Corretores de seguros estão satisfeitos com o comissionamento das companhias

mario sergioRelease

A política de comissionamento é o motivo de maior satisfação dos corretores de seguros em relação às companhias seguradoras. Já a precificação dos seguros é motivo de insatisfação. Essas são as principais conclusões da Pesquisa para Melhoria Contínua do Mercado de Seguros – PMC 2013, desenvolvida pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP).

Além desses dois itens, a PMC 2013 colheu a avaliação dos corretores a respeito da eficiência na cotação; eficiência na liquidação de sinistro; padrão de atendimento comercial e, ainda, competência na emissão das apólices. Para cada item pesquisado, os corretores atribuíram graduações na seguinte escala: excelente (10), muito boa (8), boa (6), regular (4) e ruim (2). A tabela abaixo mostra as avaliações gerais.

Veja a nota média obtida em:

Política de comissionamento – 7,3

Eficiência na cotação – 7,1

Competência na emissão das apólices – 7,0

Eficiência na liquidação de sinistro – 6,9

Padrão de atendimento comercial – 6,7

Produtos oferecidos aos segurados – 6,7

Precificação dos seguros – 6,4

Média total – 6,9

De acordo com Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor-SP, a boa prestação de serviços ao consumidor está diretamente ligada à maneira como o corretor interage com a companhia seguradora. “Os resultados dessa pesquisa nos permitirão propor ações que visam promover o aperfeiçoamento da relação entre os corretores e as companhias seguradoras, cujos reflexos, certamente, se estenderão aos consumidores”, afirma.

Participaram da pesquisa 1.957 corretores, sendo 1.445 sócios do Sincor-SP e 512 não sindicalizados. O número total representa 6% de toda a categoria no Estado de São Paulo. As melhores avaliações foram apontadas nas regiões de Barretos, Nova Alta Paulista e São João da Boa Vista; já as regiões de Assis, Bauru e ABC registraram os maiores índices de insatisfação. “A próxima etapa desta pesquisa será interpretar esses índices, verificar o andamento das operações nos locais com os melhores resultados e, na sequência, levar soluções práticas para as regiões com os piores indicadores”, conclui o presidente do Sincor-SP.

Sai nova regra para a venda de seguros pelo varejo

valorOlha só o que o Valor online divulgou:

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, aprovou ontem regras para a distribuição de seguros por meio de lojas de varejo, com uma norma específica para o seguro garantia estendida. As normas visam proteger o consumidor e, para isso, colocar essa atividade no varejo sob a tutela da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Antes, a loja que vendia seguros era considerado “estipulante” da apólice, ou seja, representava o cliente perante a seguradora. Pelas novas regras, a loja varejista agora é considerada representante da seguradora, passando a cumprir as regras do setor. O varejista poderá, inclusive, sofrer as penalidades previstas em caso de infrações.

“O varejista hoje se coloca como se fosse um representante dos consumidores, quando na verdade trabalha como um distribuidor do produto, do seguro”, disse Dyogo Oliveira, secretário-executivo interino do Ministério da Fazenda.

A Susep também vai limitar a remuneração do varejo na venda de seguro quando considerar que for excessiva. Segundo o superintendente da Susep, Luciano Santanna, as normas que serão publicadas no “Diário Oficial da União” na semana que vem não trazem percentuais ou estabelecem limites. O que será feito é uma avaliação dos produtos e das remunerações. Se a Susep julga-lá exagerada pode pedir explicações e, no limite, vetar a distribuição do seguro.

Também foi limitado o tipo de seguro que poderá ser vendido no varejo. São eles: garantia estendida, seguro viagem, prestamista (garantia para o pagamento de parcelas em caso de produto financiado), seguro de desemprego ou perda de renda, além dos microsseguros de pessoas (vida), danos (seguro residencial) e previdência.

“Estamos limitando [a venda de seguros no varejo] para esses seguros mais simples ou de baixo valor, que são os microsseguros para garantir que haja informação adequada na venda”, disse Oliveira.

“É um mundo completamente novo, que todos vocês precisam entender e compartilhar”

conseguro EthevaldoPrivacidade? Esqueça! Todos bisbilhotam tudo e todos. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é acusado de invadir e-mails da presidente Dilma Rousseff e de grampear o celular da Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, o que mostra a revolução que a tecnologia trouxe para a vida pessoal e corporativa. A revolução promovida pela tecnologia foi tema da palestra “Distribuição/Canais Digitais”, do jornalista Ethevaldo Siqueira.

Se nem personalidades das nações mais poderosas do mundo estão livres de ter sua privacidade invadida, imagina o consumidor. Este é o ambiente que as empresas precisam entender para ofertar produtos e serviços sob medida. “É um mundo completamente novo, que todos precisam entender e compartilhar”, disse o especialista em mídias digitais para cerca de 500 executivos do mercado segurador.

O grande desafio é saber captar as informações que interessam e interpretá-las diante do grande volume de dados disponíveis na rede. Em 1992, a internet tinha 1 milhão de usuários; em 2012, chegou a 2 bilhões; e a previsão para 2023 é 7 bilhões. “O impacto da internet em nossas vidas será avassalador”, garante o jornalista de 82 anos, conhecedor e adepto das mais modernas tecnologias do mundo virtual.

O Big Data, soma de todos os dados digitalizados, é importante do ponto de vista de negócios para trabalhar dados de várias origens. Em 2012, o volume de dados armazenados nas nuvens superou 3,1 zettabytes – ou o equivalente ao conteúdo de 420 quatrilhões de livros. Desse total, menos de 1% dos dados é analisado e menos de 20% são protegidos.

E os números permanecem grandiosos quando o assunto são as mídias sociais. “Há mais de 2,5 bilhões de usuários nas três principais redes: Facebook, Twitter e Linkedin. E cerca de 35% de todas as fotos feitas no mundo são postadas no Facebook”, contabilizou Ethevaldo Siqueira.

Os brasileiros têm hoje o maior número de amigos nas redes sociais, com uma média de 560 pessoas, seguidos pelos japoneses, com 377 amigos, em média. A cada segundo são expedidas 100 mil mensagens pelo Twitter. Metade da receita do Facebook provém de dispositivos móveis. A cada segundo são postadas 48 horas de vídeo no Youtube.

Para participar desse mundo virtual, os brasileiros compram smartphones. O Brasil tem hoje 259 milhões de celulares. A estimativa é chegar ao final de 2013 com 280 milhões de aparelhos em serviço e, em 2025, com 400 milhões. No mundo, são 6,4 bilhões de celulares em uso. “Há mais celulares em serviços no mundo do que usuários de escova de dente”, informou Siqueira, citando um estudo da ONU.

Telefonia celular: Brasil é o quarto mercado do mundo
(dados de junho de 2013)
1º) China 1,101 milhão
2º) Índia 930 milhões
3º) EUA 344 milhões
4º) Brasil 259 milhões
5º) Indonésia 252 milhões
6º) Rússia 228 milhões
7º) Japão 135 milhões

Internet: a rede que conecta o planeta
(Número de usuários)
2005 – 1 bilhão
2010 – 2 bilhões
2014 – 3 bilhões
2019 – 5 bilhões
2023 – 7 bilhões

conseguro ethefaldoA opinião dos debatedores

Rafael Rosas, superintendente de Marketing da Mongeral AEGON:
“Não há verdade absoluta, para canais digitais somos todos aprendizes. É incontestável que precisaremos fazer um investimento pesado em mídia, assim como os países da Europa e os Estados Unidos, para atingir níveis elevados de venda de seguro por canais remotos. No Brasil, antes de investirmos na venda precisamos criar um ambiente digital para difundir a cultura de seguros. Primeiro, a pessoa precisa ter conhecimento da importância do seguro, para depois ser sensibilizar pela oferta de produtos.”

Marco Antônio Antunes da Silva, vice-presidente de Operações da SulAmérica
“Não são as empresas que são digitais, o consumidor também é digital. O Brasil usa mais o celular, 59 minutos em ligações, do que a média mundial, que é de 49 minutos. E o uso da internet é de 89 minutos, em tablets ou smartphones. Isso mostra como é importante estar onde o consumidor estiver. É vital ter produtos e preços mais direcionados a esse consumidor, a cada dia mais criterioso. E precisamos considerar essa revolução tecnologia na subscrição de riscos. Na carteira de automóveis, por exemplo, 13% das batidas acontecem quando o motorista falava ao celular. Em saúde, o melhor médico é o Dr. Google, que tem respostas para tudo. E é preciso também investir na segurança das informações. A grande estratégia da seguradora é estabelecer os limites e os canais que quer oferecer ao cliente.”

Gilberto Lourenço da Aparecida, diretor Comercial da Brasilcap
“O mundo digital tem de ser entendido pelo off-line. As vendas eletrônicas já movimentam R$ 21 bilhões e tem 8 milhões de novos entrantes. Nos bancos, 39% das transações são executadas pela Internet. Já temos um contingente de usuários muito significativo no portal da companhia. No entanto, esse canal é usado para entender o cliente, tendo como foco o negócio futuro. O desafio é entender o comportamento para alavancar negócios. Na Brasilcap, é inexpressivo o volume de vendas pelos canais digitais, mas ele é uma ferramenta de fidelizar o cliente. O usuário quer simplicidade e o desafio do setor está em transformar a complexidade dos contratos em oportunidade de vendas na Web.

Eugênio Velasques, diretor da Bradesco Seguros
“Temos um desafio inexorável, que é explorar esse mundo apresentado por Ethevaldo. Muitas vezes ignoramos que o mercado financeiro cresceu com a tecnologia e não nos lembramos de alguns detalhes importantes. É um caminho sem volta, seja pela Resolução 294 da Susep, que criou a venda remota de seguros, seja pelo barateamento da operação, ou pela defesa da sustentabilidade ao evitar que milhões de árvores sejam eliminadas com a substituição de apólices e contratos em papel para a web. Temos clientes que querem comodidade e preço. Ele precisa ter meios para acessar o canal de compra e ter produtos viáveis. Se isso vai ser usado é uma decisão do cliente. O consumidor é quem vai definir como quer ser abordado, onde e como.”

Antonio Penteado Mendonça, consultor, advogado e jornalista
“Vamos precisar cada vez mais dessas ferramentas, embora ainda não saibamos ao certo como ela será usada. Cada companhia vai ter um desenho. Mas é certo que todas vão usar. Isso vai se transformar em diferencial de custo e de preço.”

“Brasil está recuperando o ritmo de crescimento”, afirma economista-chefe do Grupo Allianz

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O economista-chefe do Grupo Allianz no mundo, Michael Heise, acredita que o Brasil está começando a superar o ciclo “decepcionante” de crescimento apresentado nos últimos dois anos. Considerado um dos principais economistas da Alemanha, com passagens pelo governo e grandes bancos daquele país, Heise esteve em São Paulo nesta quinta-feira, 24.10, para participar do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas da Allianz, cujo tema deste foi “Mudanças demográficas, um problema mundial: como minimizar seus efeitos na economia”.

De acordo com Heise, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá ser de 2,6% para 2013, mantendo um nível de crescimento de pelo menos 2,5% a partir de 2014. “O Brasil não manterá os mesmo níveis de expansão de alguns anos atrás, quando chegou ao seu pico, mas sem dúvida mostra capacidade de crescimento daqui para frente, cumprindo um papel importante para a recuperação da economia mundial”, afirma o economista.

Um dos fatores importantes para essa mudança de cenários, para Heise, são os sinais de melhora nos indicadores econômicos dos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, que sinaliza com uma forte recuperação de sua indústria, puxada pela queda dos custos de energia com a exploração do gás de xisto e um novo ciclo de pujança corporativa, em segmentos como o automotivo. Heise, lançou recentemente o livro “Emerging from the Euro Debt Crisis” (Emergindo da Crise do Euro), também é otimista com o cenário da União Europeia, destacando que os ajustes macroeconômicos na eurozona estão começando a surtir efeito.

“Para o Brasil, também pesa bastante a recuperação da atividade na China”, afirma Heise. Na opinião do economista-chefe do Grupo Allianz, os grandes países emergentes, depois de ter sofrido os efeitos da crise de 2008, irão aumentar seu peso na economia mundial e serão beneficiados ainda pela retomada do fluxo de capital de investimento, que sofreu uma forte retração pós-crise.

Mídias sociais fazem a reputação ser o único capital, diz professor Massimo Di Felice

conseguro feliceDa filosofia à aplicação prática. Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa ATOPOS, da Universidade de São Paulo, apresentou conceitos tão complexos e interessantes em sua palestra no painel Redes Sociais, que levou os executivos presente na 6. Conseguro a uma reflexão. As redes sociais representam um desafio permanente para qualquer empresa que pretenda estar entre as competidoras do mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Universidade de São Paulo, autor de palestra sobre o tema. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje e qualquer pessoa pode oferecer conteúdo online e conectividade. Mas saber interagir é uma arte e é isso que fará a diferença”, explicou.

A interação é um exercício que precisará ser praticado pelas empresas de todo o mundo, segundo afirmou o professor Massimo Di Felice, ressaltando que qualquer ponto de vista pode ser debatido nas redes sociais, que serviram de ponto de encontro de milhões de brasileiros que foram às ruas, em junho, exigir melhores serviços do governo, na maior manifestação já realizada no Brasil. “Informações antes restritas a grupos agora podem ser compartilhadas. A consequência disso é a alteração do relacionamento entre todos”, avaliou.

Mediador do debate, o presidente da FenaCap, Marcos Barros, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Massimo explicou que as redes não são uma forma de comunicação, mas de interações cotidianas, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode vir a comprar um produto ou não, dependendo do sentimento gerado após os debates com a rede de amigos nas comunidades digitais”.

Para Di Felice o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “A pessoa pode se preparar para passear na floresta, considerando os diversos riscos que enfrentará. Mas, se aparecer um urso pelo caminho, terá de mudar a ação. Se chover, também”, exemplificou. “O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca continua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.

É fundamental que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento

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Uma combinação entre aumento da expectativa média de vida e recuo expressivo da taxa de natalidade vem fazendo com que a população brasileira entre em um processo acelerado de envelhecimento. O fenômeno, já registrado em grande parte da Europa, Japão e mesmo em países vizinhos como Argentina e Uruguai, ocorre numa velocidade muito maior por aqui, o que representa enormes desafios nos campos econômico, social e da saúde. A conclusão é dos especialistas convidados no 8º Fórum internacional de seguros para jornalistas, organizado pela Allianz Seguros, e realizado nesta quinta-feira, 24.

Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz, Marcelo Caetano, economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Portela, especialista em Economia Social, Economia do Trabalho e coordenador do Centro de Microeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) participaram do debate e concordam que o maior desafio é criar agenda público-privada que sustente o crescimento e o ganho de produtividade da economia no futuro breve.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2011, o percentual de habitantes do país com 60 anos ou mais saltou de 9% para 12%. Em números absolutos, isso significa que, em uma década, o contingente de idosos subiu de 15,5 milhões para 23,5 milhões. E o movimento continuará ganhando intensidade nas próximas décadas. De acordo com as projeções do Global AgeWatch Index, em 2050, 29% da população brasileira terá pelo menos 60 anos.

Caetano avalia que a rapidez com que vem acontecendo a inversão da pirâmide demográfica torna o fenômeno brasileiro mais complexo, uma vez que a renda per capita não acompanhou o mesmo ritmo do avanço da idade da população. “Enquanto países como Itália, Holanda e França levaram mais de 40 anos para ver a população com mais de 60 anos dobrar de 10% para 20%, o Brasil não terá esse tempo todo e ainda conservará níveis de renda de país médio quando isso acontecer”, compara.

O ranking do Banco Mundial mostra que, enquanto os países da Zona do Euro têm Renda per capita anual de US$ 30 mil, a brasileira é de cerca de apenas US$ 10 mil. “Melhorar esse quadro exige crescimento e adoção de políticas públicas, temas que terão de entrar na agenda econômica dos países da América Latina já nas próximas décadas”, completa.

O economista do IPEA destaca, entretanto, que, sozinho, o Estado não terá como dar conta de custos tão expressivos. “Principalmente nas áreas de saúde e previdência, será preciso que existam complementações público-privadas, até para que as contas do governo não sofram uma pressão ainda maior com a alocação de gastos para a população”.

Para que as possibilidades de cooperação entre Estado e iniciativa privada se concretizem, contudo, é importante fazer com que a discussão sobre o tema – hoje em estágio inicial – ganhe outra dinâmica. “É fundamental dar esse primeiro passo para que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento populacional”, afirma Ingo Dietz, diretor executivo da Allianz Seguros, responsável pelas áreas de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Global Automotive.

Do ponto de vista do mercado de trabalho, encontrar formas para diminuir os impactos que a maior longevidade representará terá de passar, necessariamente, pelo aumento da produtividade do trabalhador brasileiro. “Com uma parcela menor de pessoas aptas a trabalhar, renda de país médio e estrutura etária de nação rica, o aumento da produtividade no Brasil tem de ser brutal para garantir o crescimento econômico nas próximas décadas”, projeta Portela, da FGV-SP.

Além dessa tarefa obrigatória, o acadêmico recomenda que o governo retome, o quanto antes, a agenda de reformas trabalhistas e previdenciárias. “As reformas, assim como a adoção de uma política de abertura e incentivo à imigração qualificada, são maneiras de mitigar a carga que a rápida inversão de nossa pirâmide etária representa.”

“É preciso repensar o papel dos trabalhadores acima dos 50 anos”

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Durante o 8º Fórum internacional de seguros para jornalistas, organizado pela Allianz Seguros, o economista-chefe do grupo, Michael Heise, disse que a transição demográfica terá mais impacto nos países em desenvolvimento. “Enquanto na Ásia, e na maior parte da América Latina, os índices de fecundidade permanecem positivos, na Europa isso já não ocorre mais. A maioria dos países recuou nas décadas de 1970 e 1980. A expectativa dos demógrafos é a de que essa tendência comece a ocorrer na Ásia e América Latina a partir da próxima década. Diferente do resto do continente latino-americano, no Brasil isso já está acontecendo também”, explica.

O fórum abordou os impactos das mudanças demográficas no setor de saúde, assim como alternativas para o gerenciamento dos custos nos setores público e privado. André Portela, da FGV, e o Marcelo Caetano, IPEA, também participaram do debate, que durou todo o período da manhã.

Michael Heise tem se dedicado nos últimos anos, ao debate de questões de impacto na economia mundial. Em seu mais recente livro, Emerging from the euro debt crisis (Emergindo da crise do euro), ele aborda as saídas para o crescimento no bloco europeu. Agora, no Brasil, ele discutiu como minimizar os efeitos do envelhecimento da população na economia. Acompanhe esta entrevista, onde o economista fala sobre os desafios dessa transição, e alerta: é preciso repensar o papel dos trabalhadores acima dos 50 anos e dar espaço aos profissionais que se aproximam da terceira idade.

De que maneira diferem as mudanças demográficas nos países desenvolvidos e em desenvolvimento?

Na maioria dos países, as taxas de fertilidade estão caindo, ao passo que a expectativa de vida aumenta. Em função disso, estamos assistindo ao envelhecimento da população mundial em ritmo dobrado. Mas há diferenças importantes. Enquanto na Ásia e América Latina os índices de fecundidade permanecem positivos, superiores 2,1 filhos por mulher, na Europa isso já não ocorre mais. A maioria dos países recuou da barreira de dois filhos por mulher nas décadas de 1970 e 1980. A expectativa dos demógrafos é a de que essa tendência comece a ocorrer na Ásia e América Latina a partir da próxima década. No Brasil isso já acontece.

A expectativa de vida dos países em desenvolvimento está acompanhando as mesmas tendências da Europa?

Sim. A expectativa de vida aumentou marcadamente ao longo das últimas décadas, principalmente na Ásia, embora os índices mais elevados continuem se encontrando nos países industrializados. O conjunto dessas tendências revela que os países em desenvolvimento enfrentarão os desafios impostos pelo envelhecimento da população em um ponto mais distante no tempo. Porém, o período de transição será muito mais curto na comparação com as economias industrializadas.

O Brasil vive hoje um problema de escassez de mão de obra qualificada. Como convencer trabalhadores bem preparados a estender sua permanência no mercado no momento em que se aproximam da aposentadoria?

Para minimizar os efeitos demográficos de uma população em fase de envelhecimento, seja na oferta de mão de obra ou no sistema de previdência, é necessário aumentar a participação dos trabalhadores mais velhos no mercado. Para alcançar esse objetivo, é preciso mudar o ambiente laboral, com programas de formação continuada e planos de carreira para profissionais acima dos 50 anos. É preciso ainda repensar processos e readaptar o local de trabalho para atender às necessidades específicas desses empregados. Oferecer telas maiores de computador é um pequeno exemplo.

Como equacionar os desafios econômicos impostos aos sistemas de previdência e planos de pensão?

Incentivos a quem se aposenta cedo, como generosos pacotes de benefícios, deveriam ser abolidos com a introdução de mecanismos de dedução para quem requer sua pensão antes do cumprimento do período de contribuição. Isso pode ser feito aumentando os índices de expectativa de vida que são usados no cálculo dos planos de aposentadoria. Por outro lado, a pré-condição mais importante para essa transição é assegurar oportunidades de trabalho para a população acima dos 60 anos. Se isso não acontecer, pode surgir uma tendência ascendente de pobreza na faixa mais velha da população.

Um mundo em constante mutação é tema de painel no Fórum Allianz

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Durante o Fórum Internacional de Seguros para Jornalista, no dia 24 de outubro, Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz, apresentou uma estatística curiosa: como será o mundo quando o príncipe George se tornar rei.

Como quaisquer pais que acabaram de ter um filho, certamente William e Kate estão pensando no futuro de seu pequeno. Eles olharão para frente com uma mistura de otimismo e preocupação. Muita coisa pode acontecer que não podemos prever, mas é possível ver algumas tendências hoje: crescimento populacional, mudança de hábitos de mobilidade, uso de energia, mudança climática, e como tudo isto pode afetar a geopolítica.

Se o bebê George se tornar rei quando estiver com 65 anos, quanto o mundo dele, em 2078, será diferente do mundo em 2013? Antes de olharmos na bola de cristal, vamos primeiro dar uma rápida olhada no passado: quando o Príncipe Charles nasceu, 65 anos atrás, em 1948, a Europa estava acabando de sair da pior guerra de sua história. Isto, em contrapartida, deu impulso ao movimento da Europa unificada de hoje, permitindo que a maioria dos europeus viva sua vida inteira em paz. Por outro lado, o Império Britânico estava terminando e seria substituído pela Comunidade das Nações, em 1949.

Vivo e com boa saúde aos 65 anos: o envelhecimento das sociedades

Quando o pequeno Príncipe George fizer 65 anos, os seus pais William e Kate provavelmente ainda estarão vivos. De acordo com a ONU, há cerca de 410.000 pessoas com mais de 100 anos de idade hoje, e até 2078 o número de centenários aumentará para 11,3 milhões. Portanto, aos 65 anos, George será uma pessoa de meia-idade, e não um idoso, e não estará sozinho. Em um estudo sobre centenários, Michaela Grimm, economista sênior na Allianz, comentou, “No futuro, as pessoas que chegarem a uma idade muito avançada não serão mais uma raridade”.

Apesar da expectativa de queda nas taxas de natalidade no futuro, com as pessoas vivendo tanto tempo, a população mundial continuará crescendo. Quando o Príncipe Charles nasceu, a terra abrigava somente 2,5 bilhões de pessoas. Há apenas dois anos, éramos sete bilhões de pessoas. Em 2078, o mundo poderá ter até dez bilhões de pessoas. Se a coroação do príncipe for em 2078, a população da Grã Bretanha deverá estar um pouco maior do que é hoje. Não obstante, a população da Europa terá sofrido uma redução de dez por cento.

Isto também significa que quando George começar a exercer o seu reinado, não será mais incomum que as pessoas com mais de 65 anos ainda estejam trabalhando em tempo integral. Com este tipo de sociedade senescente, teremos que pensar em várias coisas, do planejamento urbano ao local de trabalho. Hoje, o planejamento estratégico de força de trabalho é essencial para combinar com o tamanho e o perfil de habilidades de uma força de trabalho futura como demandas empresariais futuras. Os mercados para construções e produtos “amigáveis para idosos” continuarão crescendo, enquanto os bancos e as companhias de seguros precisarão adaptar seus produtos financeiros.

“Neste mundo futuro, o nosso conceito de trabalho e pensões será completamente obsoleto”, diz Volker Deville, vice-presidente executivo da Allianz e co-organizador do apoio governamental para idosos do Fórum Demográfico anual de Berlim. “Provavelmente ainda haverá alguma forma de apoio governamental para idosos, e as pessoas continuarão economizando para a velhice, mas as pessoas em 2078 trabalharão mais na terceira idade. Elas serão mais saudáveis e estarão mais motivadas para trabalhar e, portanto, o maior desafio político hoje é investir em sua educação para que tenham as habilidades que precisarão amanhã.”

Portanto, não será só o Príncipe George que estará ansioso por começar a trabalhar como rei aos 65 anos de idade – muitos de seus compatriotas ainda estarão longe de se aposentarem nessa idade.

A economia e a política: novas ordens mundiais

O mundo será provavelmente mais rico em 2078, tanto em números totais quanto na média, mas as concentrações de riqueza terão mudado. A China terá sido, durante muito tempo, a maior economia do mundo e terá conduzido a maior parte do restante da Ásia pelo mesmo caminho. Poderá até mesmo haver uma moeda asiática única para facilitar o comércio. Na Grã Bretanha do Rei George VII, a indústria de manufatura estará praticamente extinta – seguindo a tendência que começou nos anos 1970. O foco da economia britânica estará quase que exclusivamente nos serviços, com a Londres offshore florescendo como um centro de serviços financeiros.

Quando o Príncipe George se tornar rei, a União Europeia provavelmente terá muito mais membros. A união terá um mercado muito mais integrado, mas poderá ter uma união mais flexível, ambas as situações sendo bem-vindas para a Grã Bretanha de hoje. A Europa não será mais uma “superpotência” em 2078, pois ela nunca teve a aspiração de ser uma. No entanto, o mundo será multipolar, com a China, a Índia e os Estados Unidos entre os grandes players.

A Ásia ainda terá a maior população, mas a maior parte do crescimento populacional ocorrerá na África. Ela passará de 14 por cento para um terço da população mundial. “Se as nações africanas conseguirem alavancar esta vantagem demográfica, o reinado do Rei George VII poderá ocorrer durante o ‘Século Africano’,” afirma Wolfgang Ischinger, Chefe Mundial de Política Pública e Pesquisa Econômica do Grupo. O fato de seu pai William amar a África – Kate e William ficaram noivos no Quênia, em 2010 – certamente fará com que o jovem George seja um fã do continente em breve.

Provavelmente dependeremos menos do petróleo, mas podemos esperar conflitos com relação a recursos mais básicos como a água e as terras raras. Isto significará novas alianças, mas significará provavelmente também que a Europa e os Estados Unidos terão se aproximado ainda mais, pois seus interesses comuns superam suas diferenças.

“O Príncipe George adulto, os nossos tomadores de decisões de amanhã e os nossos descendentes enfrentarão desafios que têm sua origem principalmente no mundo de hoje”, diz Ischinger. “Também temos uma responsabilidade hoje em determinar o seu andamento”.

Munich Re e Esalq realizam o II Seminário de Seguro Rural dias 28 e 29 de outubro

O seguro agrícola, que é um dos instrumentos de política agrícola de governo, vem sofrendo muito nos últimos anos. Quem mais sofre, porém, são os produtores. Face às intempéries climáticas, a falta de apoio governamental para o programa de subsídio ao prêmio do seguro rural, bem como excesso de burocracias têm impedido que produtores rurais do Brasil tenham capacidade financeira de adquirir um produto de seguros que atenda suas necessidades.

O ano de 2012 foi marcado por inúmeros casos de geada, chuva de granizo e neve aqui no Brasil. E ainda assim, os produtores vem sofrendo com a falta de apoio do Programa. A elevada rotatividade de pessoas, e a falta de políticas claras do governo são alguns dos fatores que contribuem significativamente para este quadro.

O Governo, mercado e representantes de produtores precisam entrar num acordo para definições de passos importantes para o avanço do programa e do seguro agrícola em si, aqui no Brasil. Face à esta situação, a ESALQ/USP, em parceria com a Munich Re do Brasil, realizará o II Seminário de Seguro Rural nos dias 28 e 29 de outubro, com a presença de representantes de Governo, Produtores, Mercado de Seguros e Resseguros e Instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão, onde serão discutidas propostas para superar os presentes desafios. Neste evento, uma representante dos agricultores dos Estados Unidos está presente e irá compartilhar a experiência vivida pelos produtores dos EUA no ano de 2012, diante da pior seca das últimas décadas.

Veja artigo de Konrad Mello Subscritor de Seguro Agrícola da Munich Re do Brasil

munich re konradSeguro Agrícola multi risco para todos os produtores: quando ele será possível para os produtores brasileiros?

Diante de tantas incertezas e riscos inerentes às atividades agrícolas, existe a necessidade de proteção da produção de alimentos. O Seguro Agrícola é uma das melhores ferramentas de gerenciamento de riscos que podem ser oferecidas aos produtores rurais.
O mercado segurador, em parceria com os Governos Federal e Estadual, vêm trabalhando em melhorias dos principais produtos ofertados e dos processos para acesso ao seguro.

Um exemplo disso é o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR). Implantado desde a safra 2005/06, o Programa atendeu às demandas do setor até o ano de 2009 (quando concedeu cerca de R$ 260 milhões em subvenção). De 2010 para cá as projeções de orçamentos, valores empenhados e realizados, não atendeu mais às expectativas do setor produtivo e de seguros e houve problemas com o fluxo financeiro entre Governo e mercado. O sistema, que fora amplamente discutido, começou a ser prejudicado. É evidente que a demanda pelo seguro aumentou substancialmente com a implantação da Parceria Público-Privada. O sistema porém, carece invariavelmente de apoio público – o que não tem acontecido.

As lavouras de trigo do Paraná sofreram bastante com as fortes geadas durante o inverno de 2013. Muitas regiões tiveram três eventos severos (em Maio, Julho e Agosto) que atingiram a planta de trigo nos estádios fenológicos mais sensíveis e que afetaram a produtividade em cerca de 570 mil hectares. Segundo último relatório da SEAB/DERAL (23.09.13), a estimativa de quebra de produtividade média do Estado é de 25%. Os relatórios do MAPA indicam que somente cerca de 25% das áreas de trigo do Paraná possuem seguro agrícola – ou seja, 75% das áreas produtivas estão desprotegidas.

Os produtores que contrataram seguro foram amparados pelo mercado segurador e conseguiram reaver boa parte das perdas em campo. Aqueles que não contratam seguro, não. Nem mesmo diante deste cenário de riscos climáticos, existem garantias de que o cumprimento do orçamento de R$ 700 milhões para o PSR será efetivamente realizado. Para que mais produtores tenham acesso ao seguro, é imprescindível que os valores orçados para o Programa sejam efetivamente disponibilizados dentro do mesmo.

Face à esta situação, a ESALQ/USP, em parceria com a Munich Re do Brasil, realizará o II Seminário de Seguro Rural nos dias 28 e 29/10/2013, com a presença de representantes de Governo, Produtores, Mercado de Seguros e Resseguros e Instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão, onde serão discutidas propostas para superar os presentes desafios. Neste evento, uma representante dos agricultores dos Estados Unidos está presente e irá compartilhar a experiência vivida pelos produtores dos EUA no ano de 2012, diante da pior seca das últimas décadas.

Tokio Marine patrocina evento de mulheres empreendedoras

mulheresQue bela sacada da Tokio Marine em patrocinar um evento desse!

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A Tokio Marine Seguradora é patrocinadora da XXV Convenção Nacional da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (Confam). O evento acontece até o próximo dia 27 de outubro, em Campos do Jordão (SP). Nesta sexta-feira, dia 25, o Superintendente de Grandes Riscos Property da Seguradora, Sidney Cezarino, ministrará palestra sobre o portfólio de produtos e soluções que a Companhia oferece para as pequenas e médias empresas.

Com o tema “Líderes Empreendedoras – Gestão, Responsabilidade e Desenvolvimento”, a convenção é o ponto de encontro de mulheres com alto poder de decisão e tem como objetivo fomentar negócios, estreitar relacionamentos e estimular a troca de experiências entre as mais de 150 participantes.

“Estamos atentos ao potencial das Pequenas e Médias Empresas e desenvolvemos produtos adequados para atender à crescente demanda deste nicho de mercado. A convenção é uma excelente oportunidade de mostrarmos nosso portfólio para as mulheres empreendedoras – que decidem sobre os produtos e serviços adquiridos por suas empresas – e discutirmos os avanços e gaps do setor”, afirma o presidente da Tokio Marine Seguradora, José Adalberto Ferrara,
Paralelamente à convenção, acontece também a ExpoConfam 2013, que oferece um excelente ambiente para que empresas e fornecedores apresentem seus produtos e serviços ao mercado feminino e se relacionem com um público qualificado e estratégico para seus negócios.

Serviço:
XXV CONFAM
Tema: “Líderes Empreendedoras” – Gestão, Responsabilidade e Desenvolvimento
Data: 23 a 27 de Outubro de 2013 de 2013
Local: Hotel Serra da Estrela
Endereço: Rua Mario Otoni Rezende, 160 – Campos do Jordão, São Paulo
Para mais informações sobre a programação, acesse o site do evento: http://www.confam2013.com.br/Programa