SulAmérica atinge lucro líquido de R$ 480,4 milhões em 2013

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A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) registrou em 2013 lucro líquido recorrente de R$ 480,4 milhões. A receita consolidada total, de R$ 14,7 bilhões, foi recorde para a empresa, que se beneficiou da versatilidade do modelo multilinha. Esta versatilidade foi especialmente importante em um ano marcado por um ambiente econômico instável e desafiador.

Entre os destaques operacionais está a performance do segmento de seguro de automóveis, que registrou forte crescimento em receitas de prêmios, de R$ 2,8 bilhões em 2013, com aumento de 22,6% na comparação anual, e da frota segurada, que cresceu 9,2%. As carteiras de PME e grupais do segmento de seguro saúde e odontológico também apresentaram evolução expressiva no volume de prêmios e no número de segurados.

No 4º trimestre, o lucro da SulAmérica foi de R$ 289,2 milhões e a receita consolidada alcançou R$ 4 bilhões. A receita de prêmios de seguros cresceu 16,7% no trimestre e 15,1% no acumulado do ano. Já o índice combinado – parâmetro utilizado pelas seguradoras que indica o percentual das despesas em relação aos prêmios e mede, portanto, o desempenho operacional – ficou em 93,6% no trimestre e em 98,8% no ano. A SulAmérica encerrou 2013 com patrimônio líquido de R$ 3,6 bilhões e ativos totais de aproximadamente R$ 17 bilhões.

O que as mulheres querem é o tema da palestra que será realizada em 19 cidades

mariahelenaCNseg – A diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Cardoso Monteiro, ministrará, no dia 10 de março, às 18 horas, no Rio de Janeiro, a palestra “O que as mulheres querem”, voltada às mulheres do mercado segurador. O evento, que será realizado na Rua Senador Dantas, 4º andar, no Centro, busca refletir sobre como o sucesso profissional, as habilidades específicas e os múltiplos papéis das mulheres afetam o diálogo com os homens, além de debater a avaliação das mulheres sobre suas próprias escolhas. Ao longo do mês de março, a palestra será apresentadas en 19 cidades brasileiras. Mais informações, na Escola Nacional de Seguros.

XL Re Brasil registra perdas de R$ 11,6 milhões em 2013

A XL Resseguros Brasil, com capital de R$ 225 milhões para atuar como resseguradora local, registrou resultado financeiro de R$ 28,9 milhões e prejuízo de R$ 11,6 milhões em 2013, comparado a um lucro de R$ 12,9 milhões em 2012. Os prêmios emitidos recuaram para R$ 85 milhões (R$ 89,9 milhões em 2012), segundo balanço publicado no jornal Valor Econômico do dia 25 de fevereiro. A sinistralidade, com alta de 77%, foi citada como principal fator para a piora do resultado do grupo. Os sinistros ocorridos em 2013 somaram R$ 121 milhões. “Tais sinistros ocorreram em casos pontuais e a resseguradora não espera que isso venha a se repetir neste ano de 2014″, afirma o grupo no relatório de administração. “O grupo XL considera o Brasil como ponto estratégico para a região da América Latina e procura focar seus esforços para desenvolver novos clientes no mercado brasileiro”, ressalta.

Previdência complementar aberta arrecada R$ 73,7 bilhões em 2013

logo_fenaprevi1O mercado de previdência complementar aberta fechou 2013 com R$ 73,7 bilhões em novos depósitos, alta de 4,56% na comparação com os R$ 70,5 bilhões acumulados em 2012. Com o desempenho do setor no acumulado de 2013, a carteira de investimentos somou R$ 374,2 bilhões com um crescimento de 10,54%, frente aos R$ 338,6 bilhões registrados no ano anterior. Já a captação líquida (aportes menos saques) somou R$ 33,5 bilhões em 2013, uma queda de 20,8% em relação a 2012. A carteira de investimentos do VGBL obteve alta de 15,77%, passando de R$ 209,4 bilhões para R$ 242,4 bilhões. Já a carteira do PGBL cresceu 7,38%, no período e registrou R$ 80,7 bilhões. A carteira dos planos tradicionais, por sua vez, registrou R$ 50,6 bilhões.

“O desempenho do setor no acumulado do ano revela a importância da indústria e também a preocupação do brasileiro com a formação de poupança para o futuro. Nossa perspectiva para este ano é positiva. Os planos de previdência são uma alternativa muito competitiva para investimentos de longo prazo”, diz Osvaldo Nascimento, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa 61 seguradoras e 14 entidades abertas de previdência complementar no país. Em 2013, foram contabilizados 13.487.031 contratos ativos e 94.666 pessoas usufruíram benefícios (aposentadorias complementares, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez).

Na análise por modalidade de plano de previdência complementar aberta, os individuais foram o destaque no acumulado, com arrecadação de R$ 64,8 bilhões, 5,31% superior ao ano anterior. Os planos empresariais registraram aportes de R$ 7 bilhões, leve alta de 1,22%. Os planos para menores, por sua vez, arrecadaram R$ 1,7 bilhões, recuo 11,91%.

Segundo a FenaPrevi, na avaliação por tipo de produto, a carteira do VGBL, modalidade indicada para quem declara o IR pelo modelo simplificado, foi a que obteve melhor desempenho. A modalidade registrou R$ 62,1 bilhões em novos depósitos (crescimento de 4,34%, frente a 2012). Já o PGBL, recomendado para os participantes que declaram o IR pelo formulário completo, registrou depósitos de R$ 7,8 bilhões (alta de 5,10%). Por fim, a arrecadação dos planos tradicionais apresentou um incremento de 7,18%, passando de R$ 3,4 bilhões para os atuais 3,7 bilhões.

As provisões – recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar aberta – apresentaram saldo de R$ 363,6 bilhões e alta de 11,60% em dezembro de 2013. No mesmo período do ano anterior, as provisões totalizaram R$ 325,8 bilhões. As provisões do VGBL tiveram o crescimento mais expressivo no período (alta de 15,26%), passando de R$ 209,4 bilhões para R$ 241,4 bilhões. Já as dos planos PGBL cresceram 6,81%, no período, passando de R$ 75,1 bilhões para R$ 80,2 bilhões. As reservas de planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 40,7 bilhões para R$ 41,4 bilhões, no período, alta de 1,74%.

Com relação ao market share, os planos VGBL mantiveram a liderança nas provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 66,38% do total, seguidos pelos PGBL, com 22,07% do total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 11,40% do total de provisões. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,13%.

Itaú lança campanha e prepara loja virtual para março; 25% dos clientes têm seguro e meta é elevar percentual

itau almoco telesProteja o que realmente importa para você. Esse é o mote da campanha lançada hoje pelo Itaú, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, informa o twitter da revista Apólice. Segundo os executivos do Itaú responsáveis por seguro, Fernando Teles e Alexandre Aires, presentes no encontro com jornalistas, a seguradora pretende ampliar a participação de seguros entre os clientes “Hoje 25% dos clientes possuem algum tipo de seguro”, escreve Kelly Lubiato, diretora da revista Apólice. Em alguns segmentos esse percentual chega a 10% e em outros a 50%, resultando em um potencial médio de crescimento de 40%.

A nova campanha, explicam, em nada altera a joint ventre com a Porto Seguro. Os novos produtos serão vendidos tanto no banco como pelos corretores. Além da campanha, os executivos contaram que em março a Itaú Seguros lança uma loja virtual aberta para correntistas e não correntistas adquirem seguros online. O primeiro produto a ser comercializado na loja é de vida com acidentes pessoais.

Já a jornalista Aline Bronzati, da Agência Estado, destacou a participação da venda de seguros do Itaú Unibanco via cartão de crédito, que atualmente está em mais de 20%, tem espaço para dobrar de tamanho, segundo Teles. “Já vendemos seguros por meio do cartão de crédito, mas ainda não fazemos isso de maneira maciça. Um dos benefícios é o fato de o cartão já ser um instrumento de pagamento do seguro”, disse ele, segundo nota da Agência Estado. Segundo o executivo, o Itaú já comercializa por este canal produtos como seguros de vida, proteção de crédito, residência. “Todos os produtos com contratação mais simplificada e sem dificuldade podem ser comercializados via cartão de crédito”, explicou ele, citando o seguro viagem.

Já as agências respondem por dois terços da venda de seguros do Itaú Unibanco. Sobre a participação dos caixas eletrônicos (ATMs, na sigla em inglês) na comercialização de seguros, Teles disse que tem crescido nos últimos anos. Outro canal que o Itaú está apostando para vender seguros é o ambiente online. “Acreditamos que os canais digitais podem ter uma fatia relevante na venda de seguros. Queremos, mais do que vender, aprender como este cliente (do mundo digital) se relaciona”, afirmou Teles, acrescentando que uma fatia de 15% a 25% para canais digitais é algo “factível”.

Com todas as novidades, Teles projeta que os prêmios de seguros comercializados em agências, cartões de crédito e varejista, canal conhecido como bancassurance, cresça entre 15% e 17% em 2014. “Nosso crescimento deve ser em linha com o do mercado”, afirmou ele para a repórter da Agência Estado. Um motivador para o banco alcançar suas expectativas, conforme o executivo, é o novo posicionamento do Itaú no segmento de seguros. Após dez meses de estudo, o banco anunciou hoje que o foco será no segmento de bancassurance, assim como Roberto Setubal, presidente do Itaú, vinha ressaltando. Na quarta-feira, 26, a instituição lança uma campanha para coroar o posicionamento do banco com a mensagem “o que realmente importa para você”.

O Itaú conta hoje com uma carteira de 40 milhões de apólices e venda mensal de 2,5 milhões de itens. O market share da operação de seguros no resultado da instituição está em 13% e, de acordo com Teles, há espaço para crescer. Ele não precisou, contudo, um porcentual, informou a Agência Estado. Já a participação dos produtos de seguros na base de clientes do banco vai de 20% a 25%. Teles diz que o grande desafio do banco hoje é aumentar essa participação, sem precisar um número. Em alguns segmentos, conforme o executivo, há potencial de elevar a participação em cerca de 40%. Os seguros de vida, segundo ele, são um exemplo, que hoje têm participação em torno de 10%. Em outras carteiras, essa participação é maior, chegando a 50%, segundo Teles.

Sem revelar os investimentos feitos na nova campanha, os executivos do Itaú informaram apenas que os desembolsos foram maiores do que os feitos em 2013. A nova campanha circula até o dia 19 de março e foi criada pela DM9DDB.

Crédito da foto: Kelly Lubiato, Revista Apólice

SulAmérica registra crescimento de 49% na contratação de cobertura adicional para estepe

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O roubo e furto de estepe têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Segundo estimativas de mercado, o roubo ou furto do pneu reserva do carro representa 40% dos crimes envolvendo automóveis, sendo considerado o item mais visado, seguido por aparelhos de som e bolsas deixadas à mostra no interior dos veículos. Como efeito dessa realidade, no 2º semestre de 2013 a SulAmérica registrou crescimento de 49% na contratação da cobertura adicional para estepe em relação ao mesmo período de 2012.

“O alto índice de delitos está atrelado, sobretudo, à localização do estepe nos veículos, principalmente às categorias crossover, cujos modelos normalmente possuem o compartimento do item mais exposto. Mesmo sendo lembrado apenas em situações de emergência, o motorista precisa se certificar, com mais frequência, de que o acessório continua em seu carro, caso seja necessária uma troca de pneu imediata”, explica o diretor de Automóveis e Massificados, Eduardo Dal Ri.

Com o lançamento desta cobertura em março de 2012, a SulAmérica foi pioneira em agregar esse tipo de cobertura ao seu portfólio de produtos, assegurando o reembolso do valor do estepe mesmo em episódios que envolvam apenas o acessório. A opção é válida para seguros novos e renovações, com vigência anual, nas categorias Passeio; Pick-ups; Portadores de Limitação Física, Táxis; e Transporte Escolar, com até três anos de fabricação. Vale destacar ainda que, na regulação desse tipo de sinistro, é exigido boletim de ocorrência.

Marcos Coltri assume a diretora comercial da Brasilcap

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O executivo Marcos Coltri assume nessa semana a diretoria comercial da Brasilcap. Coltri foi o diretor comercial do grupo segurador BB MAPFRE de 2012 até o início desse ano. Com formação acadêmica em Administração de Empresas e especialização em Marketing e Finanças, o executivo atua desde 1988 no Banco do Brasil. “O grande desafio é continuar a trajetória de inovação da Brasilcap, consolidando a sua liderança do mercado de capitalização”, afirma o novo diretor.

Prudential nomeia novo diretor de Marketing Office

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Marcelo Eboli é o novo diretor de Marketing Office da Prudential do Brasil. Com a promoção, ele ficará responsável pelas estratégias de marketing promocional da seguradora e análises de Key Drivers (indicadores-chave de resultados comerciais da companhia), além do relacionamento com todos os franqueados e clientes.

O executivo é formado em ciências atuariais, com pós-graduação em finanças. Atua há 11 anos na seguradora, onde foi reconhecido como “Funcionário do Ano” em 2005 e promovido a Gerente de Produtos no ano seguinte. Já em 2009, participou da primeira edição do programa de job rotation, ficando por seis meses como responsável pela área de Administração de Marketing – hoje, Gerência de Marketing Estratégico – na qual estava desde 2011.

Dicas da consultora Kronberg para as mulheres

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Em 1970, apenas 18% das mulheres brasileiras trabalhavam fora dos seus lares. Nos dias atuais, esse número supera os 50%, segundo o IBGE. Segundo Rodrigo Fernandez, consultor do Grupo Kronberg, essa mudança de comportamento tem um forte impacto nas vidas da mulher do século XXI, pois a grande parte delas precisa dividir-se entre ser mãe, provedora do lar, esposa, chefe de família, boa profissional e exercer cargos de liderança, por exemplo. Além disso, ainda é preciso se preocupar com aparência e outras exigências da sociedade atual para um padrão de sucesso e realização.

Fernandez explica que hoje mulheres e as pessoas no geral têm a necessidade de dizer ao mundo que são produtivas e que não descansam nunca. “Respondemos e-mails às duas da madrugada e achamos o máximo quando o destinatário responde imediatamente. Parece que quanto mais coisas fizermos mais ganharemos pontos em um ranking imaginário de produtivos estressados da nova era, além de aumentar o status social, o que é prejudicial para o bem estar e uma vida feliz”.

De acordo Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg e membro do Conselho Consultivo da Harvard Business Review pelo Institute of Coaching Professional Association, para melhorar essa síndrome da mulher moderna, a matemática do dia é simples, basta ter disciplina para organizar as horas e ter uma qualidade de vida alta e diminuição significativa no nível de stress. “O dia tem só 24 horas, sendo que nove delas passamos trabalhando, cerca de oito dormindo e duas ‘no mínimo’ nos deslocando nas grandes cidades. Essa rotina geraria cinco horas restantes de dedicação a nós mesmos, uma coisa incrível de se pensar nos dias de hoje”.

Confira 7 dicas elaboradas pelo Grupo Kronberg para gerenciar melhor o tempo da mulher do século XXI:

1º Priorize. Crie uma lista de tarefas e marque as que são mais importantes no seu dia. Deixe as tarefas complicadas para as horas mais produtivas para você.

2 º Concentre-se. Marque 25 minutos no alarme do seu celular ou relógio e foque toda a sua atenção na realização de uma só tarefa. Após este período faça uma pausa de 5 minutos. Irá surpreender-se com a quantidade de tarefas que conseguirá concluir. Assim, você evita distrações, como consultar o e-mail, olhar o Facebook ou ver TV.

3º Delegue. Não queira fazer tudo sozinha. Contudo, para ficar descansada, no início perca algum tempo ensinando como se faz. É importante que sinta que delegou para alguém que está à altura da tarefa. Para isso é preciso conhecer sua equipe.

4º Diga não. Aprenda a dizer “não” quando necessário. Isto não significa que não deva ajudar os outros de vez em quando, mas não deve aceitar tarefas que vão além das suas capacidades.

5º Dê tempo para você. Inclua na sua agenda tempo para as atividades que dão prazer, até mesmo para descobrir seus sonhos e, inclusive, para ficar sozinha e não fazer nada. Não se sinta culpada por isso.

6º Organize-se. Uma vez por semana, faça uma revisão das suas tarefas. Confira o que ficou pendente e faça um ajuste na sua agenda da próxima semana.

7º Não procrastine. Pare de arranjar desculpas para adiar o que tem fazer. Não adie suas ações, aja já.

Grupo Kronberg

O Grupo Kronberg está há mais de 11 anos no mercado brasileiro de capacitação profissional, já desenvolveu mais de 60 mil pessoas e realizou mais de 26 mil sessões de coaching. A empresa é pioneira na garantia de ROI (retorno sobre investimento) em suas soluções. É líder de mercado nos programas de aumento de receita por meio do alinhamento do engajamento emocional e desempenho de líderes e profissionais de linha de frente, com as necessidades e expectativas de seus clientes internos e externos. No portfólio de clientes da companhia, há grandes empresas como Toyota, Odebrecht, HDI Seguros, Sheraton, Rede Globo, Lilly, Teresa Perez, entre outras.

Desafios para o Brasil

Interessante abordagem cavada do portal Tudo Sobre Seguros. Vale compartilhar!!!!

estadioEm 2014 e 2016, o Brasil vai estar no centro das atenções mundiais. A Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas são os maiores eventos esportivos do planeta tanto em público quanto em cifras: estima-se que quase metade da população mundial tenha visto ao menos 1 minuto de reportagens sobre a Copa de 2010 na África do Sul. No Brasil, espera-se que os dois eventos atraiam investimentos da ordem de US$ 60 bilhões. O mercado de seguros tem papel fundamental na proteção desses recursos.

Alguns riscos são evidentes como os relacionados à construção de novos estádios e a melhora dos existentes, dos aeroportos e das vias de rodagem. Outros são menos óbvios: em 1950, a Escócia desistiu de participar da Copa do Mundo no último momento e a Itália veio fortemente desfalcada depois que um acidente aéreo, no ano anterior, matou vários de seus jogadores. Em 1972, na Olímpiada de Munique, um ataque terrorista vitimou diversos membros da delegação israelense.

Atualmente, há produtos de seguros adequados para cobertura da grande variedade de riscos envolvidos em eventos esportivos deste porte. As apólices de riscos de engenharia, acidentes pessoais e responsabilidade civil cobrem ampla gama de eventos, desde a saúde dos atletas e segurança dos espectadores até impactos negativos sobre os lucros dos investidores devidos ao não comparecimento de protagonistas (cobertura “No Show”), a atrasos por imprevistos climáticos e até cancelamento do evento.

Os seguros são contratados não apenas pelos organizadores, mas também pelas empresas participantes e pelos patrocinadores. O mercado de seguros brasileiro já sente o impacto positivo gerado pelas obras de infraestrutura necessárias à Copa do Mundo e às Olimpíadas. Prova disso é a expansão dos prêmios arrecadados com o seguro garantia que objetiva assegurar o cumprimento integral de contratos privados, públicos ou de licitações nos prazos e custos previstos. Em 2013, tais prêmios ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão, cerca de 50% acima do que era faturado em 2010. Mais a frente, espera-se grande incremento dos seguros de acidentes pessoais e viagens em função da grande quantidade de pessoas afluindo às cidades hospedeiras.

Um fato, entretanto, preocupa a todos, investidores nacionais e estrangeiros, governos, atletas e expectadores: as condições de segurança face à onda de agitação social e politica no Brasil, em particular, as manifestações contra os elevados gastos governamentais para a realização desses eventos esportivos Tais agitações podem ter implicações de longo alcance sobre o setor de seguros. A Copa do Mundo pode ser seriamente abalada se as manifestações populares se tornarem violentas. Nesse caso, é de se esperar impacto financeiro negativo sobre ampla gama de receitas, desde a emissão de bilhetes de entrada até direitos de TV, patrocínios, merchandising e hospedagem. Segundo Lloyd’s de Londres, no caso improvável de cancelamento por razões de tumultos, as importâncias seguradas podem ser superiores a US$ 500 milhões. Tal soma, entretanto, não chega perto do valor total em risco. Na Olimpíada de Londres, por exemplo.

A Swiss Re estimou que as perdas totais para redes de TV, organizadores locais, federações esportivas e anunciantes em caso de cancelamento atingiram de US$ 5 a US$ 6 bilhões. Não há no mercado de seguros mundial capacidade para segurar plenamente riscos dessa magnitude. Felizmente, para aqueles com interesses financeiros nos jogos, a aquisição de seguros empresarias ocorre geralmente de três a cinco anos antes da sua realização. Isto significa que é pouco provável que os recentes tumultos no Brasil tenham afetado a extensão das coberturas ou levado a exclusões de risco ou aumentos de preço. Porém, para as seguradoras que já assumiram o risco, a situação é preocupante.

É claro que elas esperam ações adequadas de contenção de tumultos a serem postas em prática pelos organizadores dos eventos e investidores, mesmo por que, por contrato, tais agentes (segurados) têm o dever de tentar mitigar as perdas potenciais. De qualquer forma, acredita-se que, como tem acontecido, o governo brasileiro seja capaz de manter os protestos sob controle e realizar os jogos com sucesso. Os governos sabem que arriscam suas reputações quando se dispõem a hospedar esses megaeventos.

Consequentemente, procuram fazer o melhor para transcorram sem incidentes. Com exceção das duas guerras mundiais, não existe registo de incidentes que tenham provocado o abandono ou cancelamento de Copas do Mundo ou Olimpíadas e o mesmo é esperado para o Rio de Janeiro e o Brasil. Quanto ao mercado de seguros, não há dúvida de que ele vai estender adequada capacidade de proteção de riscos a quem demandar e responder aos fatos de modo correto, como aconteceu das outras vezes.