Mercado se adapta à Política Nacional de Resíduos Sólidos

matéria extraída do portal da CNseg, confederação das seguradoras (www.cnseg.org.br)

cnseg solidosConsiderar as questões sociais e ambientais nas decisões de aceitação de risco, exigindo dos segurados as correções necessárias para adequação aos princípios da sustentabilidade, ajudará as seguradoras no aprimoramento dos processos de gestão de risco, além de gerar novas oportunidades de inovação nos negócios. Esse foi o consenso durante os debates na parte da manhã do I Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela CNseg, no Rio de Janeiro.

Participantes do evento antes do início dos debates. Da esquerda para a direita: Gustavo Pires, da Eco Assist; Eduardo Menezes, da Bradesco Auto Re; Maria Elena Bidino, superintendente de Relações com o Mercado da CNseg; Marco Antônio P. Ferreira, da Itaú Seguros e FenSeg; Solange Beatriz, diretora executiva da CNseg; Carlos Zoppa, diretor da Terra Brasis Resseguros; Gerson Arruda, engenheiro químico e Jorge Costa Laranjeiro, especialista da Itaú Seguros.

Como lembrou a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz, a partir da entrada em vigor da Lei 12.305, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a preocupação com o tema no mercado segurador deixa de ser facultativa, passando a ser obrigatória, devido à questão da responsabilidade compartilhada. “Diante disso, quais as práticas que podem ser incentivadas?”, questiona. “Todos nós temos comprometimento, responsabilidade e podemos ser cobrados por isso”, disse ainda.

Após exibir números do setor, mostrando sua importância econômica, Solange Beatriz destacou algumas ações da CNseg em prol da sustentabilidade, como a assinatura do Protocolo Verde com o Ministério do Meio Ambiente e a adesão, junto à ONU, aos Princípios de Sustentabilidade em Seguros. Para Renato Campos, diretor da Escola Nacional de Seguros, a preservação do meio ambiente e o mercado de seguros andam de mãos dadas. “Afinal, tudo que acontece ao planeta, de alguma forma impacta a atividade de seguros”, disse na abertura do evento.

A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, aposta no apoio das seguradoras à implementação das inovações da Lei, que foi discutida por 21 anos até ser aprovada em 2010. Ela informou que existem dois acordos de cooperaração firmados com a CNseg e com a Febraban. A sugestão de Mariana é que o mercado segurador use como referência a política sócio-ambiental orientada para os grandes bancos, definida pelo Branco Central, na elaboração de sua própria política.

Marco Antonio Ferreira, subscritor de risco de responsabilidade ambiental do Itaú Unibanco, mediador da palestra “Implicações Jurídicas para empresas de seguros”, disse que as seguradoras precisarão conhecer mais profundamente os impactos da Lei de Resíduos Sólidos para a atividade. “Quem sabe quais são os aterros ou lixões para onde vão os resíduos produto dos capotamentos de cargas perigosas?”, perguntou, instigando palestrantes e público. “As seguradoras podem ser incluídas em ações civis públicas e ambientais, havendo, ainda, os riscos de imagem, que precisam ser gerenciados”, disse Ferreira, que também é coordenador da subcomissão de seguro de Responsabilidade Civil Ambiental da FenSeg. “A Lei, que no artigo 40 fala de seguro e responsabilidade civil ambiental, abre um universo de possibilidades para o setor, tanto em relação a riscos como em relação a oportunidades”, disse ainda.

Os palestrantes do painel, Carlos Zoppa, diretor da Terra Brasis Resseguros; Eduardo Menezes, superintendente da Bradesco Seguros Auto RE; Gerson Arruda, engenheiro químico e Jorge Costa Laranjeiro, especialista da Itaú Seguros, seguiram a mesma linha. Laranjeiro, instigou a plateia com outra pergunta: “Qual a responsabilidade das seguradoras, dos segurados e como preparar nossos técnicos e especialistas para a subscrição correta do risco, levando em conta a co-responsabilidade da Lei?” Ele mostrou situações de acidentes, nos quais a responsabilidade da seguradora acabou por ir muito além do que estava no contrato. “O risco foi assumido depois de todas as inspeções e cumpriu com todas as exigências de seguradoras e resseguradoras. No entanto, a realidade nos mostrou que ainda temos muito para avaliar”, disse. Segundo ele, além do incêndio, danos ambientais com a fumaça e contaminação de solo, o cliente e a seguradora tiveram de arcar com elevados gastos para remover os resíduos sólidos consequentes do incêndio.

Eduardo Menezes enfatizou que é preciso definir claramente o que é salvado. No conceito clássico, é o que sobra de um sinistro e tem valor econômico. No entanto, para tratamento de resíduos sólidos, não é bem assim. O fato de não ter valor econômico não deixa de ter implicações na nova Lei. “A partir de que momento o bem se torna salvado? Temos responsabilidade de participar da regulação, mas a responsabilidade do resíduo é do dono e não da seguradora”, acredita ele, para quem esses detalhes têm de ser conhecidos para que todos possam se preparar para exigir dos parceiros de negócios o comprometimento com o tema.

Zoppa enfatizou que a análise e gerenciamento de risco devem ser ainda mais valorizadas pelas seguradoras, incluindo a responsabilidade compartilhada na avaliação do ciclo do produto. “No relatório de inspeção, já é possível avaliar o cenário e recomendar ao segurado ações que possam mitigar problemas futuros no relacionamento das partes”, concluiu.

ARTIGO – Riscos climáticos e investimentos

Interessante artigo de Fernando Eliezer Figueiredo e Juliana Lopes são, respectivamente, diretores para o Brasil e para América Latina do CDP

Por Fernando Eliezer Figueiredo e Juliana Lopes

Os benefícios para o planeta de ações ambientais conscientes por parte de indivíduos, comunidades e empresas são facilmente compreendidos e disseminados. Porém, uma preocupação cada vez maior atinge investidores de todo o mundo: e para os negócios? Qual o impacto da postura de uma companhia quanto ao capital natural em seu desempenho financeiro? No mundo de hoje é imprescindível que os investidores procurem cada vez mais empresas que reportam suas ações em relação ao meio ambiente. E, claro, que tais ações sejam cada vez mais bem-sucedidas no combate às mudanças climáticas e à escassez de capitais naturais, como água e florestas.

Uma chuva em outro continente pode afetar a produção de uma matéria-prima vital para uma empresa brasileira – e fazer a companhia crescer menos ou até decrescer naquele exercício. Uma seca ou uma inundação em determinado local pode impactar diversos negócios ao redor do globo. Em 2011, por exemplo, a Intel perdeu US$ 1 bilhão em receita e a indústria automotiva japonesa perdeu US$ 450 milhões em lucros, como resultado da interrupção dos negócios causada pelas enchentes que atingiram fornecedores na Tailândia.

Em um mundo com mais de sete bilhões de pessoas e um nível de CO2 que atinge a marca de 400 ppm (partes por milhão) na atmosfera (quando o indicado seria 350 ppm), a mudança climática vai (e precisa) ser cada vez mais incorporada à estratégia de negócio. Tal fenômeno atinge diretamente a economia: estimativas preveem que, até 2030, o PIB mundial pode cair até 3,2%. Um recente relatório do Banco Mundial fala em perdas financeiras de R$ 15 bilhões no Brasil entre 2008 e 2011; perdas estas ligadas a desastres naturais que aconteceram em quatro estados: enchentes em Santa Catarina (2008), pior estação de chuvas em duas décadas em Alagoas e Pernambuco (2010) e inundações e deslizamentos na Região Serrana no Rio de Janeiro (2011).

Hoje, já é fato que companhias mais preocupadas com o meio-ambiente têm desempenhos melhores em bolsas de valores. Informações do relatório Carbon Action 2012, elaborado pelo CDP, ONG que trabalha para prevenir as mudanças climáticas, proteger os recursos naturais e criar prosperidade a longo prazo por meio da alocação eficiente de capital, apontam que as empresas que reportaram investimentos em projetos de energia limpa e redução de carbono tiveram um retorno positivo de investimento (ROI) de 33% ou um retorno total em até três anos.

Por tudo isso, cada vez mais, é fundamental que fundos de pensão, bancos, fundações, seguradoras, gestores de ativos e até o pequeno investidor tenham acesso a informações para analisar o risco climático em uma empresa. Eles não precisam abrir mão de sua rentabilidade para investir em empresas mais saudáveis também do ponto de vista ambiental. Um levantamento feito pela Anbima mostra que, no primeiro semestre do ano passado, fundos de ação da categoria sustentabilidade e governança renderam, em média, 13,69% acima dos grupos Ibovespa Ativo (5,55%) e IBrX Ativo (7,81%).

Colocando-se este fato na balança, ao lado de estudos do BID que estimam que o aumento das temperaturas pode causar perdas avaliadas em US$ 100 bilhões por ano até 2050, a relevância do fator meio-ambiente na tomada de decisões torna-se fundamental. Esta pesquisa do BID, elaborada junto com a Comissão Econômica da América Latina e o Caribe (CEPAL) e a World Wildlife Fund (WWF) e apresentada durante a Rio+20, mostra que tais perdas seriam resultado direto de eventos como impactos climáticos na produção agrícola e mudanças nos padrões pluviais. O texto do BID estima que em 2050 “a região experimentará perdas de exportações agrícolas US$ 30 bilhões a US$ 52 bilhões.

Para conhecer este perfil da empresa, o investidor deve cobrar da mesma o reporte de informações nas áreas ambiental, social e de governança para saber o que está suportando a geração de receita da empresa, evitando a exposição do seu investimento a riscos que não são evidenciados pela análise de fatores econômico-financeiros

Um fator para encorajar investidores e empresas a integrar a mudança climática na sua estratégia é a correlação observada entre um melhor desempenho nas bolsas de valores e a participação nos índices Carbon Performance Leadership Index (CPLI) e Carbon Disclosure Leadership Index (CDLI). As empresas participantes de ambos os índices ofereceram aproximadamente duas vezes mais retorno financeiro aos investidores no período de 2005 a 2012, uma tendência clara de que uma gestão de carbono eficiente impacta positivamente o desempenho econômico-financeiro.

Fecomércio-DF e BB Seguros firmam parceria em prol dos empresários da capital federal

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Empresários ligados aos 26 sindicatos filiados à Fecomércio em Brasília (DF) terão condições diferenciadas para a contratação de seguro automóvel do Banco do Brasil Seguros. A parceria entre a Fecomércio-DF e o BB Seguros, empresa do grupo segurador BB e Mapfre, foi firmada este mês, em Brasília. Mais de trezentos mil associados aos sindicatos ligados à entidade no Distrito Federal poderão usufruir do benefício.

Entre as vantagens estão o parcelamento em até seis vezes sem juros do seguro, assistência 24 horas completa, incluindo os serviços de chaveiro, reboque, atendimento em caso de pane seca, e carro reserva nos casos de incêndio, roubo, furto e colisão do veículo segurado. O seguro ainda garante cobertura no caso de indenização integral para um novo veículo sem que haja a necessidade de contratação de uma nova apólice.

“A Fecomércio-DF é uma entidade confiável e sólida, e por esse motivo estamos disponibilizando aos empresários vantagens no preço e nos serviços”, destaca Marcos Maia Barbosa, gerente comercial da rede BB Varejo.

Banners no portal da Fecomércio-DP (http://www.sistemafecomerciodf.com.br) e notícias publicadas no Facebook da ententidade remeterão ao Hotsite do BB Seguro Auto (http://www3.bbseguroauto.com.br/contrat/fecomercio) para a contratação do produto. Além desse canal, a contratação também pode ser feita por meio do telefone 0800.729.0400.

Já faz parte da estratégia de investimento do grupo segurador BB e Mapfre a criação de novas formas de captação de negócios pelo meio digital. O GRUPO foi o primeiro no mercado segurador a lançar sua loja virtual no social commerce, na carona das empresas que usam as redes sociais para fazer negócios.

A ferramenta roda no Facebook, na fan page do BB seguros, e por meio dela já é possível fazer cotações, comprar e renovar seguros pelos mesmo preços que nas agências e terminais eletrônicos.

“Fomos os primeiros entre as seguradoras a usar a rede como plataforma de negócios, o que demonstra o nosso pioneirismo no ambiente digital, onde todo mundo está conectado”, afirma Benedito Dias, diretor de Marketing do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE.

A ferramenta só está disponível para os produtos de automóvel do Banco do Brasil, por enquanto. Mas as funcionalidades do aplicativo serão estendidas a outros produtos de seguros da companhia, entre eles os seguros de vida e residencial, o que deve ocorrer até o fim deste ano.

Festival de Jazz no Brasil tem patrocínio da Chubb

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A seguradora Chubb é, pela segunda vez consecutiva, uma das patrocinadoras responsáveis pela terceira edição do BMW Jazz Festival. O evento contempla duas cidades: entre 6 e 9 de junho acontecerão shows em São Paulo e, entre 8 a 10 de junho, no Rio de Janeiro. As atrações contarão com um repertório de diferentes linhas do Jazz, do tradicional, permeando o moderno até a mistura do gênero a um instrumento típico do Brasil, o arcodeon.

“É uma grande honra para Chubb apoiar este festival que reúne os apreciadores da boa música. Nossa presença é uma oportunidade inigualável para mantermos contato com um público que possui o mesmo perfil diferenciado de nossos clientes”, conta Maria Celeste Parra, superintendente de marketing da companhia. Em apenas três anos, o festival já figura no calendário mundial dos grandes eventos musicais, além de contribuir para fortalecer a cultura do Jazz no país. Nomes consagrados e revelações do Jazz estão na programação do evento: o guitarrista Pat Metheny e o saxofonista Joe Lovano; o quarteto James Farm e a orquestra dos Corações Futuristas, de Egberto Gismonti, este último com apresentação apenas na capital Paulista.

Especializada e pioneira na área de seguros para eventos, com cerca de meio século de expertise, a Chubb oferece produtos e soluções voltados a atender às necessidades de produtoras e organizadoras de eventos no mercado brasileiro. Fornece apólices para espetáculos e eventos de todos os portes e características.

Com vasta experiência no segmento de musicais, a companhia foi a seguradora oficial de “My Fair Lady”, “Os Produtores” e “Gloriosa”, grandes sucessos de público e crítica no país. Também já foi responsável por grandes eventos no Brasil como uma das edições do Rock In Rio, dos principais blocos e camarotes do carnaval de Salvador, da Casa Cor, do Meeting Internacional, Festival de Gastronomia de Tiradentes entre outros.

Setor prepara seguro para empresas que transportam e removem resíduos

cnsegComeça daqui a pouco o I Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Complementar e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), no Rio de Janeiro.

O evento vai reunir a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, que acaba de assumir o cargo, o secretário de Estado do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o diretor do Centro de Experimentacion e Seguridad Vial do CESVI da Argentina, Fabián Pons, entre outros.

Um dos destaques será a recomendação de criação de um seguro específico para empresas que transportem e removam resíduos. Além disso, os painéis terão como principais temas os aspectos gerais da Política Nacional de Resíduos Sólidos, as implicações jurídicas dessa política para as empresas de seguros, a sua integração nas operações de seguros, a reciclagem de peças automotivas, com informações sobre o cenário brasileiro de desmontagem de veículos e a criação do seguro popular, além do panorama geral sobre o seguro de responsabilidade civil ambiental sob a ótica da PNRS.

IRB tem nova configuração de acionistas

Mais um passo na privatização do IRB Brasil Re. Na sexta-feira, BB Seguridade, Itaú Unibanco, Bradesco, FIP Caixa Barcelona, juntamente com a União Federal, assinaram contrato para compor o bloco de controle, segundo fato relevante. Segundo o comunicado, a reestruturação inclui a conversão de todas as ações preferenciais do IRB em ordinárias e a criação de uma golden share que será detida pela União, que terá direito a veto em determinadas deliberações. A operação envolve a transferência de uma fatia de 21,24% do capital do IRB da União para a BB Seguros, subsidiária da BB Seguridade, numa transação avaliada em R$ 547,4 milhões.

O IRB receberá um aumento de capital, do qual a União e o Bradesco abrirão mão do direito de preferência. Concluída essa etapa, o IRB terá um bloco de controle do qual farão parte a União, com 15% do capital, BB Seguros (20%), Itaú Seguros (15%), Bradesco Seguros (20%) e o FIP Caixa Barcelona (3%). O acordo terá duração de 20 anos.

As seguradoras do Itaú desembolsarão aproximadamente R$ 2,3 milhões na operação de aumento de capital. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade), e está sujeita à aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), e posterior homologação do aumento de capital pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Brasilcap se une ao governo do estado em ação de solidariedade no Jacarezinho

© Copyright 2010 CorbisCorporationRelease

Voluntários da Brasilcap passarão esse sábado (25) na comunidade pacificada do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Eles participarão de ações de conscientização ambiental com crianças da região. Entre as atividades, estarão pintura, teatro de fantoches e distribuição de livros de literatura infanto-juvenil. Cerca de 20 instituições, privadas e públicas, participarão da iniciativa – chamada de “Jacaré em Movimento” – em prol da população da comunidade, que desde janeiro conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Essor cresce e amplia escritório no Brasil

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Alavancada por um novo aporte de capital de R$ 25 milhões que as controladoras farão no início do 2o semestre de 2013, a Essor Seguros prepara-se para incrementar, ainda mais, os seus atuais negócios com o Seguro Decenal e lançar novos produtos no segundo semestre do ano.

“Para isso, a seguradora vai mudar-se para um espaço quase três vezes maior do que o atual para aumentar em 100% o seu quadro de técnicos e de funcionários. Investiremos, também, em campanhas nas redes sociais para incrementar o ritmo das operações e fomentar a cultura do seguro para obras no Brasil”, explica o diretor-executivo da Essor, Fábio Pinho.

A nova sede da empresa fica no mesmo prédio, o RB1, que é referência em matéria de prédio comercial no Rio, com infraestrutura de apoio moderna e localizada no centro do mercado financeiro da cidade. O endereço é Avenida Rio Branco, número 1, 10º andar – Centro, Rio de Janeiro.

“A Essor Seguros aposta no segmento da construção civil. A nossa meta é bater R$ 150 milhões em prêmios ao ano, a partir de 2013, aumentando a capacidade interna com novas oportunidades de negócios”, contabiliza o executivo.

Standard & Poor’s eleva para ‘BBB-” rating da Sul América e para “BBB+” o da Sul América Companhia Nacional de Seguros

sulamericaResumo

Após reavaliarmos a seguradora multiline (que atua em todos os ramos de seguros) Sul América Companhia Nacional de Seguros S.A., com base no nosso novo critério de seguros, elevamos os ratings da companhia, de ‘BBB’ para ‘BBB+’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil.

Também elevamos o rating da companhia holding não operacional, Sul América S.A., de ‘BB+’ para ‘BBB-’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAA+’ na Escala Nacional Brasil.
Os ratings refletem predominantemente nossa visão sobre o perfil de risco de negócios “forte” da companhia e o seu perfil de risco financeiro “menos que adequado”, com base em sua franquia altamente diversificada e na avaliação do seu capital e rentabilidade “menos que adequada”.

A perspectiva estável reflete nossas expectativas de que a SulAmerica manterá sua posição competitiva, enquanto continua a reportar bom desempenho operacional apesar da forte competição.

Ações de Rating
Em 23 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services elevou os ratings de crédito de contraparte atribuídos à Sul América Companhia Nacional de Seguros S.A. (SulAmerica), de ‘BBB’ para ‘BBB+’ na escala global e reafirmou seu rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil. Também elevamos o rating de crédito de contraparte da Sul América S.A. (SASA, a companhia holding), de ‘BB+’ para ‘BBB-’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAA+’ na Escala Nacional Brasil. O perfil de crédito individual (stand-alone credit profile ou SACP) da SulAmerica é ‘bbb+’. A perspectiva dos ratings é estável.

Os ratings refletem nossa visão do perfil de risco de negócios (BRP, na sigla em inglês para Business Risk Profile) “forte” da SulAmerica e do seu perfil de risco financeiro (FRP, na sigla em inglês para Financial Risk Profile) “menos que adequado,” com base em nossa avaliação do risco da indústria seguradora de um país” (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment) dos segmentos de ramos elementares (P&C, na sigla em inglês para Property & Casualty) e de saúde no Brasil e da “forte” posição competitiva da companhia. Uma avaliação “menos que adequada” do capital e rentabilidade, combinada com uma posição de risco de “risco intermediário” e flexibilidade financeira “menos que adequada” resultam em um FRP “menos que adequado”. Nossa avaliação do BRP e do FRP da companhia indica uma “âncora” ‘bbb+’ . Nossa avaliação da gestão integrada de risco (ERM, na sigla em inglês para Enterprise Risk Management) e da administração são consistentes com o SACP ‘bbb+’. Avaliamos a liquidez da companhia como “forte.”

Nosso IICRA para os segmentos brasileiros de saúde e de P&C indica um “risco intermediário”. Isso reflete o risco normalmente enfrentado pelos seguradores de saúde e P&C que operam no país, e se baseia em nossa avaliação “intermediária” para os riscos da indústria e para o risco-país de ambos os segmentos de seguros. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, sendo que os dois primeiros sistemas se baseiam nos nossos critérios de ratings soberanos, e o último nos critérios do BICRA (ver BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria e Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável). A nossa avaliação do risco da indústria “intermediário” para o segmento de saúde reflete seu desempenho operacional adequado e estável para as companhias privadas com fins lucrativos, apesar da ampla presença de entidades sem fins lucrativos. Em nossa visão, o mercado brasileiro de seguros tem altas barreiras para entrada, o que é um fator positivo, como resultado das altas exigências regulatórias e do elevado número de participantes e de uma grande presença de entidades sem fins lucrativos, o que torna esse setor, de certa forma, não atraente para novos entrantes. Ainda assim, o mercado tem diversos espaços para crescer. Por outro lado, nossa avaliação considera como fatores negativos a regulação existente sobre os preços dos prêmios de saúde individual, em que os aumentos têm de ser aprovados e após estabelecidos limites de acordo com a faixa etária. Além disso, embora acreditemos que a supervisão seja adequada e que há uma extensiva cobertura regulatória, seu histórico é relativamente fraco. A regulação para o setor de saúde é relativamente nova, visto que começou formalmente no ano de 2000 após a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nossa avaliação de risco “baixo” da indústria para o segmento de P&C se ampara nos seus níveis de rentabilidade bons e estáveis, nos padrões de subscrição adequados e nas exposições a risco administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral derivados de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da indústria e a baixa incidência de desastres naturais no país. Em nossa visão, esse segmento também tem altas barreiras para entrada em função dos grandes e bem estabelecidos participantes e não em decorrência de regulações. Consideramos que a supervisão e o histórico regulatórios do mercado local são adequados, promovendo um desempenho satisfatório da indústria e crescente competição nos últimos anos. Adicionalmente, o regulador monitora frequente e adequadamente toda a indústria.

De um modo geral, os ratings da SulAmerica refletem sua posição competitiva “forte” no mercado brasileiro de seguros. A SulAmerica usufrui de uma boa posição de mercado nos segmentos de seguro seguro saúde e de automóveis, embora enfrente forte competição em ambas as modalidades, em especial no de seguro de automóveis, em que os canais de distribuição dos seus pares maiores são um desafio para a companhia.

O segmento de seguro saúde gera 70% dos prêmios subscritos brutos da companhia, P&C (25%) e seguro de vida (5%). Os seguros saúde e de automóveis representam 90% dos prêmios totais da companhia e a posicionam entre as três maiores seguradoras do Brasil em ambos os segmentos. A diversificação de produtos tem lhe permitido reportar bom desempenho operacional.

A avaliação do capital e rentabilidade da companhia é “menos que adequada”. De acordo com o nosso modelo de capital baseado em risco (aplicado para as seguradoras da América Latina e Estados Unidos), os níveis de capital da SulAmerica são 12% inferiores à categoria de rating ‘BBB’. No entanto, a falta de exposição a riscos de catástrofes no Brasil e a exposição mínima à volatilidade do mercado acionário no portfólio de investimentos suportam a qualidade do capital.

De acordo com as nossas projeções, assumimos um lucro operacional anual da companhia de pelo menos R$ 453 milhões para o período de 2013-2015. Também esperamos que os indicadores de retorno sobre receitas e de retorno sobre ativos consolidados da SulAmerica fiquem em torno de 6%-8% para 2013-2015, com um índice combinado consolidado inferior a 101%. Estimamos que os prêmios subscritos brutos da companhia aumentem 15%-20% em 2013 e 2015, impulsionados sobretudo pelo crescimento dos segmentos de seguro saúde e de automóveis, sem nenhuma grande mudança no mix de produtos.

Em nossa visão, a posição de risco da SulAmerica reflete um “risco intermediário”, beneficiando-se da diversidade de seus investimentos e dos riscos de seguros. A companhia depende das avaliações internas da qualidade de crédito. O portfólio, excluindo previdência, consite predominantemente de títulos públicos avaliados como ‘A-’ (cerca de 74%), títulos de renda fixa do setor privado (22%, incluindo os títulos corporativos e os certificados de depósitos), as posições de capital (2%) e outros investimentos (2%). O risco de crédito do setor privado compreende principalmente os certificados de depósitos dos bancos avaliados em grau de investimento, e a liquidez muito boa dos títulos públicos suportam a liquidez em geral da companhia. O vencimento médio do portfólio de investimentos da SulAmerica é inferior a cinco anos, sobretudo por causa do prazo dos títulos públicos.

A SulAmerica tem uma flexibilidade financeira “adequada”. O índice de alavancagem financeira era de 13% no exercício findo em 2012, o qual é de certa forma menor do que aquele de seus pares nacionais. Assumimos que a alavancagem financeira permanecerá em torno de 12%, suportando nosso rating atribuído à SASA. Esperamos que a cobertura de encargos fixos seja na faixa de 6x-7x frente ao ambiente de negócios desafiador e se recupere para 7x no médio prazo.

Consideramos a ERM, a administração e as práticas de governança corporativa da SulAmerica como consistentes com seus ratings. A avaliação “adequada” de ERM reflete nossa visão de que a SulAmerica tem práticas de ERM adequadas que resultam em políticas prudentes para riscos de subscrição, de mercado e de crédito, entre outros.

A avaliação da administração e governança da SulAmerica é “satisfatória”, em nossa opinião. A companhia tem um histórico de planejamento estratégico diligente, execução adequada e administração financeira relativamente conservadora e sofisticada. As políticas financeiras da companhia baseadas em valor lhe permitem alocar capital a subsidiárias mais rentáveis e têm levado a uma orientação voltada a desempenho em todo o grupo.

Consideramos a liquidez da SulAmerica como “forte”. A sua estratégia de investimentos tem historicamente sido muito conservadora, focada na qualidade e liquidez, com riscos de crédito e de mercado limitados. A companhia depende de avaliações internas de qualidade de crédito.

Perspectiva
A perspectiva estável reflete nossa visão de que a adequação de capital da SulAmerica permanecerá no nível atual para os próximos anos. Também esperamos que a companhia mantenha seu desempenho operacional consistente com o nosso caso-base e pelo menos uma posição competitiva “forte”.

Poderemos rebaixar os ratings se:

O capital da SulAmerica se deteriorar para níveis inferiores à adequação atual, de acordo com o nosso modelo de capital baseado em risco, se o índice combinado consolidado ultrapassar 101% ou se as posições competitivas nos principais negócios da companhia, de seguro saúde e de automóveis, se deteriorarem em função de uma participação de mercado substancialmente menor. A empresa não preservar seus níveis de liquidez.
Uma ação de rating positiva é improvável nos próximos dois anos. Isso requereria uma melhora significativa na perspectiva econômica para o país e em níveis de capital e rentabilidade mais fortes do que o esperado para a companhia.

Bradesco Seguros tem rating reafirmado pela Standard & Poor’s

bradescoResumo

Após reavaliarmos a seguradora brasileira Bradesco Seguros S.A. com base em nossa revisão do critério de metodologia de grupos, reafirmamos o rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da companhia. Os ratings da subsidiária refletem o seu status core em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A.A perspectiva da subsidiária reflete àquela do controlador. Após reavaliarmos a seguradora brasileira Bradesco Seguros S.A. com base em nossa revisão do critério de metodologia de grupos, reafirmamos o rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da companhia. Os ratings da subsidiária refletem o seu status core em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A. A perspectiva da subsidiária reflete àquela do controlador.

Ações de Rating
Em 23 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services reafirmou os ratings de crédito de contraparte e de capacidade financeira ‘brAAA’ atribuídos na Escala Nacional Brasil à Bradesco Seguros S.A. (“Bradesco Seguros”). A perspectiva é estável.

Fundamentos
Os ratings da Bradesco Seguros refletem seu status core de grupo, com base na revisão da metodologia de ratings de grupo da Standard & Poor’s, em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A. (Bradesco: BBB/Estável/A-2 e brAAA/Estável/brA-1). O negócio de seguros é core para a estratégia de diversificação de negócios do grupo. A operação de seguros vem elevando sua importância relativa dentro dos resultados do grupo e respondeu por aproximadamente 31% do seu lucro líquido em dezembro de 2012. Há integração em termos de estratégia, operações e gestão de riscos. Em nossa visão, o negócio de seguros complementa a estratégia de crescimento do Bradesco.

A Bradesco Seguros permanece como a maior seguradora do Brasil, detendo cerca de 22,5% de participação de mercado em termos de receitas consolidadas. Em dezembro de 2012, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, o que resultou em um retorno sobre capital total de 21,3%. A sua boa rentabilidade histórica tem sido sustentada por sólidos índices combinados (86,6% em dezembro de 2012) e, consequentemente, fortes resultados de subscrição.

Perspectiva
A perspectiva estável dos ratings da Bradesco Seguros reflete àquela atribuída ao seu controlador, e uma ação de rating no nível do controlador geraria uma ação de rating na subsidiária de seguros.