A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), braço de resseguros do Grupo Allianz, divulgou o estudo “Barômetro de Risco Allianz”, com os 10 maiores, incluindo-se aí a interrupção dos negócios e da cadeira de suprimento, catástrofes naturais, incêndios e explosões. A pesquisa ouviu mais 400 especialistas em riscos corporativos de 33 países e destaca a crescente complexidade dos riscos para os negócios. De acordo com o levantamento, a combinação de novos riscos econômicos e regulatórios relacionados com a tecnologia cria uma ameaça sistêmica para as empresas globais. Para responder a esses desafios, a Allianz sugere que as companhias façam controles internos mais fortes e uma gestão de risco holística dos negócios.
O ano de 2014 também será crítico para as empresas quando se trata de lidar com a ameaça representada por uma série de perigos emergentes, explica Axel Theis, CEO global da AGCS: “Identificar o impacto da interconectividade entre diferentes riscos é uma prioridade para os gestores de risco. Hoje, os planos de continuidade de negócios devem envolver uma gama cada vez maior de cenários de risco. Por exemplo, uma catástrofe natural pode resultar em interrupções nos negócios, falha dos sistemas informáticos e apagões de energia, entre outros perigos”, diz Theis.
A AGCS destaca que as empresas estão mais preocupadas do que nunca com riscos cibernéticos e de reputação. No ambiente econômico lento, as empresas também se preocupam mais sobre o declínio do mercado e, especialmente, e em mercados em crescimento, sobre a escassez de talentos.
A Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil (AGCS Re Brasil) é o centro de expertise do Grupo Allianz para riscos corporativos e especiais, com foco nos clientes com faturamento superior a BRL 1 bilhão/ano, que oferece globalmente soluções em seguros, resseguros e gerenciamento de risco para os setores Aeronáutico, Naval, Petróleo, Linhas Financeiras, Engenharia, Responsabilidade Civil e Riscos Patrimoniais.
Em 2012, a AGCS Re obteve a licença da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar como resseguradora local no Brasil. Em janeiro de 2013, a companhia abriu escritórios nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, de onde passou a liderar as operações da resseguradora na Argentina, Peru e Colômbia.
Para mais informações, acesse: www.agcs.allianz.com.
A Brasilcap, empresa líder no mercado de capitalização, inicia o ano com uma novidade para os seus clientes: a completa reformulação e integração de seus canais digitais. O portal da Brasilcap e os perfis da companhia no Facebook, Twitter, YouTube e Google foram remodelados e vão turbinar as vendas de títulos via internet. “Já temos a liderança nos canais de vendas tradicionais, como a ampla rede de atendimento do Banco do Brasil. Nossa investida na web vem para expandir ainda mais a nossa distância na ponta do mercado”, afirma Gilberto Lourenço, diretor comercial da companhia. Entre as principais novidades dos canais digitais, estão a presença de vídeos e de ferramentas interativas como calculadora financeira e simuladores para auxiliar os clientes na decisão de compra.
Segundo o executivo, as novas plataformas web da Brasilcap também serão uma ferramenta para difundir a educação financeira, uma das bandeiras da companhia. “Iremos sempre reforçar a ideia de poupança programada, junto a um risco que todos gostam de correr: o de ficar milionário”, complementa Lourenço. E, para saber sobre os sorteios, não é mais necessário torcer pela ligação do gerente: o Conferidor Automático checa as informações com o número do seu CPF.
O jornal Valor Econômico traz nesta quinta-feira uma análise sobre o mercado segurador na bolsa feita com base em relatórios da Fator e UBS. Vale a pena ler o texto completo escrito por Thais Fôlego e Beatriz Cutait, com muitas observações sobre as tendências de 2014. Resumidamente, o texto afirma que o sucesso do IPO da BB Seguridade, cujas ações subiram 51% na bolsa em 2013, deu maior visibilidade ao setor de seguros brasileiro, do qual também constam nomes como Porto Seguro, SulAmérica e Brasil Insurance, que estão na bolsa há mais tempo. Mas o investidor precisa ter cautela ao olhar para um segmento com empresas de modelos e focos de negócios muito diferentes e, portanto, que apresentam perspectivas também diversas.
A Fator Corretora iniciou a cobertura dos papéis da BB Seguridade – con siderada a “top pick” do setor. Já as units da SulAmérica e as ações da Brasil Insurance têm indicação “equal weight” (em linha com a média do mercado, ou manutenção), com preços-alvo de R$ 14,50 e R$ 19,00, o que indica potencial alta de 6,6% e 5,8%, respectivamente. Já os papéis da Porto Seguro têm a pior indicação, de “underweight” (abaixo da média do mercado, ou venda), com preço-alvo de R$ 27,50, o que aponta para uma queda de 2,2%. O UBS também tem recomendações diferentes para as ações do setor: compra para BB Seguridade e neutra para Porto e SulAmérica.
Da perspectiva geral, o mercado de seguros tem ainda bastante espaço para crescer devido a sua baixa penetração na economia. O faturamento do setor equivale a 6% do PIB brasileiro, enquanto essa fatia supera os 10% em países como o Chile. O relatório do UBS destaca que a tendência de alta das taxas de juros da economia deve beneficiar as seguradoras, uma vez que aumenta a receita financeira. Segundo a Fator, o bancassurance ganha terreno em 2014, pois um corretor de seguros independente não consegue competir com o banco na distribuição dos produtos. E uma seguradora independente de banco também não consegue entrar nesse mercado. O segmento de ‘bancassurance’ tem toda condição de defender sua competitividade e o mercado é muito bom tanto par a BB Seguridade como para Itaú e Bradesco.
A reportagem completa está no link http://www.valor.com.br/financas/3394004/empresas-tem-setor-em-comum-mas-potenciais-distintos
A Zurich Seguros, multinacional de origem suíça e presente no Brasil há mais de 30 anos, anuncia três novos profissionais recém incorporados aos negócios no ramo de Seguros Gerais da seguradora. Com essas adições, o time de colaboradores da companhia inicia 2014 ainda mais robusto e sólido.
Celso Gomes Soares Júnior assume o cargo de Superintendente de Linhas Financeiras e Garantia de Seguros Gerais da Zurich Seguros no Brasil. O executivo é graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Direito Corporativo pelo Insper/São Paulo, possuindo vasta experiência no desenvolvimento das carteiras de Linhas Financeiras, Responsabilidade Civil Ambiental e Aeronáutico. Atuou previamente na Itaú Seguros, com passagens pelos Estados Unidos e Brasil pelas empresas Mastercard International, Exxon Mobil Co. e Unibanco/AIG.
Na Zurich Seguros, Celso Gomes tem a missão de estruturar a equipe, fortalecer as relações com clientes e corretores e aproveitar ainda mais as oportunidades ao lado de parceiros estratégicos. “Temos muitos planos para 2014, entre eles, consolidar o posicionamento da seguradora na área de Linhas Financeiras e buscar crescimento sustentável para a carteira de Garantia. Vamos desenvolver novos produtos, explorar novos nichos no mercado de médias empresas e aproveitar a expertise global da Zurich Seguros, que nos apoia e dá todo suporte necessário para crescer. Profissionalmente, esse cargo representa um desafio diferente e interessante que traz uma mudança importante para minha carreira”, ressalta Celso.
Além de Celso, a unidade da Zurich Seguros no Brasil traz Glaucia Smithson para assumir a Diretoria de Subscrição de Riscos de Seguros Gerais da Zurich Seguros no Brasil, que foi criada exatamente a partir da chegada da executiva. Glaucia será líder da área e atuará de acordo com metas e estratégias globais, regionais e locais de Underwritting.
Glaucia é advogada, pós-graduada em Ciências Jurídicas e Direito Contratual, com MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado e Maastricht School of Management, nos Países Baixos, além de um segundo MBA em Gestão Estratégica pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil. Atuando no Grupo Zurich desde 2009, ela iniciou a carreira no Reino Unido, como subscritora sênior para Linhas Financeiras. Em abril de 2011, passou a atuar como Diretora de Subscrição de Riscos Executivos Comerciais na Europa, sendo responsável pela liderança e pelo desenvolvimento estratégico da divisão de Linhas Financeiras na região.
“É uma grande honra estar à frente da área de Subscrição de Riscos da Zurich Seguros no Brasil. Meu trabalho à frente dessa divisão será o de estabelecer metas e planos de ação que garantam rentabilidade e governança corporativa, considerando as necessidades de clientes e distribuidores”, afirma Glaucia.
RJ e ES têm novo Diretor Comercial – Dois estados estratégicos para a expansão da Zurich Seguros, na região Sudeste, também ganham um reforço importante. Gilberto Nardi assume o cargo de Diretor Comercial de Seguros Gerais da Zurich Seguros para Rio de Janeiro e Espírito Santo, com foco nas médias e grandes empresas. Nardi é formado em Administração de Empresas. Ele conta com 29 anos de experiência na área comercial no mercado segurador, atuando em diversas regiões do país, tendo ocupado cargos na Allianz e Itaú Seguros.
“Vamos trabalhar com uma equipe especializada para atendimento aos corretores, além de expandir as vendas para o segmento, automóveis. nas regiões Serrana, Norte e Sul Fluminense. Estou orgulhoso por fazer parte da família Zurich Seguros, uma companhia arrojada, com amplo portfólio de produtos e serviços, com a qual me identifico e que oferece desafios e desenvolvimento profissional”, completa Gilberto.
Com mais de 50 obras dos mais influentes artistas da história, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rafael, Ticiano e Tintoretto, a exposição “Mestres do Renascimento: Obras-primas italianas” acaba de ser eleita o “Melhor Evento do Ano” pela premiação promovida pelo jornal Folha de S. Paulo. Foram mais de 37 mil votos para escolher os maiores destaques culturais de 2013.
“O público brasileiro está cada vez mais ávido por atividades socioculturais. É com muita satisfação que trabalhamos para trazer, com acesso gratuito, um grande evento como esse”, afirma Fátima Lima, executiva de Sustentabilidade do Grupo BB E Mapfre.
Com mais de 420 mil visitantes, as obras expostas – pinturas, esculturas e desenhos – ficaram em cartaz em duas temporadas: no CCBB São Paulo, entre 13 de julho a 23 de setembro, e no CCBB DF, em Brasília (DF), de 12 de outubro de 2013 a 5 de janeiro de 2014. Reconhecida mundialmente, a exposição Renascimento trouxe obras-primas criadas entre os séculos XV e XVI.
Segundo o diretor de Marketing do Grupo BB E Mapfre, Benedito Dias, a iniciativa faz parte da atuação da companhia. “É a continuação de um trabalho consistente com foco em ampliar a divulgação da marca da seguradora e o conhecimento em arte entre o público nacional. Em 2012, trouxemos os Impressionistas e agora fechamos 2013 com chave de ouro após essa rica temporada da mostra dos renascentistas”, afirma.
A exposição tem curadoria da historiadora da arte Cristina Acidini, superintendente para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etno-antropológico e para o Museu da Cidade de Florença.
Os segurados da Generali Brasil Seguros, que atualmente contam com a cobertura completa de vidros, faróis, lanternas e retrovisores, agora também poderão realizar serviços nos faróis e lanternas de Xenon e Led originais de fábrica. A ampliação é válida para todas as apólices da Generali em todo o País. O serviço será feito pela rede Autoglass, parceira escolhida pela seguradora.
“Buscamos sempre estar atentos às demandas do mercado e percebemos que o número de veículos com esse tipo de acessório vem crescendo. Acreditamos que essa ampliação oferece um serviço melhor e mais completo aos nossos segurados”, afirma Claudia Papa, diretora executiva comercial da Generali Brasil Seguros.
“Temos uma parceria muito importante com a Generali, uma vez que anualmente milhares de segurados utilizam nossos serviços da cobertura de vidros, faróis, lanternas e retrovisores”, afirma Eduardo Noronha, Account Manager na Autoglass. “Com a ampliação da cobertura, a Autoglass oferece todo o suporte na ocorrência do sinistro desse item que é tão importante para o veículo”.
Os serviços aos segurados da Generali Brasil Seguros serão executados por uma equipe de profissionais da Autoglass, altamente capacitada com as mais modernas tecnologias disponíveis no mercado e em conformidade com as normas de segurança do setor.
A Tokio Marine Seguradora fecha o ano com expressivo crescimento no segmento de seguro de automóvel. A Companhia obteve desempenho 38% superior ao registrado no ano passado. O resultado se deve ao reconhecimento, por parte de Corretores e Assessorias, da grande evolução em produtos, serviços e operações da Seguradora. Para 2014, a expectativa da empresa é continuar crescendo bem acima da média de mercado.
“Implementamos diversas melhorias e novidades, o que contribuiu para que estivéssemos entre as companhias mais inovadoras. Nossa carteira de automóvel é a que mais cresce no mercado brasileiro entre as dez maiores seguradoras, pelo segundo ano consecutivo”, afirma o Diretor Executivo de Massificados da Tokio Marine, Marcelo Goldman.
Entre os destaques da carteira neste ano estão as melhorias no sistema de Vistoria Prévia, Renovação Protegida Auto (sistema que fornece mais autonomia ao Corretor) e o Projeto Cotação Real Time, que permite que as tarifas sejam ajustadas de forma ágil, para que os Parceiros de Negócios ofereçam seguros da Tokio Marine com preços mais atrativos.
A Seguradora também oferece o Reparo de Para-choque, que está disponível para os clientes que optarem pelo serviço completo de vidros e que prevê a reparação do para-choque dianteiro ou traseiro, desde que a peça tenha sofrido danos decorrentes de colisão. Ainda em 2013, a Companhia lançou produtos específicos para Caminhões e Utilitários de Carga. Com foco nos caminhões leves, médios e pesados, pick-ups de carga e furgões, esses produtos são completos e oferecem vantagens exclusivas no mercado.
“Além do crescimento no ramo auto, tivemos um aumento no número de novos Corretores cadastrados, o que é um excelente indicador da qualidade de nossos produtos e serviços e da satisfação de nossos parceiros de negócio e clientes”, informa Goldman.
Foram contabilizadas 880 catástrofes naturais em 2013, que causaram perdas econômicas no valor de 92 bilhões de euros (R$ 297 bilhões). Desse total, as seguaradoras pagaram 22,8 bilhões de euros (R$ 73,72 bilhões) aos clientes que tinham seguro. O número de catástrofes naturais diminuiu 4% em 2013, as perdas totais caíram 28% e as indenizações diminuíram 52% em comparação com 2012, segundo estudo divulgado pela resseguradora Munich Re.
De acordo com o relatório, os eventos mais caro do mundo em 2013 foram as tempestades de granizo na Alemanha no verão, com um prejuízo de danos segurados de 2,72 bilhões de euros (R$ 8,79 bilhões); o tufão Haiyan nas Filipinas, além dos tornados e fortes tempestades nos EUA em maio (1,323 milhão de euros ou R$ 4,26 milhões).
O estudo está no link http://www.munichre.com/en/media_relations/press_releases/2014/2014_01_07_press_release.aspx?ref=twitter
Depois de um 2013 bem complicado, os investidores estão mais ariscos ainda em 2014. E a razão para isso é simples: risco político. Isso torna o dinheiro escasso e caro, principalmente para países emergentes como o Brasil. As eleições, bem como comoções sociais, fraco crescimento do PIB, crédito caro e retomada da economia americana, atraindo os recursos antes direcionados para os emergentes, como Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia, são os que mais preocupam os donos da grana.
No entanto, as oportunidades de negócios nesses países são imensas, especialmente no Brasil. Nesse cenário surge o seguro de risco político, um recurso capaz de estimular a coragem dos investidores em apostar em negócios locais. Segundo dados do Banco Mundial, o seguro de risco político movimentou cerca de US$ 100 bilhões em 2013 e deverá repetir o volume neste ano com a compra de apólice que garanta indenização para perdas geradas por quebra de contratos entre governos e empresas privadas, violência política e até mesmo expropriações.
Para falar deste tema, o blog Sonho Seguro entrevistou Keith Martin, consultor internacional da Aon Brasil. Veja abaixo os principais trechos da conversa.
Como a Aon vê o risco nos emergentes?
A Aon avalia os riscos políticos e regulatório em todos os países emergentes de forma contínua, com apoio da consultoria Roubini. O resultado é um Mapa de Riscos, que agora está on-line de forma interativa, podendo comparar 15 anos de resultados. Ele é composto tanto dos prêmios do seguro de risco político como também de análises realizadas pela Roubini.
Quais são os riscos?
Nos países emergentes, de forma geral, são cada vez mais complexos. O risco que mais cresceu nos últimos anos nestas regiões é de quebra de contrato pelo governo anfitrião – incluindo governos estaduais, provinciais e locais. Isso porque, de forma crescente, investimentos de infraestrutura são feitos via concessões ou PPPs (parcerias público-privado) de longo prazo. E, como muitos “casamentos de conveniência”, há objetivos diferentes dos dois lados. Adicionalmente, governos federais estão devolvendo a autorização de assinar contratos com investidores aos governos sub-federais (estados, municípios) sem, ao mesmo tempo, aumentar a arrecadação de impostos e outras fontes de renda dos mesmos.
O que mais impacta a probabilidade e severidade de risco?
O tipo de investimento (projetos de infraestrutura, energia e mineração, por exemplo, possuem risco mais alto); a nacionalidade do investidor; as relações com o governo anfitrião e/ou presença de um parceiro local; localização no país e medidas de segurança, treinamento dos expatriados; estrutura do investimento (ex: participação de um banco multilateral no financiamento); e impacto no meio-ambiente e nas comunidades locais.
O que podemos destacar do Brasil?
Apesar de o Brasil, de modo geral, ter apresentado um quadro relativamente tranquilo de riscos políticos e regulatórios, o pais recentemente sofreu um pequeno aumento do rating de risco no mapa da Aon e Roubini, de “medium-low” para “medium’.
Quais as principais preocupações dos investidores estrangeiros?
Os tumultos de 2013 (e a preocupação que eles possam voltar, ainda com mais força, em 2014, com a Copa e as eleições); os frequentes câmbios no marco regulatório de vários setores chaves: energia, mineração (novo código mineral), petróleo/pré-sal, e concessões de infraestrutura – e nas regras e tributação de investimentos e aplicações financeiras estrangeiras; bem como o rumo do real e das despesas públicas e, em conjunto, a vulnerabilidade do Brasil aos choques externos (fim de Quantitative Easing nos EUA, por exemplo).
Podemos dizer que o Brasil perdeu a oportunidade de crescer com os mundiais então?
Não. Vale ressaltar que o quadro do Brasil continua positivo, de modo geral. De um lado, o país possui uma grande estabilidade política e econômica (particularmente comparado com alguns países vizinhos). Do outro, apesar de ter outros países, como Chile, Peru e Colômbia, que têm implementado políticas pró-investidor, o Brasil também possui um mercado interno de 200 milhões – consideravelmente maior que esses países juntos.
Quem contrata?
Grandes empresas que têm exposição importante fora do país de origem. Existe, por exemplo, cobertura global, que pode proteger a carteira estrangeira inteira do investidor. Empreiteiras (incl. empreiteiras brasileiras) que querem proteger o seu patrimônio, incl. as suas maquinas contra vários riscos político. Empresas listadas na Bolsa de Valores que querem demonstrar aos acionistas que estão protegendo os ativos internacionais. Empresas nos setores de maior risco: infraestrutura, energia, mineração, petróleo e gás. Empresas menores investindo em países percebidos de serem de “alto risco”: Oriente Médio, África, alguns países da América Latina, alguns países da Ásia.
O que significa alto risco?
Alto risco quer dizer que não precisa ser somente de violência política; pode ser também de interferência política do governo.
E os bancos?
Muitas vezes, os bancos exigem o Seguro de Riscos Políticos, tanto para si como para os investidores nos projetos que eles estão financiando.
Qual o maior sinistro registrado nos últimos tempos nessa carteira?
Infelizmente, como o mercado privado de Seguro de Riscos Políticos é altamente sigiloso, não é possível ter uma resposta completa ou definitiva. Existem também seguradoras públicas – além de algumas instituições multilaterais, elas são agências ou empresas estatais. A grande maioria dos países importantes, como China, Índia, EUA e Alemanha, possuem tais instrumentos – mas não o Brasil. Essas seguradoras governamentais publicam informações sobre sinistros etc.
Mas deve haver um muito comentado e, portanto, público!
O maior caso individual conhecido no mercado é da termoelétrica de Dabhol, na Índia. A quebra de contrato pelo governo do Estado de Maharashtra, durante a construção do projeto de US$2,9 bi no início dos anos 2000 resultou em sinistros na casa de US$ 800 milhões. Outros casos chamativos foram os mais de US$500 mi de sinistros de violência política oriundos da breve guerra civil na Líbia, principalmente em lucros cessantes. (Durante a guerra civil, o fluxo de petróleo nos oleodutos foi interrompido por vários meses.) Também no Irã – pós-revolução (1979-1980). O novo governo islâmico expropriou uma grande gama de investimentos estrangeiros, particularmente dos EUA e do Japão, resultando em grandes perdas e sinistros.
O que o seguro de risco político cobre?
Há cinco coberturas no Seguro de Riscos Políticos, que podem ser contratadas juntas ou separadamente:
· inconvertibilidade e transferência da moeda, que inclui demora excessiva e não inclui desvalorização da moeda
· violência político inclui guerra, guerra civil, terrorismo, tumultos, greves, comoção civil e atos dolosos. Pode incluir tanto danos materiais como também lucros cessantes oriundos de tal atos.
· expropriação – inclui expropriação direta (exemplo: Repsol na Argentina) como também a “paulatina”, onde uma serie de ações do governo derruba o controle do investidor estrangeiro do investimento. Também considera todas as autoridades públicas – governos federal, estadual/provincial e local e, dependendo da estrutura, agências e empresas estatais.
· quebra de contrato – cobre qualquer obrigação direta do governo para com o investidor estrangeiro, seja de compra ou venda de serviços. Como exemplos podemos citar a inclusão de contrato de longo prazo de compra de energia; contrato de venda de gás ou água à empresa. Como em expropriação, a definição de “governo” inclui todas as autoridades públicas. Aqui não cobre obrigações e contratos entre o investidor estrangeiro e empresas privadas – só com o governo. Pode incluir, por exemplo, obras de construção, o “wrongful call” de garantias (performance bond, bid bond entre outros).
Como lidar com as disputas jurídicas?
Como a seguradora não quer entrar no mérito da disputa, já que, geralmente, o governo anfitrião alega algum mau desempenho do investidor para justificar a quebra, ela normalmente exige que o investidor ganhe na justiça/arbitragem primeiro. Se o governo se recusar a respeitar a decisão de arbitragem, a seguradora paga o sinistro e fica com os direitos do investidor, e vai tentar ressarcir do governo.
Há coberturas específicas para projetos de infraestrutura?
Sim, há a cobertura de Não-cumprimento de garantias soberanas. Essa cobertura geralmente só se aplica a projetos de infraestrutura e energia que se beneficiem de garantias do governo. Parecido com quebra de contrato, essa cobertura indeniza o investidor caso o governo anfitrião não honra – por qualquer motivo – uma garantia dada pelo mesmo. A diferença é que não há justificativa ou defesa do governo para não pagar. Com outras palavras, dispensa o processo de arbitragem. Se o governo não pagar por qualquer motivo, a seguradora paga e tentar ressarcir do governo em seguida.
Um grupo de estudantes de MBA da Harvard Business School está no Brasil para um intercâmbio de conhecimento com a Liberty Seguros. Durante oito dias, os alunos farão um programa de imersão para conhecer as operações de negócios da empresa e participar de diversos encontros e discussões com líderes e gestores da companhia. Harvard é a mais antiga e prestigiada instituição de ensino dos Estados Unidos, a qual promove e estimula o contato com empresas inovadoras e pioneiras e seus segmentos para integrar ao ambiente acadêmico à prática dos negócios.
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