Dos R$ 23,65 bilhões pagos em indenizações aos segurados em 2013 (excluindo Saúde Suplementar e Previdência Complementar Aberta), R$ 2,13 bilhões foram relativos a sinistros com suspeita de fraudes, o equivalente a 9% do total. Esses números fazem parte do relatório do 11º Ciclo do Sistema de Quantificação de Fraudes no Mercado de Seguros Brasileiros (SQF), produzido em versão bilíngue pela CNseg, contando com a participação das seguradoras que operam nas carteiras pesquisadas.
Ainda em relação aos sinistros, os valores referentes a fraudes detectadas foram de R$ 41 milhões, o que corresponde a 1,8% do total pago, enquanto as fraudes comprovadas totalizaram R$ 35 milhões, ou 1,5% do total. O relatório também apresenta uma série histórica, considerando os anos de 2013, 2012 e 2011. Ainda em relação a valores, os 9% referentes a suspeitas de fraude em 2013 foram 1,2 pontos percentuais mais altos que os 7,8% registrados em 2012, sendo que, em 2011, o valor foi de 7,2%, apontando para um aperfeiçoamento da fiscalização. Considerando, não os valores, mas a quantidade de sinistros, as suspeitas de fraudes em 2013 chegaram a 4,3% do total, enquanto que, em 2012, foram de 3,4% e, em 2011, 2,6%.
O relatório também apresenta os números separados por segmento, abrangendo os seguros de automóveis, DPVAT, patrimonial, pessoas, transportes, cascos, habitacional, responsabilidades, rural e demais ramos. Como grande novidade, concomitantemente ao lançamento dessa nova versão do SQF, a Central de Serviços da CNseg também lançou um aplicativo para smartphones, nas versões Android, Windows Mobile e IOS, onde os usuários podem visualizar as edições atual e anteriores, nas versões do relatório completo e do guia rápido.
Ações da AIG subiram 1,4% na bolsa americana ontem após o fechamento do pregão regular. A empresa divulgou resultado melhor que o esperado no terceiro trimestre. O lucro líquido ficou em US$ 2,19 bilhões no terceiro trimestre, pouco acima dos US$ 2,17 bilhões do mesmo period anterior. Em seguros gerais, o grupo divulgou faturamento de US$ 8,63 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2%, e índice combinado de 102%.
O XL Group anunciou hoje a nomeação de Marcelo Zampronha como líder da área de Distribuição e Relacionamento com o Mercado, com a missão de levar adiante o crescimento da operação de seguros do grupo no Brasil.
Ao comentar sobre a nomeação de Zampronha e sobre as oportundiades para o Grupo, Renato Rodrigues, gerente geral da operação de seguros do XL Group no Brasil, disse: “As médias e grandes empresas brasileiras, bem como as corporações nacionais e multinacionais, ganharam força e se tornaram mais diversificadas em um amplo leque de indústrias. Mas à medida em que essas companhias crescem e se diversificam, o mesmo ocorre com os riscos que elas enfrentam, tornando a gestão de riscos complexos um desafio crescente para as empresas”.
“Em seu novo cargo, Marcelo deverá levar a clientes e corretores o valioso conhecimento que adquirimos com nossa rede global e nossa experiência em subscrição. Isso assegurará que eles terão a cobertura adequada para continuar a operar e crescer no complexo mundo de hoje”. “O Brasil é um mercado em expansão para nós e estou confiante que Marcelo tem a experiência e a energia para levar o negócio de seguros do XL Group adiante”.
Zampronha se une ao XL Group depois de passar pela AIG Seguros em São Paulo, onde ocupava o cargo de líder de Canais de Distribuição para Seguros Corporativos. Ao longo de seus 20 anos de carreira no mercado de seguros, Zampronha ocupou várias posições executivas em corporações como Aon e Unibanco AIG Seguros no Brasil, e também na AIG em Nova York. Possui o título de Mestre em Administração de Empresas pela EAESP/FGV em São Paulo com intercâmbio na NYU Stern School of Business em Nova York, com dissertação elaborada no campo de Estudos Organizacionais. Como professor, leciona os temas de Gestão de Riscos Organizacionais e Geração de Modelos de Negócios no MBA Executivo da FAAP e também no MBA Executivo em Seguros e Resseguros da Funenseg, ambos em São Paulo.
O Mercado Interno de Resseguros encerrou o período em foco apresentando um Lucro Líquido de R$ 360,4 milhões, resultado que reverte o prejuízo líquido de R$ 23,9 milhões do ano passado, uma recuperação importante. Esse desempenho está associado às reduções da sinistralidade retida e das despesas com comercialização, além da recuperação do Resultado Financeiro que somou R$ 536,8 milhões em 2014 contra R$ 328,3 milhões de 2013, um crescimento de 63,5%. A Taxa Média de Retorno do Patrimônio Líquido anualizada foi de 10,44% contra (-) 0,72% de 2013.
A operação teve alteração importante (quedas da sinistralidade retida e das despesas com comercialização) , uma vez que a Combined Ratio passou de 114,69% em 2013 para 100,08% em 2014.
É importante destacar que o nível de retenção de prêmios de resseguro gerados no mercado de seguros se manteve em 53,00% para ambos os períodos.
O IRB Brasil – RE manteve a liderança com 47,8% dos prêmios totais (em 2013 detinha 56,9% – uma queda de 4,8%) seguido pela ZURICH RE, MUNICH RE, ALLIANZ RE, MAPFRE RE e AUSTRAL RE.
No que se refere aos segmentos o Patrimonial mantém a liderança com 37,2% dos prêmios totais (em 2013 era de 40,7%) seguido dos Riscos Financeiros, Transportes, Riscos Rurais, Pessoal – Coletivo e Riscos Especiais.
A quinta edição do Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro (Enconseg) apresentou aos 1.500 participantes do evento os desafios e as oportunidades do mercado segurador para os próximos anos.
O encontro, organizado pelo Sincor-RJ, ocorreu no Centro de Convenções SulAmérica na última sexta-feira (31). “Este é um encontro de discussões para o futuro, visando ao crescimento do mercado”, afirmou o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella.
Com o tema “A atuação de corretores de seguros e seguradoras em um mercado orientado para os clientes”, o evento discutiu o novo cenário marcado pela tecnologia e por novos perfis e comportamentos do consumidor.
Para Portella, a evolução do setor requer trabalho em sinergia entre seguradoras, corretores e reguladores. “O mundo tem se transformado rapidamente. O cliente de ontem não é o de hoje. Temos de nos perguntar se estamos fazendo juntos tudo o que precisamos para que o cliente final tenha todas as suas demandas atendidas”, destacou o presidente da companhia. “Digo aos nossos parceiros corretores que sejam corretores de todos os seguros para o cliente.”
Na visão do vice-presidente Comercial da SulAmérica, Matias Ávila, o encontro foi uma oportunidade para aprender com os parceiros. “Entendemos que o corretor não é um canal de distribuição, e sim está em todos os canais. Ele é o representante do cliente, e este evento é uma grande oportunidade de conhecer melhor este cliente.”
Conhecer a fundo o consumidor para o aprimoramento e a expansão do mercado é uma tarefa que está na ordem do dia, lembra o vice-presidente de Planejamento e Marketing, Renato Terzi. “É importante trazermos esta discussão, falarmos abertamente com todos – regulador, corretor e seguradoras – para que vejamos uma evolução em nosso mercado”, ressaltou o executivo. “A própria existência deste evento reflete a relevância deste tema para o mercado segurador.”
Terzi lembrou que o corretor está no centro da estratégia de excelência em atendimento. “Para que o cliente seja bem atendido, o corretor precisa ser bem atendido”, afirmou o executivo da SulAmérica. A companhia possui 30 mil corretores parceiros em todo o Brasil.
Para o diretor regional do Rio de Janeiro, Carlos Alexandre Guimarães, o balanço do evento foi positivo. “Enxergamos o mercado de uma outra dimensão, abrindo oportunidades de negócio para todo o mercado segurador”, avaliou.
O Mercado Brasileiro de Capitalização registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão de janeiro a setembro de 2014, acima dos R$ 979,7 milhões do mesmo período do ano passado, um crescimento de 49,9%. Excluindo o Resultado de Coligadas e Controladas esse resultado passa para R$ 1,4 bilhão contra R$ 884,1 milhões de 2013, um crescimento de 61,2%.
A Taxa Média de Retorno do Patrimônio Líquido anualizada é de 50,40% contra 26,99% do ano anterior. A Rentabilidade sobre as Provisões Técnicas passou de 9,09% ao ano em 2013 para 11,50% em 2014. Dois pontos contribuíram para esse desempenho. O primeiro se refere à melhoria do Resultado Financeiro e a redução dos Custos de Aquisição.
O Resultado Industrial representou 11,84% dos prêmios de capitalização contra 8,62% do ano passado. Já a Rentabilidade Operacional passou de 9,32% dos prêmios de capitalização para 13,07% no período em foco.
A Brasilcap mantém a liderança no segmento com 28,98% do volume total (em 2013 era de 28,97%) seguida pela Bradesco Capitalização, Cia Itáu de Capitalização, SULACAP e Caixa Capitalização. A unidade da federação que mais consome esse segmento é São Paulo com 35,40% das vendas totais (em 2013 era de 34,67%) seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.
Em mais uma ação de engajamento com causas sociais, a Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos securitários do mundo, apoia o Teleton pelo terceiro ano consecutivo. A iniciativa é realizada anualmente e tem como objetivo arrecadar fundos para as crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Para mudar a realidade e as perspectivas de quem necessita de ajuda, a Companhia, junto com seus Colaboradores e Corretores, vai doar um cheque de R$ 200 mil à instituição durante o programa que será transmitido pelo SBT nos dias 7 e 8 de novembro.
O Diretor Executivo Comercial, Valmir Rodrigues, e o Diretor Comercial Nacional Varejo da Tokio Marine, João Melo, farão a entrega simbólica do cheque na transmissão do dia 8, entre 18h e 19h. A novidade nesta edição é que Colaboradores da empresa vão atuar como voluntários atendendo as ligações de doadores, no próprio Contact Center da Seguradora, durante o programa, no sábado.
“Estamos muito felizes por apoiar, mais uma vez, a causa da AACD, instituição que realiza um trabalho de extrema importância para as crianças deficientes. Também reconhecemos e agradecemos o engajamento dos nossos Colaboradores e Corretores, que abraçaram a causa da entidade”, afirma Valmir Rodrigues. Os Parceiros de Negócios atenderam a um convite feito na edição 2013 do Teleton, quando o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, conclamou-os a participar da ação.
De acordo com Valmir Rodrigues, promover e/ou apoiar ações que contribuam para a evolução da sociedade são iniciativas que fazem parte da missão e da filosofia da Companhia desde a sua fundação. “A Tokio Marine está sempre atenta às causas sociais e participa de outras iniciativas, colocando em prática os valores nos quais acredita”, acrescenta o executivo.
Este ano, a Companhia promoveu mais duas ações em prol da AACD: a doação de livros de estórias infantis e um dia de voluntariado na sede da instituição, em São Paulo, em comemoração ao Dia da Criança. Na ocasião, Colaboradores da Tokio Marine distribuíram brinquedos para 680 crianças e participaram de atividades com música, teatro, aulas de artesanato e culinária.
Sobre o Teleton
O Teleton surgiu em 1954 nos Estados Unidos e, inicialmente, foi intitulado WHAS Crusade for Children. Porém, o termo Teleton e sua finalidade ficaram conhecidos mundialmente a partir de 1966 com o Teleton Jerry Lewis MDA Telethon.
Na América do Sul, a maratona foi realizada pela primeira vez em 1978, no Chile. Já no Brasil, o Teleton foi criado em 1998 e, desde então, é transmitido anualmente pelo SBT. O programa, que arrecada verbas para a construção de novos hospitais da AACD, é um sucesso e tem a colaboração de diversas emissoras de TV, com artistas que se revezam no palco para incentivar os telespectadores a fazerem doações.
Na 16° edição do programa, em 2013, o Teleton também foi transmitido ao vivo para todo o Brasil por várias emissoras, em parceria com o SBT, como Sony Spin e Fox Life e também pela internet nos sites do SBT, Portal Jovem Pan, portal UOL, Youtube (que disponibilizou o sinal aberto e ao vivo da maratona para vários sites que o retransmitiram), além da cobertura pela Rede Transamérica. A arrecadação atingiu a meta totalizando R$26 milhões. Mesmo após o encerramento ao vivo da transmissão, ainda é possível participar, por meio do Leilão Teleton. Todos os créditos são doados para a AACD.
Com a fiscalização cada vez mais rigorosa desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrou em vigor em 2010, a contratação do seguro ambiental no Brasil, principalmente por indústrias ou empresas que realizam obras com potencial poluidor, poderá crescer 50% em 2015, estima a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
Segundo a entidade, esse seguro movimenta anualmente cerca de R$ 28,5 milhões e para o próximo ano a expectativa é que o número chegue a R$ 50 milhões em volume de prêmios. Para o presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da FenSeg, Marcio Guerrero, “grande parte das licitações, principalmente em relação às concessões de rodovias, já exige a contratação do seguro ambiental, um dos motivos que pode impulsionar esse seguro no próximo ano”.
Um dos principais objetivos do seguro ambiental é garantir que, se houver danos causados pela poluição, o segurado poderá arcar com os custos da despoluição do local ou com o pagamento de indenizações aos terceiros. Por conta disso, Guerrero ressalta a importância do seguro para gestão de riscos em uma comunidade. “Mais do que uma proteção financeira, esse seguro é uma prestação de contas com a sociedade, o meio-ambiente e o Governo”, afirma.
Apesar da expectativa de crescimento do seguro, ainda há muito espaço a ser ocupado. Segundo o executivo da FenSeg, uma das barreiras é conscientizar as empresas de que esse investimento faz a diferença no equilíbrio financeiro das empresas. “A legislação tem motivado o cliente a buscar uma proteção e muitas acionistas e investidores já solicitam a contratação do seguro ambiental, mas essa consciência ainda é nova no mercado de seguros brasileiro”, explica.
Entre os acidentes ambientais mais comuns, o executivo ressalta o “bota-fora”, a limpeza do terreno após a finalização de uma obra, e o combate à contaminação de um pequeno lote de um terreno. “Nos dois casos, se as medidas não forem tomadas de forma adequada podem ocasionar novas contaminações, elevando o custo para as empresas e ampliando a poluição do solo”, lembra.
Palestra de Walter Polido em evento da APTS discutirá as tendências no seguro de Responsabilidade Civil, analisando as novas coberturas para os novos direitos da sociedade.
A evolução da sociedade brasileira ampliou as conquistas dos cidadãos e a consciência sobre seus novos direitos. Por outro lado, também aumentou a exposição a novos riscos. Nesse contexto inédito, o seguro de Responsabilidade Civil é desafiado a responder às necessidades da sociedade com novas coberturas para direitos e riscos até então inexistentes ou, simplesmente, não contemplados nos textos de coberturas tradicionais do mercado segurador.
Entre os principais, destacam-se: dano moral individual e também coletivo; dano existencial; a perda de uma chance ou de oportunidade; direito da informática e internet; biotecnologia e o biodireito; nanotecnologia; a exacerbação do direito ambiental; a responsabilidade compartilhada e a logística reversa em relação aos resíduos sólidos; além de tantos outros.
Estes são alguns dos assuntos pautados para o Debate do Meio-Dia “Tendências no seguro de Responsabilidade Civil: novos direitos, novas coberturas”, que será realizado pela APTS, no dia 10 de dezembro, das 12h às 14h. A palestra principal será apresentada pelo consultor e especialista em seguro de RC, Walter Polido. O evento contará com a participação de dois debatedores: Gutemberg Viana, da Chubb Seguros, e Bruno Amorim, da Aon, com a mediação do diretor de RC da APTS, Felippe Moreira Paes Barretto.
De acordo com Walter Polido, o evento apresentará informações técnicas relevantes sobre cada um desses temas para que os profissionais do setor possam encontrar e desenvolver as melhores soluções. “Os temas escolhidos para o debate também compõe um cenário de oportunidades para novos negócios de seguros”, destaca.
Programação
Debate do Meio-Dia: “Tendências no seguro de Responsabilidade Civil: novos direitos, novas coberturas”
Data e horário: 10/12 – das 12h às 14h
Local: sede da APTS, no Largo do Paissandú, nº 72, 17º andar, conj. 1704, S. Paulo (SP)
Apresentação: Walter Polido – especialista e consultor em seguros de Responsabilidade Civil
Debatedores:
• Gutemberg Viana – gerente de Responsabilidade Civil da Chubb
• Bruno Amorim – diretor da Aon
Mediação: Felippe Moreira Paes Barretto – diretor técnico da APTS na área de Responsabilidade Civil Profissional
Informações e inscrições pelo e-mail: apts@apts.org.br ou telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503
Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018
Release
A Mapfre obteve no Brasil um volume de prêmios de R$12,26 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, 15,5% a mais que no mesmo período do ano anterior, e aumentou seu lucro em 61%, chegando a R$330 milhões. O Brasil aporta 22,5% dos prêmios e 13,7% dos resultados da MAPFRE no mundo.
Segundo o presidente do grupo Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “o desempenho positivo das operações no Brasil reforçam a estratégia que combina a solidez financeira, atuação multicanal, a presença em todo o território brasileiro e uma equipe altamente profissional e dedicada. Crescemos mais que o mercado em praticamente todas as linhas de negócio de seguros e produtos financeiros, principalmente nos seguros de Vida, Agropecuário e Riscos Industriais.” O forte aumento das receitas financeiras, em relação ao ano anterior também foi destacado pelo executivo, e é explicado pelos ajustes negativos no valor de mercado de investimentos no ano anterior e pelo aumento das taxas de juros, nos últimos 12 meses.
Na América Latina, a Mapfre obteve um volume de prêmios de 7,085 bilhões de euros nos nove primeiros meses deste ano, 2,1% a mais que no mesmo período do ano anterior, e aumentou seu lucro atribuível na região em 28%, chegando a 721 milhões de euros. A América Latina já aporta quase 40% de prêmios e 30% dos lucros da MAPFRE no mundo.
A Regional Latam Sul (Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) aporta 11,6% dos prêmios e 10,8% do lucro. Seus prêmios chegaram a 2,095 bilhões de euros (-3,4%). Os prêmios da Regional Latam Norte (Costa Rica, El Salvador, Guatemala Honduras, México, Nicarágua, Panamá e República Dominicana), que representam 5,1% do total, chegaram a 914 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,6%.
Os crescimentos na América somente não foram maiores em razão da forte depreciação da maior parte das moedas no período, quando comparadas ao euro. Em termos globais, a Mapfre obteve nos nove primeiros meses deste ano receitas de 19,793 bilhões de euros, 1,6% a mais que o ano anterior, o crescimento de prêmios de seguros por sua vez cresceu 1,8%, chegando a 16,857 bilhões de euros. Estes crescimentos foram em grande parte, decorrentes do negócio procedente do Brasil, da recuperação progressiva das vendas na Espanha e da evolução positiva da atividade de Resseguro e Assistência. O índice combinado foi mantido no excelente nível de 95,8%. Em moeda constante (descontando os efeitos das depreciações das moedas), os prêmios cresceram 8,3%.
O lucro antes de impostos e minoritários chegou a 1,454 bilhão de euros, 13% a mais, enquanto o lucro líquido atribuível (líquido de impostos e sócios minoritários) situou-se em 673 milhões de euros, queda de 1,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A redução se explica parte pelo maior peso dos impostos e parte pela maior divisão de lucros com sócios externos. Em moeda constante, o lucro líquido atribuível cresce 3,7%.
Os prêmios do negócio “Não-Vida” chegaram a 12,553 bilhões de euros, no final de setembro (crescimento de 1%), enquanto no negócio “Vida” cresceram 4,4%, chegando a 4,304 bilhões de euros. A poupança gerida cresceu 13,6%, chegando a 37,734 bilhões de Euros.
“Estes resultados confirmam a evolução positiva do negócio global da MAPFRE, especialmente nos mercados estratégicos. Na Espanha, onde também se percebem sinais cada vez mais claros de reativação da economia, se constata o sucesso da nossa estratégia”, afirmou Antonio Huertas, Presidente da Mapfre.
O Conselho de Administração do Grupo aprovou o pagamento de dividendos vinculados aos resultados de 2014, de 0,06 euros por ação, o que significa aumento de 20% em comparação ao ano anterior. Deste modo, os dividendos totais que serão pagos no ano, aumentarão para 0,14 Euros por ação o que indica que a companhia destinará um total de 431,2 milhões de euros para a retribuição aos seus acionistas.
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