Deu no Brasil Econômico

Nossa previsão é continuar crescendo na casa dos dois digitos’

Brasil Econômico
por Rodrigo Carro e Fábio Nascimento

O setor de seguros deve fechar 2013 com crescimento de 15%, segundo o presidente da CNseg, Marco Antônio Rossi. O resultado é fruto da baixa penetração na população e os destaques foram automóveis, capitalização, vida e saúde, o último impulsionado pelo uso como moeda de troca por empresas na hora de contratar e reter profissionais. A ascensão da Classe C também impactou a área, que aponta a massificação via novos canais de venda e a flexibilização das regras, para simplificar a contratação, como o caminho para manter altas taxas de crescimento.

Em que medida o crescimento econômico abaixo das expectativas em 2013 afetou a indústria de seguros?

Os números ainda não foram fechados, mas o crescimento será em torno de 15%, o que demonstra que o mercado continua aquecido. Nos últimos sete anos, o mercado de seguros cresceu, em média, 18% ao ano. É reflexo ainda da baixa penetração que os seguros têm na população brasileira, com uma oportunidade bastante intensa de crescimento e prospectos de desenvolvimento.

Algum segmento se destacou?

Nós tivemos crescimento forte na área de automóveis. Crescemos de maneira muito acelerada, também, na área de capitalização. Esses foram os produtos que alavancaram o crescimento, mas também continuamos crescendo em saúde, seguro de vida.

No caso dos automóveis, tem a ver com a redução do IPI?

Eu diria que tem a ver com uma boa produção de automóveis, que passou por crescimento consistente nos últimos anos. E a venda nova sempre impulsiona o crescimento dos seguros. Mas eu não diria que é só isso. Está ligado também ao crescimento da renda. Com uma quantidade maior de pessoas na classe média, elas passaram a ter maior condição de adquirir o carro e, mais do que isso, de ter seguro.

Fala-se muito da classe C para a compra de produtos de consumo, inclusive do automóvel. Mas o seguro já chegou à classe C?

Não tenho dúvidas disso. A gente percebe, nitidamente, que, em alguns produtos, a gente acabou tendo crescimento forte. E a classe C, hoje, já é importante para o crescimento. Outra questão importante, com relação à classe C: realizamos pesquisa a qual revelou que a percepção da importância do seguro já atinge 557o dos moradores da Rocinha (RJ) e de Heliópolis (SP). Isso demonstra, também, uma mudança da mentalidade do brasileiro nas camadas menos privilegiadas da sociedade.

E como está a penetração dos seguros nessas classes da base da pirâmide?

A gente tem, ainda, um caminho longo a seguir. No Brasil, apenas 13% das famílias das classes C, D e E estão cobertas com assistência médica privada. Apenas 30% da frota brasileira possuem automóvel segurado. É lógico que o caso da previdência apresenta um caminho mais longo, porque só 1% das famílias das classes C, D e E tem previdência privada.

No caso de seguros de saúde, o crescimento também acompanha o aumento da renda?

Um ponto importante é a forte vinculação aos planos empresariais. E a gente vive uma situação de emprego pleno. Esse fator alavanca o crescimento dos seguros, porque, a cada dia mais, as empresas acabam oferecendo, para manter seu funcionário, um leque de benefícios, no qual o seguro de saúde tem um peso importantíssimo. É uma mudança importante.

O setor vem crescendo muito acima do PIB. Com esse freio na economia em 2013 e os diversos eventos em 2014, a indústria está tão otimista quanto esteve nos últimos anos?

Nossa previsão é continuarmos com crescimento na casa dos dois dígitos. A indústria está otimista nesse conceito de componentes positivos para o setor de seguros. Alguns são fundamentais para que continuemos crescendo, como o emprego, no qual não temos qualquer sinalização de mudança radical. Por outro lado, para a gente trabalhar com taxa de inflação comportada, até mesmo no cenário de inflação de 6%. Isso é muito tranqüilo para o setor, porque a estabilidade da inflação garante visão mais clara de longo prazo.

A taxa de dois dígitos é sustentável por determinado tempo, mas a penetração tende a avançar, e as taxas, a cair. Como estamos em relação aos nossos vizinhos latino-americanos?

No que diz respeito a seguros relacionados a catástrofes, temos alguns casos, realmente, de países com experiências bastante fortes na área. O Chile e o próprio México, por exemplo, já convivem com esse assunto de maneira muito forte. São, também, países que viveram com mercado aberto na área de resseguros por muitos anos. O Brasil começou a viver essa experiência recentemente. No que diz respeito a seguros de pessoas e automóveis, eu diria que estamos muito alinhados com o que há de melhor no mercado mundial e temos uma liderança consolidada no mercado latino-americano. O Brasil representa mais de 50% dos prêmios de seguros da América Latina. Todas essas condições na área de seguros de saúde, pessoas, automóveis e ramos elementares, temos uma participação bastante importante. Acho que, acima de tudo, esse tipo de evento nos auxilia muito na questão de troca de experiências para que possamos obter as experiências para lidar com os desafios do seguro na América Latina: massificar mais o produto, alcançar as camadas menos protegidas e alavancar o seguro, que é um dos alicerces do regulador. Acho que o regulador deve ter uma visão, também, de trabalhar o assunto de como desenvolver o setor.

E como é o diálogo com a Susep?

Nós temos um bom diálogo com a Susep. Hoje, nós temos lá um técnico (Roberto Westenberger), um Ph.D. na área de seguros, uma pessoa que é realmente uma das referências mundiais. Eu acho que é uma área que o governo tem dado exemplo positivo de colocar pessoas com conhecimento e profundidade. A gente tem tido bom diálogo com a Susep, mas também tínhamos na gestão anterior.

O senhor acha que deveriam ser feitas algumas mudanças na legislação para facilitar essas questões?

Um grande ponto é o objetivo de simplificar a contratação dos seguros. Sempre tivemos uma regulação forte, exigindo grau de regulamentação muito intenso. Um desafio que nós temos é simplificar essa contratação. Nesse aspecto, acho que o setor financeiro foi muito exitoso para facilitar o acesso da população, fazendo isso de maneira automatizada, asando tecnologia. No mundo dos seguros, isso precisa de uma aceleração para que a gente possa ocupar um espaço maior.

Sobre a tecnologia, o Brasil tem exemplos muito bons na área de seguros. A instalação de rastreadores é bastante comum e há empresas que chegam a ter operadoras de celular, mesclando tecnologia ao produto delas. O que a tecnologia já agregou eterna agregar?

Quando você implementa e recupera um carro, está contribuindo para o seguro ficar mais barato, porque o espírito do seguro é o mutualismo. Se você consegue reduzir o sinistro, parte é ganho da seguradora e parte é do próprio grupo, porque vai fazer com que o seguro fique mais barato e, consequentemente, possibilitar o acesso a uma quantidade maior de pessoas. Nós temos essa questão de rastreadores, tecnologia no controle de cargas, com rastreamento não só do caminhão, mas dentro da própria carga, reduzindo a sinistralidade. Você pode trabalhar no que diz respeito à assistência, para dar melhor condição de dados, que possa levantar o perfil e identificar de forma mais adequada a massa de clientes. Isso tudo ajuda muito para que o seguro seja mais eficiente. Por outro lado, a tecnologia poderia ser muito mais utilizada no que diz respeit o à própria contratação do seguro. Uma legislação que seja mais flexível, para permitir a contratação de seguros por telefone, pela internet, em que você possa facilitar a contratação e divulgação do produto de seguros.

Como é a parceria com o varejo?

Primeiro, qual é um dos pontos que fazem com que o Brasil tenha uma participação menor na área de seguros? Nós sempre trabalhamos em canais específicos e, muitas vezes, não avançamos em outros canais como faz o seguro como um todo. Utilizar, por exemplo, a rede varejista para colocação de seguros não é exclusividade brasileira. Muito pelo contrário. Nós estamos muito atrasados. Na América Latina, no Chile, a rede Falabella, a Cencosud, todas são empresas que têm área de seguros, há anos, muito bem estruturadas. Vamos supor aqui. Qual é o melhor momento, o mais adequado para você vender o seguro de automóveis? É a hora em que o cidadão está na concessionária. Quem gosta de sair com carro da concessionária sem cobertura de seguros? Ninguém! Ninguém faz isso e não se recomenda que se faça isso. Isso é a oportunidade da colocação do produto.

Seguindo o exemplo das redes de varejo, a gente viu que recentemente que Magazine Luíza, Leader, Riachuelo e Renner estão com produtos financeiros e vários da área de seguros. Esse canal do varejo é importante. Quais outros canais ainda estão inexplorados?

É uma área importante (o varejo) . É uma área que pode ser desenvolvida, segundo exemplo de outros países, como a El Corte Inglês na Espanha. O que ela é? É um grande shopping de produtos e virou uma referência. Eu acho que existe uma tendência no Brasil que isso também possa ocorrer. Nós temos grandes redes varejistas. Então, é previsível que isso possa acontecer, que isso possa se desenvolver. Qual é o nosso desafio na área de seguros? Nós temos que encontrar alternativas. Lógico que o nosso canal principal, em termos de colocação do produto, é o corretor. Sempre nossas áreas têm o apoio do corretor para formatar o negócio de seguros. Mas, além disso, você tem que escoar todas as possibilidades de oferta. Então, a Internet ganhou espaço nos últimos anos. Algumas corretoras virara m corretoras online, onde fazem um trabalho de precificação e de facilidade na colocação dos produtos. Sempre essas alternativas passam a ter uma importância. Empresas de telecomunicação acabaram também trazendo oferta de seguros. Isso é um processo natural. Entendemos que isso deva acontecer, que faz parte de um processo de um mundo mais informatizado, mais integrado, onde todos colocam seus produtos.

A obrigatoriedade do corretor é um entrave ou o corretor é um bom parceiro?

Eu acho que o corretor é um bom parceiro. Ter um especialista, uma pessoa que conhece com profundidade o produto, para facilitar a vida do cliente, sempre ajuda muito. Muitos assuntos de seguro são complexos e há muita dificuldade de entendimento. No conceito geral, ele está defendendo os interesses do segurado e isso é positivo.

Um ponto é simplificar a contratação dos seguros. Sempre tivemos uma regulação forte, exigindo grau de regulamentação muito intenso. Um desafio que nós temos é simplificar essa contratação ”

Nos últimos sete anos, o mercado cresceu, em média, 18% ao ano. É reflexo ainda da baixa penetração que os seguros têm na população brasileira, com oportunidade de crescimento ”

Com relação à Classe C, realizamos pesquisa a qual revelou que a percepção da importância do seguro já atinge 55% dos moradores da Rocinha, no Rio, e de Heliópolis, em São Paulo”

Assurant Solutions é a seguradora com maior crescimento em riscos diversos

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A Assurant Solutions, a principal seguradora no país especializada em seguros massificados, foi eleita pela revista Segurador Brasil a seguradora com maior crescimento em riscos diversos. O prêmio, que está em sua 11ª edição, foi entregue para a Assurant Solutions em São Paulo, no último dia 10, no Espaço Trivento.

Segundo Rogério Pereira, diretor de operações e TI da Assurant Solutions, executivo da empresa que recebeu o prêmio, a companhia com seus 120 anos de experiência no mundo e 12 anos de Brasil, se consolidou como a principal e mais importante seguradora especializada em desenvolvimento e administração de seguros especiais e seguros de extensão de garantia.

“Somos especialistas também em outras soluções de gestão de risco, comercializadas em parceria com instituições financeiras, varejistas, concessionárias, montadoras e empresas de telecomunicações”, afirma. “Cuidamos do que mais importa para o cliente e o prêmio é o reconhecimento desta trajetória impar da Assurant Solutions”, complementa.

A empresa possui no portfólio diversos seguros na modalidade riscos diversos, entre eles, o Seguro Celular Protegido, contra roubo ou furto qualificado de aparelho celular. Este é um seguro que garante um novo aparelho, igual ou similar ao subtraído, em casos de roubo ou furto qualificado – mediante arrombamento –, com as mesmas características e tecnologia do celular anterior.

Com operação em 25 regiões dos EUA, incluindo a matriz na cidade de Atlanta em Geórgia, a Assurant Solutions atende clientes e consumidores em mais 12 países em toda a América do Norte, Caribe, América latina, Europa e Ásia.

BB Mapfre lança ação para falar sobre seguros para o público infantil

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A Mapfre Seguros levará o tema dos seguros ao universo lúdico infantil. A ação prevê o licenciamento dos personagens do longa de animação da Disney•Pixar: “CARROS”, que traz como protagonistas os amigos Relâmpago McQueen e Mate, para tematizar campanhas de incentivo, promoções, ações de relacionamento, material de merchandising, eventos e outras ações de marketing para oferta de produtos no canal corretor.

De acordo com Benedito Luiz Alves Dias, diretor geral de Marketing do grupo, o foco principal do licenciamento é levar o tema seguros para o público infantil, mostrando a eles que a segurança deve ser uma preocupação de todos. “Por meio desta ação pretendemos também aumentar a atratividade dos nossos serviços para os pais do público infantil, potencial consumidor de seguros”, afirma.

Um site, chamado “Clubinho Mapfre” (http://www.clubinhomapfre.com.br/) foi criado para levar jogos, atividades lúdicas, trailers, wallpapers e ícones inspirados nas aventuras “CARROS” e “CARROS 2” para o público.

“O Clubinho tem como missão conscientizar o público, principalmente as crianças, sobre a importância dos seguros. Como o ambiente pode ser utilizado pelos pais, o espaço também traz conteúdo sobre os seguros MAPFRE, principalmente os de Automóvel, mostrando a preocupação da companhia em cuidar das pessoas”, explica Paulo Eduardo Rossi, superintendente de Marketing do grupo. A campanha incluirá, ainda, comerciais de cinema em sessões exclusivas e pré-estreias de filmes da Disney até agosto de 2014.

Mercado de seguros debate atual panorama e tendências de regulação e supervisão na América Latina

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A prevenção e o combate à fraude na indústria mundial de seguros são destaques durante a XXV Assembleia Anual da Associação de Supervisores de Seguros da América Latina (ASSAL) e a XV Conferência sobre Regulação e Supervisão de Seguros na América Latina (IAIS-ASSAL), que acontece até esta quinta-feira, 24 de abril, no Hotel Sheraton, na cidade de Assunção, no Paraguai. O evento, que teve início no dia 21, terá hoje a primeira reunião do Conselho de Presidência da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides).

Em debate, as tendências nas normas de regulação das seguradoras, adequação dos capitais com fins de solvência, dos riscos de desenvolvimento financeiro na indústria seguradora, além dos mecanismos para facilitar o acesso ao seguro e as experiências do mercado internacional.

Entre os presentes, o presidente de Seguros do Banco Central do Paraguai, Carlos Fernandez Valdovinos, o superintendente de Valores e Seguros do Chile, Carlos Pavez, o vice-presidente de Operações Institucionais da Comissão Nacional de Seguros e Finanças do México, Manuel Calderón, a diretora da Superintendência Geral de Seguros da Costa Rica, Celia González, a gerente de supervisão em Seguros do Banco Central do Uruguai, Rosolina Trucillo, o vice-presidente da Federação Interamericana, Recaredo Arias Jimenez, entre outros especialistas e representantes de empresas, órgãos reguladores e entidades.

Um dos palestrantes, o presidente da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides) e da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marco Antonio Rossi, ressaltou que um dos desafios das seguradoras é prevenir, detectar e reparar o impacto das fraudes nos seguros, além de informar e conscientizar o consumidor. “A fraude não traz benefícios a ninguém. O custo adicional que a fraude gera para uma empresa reflete no preço que todos os segurados pagam, podendo encarecer o preço médio da apólice de seguro de automóvel, por exemplo, em até 11%”, afirma.

Levantamento da CNseg mostrou que a impunidade é o que leva a maioria a fraudar – 38% sabem que é crime, mas acham que não serão identificadas, e 19% fraudariam porque estão em dificuldades financeiras. Segundo a pesquisa, 73% jamais fraudariam e apenas 22% não fraudariam por receio de serem identificados.

No comando da Fides desde novembro do ano passado, Marco Antonio Rossi destacou também a importância do evento para estimular e defender o desenvolvimento do mercado securitário no continente, a iniciativa privada e padrões éticos e técnicos em todas as atividades relacionadas ao setor na região e, principalmente, no Brasil. “O mercado de seguros nacional está em contato com as melhores práticas globais do mercado de seguros. Apesar da abertura do mercado de resseguro ser recente no país, nossa indústria tem fôlego para amadurecer rapidamente”, afirma, ressaltando que o Brasil já representa 50% das contribuições de seguros na América Latina e Caribe.

Novo site

Totalmente reformulado, o novo site da Fides será lançado durante o evento. Com alterações visuais e de conteúdo, o site traz, agora, informações detalhadas sobre todos os seus membros, mais notícias, bem como diversas publicações relacionadas ao tema seguro, além de ter tido reformulada a apresentação das informações para facilitar a navegação.

Para Marco Antonio Rossi, a expansão do canal é fundamental para estreitar a relação entre os países da América Latina, disseminando mais informações e propiciando um debate relevante em prol do desenvolvimento das operações no continente.

Setor participa da 1ª Semana Nacional de Educação Financeira

Divulgar a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) e promover ações que fomentem a cultura da educação financeira no País é a proposta da 1ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), que acontece entre 5 e 9 de maio, em diversas cidades. O evento é coordenado pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), que reúne órgãos e entidades públicas e privadas, entre as quais a Susep e a CNseg.

A agenda oficial da Semana ENEF inclui a 4ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e Ouvidoria, nos dias 6 e 7 de maio, organizada pela CNseg com apoio da Escola Nacional de Seguros e direcionada a consultores, acadêmicos e representantes da Susep, da ANS, de entidades de proteção e defesa do consumidor, e de empresas de seguros. Também haverá palestras para funcionários da CNseg, das Federações de Seguros, Escola e Seguradora Líder – DPVAT.

A Escola também irá organizar palestras focadas no assunto para seus alunos do Curso para Habilitação de Corretores de Seguros e da Graduação em Administração + Seguros e Previdência.

A programação da Semana ENEF conta, ainda, com eventos do Banco Central do Brasil, Febraban, BM&FBovespa, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Secretaria Nacional do Consumidor (Ministério da Justiça), Escola de Administração Fazendária (Ministério da Fazenda), Previc (Ministério da Previdência Social), Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Banco do Brasil e Banco Bradesco.

Renato Campos, diretor executivo da Escola e membro do Conef, explica que a proposta da ENEF é ampliar a compreensão dos brasileiros para que possam administrar seus recursos de forma consciente. “Há algum tempo, o setor de seguros vem desenvolvendo uma série de ações relacionadas à educação financeira. O objetivo da ENEF é centralizar estas ações e estruturá-las na forma de uma política pública”, esclarece.

O executivo cita como exemplos o portal Tudo Sobre Seguros, lançado pela Escola em 2010 com o objetivo de esclarecer os consumidores de seguros, previdência e capitalização; e o programa social Amigo do Seguro, que, desde 2002, capacita jovens do ensino médio de escolas públicas para estágios em empresas do setor e que, indiretamente, contribui para melhorar o entendimento desse mercado. A Escola participa do Conef como convidada, oferecendo apoio à CNseg.

Mongeral Aegon lança loja online com produtos e serviços exclusivos

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A Mongeral Aegon apresenta ao mercado seu portal de e-commerce com uma proposta inédita: a loja online da seguradora é a primeira do mercado em que o cliente pode fazer a transação 100% online e de forma autônoma, com uma experiência de usuário amigável e intuitiva. Através do endereço www.compreonline.mongeralaegon.com.br, o consumidor pode pesquisar opções de seguros de vida, os planos de previdência, simular os valores mensais de contribuição e contratar o serviço diretamente, tudo no mesmo ambiente virtual. Com a iniciativa, a Mongeral Aegon passa a oferecer acesso a uma gama de produtos para aqueles que preferem comprar via internet.

No portal, é possível contratar seguros de vida a partir de R$18, que incluem proteção financeira em caso de morte, assistências pessoais (tais como viagem e socorro mecânico), assistência funeral e sorteios mensais a partir de R$ 20 mil. Já para aqueles que querem fazer uma reserva financeira para a aposentadoria, a empresa disponibiliza os Planos de Previdência Sustentável e Vida Toda, que contam com opções de aplicações VGBL e PGBL.

“A internet traz um novo mercado para a oferta de serviços e este é um canal complementar ao trabalho ativo dos nossos corretores parceiros. Dados do Ibope Media apontam que o número de brasileiros que usam a internet já passou dos 100 milhões, e é neste cenário que queremos atuar. Nossa proposta é buscar este cliente que já está habituado a comprar pela web e apresentar a ele uma gama de serviços e produtos que atendam às suas necessidades de maneira simples e com fácil contratação”, afirma Nuno David, diretor de Marketing da Mongeral Aegon. “Em um segundo momento, já com o cliente ativo em nossa base, o corretor poderá oferecer a ele uma consultoria para ajudá-lo a compor uma cesta completa de serviços com o seu perfil”, comenta o executivo.

Para dar este passo, a companhia se baseou em pesquisas de mercado e identificou que há grande potencial para venda de seguros e previdência online. De acordo com o relatório WebShoppers, da E-bit, de 2012 para 2013, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 28%, superando as expectativas, que eram de 25%. Diante deste cenário, a expectativa da empresa é que, até o final de 2014, o número de acessos únicos ao portal ultrapasse meio milhão de usuários. “Queremos oferecer os serviços de forma customizada para todos os nossos clientes, de acordo com cada necessidade, para que eles tomem as melhores decisões. Assim, nossa ideia é mostrar para ele que planejar sua vida financeira, se precavendo de possíveis obstáculos, pode ser bem mais simples e possível do que ele imagina. E nós oferecemos todas as ferramentas para isso”, ressalta o superintendente de marketing direto da seguradora, Rafael Rosas. “Além da loja online, temos também um portal de planejamento financeiro, o Eu Planejo 360°, que traz informações para o internauta, para ajudá-lo nas decisões de compra”, completa.

Loja do corretor

Com a proposta de levar esta experiência online para os corretores, a Mongeral Aegon é a primeira seguradora a criar portais customizados para seus parceiros. A empresa disponibilizará uma página base para que os corretores possam personalizá-la para a venda das soluções oferecidas pela companhia. Inicialmente, 13 parceiros já possuem suas lojas e a ampliação deste canal para os corretores acontecerá de forma gradual.

Apesar de ainda estar em fase inicial no Brasil – a modalidade foi regulamentada em setembro de 2013 – a venda de seguros online já é uma realidade em vários países. Na Inglaterra, por exemplo, o percentual de vendas de seguros pela internet ultrapassa os 50%.

Austral lança cobertura de responsabilidade civil para indústria de Óleo & Gás

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A Austral Seguradora lançou recentemente um produto inédito para o segmento de Riscos de Petróleo. O RC Offshore garante cobertura de responsabilidade civil decorrente de operações onshore e offshore no país.

O produto visa garantir danos corporais e/ou materiais a terceiros que decorram das atividades de prestação de serviços estabelecidas por meio de contrato. Esses serviços podem variar dos mais básicos, como catering, até operações mais complexas de completação, cimentação e serviços subaquáticos. O RC Offshore ainda permite aos grandes prestadores de serviços a contratação de uma única apólice para garantir toda sua gama de contratos, otimizando seu gerenciamento e controle envolvendo assuntos relacionados a seguros.

“Trata-se de um produto inovador pautado nas requisições contratuais exercidas pelos grandes operadores e drilling contractors presentes no Brasil”, explica Carlos Frederico Ferreira, diretor executivo da Austral Seguradora. A companhia, focada em Grandes Riscos, começou a operar na área de Riscos de Petróleo em março de 2013. Em 12 meses, conquistou negócios relevantes que contribuíram para um resultado de aproximadamente R$ 32 milhões em prêmios emitidos neste segmento, o que a colocou em 5º lugar no ranking do setor em 2013. Com o RC Offshore em seu portfolio, a expectativa é alcançar R$ 40 milhões em prêmios emitidos até o final do ano.

“Atualmente temos capacidade de retenção de até R$ 230 milhões a ser distribuída entre nossos produtos e por cada risco/operação”, acrescenta Ferreira. Na modalidade de Riscos de Petróleo, a seguradora oferece ainda a cobertura “Despesas Extras do Operador”, cujo foco são os operadores e drilling contractors, e a modalidade de “Construction Offshore”, direcionada às empresas de EPCistas, drilling contractors e operadores.

A indústria de seguros para o setor de Óleo & Gás movimentou cerca de R$ 800 milhões em 2013. “Este valor pode ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em prêmios de seguro em 2014”, estima Ferreira. A perspectiva é que o ramo de Riscos de Petróleo atinja cerca de 40% de participação dentro da carteira da seguradora, que trabalha ainda com Seguro Garantia e Riscos de Engenharia.

Segundo dados recentes da pesquisa “Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil”, o mercado de Óleo & Gás deve investir cerca de US$ 700 bilhões até 2018, sendo a Petrobras responsável por injetar US$ 226 bi deste montante, de acordo com seu plano de negócios. Além disso, diversas iniciativas do setor privado, como a criação do Porto de Açu, do cluster subsea no Rio de Janeiro, entre outras, podem fomentar ainda mais o setor, que deve representar cerca de 20% do PIB brasileiro até 2020.

WeCare Auto chega ao mercado com serviços inéditos para proprietários de veículos

we carCesar Saad sempre inovando. Para quem queria saber por onde ele anda, eis um dos projetos que está tocando.

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Resultado da ampla experiência de uma equipe especializada no mercado de automóveis, a WeCare Auto, consultoria de serviços para proprietários de automóveis no Brasil, chega ao mercado para oferecer soluções diferenciadas a pessoas e empresas proprietárias de automóveis que não têm tempo e/ou conhecimentos necessários para cuidar do carro.

Fundada pelos executivos Emerson Bernardes e Cesar Saad, ambos com vasta experiência no mercado de serviços, inclusive automotivos, a empresa disponibiliza em seu portfólio dez pacotes, que atendem às diversas demandas de pessoas físicas e jurídicas, no que diz respeito ao planejamento das atividades relacionadas ao carro.

Com conceito inovador, a empresa auxilia seus clientes a manter todas as tarefas em dia, por meio de ferramentas como criação de agenda de compromissos, consultoria na compra e venda, avaliação técnica dos orçamentos e acompanhamento da execução dos serviços de manutenção veicular, atendimento aos recalls de segurança, além de disponibilizar guinchos e motoristas para os serviços de “leva” e “traz”.

Para oferecer comodidade e qualidade a seus clientes, a WeCare Auto conta com a assessoria de engenheiros e especialistas e o apoio de uma rede de fornecedores de serviços automotivos.

“Oferecemos serviços de alta qualidade e proporcionamos conforto, tranquilidade e segurança, para que os clientes não percam tempo com atividades burocráticas e se dediquem ao que realmente importa, como negócios, família e lazer”, afirma Emerson Bernardes.

De acordo com Cesar Saad, a redução de custos, otimização de tempo e qualidade dos serviços executados são os principais benefícios oferecidos pela empresa. Com investimento mensal a partir de R$ 25,00, é possível contratar o WeCare Flex, pacote básico com onze opções de serviços, como controle de multas do veículo, gestão das revisões periódicas, inspeção veicular, reparos, suporte na compra e venda do veículo, entre outros.

“A proposta da WeCare Auto supera os serviços disponíveis no mercado, uma vez que reúne soluções que complementam o seguro, visando cobrir todo o ciclo de vida de um automóvel. O objetivo é fazer com que nossos clientes fiquem despreocupados em relação às obrigações geradas pelo veículo. Além dos pacotes, a empresa também oferece a possibilidade de contratação de serviços avulsos”, explica Bernardes.

Sobre os sócios da WeCare Auto

Emerson Bernardes – Foi diretor para a América Latina da ACE Seguradora, Head de PersonalLines na Unibanco AIG Seguros, membro do Conselho da Seguradora Líder dos Consórcios DPVAT, Consultor na ZurichSeguros e Gerente executivo de Auto na Allianz Seguros. É administrador de Empresas com MBA em Gestão Financeira pela Fipecafi–USP. Possui mais 25 anos de experiência no mercado de serviços, inclusive seguros para automóveis.

Cesar Saad – Foi diretor da Fenaseg, Diretor Executivo da Unibanco AIG Seguros (1975/2004) e Diretor Técnico do IRB-Brasil Resseguros S.A. (2005/2006). Também foi membro do Conselho Técnico do IRB-Instituto de Resseguros do Brasil e dos Conselhos de Administração do CESVI Brasil, SBCE-Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação, do IRB-Brasil Resseguros S.A., da TEMPO Participações S.A. e da CHARTIS Brasil. Atualmente, é membro do Conselho do Grupo SUHAI e Consultor em Estratégia Empresarial na área de Seguros e Resseguros. É Engenheiro Civil com MBA pela COPPEAD RJ e Fundação Dom Cabral/INSEAD 1995. Possui mais de 35 anos de experiência no mercado de serviços.

Sobre a WeCare Auto

A WeCare Auto é uma consultoria de serviços para proprietários de automóveis no Brasil. Fundada em março de 2013, seu conceito inovador e rede de serviços referenciada e estrategicamente localizada garantem agilidade, conforto e tranquilidade em cada atendimento. A empresa oferece suporte para as mais variadas demandas relacionadas às necessidades dos proprietários de automóveis, gerando valor à sociedade. O portfólio da WeCare Auto oferece um amplo leque de soluções para clientes pessoa física e jurídica. Sua missão é cuidar do patrimônio automotivo e oferecer economia e qualidade aos seus clientes, além de se tornar referência no mercado pela transparência, competência, credibilidade técnica e inovação no atendimento aos interesses dos clientes, parceiros e colaboradores.

Javier Bernat Domenec assume como CFO da Allianz substituindo Jose Garcia, contratado pela Zurich

Com a saída de Jose Garcia para a concorrente Zurich Santander, Javier Bernat Domenec será o novo diretor da Divisão Financeira da Allianz Seguros no Brasil. O futuro Chief Financial Officer (CFO) está no Grupo Allianz desde 1999, já atuou nas subsidiárias da Espanha e de Portugal, onde desempenhou a função de CFO. Javier possui sólido conhecimento das áreas de Planejamento e Controle, Atuarial e Riscos. É graduado em Economia, Administração de Empresas e Matemática, com especialização em Ciências Atuariais.

Desafio da educação financeira é ampliar e fortalecer a importância dos canais de diálogo, diz diretora da CNseg

cnseg mapeamento_gdFONTE: portal da CNseg – www.cnseg.org.br

Mais de 800 iniciativas de educação financeira foram detectadas no Brasil no primeiro mapeamento sobre o tema, apresentado hoje, no auditório da BM&F Bovespa, em São Paulo. Isso significa oito vezes mais do que no levantamento anterior, realizado em 2010. “A maioria das iniciativas está alinhada com as diretrizes da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), como gratuidade e imparcialidade, além de oferecer informação, orientação e formação”, ressaltou Silvia Morais, superintendente da AEF-Brasil, Associação de Educação Financeira, durante a apresentação dos dados.

O Mapa das Iniciativas de Educação Financeira no Brasil é um levantamento quantitativo produzido com o objetivo de provocar reflexões, estimular o debate e ampliar a visão sobre o assunto, contribuindo para a disseminação em toda a sociedade. Segundo o mapeamento, a maioria dos projetos pertence a iniciativa privada e ao setor público.

Um fato que chamou a atenção é que 40% dos projetos, 317 no total, foram cadastrados voluntariamente no site (www.vidaedinheiro.gov.br), Desses, 60% são ações gratuitas. “Educação é um direito do cidadão quando oferecemos isso de forma gratuita”, comentou a apresentadora do estudo ao auditório lotado por especialistas, parceiros das iniciativas e jornalistas. “Isso mostra que há um alinhamento informal dos objetivos da Enef”.

Segundo ela, o levantamento constatou que o cidadão tem disponível um conjunto de informações para tomar suas decisões financeiras. Dentro dos três eixos – informação, orientação e formação -, as iniciativas abordam finanças pessoais e dúvidas do dia a dia. “Observamos que precisamos não só levar conteúdo e sim despertar o cidadão de que ele precisa procurar informações. Precisamos diversificar o conteúdo ao cidadão”, comenta.

De forma geral, as iniciativas educam no curto, médio e longo prazo. A principal forma de contato das empresas envolvidas, cerca de 78%, é virtual, o que democratiza a orientação financeira. “Temos de ter cuidado com a imparcialidade, pois estamos educando essas pessoas”, ressaltou. Há um conjunto enorme de vídeos e blogs entre os instrumentos de educação mais ofertados pelos projetos. Só que nosso país precisa chegar às pessoas no contexto local”, ressalta.

Outro ponto destacado foi a identificação das ações de educação financeira voltadas a quatro grupos predominantes. Cerca de 31% dos projetos são voltados para crianças e adolescentes, visando o longo prazo. O segundo grupo engloba ações de abrangência nacional, representado por 25% das iniciativas partindo de consultorias especializadas, com características positivas por trabalharem com conteúdo especializado para os públicos que atendem. O terceiro grupo, correspondendo a 24% das ações, foi caracterizado por democratizar a educação financeira, e o quarto grupo, com 20% das iniciativas, é formado por empresas que tornam o tema parte do core business. “Elas buscam qualificar o tipo de relacionamento com seu cliente e com seus públicos de interesse, sendo 71% das iniciativas com foco em ofertar orientação ao cliente.

Como conclusão, o Mapeamento mostra a diversidade de instituições e iniciativas ligadas a educação financeira, revelando a importância de uma coordenação nacional que estimule a convergência das ações no sentido de ampliar o acesso da população. Segundo Silvia Morais, ficou claro que os públicos mais vulneráveis a conflitos de consumo, como idosos, crianças e moradores de regiões menos assistidas por órgãos de defesa do consumidor, carecem de ações especificas e mais da atenção dos patrocinadores dos projetos”.

Segundo os envolvidos, o estudo abriu um cenário de oportunidades. “Temos de desenvolver iniciativas para públicos e locais de maior vulnerabilidade. Também precisamos especializar as ações, pois cada público tem uma relação diferente com dinheiro. E, por fim, o setor varejista oferece grande oportunidade nas ações de educação financeira, bem como a sociedade civil e os órgãos de defesa do consumidor”, concluiu Silvia.

solange beatrizPara a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, um dos grandes desafios do setor é ampliar e fortalecer a importância dos canais de diálogo. “A aproximação com o segurado é uma das prioridades do mercado de seguros que, cada vez mais maduro, fortalece suas ouvidorias e diversifica seus canais digitais”, avalia. A executiva destaca também que a indústria do seguro mundial tem como missão despertar no consumidor de seguros o interesse em buscar informações e procurar o produto que mais se adeque as suas necessidades. “Diante desse cenário, uma das oportunidades é ampliar o acesso à informação por meio da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), um projeto governamental que iniciou em 2010, mas que ganhou força este ano com a Semana Nacional de Educação Financeira (http://www.semanaenef.gov.br/) que acontece em maio”, comenta.

De acordo com Daniel Snoder, que representou Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa, o Brasil possui baixa taxa de poupança. “A BM&F tem o compromisso com a educação, e com ações de curto, médio e longo prazo, pois entendemos que esse tema depende de um trabalho cultural. Temos convicção de que a união de esforços vai impulsionar a cultura financeira do Brasil”.

Para Leonardo Pereira, presidente da CVM e do Conef, o sonho de educar financeiramente a população do Brasil só pode ser alcançado com mobilização em ampla escala da sociedade, com mudança cultural no médio e longo prazo. “Temos de pensar em agir de forma consciente ao longo de gerações.”, afirmou. Segundo ele, há também o desafio de ter ações de âmbito nacional. “O mapeamento hoje divulgado foi desenvolvido no espírito de colaboração e parceria de todos nós”, disse, acrescentando que a Semana de Educação Financeira, que será realizada entre 5 e 9 de maio, também só está sendo possível pela parceria entre várias instituições.

Luiz Edson Feltrim, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central do Brasil, destacou que o Mapeamento permite conhecer os projetos e iniciativas. “Apenas com a parceria de todos conseguiremos alcançar os objetivos traçados pelo Enef, que é a tomada de decisões conscientes do cidadão na administração dos recursos.

Feltrim contou que o Banco Central tem sido procurado por vários reguladores de outros países e representantes de bancos centrais de todo o mundo, que querem conhecer o que está sendo construído no Brasil nos últimos anos. Dada a relevância do tema, em 2012, o BC estruturou uma área voltada para educação financeira, tendo como foco a estratégia de inclusão financeira.

Denise Pavarina, representante da Anbima, que reúne diversas instituições financeiras do mercado de capitais, afirmou que a Associação foi pioneira em lançar o primeiro site de Educação Financeira, em 2004, com o propósito de multiplicar os caminhos da Educação Financeira no Brasil. “Esse mapeamento conduzido pela Silvia Moraes traz um alinhamento das iniciativas em todo o pais, com perspectivas muito boas. Estamos convictos que devemos ter investidores educados para tomar decisões financeiras sustentáveis. Temos preocupação especial com os profissionais do mercado, para que atendam às necessidades dos investidores que chegam ao mercado”, afirmou.

Paulo Melo, diretor de Relações com o Mercado e Institucionais da Serasa Experian, afirmou que melhorar a educação financeira da sociedade é parte a missão da Serasa. “Desde 2001, inserimos esse tema em processos e práticas, atingindo diversos públicos, como consumidores, com feirões de negociação de divida, além de apoio e parcerias com Procons e centros judiciários”, relatou. Ele também ressaltou a importância da construção das bases de dados com cadastro positivo, instrumento que ajudará na concessão do crédito com práticas mais justas.

Murilo Portugal, presidente da Febraban, destacou a importância das entidades que financiam os projetos, como Anbima, BM&F, CNseg e Febraban. “Todas elas visam melhorar a qualidade de decisões financeiras, o que consequentemente ajudará a desenvolver o Brasil diante de uma população que tem maior consciência para usar o crédito e seguros, dois segmentos que crescem de forma rápida e que podem sustentar a realização de sonhos dos brasileiros”.

Fonte: Agência Brasil

População mais pobre do país continua carente de orientações financeiras, apesar de o Brasil ter tido expressivo crescimento das ações que proporcionam educação financeira. Há, porém,uma parcela da população sem acesso às informações que poderiam ajudá-la a usar melhor o dinheiro recebido por meio dos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família. “ A gente precisa começar a diversificar e buscar formas mais criativas de levar essas informações a essa população de baixa renda”, defendeu hoje (15), Silvia Moraes, superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil ( AEF-Brasil).

Ela se referia ao resultado do 1º Mapa de Educação Financeira no Brasil, feito pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), em parceria com a AEF-Brasil e Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), com patrocínio da Serasa Experian. O levantamento, no final de 2013, identificou 803 iniciativas de educação financeira, número oito vezes acima da apuração anterior (de 2009). Muitas das iniciativas funcionam no âmbito de órgãos e empresas públicas como o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência Nacional de Previdência Complementar, Superintendência de Seguros Privados e os ministérios da Fazenda e da Previdência Social.

Mais de metade das ações (60%) são de acesso gratuito, 50% delas disponíveis por meio da Internet, e um terço das iniciativas são do grupo Educação Financeira para o Futuro, desenvolvido por escolas públicas e privadas no atendimento a crianças e jovens. Só nas escolas públicas de ensino médio, as orientações deverão alcançar, em dois anos, aproximadamente 3 mil instituições. Segundo Silvia Moraes, ter cidadãos mais instruídos, significa que o país poderá elevar o nível de poupança e ter maior conscientização no consumo.

O mapa identificou que o acesso às orientações estão favorecendo mais os jovens estudantes, que têm mais facilidade para obter os dados, e por adultos mais velhos, entre 50 e 60 anos, ainda ativos no mercado de trabalho. “Quem se favorece é uma população economicamente ativa, mais consciente sobre a importância de tomar decisões”, apontou ela.

A executiva informou que também estão sendo analisados diferentes perfis de comportamento financeiro. Caso, por exemplo, das reações diferentes entre mulheres e aposentados para se estabelecer programas educacionais. “Tem mulher mais empreendedora, independentemente da condição socioeconômica; tem mulheres com dificuldade na tomada de posição financeira, por causa da baixa autoestima. E entender bem o comportamento, permite que a gente crie formas alternativas de chegar até elas”, justificou Silvia.