no Lloyd’s em 2006, procura um executivo para cuidar dos negócios localmente no Brasil. “Mas não está fácil. O tempo todo os colegas falam: não vai roubar ninguém de mim”, conta Henry Arima, responsável pela seguradora do grupo Starr, que recebeu autorização da Susep recentemente. “Estamos estruturando a seguradora e aguardando a aprovação de produtos pela Susep”.
A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) tem novo presidente executivo. O economista Gabriel Portella Fagundes Filho, 58, assumiu o cargo hoje, quando seu nome foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia em reunião, realizada nesta tarde, na matriz da empresa no Rio de Janeiro.
Gabriel Portella possui experiência de 39 anos no mercado de seguros, tendo ocupado vários cargos de liderança em empresas do setor e na própria SulAmérica, grupo com o qual mantém um histórico de 29 anos de estreita relação. Na companhia, Portella já esteve à frente das áreas Comercial e de negócios de Saúde, Vida e Previdência, além de ter atuado como vice-presidente executivo da joint-venture da SulAmérica com a seguradora americana Aetna. Nos quatro últimos anos, atuou como vice-presidente da unidade de negócios de Saúde e Odontológico da empresa.
“Para a SulAmérica, a eleição de Gabriel Portella representa a chegada ao principal cargo executivo da companhia de um profissional com profundas raízes no grupo e no setor de seguros, além de grande capacidade profissional, reconhecida por todo o mercado. Tenho convicção de que, sob a liderança de Gabriel Portella e o apoio de toda a equipe da SulAmérica, a companhia irá posicionar-se de modo a acelerar ainda mais seu desempenho”, afirma o presidente do Conselho de Administração, Patrick de Larragoiti Lucas.
Gabriel Portella assume a administração de uma estrutura formada por cerca de 4.700 funcionários, presente em todo o Brasil, e que conta com a parceria de cerca de 30 mil corretores, além de acordos comerciais com diversas instituições financeiras. “A SulAmérica está muito bem posicionada e tem apresentado resultados consistentes todos os anos. Estou confiante e sinto-me preparado para liderar a companhia em um mercado cada vez mais competitivo, contribuindo efetivamente para alcançarmos desempenhos ainda melhores”, comenta Gabriel Portella, novo presidente.
Thomaz Cabral de Menezes, que ocupava o cargo de presidente executivo da companhia há pouco mais de três anos, decidiu deixar o grupo para se dedicar a projetos pessoais.
Uma radiografia do ramo Garantia exibirá, primeiramente, uma carteira musculosa- arrecada R$ 800 milhões por ano- capaz de chamar a atenção do mercado, a ponto de aumentar o número de players nos últimos anos. Mas exames mais sofisticados vão apontar também as primeiras “dores do crescimento” dessa jovem modalidade. A começar da própria receita, estabilizada nos últimos anos, e de um acelerado avanço da sinistralidade. Enquanto a receita segue na casa de R$ 800 milhões, a sinistralidade, considerando-se a média móvel de 12 meses, pulou de R$ 100 milhões (valores de 2002) para R$ 600 milhões em janeiro deste ano.
Mas, em vez de um freio de arrumação, as políticas comerciais tornam-se mais agressivas e até arriscadas numa modalidade que não “é para amadores, já que pequenos deslizes na subscrição e na tarifação podem significar a vida ou morte da seguradora”, adverte o executivo Rogério Vergara, diretor executivo do grupo BB e Mafpre Seguros S/A e um dos autores das três palestras técnicas (“Legislação e clausulado”) sobre o seguro Garantia apresentadas no 2º Encontro de Resseguro, realizado no Rio de Janeiro. Os três painéis sobre o Garantia foram moderados por José Américo Peón de Sá, assessor de Desenvolvimento Relacional da CNseg, que promove o encontro de dois dias (encerra-se nesta quinta-feira) ao lado da Abecor-RE, Fenaber e Escola Nacional de Seguros.
Porém, o apetite por riscos é inequívoco- até porque as seguradoras de Garantia precisam obter fatias crescentes de um bolo que não cresce nos últimos anos, e o mercado recorre à queda da tarifação, a aumentos das comissões e a políticas de subscrição mais flexíveis para emitir mais rapidamente as apólices, ignorando, porém, a plenitude dos riscos assumidos, adverte Vergara. “O seguro garantia é um contrato acessório, porque é oriundo de um contrato principal, que pode ter até 150 páginas em alguns casos e precisa ser examinado com toda a atenção”, afirma ele.
O fato que a dor do crescimento ainda bem suportável, sobretudo porque o mercado de Garantia ainda conta com um colchão importante para amenizar prejuízos. Ou seja, tem a parceria das resseguradoras, também ávidas por captar negócios neste nicho, o que, na hora do sinistro, pulveriza as perdas. “A sinistralidade efetivamente subiu, mas um olhar atento para os sinistros retidos indicará que ela não está concentrada nas seguradoras, mas sim nas resseguradoras”, comenta o executivo Carlos Frederico Ferreira, diretor técnico da Austral Seguros e outro palestrante (“Sinistros Complexos-Garantia”) do encontro.
Isso ocorre porque o mercado do Seguro Garantia é conhecido pela baixa frequência de sinistros, mas alta severidade, exigindo grande participação de resseguradoras. Além disso, os limites de importância segurada do Garantia têm percentuais reduzidos em relação aos valores das licitações públicas para contratação de obras, serviços e compras. Dependendo da modalidade de contrato de Garantia, os limites de coberturas oscilam de 1% a 10%.
Os especialistas, incluindo-se aí Gladimir Poletto (advogado da Poletto Advogados) e Cristina Muelas (consultora do IRB-Brasil Re)- eles participaram do painel “Garantia Judicial”)-, estão convictos de que a demanda de produtos desse ramo ainda vai evoluir significativamente. O próprio Garantia Judicial é um bom exemplo disso. Com demanda crescente no mercado e aceito pelos tribunais de primeira e segunda instâncias, o produto substitui a penhora ou depósito de valores para viabilizar o prosseguimento da ação judicial.
Mas o seguro ainda enfrenta resistências pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dependendo da matéria- cível, tributária ou trabalhista- porque seu entendimento ainda é tradicionalista, assegura Gladimir. Mas uma hora o vento muda, até porque há boa acolhida nos tribunais inferiores e demanda crescente da sociedade, prevê o especialista.
Olhando para o futuro, a perspectiva é promissora para as diversas modalidades reunidas no ramo Garantia. Não só porque há o interesse do governo em aprovar aumentos dos limites de coberturas do Garantia, podendo chegar subir de 10% para 45% nas chamadas obras complexas, aproximando-se, dessa forma, das alíquotas de mercados mais evoluídos, como a Europa, na casa de 30%, e nos Estados Unidos, na faixa de 100% dos valores licitados.
Confirmando-se isso, o mercado vai não só arrecadar mais prêmios, mas assumir crescentes responsabilidades. Não poderá, como por ora, cometer qualquer deslize em termos de preços, comissões e subscrição, certamente.
Armando Vergílio convoca várias instituições a ajudarem a escrever a Lei 3555
Modernizar o arcabouço legal da indústria de seguros para permitir que o setor tenha um peso para o Brasil tão relevante como os bancos nos próximos 10 anos. Com esse argumento, o deputado federal Armando Vergílio dos Santos Júnior convocou várias instituições a ajudarem a escrever a Lei 3555, que revoga o decreto lei 73/66, bem como artigos do Código de Direito do Consumidor e do Código Comercial.
Vergilio afirmou, no 2º Encontro de Resseguro do Rio Janeiro, que a intenção é promulgar uma lei mais ampla, que atenda às necessidades dos consumidores, das seguradoras e do País. “Não adianta produzir um marco regulatório que esteja desajustado com o mercado de resseguro. A Lei Geral de Seguro precisa de uma visão global do setor”, disse, acrescentando que o resseguro é um dos tripés do sucesso da indústria.
Paulo Pereira, presidente da Fenaber (Federação das Resseguradoras) disse a Vergílio que tinha um único pedido a fazer. “Peço que essa Lei diga que ela exclui resseguros, que já é regulado por uma lei própria”.
“O substitutivo que será escrito por mim vai propor inovações importantes tanto no aspecto legal como os que visem inibir a insegurança jurídica na relação do segurado com a seguradora”, concluiu Vergílio. Serão feitas mais duas audiências publicas, nos dias 17 e 24 de abril, às 14 horas, na Câmara dos Deputados, informou ele.
As catástrofes climáticas apresentam alta complexidade e requerem muita base atuarial. De que anda adianta ter a informação e não confeccionar modelos ajustados e compartilhá-los?, questionou René Hernande, professor da FMU/SP, durante a palestra Catástrofes Climáticas no Brasil, proferida no segundo e último dia do 2º Encontro de Resseguro do Rio Janeiro, promovido pela CNseg, Abecor-Re, Fenaber e Escola Nacional de Seguros.
Segundo ele, as catástrofes climáticas tendem a aumentar nos próximos anos. “Temos vários registros no Brasil de tempestades, inundações, variações de temperatura e de alguns tipos de incêndio. E isso tudo tende a aumentar”, comentou. Diante da tendência de maior aumento dos efeitos do fenômeno El Niño, com grande influência no Sul do Brasil, Hernande recomenda que a precificação dos produtos de seguros ocorra com mais atenção e com um acompanhamento atento dos estudos sobre mudanças climáticas, para garantir a rentabilidade ao longo do tempo nas carteiras de seguros afetadas pelas mudanças climáticas.
Segundo Hernande, as catástrofes podem ser comparadas a Aids, para a qual não há remédio e é preciso aprender a lidar e conviver com ela, diante da previsibilidade de que as mudanças climáticas continuarão a aumentar tanto em frequência como em severidade.
O segundo palestrante, Geraldo Luis Lino, diretor do movimento de solidariedade Ibero-Americano, autor do livro “A fraude do aquecimento global”, defendeu a tese de que o clima sempre oscilou e causou perdas. A diferença é que hoje as pessoas se preocupam mais com os prejuízos. “As atividades humanas não influenciam o clima em escala global. A influência humana no clima se limita às cidades e seus entornos e a microclimas”, afirmou.
Para ele, o problema é outro. “Nossa cultura é do medo. Muitas vezes não damos respostas adequadas aos nossos riscos porque desconhecemos. Algumas que já acumularam informações não querem compartilhar com medo da concorrência. Mas temos que afinar nosso diálogo, ter foco e compartilhar as informações para se criar um banco de dados capaz de mitigar riscos inerentes às mudanças climáticas e que afetam toda a sociedade”, disse.
O método científico requer uma correspondência entre hipóteses e evidências físicas observadas. Se ela não ocorrer, a hipótese precisa ser revista ou aguardar novos dados para ser confirmada. Por isso, ele critica firmemente o que chama de “alarmismo climático”.
Como sugestão, Lino lista prioridades que ainda não são tratadas com atenção no País. “O Brasil, um dos cinco maiores do mundo em população, não tem satélite meteorológico próprio. Dependemos do americano e europeu. Não é tão caro assim”, disse. Ele também citou que radares meteorológicos não são usados para Defesa Civil e sim para o fim aeronáutico. “No Rio de Janeiro, por exemplo, se o equipamento tivesse sido usado pela Defesa Civil, as pessoas teriam tido tempo de se preparar ou mitigar os riscos na tempestade da semana passada”. Segundo ele, o alerta da forte chuva só foi dado dez minutos antes.
Lino também informou que, pelos critérios mundiais, o Brasil deveria ter 700 estações meteorológicas- hoje tem menos de 500. “Em vez de nos preocuparmos com isso, estamos gastando tempo discutindo as mudanças do clima em 2050?”, questionou. Para ele, as palavras-chave para aumentar as políticas públicas são melhorar o conhecimento da dinâmica climática, aumento da resiliência das sociedades às mudanças climáticas e doses planetárias de bom senso.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.