Cenário pouco otimista para o Brasil nos próximos dois anos

foto-5“Enquanto o governo tem uma visão positiva e otimista da economia do Brasil, os agentes de mercados e economistas vêem um cenário bem mais pessimista”, afirmou Monica Baumgarten de Bolle em sua palestra “A economia brasileira e seus reflexos no mercado” no “3º Encontro Nacional de Atuários – Novos Desafios Atuariais – Em busca de Serviços e Soluções”, que começou ontem e termina nesta quarta-feira, em São Paulo. Para Monica, entretanto, “não vivemos em um mar de rosas, nem no fim do mundo”, como disse aos mais de 400 atuários. “Prefiro o meio de caminho, com perspectivas não muito animadoras”, acrescentou.

O fato é que o Brasil não está sozinho neste imbroglio. Os Estados Unidos declararam nesta semana o “shutdown”, ou seja, a paralisação de serviços públicos até que o impasse político em torno do orçamento seja resolvido e votado pelo congresso americano. Isso pode ter repercussão da elevação do teto da dívida, o que trará consequências em todos os mercados com volatilidade dos investidores.

Um alento para o Brasil foi ter uma surpresa positiva no segundo trimestre, com o PIB crescendo um pouco acima do previsto, ainda impulsionado pela construção civil. “Cito esse período pois ele dá uma lição de que há um equilíbrio nas versões pessimistas e otimistas, ao sinalizar que o Brasil pode registrar uma alta de 2% no PIB no fechamento de 2013”, comentou.

Apesar da boa surpresa, há coisas no Brasil que assustam, ressaltou. Uma delas é o nível de produtividade brasileira, em queda acentuada. “Algo que torna difícil enxergar como isso será revertido. A aposta do governo era de otimizar a produtividade com os investimentos em infraestrutura. No entanto, nas últimas semanas tivemos notícias ruins, com uma incerteza regulatória muito grande, afastando os investidores dos leilões de concessões”, citou.

Outro ponto negativo é que o arcabouço institucional do Brasil está muito desgastado, com as agências reguladoras de serviços públicos funcionando com diretores interinos. “Isso é um dos sinais dados aos investidores estrangeiros de que falta seriedade na condução dos projetos por parte do governo e por isso os investimentos privados em contratos de longo prazo não vão ser a apoteose que o setor estava esperando”.

O quadro de desaceleração do consumo também pesa negativamente nas perspectivas para os próximos anos. O consumo continua crescendo, mas cresce numa taxa bem mais baixa do que se verificou nos últimos anos. Em 2012, avançou 3,5%. Em 2013, a aposta é de que não chegue a 2%, segundo a economista.

A inflação é um dos piores vilões da queda do consumo, por corroer a renda da população. Ela já vinha alta, mas passou a ser mais percebida quando apertou a conta no item alimentos. “Quando a inflação vira comida e transporte, bate no bolso do consumidor, gerando boa parte da insatisfação que levou a população para as manifestações”, explicou.

Além de ter uma parte da renda mensal consumida pela inflação, as famílias comprometeram o orçamento com a compra da casa própria. Comparado com países latinos, o Brasil ainda está longe de ter um crédito habitacional adequado. No Chile, por exemplo, ultrapassa 50% do PIB. No Brasil, não chega a 10%. O problema aqui é que o endividamento com a compra da casa própria reduziu o consumo de outros bens, como automóvel. Um dos pontos positivos é a taxa de desemprego, que deverá permanecer em níveis historicamente baixos. No entanto, co a fragilidade de alguns setores da economia que estão demitindo, o trabalhador fica inseguro e segura ainda mais o consumo.

Mais um problema. A credibilidade com a condução da política econômica do Brasil. Ela afirma que há questionamentos da política monetária como da política fiscal. “A credibilidade do Banco Central está afetada, como mostra o Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira. “Quando o BC perguntava aos agentes financeiros quais as perspectivas da inflação doze meses a frente, mais de 90% acreditavam que ficaria dentro da meta. Hoje a resposta é praticamente zero. Ou seja, ninguém acredita que a inflação ficará dentro da meta. “Isso é muito sério. Quando se destrói credibilidade dessa forma vai ter muito trabalho para reconstruir”, observa Monica.

A segunda área questionada é a política fiscal. O Brasil passou anos fazendo grande esforço grande no sentido de ir além, com política fiscal austera. “O que se vê agora é que não há mais esforço fiscal. O governo diz que a política fiscal esta sob controle, mas ela está expansionista, o que mantém o patamar inflacionário. Temos também um desgaste institucional com o governo contabilizando certas despesas e receitas de forma diferente”, analisou.

Diante de tudo isso, o cenário para 2014 não é pessimista, pois será um ano eleitoral, com mais gastos do governo e incentivo do crédito público. “Já 2015 vai depender da bagunça que o governo fizer em 2014”, ponderou. Resumindo, no curto prazo há algum arrefecimento no consumo das famílias, mas a perspectiva de crescimento do país é moderada. E terá efeitos sobre os seguros de automóvel, segundo a economista.

Otimização do resseguro requer ciência e arte, diz Paulo Botti

botti_pqMatéria extraída do portal da CNseg (www.cnseg.org.br)

Na visão de Paulo Botti, presidente da Terra Brasis Resseguros, o mercado de seguros e resseguros vem se aprimorando, inclusive, no aspecto atuarial. Caso da taxação de seguro de automóvel com base no perfil do motorista, fórmula que começou a ser usada há apenas 20 anos. Na manhã desta quarta-feira, 2 de outubro, ele participou do segundo e último dia do “3º Encontro Nacional de Atuários – Novos Desafios Atuariais – Em busca de Serviços e Soluções”, realizado pela CNseg, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, em São Paulo.

Para falar sobre o tema “Otimização de Resseguro e Limite de Retenção”, Botti disse que recorreu à sua experiência, não de atuário, mas de profissional do mercado. Como tal, ele fez questão de ressaltar que a otimização do resseguro tem muito de ciência e de arte. “Muita gente acha que só é ciência, que o resseguro é algo sofisticado, cheio de cálculos. Mas é arte e, também, é simples. Basta usar um pouco bom senso, as condições de mercado e contar com a ajuda de um atuário para o trabalho técnico”, definiu.

Antes de apresentar outros detalhes sobre o tema, ele fez questão de esclarecer “o que não é otimização de resseguro”. Na avaliação de Botti, o resseguro não serve para melhorar a sinistralidade da seguradora; não é uma operação que visa o lucro ou tampouco livrar a seguradora dos riscos ruins. “Uma operação de resseguro tem o objetivo de gerar maior competitividade comercial para a seguradora, por meio da oferta de capacidade. Outro objetivo é evitar a volatilidade, conferindo mais previsibilidade de resultados”.

Na prática, segundo Botti, o primeiro passo para a otimização do seguro é o cumprimento da lei. No caso do resseguro, as regras brasileiras de solvência definem qual deve ser a relação de patrimônio liquido sobre premio retido, que, atualmente, não podem ultrapassar 20%. Significa que o prêmio deve ser equivalente a cinco vezes o patrimônio líquido. “É uma relação muito mais alta que a media mundial”, disse.

Também contam na otimização do resseguro a retenção anual de prêmio. Neste ponto, Botti comentou que a proposta original de regulamentação do resseguro estabelecia que as resseguradoras, apenas, deveriam reter no mínimo 50% dos prêmios. Entretanto, pouco antes da publicação das regras foi incluído um novo parágrafo, que também determinava às seguradoras a mesma obrigação.

Caso Jirau resolvido no Brasil: agora a decisão vem de Londres

Olhem só o que o Jornal da Energia publicou no dia 2, às 19 horas….

Depois de muitas brigas, petições, e recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), a batalha travada entre as construtoras e seguradoras da hidrelétrica de Jirau, terminou na última quinta-feira (26/09) com a desistência da ação no Brasil. O processo iniciado em janeiro de 2012 tramitava na 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo com a previsão de prescrever em novembro deste ano.

Conforme apurou o Jornal da Energia, a desistência do processo no Brasil não interrompe a ação de arbitragem no Tribunal de Arbitragem de Arias, em Londres, a qual ainda será julgada. Todavia, a expectativa é de que o caso caminhe para o mesmo desfecho na Inglaterra.

A ESBR juntamente com a Camargo Corrêa e Enesa Engenharia são réus do processo que foi movido pelas seguradoras Zurich, SulAmérica, Allianz, Aliança do Brasil, Mapfre e Itaú Unibanco na Inglaterra, as quais se recusaram a ressarcir os construtores da usina pelos danos causados ao canteiro de obras durante uma série de tumultos registrados em março de 2011, e que somariam quase R$400 milhões em prejuízos – podendo atingir R$1,4 bilhão se os incidentes causassem atrasos na geração.

No Brasil, as construtoras da hidrelétrica buscavam reverter a decisão do processo de arbitragem movido pelas companhias de seguro na Inglaterra. E o motivo de a ação ter sido levado a terras estrangeiras é que um trecho da apólice de seguro que trata de arbitragem aponta que caso as partes não entrassem em um acordo sobre montantes a serem pagos, a disputa seria resolvida no Tribunal de Arbitragem de Arias.

Em abril de 2012, a 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a estipular multa diária de R$400 mil caso não houvesse desistência do processo por parte das seguradoras. Segundo o voto do desembargador Paulo Alcides Amaral Salles, a cláusula de arbitragem “não goza da anuência expressa de uma das partes”.

Do outro lado, a Justiça inglesa havia decidido que a Enesa, Camargo Corrêa e a ESBR estariam proibidas de buscar a Justiça brasileira, sob pena de prisão de seus diretores e interlocutores no processo.

A reportagem procurou a Energia Sustentável do Brasil e a SulAmérica (que teria liderado o processo na outra frente) para falar sobre o assunto, mas ambas declararam que não comentam a questão.

ANSP realiza cerimônia de posse de 11 acadêmicos em São Paulo

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Para registrar a comemoração dos 20 anos da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) foi realizada hoje, 2 de outubro, a cerimônia de posse de 11 novos acadêmicos. O evento contou com a presença de mais de 100 profissionais do setor de seguros que participaram do almoço promovido no Renaissance Hotel, no bairro dos Jardins em São Paulo.

“É com grande satisfação que a ANSP recebe essas 11 lideranças do setor segurador e acredita na contribuição de cada um deles em nosso quadro de acadêmicos, nas atividades que desenvolvemos na Academia e no crescimento de nossa categoria. Com certeza, o aprimoramento intelectual e avanço da cultura do seguro serão ampliados com esses novos integrantes”, comemora Mauro César Batista, Presidente da ANSP.

Além da cerimônia de posse, aconteceram a outorga da comenda ANSP número dois ao Acadêmico e Presidente Mauro César Batista, o lançamento do livro Minhas Bagagens de autoria do Acadêmico Acácio Queiroz e o lançamento do Projeto Memória do Seguro em Arquivo Digital.

Conheça os novos acadêmicos e seus padrinhos:

Benedito Luiz Alves Dias, Diretor Geral de Marketing e Comunicação, e Maria de Fátima Mendes de Lima, Diretora de Sustentabilidade, ambos atuantes no Grupo BB Mapfre, foram nomeados oficialmente acadêmicos e receberam o colar acadêmico pelas mãos de seu padrinho, o Presidente da ANSP, Mauro César Batista;

Os novos Acadêmicos Cesar Augusto Ribeiro Cavalcante, Diretor do Grupo SEGPLUS e Elisabete Parejo Martin, sócia na Parejo Sociedade de Consultores e Parejo Sociedade de Advogados tiveram como padrinho o Acadêmico Edmur de Almeida;

O Acadêmico Ivanildo de Jesus Moreira Sousa, Diretor – Presidente da Agência de notícias Seg News, e o Acadêmico Mario André Ladislau Kovacs Pena, Sócio e Diretor de Marketing na Revista Seguro Total, receberam o colar acadêmico pelo seu padrinho, o Acadêmico Rafael Ribeiro do Valle;

Em sequência, a Acadêmica Magali Rodrigues Zeller, Sócia-Diretora e Atuária da empresa AT Service Engenharia e Consultoria Atuarial foi apadrinhada pelo Acadêmico Affonso Heleno de Oliveira Fausto;

A madrinha e Acadêmica Solange Guimarães entregou o colar acadêmico para Marusia Fontes Gomez, CEO na empresa Ikê Assistência Brasil;

A Acadêmica Natalie Haahnwinckel Hurtado, assessora da Diretoria Técnica da SUSEP recebeu seu colar pelas mãos de sua madrinha a Dra. Ana Rita Petraroli;

O Acadêmico João Marcelo Máximo R. dos Santos foi o padrinho que entregou o colar acadêmico à nova Acadêmica Patrícia Godoy Oliveira, Diretora do Jurídico e Compliance nas empresas do Grupo AON Corretora de Seguros no Brasil;

E para finalizar a entrega dos colares, o Acadêmico Robert Hufnagel, Vice Presidente Executivo da Berkley International do Brasil foi apadrinhado pelo Acadêmico Francisco Márcio Pires da Silva.

Lucro líquido do setor tem redução de 1,3%, para R$ 5,2 bi, até agosto, revela estudo

castiglioneO mercado brasileiro de seguros e previdência privada registrou lucro líquido não consolidado tecnicamente de R$ 8,7 bilhões de janeiro a agosto de 2013, abaixo dos R$ 9 bilhões registrados em mesmo período do ano passado, segundo estudo de autoria do consultor Luiz Roberto Castiglione. Uma queda nominal de 2,9%. Excluindo o Resultado de Coligadas e Controladas o lucro líquido passa para R$ 5,2 bilhões contra R$ 5,3 bilhões de 2012, uma redução de 1,3%.

Dois pontos chamam a atenção e justificam a redução da rentabilidade operacional de 22,9% dos prêmios ganhos em 2012 para 20,5% no período em foco, segundo o consultor. O primeiro é a extinção da receita com emissão de apólice que passou de R$ 1,1 bilhão em 2012 para R$ 254 milhões em 2013, uma queda de 77%. Só aqui temos uma variação desfavorável de R$ 681 milhões (já considerando o fato comentado a seguir). Esse fato será compensado ao longo dos anos via redução de PPNG (custos iniciais de contratação – nesse período já temos R$ 427 milhões).

O segundo é o impacto da redução da taxa de juros, influenciando diretamente o Resultado Financeiro. Esse somou R$ 4 bilhões em 2013 contra R$ 5,4 bilhões em 2012, uma redução de 24,8%. A variação desfavorável foi de R$ 1,3 bilhão. O indice combinado foi equivalente a 88,67% dos prêmios ganhos contra 91,18% do ano passado. “Nesse quesito tentou-se compensar as perdas acima citadas com aumento da eficiência operacional”, comenta. A Taxa Média de Retorno do Patrimônio Líquido foi equivalente a uma aplicação financeira com remuneração anual de 18,80% contra 20,25% de 2012.

O volume de prêmios emitidos sem efeitos de provisões somou R$ 94,3 bilhões contra R$ 82,7 bilhões de 2012, um crescimento de 14%. Excluído o VGBL, o segmento de seguros gerou uma receita de R$ 53,2 bilhões contra R$ 47,7 bilhões de 2012, uma expansão de 16,5%. A modalidade de Automóveis mantém a liderança com 35,4% das vendas totais de seguros (era 34,9% no ano passado). O Estado de São Paulo correspondeu a 47,9% das vendas totais de seguros (era 50,1% em 2012.

“Como podemos observar o mercado vem repetindo as rentabilidades do ano passado apesar de um maior volume de vendas. De fato grande parte desses desempenhos estão concentrados em alguns conglomerados financeiros. Temos muitas empresas onde o Capital de Giro do Acionista vem financiando a operação, o que não é um bom indicador, mesmo vendendo mais”, avalia.

Segurar.com inicia campanha em rádio para a oferta de seguros via Internet

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A Segurar.com, única corretora 100% online do Brasil e com a maior gama de seguros comercializados via internet, inicia hoje uma campanha de rádio com foco na oferta seguros via internet. Serão spots de 5 e 30 segundos, que mostram ao consumidor, as vantagens de contratar umseguro pela Internet de forma descomplicada, principalmente pela agilidade,preços competitivos e a facilidade de uso.

O usuário pode fazer o seguro do carro, casa, viagem, entre muitas outras opções, através do site ou do seu smartphone, 24h por dia. Em menos de 5 minutos é possível acessar a Segurar.com, fazer a cotação e realizar o pagamento com cartão de crédito ou débito.

Zurich inicia venda de planos de previdência com certificação digital

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A Zurich Seguros, multinacional de origem suíça presente no Brasil há mais de 30 anos, numa ação pioneira e inovadora que utiliza tecnologia de ponta, é a primeira seguradora a oferecer planos de Previdência Privada com Certificação Digital no Brasil. Desse modo, corretores e clientes Zurich Seguros poderão ter todos os processos de comercialização feitos eletronicamente, com a validação e proteção para as trocas de arquivos, mensagens e dados.

A iniciativa da Zurich Seguros, que traz um marco para o setor de seguros no Brasil, está em linha com as tendências mundiais e compactua com o mais recente relatório Tendências da Tecnologia em Seguros 2013: Elementos do Pós-Digital, produzido e divulgado no último dia 22 de julho pela Deloitte. O documento elenca as grandes mudanças tecnológicas que já criam impacto no mercado segurador e analisa a necessidade de reformular o modo como o setor atua, criando uma nova base para a competição, que inclui análises das necessidades mercadológicas no quadro atual, computação móvel, redes sociais, computação em nuvem e responsabilidade cibernética.

Saindo na frente, a Zurich Seguros começa com o novo processo de emissão e validação de apólices a partir de seus produtos de Acidentes Pessoais e Previdência Privada, que serão oferecidos, neste primeiro momento, pela Arbos Seguros e Certificação Digital, empresa do Bestway Group – responsável pela adaptação desta solução tecnológica para área de seguros. “A decisão de oferecer apólices com Certificação Digital reafirma a Zurich Seguros como uma companhia pioneira, que está sempre criando e pensando em produtos inovadores. E a escolha de empresas sólidas para este piloto foi acertada, pois grandes projetos demandam grandes parcerias”, comenta Richard Vinhosa, CEO de Vida & Previdência da seguradora suíça.

Para o CEO do Bestway Group, Cesar Rossi, a parceria com a Zurich Seguros reforça a credibilidade da ferramenta que veio para revolucionar o mercado securitário. “A solução vem de encontro ao momento atual em que a questão ambiental torna-se cada vez mais importante para todos. Além disso, a tecnologia traz outros vários benefícios. É possível, por exemplo, reduzir em até cinco vezes os gastos normalmente computados com a emissão e envio de documentos de adesão de previdência privada e possibilita uma redução nos impactos ambientais causados pelos processos de impressão”, afirma.

“Criar uma solução estratégica 100% verde, que maximize o resultado dos negócios e revolucione a forma como a companhia se relaciona com seus clientes está entre os objetivos estratégicos traçados pelo Grupo Zurich na Suíça e replicado para todas as suas regionais espalhadas em mais de 170 países pelo mundo”, ressalta Richard Vinhosa. Os produtos serão distribuídos pela Arbos Corretora de Seguros e a ferramenta de Certificação Digital tem o selo do Bestway Group.

SOLUÇÃO 100% VERDE – Ao utilizar a ferramenta, que é legalmente reconhecida no Brasil e já está em prática em diversas ações da Receita Federal e do Poder Judiciário – como a NF-e, e-CPF, e-CNPJ –, corretores e segurados ganham em economia de tempo, redução de custos e otimização dos processos, pois não há mais a necessidade do uso de papel, impressão de documentos e despacho via Correios ou portador.

Para realizar o processo de emissão de apólice com Certificação Digital, será preciso ter a assinatura digital, emitida por um dos órgãos autorizados pela Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, com validades que variam entre um e cinco anos e passíveis de renovação, que substituem a utilização dos documentos em papel e exclui a necessidade de assinatura física em quaisquer processos.

“Como a Arbos está habilitada como Autoridade de Registro (AR), ela cuidará de todo o trâmite entre o cliente e a certificadora. Desta forma, o segurado será beneficiado, pois ele fará uma previdência privada e ainda receberá uma Certificação Digital que valerá para outros fins. É um caminho sem volta. A Certificação Digital será necessária. Este ano mesmo, a Receita Federal exigiu para alguns contribuintes; os advogados, médicos e contabilistas já a tem. Depois que o segurado adquire seu ‘RG’ digital, seus dados na apólice serão conferidos pelo corretor de seguros, que não precisará colher a assinatura, imprimir ou enviar toda a papelada via Correios para o segurado. A solução moderniza o mercado de previdência, pois, antes, todos estes documentos tinham, obrigatoriamente, que ser impressos e arquivados por anos. Agora, ele ficará na nuvem e poderá ser acessado de qualquer lugar, em qualquer momento”, explica a diretora da Arbos, Rosana Custódio.

No entanto, muito mais do que agilidade nos processos de emissão de apólices, a Certificação Digital garante a prática da sustentabilidade, sendo uma solução 100% verde. Para a parceria entre a Zurich Seguros e Bestway Group, está prevista a emissão inicial de 12 mil apólices digitais, o que resultaria num consumo médio de 36 mil folhas de papel, com três páginas por apólice.

Num cálculo simples e que toma como base os números apresentados pelo site do Projeto Green Carbon – considerando que cada árvore produz 7.500 folhas de papel – a Certificação Digital evitaria o corte de 4,8 árvores, para a conclusão destes primeiros 12 mil contratos. Essas mesmas 4,8 árvores, seriam responsáveis pela captura de 1 tonelada de dióxido de carbono num período de 15 anos. Além disso, seriam 168,7 Kg de papel, 17 mil litros de água e 840 KW/h de energia economizados numa única operação para a produção das páginas de papel.

“Pensar em formas sustentáveis de expandir os negócios da Zurich Seguros é uma condição prioritária. Os números e os benefícios são impressionantes, especialmente quando colocamos o bem estar do planeta em perspectiva. A assinatura de apólices por meio da Certificação Digital veio somar às práticas sustentáveis da seguradora em curto, médio e longo prazo. Esse procedimento diminui consideravelmente os impactos ambientais, além de ser mais prático e oferecer maior controle do fluxo de informações, seja para o segurado ou para a seguradora.”, diz o CEO de Vida & Previdência da Zurich Seguros.

Um terço mais barato que seguro tradicional, Allianz +Residência atrai segurados auto

Allianz Rafael Rodrigues, diretor de Multi-produtos e Transportes da Allianz SegurosRelease

Já perdeu suas chaves, precisou dispensar um sofá velho, uma TV usada, ou mesmo teve um vazamento ou pane elétrica que queimou ‘resistências’ e acabou com o fim de semana? Pois fique sabendo que a solução pode estar na ponta dos seus dedos e por um custo máximo de 0,50 centavos ao dia. Mágica? Não. Basta ligar para a seguradora do imóvel. “O que muita gente não sabe que é que o seguro residencial existe para cuidar da integridade do patrimônio do segurado como um todo. Não só em caso de perda, mas também de conservação”, explica o Diretor de Multiprodutos e Transportes da Allianz Seguros, Rafael Rodrigues.

Para tornar essa proteção viável e acessível, a Allianz criou o +Residência, um seguro para imóveis que elimina a necessidade de preenchimento detalhado da apólice, mas contempla os principais itens que resguardam o proprietário de grandes dores de cabeça. A novidade é que ao contratar o Seguro Auto, todas as informações usadas para a emissão da apólice são reutilizadas no preenchimento automático do Seguro Residência, gerando assim, um novo documento, mas sem a necessidade de avaliação prévia do imóvel. Apesar do produto com prêmio quase um terço menor, a comissão do corretor do +Residência é de 30%, como no produto tradicional.

O +Residência contempla todas as coberturas essenciais para imóveis, além dos serviços agregados e sustentáveis, caso do Descarte Ecológico, realizado em parceria com a Ecoassist. A empresa recolhe produtos dispensados pelos segurados Allianz, como eletroeletrônicos, sofás, colchões, armários, geladeiras e fogões, desmonta-os e envia o material para a indústria recicladora. O processo é homologado e o cliente recebe um certificado de que o resíduo foi corretamente descartado e reciclado. Basta ligar e agendar a retirada. Tudo isso de graça.

Pelo formato desburocratizado e por todas as vantagens, a contração do +Residência tem registrado velocidade duas vezes superior a média de contratação do seguro residência tradicional. “A agilidade facilita a venda pelo corretor, que tem em mãos um produto mais em conta, porém com a qualidade Allianz para oferecer ao cliente, o que fideliza e estreita ainda mais a relação de confiança entre os dois”, explica Rafael Rodrigues.

A melhor notícia para a modalidade é que a cultura do brasileiro em relação ao seguro residencial tem mudado. Rafael Rodrigues garante que, se antes a única prioridade em termos de seguro para o cliente era o carro, agora a casa já começa a se posicionar de acordo com o peso que tem dentro do patrimônio da família. “Não dá para deixar desprotegida uma coisa de valor tão alto quanto a casa da gente, pois, ao contrário do que muita gente pensa, o sinistro residencial chega a 35% da carteira. Mesmo não sendo ocorrências gravíssimas, elas trazem prejuízo e dor de cabeça”, conta. Por um custo máximo de R$ 0,50 ao dia, melhor prevenir do que remediar.

Mudanças regulatórias exigem maior atenção e esforço dos atuários

Abertura ENA_Jefferson Pancieri (4)-1Matéria extraída do portal da CNseg (www.cnseg.org.br)

Cerca de 400 atuários participam dos debates sobre “Novos Desafios Atuariais – Em busca de Serviços e Soluções”.

Precificar corretamente o plano de saúde é uma tarefa que tem exigido cada dia mais dos atuários, profissionais responsáveis por calcular adequadamente o preço dos produtos. O cenário regulatório em constante mudança, com inclusão da obrigatoriedade de novos procedimentos, bem como o agravamento de riscos de mercado – como as recentes manifestações da sociedade exigindo melhores condições de saúde – e forte pressão da mídia com tendência a proteger consumidores, exigem cada dia mais cálculos atuarias eficientes para tornar a divulgação da precificação dos produtos mais clara e transparente para toda a sociedade.

Esse foi o recado passado por Rosana Neves, gerente geral da Agência Nacional de Saúde (ANS), na palestra “O papel do atuário no cenário atual da ANS”, que abriu o “3º Encontro Nacional de Atuários – Novos Desafios Atuariais – Em busca de Serviços e Soluções”, evento realizado pela CNseg, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, em São Paulo.

Mesmo sendo o preço dos planos individuais controlado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, órgão regulador deste segmento, é preciso ter uma boa sustentação de dados estatísticos para comprovar o reajuste pleiteado pelas operadoras. O último reajuste aprovado pela ANS teve como média o índice de 9,04%. “Por estar acima da inflação medida pelo IPCA, de 7,93%, a pressão da mídia é muito grande, exigindo que se comprove atuarialmente o parâmetro utilizado”, comentou.

Já nos planos empresariais, há que se ter muita atenção e transparência para apresentar as justificativas de reajuste, pois se o consumidor não entender como é calculado o preço, o caso vai para a Justiça gerando novo fator de risco para o equilíbrio financeiro do setor”, comentou Rosana, que falou por quase 45 minutos, elencado diversos fatores de riscos que precisam de mais atenção dos atuários. A plateia, formada por quase 400 atuários, escutou atentamente.

A Agência sofre muitas pressões que afetam diretamente o preço do produto. “Uma delas que esteve em alta na imprensa recentemente envolve o reajuste por sinistralidade legal”, contou. Em outras palavras, a pressão é para provar que o reajuste dado é realmente necessário. “Muitas vezes não há ilegalidade na conta do reajuste, mas é preciso que isso seja comunicado de forma clara ao consumidor e eventualmente ao judiciário, caso haja a abertura de um processo”, comentou.

Se isso não for comprovado, há um grande risco de o Judiciário determinar outro reajuste ou cancelar o que foi dado. Se isso ocorre, pode trazer sérias consequências para a empresa, inclusive a insolvência. “Ter uma comunicação clara com o consumidor é uma tarefa que depende das operadoras e muito da Agência”, acrescentou Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNseg, que participou da presente na palestra de abertura do evento.

A longevidade foi um dos temas destacados pela técnica da ANS. “Com o cenário de envelhecimento da população, é vital que os atuários avaliem as carteiras para prever se elas estão de acordo com as regras do órgão regulador, no qual o reajuste não pode ultrapassar determinado limite”, frisou.

Rosana Neves chamou a atenção dos atuários para o custo para o novo Rol de Procedimentos, que começará a vigorar a partir de 2014, como o fornecimento de medicações para doenças de alto custo, como o câncer. Ela também ressaltou o custo de próteses. “Hoje não há nada que determine a qualidade dos materiais aprovados pelos convênios para uso dos médicos. Porém, temos tido muitas reclamações sobre a qualidade de próteses, por exemplo, que quebram dentro do corpo do paciente após a cirurgia, e certamente algo deverá ser feito a esse respeito”, comentou.

Para frisar suas dicas, Rosana Neves apresentou um slide “Olho Vivo“, para que os atuários se mantenham atentos nas seguintes infrações: reajuste irregular, cobranca de taxas adicionais, co-participação como fator restritivo severo, não envio de informações à ANS, reajuste por faixa etária sem previsão contratual de autorização da Agência ou da Superintendência de Seguros Privados (Susep) entre outros de menor relevância.

Além de Solange Beatriz, Maria Helena Monteiro, diretora da Escola Nacional de Seguros, e Almir Ribeiro, presidente da Comissão Temática Atuarial da CNseg, abriram o evento, que previa ainda a participação da Susep, que por motivos de força maior, não enviou representante.

“Buscamos escolher temas e palestrantes inclusive estrangeiros, para contribuir com o desenvolvimento profissional dos atuários, um profissional cada dia mais importante dentro da estratégia de crescimento sustentável das companhias”, ressaltou Almir Ribeiro.

“Nosso tema da 6ª Conseguro é a importância de cada um fazer a sua parte e por isso estamos fazendo a nossa, proporcionando o intercambio de informações entre as Federações, trazendo inclusive a experiência internacional”, reforçou Solange Beatriz. Maria Helena destacou a presença feminina no auditório e aproveitou para contar que em novembro será lançada as conclusões de uma pesquisa conduzida pela Escola, sobre o peso da mulher na indústria de seguros. “Vocês vão se surpreender com os resultados”, revelou.

O evento acontece nos dias 1 e 2 de outubro, em São Paulo. Entre os principais temas estão os princípios e boas práticas atuariais, modelos para mensuração de risco, precificação de seguro de automóveis, solvência, IFRS e modelagem de riscos climáticos. Estarão presentes o presidente da Comissão de Seguros de Automóveis da FenSeg, Eduardo Dal Ri, o presidente da FenaCap, Marco Barros, o diretor-presidente da Terra Brasis, Paulo Botti, o representante da ANS, Washington Alves, entre outros.

Regras de solvência no Brasil estão no caminho certo, avalia especialista do HSBC

jeremy hsbcJeremy Porter trabalha com seguros há 23 anos. Atualmente, ele é o chefe de atuária do grupo HSBC em todo o mundo. Ele esteve no Brasil na semana passada para dividir sua experiência com jovens executivos da indústria de seguros envolvidos com os segmentos de vida e previdência, principalmente questões como o impacto da oscilação da taxa de juros nas companhias sob o regime das novas regras de Solvência 2, seus reflexos nos produtos com garantias de longevidade e de taxa de juros e a aplicação do conceito de TCF (Treat Customer Fairly). Também falou no evento realizado na sede do HSBC em São Paulo sobre a transformação dos produtos e o modelo de gestão das companhias de seguros ao redor do mundo.
Veja a seguir a entrevista dada por ele, que se divide entre Londres, Paris e Hong Kong, com exclusividade para o portal da CNseg:

Quais são as principais implicações da Solvência 2 no Brasil?

As mudanças no quadro de solvência para o setor segurador no Brasil têm algumas semelhanças com o Solvência 2. Tal processo já começou com as novas regras, como os requisitos de capital para risco de subscrição e operacional, bem como com as diretrizes que em sendo preparadas sobre o risco de mercado. Se são ou não de acordo com as regras de Solvência 2 eu não me importo. O que realmente importa é que o regulador brasileiro está fazendo a coisa certa ao pedir às empresas que pensam em termos de Capital de Risco e, portanto, tornar a indústria mais conscientes dos riscos a que está exposta.

E na Europa, como você vê a adequação às novas demandas do setor?

Em termos de impacto de Solvência 2 na Europa, o impacto não é uniforme e algumas empresas podem parecer mais forte, enquanto outros mais fracas em termos de capital. O princípio da Solvência 2 é que o montante de capital que uma companhia de seguros precisa manter para proteger seus clientes deve refletir a quantidade de risco a que está exposta na distribuição dos benefícios e serviços que oferecem aos seus clientes. Como resultado, as empresas que oferecem produtos com garantias de investimentos tendem a necessitar de mais capital, enquanto que aquelas que oferecem seguro de risco puro, no caso de produtos ligados a morte e investimento podem, em alguns casos, ter exigência menor de capital. Quaisquer garantias especiais oferecidas aos clientes, tais como garantias de taxa de juros, apresentam maior risco para as seguradoras e, portanto, necessitam de mais capital. Esta é a abordagem correta.

Alguns dizem que as medidas podem gerar uma onda de fusões e aquisições. Você concorda?

É possível que algumas empresas menores, que lutam para atender às crescentes demandas de capital no âmbito do Solvência 2, necessitem buscar capital e isso pode gerar um movimento de fusão. Dito isso, nós ainda não vimos um movimento de consolidação significativa na Europa, como resultado do aumento das necessidades de capital de Solvência 2.

O aumento da concentração do setor não seria ruim para os consumidores, que terão uma oferta mais restrita de produtos e preços de controle de riscos por parte das empresas?

Enquanto por um lado você poderia argumentar que, se há um aumento resultante consolidação de Solvência 2 , isso vai levar a uma menor escolha no fornecedor do produto , por outro lado, se a consolidação está limitada a pequenas empresas que a partir de uma perspectiva de risco não é capaz de obter fonte capital suficiente para fornecer aos clientes uma segurança adequada dos seus benefícios, eu diria que isso é positivo para o público.