Eduardo Giannetti avalia o valor do amanhã no VIII Encontro de RH do Mercado Segurador

cnseg gianettiFonte: CNseg

Como será o amanhã nas relações de trabalho? Eis um tema complexo e que dependerá, primordialmente, dos esforços de todos: governos, empresários e indivíduos. “Somente os três juntos poderão criar um ambiente onde há talentos desenvolvidos e oportunidades”, enfatiza o economista Eduardo Giannetti, na palestra de abertura do VIII Encontro de RH do Mercado Segurador, organizado pela Escola Nacional de Seguros, em São Paulo, nesta quinta-feira, 25.

Ele foi convidado pela Escola Nacional de Seguros há seis meses. “Nosso objetivo é discutir e compartilhar o papel cada vez mais relevante da função de Recursos Humanos nas organizações. Estamos aqui para refletirmos sobre o futuro do trabalho e analisarmos os aspectos da legislação trabalhista que ainda nos tiram o sono”, disse Maria Helena Monteiro, diretora da Funenseg, passando a palavra ao economista e autor do livro “O Valor do Amanhã”.

O economista explicou aos 120 profissionais de RH presentes ao evento a sua tese sobre bônus (ou dividendo) demográfico, com o intuito de frisar que é preciso correr contra o tempo para contribuir para um “amanhã” mais sustentável para a economia brasileira. “O Brasil fez conquistas muito importantes nos últimos 20 anos, como o controle da inflação e o movimento de inclusão social, com 40 milhões de brasileiros que ascenderam para a classe média, mas não à cidadania. A população quer respeito acima de tudo, bem como transporte, saúde, qualidade de vida e poupança previdenciária”. O desafio, aponta, é incorporar o brasileiro numa vida onde seus direitos e sua segurança têm de ser preservados.

Para ele, reduzir a informalidade nas relações de trabalho é essencial para começar a mudança. “São mais de 20 milhões de pessoas sem contrato de trabalho, vivendo sem garantias e direitos, uma vida precária e sem produtividade”, assinalou.

Outro dado interessante é que o Brasil tem mais de 2 milhões de ações trabalhistas por ano. Um recorde mundial. “Um banco privado de varejo me contou recentemente que tem mais ações trabalhistas do que o total divulgado em toda a economia americana”. Segundo ele, o que alimenta isso é ter uma legislação complexa e que não atende mais a realidade do país. “Quando a CLT foi criada, o trabalhador sequer tinha celular”. Gianetti deixou claro que não bastam apenas as reformas na legislação trabalhista consolidada na CLT ou o investimento das empresas em cursos e treinamentos.

A desigualdade nas oportunidades de autorrealização é a raiz dos males brasileiros. “Tudo começa na família. No caráter. Na oportunidade. Temos hoje um balcão de negócios. As faculdades fingem que ensinam e os alunos fingem que estudam”, disse ele, com base nos dados Pisa (Programme for International Student Assessment).

Ele reconhece que o Brasil fez avanços reais nos últimos 20 anos, graças à conquista da estabilidade econômica e das políticas de inclusão social. No entanto, é preciso qualidade e não apenas quantidade. Dados da pesquisa mostram que 36% das pessoas que cursam faculdade no Brasil não são plenamente alfabetizados. “Continuamos, porém, sendo um dos países mais desiguais do planeta. No ranking da distribuição de renda, somos a segunda nação mais desigual do G-20, a quarta da América Latina e a 12ª do mundo”, afirmou. No ranking Pisa, que mede o aprendizado de jovens de 15 anos em 59 países em matemática e leitura, “o Brasil fica na 54ª colocação, considerando-se alunos de escolas de elite com seus pares de outros países”. Ou seja, não é uma questão de escolas públicas sem investimentos. Ou seja, boa parte dos problemas está na desigualdade de oportunidades. “Observamos uma profunda falta de equidade nas condições iniciais de vida, com privação de direitos elementares, que chegam até mesmo a ter água encanada na casa. Em pleno século 21, metade dos domicílios não tem coleta de esgoto, o que pode, além de tudo, causar um distúrbio cognitivo”.

Para ele, a péssima distribuição de renda é fruto de uma grave anomalia: a brutal disparidade nas condições iniciais de vida e nas oportunidades das nossas crianças e jovens de desenvolverem adequadamente suas capacidades e talentos de modo a ampliar o seu leque de escolhas possíveis e eleger seus projetos, apostas e sonhos de vida. “A nova classe média ascendeu ao consumo, mas não ascendeu à cidadania. Essa parcela da população quer essas credenciais, e o poder público tem de atender essa demanda”, frisa.

E esse modelo precisa ser mudado rapidamente, em razão do bônus demográfico. O Brasil vive um momento único que não mais se repetirá. Com a queda da taxa de fecundidade nos últimos anos, a base da pirâmide populacional está se estreitando, o topo ainda está pequeno e a maior parte da população é composta pela População Economicamente Ativa (PEA), o que significa que há poucos idosos e jovens dependentes. “Nós teremos entre 15 anos a 20 anos neste cenário, até que a pirâmide se transforme em um cogumelo, com o aumento do número de idosos dependentes”.
E como tornar essa realidade melhor? Investindo na produtividade. Nos países desenvolvidos, cada cidadão é quatro ou cinco vezes mais produtivo que cada brasileiro, como é o caso da Alemanha e Canadá. A produtividade será melhor se as empresas conseguirem mudar o que o economista chama de “trabalho alienado”.

Se o trabalhador não se sente ele motivado em ser ele mesmo, não vai se engajar em tornar o trabalho mais produtivo e isso é fatal para uma empresa. Em números, eis o que isso significa. Se uma empresa melhorar a sua produtividade em 3,5% ao ano, ao longo de 20 anos ela dobrará o faturamento. Se melhorar 5% ao ano, dobrará em 14 anos. “Ou seja, ganhará seis anos apenas se conseguir aumentar em um ponto percentual e meio o ganho de produtividade se cada membro da organização fizer melhor o que faz diariamente. Se ela estiver alienada, vai repetir e fazer a mesma coisa, sem o ganho. Vendo algum sentido no que faz, o funcionário vai aprimorar a sua capacidade de aperfeiçoamento e esse despertar interno vai gerar riqueza”, explica.

Assim, para ele, o maior desafio dos profissionais de RH é implementar ações que desenvolvam o cérebro de cada trabalhador. “Isso não dá para ser decretado. As pessoas têm de ser “empoderadas” para fazer isso. Eles têm de se sentir participantes do processo e ser reconhecidas por fazer isso. Só que está fazendo a própria atividade sabe o que dá para fazer para melhorar o que vem fazendo”.

Pesquisa – O evento também contou com a participação de Roberto Ciccone, líder da área de Seguros da IBM Global Business Services, que apresentou uma pesquisa global que aponta que entender o negócio ainda é um desafio para o RH. Na parte da tarde, estão sendo realizados debates promovidos pela equipe de advogados do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Morrey Jr. e Quiroga Advogados. As apresentações terão como tema “O futuro nas relações de trabalho”, abordando as questões “A remuneração variável dos executivos”, “O seguro D&O como parte do Pacote de Benefícios” e “Legislação e tendências trabalhistas”. Os aspectos da legislação trabalhista, que muito preocupam a comunidade de Recursos Humanos, também serão debatidos em detalhe durante toda a segunda parte do encontro.

Além de vantagem competitiva, inovação gera bem-estar e realização

Fonte: Portal Cnseg

julio bierrenbachEx-presidente da Real Seguros e da Iochpe Seguradora, tendo também ocupado cargos de vice-presidência na Bradesco Seguros e SulAmérica, Júlio Bierrenbach é bacharel em direito pela UFRJ, estando à frente da Cia das Palestras, com mais de 500 apresentações sobre o mercado segurador e de saúde realizadas nos últimos 15 anos. Além disso, é gerente geral (voluntário) da Associação Palas Athena do Brasil: Sociedade de Estudos Filosóficos, tendo sido eleito em 2002 Personalidade Nacional de Destaque no Setor de Seguros pela Associação Nacional de Previdência e Seguros. Pelo segundo ano consecutivo, Júlio Bierrenbach é também jurado do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, organizado pela CNseg, e entrevistado do Portal CNseg na série de entrevistas com todos os jurados.

Para o senhor, o que é inovação?

Para muita gente inovação é sinônimo de invenção. Embora as invenções sejam uma forma de inovação eu prefiro pensar que inovar é aprimorar um produto ou rotina existente seja no conteúdo ou em sua forma. Fazer o diferente da mesma forma ou fazer de forma diferente o que já tem sido feito.

Quando penso em inovação sempre me lembro do Comandante Rolim da TAM. Servir café quente e coca gelada em avião pode parecer simples mas ele foi o primeiro a inovar nessa prática. E que tal servir um coquetel na sala de embarque?

Vai ver que foi pensando nisso que uma seguradora muito inovadora em nosso país passou a entregar um sanduíche no momento do atendimento de sinistros.

De que forma as práticas inovadoras devem fazer parte da pauta das empresas? Por quê?

A prática inovadora deveria ser o primeiro objetivo de todas as áreas de treinamento e planejamento. Quem não inova se torna obsoleto muito rapidamente. Além da vantagem competitiva que tem aquele que faz primeiro, o ambiente empresarial se torna muito menos árido porque afinal a inovação gera muito bem-estar e realização.

Que setores do mercado de seguros apresentam maior abertura ao investimento e à adoção de práticas inovadoras?

Todos os setores, do mercado de seguros ou de qualquer outro, devem ter enorme abertura para adoção de práticas inovadoras. Pra não falarmos em puro mercantilismo comparemos as diferentes vertentes das religiões cristãs e constatemos que crescem mais aquelas que, não modificando o conteúdo, têm inovado na forma.

Quais são as recentes evoluções percebidas no mercado de seguros no que diz respeito à inovação?

São notáveis as assistências 24 horas, as garantias estendidas. Mas todas as rotinas de aceitação de seguros e de regulação de sinistros foram muito aprimoradas nos últimos anos com a ajuda de novas ferramentas como por exemplo a internet. Haveria muito mais inovação se não houvesse tanta interferência desnecessária do regulador.

XL Group muda-se para escritório mais amplo em São Paulo

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O XL Group anunciou hoje que está mudando suas operações no Brasil para um escritório novo e mais amplo, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A mudança foi motivada pelo crescimento das operações de seguro no País e também pelo desejo de estar mais perto de clientes e corretores.

Renato Rodrigues, gerente geral das operações de seguros do XL Group no Brasil, informou que “nosso plano é elevar nossa presença de mercado no país passo a passo, em linha com as necessidades deste mercado em desenvolvimento. Começamos nossas operações com menos de 15 colegas em julho de 2012 e hoje nossa equipe tem mais de 50 profissionais. O crescimento do nosso portfólio reflete uma execução dedicada e bem sucedida de nossa estratégia.”

Ele acrescentou: “Nosso novo espaço expressa a abordagem moderna, corajosa e flexível que adotamos para desenvolver novas soluções de seguros que permitem a nossos clientes fazerem seus negócios avançarem, seja pela criação de novos produtos, pelo lançamento de novos empreendimentos ou pela expansão para novos mercados.”

O novo endereço do XL Group em São Paulo é:

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 4300 – 4º andar,

CEP 04538-132 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Brasil

Lloyd’s anuncia lucro de £ 1,67 bilhão (US$2,86 bilhões) no primeiro semestre de 2014

lloydsDestaques do balanço do primeiro semestre de 2014 sobre o mesmo período do ano anterior

• Lucro antes dos impostos de £1,67 bilhão frente £1,38 bilhão registrado no 1o semestre de 2013.
• Retorno sobre o capital de 16,5%; no 1o semestre de 2013: 14%.
• Receita de investimentos de £642 milhões (US$1,072 bilhão); no 1o semestre de 2013: £247
milhões.
• Índice combinado de 88,2% é superior aos concorrentes; no 1o semestre de 2013: 86,9%.
• Período benigno em relação a grandes catástrofes.
• Elevação na classificação Fitch em junho, de ‘A+’ para ‘AA-‘.

O Lloyd’s, o mercado especializado em seguros e resseguros do mundo, anunciou hoje um lucro de £1,67 bilhão (US$2,86 bilhões) para os primeiros seis meses de 2014, marcando um aumento de 21% sobre o período correspondente no ano passado. Apesar desses resultados mostrarem uma melhoria em relação ao período equivalente em 2013, as condições de mercado estão cada vez mais desafiadoras.

A elevação na classificação Fitch que o Lloyd’s recebeu em junho deste ano, para AA-, citava uma excelente supervisão de subscrição do Lloyd’s e investimento em práticas de gestão de risco e exposição, como parte dos preparativos para as regras de Solvência II.

A Presidente mundial do Lloyd’s, Inga Beale, disse:
“Este é um excelente conjunto de resultados semestrais para o mercado do Lloyd’s. Isso se deve em grande parte à atividade de subscrição especializada do mercado. Inovação continuada, combinada com supervisão robusta e força financeira, tudo garante a operação exitosa do mercado a despeito das condições desafiadoras.”

O Chairman do Lloyd’s, John Nelson, disse:
“Estou muito satisfeito com esses resultados semestrais, principalmente por ocorrerem diante de um ambiente intensamente competitivo. O mercado do Lloyd’s continua numa posição financeira forte e esse sólido fundamento significa que o Lloyd’s está numa ótima posição para se expandir tanto em economias estabelecidas quanto em economias de alto crescimento em todo o mundo.”

Poupança das famílias no Brasil quase dobrou, contra avanço de menos de 30% em nível global, revela estudo da Allianz

Os efeitos da crise financeira mundial não foram motivos para impedir ganhos. Tanto assim que os ativos financeiros brutos mundiais de particulares tiveram aumento de 9,9% em 2013, a taxa de crescimento mais alta desde 2003, elevando-os para um nível recorde 118 trilhões de euros. Tal crescimento foi impulsionado pelo desempenho excepcional de bolsas de valores, visto no Japão, nos EUA e na Europa, cujos : títulos tiveram valorização de 16,5%, mais até do que nos anos imediatamente anteriores à deflagração da crise financeira.

No Brasil, os ativos financeiros brutos tiveram aumento de 7% no ano passado, com um ritmo ligeiramente maior do que a média latino-americana que foi de 6,4%. Segundo a quinta edição do Relatório de Riqueza Global divulgado pelo Grupo Allianz, que analisa em detalhes a situação de ativos e de dívidas das famílias em mais de 50 países, nem todas as regiões conseguiram se beneficiar na mesma medida deste forte crescimento visto no ano passado.

Nos mercados emergentes, o crescimento dos ativos teve uma desaceleração devido à turbulência nos mercados locais de capital e de moeda. Este desdobramento teve um impacto particularmente grande na América Latina: a taxa de crescimento caiu pela metade no último ano, para 6,4 por cento, colocando também a região bem abaixo da taxa vista na América do Norte (+11,7%).

Em termos de desenvolvimento a longo prazo, contudo, a região permanece no grupo superior, junto com a Europa Oriental e a Ásia (excluindo o Japão), com um crescimento médio da ordem de 12,7% ano desde 2000. Se for olhado para o crescimento de ativos em termos reais, ou seja, menos o índice geral de inflação, o índice da América Latina cai para 5,5% ao ano. Segundo o estudo, isto acompanha basicamente o ritmo real de crescimento na Europa Oriental (+6%), mas é muito menor do que na Ásia (excluindo o Japão), que registrou um crescimento de quase 10% ao ano desde a virada do milênio.

“Apesar do ambiente difícil, os ativos na América Latina mais uma vez mostraram um bom desenvolvimento no ano passado”, disse Michael Heise, economista Chefe na Allianz. “Isto mostra que o processo de recuperação na região continua intacto. Esperamos que o crescimento seja retomado este ano”, acrescentou

No Brasil

Não obstante, o crescimento de 7% do ano passado é o menor aumento anual para o Brasil desde 2008. Os títulos continuaram sendo a classe de ativos mais popular, com mais de 40% do total de ativos, seguidos por seguro de vida e ativos de aposentadoria (cerca de 28%). Ao longo da última década, os ativos financeiros tiveram crescimento de 13,2% ao ano e desde 2007, o último ano antes de crise, a poupança das famílias no Brasil quase dobrou, enquanto a nível global o aumento foi de menos de 30%.

Considerando estes números, segundo o estudo do grupo segurador Allianz, não é exagero dizer que a última década foi uma grande história de sucesso para o Brasil. Com relação aos passivos no balanço financeiro das famílias, no entanto, também foram observadas taxas elevadas de crescimento. No ano passado, as dívidas particulares aumentaram 16,3%, colocando o aumento anual desde 2000 a 18,1%. Consequentemente, a proporção entre dívida externa/PIB de particulares teve um aumento de 47,3%, de longe o mais alto na região.

Dívida

Não foram apenas os ativos que tiveram um forte crescimento no mundo inteiro em 2013; o aumento da dívida (incluindo a dívida hipotecária) também registrou um aumento. Em 3,6%, o aumento da dívida foi mais rápido do que em qualquer outro ano desde o estouro da crise. Não obstante, o índice da dívida global, ou seja, passivos pessoais medidos como uma porcentagem da produção econômica nominal, voltaram a cair ligeiramente no ano passado, registrando uma redução de meio ponto percentual, para 65,1%.

A queda no índice da dívida desde 2009 atinge 6,4 pontos percentuais. Esta desaceleração é, no entanto, unicamente atribuível aos países desenvolvidos, e principalmente aos EUA, onde o índice teve uma queda de 15,5 pontos percentuais nos últimos quatro anos. Nos mercados emergentes, por outro lado, o peso da dívida está aumentando de forma mais ou menos contínua, também em relação à produção econômica.

Na América Latina, a dívida pessoal aumentou 14,3% em 2013, excedendo a marca de 1 trilhão de euros pela primeira vez. No Brasil, o passivo totalizou mais de 700 bilhões de euros e a dívida per capita ficou em 3.520 euros, mais de 50% acima da média regional. Apesar do aumento galopante do crédito visto no passado, a proporção da dívida com relação à atividade econômica geral na América Latina como um todo ainda é relativamente baixa: a dívida regional ficou em 31% no final de 2013 e não excedeu a marca de 50 por cento em nenhum país da região – apesar de o Brasil estar chegando bem perto desta marca.

Matriz de riqueza

Este ano, também pela primeira vez, a Allianz analisou minuciosamente o desenvolvimento da distribuição de riqueza em cada país individualmente, usando uma “matriz de riqueza”. Os resultados não são necessariamente consistentes com a teoria do aumento cada vez maior da desigualdade.

Segundo o estuado a seguradora, na verdade, há mais países, entre aqueles incluídos na análise, em que a distribuição da riqueza, de forma geral, não mudou muito ou até mesmo melhorou ao longo da última década, a maioria sendo economias em ascensão e particularmente na América Latina. Em geral, no entanto, a distribuição da riqueza nos países da América Latina é menos igualitária do que na Ásia, por exemplo, que é mais igualitária.

Distribuição

A população no decil superior geralmente detém mais de 60% do total de ativos. Uma olhada nas economias desenvolvidas revela uma história diferente como um todo. Aqui, a distribuição da riqueza se deteriorou na maioria dos países incluídos em nossa análise, ou seja, a proporção de riqueza nas mãos dos dez por cento mais ricos voltou a crescer. Em nenhum lugar este desenvolvimento foi mais marcado do que nos EUA.

O estudo mostra que a desigualdade também aumentou consideravelmente em diversos países da Europa (França, Suíça, Irlanda e Itália) e no Japão. Em 2013, um total de cerca de 912 milhões de pessoas com ativos financeiros líquidos médios vivia nos países incluídos na análise da Allianz.

O número de membros da classe de baixa riqueza (média de ativos financeiros líquidos per capita de menos de EUR 5.300) permaneceu relativamente constante nos últimos anos, em aproximadamente 3,5 bilhões. No entanto, isto é principalmente subproduto de um forte crescimento populacional.

Se a tendência for ajustada para refletir este aumento natural, uma verdadeira história de avanço pode ser encontrada por trás destes números: quase meio bilhão de pessoas no mundo – e mais de 33 milhões de latino-americanos – conseguiu ser promovida desta classe para a classe média de riqueza global nos últimos 13 anos. “Este número, mais do que qualquer outro indicador, ressalta o fato de que, em uma comparação global, cada vez mais pessoas estão conseguindo participar da prosperidade global. Portanto, a partir deste ângulo mundial, certamente não se pode dizer que a desigualdade está aumentando”, disse Heise.

Seguro viagem passa a ter mais coberturas

seguro viagemFonte: Susep

As despesas médicas, hospitalares e odontológicas passam a fazer parte das coberturas obrigatórias que deverão ser oferecidas aos consumidores na contratação do Seguro Viagem para o exterior. Nas viagens nacionais, essa cobertura será opcional. A mudança, aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) a partir de proposta de resolução feita pela Susep , deverá ser publicada no Diário Oficial na próxima semana. A decisão vai beneficiar milhares de pessoas em viagens nacionais e internacionais que passam a ter mais garantia de indenização na ocorrência de sinistro, principalmente envolvendo acidentes pessoais.

Anteriormente, o Seguro Viagem tinha apenas duas coberturas obrigatórias, nos casos de morte e invalidez permanente, que não atendiam plenamente as necessidades dos consumidores. Além das despesas médicas e hospitalares, que agora passam a ser oferecidas, a resolução determina ainda que, nos casos de viagem ao exterior, o seguro deverá cobrir também a volta do consumidor em caso de impedimento de retorno como passageiro regular; traslado médico e traslado de corpo.

“As novas regras do Seguro Viagem vêm preencher uma lacuna do mercado e trazer mais segurança aos que pretendem contratar esse tipo de seguro”, afirma o superintendente da Susep, Roberto Westenberger. Segundo ele, o normativo foi discutido exaustivamente com todos os interessados e uma das maiores preocupações era melhorar as regras do produto ampliando as coberturas. As despesas médicas e hospitalares, afirma Roberto, não eram oferecidas como seguro, mas como serviço de assistência, ficando fora da competência de supervisão da Susep, o que causou vários problemas aos consumidores.

Sem a garantia das coberturas necessárias, vários consumidores descobriram em plena viagem que não tinham direito ao ressarcimento de despesas médicas, justamente quando mais necessitaram desses serviços. Outro problema que acaba com a nova regulamentação é que ao contratar um Seguro Viagem, o consumidor passa a ter todas as informações necessárias sobre o produto ideal para o seu roteiro. Westenberger ressalta que vários países exigem esse tipo de seguro com valores pré-determinados, como no caso da Europa, cujo limite mínimo é de trinta mil euros, e as seguradoras devem obrigatoriamente informar aos passageiros sobre essas condições.

Atualmente, as despesas médicas e hospitalares são ressarcidas através de um contrato de prestação de serviço assistencial que não é regulado e nem fiscalizado pela Susep. Dentro de um ano, no entanto, a partir da data de publicação da resolução, esses serviços passam a ser considerados seguros e só poderão ser comercializados por empresas do setor ou por seus representantes.

Sincor-SP lança hotsite para cobertura especial do XVI Conec

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Com o objetivo de divulgar todas as atividades do XVI Conec, o Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), organizador do evento, acaba de criar um hotsite especial com toda a cobertura do Congresso. O hotsite traz a programação completa das palestras, debates, sorteios e shows, além dos demais conteúdos relacionados ao evento. O endereço é www.xviconec.com.br.

O design leve e a interface amigável contribuem para facilitar a navegação, contemplando ferramentas de interatividade, como botões de compartilhamento em redes sociais, bem como campos específicos para programação, notícias e vídeos.

Ao acessar a programação, por exemplo, é possível visualizar a grade completa de palestras, que serão apresentadas ao mesmo tempo em três auditórios. A abertura contará com o projeto “Universo Casuo”, idealizado por Marcos Casuo, protagonista da performance “Alegria”, do Cirque du Soleil. Nos dias 10 e 11 de outubro, respectivamente, haverá shows da banda “Demônios da Garoa” e do grupo “Só Para Contrariar”. A coordenação geral da cobertura é do 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

Icatu Seguros lucra R$ 137 milhões no primeiro semestre

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O grupo Icatu Seguros alcançou lucro líquido de R$ 137,4 milhões no primeiro semestre de 2014. O patrimônio líquido da companhia atingiu R$ 752,8 milhões no final do semestre, após distribuição de R$ 50 milhões em dividendos. Já o faturamento da empresa atingiu R$ 1,3 bilhão no semestre e a soma dos ativos sob administração chegou ao patamar de R$ 13,8 bilhões.

Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, destaca que a soma dos resultados das operações de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar alcançou R$ 187,8 milhões, crescimento de 18% em relação ao semestre do ano anterior.

“Os resultados do primeiro semestre são fruto de aumento de produtividade e de novos negócios. Temos investido em inovação de produtos e de ferramentas de venda e ampliado cada vez mais nossa presença regionalmente” – afirma Snel.

O segmento de seguros de pessoas apresentou faturamento de R$ 590,2 milhões no semestre, aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2013. Em previdência aberta, a Icatu Seguros alcançou captação líquida (entradas – saídas) de R$ 420,1 milhões, em linha com a meta de crescimento de 20% até o final do ano. Já o segmento de capitalização alcançou R$ 1,5 bilhão em provisões técnicas e distribuiu aos clientes na forma de sorteios o montante de R$ 21,9 milhões.

Na Icatu Fundos de Pensão, o patrimônio administrado chegou a R$ 1,7 bilhão ao final do semestre, distribuídos entre os 38 planos do fundo Icatu Multipatrocinado e dos seis planos Instituídos. A Icatu Vanguarda, gestora de recursos do grupo, fechou o semestre com R$ 9,4 bilhões em ativos sob gestão. A empresa figura no topo dos principais rankings de investimento, se destacando na gestão de fundos de inflação, crédito e dividendos.

Chubb apoia a 3ª feijoada da Corrente do Bem

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A Chubb Seguros foi uma das empresas participantes da 3º feijoada anual da Corrente do Bem, evento beneficente ocorrido no dia 20 de setembro no restaurante Pereira, em Salvador. O evento contou com a presença de aproximadamente 500 pessoas e o valor arrecadado com a venda dos ingressos será revertido em alimentos e materiais de limpeza que serão doados às instituições associadas.

“A Chubb busca investir em iniciativas que colaborem para melhorar as condições das comunidades onde atua. Com esta postura, a companhia assume um papel consciente e proativo na construção de uma sociedade mais humana e mais justa”, afirma Maria Celeste, superintendente de marketing da Chubb.

Com os olhos voltados para o futuro, a seguradora vem ampliando seus programas de responsabilidade social, que envolvem seus profissionais e parceiros e beneficiam diversas entidades, principalmente aquelas voltadas ao atendimento da população de baixa renda. Entre elas está o apoio a entidades educacionais e sociais como, por exemplo, o FUMCAD – Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Lar Vinicius, Projeto Novo Ser, Lar Sonho de Criança, entre outras instituições.

Capitalização distribui mais de R$ 700 milhões em prêmios

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Entre janeiro e julho, o mercado de Capitalização distribuiu, por meio de sorteios, um total R$ 701 milhões, o equivalente a R$ 4,7 milhões em premiações por dia útil. Isso representa um crescimento de 26,15% em relação a igual período do ano passado, informa a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), que reúne as 17 empresas que atuam no setor.

As provisões técnicas – valores acumulados pelos clientes que serão devolvidos sob a forma de resgates – ultrapassaram os R$ 28 bilhões, um avanço de 15,2%. Até julho, o setor injetou na economia mais de R$ 8,6 bilhões em resgates finais e antecipados, o que representa 15,51% a mais do que foi devolvido aos clientes em 2013. O faturamento global avançou 5,21%, ultrapassando o montante de R$ 12 bilhões.

Diversos fatores tornam os títulos de capitalização uma opção atraente, especialmente para quem não tem disciplina para guardar dinheiro ou dispõe de poucos recursos para isso. As facilidades de contratação – preço médio de R$ 28 -, a ausência de burocracia na aquisição e o sorteio de prêmios em dinheiro são algumas das motivações dos compradores. “A diversificação dos canais de vendas, por meio de call center, internet e autoatendimento têm sido fundamentais para o crescimento do setor”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.