A Transformação do Consumidor: respeitar, ouvir, atender e agradar

eduardo_gianetti_conseguroAtender ao consumidor na plenitude de suas necessidades é o caminho para o mercado segurador transformar em oportunidades os desafios que têm pela frente para chegar a 2025 com uma participação ainda mais representativa no dia a dia da sociedade brasileira. Por ser a saúde um dos principais desejos da população e também um dos produtos que têm gerado mais atritos entre consumidores e empresas, o segmento foi alvo dos dois palestrantes do painel “Transformação do Consumidor”, o primeiro debate do último dia da 6a Conseguro, que acontece em Brasília.

O economista e sociólogo Eduardo Gianetti enfatizou que é preciso vencer os desafios da regulamentação da saúde suplementar, que tirou o apetite das empresas em vender planos individuais. “Fico abismado com tantas dificuldades para se criar produtos de saúde individuais e familiares. Tem alguma coisa profundamente errada na forma como se fecharam as possibilidades desse mercado que é tão demandado pela população”, disse em sua palestra. “A regulamentação inviabiliza o interesse de todos e deixa milhões de famílias excluídas dos planos de saúde”, afirmou.

Para Gianetti, o mercado deve encontrar soluções para atender às necessidades da população. “É preciso criar um ambiente no qual cada empresa possa ofertar produtos para que o consumidor escolha o que mais atende às suas necessidades”.

Ele sugeriu que o mercado pense no longo prazo e reflita sobre as tendências permanentes que mudam a sociedade. E resumiu o tema em duas grandes megatendências: transição demográfica e mudança na composição de renda da sociedade brasileira, fatores que, segundo ele, criaram o ‘dividendo demográfico’. “Se queremos ser um país de alta produção e gerar renda para um contingente que vai para o topo da pirâmide, temos de investir em produtividade, pois de nada adianta trabalhar muito sem ter resultados eficientes”, alertou.

Para Gianetti, para se viver num cenário em que o consumidor tenha mais poderes, as empresas devem criar produtos melhores, com preços acessíveis e qualidade no pré e no pós-venda. Outra saída é investir na inovação, atraindo o consumidor com produtos revolucionários. “Mas a lei da concorrência faz com que o lucro diferenciado, obtido pela inovação, se esgote com os concorrentes superando o que era inovador”.

juliana_peres-conseguroA secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, concorda com Gianetti. “Respeitar o consumidor é interessante para o país e agrega valor às companhias”, sintetizou.

Segundo ela, uma pesquisa mostrou que, no banco de dados que reúne 9 milhões de queixas, em cada grupo de dez pessoas que procuram o Procon nove tentaram resolver o problema com a empresa e não conseguiram”, afirma, acrescentando que o problema seria solucionado e custaria menos para a sociedade se fossem criados produtos responsáveis e se houvesse um atendimento de qualidade no pré e no pós-venda.

“Comprar um produto que não entrega o que promete tem um custo elevado. Há o custo do cidadão, que é obrigado a procurar um órgão regulador, e para a imagem da empresa, que fica arranhada com problemas como venda casada ou propaganda enganosa”, citou.

Para Juliana, as empresas, especialmente as do segmento de saúde, devem buscar confiança e transparência na relação com o consumidor que está cada dia mais poderoso. “Com o avanço das redes sociais, o consumidor reage na hora a qualquer desrespeito. A empresa que quiser sobreviver no futuro terá de criar uma relação de respeito, eliminando os subterfúgios para vender e praticando o bom senso. Essa deve ser a agenda do consumidor”, finalizou.

Brasil precisa retornar à rota de crescimento e riqueza, diz Armínio Fraga

conseguro armirio“Temos muito trabalho pela frente para colocar o Brasil novamente numa rota de crescimento e de riqueza”. A afirmação foi feita pelo economista Armínio Fraga, sócio fundador da Gávea Investimentos, durante palestra na 6ª Conseguro, que acontece hoje e amanhã em Brasília.

A grande questão para o ex-presidente do Banco Central (1999 a 2003) foram os acontecimentos que levaram o Brasil a sair da rota de crescimento que vinha vivenciando desde a década de 1990. “Meu diagnóstico é simples: estamos adotando alguns modelos errados, de políticas que não deram certo em outros governos que enfrentaram crises”, disse.

Segundo ele, nos últimos anos, o Brasil cresceu focado no consumo, o que é natural para chegar a uma segunda fase, com investimentos para atender à demanda. No entanto, a partir do segundo mandato do governo Lula, houve uma mudança no cenário internacional, que exige alterações para não gerar resultados frustrantes, como aconteceu com os investimentos em infraestrutura, que foram abaixo das reais necessidades.

“Há também uma fragilização das agências reguladoras, entidades novas que precisam continuar seu ciclo de evolução”, comentou. Fraga acredita que é preciso voltar a um ciclo de investimentos após a paralisação verificada nos programas de concessão. “Isso tem custado caro ao Brasil, vivemos um período de pouco planejamento, que levou à crise na infraestrutura”, alerta.

ABGR: como tentar minimizar os prejuízos em caso de acidentes de grandes proporções, ensina executivo da Tokio Marine

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Para uma plateia formada por técnicos e executivos da área de gerenciamento de riscos, o especialista internacional Nick Okabe, da Tokio Marine & Nichido Fire Insurance, abordou o tema “Business Continuity Plan – BCP” (Gestão de Continuidade de Negócios) durante o primeiro dia do X Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros, na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

Com mais de 30 anos de experiência na área, Okabe utilizou um estudo de caso sobre o terremoto ocorrido no Japão em 2011 como ponto de partida para explicar como as organizações podem seguir com as entregas de seus produtos e serviços após um incidente de grande proporção, lançando mão do Plano de Continuidade de Negócios.

A palestra foi promovida pela Tokio Marine Seguradora, que, além de trazer o especialista internacional para compartilhar seus conhecimentos com os presentes, também é patrocinadora oficial do evento da ABGR. Em sessão exclusiva, o executivo falou sobre a importância da adesão a padrões internacionais de gerenciamento de riscos, bem como a necessidade das corporações se prepararem para situações adversas.

“Os riscos existem para qualquer empresa. A diferença está no modo como os avaliamos. Nesse sentido, o foco do BCP deve ser a proteção das pessoas, dos ativos, das operações do negócio e de todos os recursos necessários para o funcionamento da empresa”, explica Nick Okabe.

De acordo com o palestrante, o objetivo do plano é preparar as companhias para recuperar danos e manter os clientes no caso de incidente de grandes proporções, mantendo os padrões ou até mesmo elevando o nível de qualidade. O BCP pode ser usado em todos os tipos de situações e segmentos de atuação, independentemente do porte da empresa. Para isso, é preciso considerar as probabilidades de enfrentar diversos tipos de riscos, avaliá-los e minimizá-los.

“Uma lição aprendida no Japão é não nos prendermos às armadilhas das probabilidades de um acidente acontecer. Devemos nos precaver sobre algo que pode ocorrer e ter um plano de continuidade das atividades. E dentro dele, é preciso planejar, fazer e checar”, afirma Okabe.

Segundo o executivo, outra recomendação importante é melhorar a capacidade de resposta rápida, exercitar-se para lidar com situações inesperadas, preparar os funcionários para colocar o plano em prática e construir relações de confiança com parceiros de negócios.

PcW dá dicas de como se preparar para as megatendências mundiais do setor

conseguro megatendenciasQuem será o consumidor de seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais? cada vez mais frequentes? Para tentar responder a essas perguntas, a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”, apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory, Jamie Yoder, em sua palestra.

A última década testemunhou mudanças sociais, tecnológicas, ambientais, econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade seguradora. Em 2014, a quantidade de usuários de Internet móvel, estimada em 1,6 bilhão de pessoas, superará a de usuários de computadores de mesa.

“Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima de cada e como elas afetarão os diversos setores da atividade seguradora, vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais, tecnológicos, econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais, previdência e vida, saúde e capitalização”, diz Jamie Yoder.

Megatendências para o mercado mundial de seguros

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores, fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os “grandes dados” em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens, de acidentes, de vida e previdência, pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes.

Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009, furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45,2% das perdas totais com catástrofes.

Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista, de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1,9% nos países desenvolvidos, aumentaram 7,1% nas economias em desenvolvimento.

Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador, motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes, pode criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

Marco Antonio Rossi (CNseg) – “Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes, para ofertar o produto certo, no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

Márcio Coriolano (FenaSaúde) – “A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

Paulo Marraccini (FenSeg) – “Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: Como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

Marco Barros (FenaCap) – “Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil, atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi) – “Em 2013, observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas. Antes, elas determinavam o produto que era mais adequado. Agora, o consumidor é quem determina como deve ser o produto. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos? Vamos pensar nisso diariamente.”

Desmanche legal é passo importante para seguro popular de automóvel

conseguro desmanche pqA reutilização de peças automotivas, depois de anos em discussão, sinaliza estar em fase final para entrar em vigor possivelmente a partir de 2014. A avaliação é de Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, mediador da palestra “Desmontagem de Veículos”, realizada na 6ª Conseguro. “Temos trabalhado para implementar a experiência argentina no Brasil”, afirmou.

O setor se prepara para atuar com a reciclagem de peças assim que a Lei 23/2011, conhecida como Lei dos Desmanches, for aprovada. Em junho, a Câmara aprovou o projeto que cria regras para o funcionamento e operação de desmontadoras de veículos no País. “Devemos isso ao empenho do deputado Armando Vergílio (PSD-GO) e aguardamos uma rápida aprovação pelo Senado”, disse Marraccini.

Trata-se de um assunto prioritário para o mercado segurador implementar o seguro popular de veículos, um dos pilares para o crescimento da carteira nos próximos anos, por permitir a prática de preços mais acessíveis para veículos com mais de 5 anos de uso. A título de comparação, Marracini citou uma conta apresentada pelo vice-presidente de automóveis da Porto Seguro, Luiz Pomarole. Segundo ele, o custo de um paralama e de um capô originais de um veículo popular chega a R$ 900. O valor poderia ser de R$ 350, se as peças fossem recicladas.

Fabian Pons, responsável pela Cesvi Argentina, conta que a unidade seguiu o modelo adotado na Espanha, país onde a política de reciclagem de peças já está consolidada. O programa de reciclagem argentino surgiu para tentar dar uma solução ao aumento de furtos e roubos de carros ocorridos durante a fase aguda da maior crise econômica do país vizinho, entre 2002 e 2003. “O roubo era gerado com o claro objetivo de venda de peça”, ressaltou.

Diante disso, foi criada em 2003 uma lei que permitiu o fechamento sumário de todos os desmanches. Em 2004, surgiu o primeiro centro de reciclagem da Cesvi.?“A experiência registrada na Argentina trouxe vários benefícios, como queda de aproximadamente 50% no índice de roubo e furto de veículos, melhor tratamento de resíduos sólidos de descarte de peças, reduzindo danos ao meio ambiente e aumento da base de segurados, ao tornar o preço do seguro mais acessível”, contou.Hoje a Cesvi fatura US$ 5 milhões por ano com a reciclagem das peças.

Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, ficou impressionado com as informações da Cesvi Argentina, ressaltando a importância de ter a iniciativa privada para ajudar a solucionar problemas que afetam toda a sociedade. “Temos uma agenda histórica, com desmatamentos, mas há uma nova safra da agenda ambiental que precisa ser uma preocupação de todo o setor produtivo, como mostra a recente política de resíduos sólidos, que envolve o mercado automotivo. Acredito que podemos fazer muitas ações em parceria e assim ajudar a reduzir os impactos ao meio ambiente”, disse.

Experiência com acidentes anteriores deverá pautar o plano de contigenciamento de Libra, segundo Smith, da Tokio Marine

O consórcio formado pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, e as estatais chinesas CNPC e CNOOC foi o único a fazer uma oferta e venceu o leilão do maior campo de petróleo já descoberto no Brasil no dia 21 de outubro. Uma das preocupações da sociedade é que não há ainda um plano de contigenciamento para ativar caso haja um acidente durante a exploração, como aquele que o mundo acompanhou no Golfo, envolvendo a British Petroleum.

Quais os riscos e qual seria o plano de contingência mais adequado para o campo de Libra, um dos mais promissores do mundo, com capacidade de oito a 12 bilhões de barris retirados do fundo mar? Para responder a essa questão, o blog Sonho Seguro foi procurar Felipe Smith, diretor executivo técnico da área corporate da Tokio Marine, uma das seguradoras mais especializadas na área de petróleo do mundo.

felipe smith tokioO que significa contingência de risco no caso da Libra? Como o mercado de seguros pode ajudar a criar esse programa? O que é levado em conta em outros países que estão se dedicando a exploração do pré-sal?

A ocorrência de mega-vazamentos no Golfo do México e aqui no Brasil, no campo de Frade, provocaram a necessidade de mudanças nos sistemas de segurança utilizados na indústria de Petróleo. Tais mudanças também atingiram o Brasil e certamente serão aplicáveis no campo de Libra.

Os órgãos envolvidos na fiscalização, segurança e regulamentação das operações de extração, como a Agência Nacional do Petróleo, o Ibama e a Marinha, estão envolvidos na implantação do Plano Nacional de Contingência para conter vazamentos de petróleo em alto mar. Um plano de contingência significa estar preparado para o pior cenário possível (danos materiais, vazamentos, atos de terrorismo etc…) com diretrizes e procedimentos bem definidos em casos de situações de emergência, para sanar os eventuais prejuízos e possibilitar a retomada das operações no menor tempo possível.

No âmbito operacional, as empresas operadoras tem adotado procedimentos de segurança mais rigorosos, como por exemplo o uso de redundância de equipamentos de proteção; utilização de 2 sistemas de prevenção de fluxo descontrolado (BOP), ao invés de apenas 1; redundância nos sistemas de posicionamento dinâmico, entre outros.

Vale salientar que a segurança e o detalhamento do plano de contingência de um campo do porte de Libra explicam-se pelos interesses geopolíticos envolvidos. Por exemplo, as empresas chinesas que participam do consórcio vencedor da licitação indicam claramente a preocupação do governo daquele País em ter garantias de fornecimento de energia para atender ao seu crescimento econômico.

As principais seguradoras e resseguradoras do mundo têm aderido aos protocolos mundiais de sustentabilidade e poderão exigir dos Segurados, no caso, as empresas de petróleo, a adoção das boas práticas de Segurança e proteção ambiental.

Além disso, poderão participar da elaboração de Planos de Continuidade dos Negócios (BCP, na sigla em inglês). Pelo resultado do leilão de Libra, no qual o consórcio ganhador é formado por pesos pesados no consumo de energia, como China, Inglaterra e França, que procuram acesso a fontes mais estáveis e seguras de fornecimento de energia, certamente haverá adesão aos protocolos e padrões de segurança e contingência nas operações dos poços do pré-sal.

Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo, afirma ministro Roberto Barroso

1385266_10201383150195654_1872240121_nO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, deu uma grande contribuição ontem ao falar na painel “Brasil em 2025, um pensamento estratégico, durante a sua palestra na 6a. Conseguro, principal evento do mercado seguradora realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em Brasília. Adaptando-se às novas tendências de falar pouco mas com conteúdo relevante para atrair a atenção dos ouvintes apressados para tantos compromissos, o ministro deu um claro recado a todos que pretendem ajudar a mudar o Brasil: Precisamos debater ideias. Precisamos de instituições educadoras de ponta. Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo.

Segundo Barroso, o patrimonialismo e o oficialismo causam disfunções crônicas e travam o desenvolvimento do País. “O patrimonialismo, onde existe uma grande dificuldade de separar o público do privado, além do oficialismo, que é a cultura de que tudo precisa depender da bênção do governo para andar, precisam ser superados”, afirmou.

Outro ponto de destaque foi o autoritarismo, que tem mudado a história de vários países com golpes políticos e desrespeito a contratos, gerando incerteza e fuga de investores sem previsibilidade. Nesse quesito o ministro se mostrou otimista com o Brasil. “Conseguimos superar em uma geração o autoritarismo, quem sabe nas próximas quebremos as demais para termos uma evolução social”.

Correndo contra o tempo para poder resumir boa parte do que pensa sobre os desafios e oportunidades nesses próximos 12 anos, o ministro citou algumas ideias econômicas e sociais que podem elevar o Brasil a superar problemas crônicos e assim realmente decolar. Entre elas, a criação instituições de ensino de ponta, reforma política que ajude a baratear custos eleitorais e redução do foro prerrogativo de função no judiciário.

Também agradou a plateia, que o aplaudiu, com a ideia de eliminar o preconceito contra o empreendedorismo e a livre iniciativa, o que ajudaria a mudar a ideia de que fazer concurso publico ou ingressar em uma multinacional é a grande salvação dos trabalhadores. “Temos uma cultura na qual o lucro é motivo de vergonha, com o sucesso empresarial das instituições ou de pessoas associados a golpes e falcatruas. A livre iniciativa é melhor geradora de riquezas do que o protagonismo estatal. Com tempo encerrado, Barroso finalizou seu discurso: “Desejo que cada um faça dentro de si as transformações que quer para o mundo”.

IRB se prepara para IPO em dois anos, prevê Leonardo Paixão

IRB logoO lançamento da nova marca do IRB Brasil Re, durante a 6a. Conseguro, principal evento do setor que começou ontem e termina hoje em Brasília, dá início a uma nova fase ressegurador que deteve por quase 70 anos o monopólio das operações que dão suporte aos contratos de seguro. Diferente de estatais internacionais que foram a falência com a abertura do mercado, como o Inder, na Argentina, o IRB conseguiu reverter os desafios em oportunidades. Chegou a ter a sua participação de mercado reduzida para 23%, mas com uma ajuda do governo nas mudanças das regras de abertura, reconquistou seu market share e conseguiu concluir o processo de privatização no início deste mês, com a venda das ações do Tesouro para o Banco do Brasil.

A nova jornada do IRB Brasil Re será definida nos próximos dias com a reunião que elegerá o novo Conselho. Eleito, definirá a nova diretoria, podendo manter ou trocar a diretora executiva. A expectativa dos funcionários do ressegurador local líder é de que o atual presidente, Leonardo Paixão, que assumiu em abril de 2010, com o desafio de preparar o ressegurador local para a privatização, será mantido no cargo em decorrência de ter cumprido o seu desafio no início de outubro.

A abertura de capital do ressegurador deve ocorrer em até cinco anos, com o “taximetro” ligado no dia primeiro de outubro de 2013. Para que o IRB vá captar recursos na bolsa é preciso passar por um amplo processo de governança corporativa, já iniciado há alguns anos, mas que ainda tem um caminho a ser percorrido. “Acredito que em até dois anos o IRB se adequar a todas as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estando pronto, a emissão de ações pode sair no momento do mercado que os acionistas considerarem mais oportuno.

Leonardo Paixão, ao ser indagado se considerava ter cumprido seu mandato e partiria para novos projetos, respondeu: “Gosto de projetos que têm começo meio e fim”, comentou, deixando claro que está pronto para abraçar o processo de preparar o IRB para o IPO. Ou seja, depois de privatizar o IRB, preparar a companhia para um IPO é um grande desafio. Com começo meio e fim.

No momento o IRB não precisa captar recursos com um IPO. Em 2012, a companhia contava com patrimônio líquido de R$ 2,5 bilhões. No entanto, com o crescimento da economia brasileira e projetos de infraestrutura previstos para os próximos anos, a expectativa é de que as empresas necessitam de mais capital para fazer frente aos riscos assumidos.

Todas essas decisões estarão na pauta da reunião de acionistas que deverá ser realizada em novembro, com representantes do novo bloco de controle composto pela BB Seguridade, Bradesco Seguros, Itaú Seguros e um fundo de participações da Caixa.

Mercado trilha trajetória de crescimento sustentável nos próximos anos

conseguro abertura rossi MATÉRIA EXTRAÍDA DO PORTAL DA CNSEG – www.cnseg.org.br)

A importância do mercado de seguros para o crescimento sustentável do Brasil e o grande potencial de negócios para o setor foram duas afirmações unânimes de todas as personalidades que compuseram a mesa de abertura da 6ª Conferência de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), o maior evento do mercado segurador, promovida pela CNseg, que começou hoje e se estende até amanhã.

“Só depende de nós”. Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, disse que “escolhemos o tema a Visão 2025 como norte dos painéis temáticos, pois o mundo está mais ágil e as mudanças mais aceleradas. Trata-se de um período de grande transformação, se olharmos os 12 anos passados. Nossos debates visam transformar os desafios em oportunidades para os próximos 12 anos. Ter o conhecimento para lidar com os novos canais de comunicação com os consumidores. Estamos aqui decididos a construir um mercado de seguros ainda melhor do que o que construímos nos últimos anos. Afinal, só depende de nós.

Infraestrutura. Diretor de Desenvolvimento do Ministério das Cidades, Carlos Antonio Vieira Fernandes destacou que “a indústria de seguros tem muito a contribuir para o desenvolvimento das cidades, com o apoio dado por meio do seguro garantia, um instrumento que estimula os investimentos nos projetos necessários para que as cidades se modernizem e acompanhem o avanço do Brasil”.

Saúde. Representante da Agência Nacional de Saúde (ANS), Bruno Sobral assinalou que “o futuro do setor que faz seguro tem de ser discutido constantemente, ainda mais no Brasil, já que sua população envelhece. Isso nos impõe grandes responsabilidades. Uma das propostas é criar produtos financeiros que ajudem a chegar em 2025 com proteções e promoção de saúde à população de idosos. O setor de saúde deverá chegar em 2025 com um faturamento de R$ 258 bilhões, com 85% do valor retornando à sociedade em pagamentos de eventos de saúde. Por isso, o setor deve chegar em 2025 não só com ofertas de cobertura para a sociedade, mas oferecer saúde. Por isso discutir 2025 é uma obrigação de todos nós”.

Inclusão. Titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal afirma que “, tendo em vista 2025, a autarquia tem elaborado inúmeros normativos, como a regulamentação dos microsseguros e a contratação de seguros por meios remotos. E, possivelmente na próxima semana, publicaremos o normativo que disciplina a atuação do varejo como distribuidor de seguros no Brasil, um segmento que entendemos que pode ser importante canal de venda dos microsseguros. A função da Susep está fundamentada em promover o debate de novas propostas, com transparência e discussão com todos os participantes da indústria para assim promover o acesso do seguro à população”.

Cenário benigno. Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira disse que “a mensagem mais importante que posso trazer a todos vocês está na confiança que temos na economia brasileira. Apesar de um excesso de pessimismo de alguns economistas com a economia, há números que mostram uma situação confortável do Brasil. O crescimento do PIB deve chegar a 2,5% em 2013, o que é mais do que o dobro de 2012. E a inflação está pouco abaixo do ano anterior. Com isso, pode ser descartada qualquer discussão sobre um cenário ruim para o Brasil. A economia segue um ciclo e nossa a avaliação é que estamos tendo um desempenho satisfatório. O nível de emprego se mostra benéfico. Estamos com 5,3% ao ano. Diante disso, temos um cenário que permite o crescimento do mercado de seguros, com perspectivas positivas para o futuro. O setor cresce a quase 20% neste ano. O setor continuará se desenvolvendo de maneira forte e plena, aproveitando as oportunidades que são geradas a cada dia. Essa história de sucesso dos últimos anos continuará. A visão de longo prazo desta Conferência, a meu ver, é tímida. Se olharmos o desempenho do setor na última década podemos ser mais otimista. O governo tem buscado contribuir com o setor, com normas estáveis e segurança jurídica. São mudanças relevantes que ajudarão o setor a ultrapassar suas projeções para 2025.

Papel. Para o presidente da Fenacor e deputado federal , Armando Vergílio, “o setor cumpre com seu papel de colaborar com o crescimento do Brasil, com a geração de empregos e reparação das perdas econômicas que não poderiam ser suportadas individualmente. Gostaria de reforçar que precisamos de uma maior interação entre todos os atores que estão protagonizando essa história, como o setor público e o privado, corretores e seguradoras. Se dermos as mãos em ações que visam o crescimento, construiremos um setor cada dia mais forte e saudável. E os corretores de seguros são peça fundamental nesta história, por darem capilaridade para o setor levar seus produtos aos consumidores.

Potencial. Para o senador Francisco Dorneles, representante do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, na solenidade, “o setor de seguros é o que tem o maior potencial de crescimento dentro da economia brasileira. A abertura do resseguros e a remodelagem do IRB trouxeram nova configuração para o setor dar um grande salto de qualidade. Vejo como um dos grandes desafios do setor implementar o seguro garantia, único caminho para agilizar obras públicas no Brasil”.

Discurso Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, na 6ª Conseguro

rosssiiiiiiiiiii pqNo discurso de abertura da 6ª Conseguro, o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, disse que “o mercado segurador caminhará para a diversificação de produtos e serviços em regiões consolidadas, como a Região Sudeste, e também se expandirá em áreas em que atualmente ainda temos pouca penetração, como as regiões Norte e Nordeste, que já apresentam indicadores promissores de crescimento”.

Ele está certo de que “a indústria de seguros contribuirá de forma decisiva no atingimento dos resultados estimados, principalmente com relação ao crescimento da poupança interna do País”.

Na sua opinião, “há muito trabalho a ser feito”. “Estou certo de que a harmonia entre os agentes do mercado será fundamental para que tenhamos um futuro promissor, e que possamos alcançar e até superar as perspectivas traçadas para 2025”, assinalou ele, para quem “ devemos buscar uma indústria de seguros cada vez mais integrada e fortalecida, orientada para as novas relações de consumo, com transparência e informação”.

Leia abaixo a íntegra do discurso “O amanhã, sem dúvida, cabe a nós”

O amanhã, sem dúvida, cabe a nós.

Íntegra do discurso de Marco Antonio Rossi

“Bem-vindos à 6ª Conferência Nacional de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Hoje e amanhã, estaremos reunidos nesse amplo fórum de debates para fazer uma profunda reflexão a respeito dos cenários que se desenham para os próximos anos.

E como o nosso mercado está intrinsicamente ligado ao exercício da visão de futuro, escolhemos o tema Visão do Mercado Segurador em 2025 como norte para os painéis temáticos.

Mais uma vez, a Conseguro contará com a participação de importantes formadores de opinião para debater temas fundamentais do cenário socioeconômico, como o Brasil na próxima década, a transformação no perfil do consumidor, perspectivas para a saúde suplementar, integração às redes sociais e aos canais digitais, impacto das alterações climáticas na economia, além das mudanças no processo de comercialização de produtos de vida e de previdência.

Não há dúvida de que o mundo em que vivemos está cada vez mais ágil e dinâmico. Os próximos 12 anos chegarão bem depressa e com muitas transformações que certamente serão ainda mais aceleradas do que nos últimos 12 anos.

Para se ter uma ideia, há 12 anos tínhamos 500 milhões de assinantes de celulares e o aparelho mais vendido era o motorola, hoje alcançamos mais de 5 bilhões assinantes. Já a Internet era acessada por 250 milhões de pessoas. Até o final de 2013, esse número deverá atingir 2,7 bilhões de usuários em todo o mundo.

Há 12 anos também ocorreu o lançamento do iPod, que mudou a forma de armazenar e ouvir música e que antecedeu o iPhone. O iPod evoluiu bastante neste período chegando a 275 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Além disso, naquela época, todos queriam ter aquela TV de 29 polegadas que era muito pesada e ocupava um grande espaço nas estantes, para acompanhar melhor todos os detalhes da novela das oito: “O Clone”. O carro mais vendido era o Gol, e a indústria licenciava anualmente apenas a metade da quantidade atual.

Olhando para o mercado segurador, em 2001, lembramos que o VGBL começava a se destacar no setor de Previdência tornando-se neste período um produto importante para o crescimento do segmento no país.

Este era o nosso cenário. Este era o nosso país.

Assim, prevendo que teremos nestes próximos anos transformações tão relevantes quanto tivemos neste passado recente precisamos nos preparar para aproveitar da melhor forma possível as oportunidades.

Precisamos nos preparar para transformar as informações que receberemos e as experiências que teremos em aprendizado e em conhecimento.

Conhecimento para lidar com os novos canais de diálogo com o consumidor que se apresentam. Conhecimento para reduzir a distância entre as empresas e o seu mercado. Conhecimento para estabelecer maior aproximação entre a indústria de seguros, as três esferas de Governo, órgãos reguladores e de defesa do consumidor. Conhecimento para, / acima de tudo, modelar soluções em produtos e serviços que ajudem a proteger ainda mais o patrimônio, a saúde e o futuro dos brasileiros.

As seguradoras já acompanham as novas tendências, adequando a forma de subscrever, gerar, transferir riscos e reduzir perdas.

Mas os novos tempos, sem sombra de dúvida, exigirão outra velocidade em relação à governança e no modo como nos relacionamos com o mundo. E é o próprio consumidor quem balizará o comportamento das empresas, sobretudo no que diz respeito à ampliação dos canais de comunicação, com grande destaque para o cenário trazido pelas novas mídias.

Em 2025, o Brasil se destacará ainda mais na economia mundial e a população brasileira, por sua vez, ultrapassará 218 milhões de pessoas.

Nosso setor aumentará significativamente sua participação na economia do país, tendo um papel ainda mais relevante para apoiar e dar condições ao desenvolvimento do Brasil.

O mercado segurador caminhará para a diversificação de produtos e serviços em regiões consolidadas, como a Região Sudeste, e também se expandirá em áreas em que atualmente ainda temos pouca penetração, como as regiões Norte e Nordeste, que já apresentam indicadores promissores de crescimento.

O desenvolvimento de produtos diferenciados para atender a um número cada vez maior de brasileiros será uma de nossas grandes missões.

Nesse sentido, são grandes as expectativas em torno da regulamentação do seguro popular de automóvel e do VGBL saúde, assim como na simplificação de regras e procedimentos que permitam acelerar a evolução do seguro no país.

É fato que o desempenho das empresas de seguro tem sido impactado diretamente pela evolução social, demográfica e tecnológica do país ao longo dos anos. Com base nesses indicadores históricos e, supondo a manutenção do atual cenário socioeconômico, que a CNseg estima os resultados para 2025, conforme vocês puderam acompanhar nos telões.

Neste cenário, a indústria de seguros contribuirá de forma decisiva no atingimento dos resultados estimados, principalmente com relação ao crescimento da poupança interna do país.
Há muito trabalho a ser feito. Estou certo de que a harmonia entre os agentes do mercado será fundamental para que tenhamos um futuro promissor, e que possamos alcançar e até superar as perspectivas traçadas para 2025.

Precisamos potencializar ainda mais a relação entre a indústria de seguros e o governo, que será primordial para o benefício da população, do mercado de seguros e do país.
Devemos buscar uma indústria de seguros cada vez mais integrada e fortalecida, orientada para as novas relações de consumo, com transparência e informação.

O amanhã, sem dúvida, cabe a nós.
Bom evento a todos !