Os impactos da Lei Anticorrupção no Compliance

Fonte: CNseg

Com o propósito de refletir sobre alguns dos principais aspectos da Lei 12.846/2013 – a Lei Anticorrupção-, identificando seus impactos na atividade de Compliance das empresas seguradoras, a advogada Angélica Carlini, presidente da seção Brasil da Associação Internacional de Direito do Seguro (Aida), participou do Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg nesta terça-feira(16), em São Paulo. Tendo em vista a grande abrangência de aplicação da Lei 12.846, ela afirmou que o mercado terá de pensar estratégias eficientes de prevenção para não descumprir seus preceitos, sendo necessária, portanto, uma atuação proativa da área de compliance. Carlini apresentou a palestra “A Lei Anticorrupção e o papel do Compliance”, a segunda palestra do evento.

Para ela, a consolidação dos programas de compliance e a implementação da cultura anticorrupção nas empresas e para seus prestadores de serviços tornam-se uma exigência para todos os setores econômicos a partir de agora.

Ela destaca alguns dos pilares devem ser considerados no programa de compliance, a fim de mitigar os riscos de sanções da Lei Anticorrupção. O primeiro passo é divulgar entre todos os funcionários, colaboradores e parceiros os princípios de compliance da empresa, deixando claro sua intolerância ao descumprimento de regras de Código de Conduta, Políticas e Procedimentos do grupo empresarial. Para tanto, será necessário investir recursos na capacitação de seu público interno e externo, lembra.

As empresas também devem criar canais de denúncia, estimulando o público interno e externo a informar, sigilosamente, procedimentos de colegas e de colaboradores que contrariem normas da empresa. Ela recomenda também que se crie uma área de gestão de riscos específicos de seguros. Esta iniciativa visa a identificar riscos, pessoas mais expostas e atividades mais suscetíveis, disponibilizando material para colaboradores, a fim de manter mecanismos de prevenção adequados.

A especialista deixa claro que o Brasil, na condição de signatário da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2006, adota medidas cada vez mais severas contra a corrupção, acompanhando o movimento mundial. No extremo, nas décadas 80 e 90, lembrou ela, a tolerância à corrupção de funcionários públicos estrangeiros provocava distorções no comércio mundial, já que empresas britânicas e francesas admitiam que propinas pagas fossem descontadas legalmente nos balanços dos grupos. No auge, este comportamento atingiu a competitividade dos produtos americanos, levando os EUA a cobrarem da comunidade internacional um comportamento mais ético, por meio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Pressionada, a OCDE lançou, em 1997, uma convenção sobre combate à corrupção de funcionários públicos em transações comerciais internacionais.

Nesse contexto, o Brasil aprovou uma série de leis, a começar da Lei de Lavagem de Dinheiro, de 98, e modificada em 2012, por meio da Lei 12.683; aprovou a nova Lei de Organizações Criminosas (12.850/de 2013); além de tornar ilimitado o alcance do Direito Penal em relação à corrupção. “A pressão internacional contribuiu muito para que o Brasil motivado a adotar medidas mais severas contra a corrupção”, afirmou ela.

A Lei Anticorrupção, por exemplo, cria embaraços jurídicos para empresas e administradores. Como exemplo, ela cita o conceito de responsabilidade objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas por prática de atos contra a administração pública- nacional ou estrangeira- encerrando a regra tradicional de responsabilidade subjetiva- ou seja, a culpa precisava ser comprovada. Acrescenta que a aplicação da lei alcança sociedades estrangeiras, coligadas, controladas, mostrando que as sociedades empresariais são as principais destinatárias da Lei 12.486. Além da responsabilidade da pessoa jurídica, a lei pune individualmente seus dirigentes ou administradores, não excluindo ainda qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe de ato ilícito. E sequer será necessário que o funcionário aceite vantagens para o caso de corrupção seja caracterizado. Ou mesmo que a vantagem seja de caráter econômico ou financeiro. Resultado: as estruturas de compliance deverão atuar cada vez mais azeitadas para que o mercado atue sem sobressaltos.

Controles Internos & Compliance, bases para a construção do BDPO

cnseg controles internosFonte: Portal CNseg

A construção de um Banco de Dados de Perdas Operacionais (BDPO) é um dos grandes desafios da área de controles internos das seguradoras, que têm três anos para criar a base de dados e implementá-lo, de acordo com normativo divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) há cerca de um mês. “Quem não começou ainda a fazer, já aviso: tem de correr, pois temos aqui um trabalho complexo para ser finalizado”, alertou o consultor Alaim Assad, professor da Escola Nacional de Seguros e diretor de compliance da Mercer, durante o painel “O papel do compliance na formação do banco de dados de perdas operacionais”, realizado no VIII Seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos – “Afinal, o que é Compliance e qual sua importância para o Sistema de Controles Internos? ”.

Segundo Assad, para estar num projeto tão complexo, é recomendável que os membros das equipes que se dedicam à formação do BDPO sejam da área de compliance, pois já terá passado por todas as regulamentações editadas nos últimos dez anos para o setor, como parte de uma reforma completa em seu arcabouço regulatório. “Se não conhece os negócios da empresa, desiste. Não dá nem para começar”, recomenda ele.

A recomendação se baseia na experiência de que quase toda pesquisa sobre perda leva ao risco operacional. “O que deu errado? Quais controles falharam? Isso tudo pode ser encontrado na base de dados, desde que ela seja feita com seriedade”. Para construir essa “encrenca”, como apelidou o consultor, é preciso integrar vários bancos de dados da companhia, com integração de informações espalhadas pelos diversos departamentos, desde o financeiro até o de recursos humanos. “São sistemas diferentes, com linguagens diferentes. Dá trabalho, por isso se não começou ainda. Voe!”.

A finalidade da construção do BPRO é ter um banco de dados com informações úteis a serem usadas pelas empresas no desenvolvimento de estratégias com menor risco. “A qualidade da informação é vital para compor a base”, disse a mediadora do painel, Myriam Bauman Portela, membro do comitê de compliance da Virginia Surety e da comissão de Controles Internos da CNseg. “Trata-se de uma mudança cultural dentro das empresas, uma verdadeira quebra de paradigmas, o que exigirá muito do compliance nessa relação”, afirmou.

Para que o trabalho flua livremente na construção do BDPO, é preciso, antes, resolver um impasse já quase solucionado, segundo Eugênio Felipe, gerente de auditoria interna da Mongeral Aegon, um dos palestrantes do painel Auditoria Interna & Compliance, Convergências e Diferenças. “No passado, havia uma divergência sobre quem seria o responsável pelo o que. Principalmente quando o problema surgia, um ficava responsabilizando o outro. Hoje a situação está mais clara, com funções mais definidas entre o auditor e o profissional de compliance. A atual etapa é a da integração do trabalho das equipes”, diz.

Segundo Assizio Oliveira, presidente da comissão de Controles Internos da CNseg, ainda há muitas dúvidas das equipes entre as atribuições de auditoria interna e de compliance. “Temos a obrigação de buscar estudos e lançar ao mercado estudos que definam as duas profissões”, comentou ele como mediador do painel ‘Como organizar a função de compliance em seguros”.

De uma forma simples, Eugenio Felipe, explicou as diferenças entre auditoria interna e compliance “A luz de um carro novo pisca indicando que o motorista tem de colocar o cinto. Isso é compliance. Agora, se ele resolve ignorar o aviso, um guarda pode multá-lo. Esse guarda é o auditor interno. Então fica claro que os setores têm que ser independentes, mas trabalhar em conjunto”, frizou ele à plateia.

Como organizar – Definido o que é responsabilidade de cada departamento, o seminário partiu para o debate sobre “Como organizar a função de compliance em seguros”. “A organização trouxe três profissionais para compartilharem suas experiências e, dessa forma, ajudar a todos nós a como organizar a função de compliance dentro das estruturas das organizações”, disse o mediador Assizio Oliveira.

O primeiro a falar foi Murilo Chaim, da Zurich Seguros, responsável por compliance para a America Latina. Segundo ele, o programa de compliance do grupo é estabelecido na Suíça e todos os países o seguem. A primeira função é apoiar a organização na promoção de uma cultura baseada na ética e no cumprimento e disseminação do código de conduta. Também está no escopo da área desenvolver e implementar políticas processos, controles e treinamentos relacionados aos riscos de compliance. E a terceira parte do trabalho é assegurar à administração que os riscos de compliance estão sendo identificados e monitorados.

“Essas três missões definem as principais atividades da função de compliance, como consultoria e análise, monitoramento e controle e treinamentos”, explica. Segundo ele, treinar todos na organização consome muito do grupo, tanto em recursos financeiros como em tempo da equipe, “mas é extremamente necessário”, ressalta o executivo, acrescentando que o modelo está totalmente estruturado para atender as regras de Solvência 2.

Depois dos quase 400 participantes ouvirem a experiência da multinacional, foi a vez da Porto Seguro, uma seguradora listada na bolsa de valores no Brasil e que tem uma estrutura de capital complexa. “A nossa percepção é a de que não há uma fórmula padrão. Cada instituição deve buscar a sua adequação de acordo com a complexidade de suas atividades”, avisou Orfeu Campos, gerente de controles internos e compliance do grupo.
A holding Porto Seguro tem 40% do capital em mãos da família fundadora, 30% pertencente ao Itaú Unibanco e 30% das ações nas mãos do mercado. Embaixo da controladora, o grupo atua nos segmentos de seguros, financeiro e em um conjunto de empresas de serviços. Ao todo, são 25 empresas. “Atendemos a diversos órgãos reguladores como Susep, ANS, Previc e Banco Central. Assim, a estrutura precisa prever profissionais capacitados para o atendimento de tudo isso”, explica, mostrando à platéia o organograma complexo de equipes.

O grupo Bradesco Seguros é outro quadro complexo de controles internos divididos entre compliance e auditoria, uma vez que o banco controlador do braço segurador negocia ADR na bolsa de Nova York e conta com mais um órgão controlador para prestar esclarecimentos e seguir as normas editadas, além da ANS, Susep, Previc, CVM, BC. “É um grande desafio, pois as leis mudam com freqüência”, comentou Valdinei Silva, gerente executivo chefe da Bradesco Seguros. “O grupo é controlado pelo Banco Bradesco, que tem uma fatia importante do lucro proveniente da seguradora e tem participação em mais de 140 empresas. Embaixo da holding de seguros há mais 10 empresas que compõem o grupo segurador. Ou seja, um modelo diferenciado no qual tivemos de criar uma estrutura de governança que atendesse a todo o conglomerado corporativo”.

Valdinei mostrou aos presentes oito pilares construídos para dar apoio e manter a área de compliance funcionando: comprometimento da alta organização, formação da equipe, garantia da existência de conformidade, promoção da capacitação e reciclagem, princípios e sanções aos desvios, garantia de um canal de denuncias e apuração da procedência, estabelecimento de paramentos de avaliação e reporte oportuno para apoio à tomada de decisões.

Liberty Seguros é a seguradora que melhor se comunica com a Imprensa

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A Liberty Seguros é a empresa do mercado de seguros que melhor se comunica com os jornalistas. A seguradora recebeu ontem, no Teatro CIEE, em São Paulo, o prêmio “Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas”, promovido pela revista Negócios da Comunicação. Em sua 4ª edição, o prêmio visa reconhecer a qualidade do relacionamento que as empresas de diversos segmentos mantêm com a imprensa e o mercado, além de ressaltar o nível de tratamento que elas conferem aos jornalistas quanto ao acesso, disponibilização e facilidade de apuração de informações empresariais, setoriais e gerais.

Para eleger a melhor empresa do segmento de seguros, foram ouvidos mais de 25 mil profissionais de imprensa, das principais redações do país, que formaram uma comissão julgadora com condições de avaliar a qualidade das informações que recebem das empresas para transmiti-las ao público. Os vencedores são conhecidos por meio de pesquisa organizada pela H2R Pesquisas Avançadas e auditada pela BDO Brazil.

Para Karina Louzada, superintendente de Assuntos Corporativos e Marketing de Canais da Liberty Seguros, a escolha da seguradora por jornalistas é um reconhecimento do profissionalismo da empresa junto aos jornalistas. “Além de dar todo o suporte necessário ao trabalho dos jornalistas, nossos padrões de qualidade nos processos de comunicação é o que permite prover informações relevantes, consistentes e com transparência. E o prêmio consolida toda essa estratégia de comunicação com seus diversos públicos, entre eles a imprensa”, afirma a executiva.

Mercado de seguros de pessoas movimenta R$ 13,1 bilhões no primeiro semestre

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O mercado de seguros de pessoas pagou aos segurados no primeiro semestre de 2014 cerca de R$ 3,5 bilhões em indenizações, um crescimento de 18,87% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2013, o volume de indenizações foi R$ 3,0 bilhões. Os dados são da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade representante de 75 empresas que comercializam planos de seguros de pessoas e de previdência complementar aberta.

Segundo os dados da entidade, no primeiro semestre, o segmento de seguros de pessoas (que inclui produtos como seguros de vida e acidentes pessoais, entre outras modalidades) movimentou R$ 13,1 bilhões em prêmios (valor pago pelos consumidores para contratar as coberturas de risco). O volume é 2,85% maior que o verificado no primeiro semestre de 2013.

Na análise por modalidade de produto, o seguro viagem foi o que registrou maior crescimento relativo: expansão de 42,9% e R$ 62,8 milhões em prêmios. “O crescimento dos deslocamentos domésticos e internacionais impulsionou as vendas. Os consumidores estão mais conscientes de que precisam de proteção em suas viagens e ampliaram a contratação do produto”, diz Osvaldo Nascimento, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Outro seguro que teve forte expansão foi o educacional. A modalidade movimentou R$ 18,4 milhões em prêmios, 27,9% a mais em relação ao primeiro semestre do ano anterior. “O seguro educacional prevê o pagamento de mensalidade da escola no caso de morte, invalidez ou desemprego da pessoa que é financeiramente responsável pelo estudante”, explica Nascimento.

O auxilio funeral, que prevê coberturas de despesas com o sepultamento, também teve bom desempenho, somando R$ 154,9 milhões em prêmios, volume 22,22% maior que o registrado no primeiro semestre de 2013. Já o seguro prestamista (que garante o pagamento de prestações no caso de perda de emprego, morte ou invalidez do segurado) movimentou R$ 3,8 bilhões em prêmios no período, apresentando expansão de 8,34% em relação aos primeiros seis meses de 2013 (R$ 3,5 bilhões). O seguro de acidentes pessoais, por sua vez, contabilizou R$ 2,5 bilhões em prêmios, alta de 7,82% em relação aos R$ 2,4 bilhões alcançados no primeiro semestre de 2013.

O balanço da Fenaprevi mostra também que, no primeiro semestre de 2014, o seguro de vida, produto com maior volume de prêmios do segmento de pessoas registrou um recuo de 6%, fechando o período com R$ 5,2 bilhões frente aos R$ 5,5 bilhões registrados no primeiro semestre de 2013.

Risco Cibernético é tema de painel da Rio Info 2014

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O panorama do setor de seguro e resseguro inserido no atual contexto da tecnologia mundial, a regulação e fiscalização do segmento e as oportunidades para as empresas de TI são alguns dos assuntos que especialistas irão debater no último dia da Rio Info 2014. Sergio Rosa, à frente da diretoria de TI do maior ressegurador da América Latina há quase três anos, o IRB Brasil RE, terá a missão de mediar os painéis com início marcado para as 14h30, desta quarta-feira (17).

O palestrante Nelson Victor Le Cocq D’Oliveira, diretor de autorizações da SUSEP, e os executivos Regis Bauer, diretor de TI do grupo CAPEMISA; Thomas Capiotti, Sócio-Diretor da ON Security e William Beer, Sócio-Diretor da empresa Alvarez & Marsal, são os convidados dessa tarde de debates.

A pauta irá se desdobrar na discussão dos avanços tecnológicos que têm alterado, substancialmente, a forma como como pessoas e/ou empresas se relacionam. Se por um lado, isso impulsiona o desenvolvimento, por outro, expõe toda a sociedade a novos riscos como, por exemplo, o acesso de informações por pessoas não autorizadas, normalmente, obtido por meio ataques cibernéticos, o que pode gerar prejuízos incalculáveis.

Além do investimento cada vez maior na formação de equipes altamente capacitadas em segurança cibernética, outra ferramenta surge na composição da estratégia de defesa: o seguro de riscos cibernéticos.

Serviço:

Rio Info 2014

De 15 a 17 de setembro, 10h às 18h.

Hotel Royal Tulyp:

R. Aquarela do Brasil, 75 – São Conrado, Rio de Janeiro – RJ, 22610-010

Telefone:(21) 3323-2200

Cade aprova sem restrições compra da carteira de grandes riscos da Itaú pela ACE

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a venda da operação de seguros de grandes riscos do Itaú Unibanco para a seguradora norte-americana ACE por R$ 1,515 bilhão. O despacho da decisão do Cade foi publicado nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União. A próxima etapa é a aprovação da Susep, o que poderá acontecer ainda neste ano, para que a nova empresa comece a operar já em 2014.

A aquisição da ACE contempla todo o capital da Itaú Seguros Soluções Corporativas, subsidiária que detém a carteira de seguros de grandes riscos do Itaú. “A operação proposta resulta em sobreposição horizontal em seis grupos de seguros (responsabilidades, aeronáutico, patrimonial, riscos financeiros, rural e transporte), mas a participação de mercado conjunta das partes é limitada”, afirmaram as empresas em documento entregue ao Cade.

Brasil acompanha as melhores práticas internacionais de controles internos

controles_int_2014_pqFonte: portal da CNseg

Um dos grandes desafios do mercado segurador mundial é padronizar as regras contábeis. Um dos pontos de partida é a implementação do normativo conhecido como Solvência 2, que tem como objetivo a regulamentação e supervisão do mercado segurador europeu, com a consolidação das práticas contábeis das quase 300 seguradoras do continente. Esse extenso normativo também serve de base para os padrões adotados por reguladores de vários países em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Diante deste desafiador cenário, a CNseg promove nesta terça-feira, dia 16, em São Paulo, o VIII Seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos – Afinal, o que é Compliance e qual sua importância para o Sistema de Controles Internos?. “Nos traz grande satisfação ver que a área de controles internos vem assumindo uma posição de destaque nas companhias”, diz Solange Beatriz, diretora executiva da CNseg, na abertura do evento. “Ainda há muito a ser desenvolvido no Brasil, mas pode-se dizer que estamos acompanhando de forma contínua a adoção das melhores práticas internacionais”.

Maria Helena, diretora da Escola Nacional de Seguros, destacou que o objetivo da instituição é disseminar o conhecimento de seguros no Brasil, de diversas formas, seja no apoio a eventos como esse, no lançamento de livros e no desenvolvimento de cursos específicos sobre o tema. “Por isso é muito gratificante ver uma sala lotada”, disse, exibindo a sala lotada com quase 400 inscritos, entre gestores de governança corporativa, de riscos, de compliance e de controles internos reunidos aqui para os debates durante todo o dia”.

Enquanto na Europa o normativo foi discutido longamente e depois dado um prazo grande para a implementação das novas regras, até 2016, no Brasil o processo caminha a “passos largos”. Diante disso, a CNseg busca contribuir para o processo de nova cultura do setor, com várias iniciativas, como esse seminário, o curso de controles internos, que já está em sua quarta edição e apoio a lançamento de livros sobre o tema. “Nosso objetivo é fomentar a troca de experiência e conscientizar que as áreas de controles internos são essenciais para o sucesso do negócio”, afirma Solange Beatriz, que representou o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, que por motivo de viagem não pode comparecer ao evento.

Mas Rossi, que também preside a Bradesco Seguros, mandou uma mensagem aos presentes: “Parece que foi ontem que a Susep publicou a circular nº 249. Mas já se passaram mais de 10 anos. Essa regulamentação fortaleceu o nosso segmento, nos posicionando em R$ 300 bilhões de receitas por ano. Chegar a esse patamar foi facilitado pelo aumento da importância do controle das empresas”, destacou Rossi. “Parabenizo a todos que trilharam esse caminho conosco, pois para o crescimento sustentável que queremos para o setor, o modelo de governança corporativa é essencial.”

Os representantes dos titulares de órgãos reguladores, como Angélica Carvalho, técnica da Agência Nacional de Saúde, e Carlos Henrique de Paula Prata, técnico da Superintendência de Seguros Privados (Susep), também ressaltaram a importância das discussões sobre o tema. “A educação transforma o homem e o homem transforma o mundo”, disse Angélica, resumindo a importância do evento. “O órgão regulador fica mais tranquilo quando as empresas investem em controles internos. Com receitas de R$ 108 bilhões e sinistralidade de 83,7%, esse tema é um dos pilares dos desafios de termos um negócio sustentável”. O representante da Susep diz o mesmo. “Ter controles internos eficientes é sinônimo de construir empresas sólidas e melhores resultados aos seus acionistas. Não se constrói um mercado sólido sem a participação de todos os seus gestores”.

O primeiro painel do evento ficou a cargo da representante da Direção Geral de Seguros e Fundos de Pensão da Espanha, Eva María Lidón Gámez. Ela explicou a todos os três pilares da Solvência II, destacando procedimentos sobre requerimento de capital baseado em risco, de atividades de supervisão e de controles internos com foco em riscos, e de reporte financeiro. Segundo ela, a Solvência II vem para evitar que uma nova crise financeira aconteça. “Sabemos que não existe risco zero, mas o empenho de todos os órgãos reguladores dos países europeus é mitigar as fragilidades detectadas no sistema de seguros reveladas durante a crise financeira”, comentou, acrescentando que o objetivo é contribuir para melhorar a qualidade da regulação do setor e de assegurar a robustez financeira das seguradoras e entidades de previdência privada, além de aumentar o grau de proteção dos consumidores”.

O normativo Solvência 2 abrange todas as empresas de seguros e de resseguro da Europa. “Não importa a estrutura da sociedade ou se a companhia vende pouco ou muito. O objetivo é a regulamentação e supervisão que dê proteção adequada aos tomadores e beneficiários. Essa é a única finalidade de toda a regulamentação européia”, frisou.

Para Wilson Toneto, presidente da Mapfre Brasil e mediador do painel, o risco de não estar compliance e ter perdas financeiras e reputacionais pelo fato de não ter cumprido as leis internos e externos. “Por isso, nosso grande objetivo com esse debate de hoje é fomentar a consciência de todos para o cumprimento das regras internas e externas. E isso só será conquistado com o envolvimento de todos, estimulados pela alta cúpula das organizações, e com a estrutura e meios adequados criados para a formação dos profissionais envolvidos”.

Missa de 7º Dia de João Alzani Filho

Comunicado

A Vila Velha Seguros, agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas dos seus clientes, parceiros e amigos, convida para a celebração da missa de sétimo dia em intenção de seu fundador, João Alzani Filho, que será realizada nesta quinta-feira (18), às 19h, na Igreja da Consolação – Rua da Consolação, 575, Consolação, São Paulo-SP.

Capitalização da Bradesco Seguros distribui cerca de R$ 5,7 milhões em agosto

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O segmento de Capitalização da Bradesco Seguros distribuiu cerca de R$ 5,7 milhões (valor bruto) em prêmios de sorteio distribuídos no mês de agosto. Foram 205 títulos contemplados, sendo 60 em São Paulo; 25 no Rio de Janeiro; 23 na Bahia; 13 no Paraná; 9 no Ceará e em Minas Gerais; 8 em Pernambuco; 7 em Goiás; 6 no Distrito Federal e no Pará; 5 em Sergipe; 4 no Amazonas e em Santa Catarina; 3 no Mato Grosso, na Paraíba, no Piauí, em Rondônia e no Rio Grande do Sul; 2 em Alagoas, no Espírito Santo, no Maranhão e no Rio Grande do Norte; e 1 no Amapá, no Mato Grosso do Sul e em Roraima.

O site bradescocapitalizacao.com.br disponibiliza os resultados dos sorteios dos títulos de capitalização. Para fazer a consulta dos números sorteados, basta acessar o site, clicar em “Resultados dos Sorteios”, em “Confira Agora” e selecionar um ou mais produtos. O site disponibiliza, para conferência, os resultados do mês corrente e anteriores. Além disso, o cliente que possui acesso ao Bradesco Internet Banking tem a facilidade de consultar o seu saldo, combinações para sorteio e o informe de rendimentos dos seus títulos de capitalização.

Palestra da APTS trará a visão do RH sobre a oferta de seguros nas empresas

Release

Na última quarta-feira do mês, dia 24/09, um tema inédito será apresentado no ciclo de Palestras do Meio-Dia da APTS por um dos mais experientes profissionais da área de Recursos Humanos. Marcos Minoru Nakatsugawa, profissional de RH há 25 anos, com passagem por grandes empresas nacionais e multinacionais, se dispôs a responder “Como os serviços e produtos oferecidos pelo mercado de seguros são vistos pelos profissionais de RH?”.

A partir de sua experiência na implementação de planos de seguros e de previdência privada em grandes empresas, Minoru apresentará cases que demonstram a importância da abordagem correta para diferentes tipos de públicos. “Pouco adianta utilizar uma linguagem rebuscada para convencer jovens trabalhadores de uma fábrica de que precisam pensar no futuro e investir em um plano de previdência”, diz.

Segundo Minoru, no chão de fábrica a abordagem é outra. “É preciso falar a língua deles, tratar de assuntos do seu cotidiano e mexer com seu emocional, para, então apresentar o produto seguro, não apenas como uma solução, mas como algo que fará diferença em suas vidas”, orienta. “Ninguém melhor do que os profissionais de RH, que estão na linha de frente nas empresas, para traduzir aos trabalhadores a importância da proteção do seguro”, afirma.

Sobre o palestrante

Marcos Minoru Nakatsugawa é administrador de empresas e psicólogo formado pela USP, com pós-graduação lato sensu e especialização em Organização e Recursos Humanos pela EAESP/FGV-SP. Profissional de Recursos Humanos com quase 25 anos de experiência, como consultor e executivo de grandes empresas multinacionais e nacionais. Professor universitário das disciplinas de Comunicação Estratégica, Ética Profissional, Psicologia Organizacional e Recursos Humanos. Presidente por quatro mandatos consecutivos e atual secretário do CEAP-RH – Centro de Estudos Avançados de Profissionais de Recursos Humanos, grupo informal de RH mais antigo do país.

Serviço

Palestra do Meio-Dia “Como os serviços e produtos oferecidos pelo mercado de seguros são vistos pelos profissionais de RH?”

Apresentação: Marcos Minoru Nakatsugawa

Data: 29 de setembro, das 12h às 13h30

Local: sede da APTS, no Largo do Paissandu, nº 72, 17º andar, conj. 1704, centro, S. Paulo (SP)

Informações e inscrições: pelo e-mail: apts@apts.org.br e telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503