O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), considerado o maior encontro da ciência atuarial no país, já ultrapassou a marca de 400 inscritos. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), o evento será realizado nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, no Windsor Barra Hotel.
Com o tema “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”, o congresso reunirá profissionais, pesquisadores, executivos, representantes de órgãos reguladores e lideranças do mercado para discutir os desafios e as oportunidades que moldam o futuro da profissão.
Em sua 15ª edição, o CBA reforça a relevância de uma carreira que ganha cada vez mais espaço em setores decisivos para o país, como seguros, previdência, saúde, finanças e gestão de riscos. Desde 1994, o Congresso Brasileiro de Atuária vem se consolidando como um dos principais espaços de atualização técnica, troca de conhecimento e fortalecimento da atuação profissional no Brasil.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Atuária, Giancarlo Germany, o número de inscritos demonstra a importância crescente do evento e da própria profissão diante das transformações do mercado.
“Ultrapassar 400 inscritos antes da realização do Congresso mostra que o mercado reconhece a necessidade de discutir, com profundidade, os desafios que envolvem risco, dados, tecnologia e inteligência artificial. O atuário tem um papel cada vez mais relevante nas decisões que impactam empresas, instituições e a sociedade. O 15º CBA será um espaço essencial para fortalecer essa visão e preparar os profissionais para os próximos anos”, afirma o presidente do IBA, Giancarlo Germany.
A programação foi estruturada para oferecer uma visão ampla sobre os desafios contemporâneos da área. Segundo Priscila Portal, diretora de Perícias Atuariais do IBA e integrante da comissão organizadora, o congresso busca ampliar o olhar dos participantes sobre as transformações que já estão em curso.
“A expectativa é proporcionar aos participantes uma visão ampliada sobre os rumos da profissão diante de um cenário cada vez mais orientado por dados, tecnologia e complexidade regulatória. Além de estimular uma reflexão sobre o posicionamento do atuário como agente estratégico na sociedade brasileira”, destaca Priscila Portal, diretora de Perícias do IBA.
Durante os dois dias de evento, os congressistas terão acesso a palestras, painéis e debates com especialistas nacionais e internacionais. A programação também promoverá conexão direta com os principais agentes dos mercados de seguros, previdência, saúde e finanças, além de aproximar os participantes de representantes de entidades reguladoras e fiscalizadoras.
O 15º CBA também dará destaque às competências que serão exigidas do atuário nos próximos anos. A proposta é discutir não apenas a evolução técnica da profissão, mas também a capacidade de interpretar dados, avaliar cenários complexos, apoiar decisões estratégicas e contribuir para a sustentabilidade econômica e social do Brasil.
Com mais de 400 inscritos, o Congresso Brasileiro de Atuária confirma a sua força como ponto de encontro para quem deseja compreender os novos caminhos da profissão e participar das discussões que irão impactar o futuro do setor.
O Grupo Bradesco Seguros anuncia o lançamento da série “Com Você Corretor – Diálogos”, uma nova frente de conteúdo criada para apoiar o desenvolvimento dos corretores de seguros e fortalecer seu papel como consultores na orientação de clientes em diferentes cenários de risco e proteção.
A iniciativa foi construída a partir de sugestões dos próprios corretores, que destacaram a necessidade de espaços de debate qualificado sobre temas atuais, capazes de apoiar tanto a atuação comercial quanto a construção de uma cultura mais sólida de prevenção no país.
Com episódios recorrentes, definidos a partir da relevância dos temas em discussão no mercado e na sociedade, a série foi desenhada para acompanhar o dinamismo do setor, trazendo especialistas e conteúdos conectados às principais transformações e riscos emergentes.
“O corretor tem um papel cada vez mais estratégico na jornada de proteção dos clientes. Com a série, queremos oferecer conteúdo que contribua diretamente para essa atuação mais consultiva, conectando informação qualificada a situações reais enfrentadas no dia a dia”, afirma Ney Dias, CEO da Bradseg.
A estreia da série traz como ponto de partida a discussão sobre eventos climáticos extremos, tema que tem ganhado relevância crescente no setor de seguros. O episódio contou com a participação da meteorologista Josélia Pegorim e abordou os impactos do fenômeno El Niño no Brasil.
Mais do que um recorte pontual, o debate reforça um dos principais desafios estruturais do Brasil. Atualmente, apenas 17% das residências possuem seguro, enquanto, no agronegócio, cerca de 10% das áreas plantadas contam com cobertura, evidenciando um amplo espaço para conscientização e expansão da proteção.
A série busca oferecer aos corretores mais repertório, informação e segurança para qualificar o diálogo com seus clientes, contribuindo para decisões mais assertivas em relação à proteção patrimonial, pessoal e empresarial.
O mercado brasileiro de seguros cibernéticos vive uma fase de expansão acelerada, acompanhada por um endurecimento sem precedentes nos critérios de contratação e renovação das apólices. O movimento ocorre em meio ao aumento da frequência e da sofisticação dos ataques digitais e à preocupação das seguradoras com eventos capazes de gerar perdas simultâneas em centenas de empresas.
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que a arrecadação do seguro cibernético deu um salto de 880% em cinco anos. Passou de R$ 20,7 milhões em 2019 para R$ 203,3 milhões no fim de 2023. Hoje, a arrecadação anual do ramo supera R$ 240 milhões. O crescimento ocorre em um cenário no qual 60% das empresas brasileiras já sofreram algum tipo de incidente de bloqueio de dados, segundo o Índice Global de Proteção de Dados.
Ao mesmo tempo em que o mercado cresce, as exigências para contratação tornam-se mais rigorosas. Ferramentas como autenticação multifator (MFA), criptografia de dados, backups protegidos, segmentação de redes e planos formais de resposta a incidentes deixaram de ser diferenciais e passaram a integrar o conjunto mínimo de requisitos analisados pelas seguradoras. “A ideia não é criar barreiras, mas apoiar a empresa a se proteger melhor e tornar a cobertura mais aderente e sustentável”, diz Caroline Ayub, diretora de riscos financeiros da Tokio Marine.
Segundo Ayub, após a onda global de ataques de ransomware, registrada entre 2021 e 2022, a subscrição tornou-se significativamente mais técnica. Hoje, a análise não se limita à existência de ferramentas de segurança. Procura, além disso, avaliar a capacidade real das organizações de prevenir, responder e se recuperar de um incidente. Fragilidades na gestão de acessos, baixa maturidade de segurança, falhas de governança e excessiva dependência do fator humano podem resultar em restrições de cobertura, redução de capacidade ou aumento de prêmio. Na Zurich Seguros, o processo segue a mesma direção. Para Hellen Fernandes, gerente-executiva de linhas financeiras da companhia, as empresas precisam comprovar uma estrutura consistente de governança, gestão de riscos e segurança da informação. “As seguradoras avaliam não apenas se os controles existem, mas se estão efetivamente implementados, documentados e testados”, afirma. Segundo ela, autenticação multifator, monitoramento de eventos, gestão de vulnerabilidades, backups estruturados e derência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) passaram a integrar a análise de risco das seguradoras. A executiva ressalta que o seguro deve ser visto como a última camada de proteção. “A base dessa proteção é construída pela própria empresa por meio de investimentos consistentes em controles e gestão de riscos.”
O endurecimento das exigências acompanha um quadro de perdas crescentes. Estudo recente da Marsh McLennan estima que a exposição global aos riscos cibernéticos em ambientes industriais e de tecnologia operacional (OT) já supera US$ 300 bilhões e pode alcançar US$ 329,5 bilhões em cenários extremos. O levantamento mostra ainda que ataques de ransomware respondem por 81% dos pedidos de indenização relacionados a custos de recuperação, enquanto quase um quarto dos sinistros enfrenta algum tipo de exclusão ou limitação contratual.
A preocupação dos resseguradores está concentrada principalmente nos chamados riscos de acumulação, quando um único evento afeta simultaneamente centenas ou milhares de segurados. “A capacidade global para riscos cibernéticos voltou a crescer e hoje supera a demanda, mas o acesso a essa proteção tornou-se mais seletivo”, afirma Eduardo Bezerra, superintendente de seguros cibernéticos da Wiz Corporate.
Segundo ele, o principal desafio é compreender como uma única falha em um provedor de nuvem – sistema amplamente utilizado -ou infraestrutura digital, pode gerar uma onda de sinistros em escala global. Apesar dos avanços nos modelos de precificação, Bezerra afirma que os eventos catastróficos continuam sendo a principal fonte de incerteza do setor. “O mercado já precifica adequadamente os riscos mais frequentes. A dificuldade permanece concentrada nos eventos extremos”, diz.
A mesma avaliação é compartilhada por Ilan Kajan, CEO da We Insurance Advisor. Segundo ele, os grandes ataques globais de ransomware mudaram a percepção dos resseguradores sobre a América Latina, que deixou de ser vista como uma região de baixa exposição. “Os resseguradores perceberam que muitas empresas da região ainda apresentam níveis de maturidade em segurança inferiores aos observados nos Estados Unidos e na Europa, enquanto a frequência dos ataques aumentou significativamente”, afirma.
Como consequência, a concessão de capacidade passou a exigir disciplina técnica das seguradoras, com questionários mais robustos, revisões periódicas e equipes especializadas. “Os resseguradores não aceitam mais carteiras baseadas em questionários simplificados”, ressalta Kajan.
Além da função de transferência de risco, especialistas observam que o seguro passou a desempenhar um papel relevante na disseminação de boas práticas de segurança digital. De acordo com Eduardo Lucena, deputy CEO da Lockton Brasil, os processos de auditoria exigidos para contratação ajudam as empresas a elevar o nível de maturidade na gestão de riscos e a identificar vulnerabilidades que, muitas vezes, passavam despercebidas.
Lucena acredita que esse processo tende a produzir efeitos positivos para todo o mercado. “As empresas se tornarão cada vez mais sofisticadas e protegidas, o que contribuirá para a redução dos riscos para as seguradoras e, consequentemente, para a diminuição do custo dos seguros e ampliação da sua penetração.”
O avanço dos riscos digitais também acelera uma transformação mais ampla na indústria seguradora. Estudo divulgado recentemente pelo Distrito defende que o setor caminha para uma nova fase, denominada “cognitive insurance”, baseada em inteligência artificial, monitoramento contínuo e avaliação dinâmica dos riscos.
A proposta rompe com um modelo que opera a partir de estimativas estatísticas baseadas em eventos passados. Em seu lugar, surgem seguros capazes de acompanhar o risco em tempo real, ajustando prevenção, subscrição e precificação de forma contínua.
“Ao ampliar a capacidade de atuar já no suporte à prevenção, com base em dados e comportamentos de cada cliente, a indústria cria condições para contribuir mais efetivamente para que a sociedade esteja preparada para fazer frente aos impactos que os riscos emergentes devem trazer nos próximos anos”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo.
A entrada em vigor do novo Marco Legal dos Contratos de Seguro inaugura uma nova etapa para o mercado brasileiro de seguros cibernéticos. Em um ambiente marcado pelo crescimento dos ataques digitais, pela ampliação da contratação de coberturas e pelo aumento da exposição das empresas a vazamentos de dados, ransomware e interrupções operacionais, a nova legislação tende a reforçar a importância da transparência, da comunicação rápida dos incidentes e da qualidade das informações prestadas durante a contratação das apólices.
O tema ganha relevância em um momento de expansão do seguro cibernético no Brasil. Ao mesmo tempo, os ataques se tornaram mais frequentes e sofisticados, elevando os custos de recuperação e os riscos de paralisação das operações corporativas. Nos bastidores do setor, se comenta que há muitos litígios envolvendo o seguro cibernético, mas não há dados públicos. Isso porque a maioria dos assuntos correm em sigilo ou segredo de justiça.
Embora a nova lei não tenha sido criada especificamente para os riscos cibernéticos, especialistas avaliam que seus efeitos podem ser particularmente relevantes em um ramo marcado por tecnologias em constante transformação, linguagem técnica complexa e disputas frequentes sobre coberturas, exclusões e responsabilidades.
Para Ernesto Tzirulnik, advogado especializado em direito do seguro e um dos principais formuladores da nova legislação, o seguro cibernético exige um grau de precisão contratual superior ao observado em linhas tradicionais. Segundo ele, trata-se de um segmento ainda em amadurecimento, no qual seguradoras, empresas e até os próprios operadores do direito lidam com conceitos que continuam em evolução.
“Quando estamos tratando de realidades com as quais ainda não temos total segurança, seja na linguagem, seja nas definições dos conceitos, precisamos de ainda mais clareza. E é justamente isso que a nova lei busca trazer”, afirma Tzirulnik.
Em sua avaliação, um dos principais avanços da legislação está na definição mais objetiva dos critérios de interpretação contratual, especialmente em relação às cláusulas restritivas de cobertura. A lei estabelece que exclusões e limitações devem ser interpretadas de forma restritiva e atribui às seguradoras o ônus de comprovar os fatos que justificariam a aplicação dessas restrições. “Quem tem o dever de formular adequadamente a garantia é a seguradora. Esses problemas decorrem da própria indústria do seguro e não podem ser transferidos aos compradores das apólices”, afirma.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) também avalia que a nova legislação fortalece princípios já existentes no ordenamento jurídico, como a boa-fé entre as partes e os deveres de informação e comunicação dos eventos relacionados ao risco segurado. Segundo a autarquia, a norma busca ampliar a segurança jurídica das relações contratuais e criar bases mais claras para segurados e seguradoras.
Um dos pontos mais sensíveis para os seguros cibernéticos é justamente a comunicação dos incidentes. Diferentemente de outros riscos corporativos, ataques digitais costumam evoluir rapidamente, exigindo decisões simultâneas envolvendo áreas de tecnologia, jurídico, compliance, comunicação e proteção de dados.
Para Marcia Cicarelli, sócia do Demarest Advogados, dois erros podem comprometer significativamente o direito à indenização: o fornecimento de informações incompletas durante a contratação da apólice e a demora na comunicação do incidente à seguradora. Segundo ela, as empresas frequentemente tentam compreender a extensão do ataque antes de acionar a seguradora, mas esse comportamento pode gerar consequências relevantes. “A demora pode agravar os prejuízos e comprometer a capacidade da seguradora de atuar na mitigação dos danos”, afirma.
A advogada observa que a nova legislação reforça a necessidade de integração entre os planos corporativos de resposta a incidentes, os requisitos das apólices e as obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e nas normas da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). “O tempo deixa de ser apenas um fator técnico e passa a ser também um fator jurídico, regulatório e securitário”, afirma.
Na prática, especialistas avaliam que a nova legislação pode acelerar a profissionalização dos processos internos das empresas. Os planos de resposta a incidentes tendem a incorporar protocolos específicos para acionamento das seguradoras, preservação de evidências digitais, compartilhamento de informações e coordenação das obrigações regulatórias.
A própria estrutura das apólices cibernéticas reforça essa necessidade. Além da indenização financeira, grande parte dos contratos oferece acesso imediato a equipes especializadas em resposta a incidentes, perícia forense, assessoria jurídica, negociação com criminosos, comunicação de crise e recuperação de sistemas. Quanto mais cedo a seguradora for acionada, maiores tendem a ser as chances de reduzir os impactos do evento.
Segundo Victor Perego, integrante da Subcomissão de Linhas Financeiras da Federação Nacional de Seguros (FenSeg), a adaptação à nova lei já provoca mudanças nos processos de subscrição. O mercado vem revisando questionários de avaliação de riscos para torná-los mais objetivos e aderentes à realidade operacional das empresas. “A tendência é que os questionários se tornem cada vez mais específicos e estruturados, reduzindo ambiguidades e fortalecendo o princípio da boa-fé objetiva.”
Para Perego, a evolução beneficia seguradoras e segurados ao tornar mais clara a compreensão dos riscos assumidos pelas partes. Entre os temas que ganham relevância estão autenticação multifator, gestão de vulnerabilidades, planos de resposta a incidentes, backups, governança de terceiros e histórico de eventos cibernéticos.
Embora seja cedo para medir os efeitos da nova legislação sobre a judicialização do setor, a expectativa do mercado é que contratos mais claros, critérios mais objetivos e maior integração entre seguradoras e segurados contribuam para reduzir disputas e aumentar a previsibilidade das coberturas.
A allseg seguradora apresentou os resultados da parceria estratégica com a Aviation Consult Services durante a DroneShow Robotics 2026, realizada de 16 a 18 de junho, em São Paulo. Nos últimos 15 meses, a companhia assumiu o 4º lugar no ranking nacional de seguro RETA (Responsabilidade do Explorador de Transporte Aéreo), segundo dados da Susep. A atuação conjunta une a capacidade subscritora da empresa à consultoria aeronáutica especializada para acelerar a expansão em um mercado promissor, que ainda possui 88% da frota sem proteção securitária.
Com estande próprio no evento, considerado o maior encontro de tecnologia de drones e geotecnologia da América Latina, as marcas evidenciaram as coberturas focadas na proteção e na conformidade regulatória de operações aéreas, com destaque para o seguro obrigatório RETA e o seguro Casco para drones. O objetivo é fornecer soluções sob medida para operadores profissionais em setores como agronegócio, inspeções estruturais, segurança pública, mapeamento e produção audiovisual.
Para o diretor da Unidade de Negócios da allseg seguradora, Valmir Rodrigues, a participação na feira validou a estratégia de nicho da companhia em um segmento com alta demanda reprimida. A empresa destacou-se como a única do setor com presença exclusiva no pavilhão de exposições, atraindo o interesse direto de fabricantes, operadores e Corretores de Seguros.
“Fomos muito procurados por diversos profissionais interessados em entender o funcionamento e a obrigatoriedade dessa proteção”, afirmou. O executivo ressaltou que a estrutura técnica desenvolvida para o produto permite flexibilidade comercial. “Disponibilizamos um seguro robusto, com diferenciais importantes como a cobertura para operações noturnas. O retorno obtido com a participação no evento ficou muito além daquilo que havíamos projetado inicialmente”, completou.
Rodrigues acrescentou que a allseg fortaleceu seu corpo técnico e renovou contratos de resseguro para acompanhar o aumento da complexidade dos equipamentos, que apresentam valor agregado cada vez mais alto. “A allseg opera com uma ampla abrangência de coberturas. A companhia está muito preparada tecnica e comercialmente para atender às demandas de Corretores, fabricantes e operadores que atuam nesse segmento”, pontuou.
A diretora comercial da Aviation Consult Services, Luciana Paula, avaliou que o cenário atual de expansão das operações profissionais exige maior rigor na governança de riscos e segurança operacional. Ela detalhou que o seguro Casco oferecido pela parceria protege o equipamento contra danos físicos sofridos em voo, abrangendo falhas operacionais do piloto dentro do envelope de voo, operações sobre a água ou áreas inundadas, voos noturnos e proteção para acessórios acoplados à aeronave.
Em relação ao seguro obrigatório RETA, a executiva alertou para o amplo mercado a ser explorado pelos Corretores de Seguros devido ao baixo índice de conformidade no País. “O operador de drone, para poder voar dentro da legislação, tem que ter esse seguro por ser obrigatório”, explicou a diretora. Segundo ela, trata-se de uma apólice de Responsabilidade Civil que ampara danos materiais e corporais causados a terceiros. “Existe uma elevada demanda, mas ainda falta conscientização por parte dos operadores. De um total de 180 mil registros ativos junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quase 160 mil aeronaves ainda operam sem nenhuma proteção, deixando uma vasta fatia de mercado inteiramente desassistida para os Corretores explorarem”, revelou.
Luciana Paula também salientou que o rápido crescimento da allseg na modalidade aeronáutica consolida a presença das empresas em uma categoria cada vez mais relevante para o setor de alta tecnologia, desenhando soluções sob medida que vão além das apólices tradicionais de RETA e Casco.
A cooperação entre a seguradora e a consultoria ainda oferece programas personalizados para frotas de fabricantes e distribuidores. A diretora da Aviation Consult Services sinaliza que o principal diferencial do modelo está na análise preditiva dos riscos de voo e na avaliação do histórico de qualificação dos pilotos. Esse processo permite uma subscrição precisa e taxas aderentes à exposição real de cada operação aérea.
A presença estratégica na DroneShow 2026 reafirma a diretriz da allseg de investir em ramos especializados de alta tecnologia. “Por meio do suporte aos canais de distribuição e do desenvolvimento de produtos customizados, a companhia consolida sua posição para garantir a sustentabilidade financeira e jurídica de uma atividade econômica em acelerado crescimento no Brasil”, finaliza o diretor da seguradora, Valmir Rodrigues.
A Allianz Research publicou o seu mais recente “Relatório Global de Seguros”, que analisa os desenvolvimentos dos mercados de seguros em todo o mundo. De acordo com o relatório, o setor global de seguros cresceu 7,1% em 2025, alcançando 6,9 trilhões de euros e adicionando 456 bilhões de euros ao volume total de prêmios. Embora inferior ao crescimento excepcional de 9,4%, registrado em 2024, o resultado permaneceu significativamente acima da taxa média anual composta (CAGR) de 10 anos, de 5,6%, indicando a solidez dos motores de crescimento do setor. O seguro de Vida permaneceu o maior segmento (2,861 trilhões de euros), seguido por Ramos Elementares (P&C) (2,320 trilhões de euros) e Saúde (1,688 trilhão de euros).
O mercado de Ramos Elementares (P&C) está migrando do boom de precificação para a normalização. Os prêmios globais aumentaram 3,8% em 2025, bem abaixo da expansão de 8,5% do ano anterior e do CAGR de dez anos do segmento de 5,6%, à medida que os ciclos de precificação amadureceram e a inflação de sinistros começou a se estabilizar. A América do Norte permaneceu o mercado dominante do setor, respondendo por 52% dos prêmios globais, embora o crescimento tenha desacelerado acentuadamente, para 2,2%, frente aos 9,7% do ano anterior. A Europa Ocidental seguiu comparativamente resiliente, com alta de 5,3%, enquanto o mercado asiático foi menos dinâmico, expandindo apenas 4,0%.
O mercado de seguro de Vida permaneceu robusto em 2025, embora o excepcional boom pós-aumento de juros na América do Norte tenha claramente perdido força. Os prêmios globais cresceram 6,9%, em 2025, abaixo dos excepcionalmente fortes 11,3%, registrados em 2024, mas ainda confortavelmente acima das taxas históricas. A moderação foi impulsionada principalmente pela América do Norte, onde o boom de anuidades, alimentado por famílias que buscavam fixar taxas de juros mais altas, começou a perder impulso. A Ásia ressurgiu como o principal motor de crescimento do segmento, com os prêmios subindo 9,9%, em 2025, e a China isoladamente expandindo 11,4%. A Ásia continua sendo o maior mercado mundial desse seguro, apoiado pelo envelhecimento demográfico, altas taxas de poupança e sistemas de previdência pública menos abrangentes.
O seguro Saúde está se tornando a história de crescimento estrutural mais clara do setor. Os prêmios globais aumentaram 12,3%, em 2025, a maior expansão desde 2014, conforme o envelhecimento das populações, o aumento dos custos médicos e a pressão sobre os sistemas públicos de saúde continuaram a impulsionar a demanda por proteção privada. A América do Norte sozinha cresceu 14,9%, com a inflação médica acelerando ainda mais, com os EUA respondendo por mais de 70% dos prêmios globais. Apesar de alguma normalização após o surto pós-Covid, o potencial de crescimento de longo prazo permanece particularmente forte na Ásia, onde a penetração da modalidade ainda está abaixo de 1% em quase todos os mercados.
A geopolítica e a fragmentação estão se tornando forças centrais que moldam o setor de seguros. Uma economia global mais dispersa está tornando os ambientes de risco mais complexos, desafiando modelos de negócios transfronteiriços e enfraquecendo os benefícios tradicionais de diversificação. Ao mesmo tempo, a fragmentação também está criando novas oportunidades de crescimento ao aumentar a demanda por proteção, resiliência e transferência especializada de riscos em áreas como infraestrutura, segurança energética e seguro de risco político. As seguradoras precisarão se adaptar construindo modelos operacionais mais regionalmente resilientes, integrando a análise geopolítica mais diretamente na subscrição e alocação de capital, e desenvolvendo produtos voltados para riscos emergentes.
Brasil: crescimento amplo sustentado pela crescente demanda por proteção
O mercado brasileiro de seguros alcançou forte crescimento de 9,5%, com o total de prêmios atingindo 88 bilhões de euros, em 2025. O seguro de Ramos Elementares (P&C) expandiu 7,8%, enquanto o seguro de Vida cresceu 8,6%, refletindo demanda sustentada por proteção financeira privada. Os prêmios de seguro Saúde subiram 10,4%.
Perspectivas: o seguro permanece uma indústria em crescimento
No geral, espera-se que o mercado global de seguros cresça a uma taxa anual de 5,3% na próxima década, ligeiramente acima do produto econômico. Para o Brasil, o aumento anual geral esperado é de 6,6% (PIB nominal: +5,1%). Para Ramos Elementares (P&C), esperamos evolução anual global de 4,7% até 2036 (Brasil: +5,5%). O segmento apresentará taxas de incremento sólidas em quase todos os mercados, pois a crescente necessidade de proteção é um fenômeno global. A Allianz Research também permanece confiante em relação ao seguro de Vida, que pode esperar avanço anual de 4,9% graças às taxas de juros mais altas (Brasil: +11,4%). A Ásia ampliada permanece o motor de crescimento, impulsionada pela necessidade de previdência privada diante da acelerada mudança demográfica. O menor segmento, o seguro Saúde, deve continuar o mais dinâmico, com alta anual de 6,7% (Brasil: +5,8%). A Ásia, em particular, ainda tem muito espaço para crescer.
Em termos absolutos, o pool global de prêmios crescerá 5,260 trilhões de euros nos próximos dez anos. A maior parte desse crescimento virá do seguro de Vida (1,991 trilhão de euros). Mais da metade desse valor adicional de prêmios será gerado na Ásia ampliada (1,004 trilhão de euros), superando a América do Norte (416 bilhões de euros) e a Europa Ocidental (402 bilhões de euros) combinadas. No seguro de Ramos Elementares (P&C), 44% dos prêmios adicionais, de 1,505 trilhão, virá da América do Norte. No seguro Saúde, são esperados prêmios adicionais de 1,764 trilhão, a maior parte proveniente do mercado americano.
O mapa global de seguros continuará se deslocando para o leste, ainda que gradualmente. Espera-se que a América do Norte mantenha uma participação de mercado global de aproximadamente 46% até 2036, cedendo apenas terreno marginal na próxima década (-0,5 pp). Índia e China, por outro lado, devem continuar ganhando relevância, somando juntas quase 4 pp de participação no mercado global. A Europa Ocidental continuará perdendo peso relativo. Um sinal de esperança para o Velho Continente: enquanto perdeu 5,3 pp de participação de mercado na última década, pode perder “apenas” 4 pp na próxima.
“A fragmentação geopolítica está revertendo muitas das premissas que moldaram a economia global por décadas”, disse Ludovic Subran, economista-chefe e Chief Investment Officer do Grupo Allianz. “À medida que o comércio, os fluxos de capital e a regulação se tornam cada vez mais fragmentados, a resiliência está substituindo a eficiência como princípio organizador dominante. Essa mudança está tornando o ambiente operacional mais complexo e custoso, tornando a busca pela acessibilidade ainda mais urgente. Nada menos do que a importância estratégica dos seguros está em jogo: não apenas como mecanismo de transferência de risco, mas também como habilitador crítico de investimento, inovação e confiança econômica.”
Prêmios de seguros
Trilhões de euros
CAGR** (%)
2024
2025
2036
2026-2036
Europa Ocidental
1,574
1,671
2,466
3.6
América Latina
247
269
617
7.6
Brasil
80.4
88.1
177.4
6.6
América do Norte
2,985
3,191
5,562
5.2
Ásia ex. Japão e China
501
556
1,142
6.8
Japão
260
265
360
2.8
China
694
746
1,627
7.3
Resto do mundo
232
255
518
6.6
Mundo
6,413
6,869
12,129
5.3
*A conversão para EUR baseia-se nas taxas de câmbio de 2025.
O avanço da inteligência artificial começa a mudar uma das etapas mais complexas da operação das seguradoras: a subscrição de riscos. Após ganhar espaço em atendimento, marketing e automação de processos, a IA passa a ser aplicada na análise de propostas, organização de informações e apoio à tomada de decisão dos underwriters, com potencial para aumentar a produtividade e reduzir o tempo de resposta aos corretores.
É nesse contexto que surge a WIR Innovation, empresa criada pelos executivos Nicholas Weiser e José Carlos de Paula. A companhia integra a primeira vertical da Avante Ventures, holding brasileira de inteligência artificial associada à venture builder Mahway, do Vale do Silício, e desenvolve soluções para automatizar processos de subscrição, aumentar a eficiência operacional e apoiar a tomada de decisões nas seguradoras.
Embora a adoção de IA tenha acelerado nos últimos dois anos, boa parte das iniciativas das seguradoras ainda está concentrada em assistentes virtuais, produtividade individual e atendimento ao cliente. A avaliação dos fundadores da WIR, que tem a Mahway como sócia, é que a próxima etapa da transformação digital ocorrerá na automação dos processos centrais das operações, especialmente em ramos corporativos e de grandes riscos, onde ainda predominam análises manuais.
“A gente não quer vender tecnologia pela tecnologia. A ideia é partir da dor do mercado e resolver problemas reais de operação, eficiência e tomada de decisão”, afirma Weiser. Segundo ele, a experiência dos fundadores “dos dois lados do balcão” ajuda a entender tanto as necessidades das seguradoras quanto as dores dos corretores. Weiser tem trajetória ligada à corretagem e ao empreendedorismo no setor, enquanto De Paula acumula experiência em bancos, seguros e saúde, incluindo a consolidação do Grupo NotreDame Intermédica.
A primeira frente da WIR é uma camada de IA para subscrição, desenhada para operar em paralelo aos sistemas já utilizados pelas seguradoras. A solução não substitui o core da companhia, mas se conecta por APIs ou outras integrações para ler solicitações, interpretar documentos, organizar dados, aplicar regras de apetite de risco e entregar ao underwriter uma análise estruturada. A decisão final continua com o profissional.
O objetivo é reduzir o tempo gasto com atividades operacionais. De acordo com os executivos, conversas com seguradoras indicam que uma parcela significativa do trabalho do subscritor ainda está concentrada em tarefas burocráticas, como leitura de documentos, organização de informações e triagem de riscos. “Tem seguradora que recebe milhares de pedidos de cotação por ano e não consegue processar metade. Isso significa dinheiro deixado na mesa, corretor mal atendido e perda de oportunidade de crescimento”, diz De Paula.
A WIR já desenvolve aplicações para ramos como transportes, frotas, riscos de engenharia, garantia, vida em grupo e saúde corporativa. A empresa também avalia soluções para MBAs, assessorias e corretores, incluindo ferramentas para comparação de propostas, organização automática de informações, CRM e apoio comercial.
Outro pilar é o uso de analytics. A proposta é transformar a operação de subscrição em uma fonte de inteligência comercial e técnica, permitindo que seguradoras identifiquem quais corretores convertem mais, quais riscos são mais aderentes ao apetite da companhia, quais segmentos estão sendo recusados e onde há oportunidade de ajustar produtos, taxas ou estratégia de distribuição.
Para os fundadores, a IA não deve ser tratada apenas como automação. “O nome já diz: inteligência artificial. O ponto é agregar inteligência ao processo, e não simplesmente criar mais uma ferramenta para o usuário preencher”, afirma De Paula. A visão da empresa é que o underwriter não desaparece, mas passa a trabalhar com apoio de agentes inteligentes capazes de acelerar a análise e ampliar a capacidade produtiva.
A estrutura internacional da Avante e da Mahway é vista como diferencial. Segundo Weiser, o grupo reúne desenvolvedores e especialistas em IA em diferentes países, incluindo profissionais brasileiros que já atuam para empresas globais. A intenção é combinar conhecimento técnico de machine learning com domínio específico do mercado segurador brasileiro.
A companhia afirma já ter conversado com cerca de 25 seguradoras, além de operadoras, administradoras de benefícios e corretoras. A percepção dos fundadores é que, embora muitas empresas já tenham iniciativas de IA em andamento, poucas conseguem levar a tecnologia para processos centrais da operação, como subscrição, sinistros e distribuição corporativa.
“O mercado fala muito em IA, mas boa parte das iniciativas ainda está concentrada em copilotos, atendimento, RH ou marketing. A grande transformação vai acontecer quando a IA entrar nos processos que definem escala, margem e competitividade”, diz Weiser.
A ambição da WIR é participar dessa mudança desde o início. Para os fundadores, o setor de seguros vive uma nova onda tecnológica semelhante à digitalização dos anos 2000, mas com impacto potencialmente mais profundo. “A década mais disruptiva da história já começou. Os líderes do futuro serão aqueles que conseguirem unir IA, estratégia e execução para gerar valor real”, afirma Weiser.
A AXA no Brasil anunciou os destinos da edição 2026 da campanha Top Club, uma das principais iniciativas de reconhecimento da companhia para seus corretores, assessorias, cooperativas e demais parceiros de negócios. Neste ano, os profissionais com melhor desempenho terão a oportunidade de viver experiências exclusivas em dois destinos marcados por paisagens azuis, cultura e roteiros especiais.
Para a viagem internacional, os premiados poderão conhecer a Sardenha, ilha italiana banhada pelo Mediterrâneo e reconhecida por suas águas cristalinas, praias de beleza singular, gastronomia regional e paisagens que combinam história, natureza e sofisticação. Já no destino nacional, os vencedores irão desfrutar João Pessoa, capital paraibana conhecida pelo litoral de águas azul-turquesa, pela hospitalidade nordestina e por experiências que valorizam o encontro entre natureza, cultura e descanso.
“A Top Club ocupa um lugar muito importante na estratégia de relacionamento da AXA com seus parceiros de mercado. É uma campanha que reconhece performance, dedicação e parceria, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da companhia em oferecer experiências à altura dos resultados alcançados. A edição 2026 chega com destinos especiais e um convite claro: seguir crescendo com a AXA e transformar conquistas comerciais em momentos memoráveis”, afirma Luciano Calheiros, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil.
Com o mote “O topo nunca esteve tão azul”, a nova edição da campanha destaca o caráter aspiracional do programa e reforça o convite para que os parceiros sigam ampliando seus resultados com a AXA. A iniciativa contempla as tradicionais viagens nacional e internacional, que serão concedidas aos participantes elegíveis conforme as regras da campanha.
O regulamento completo, com critérios de participação, períodos de apuração, categorias e demais detalhes, está disponível no AXA Hub, o novo Portal do Corretor da AXA.
Sobre a campanha Top Club
A campanha Top Club faz parte da proposta de valor da AXA para corretores, assessorias, cooperativas e demais parceiros de negócios, e reúne iniciativas de incentivo, reconhecimento e relacionamento. Além das viagens de premiação, a companhia oferece outros benefícios no AXA Hub, como plataforma de capacitação, AXA Antecipa, acordos de comissões adicionais, portfólio diversificado de produtos, atendimento personalizado, AXA Personaliza e Clube de Vantagens.
Ao longo dos anos, a AXA já levou seus parceiros a destinos internacionais como Paris e Bordeaux, na França; Deserto do Atacama, no Chile; Marrakech, no Marrocos; Roma e Florença, na Itália; África do Sul; Porto e Douro, em Portugal. No Brasil, a campanha já contemplou localidades como Santa Cruz de Cabrália e Trancoso, na Bahia; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso; Gramado e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul; e Porto de Galinhas, em Pernambuco.
A MAG Seguros e a Unicred União realizaram, no último dia 25, um encontro especial na agência da cooperativa no bairro Batel, em Curitiba, para celebrar uma parceria construída ao longo de mais de 20 anos e reforçar a relevância da atuação conjunta entre o cooperativismo e o mercado de seguros na promoção da proteção financeira dos brasileiros.
A parceria entre a MAG Seguros e a Unicred tem gerado resultados muito consistentes ao longo do tempo. Especificamente a Unicred União, demonstra um crescimento anual de produção nova, de aproximadamente 20% com a MAG. Isso demonstra o potencial da Cooperativa e a total integração entre soluções de proteção financeira que disponibilizamos, aderentes à necessidade dos associados. Tudo isso baseado no relacionamento próximo e muito presente que nossa equipe comercial estabelece, não só com a cooperativa Unicred União, mas com todas as cooperativas do sistema.
O avanço da cultura de proteção acompanha a expansão do cooperativismo na região. No Paraná, de acordo com dados divulgados pela Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), o setor encerrou 2025 com 255 cooperativas, 4,47 milhões de cooperados, 154,2 mil empregos diretos e R$ 221,6 bilhões em faturamento. Somente o ramo de crédito reúne mais de 4,1 milhões de cooperados. Em Santa Catarina, onde fica a sede da Unicred União, são 236 cooperativas e mais de 5 milhões de cooperados, que movimentam R$ 105,7 bilhões por ano, segundo informações da Ocesc (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina).As que são destinadas ao crédito contabilizaram receitas totais de R$ 28,7 bilhões no ano passado no estado. Esses indicadores evidenciam o potencial de capilaridade das cooperativas regionais na oferta de soluções financeiras para a população.
Relembrando Rochdale
O evento trouxe uma experiência imersiva, inspirada na iniciativa dos pioneiros de Rochdale no século XIX, fato considerado o marco fundador do cooperativismo moderno. Na cidade inglesa, trabalhadores do setor têxtil enfrentavam condições econômicas difíceis, e em 1844, reuniram recursos para criar a “Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale”, uma loja cooperativa que garantisse produtos de qualidade a preços justos para a classe trabalhadora da região. Os princípios foram adotados posteriormente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e até hoje servem de base para cooperativas de diversos segmentos.
“Em um período difícil, os pioneiros de Rochdale demonstraram que coragem, união e valorização das pessoas são capazes de transformar realidades e construir soluções duradouras. Esses princípios também fazem parte da atuação da MAG. Acreditamos que proteger pessoas exige proximidade, cooperação e a coragem de inovar continuamente para atender às necessidades de cada cliente e parceiro. Por isso, celebrar a história do cooperativismo é também reafirmar valores da nossa própria essência”, comenta Carice Weber, Diretora-Executiva Corporate do Grupo MAG.
Para Gilvan Lima, Diretor de Cooperativismo do Grupo MAG, relembrar a história de Rochdale representa a importância da união e do propósito comum na construção de organizações mais fortes. “Além de celebrar uma parceria de sucesso, o encontro promoveu uma rica troca de experiências entre profissionais que compartilham os mesmos valores e o compromisso de gerar impacto positivo na vida das pessoas”, explica o executivo.
“Ao longo dessa jornada, a MAG esteve presente em momentos importantes da vida dos nossos cooperados, oferecendo proteção e segurança por meio de soluções alinhadas às suas necessidades. Parcerias de longo prazo geram resultados consistentes e sustentáveis, e é exatamente isso que temos construído juntos. Nossa expectativa é seguir fortalecendo essa trajetória”, destaca Marcelo Vieira Martins, CEO da Unicred União.
Os participantes também revisitaram a trajetória da Unicred União, como a criação da Agência Mais, primeira agência digital da Unicred voltada à centralização e especialização do atendimento aos cooperados, reforçando uma cultura baseada em proximidade, relacionamento e excelência na experiência dos associados.
Também estiveram presentes no encontro Helder Molina (CEO e Chairman do Grupo MAG), Carolina Vieira (Diretora de Parcerias Estratégicas do Grupo MAG), Carice Weber (Diretora-Executiva Corporate); Sandra Guedes (Superintendente Regional) além dos gerentes de Contas Nelson Quintino Junior e Elisane Barbosa. Pela Unicred União, também participaram Fernando Custódio (Diretor de Negócios); Rafaely Ferreira (Diretora de Riscos); Eduardo Hanauer (Gerente da Agência Mais); Angelita Neudorf (Gerente Regional Pessoa Física Paraná); Daiane Koch (Gerente Regional Pessoa Física Santa Catarina); Rafael Garcia (Gerente Regional Pessoa Jurídica Santa Catarina); Marcos Zopellaro (Head de Cartões e Previdência); e Kennidy Alves (Head de Seguro de Vida).
O crescimento das carteiras de Vida e Saúde coletivos trouxe um novo desafio para o mercado segurador: como aumentar a velocidade operacional sem comprometer a consistência técnica das análises. Pensando nesse cenário, a Samplemed anunciou um lançamento de um módulo no s.360 que amplia a atuação da plataforma de subscrição para atender operações coletivas. A novidade permite que seguradoras realizem a gestão da subscrição individual e coletiva dentro de um único ambiente, mantendo os padrões de governança, automação, rastreabilidade e inteligência analítica já consolidados na plataforma.
O novo módulo busca responder a uma necessidade crescente do setor e permitir que operações de maior escala sejam conduzidas com o mesmo rigor aplicado às análises individuais.
Um processo unificado, do estipulante à apólice
O módulo foi desenvolvido para eliminar uma das principais dificuldades da subscrição coletiva: a fragmentação de processos. Todo o fluxo operacional acontece dentro da mesma área já utilizada pelo subscritor de maneira clara e rastreável, acompanhando a jornada desde o cadastro do estipulante até a análise completa da massa segurada.
Da parte do estipulante, inicia-se a identificação e análise do risco da atividade econômica e histórico da empresa; em seguida, o cadastro e vinculação ao grupo de subestipulantes passa por questionários empresariais integrados ao processo; a inclusão individual ou em lote dos proponentes, e análise individual de cada participante com visão consolidada da massa.
Embora amplamente aplicável ao mercado corporativo, o módulo atende grupos de diferentes naturezas e portes, incluindo pequenas, médias e grandes empresas, cooperativas, escolas, sindicatos, associações, organizações do terceiro setor, profissionais autônomos e microempreendedores individuais. Sempre que houver um vínculo entre pessoas passível de contratação coletiva, o s.360 pode apoiar todo o processo de subscrição.
A inovação aproveita toda a inteligência que já sustenta a subscrição individual realizada na plataforma. Os modelos preditivos, regras de decisão e mecanismos de automação passam agora a apoiar também operações coletivas, permitindo decisões mais consistentes em larga escala. Para seguradoras que já utilizam o s.360, o novo módulo amplia o ecossistema existente, incorporando novas capacidades à operação sem alterar a experiência já consolidada pelos usuários.
Inteligência construída sobre experiência
O s.360 é uma plataforma de subscrição digital que integra automação, inteligência médica, e análise de dados para apoiar seguradoras com decisões de risco mais ágeis e fundamentadas. A plataforma reúne em um único ambiente todas as etapas da jornada de subscrição, promovendo maior eficiência operacional, padronização de processos, governança e rastreabilidade.
Nos últimos anos, o s.360 expandiu seu ecossistema por meio de integrações estratégicas com empresas como SAS, Dacadoo e Shen AI, incorporando recursos analíticos e novas fontes de informação que fortalecem ainda mais a capacidade de avaliação de risco. Há 35 anos a Samplemed entrega cuidado e desenvolve soluções tecnológicas combinando conhecimento médico, inteligência analítica e inovação para apoiar seguradoras na gestão de riscos. Suas soluções estão presentes em importantes seguradoras do mercado brasileiro e vêm conquistando reconhecimento internacional, com premiações recebidas na Espanha, Suíça e Estados Unidos.
Com o lançamento do módulo de riscos coletivos, a empresa amplia sua proposta de oferecer a plataforma mais completa do mercado para a gestão da subscrição, acompanhando a evolução tecnológica e os novos desafios enfrentados pelas seguradoras.
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