Apesar do prazo de implementação do Acordo de Basileia 3 terminar em 2019, relatório da KPMG indica que já movimentos em direção da Basileia 4. De acordo com a publicação “Basileia 4 – Surgindo da névoa?” (Basel 4 – Emerging from the mist?, em inglês), as exigências de capital devem aumentar e, somente nos oito maiores bancos do Reino Unido, a previsão é que seja preciso manter £50 bilhões de libras a mais em capital, – além dos £260 bilhões já requeridos nos termos dos Acordos de Basiléia 3.
“Os agentes reguladores de todas as partes do mundo – bem como os próprios bancos – anteciparam os procedimentos para a implementação do Acordo de Basileia 3 como uma garantia contra outra crise financeira, elevando os níveis de capital que os bancos devem manter. Mas já existem fortes sinais de que estamos no caminho para o surgimento da próxima rodada de discussões sobre a estrutura conceitual de normas de capital, ou simplesmente, ‘Acordo de Basileia 4’”, afirma Lucio Anacleto, sócio da área de Financial Risk Management da KPMG no Brasil.
Segundo o relatório, os acontecimentos recentes irão resultar em três mudanças que poderiam formar a base do Acordo de Basiléia 4: a exigência para que os bancos atendam um menor índice de alavancagem; a restrição às vantagens oferecidas aos bancos que utilizam modelos internos para calcular as suas necessidades de capital; maior divulgação de informações por parte dos bancos.
“O Acordo de Basileia 3 constituiu somente um dos elementos da multiplicidade de reformas regulatórias em andamento. Os bancos precisam considerar o impacto conjunto de todas essas iniciativas, além do impacto do Acordo de Basileia 3 e dos movimentos na direção do Acordo de Basileia 4, sobre as suas estratégias e os seus modelos de negócios”, finaliza Anacleto.
Para ter acesso ao relatório completo, acesse http://www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/regulatory-challenges/Documents/emerging-from-the-mist.pdf
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O mercado segurador tem quatro mulheres gerentes para cada dez homens e uma diretora para cada cinco diretores. Na diretoria da CNseg, por exemplo, a presença feminina inexiste. Assim Maria Helena Monteiro, diretora da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), começou sua palestra nesta manhã, em São Paulo, para apresentar a pesquisa Mulheres no mercado de seguros do Brasil. “Essa foto nos motivou a pesquisar o tema e foi um estudo muito interessante realizado juntamente com o consultor Francisco Galiza. Temos ainda um mercado machista”, afirma Maria Helena.
As mulheres, por exemplo, já são 57% dos profissionais do setor hoje, contra 49% em 2000. As mulheres compõem 70% dos menores salários. Sim, dos menores. “Existe preconceito?”, questiona Maria Helena, comprovando com os dados. Cerca de 41% dos gerentes são mulheres. A maior concentração é na área comercial. “Nos cinco maiores níveis hierárquicos das companhias, os homens ainda ocupam 69% dos cargos”, ressalta.
A pesquisa revelou que há ainda um preconceito contra as mulheres, uma vez que elas recebem pouco mais de 60% da renda dos homens, abaixo da media de 70% da pesquisa nacional do IBGE. “Isso mostra que o mercado segurador tem muito a fazer para garantir igualdade de oportunidades e acesso ao emprego e de desenvolvimento de carreira”.
Outro dado que chamou a atenção na pesquisa foi de 2% das mulheres não voltam a trabalhar depois da licença maternidade. Porem, apos 1 ano s de retorno da licença 30% das mulheres deixam de trabalhar na companhia. “Isso mostra que o setor tem de discutir estratégias para manter as mulheres em seu quadro, pois é um numero muito preocupante”, ressalta Galiza.
De uma forma geral, a mulher escuta mais atentamente as mensagens, fazem distinções mais apuradas ao escolher os produtos, nas compras online, as mulheres preferem ver os produtos dentro de um contexto prático. A interação pessoal é mais importante e as mulheres são mais conservadoras em sua escolha. Se influenciam também pelo modismo. “O homem comemora a vitória do time no bar. Já a mulher vai às compras”, compara Maria Helena.
Em produtos financeiros, os homens focam em preço e as mulheres em benefícios e priorizam estabelecer relacionamento de longo prazo. “Isso abre uma grande oportunidade para os corretores de seguros”, frisa a diretora.
Entre as frases selecionadas para reforçar as vantagens de ter mulheres no corpo diretivo, o estudo destaca que a mulher tem mais empatia no relacionamento, uma visão mais cuidadosa sobre as pessoas, é mais dinâmica. Já entre as frases ditas pelas entrevistadas e que podem servir de sugestões para as empresas, os coordenadores destacaram “a mulher tem maior consciência sobre o futuro”, “melhor gestão de pessoas”, “maior sensibilidade e perspicácia”, maior sensibilidade na percepção da necessidade dos clientes”.
Uma dica de Maria Helena é que as empresas passam a entender a agenda feminina. “As mulheres muitas vezes não tem tempo para happy hour, pois precisam voltar para casa para fazer a lição com o filho e isso não é um fator que deve comprometer a carreira profissional dela”. Já mudou muito, afirma, mas ainda é preciso entender melhor a agenda da profissional. “Muitas tem um período da vida que não podem viajar muito. E isso também deve ser observado”.
A mulher já conta com cursos técnicos para profissionais que operam com este mercado específico. “Mas isso não é suficiente. Precisamos fazer muito mais para que a participação de mulheres nos órgão de direção seja proporcional ao total de mulheres no quadro funcional”. A próxima pesquisa já tem objetivo: a mulher como consumidora, informa.
O Grupo ACE anunciou hoje a nomeação de Angel Diaz como presidente para o Brasil. Neste novo cargo, Diaz passa a ser responsável pelas operações de todas as linhas da ACE Brasil. Antes de assumir esta nova função, ele vinha atuando como Presidente Regional da ACE no Sul da Europa – operação que compreende a Itália, Espanha e Portugal. Angel ficará baseado em São Paulo e se reportará a Jorge Luis Cazar, Presidente Regional para a América Latina. A nomeação de Diaz é imediata, sujeita apenas à aprovação do orgão regulador brasileiro.
“Tenho o prazer de dar as boas vindas do Brasil e América Latina para um executivo tão talentoso como Angel”, disse Cazar. “Sua forte experiência de liderança e seu histórico de sucesso em nossos negócios na Europa o capacitam a continuar nossos esforços de crescimento de um negócio rentável neste importante mercado.”
Com mais de 20 anos de experiência na indústria de seguros, Angel Diaz ocupou vários cargos de gestão com crescente aumento de responsabilidade, desde que chegou à ACE em 1998. Antes de atuar na empresa, ele desempenhou diferentes funções na seguradora Winterthur e na corretora Marsh & McLennan, onde iniciou sua carreira como Executivo de Contas em 1992. Diaz é graduado pela Universidad Pontificia Comillas e possui MBA pela ESADE, ambos na Espanha.
O rugby celebrará sua volta aos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. O esporte não para de crescer no País e, confirmando essa tendência, a AIG trará para São Paulo nos dias 26, 27 e 28 de novembro alguns jogadores do maior time de rugby do mundo: o All Blacks, a Seleção Neozelandesa de Rugby.
Atualmente, a Seleção Neozelandesa ocupa a primeira posição no ranking da Federação Internacional de Rugby Union, além de ter conquistado a última edição da Copa do Mundo de Rugby, que ocorreu em 2011.
A AIG é a patrocinadora exclusiva e parceira oficial de seguros da New Zealand Rugby (NZR), que é formada pelos times All Blacks, Maori All Blacks, All Blacks Sevens, New Zealand Black Ferns (time feminino de quinze), New Zealand Women’s Sevens (time feminino de sete) e New Zealand Under 20 (menores de 20 anos).
A Bradesco Seguros reuniu no fim de semana, na Costa do Sauípe, na Bahia, cerca de 400 corretores de todo o Brasil que representaram os mais de 35 mil profissionais cadastrados pela empresa e pela Susep (órgão regulador do setor) e que se destacaram durante a campanha “Talentos de Seguros 2013 – Cultivando Talentos”, que chegou neste ano à sua décima edição. O ponto alto do encontro foi a cerimônia de entrega dos 74 troféus a corretores que atuam em Auto e Ramos Elementares, Saúde, Dental, Previdência e Vida.
O paulista João Alzani Filho foi um dos premiados. Ao completar 18 anos, ele deixou para trás Bauru, cidade do interior onde nasceu, para arriscar a vida na capital. Ao chegar em São Paulo, no ano de 1964, arrumou trabalho como auxiliar de escritório numa corretora de seguros. Tomou gosto pela atividade. “Gostava do movimento de mercado e comecei a entender do assunto”, relembra. Em menos de dez anos, ele abriu, em 1975, as portas da Vila Velha, hoje corretora que é sinônimo do setor imobiliário na capital paulista, sediada na Avenida Ipiranga bem em frente ao edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, e o tradicional Edifico Itália.
Há exatos dez anos, Alzani conquistou o primeiro troféu da Bradesco Seguros, do qual se tornou importante parceiro. Hoje, com o casal de filhos o auxiliando, mantém firme a tradição que inaugurou e fez justamente o movimento contrário de muitos que buscam na capital os recursos e conhecimento para voltar ao interior e mudar de vida. “Trouxe todo mundo de Bauru para São Paulo”, diz, orgulhoso, revelando que emprega 450 funcionários. E desde sexta-feira contabiliza e mais um troféu Talento. “Estou realizado”. Alzani também é parceiro do Grupo Bradesco Seguros no projeto Porteiro Amigo do Idoso, que tem oferecido treinamento aos profissionais do bairro de Higienópolis, onde se concentra a população longeva da capital.
O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, destacou na cerimônia de entrega dos troféus a importância dos corretores no crescimento da empresa e do mercado segurador. Reforçou o quanto esse reconhecimento dos profissionais é importante, pois são os corretores, pela proximidade com os consumidores, que apontam as inovações e, sobretudo, oportunidades que possam ser buscadas em favor de um mercado forte e dinâmico. Realização. Aquilo que para Alzani foi vital para o crescimento profissional, pessoal e empresarial.
Rossi pontuou ainda que muitos desafios aguardam todos em 2014, mas que é preciso primeiro comemorar as conquistas de 2013. Criado há dez anos, o prêmio Talentos de Seguros já reúne inúmeras histórias de sucesso como a de Alzani. É o caso de Eduardo Melo Gonçalves que veio a uma premiação pela primeira vez com o pai, no ano de 2004. “Ele ganhou o troféu e eu fiquei convencido de que também ganharia”.
À frente da Deca Corretora, de Fortaleza, esse cearense de 33 anos, pai de três filhos, subiu ao palco para receber o prêmio de líder em vendas do ramo autos. Agora, sonha com novos vôos. “Meu pai queria que eu estudasse Direito, mas eu nasci com o seguro dominando o assunto dentro de casa e, aos 15 anos, comecei a ajudá-lo na corretora. Hoje e eu minha irmã, tocamos o negócio. Estamos realizando e sonhando ganhar novos prêmios”.
Segundo Melo Gonçalves, esses novos prêmios virão da possibilidade que a Bradesco Seguros está abrindo aos corretores de vender todos os produtos das suas empresas. “Hoje, me dedico mais ao seguro de autos, mas posso, a partir de agora, ampliar a carteira oferecendo outros produtos do grupo e ampliando resultado e participação”, diz. Melo Gonçalves está convencido de que novos troféus Talentos o aguardam.
Os investidores nunca foram tão pessimistas em relação às políticas da presidente Dilma Rousseff: apenas 10% dos entrevistados pela Pesquisa Global Bloomberg dizem que o país será capaz de evitar um corte na nota de crédito no próximo ano.
Dos consultados, 51% se dizem pessimistas em relação às políticas de Dilma, em comparação com 22% quando ela tomou posse em janeiro de 2011, segundo pesquisa feita com 750 analistas, investidores e operadores que são assinantes da Bloomberg. O segundo maior mercado emergente do mundo oferecerá uma das piores oportunidades ao longo do próximo ano em relação a EUA, Reino Unido, União Europeia, Japão, Índia, Rússia e China, dizem os consultados.
O governo está se esforçando para reativar a economia porque uma inflação acima da meta e a ampliação do déficit orçamentário vão minando a confiança de investidores e consumidores. Dilma finalizará seu primeiro mandato no ano que vem com a menor expansão do PIB em quatro anos desde 1990, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central. Em junho, a Standard & Poor’s colocou a nota de crédito do Brasil em perspectiva negativa, citando o fraco crescimento.
“A confiança nas políticas de Dilma Rousseff diminui por uma série de razões. A principal delas é, talvez, a dramática desaceleração do crescimento do PIB real ao mesmo tempo em que a inflação permanece elevada”, escreveu o pesquisado James Craske, analista global de ações da Victory Capital Management em Nova York, em um e-mail em resposta a questionamentos. “Estamos underweight (abaixo da média do portfólio) sobre o Brasil no momento e provavelmente permaneceremos assim por algum tempo.”
Contas fiscais
Em 8 de novembro, na semana seguinte àquela em que o Brasil registrou seu pior déficit orçamentário desde 2009, a diretora de gestão da S&P, Regina Nunes, disse que um corte de rating do país poderia ocorrer ainda antes se suas contas fiscais piorassem. A S&P e a Moody’s Investors Service dão à dívida soberana do Brasil o segundo menor grau de investimento, BBB e Baa2 respectivamente.
O crescimento econômico desacelerou de 7,5% em 2010 para 2,7% em 2011 e para 0,9% no ano passado. O PIB aumentará 2,5% neste ano e a taxa deve desacelerar para 2,1% em 2014, conforme a estimativa média dos cerca de cem economistas consultados pelo Banco Central no boletim Focus de 14 de novembro.
Deterioração
A maior economia da América Latina está se deteriorando na opinião de 43% dos entrevistados, segundo a pesquisa feita pela Bloomberg em 19 de novembro, frente a apenas 10% que veem a economia melhorando e 27% que enxergam estabilidade.
O país provavelmente ou certamente será rebaixado nos próximos 12 meses, na opinião de 39% dos clientes da Bloomberg que participaram da pesquisa.
Os responsáveis pela política econômica elevaram a taxa Selic em 2,25 pontos porcentuais desde abril até 9,5%, o maior incremento entre as 49 principais economias do mundo acompanhadas pela Bloomberg. Embora a inflação tenha caído durante quatro meses consecutivos, ela continua acima do ponto médio da meta (4,5%) há três anos.
Apenas 22% dos pesquisados disseram que o Banco Central conseguirá levar a inflação para o centro da meta, ou abaixo disso, nos próximos 12 ou 18 meses. A meta será alcançada nos próximos dois ou três anos, de acordo com 37% dos pesquisados.
O levantamento, realizado pela Selzer Co., empresa de pesquisa de opinião pública com sede em Des Moines, Iowa, tem uma margem de erro de mais ou menos 3,6 pontos porcentuais.
De olho no crescimento do mercado de obras de artes no Brasil, a Liberty Seguros amplia a sua atuação neste setor, que registrou cerca de R$ 7 milhões em vendas de seguros. Um número ainda pequeno comparado aos US$ 450 milhões no mundo. “A concorrência no mercado brasileiro cresce constantemente com a entrada de novos players. Mas é um mercado para especialistas e nós contamos com a experiência do Liberty Syndicates, um dos maiores sindicatos do Lloyd`s of London”, ressalta Luciano Calheiros, diretor de seguros corporativos da Liberty Seguros.
Há quatro anos a seguradora atua neste setor, ofertando o seguro apenas para exposições, o que lhe rendeu cerca de R$ 2 milhões em vendas. O novo produto Liberty Fine Arts agora atende as necessidades de proteção para obras de artes de colecionadores, galerias, expositores e museus, de grande, médio e pequeno porte. O produto está enquadrado na modalidade “all risks”, ou seja, todo e qualquer evento está coberto, à exceção daqueles que são citados expressamente como excluídos.
Geralmente esse seguro tem algumas exigências as serem cumpridas para garantir a segurança da obra e não conta com franquia. “Dependendo da característica da obra, exposição e sistemas de proteção existentes, pode ser aplicado alguma franquia”, explica Fernando Paes, responsável pelo Liberty Syndicate no Brasil. Dois executivos já foram treinados em Londres e estão prontos para fazer a subscrição do risco no Brasil. Também já está no forno a inclusão da cobertura de obras de artes no seguro residencial. “Estamos preparando o produto para lançá-lo no médio prazo”, acrescentou Calheiros.
Hoje a Liberty segura, no Brasil, aproximadamente 2 mil obras de arte. Entre as obras mais importantes que foram seguradas pela seguradora podemos citar Abaporu, da pintora Brasileira Tarsila do Amaral; Medusa, do pintor Italiano Michelangelo Merisi Caravaggio; estudos da obra “Guerra e Paz”, do artista plástico Candido Torquato Portinari.
Segundo Calheiros, a expansão das galerias, o aumento de negócios e um número cada vez maior de exposições internacionais e nacionais mostram a ascensão do mercado de artes no Brasil. Estudo divulgado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), realizado no primeiro trimestre deste ano com 44 galerias que promovem, representam e constroem carreiras de artistas nacionais, 81% das galerias registraram aumento médio de 22,5% no volume de negócios em 2012. Além disso, o volume de exportações das pesquisadas passou de US$ 18 milhões em 2011 para US$ 27 milhões no ano seguinte. Foram 6.700 obras vendidas, com um reajuste de preços na ordem de 15%. Ainda assim, são os colecionadores privados e os negócios no Brasil que mais fomentam o setor: 85% dos negócios realizados em 2012.
Esses números atraem cada vez mais seguradoras. No Brasil, que há dez anos praticamente inexistia seguro de arte, hoje conta com Ace, Allianz, Generalli, Argo e SulAmérica. Para ir além das concorrentes, a Liberty dispõe de uma capacidade local de R$ 12 milhões, podendo chegar, no total, até US$ 50 milhões em importância segurada com o apoio do sindicato do grupo Liberty Mutual. “As vendas de seguro para obras de artes movimentam cerca de US$ 450 milhões mundialmente”, conta Michael Burle, subscritor do segmento War & Terrorism, Specie & Fine Art no Liberty Syndicates, um dos mais importantes entre os mais de 300 sindicatos que compõem o Llody’s of London, responsável pela subscrição de aproximadamente US$ 150 milhões.
Segundo Burle, o mercado de arte no mundo mantém o ritmo de crescimento, apesar da crise financeira. “As pequenas e médias galerias sentem a queda nas vendas, mas os colecionadores não enxergam as obras apenas como investimento e sim como hobby”, diz. EUA, Europa e no Extremo Oriente estão entre os principais mercado das seguradoras que atuam com obra de arte. Quanto aos valores médios de coberturas das apólices de seguro de arte, Mike afirma não ter uma estimativa media de valores. “Podemos assegurar diversas obras, com valores que podem variar de R$ 2 mil a R$ 50 milhões, em caso de obras de grandes artistas”.
Para calcular o preço do seguro de obra de arte, o perfil do cliente é o item mais determinante. “Se é colecionador, expositor, galerias ou museus. Cada um deles representa um tipo de risco e por isso tem um peso na formação do preço”, explica o subscritor do Lloyd`s. O tipo de obra (pinturas, esculturas, louças, gravuras, documentos, entre outros) e também se a peça é frágil ou não frágil. Avalia-se também, por exemplo, a análise de sistemas de proteções existentes nos locais onde as obras estão, ou onde serão expostas, bem como o meio de transporte e o percurso até o local. Segundo Coutinho, há uma carência de dados sobre pagamento de indenizações deste nicho no mercado brasileiro. “Na carteira da Liberty o índice é bem baixo. A sinistralidade da carteira não supera 5%”, informou.
O Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e o Viva Rio vão promover um dia de treinamento e conscientização sobre segurança para motociclistas. O projeto-piloto “Motociclista Atitude Positiva” vai oferecer um curso on-line abordando técnicas de pilotagem e condução segura para aproximadamente 500 motociclistas em três pontos distintos do Complexo do Alemão, neste sábado (23), das 9h às 17h. A ideia é, em uma segunda etapa, levar o treinamento a outras comunidades do Rio de Janeiro.
Diante do crescente número de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas em todo país, o Observatório Nacional de Segurança Viária vem promovendo uma série de ações de conscientização com diversos públicos. “Nossa intenção é democratizar para todos os setores da sociedade o maior número de informações sobre um comportamento seguro no trânsito. Esse é o início da formação de uma cultura de segurança viária nessa classe, que aos poucos se estende para outras, e assim sucessivamente”, explica José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório.
O treinamento irá viabilizar cerca de 40 computadores ligados à internet: o centro de informática do Marquinho Pé Pé, na Alvorada; o Educap; e também a lan-house do Nélio.
Para chamar a atenção dos motociclistas do Alemão, uma rádio comunitária está divulgando o treinamento desde a última segunda-feira. O gerente da área de Gestão de Projeto do Viva Rio, Carlos Roberto Fernandez, garante que o projeto vem de encontro ao trabalho que a entidade desenvolve há mais de 20 anos. “O Viva Rio tem promovido projetos de saúde em várias regiões do município do Rio de Janeiro, mas também acredita que a saúde está na locomoção e segurança da vida de cada um. Apostamos nesta ação porque se baseia em um de nossos maiores princípios, que é o respeito a vida”, informou.
Quem participar do treinamento estará concorrendo a um concurso cultural onde serão sorteados três tablets. Cada motociclista deverá gastar, em média, 40 minutos para concluir o treinamento on-line. Além disso, ao final da apresentação, o motociclista responderá um questionário e, em seguida, ele receberá um certificado, tudo já programado dentro da plataforma e-learning. A expectativa é que cerca de 500 motociclistas recebam o certificado do “Motociclista Atitude Positiva”
O curso foi desenvolvido pelo Observatório, em parceria com a Seguradora Líder DPVAT, o ensino a distância tem como premissa divulgar para o maior número de pessoas possíveis informações corretas de como pilotar uma moto na maioria das situações cotidianas das ruas. São informações sobre transporte de pessoas e cargas, peso do veículo, frenagem, pisos molhados, ultrapassagem, enfim, informações de segurança no trânsito, convivência, direitos e deveres que nem sempre são comuns a todos os pilotos.
O treinamento a distância já é oferecido para vários grupos de motociclistas em vários Estados do país e conta com o apoio no desenvolvimento e distribuição da Seguradora Líder DPVAT. “Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, a moto está presente em 70% dos sinistros indenizados pelo Seguro DPVAT. Acreditamos que um trabalho educativo sério, como este desenvolvido pelo ONSV, deve ser apoiado pela sociedade”, diz o diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder DPVAT, Márcio Norton.
Interessante artigo publicado pelo Brasil Econômico economista e diretor de Ensino Superior e Pesquisa da Escola Nacional de Seguros, Cláudio Contador. Vale a leitura!
A situação macroeconômica do Brasil é preocupante e certamente induz a indústria de seguros a rever estratégias e projeções de crescimento previstas no início de 2013. Crescer acima de 15% como se previa, tanto em vendas como em lucratividade, num cenário econômico que tem se deteriorado, é realmente desafiador. Até mesmo para um setor que ainda tem um grande potencial para crescer, como mostra a relação de participação no Produto Interno Bruto (PIB), ainda abaixo da média mundial de 8 %.
Considerando-se os segmentos de seguros gerais, vida e previdência, bem como títulos de capitalização, a indústria de seguros tem hoje uma participação de 3,4% do PIB brasileiro. Se acrescentarmos saúde suplementar a essa conta, o percentual salta para 5,7%, como tem divulgado a CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Além de o setor estar aquém da participação que pode alcançar no PIB, temos ainda outro indicador que revela o potencial desta indústria. O Brasil é o décimo quinto maior mercado de seguros do mundo e a sétima economia do planeta, sinalizando que ainda há muito espaço para vender produtos e equilibrar essa gangorra.
Apesar dos bons ventos para o setor, não está sendo um ano fácil. Crise na Europa e desaceleração no crescimento da China praticamente anulam os sinais de recuperação dos Estados Unidos. O Brasil sofre impactos da economia internacional, como baixo volume de investimento estrangeiro e valorização do dólar frente ao real. O governo está numa sinuca de bico. Temos uma projeção modesta do atual ritmo de crescimento do PIB para pouco mais de 2% em 2013, quiçá menos. Apesar do fraco crescimento projetado, espera-se que a taxa de desemprego continue baixa, mantendo o mercado de trabalho aquecido e aumento dos salários reais. Duas variáveis positivas para a economia.
Esse panorama, certamente, afeta vários segmentos da economia e, consequentemente, o de seguros. Corretoras, seguradoras e resseguradoras planejaram vender várias apólices de seguro garantia para proteger aportes em projetos milionários de infraestrutura e de expansão industrial, expectativa frustrada com a retração dos investidores diante da volatilidade.
Temos também a crise do império de Eike Batista, as dores do crescimento em explorar petróleo em águas profundas e uma parada técnica para repensar a tecnologia da energia eólica. Todos esses setores fizeram o Brasil ser considerado a bola da vez aos olhos dos estrangeiros, que agora passam a analisar também o seguro massificado como forma de buscar compensar o adiamento dos resultados esperados com grandes riscos.
Por outro lado, a recuperação da atividade econômica a partir do segundo semestre restaura a tranquilidade para que as seguradoras de benefícios e de bens patrimoniais possam atingir suas metas com a venda de apólices individuais. Isso acontece mesmo com o soluço no mercado de trabalho em junho, quando a redução na atividade econômica começou a afetar a criação de novos postos de trabalho, elevando a taxa de desemprego a 6%, depois de atingir o menor índice em dezembro de 2012, de 4,6%. Tudo isso passou e as perspectivas são mais róseas a partir do segundo semestre de 2013.
As manifestações populares ainda não afetaram o setor em termos de pedidos de indenizações. Pelo contrário. O que se tem visto é um aumento de pedido de cobertura para fazer frente ao risco eminente de perdas causadas por comoções populares. Outra notícia boa é que temos alguns setores fora da crise e que geram demanda por seguro, como construção civil e bens duráveis.
As seguradoras estão preparadas para enfrentar esse cenário, mas o índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES), desenvolvido pelo economista Francisco Galiza, tem mostrado que a fase de desalento está atingindo o setor. Enfim, é um ano cheio de desafios e de novidades: taxas de juro mais baixas, compressão de margens e forte concorrência. Este final de 2013 é ainda uma fase de transição, o que faz com que todos olhem para dentro com o objetivo de descobrir o que ainda falta ser aperfeiçoado para ganhar produtividade e crescer em 2014. Afinal, é provável que a economia logo se restabeleça e sairá na frente quem estiver pronto para esse momento.
Uma certeza? Não dá para fazer mais do mesmo. É preciso inovar.
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