Artigo – A contribuição da Saúde Suplementar

marcio coriolanopor Marcio Serôa de Araujo Coriolano, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

Já se passaram 16 anos desde a edição da Lei nº 9.656, de 1998, que regulou amplamente os planos e seguros de saúde, e o setor ainda enfrenta muitos desafios e incompreensões da sociedade. O noticiário permanece palco de controvérsias sobre o padrão de atendimento prestado por operadoras privadas, em universo com mais de 1.200 empresas que oferecem coberturas de saúde para perto de 50 milhões de brasileiros – aproximadamente 26% da população que habita o território nacional. Mais recentemente, a imprensa passou a se debruçar sobre um fenômeno que preocupa autoridades, empresários e beneficiários de planos. Trata-se dos custos médicos, que sobem à estratosfera, ameaçando a sustentabilidade de segmento da economia que, no fim de 2013, movimentava mais de R$ 91 bilhões em procedimentos de saúde – de consultas médicas a cirurgias de altíssima complexidade, passando por exames diagnósticos os mais variados.

Nesse contexto, poucos atentam para o fato de que a indústria da saúde privada – que tem forte contribuição em investimentos e na geração de emprego e renda – exerce o mesmo peso, no desempenho da economia, da cadeia produtiva automobilística, que conta sistematicamente com o suporte governamental. Isso só para citar um exemplo. Sem falar em outro elo da cadeia de valor da saúde, a indústria farmacêutica, que, igualmente, desperta interesse dos gestores da política macroeconômica, também por sua importante participação na vida econômica e social de um Brasil que ocupa lugar expressivo no cenário mundial.

Mas voltemos à questão dos custos da moderna medicina, que impactam sobremaneira os preços dos planos de saúde e comprometem parcela cada vez maior do orçamento de empresas – os empregadores –, que, atualmente, representam 75% dos compradores de coberturas médicas e hospitalares, e de famílias que também recorrem à saúde privada. A chamada “inflação médica” há muito tempo já superou a barreira anual de dois dígitos. Há projeções, feitas a partir de cálculos da Agência Nacional de Saúde Suplementar, demonstrando que a necessidade atuarial de reposição do poder de compra dos planos chegou, em maio de 2014, a uma média ponderada de 15%. Isso contra uma inflação geral de preços não maior do que 6,5%. Esse é o tamanho do desafio que o setor e a sociedade enfrentam.

Para equacionar a problemática – e ir além do noticiário que, paradoxalmente, alardeia parcela cada vez menor de operadoras de saúde com problemas de atendimento –, basta olhar para o norte, na direção da experiência recente do Obamacare. No país de Barack Obama, a inflação médica é menor do que a inflação geral de preços. Mágica dos democratas, que empenharam seu capital político a fim de viabilizar a cobertura universal da medicina para os norte-americanos? Não, o que diferencia os modelos legais da saúde privada americana e brasileira é a coparticipação financeira dos segurados nos gastos da saúde privada. Ao serem obrigados a mexer no bolso a cada tratamento indicado, os cidadãos, nos EUA, transformaram-se em fiscais ativos e efetivos das despesas que lhes são repassadas por meio dos planos de saúde. Assim, vêm reduzindo custos de diagnósticos e cirurgias, comportamento alcunhado de “consumerismo” – mas bem diferente do consumerismo brasileiro exercido pelas autodenominadas organizações não governamentais que buscam representar o consumidor na defesa de seus direitos.

No Brasil, ainda varremos a poeira para baixo do tapete, ao pedir mais e mais regulação e fiscalização governamental para dobrar a curva ascendente dos custos médicos. Estamos tentando adaptar à nossa realidade o consumerismo americano, pela introdução do “VGBL Saúde” – um modelo de plano com capitalização que permitiria aos brasileiros custear despesas de saúde na idade mais avançada, quando a pessoa tem reduzida sua capacidade de gerar renda. Mas esse projeto está parado na mesa das autoridades. É hora de romper paradigmas, para sustentar o próprio futuro da saúde privada.

Tokio Marine incentiva corretores a fazer doações para a AACD

Ferrara: investimos cerca de R$ 100 milhões em melhorias e sistemas

tokio ferrara 2Release

Os parceiros de negócios da Tokio Marine Seguradora já podem fazer doações para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) pelo Programa Nosso Corretor. Os pontos acumulados que forem doados para a AACD serão convertidos em dinheiro, transferido automaticamente para a conta da Instituição, responsável pelo gerenciamento, manutenção e compra de objetos e equipamentos como cadeiras de rodas e medicamentos, entre outras necessidades.

Esta iniciativa decorre de um convite feito pelo presidente José Adalberto Ferrara durante a última edição do Teleton, maratona exibida pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que se tornou fonte de arrecadação fundamental para a história de sucesso da AACD e se consolidou como a maior plataforma de arrecadação de recursos da televisão brasileira.

“Participamos do Teleton desde 2012 e na edição do ano passado, convidei nossos Corretores e Assessorias a também apoiar o projeto e proporcionar uma vida melhor às crianças e aos adultos com deficiência física. Diante da receptividade que a ideia teve, idealizamos a forma mais simples de adesão. Agora, é possível fazer a doação no próprio site do PNC, localizado no portal da nossa Companhia”, afirma Ferrara.

“A AACD conquistou um crescimento expressivo nos últimos anos. Queremos fortalecer a nossa estrutura para continuar oferecendo tratamentos com excelência aos pacientes. O apoio de empresas parceiras e patrocinadores permite que continuemos dando movimento às vidas das pessoas”, explica o Superintendente de Marketing e Captação de Recursos da AACD, Angelo Franzão.

Para Josué Lolli, sócio-proprietário da Horizonte Corretora de Seguros, a iniciativa da Tokio Marine é muito interessante e está sendo bem recebida por ele e todos os seus colegas corretores. “Sem dúvida, é um estímulo fantástico para que mais pessoas possam aderir a uma causa tão nobre. É um prazer e uma grande satisfação fazer parte desse projeto. A Tokio Marine está de parabéns por isso”, diz Lolli.

Bradesco Seguros oferece Bilhete AP de Férias

bradescoRelease

A Bradesco Seguros aproveita as férias para divulgar o Bilhete AP de Férias. Oportuno para o início das férias, o produto é uma opção para proteção e tranquilidade de clientes e de suas famílias. Destinado a diferentes perfis de clientes, o produto de acidentes pessoais tem capital segurado que varia de R$ 5 mil a R$ 500 mil. Além disso, proporciona benefícios como: contratação facilitada, com pagamento único a partir de R$ 27, 11; vigência anual; sorteios mensais de prêmios de R$ 50 mil (valor bruto) e assistência funeral individual. O produto Bilhete AP Férias pode ser adquirido com corretores da Bradesco Seguros, alocados nas agências do Banco Bradesco, e nas sucursais do Grupo Segurador presentes em todo país.

Icatu Seguros tem licenciamento do Meu Amigãozão

Release

A Icatu Seguros contará com uma turma da pesada para ajudar a proteger o futuro das crianças. A seguradora fechou licenciamento com o desenho infantil Meu Amigãozão, da produtora 2DLab&BFT, para utilizar os personagens nas suas comunicações voltadas para o universo infantil. A Icatu Seguros poderá utilizar a marca das mais variadas formas, desde promoções, site exclusivo, até levando os personagens em eventos. O projeto prevê a criação de jogos, aplicativos e conteúdos de educação financeira específicos com essa identidade para atrair e sensibilizar tanto os pais quantos as crianças sobre a importância de planejar e proteger o futuro.

ING e SulAmérica terminam parceria

A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) (“Companhia” ou “SulAmérica”) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu nesta data a correspondência anexa enviada por Amsterdã Holdings Ltda. e ING Groep N.V. (em conjunto “ING”) informando a conclusão da negociação de um block trade na BM&FBovespa, pela qual o ING alienou 34.073.516 Units de emissão da Companhia, pelo valor de aproximadamente R$521.665.529,96. Na correspondência o ING informa ainda que: (i) a transação se deu no âmbito do plano de reestruturação do ING Group; (ii) o ING deixou de deter qualquer participação em Units de emissão da SulAmérica; (iii) não possui quaisquer bônus de subscrição, ou outros valores mobiliários conversíveis em ações de emissão da SulAmérica, e (iv) a partir dessa mesma data o acordo de acionistas firmado em 20 de dezembro de 2013 com a Sulasa Participações S.A. e a Sulasapar Participações S.A. foi automaticamente rescindido.

Captação líquida do sistema registrou saldo positivo de R$ 3,3 bilhões no período

Release

O mercado de previdência complementar aberta fechou o mês de abril com R$ 6,7 bilhões em novos depósitos, alta de 15,47% em relação ao mês de março, quando foram registrados R$ 5,8 bilhões. Com o desempenho do setor, a carteira de investimentos somou R$ 390,1 bilhões no período.

Em abril, a carteira de investimentos do VGBL passou de R$ 245,4 bilhões (em março) para R$ 254,4 bilhões. Já a carteira do PGBL cresceu de R$ 81 bilhões para R$ 82,8 bilhões, no mesmo período. A carteira dos planos tradicionais, por sua vez, registrou R$ 52,4 bilhões no mês, enquanto que no mês anterior foi R$ 51,6 bilhões.

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), entidade que representa 61 seguradoras e 14 entidades abertas de previdência complementar no país, em abril deste ano a captação líquida (diferença entre arrecadação e resgates) da previdência complementar aberta registrou um saldo positivo de R$ 3,3 bilhões. O balanço da FenaPrevi mostra ainda que o sistema possui atualmente 9.285.863 planos de previdência ativos e 81.926 pessoas usufruindo dos benefícios (aposentadorias complementares, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez).

Desempenho por plano (Planos Individuais, Empresariais e Menores)

Na análise por modalidade de plano de previdência complementar aberta, os individuais foram o destaque com arrecadação de R$ 5,9 bilhões, 16,34% superior ao mês de março. Os planos empresariais, por sua vez, arrecadaram R$ 695,2 milhões e obtiveram crescimento de 15,86% em relação aos R$ 600,1 milhões registrados em abril. Já os planos para menores registraram aportes de R$ 156,4 milhões, queda de 8,85%.

As provisões – recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar aberta – apresentaram saldo de R$ 379,2 bilhões no mês de abril. As provisões do VGBL no período passaram de R$ 250,1 bilhões (em março) para R$ 255,1 bilhões. Já os planos PGBL registraram R$ 82,7 bilhões no mês. E os planos tradicionais, por sua vez, fecharam o mês com R$ 40,7 bilhões.

Com relação ao market share, os planos VGBL mantiveram a liderança nas provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 71,25% do total, seguidos pelos PGBL, com 23,11% do total de provisões. Os planos tradicionais contaram com 11,38% do total de provisões. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,15%. O tratamento fiscal

A opção por planos de previdência privada deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o poupador. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir anualmente da base de cálculo do tributo, o valor total dos aportes efetuados no plano, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição. “É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício”, diz Nascimento.

Para usufruir da dedução, o investidor em previdência privada aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração.

Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar aberta (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. “No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL”, afirma o presidente da entidade.

De acordo com o presidente da FenaPrevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em outras aplicações, à exceção da caderneta de poupança.

Outra característica do PGBL e do VGBL é a possiblidade do poupador optar pelo regime de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente.

UniverSeg completa 10 anos investindo na capacitação de funcionários e corretores

Release

O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado de seguros no Brasil, comemora os 10 anos do UniverSeg (Universo do Conhecimento do Seguro), amplo programa que proporciona, de forma totalmente gratuita, capacitação técnica e profissional em diversas áreas a funcionários e corretores cadastrados na seguradora. Em uma década de atividades, mais de 1 milhão de profissionais em todo o país foram capacitados por meio de cursos online e presenciais.

Idealizado para ser um programa de gestão do conhecimento, o UniverSeg se diferencia por ter conteúdo mais abrangente, focado não somente na parte técnica, mas também por incluir em sua programação cursos e ações que visam o desenvolvimento pessoal, apresentados nas forma de cursos, palestras, fóruns, encontros e peças de teatro. Desde que foi lançado, em 2004, o programa promoveu mais de 270 cursos e distribuiu mais de 27 mil livros. Os cursos são divididos pelos segmentos Saúde, Previdência, Vida, Auto e Ramos Elementares, mas incluem também matérias como liderança, negociação e comunicação. As formações abrangem, ainda, áreas como administração, economia e marketing, além do estudo de inglês, espanhol, italiano e até Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Internet

O slogan “Compartilhando Conhecimento”, adotado por traduzir a atuação do UniverSeg nesses 10 anos, inspirou as mudanças do portal do programa na internet. O endereço www.universeg.com.br dá acesso, hoje, a quase todo conteúdo exclusivo do programa, com destaque para os cerca de 700 livros digitais e 6 mil videoaulas. O portal passou por uma ampla reformulação, a começar pelo layout, que tornou mais fácil a visualização do seu conteúdo em outras plataformas, como smartphones. A página principal também conta agora com sistema de busca por palavra e destaque para os conteúdos mais lidos pelos usuários.

“Em função de seu crescimento contínuo e da necessidade constante de buscar novos profissionais para compor seu quadro, a Organização Bradesco precisa investir muito em capacitação. Nessa primeira década, o UniverSeg tem sido essencial nesse processo, além de disseminar a cultura do seguro e valorizar o autodesenvolvimento de nossos funcionários e corretores. Para os próximos 10 anos, o objetivo do programa é ser cada vez mais reconhecido pelo mercado como referência em educação corporativa”, afirma o Diretor da Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira.

Em maio, o UniverSeg lançou também 10 novos cursos, que se somarão aos 31 já oferecidos na área digital, como Introdução a Fotografia Digital e Power Point 2010 – Básico e Avançado, entre outros.

AGCS lança boletim sobre os prédios mais altos do mundo

Release

A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), resseguradora escolhida por diversos dos edifícios mais altos do mundo, incluindo o King Tower – prédio com 1 quilômetro de altura que está sendo construído em Jeddah, na Arábia Saudita -, analisa no Boletim de Riscos de Construções Superaltas os desafios de aferir e gerenciar os riscos tão excepcionais que envolvem essas construções.

Com a última geração de prédios atingindo alturas acima de 600 metros, surgem novos desafios para as resseguradoras. O aumento no número de edifícios com alturas cada vez maiores é uma tendência que se acelerou no século XXI com o Burj Khalifa, com 802 metros localizado em Dubai, superou em 302 metros o recordista anterior, o Tapei 101, prédio com 509 metros de Taiwan. Segundo o estudo, em 2020 a altura média dos 20 edifícios mais altos do mundo deverá ser de aproximadamente 600 metros, quase a mesma que duas Torres Eiffel. Essas construções serão possíveis graças a uma combinação de novas tecnologias, materiais de construção inovadores e elementos de design criativo.

Durante todo o século XX, os Estados Unidos foi o pioneiro na construção de arranha-céus. Hoje, a maior parte das construções está localizada na China, Sudeste da Ásia e Oriente Médio. Em Dubai, por exemplo, estão 10 dos 50 prédios mais altos do mundo, enquanto a China possui 30 prédios espalhados em 15 cidades.

“Essa tendência de crescimento no Oriente chegou para ficar, impulsionada pelo rápido crescimento econômico e demográfico da região, além da urbanização, o forte apetite dos investidores por bens imobiliários emblemáticos e os custos trabalhistas mais baixos do que nos mercados ocidentais tradicionais”, explica Ahmet Batmaz, diretor de Consultoria em Riscos Globais de Engenharia da AGCS.

Não há limites?

Os primeiros esboços para o primeiro edifício de 1,6 quilômetros de altura já existem. No entanto, sua construção ainda é improvável para os próximos 20 anos – em grande parte devido à ausência de tecnologia avançada para os elevadores e também o descobrimento de materiais de construção para substituir o aço e o cimento, novas medidas de segurança para os ocupantes e áreas circundantes, evolução nos sistemas de amortecimento para reduzir o impacto negativo do vento ou de atividade sísmica e o próprio o financiamento de tais megaprojetos.

“As bases de um edifício com 300 metros ou mais e de 600 metros ou mais, precisam reforçadas para ser forte o suficiente para resistir a terremotos e outros eventos de catástrofe natural”, diz Clive Valetadeira, consultor de Risco Sênior no AGCS. “Especialmente na fase inicial de construção devem ser consideradas as exposições e riscos potenciais, tais como enchentes, uma vez que as escavações serão de grande porte e podem ficar cheias d’ água.”

Gerir a complexidade única de cada projeto

Os especialistas em risco de engenharia da AGCS destacam que não existem projetos de edifícios que sejam iguais. Estas construções são de alta complexidade e podem envolver até 10 mil trabalhadores e mais de 100 subcontratados. Além disso, os planos estão expostos a uma grande variedade de ameaças como cargas de vento, fogo e escolha de materiais que exijam uma avaliação precisa e individual dos riscos, com base na localização, design e infraestrutura. A disponibilidade e a precisão de dados pode ser um desafio adicional, principalmente nas economias desenvolvidas recentemente.

Assegurar edifícios de US$ 1 bilhão

Todas as fases do projeto de construção podem ser seguradas. Devido ao tamanho extraordinário e valor dos maiores edifícios superando a marca de US$ 1 bilhão, o seguro para um projeto completo é geralmente concedido a um consórcio de resseguro. No caso do próximo prédio mais alto do mundo, Kingdom Tower, a AGCS é a resseguradora líder do projeto, com um valor total segurado de US$ 1,5 bilhão. Resseguradoras como a AGCS também fornecem cobertura após a construção: o produto conhecido como Seguro de Defeitos Inerentes protege os segurados contra danos decorrentes de defeitos de design, materiais ou mão de obra.

XL Group lança seguro de Responsabilidade Cibernética e Proteção de Dados

renato rodrigues liuRelease

Para atender à crescente necessidade das empresas de tecnologia no Brasil por coberturas com indenizações profissionais mais robustas, o XL Group anunciou hoje o lançamento de um novo seguro de Responsabilidade Cibernética e Proteção de Dados para as empresas de tecnologia que atuam no país que inclui a cobertura de falhas profissionais na prestação de serviços.

Gustavo Galrão, Head de International Financial Lines do XL Group no Brasil, destaca: “A enorme penetração da internet no Brasil, que tem 88,5 milhões de pessoas online, ou mais de 40% da população do país, torna as empresas de tecnologia, como data centers e processadoras terceirizadas, em grandes alvos para violação de dados. A combinação de criminosos mais sofisticados e leis mais severas sobre vazamento de dados faz com que esses setores enfrentem riscos financeiros e de reputação cada vez mais altos. Nosso novo produto oferece às empresas de tecnologia a ampla cobertura que elas precisam dentro de uma apólice única e fácil de ser compreendida”.

“Queremos trabalhar junto com nossos clientes de tecnologia e os especialistas do XL Group na análise e mapeamento de seus sistemas computacionais, de forma a ajudá-los a melhorar seus sistemas de prevenção como um primeiro passo na prevenção de perdas.”

De acordo com a edição de 2014 do Relatório de Ameaças à Segurança na Internet da Symantec, a média global de sites maliciosos bloqueados a cada dia aumentou 22,5%, passando de 464.100 em 2012 para 568.700 em 2013. O Brasil aparece entre os 10 primeiros em todos os relatórios de atividade cibernética maliciosa, incluindo códigos maliciosos, máquinas de spam, servidores de phishing, computadores infectados, ataques a redes e ataques na internet.

Renato Rodrigues, Country Manager do Grupo XL no Brasil, acrescenta: “Com as consequências do recém sancionado Marco Civil da Internet, as empresas de tecnologia precisam de uma solução adequada de seguros para cobrir esses riscos emergentes. Estamos muito felizes por trazer um produto inovador como o Seguro de Responsabilidade Cibernética e Proteção de Dados ao setor de tecnologia do Brasil. Com nosso profundo conhecimento e longa experiência nessa área, podemos agregar valor de longo prazo e ajudar nossos clientes e corretoras a fazerem seus negócios avançarem.”

Vendas de seguros no mundo totalizam US$ 4,64 trilhões em 2013

pr_sigma3_2014_table1Saiu o tão esperado estudo mundial da indústria de seguros com os dados de 2013. Segundo a Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, o total de prêmios no mundo registrou alta de 1,4% em termos reais em 2013, para US$ 4,64 trilhões, um percentual menor do que 2,5% registrado em 2012. O faturamento de seguros gerais avançou 2,7%, para US$ 2,03 trilhões, mas o segmento de vida evoluiu somente 0,7%, para US$ 2,61 trilhões.

De acordo com o levantamento, em 2004, o consumo per capita do Brasil em seguros girava em torno de US$ 101. No ano passado, o valor subiu para US$ 443, salto de 338,6%. Já a fatia correspondente ao mercado brasileiro no contexto mundial, em termos de receita de prêmios, também convertida em dólares, subiu de 0,6% para 1,9% em dez anos.

Mas o crescimento da receita global de prêmios emitidos diminuiu em 2013, subindo apenas 1,4% em termos reais, para US$ 4,641 trilhões. Em 2012, a alta fora de 2,5%, conforme revela o estudo Sigma mais recente da Swiss Re. A desaceleração é atribuída principalmente ao fraco desempenho de países mais avançados nas vendas de seguros de vida, que respondem por mais de 56% do mercado internacional.

O faturamento mundial dos seguros de vida, segundo o estudo, cresceu apenas 0,7% no ano passado, atingindo US$ 2,608 trilhões, abaixo da expansão de 2,3% em 2012. Os avanços observados na Itália (21,1%), França (3,9%), Reino Unido (2,6%) e Alemanha (2,2%) não foram suficientes para evitar a queda de 0,2% na receita de prêmios de vida movimentada nos mercados desenvolvidos, da ordem de US$ 2,2 trilhões. A demanda desacelerou fortemente nos Estados Unidos (-7,7%), para US$ 533 bilhões, e no Japão a evolução foi modesta (1,4%), para US$ 423 bilhões.

O recuo acentuado no mercado norte-americano no ano passado foi devido ao não-retorno de grandes negócios corporativos que impulsionaram os negócios em 2012. “A desaceleração do setor nos EUA estava fora de sincronia com a recuperação econômica lá”, diz o economista-chefe da Swiss Re, Kurt Karl, que acrescenta: “Sim, a economia desacelerou um pouco, mas os números de emprego do ano passado e do mercado imobiliário foram positivos. Mesmo retirando o efeito dos grandes negócios corporativos em 2012, os prêmios de vida dos Estados Unidos ainda teriam tido queda de 1,6%”.

O desempenho do seguro de vida no mundo só não foi pior em 2013 graças aos mercados dos países emergentes, que registraram expansão de 6,4%, ao captar prêmios de US$ 408 bilhões (quase 17% do total do ramo vida). O crescimento foi sólido na América Latina e Caribe (12,2%), África (12,8%), Sul e Leste da Ásia (4,1%) e Oriente Médio e Ásia Central (5,6%). Na região emergente, a China (3,1%) e índia (0,5%) retomaram o crescimento, depois de sofrerem quedas nas vendas em 2012 devido a mudanças regulamentares. A Rússia avançou 47,4%, o Brasil 14,7% e o México, 7,3%.

Apesar de um crescimento menor que o registrado em 2012, de 2,7%, o estudo da Swiss Re mostra que o mercado global de seguros não-vida avançou 2,3% em 2013, aos US$ 2,033 trilhões. Nos mercados emergentes, o crescimento dos prêmios não-vida manteve-se forte em 8,3%, depois de 9,3% em 2012. E a solidez foi observada em todas as regiões, com exceção da Europa Oriental e Central. A expansão na Ásia emergente foi apoiada por um forte crescimento na China (15,5%). Na índia, no entanto, depois do aumento de 8,9% em 2012, o crescimento das vendas desacelerou para 4,1%, devido a uma economia mais lenta. No Brasil, as vendas de seguros não-vida subiram 9,8% em 2013.

Quanto aos mercados avançados, o crescimento da receita de prêmios foi de apenas de 1,1% em 2013, abaixo de 1,5% do ano anterior. Por trás dessa desaceleração, o estudo aponta como causa principal o mercado ainda deprimido na Europa Ocidental, com teve alta nos prêmios para baixo de 0,3% devido ao fraco ambiente econômico. Na Ásia Central, o crescimento da receita desceu para 1,7%. Em 2012, alcançara 4,7%. Nos Estados Unidos, o faturamento de prêmios aumentou de forma constante em 1,7% e no Canadá em 3,2%. A evolução dos seguros não-vida em mercados avançados permaneceu suave desde a crise financeira em 2008.0 crescimento anual da receita foi de 0,7% entre 2009 e 2013 em comparação com 1,9% no período 2003-2007.

Ver no link http://media.swissre.com/documents/News_release_sigma3_2014.pdf