Novo site de Sustentabilidade da CNseg

Fonte: CNseg

Já está no ar o novo site de Sustentabilidade da CNseg. Mais moderno, bonito, colaborativo e informativo, ele foi desenvolvido para as mais novas tecnologias de internet, adaptando-se aos dispositivos móveis e proporcionando uma boa leitura em todas os tamanhos de tela. Além disso, o novo hotsite de Sustentabilidade da CNseg também traz novas áreas e um avançado sistema de busca de conteúdo.

Reforçando seu compromisso com a sustentabilidade – de vital importância para a atividade seguradora – a CNseg oferece mais essa contribuição para o tema. Para conhecê-lo, acesso o link: sustentabilidade.cnseg.org.br

Serasa Experian vê avanço nas tentativas de fraudes

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Levantamento da consultoria Serasa Experian indica a retomada das tentativas de fraudes contra o consumidor brasileiro em outubro, quando houve alta de 7,1% em relação a setembro, com 188.626 casos. Em contrapartida, na comparação com outubro de 2013, houve queda de 15,8%. No acumulado do ano, a queda foi de 6,5%, em relação ao mesmo período em 2013.

Segundo o trabalho, as tentativas de fraudes são roubos de identidade, em que os dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou a obtenção de crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. A telefonia foi o setor que respondeu pela maior parcela de tentativas de fraudes, com 68.584 ocorrências, o equivalente a 36,4% do total.

O setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, teve 59.976 registros, ou 31,8% do total. O setor bancário foi o terceiro do ranking com 42.997 tentativas, 22,8% do total. O segmento varejo teve 13.725 tentativas, ou seja, 7,3% das investidas contra o consumidor.

A fome do oriente

revista istoéFonte: Revista Isto É Dinheiro

Na tarde do dia 29 de outubro, um grupo de executivos japoneses do Grupo Sompo Japan Nippon Koa se reuniu na sede da Yasuda Marítima, sua subsidiária no Brasil, localizada em um prédio discreto no Paraíso, bairro da zona sul de São Paulo. Após horas de discussão sobre os rumos da seguradora no próximo ano, os diretores foram surpreendidos com a notícia de que o Banco Central acabara de aumentar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 11,25%. Tudo o que foi discutido na reunião não valia mais, diz o paulista Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Yasuda Marítima.

Vidigal, porém, manteve a fleugma. Foi bom isso ter acontecido, pois é um enorme desafio explicar as particularidades do mercado brasileiro aos japoneses, diz. Esse desafio tem tomado muitas horas do executivo que conduz, desde 2013, a integração das empresas Yasuda e Marítima, controladas desde 2009 pelo Sompo, segundo maior grupo segurador do Japão. Naquele ano, os japoneses, que já eram donos da Yasuda, pagaram à família Vidigal R$ 310 milhões por 50% da Marítima. Em 2013, o Sompo comprou os 50% restantes, por R$ 200 milhões.

No fim de outubro, a empresa foi autorizada a unir marcas e atividades. Com isso, nasceu a quinta maior seguradora independente do País, que faturou R$ 2,6 bilhões, no ano passado, e prevê chegar a R$ 3 bilhões este ano. A Marítima, de acordo com Vidigal, vende seguros de vida, de automóveis e planos de saúde no varejo, ao passo que a Yasuda dedica-se mais à área corporativa, atendendo principalmente empresas japonesas no Brasil. Com a integração, os produtos serão oferecidos sob a marca Yasuda Marítima, os serviços serão unificados e a empresa vai atender a um novo segmento, o de energia.

Até o início de 2015 vamos fechar nossa primeira apólice para uma empresa de óleo e gás, diz Vidigal, sem relevar o nome do provável cliente. A Yasuda Marítima só poderá atender a esse nicho em razão da parceria com a resseguradora britânica Canopius, que foi comprada pelo Sompo do grupo inglês Lloyds, em dezembro de 2013, por US$ 963 milhões. A perspectiva de apagão dos investimentos do setor não preocupa Vidigal por causa dos vínculos do Sompo com as corporações japonesas que já atuam no Brasil.

O mercado é amplo e crescente. Em 2013, as empresas de óleo e gás contrataram R$ 852,9 milhões em seguros, um crescimento de 67% ante 2012, segundo um levantamento da resseguradora nacional Terra Brasis, realizado especialmente para a DINHEIRO. Neste ano, o setor faturou R$ 647,3 milhões até setembro, e a projeção até dezembro é de R$ 865,6 milhões, diz Luiz Alberto Pestana, sócio da Terra Brasis. Só o pré-sal vai demandar a construção de aproximadamente 25 plataformas, que operarão cerca de 60 poços, diz Pestana.

GRANDES RISCOS Cobiçado pela Yasuda, o mercado de energia integra a carteira de grandes riscos das seguradoras. Esse segmento vem passando por mudanças significativas, nos últimos meses, com as grandes obras de infraestrutura realizadas no Brasil. Algumas empresas brasileiras têm colocado suas carteiras à venda. A Itaú passou adiante essa área à americana ACE em julho, por R$ 1,52 bilhão. Em outubro, a SulAmérica contratou uma consultoria para avaliar a venda dessa atividade, que rendeu R$ 88 milhões no primeiro semestre, ou 1,4% de suas receitas.

Já a britânica RSA decidiu sair do segmento de forma mais suave, deixando de renovar as apólices. Chegamos a cogitar a venda. No entanto, vimos que queríamos fazer uma transição tranquila para os clientes, afirma Thomas Batt, presidente da companhia. A justificativa é a redução das margens do segmento. É uma carteira que exige muito capital, diz. O retorno tem ficado mais difícil e, ao analisarmos a tendência, concluímos que a perda de rentabilidade não compensava. O nome mais recente a integrar essa lista é o da paulista Nobre Seguradora, que atua desde 1992 nos ramos de vida, planos de previdência privada e aberta, além de ramos elementares.

Os prêmios totais em 2013 somaram R$ 428,9 milhões. Há quem acredite, porém, que as margens compensam e muito. É o caso da Tokio Marine, que participou da disputa pela carteira do Itaú até a última rodada com a ACE. O apetite, no entanto, continua insaciável. Quando perdemos a concorrência, decidimos crescer de forma orgânica e contratamos mais profissionais, afirma Felipe Smith, diretor-executivo de produtos pessoa jurídica da seguradora. O executivo confirma que as taxas estão menores por causa do aumento da competição. Mas ele diz que tem conseguido compensar esse aperto na rentabilidade com um crescimento do volume de negócios.

O faturamento da área de grandes obras vem registrando, neste ano, uma expansão de 41% em relação a 2013. Outra que está na disputa por bons negócios no setor é a francesa Fairfax. A matriz possui US$ 1,5 bilhão em caixa, e esse montante pode ser usado para crescimento orgânico ou para aquisições. Temos olhado todas as oportunidades que aparecem no Brasil, afirma Bruno Camargo, presidente da Fairfax. Mas, ao contrário dos otimistas, não estamos vendo um ano fácil em 2015, pois a classificação de risco do País está ameaçada e não há perspectivas de grandes projetos no ano que vem, diz ele. Nesse cenário, faz todo o sentido crescer por meio de aquisições.

Seguradora espanhola Mapfre quer ampliar sua presença no Brasil

antonio huertasFonte: Agência EFE

O presidente da seguradora espanhola Mapfre, Antonio Hortas, escolhido o “Empresário do ano” na 11ª edição do prêmio Brasil-Espanha, destacou o compromisso da companhia com o Brasil e sua intenção de seguir consolidando e ampliando sua presença em um país onde está desde 1991.

O presidente de Mapfre salientou a “enorme capacidade técnica e profissional dos mais de sete mil funcionários da seguradora no Brasil”, que “constituem uma linha de frente para a companhia no desenvolvimento de projetos inovadores”.

A Mapfre conta, além disso, com uma rede de quase 20 mil agentes e mediadores. Em 2013, o volume de seguros emitidos pela Mapfre Brasil superou cinco bilhões de euros, um crescimento em moeda local de 20,4%.

“A contribuição do Brasil foi decisiva para que a Mapfre seja hoje o primeiro grupo segurador multinacional na América Latina, já que o país fornece 54% do negócio de seguros na América Latina e um quinto dos lucros globais da seguradora”, afirmou.

Tentativas de fraude no seguro de automóvel somam R$ 162,5 milhões

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Falsa declaração de roubo e furto, inversão de responsabilidade e superfaturamento de orçamentos estão entre os principais tipos de fraudes praticados contra seguros de automóvel. As tentativas de fraude comprovadas nesse ramo somaram R$ 162,5 milhões – o que representou 1,2% do total de avisos de sinistros da carteira. Os dados são do 11º ciclo do Sistema de Quantificação da Fraude (SQF) da Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser) da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), referentes a 2013.

No período, no mercado de seguros, à exceção dos segmentos de saúde suplementar, previdência privada complementar e capitalização foram detectados R$ 413 milhões em fraudes, dos quais R$ 345 milhões foram comprovados. Além dos seguros de automóvel, estão entre os ramos com o maior valor de fraudes comprovadas, o seguro de pessoas (R$ 96,7 milhões / 3,6% do total de sinistros da carteira); o DPVAT (R$ 46,3 milhões / 1,4% do total de sinistros da carteira); o seguro de transportes (R$ 21,4 milhões / 3,7% do total de sinistros da carteira); e o seguro patrimonial (R$ 6,9 milhões / 0,3% do total de sinistros da carteira).

Para o superintendente Geral da Ceser/CNseg, Marco Barros, combater a fraude é uma das principais missões enfrentadas pelo mercado segurador. “A fraude impacta diretamente no consumo e no preço de seguros, prejudicando não só o mercado, mas também todos os consumidores”, sinaliza, ressaltando que a impunidade é um dos principais incentivadores da prática e que todos precisam se conscientizar que trata-se de um crime. “Combater a fraude também é prestar um serviço à sociedade já que, assim, estamos colaborando para a redução da criminalidade”, conclui.

Mais interatividade

Em consonância com os Princípios da Sustentabilidade em Seguros (PSI, em inglês), a CNseg tem implementado ações no sentido de disseminar as melhores práticas em prol do desenvolvimento sustentável do setor. Nessa linha, a mais nova edição do SQF passa a contar com aplicativo para smartphones: mais prático, funcional e sem causar impactos ao meio ambiente. Nele, os usuários também podem acessar as versões anteriores. O SQF está disponível na Apple Store, para os usuários do iPhone, na Play Store, para o sistema Android, e na Windows Phone Store, para aparelhos Windows Mobile.

Sobre o SQF: Para quantificar a repercussão econômica da fraude às seguradoras brasileiras, a Ceser divulga ciclos anuais do SQF desde 2004 com o objetivo de impulsionar ainda mais ações que combatam esses crimes. Os dados são fornecidos pelas empresas do setor e têm abrangência nacional.

Sobre a Ceser: Com a proposta de desenvolver soluções diferenciadas para ampliar a eficácia do mercado de seguros brasileiro e qualificar ainda mais os serviços prestados aos consumidores, a Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser) da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) atua como um braço operacional do setor de seguros. Os projetos institucionais da Ceser contemplam banco de dados, sistemas e serviços, que buscam atender ao próprio mercado, além de bancos e financeiras.

Lei de Execução Fiscal que equipara Seguro Garantia Judicial à caução beneficiará empresas de todos os portes

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A aprovação do projeto de Lei de conversão da MP 651/14, que equipara o Seguro Garantia Judicial à caução em dinheiro nos processos de execução fiscal, traz um fôlego para as empresas. O Seguro Garantia Judicial, agora formalmente incluído na Lei de Execução Fiscal, vai beneficiar empresas de todos os portes, de acordo com Silvia Vergara, Líder da Prática de Seguro Garantia para a Marsh Brasil, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos.

“Além das taxas atrativas, o seguro é mais competitivo ao substituir as cauções ou depósitos pois, do ponto de vista financeiro, não imobiliza o patrimônio porque as empresas não precisam disponibilizar bens ou capital, e também não afeta a sua linha de crédito bancário. Além disso, a penhora em dinheiro que fica depositado em conta vinculada ao juízo é remunerada por índices muito abaixo dos praticados no mercado financeiro”, diz. Segundo Silvia, outra vantagem do Seguro Garantia judicial é liquidez imediata da apólice que pode ser convertida em moeda, o que torna o seguro mais vantajoso do que a carta de fiança bancária utilizadas para garantir processos judiciais.

Com a Lei, a expectativa do mercado segurador é que as empresas contratem mais Garantia Judicial e cresça significativamente a demanda do seguro para fazer frente aos processos judiciais que exigem caução. Para explicar as mudanças na Lei de Execução Fiscal e os benefícios do Seguro Garantia Judicial, a Marsh realizará um road shows com clientes e prospects. “Essa mudança na legislação eliminará qualquer entrave em relação ao seguro. A apólice é uma opção mais atrativa do que outros instrumentos de garantias”, afirma a Líder da Prática de Seguro Garantia para a Marsh Brasil, Silvia Vergara.

Pesquisa global realizada pela seguradora Aegon mostra como as mulheres se preparam para a aposentadoria em 15 países

mongeralRelease

Após divulgar no início deste ano a pesquisa “A nova cara da aposentadoria”, a seguradora Aegon, parceira global da Mongeral Aegon no Brasil, divulga um estudo sobre “A Nova Cara da Aposentadoria – Mulheres: equilibrando família, carreira e segurança financeira”, com o objetivo de fornecer uma ampla perspectiva sobre por que as mulheres acham tão difícil planejar a aposentadoria, quais são suas aspirações, preocupações e obstáculos. O estudo sugere ainda uma série de caminhos para contribuir para o desenvolvimento do planejamento financeiro feminino.

Em termos gerais, ao mesmo tempo em que as mulheres possuem maior expectativa de vida em relação aos homens, de 4 a 5 anos a mais em média, elas estão pouco preparadas financeiramente para a aposentadoria. Do total pesquisado, 40% nem sequer sabem se estão no caminho certo para atingir a renda que vão precisar quando aposentadas e 20% acreditam que já fazem o suficiente. Outro resultado mostra que, mesmo com maior independência financeira e inserção no mercado de trabalho, mais da metade das entrevistadas (54%) acredita que serão dependentes da renda do cônjuge. Em contraste, apenas 12%, dizem que não esperam que seus esposos sejam a grande fonte de renda na aposentadoria.

O Brasil aparece em destaque no Índice de Preparo para a Aposentadoria, criado pela seguradora para avaliar os hábitos de poupança e planejamento para esta fase da vida. As brasileiras alcançaram o segundo lugar, com nota 6.5, ficando atrás somente das indianas (6.9). Em uma escala de 0 a 10, considerando 6.0 como média registrada no primeiro relatório da pesquisa, divulgado em julho, as mulheres ouvidas em 15 países pontuaram nota 5.5, o que indica baixa preparação para a aposentadoria. O estudo revela que em todo o mundo elas não estão tomando as medidas necessárias para esse planejamento: apenas 10% delas se dizem muito bem preparadas, contra 23%, ou seja, mais do que o dobro, que se sentem muito despreparadas. Em relação aos obstáculos, a falta de dinheiro foi apontada como o principal empecilho para planejar a aposentadoria, na opinião de 67% das entrevistadas. Diante deste cenário, globalmente, 49% das mulheres não estão confiantes de que serão capazes de manter um nível de vida confortável ao se aposentar. O otimismo em relação ao futuro é maior entre a população feminina dos países que possuem economias emergentes: China (42%), Índia (35%) e Brasil (29%).

Quando o foco é faixa etária, as mulheres mais velhas se mostram mais atentas à aposentadoria: somente 1/3 do total de entrevistadas (36%), exatamente as mais velhas, afirmam guardar dinheiro constantemente. Entre as 24% que não estão poupando, mas pretendem começar em algum momento, estão as mais jovens. Números mostram também a cultura atual da população, de começar a poupar mais tarde.

“As mulheres precisam ser incentivadas a planejar a sua independência financeira na aposentadoria desde jovens, rompendo com a tradição de depender de terceiros, como Governo, empregadores e familiares. Elas têm uma realidade diferente no mercado de trabalho hoje, de acordo com os papéis que assumiram na sociedade, mas esse protagonismo também deve ser exercido quando o que está em questão é a independência financeira”, comenta Andrea Levy, assessor especial da Mongeral Aegon e um estudioso dos impactos da longevidade na previdência.

Idade e renda de aposentadoria

Em todo mundo, as mulheres possuem expectativas diferentes em relação à idade para a aposentadoria. As brasileiras estão entre as que pretendem se aposentar mais cedo, com 58 anos, atrás da Turquia (55) e China (53). Nos Estados Unidos, essa expectativa sobe para 66 anos enquanto no Japão fica em 61 anos, variações que têm ligação direta com a política previdenciária de cada país.

As diferenças entre os países também surgem quando o tema é a renda necessária para se sustentar na aposentadoria em relação aos ganhos na ativa. O Brasil se aproxima das expectativas da Europa Oriental: na Hungria as mulheres acreditam que é necessário ganhar 86% do salário atual; na Polônia este índice cai para 81%, enquanto por aqui as brasileiras acreditam que precisariam ganhar na aposentadoria 77% do que ganham na vida ativa. Esse percentual cai em países de renda alta e industrializados, como Estados Unidos e Canadá, para 67% e 66%, respectivamente. A surpresa sobre essa expectativa vem de países emergentes como Turquia e China, que esperam precisar de menor percentual da renda atual em relação aos demais, em média 59% e 60%, respectivamente.

Preocupações, obstáculos e saídas

Acerca das preocupações e desejos ligados à aposentadoria, a primeira palavra que vem à cabeça das mulheres é lazer (45%), seguida de liberdade (39%). No entanto, 24% delas associam o tema a questões negativas, como insegurança (24%) e pobreza (18%). Em países como Polônia, Hungria e Japão, o nível de associações negativas é alarmante, com percentuais de 81%, 75% e 71%, respectivamente. Nesse quesito, o Brasil ocupa o 9º lugar em otimismo, com 70% de associações positivas.

O estudo mostrou que as mulheres possuem dificuldades específicas para constituir uma poupança suficiente para aposentadoria e para ter acesso aos planos de previdência. Uma delas é a faixa salarial. O estudo revelou que, em média, elas ganham 27% menos do que os homens, o que reduz a possibilidade de poupar. Essa diferença salarial está ligada diretamente aos cargos ocupados pelas mulheres: apenas 34% das pesquisadas estão em funções de nível superior, que proporcionam maior renda. A outra característica é o trabalho em tempo parcial. Pela necessidade de se dedicar a filhos e idosos, muitas mulheres trabalham meio período, o que dificulta ou inviabiliza o acesso aos planos das empresas onde trabalham.

Homens e Mulheres

Em julho de 2014, a pesquisa “A Nova Cara da Aposentadoria” foi divulgada pelo grupo Aegon em todo o mundo, e mostrou um panorama sobre comportamento, preocupações e expectativas de 16 mil entrevistados em 15 países. Na comparação dos dois recortes, geral e o atual, com a análise das respostas das entrevistadas mulheres, é possível afirmar que elas tendem a apresentar menor confiança na capacidade de se sustentar na aposentadoria. No geral, 38% das mulheres, contra 30% registrados na análise geral dos dados, são pessimistas sobre conseguir ter fundos suficientes para cobrir todo o tempo da aposentadoria.

Além de menos confiantes, o estudo mostra que o preparo das mulheres é menor – 5.5 no Índice de Preparo para Aposentadoria da Aegon, contra 6.0 registrados no primeiro relatório. Um dos fatores que contribuem para a menor pontuação feminina é a diferença da presença em cargos com melhor remuneração e acesso aos planos de aposentadoria nas empresas. 66% dos homens entrevistados ocupam cargos de nível mais elevado, contra 34% das mulheres ouvidas. A faixa salarial também impacta: elas ganham em média 27% menos que os homens. Enquanto que a 38% das mulheres é oferecido plano de aposentadoria com contribuições do empregador, esse número sobe para 45% quando a análise inclui também entrevistados homens.

Valor Econômico: Trabuco recusa convite para ser ministro da Fazenta

Por Claudia Safatle | Valor Econômico

BRASÍLIA – O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, convidado pela presidente Dilma Rousseff, não aceitou integrar o governo no segundo mandato no cargo de ministro da Fazenda em substituição a Guido Mantega.

Trabuco esteve com a presidente Dilma e disse que poderá colaborar com o governo mesmo sem o cargo mas, no momento, não pode se afastar do banco porque avalia que a instituição está em uma fase de transição e sua presença é importante. Ele é apontado como o mais provável sucessor de Lázaro Brandão na presidência do conselho de Administração do Bradesco.

Na terça-feira Dilma esteve com Brandão que explicou o quão difícil seria prescindir de Trabuco. Depois ele próprio deu as explicações diretamente à presidente.

Valor informa que Dilma convida Trabuco para a Fazenda

FullSizeRender-5A expectativa se ele aceitará ou não é grande entre os executivos do mercado segurador, segmento da economia que avançou durante o período em que Luiz Carlos Trabuco esteve envolvido, tanto como presidente da Bradesco Vida e Previdência, como da Bradesco Seguros e também agora como presidente do banco, que tem 30% de seu lucro originada do braço segurador. Em março deste ano, Trabuco, aos 62 anos, despontou como favorito a suceder Lázaro Brandão, com 87 anos, sendo os últimos 23 anos na chefia do conselho de administração.

Por essa razão, muitas das pessoas que conhecem Trabuco ficam em dúvida se ele vai aceitar ou não. “O sonho de qualquer executivo do Bradesco é chegar ao conselho. E Trabuco está prestes a isso. Por outro lado ele gosta de desafios e seu sonho é ver o Brasil acontecer, assim como sonhava em ver o mercado segurador brasileiro no patamar que está hoje: nos trilhos e avançando dia a dia. Boa parte disso se deve ao estilo pacificador de Trabuco, que conseguiu mudanças importantes internas e divulgou o setor para órgãos reguladores e investidores de todo o mundo”, disse uma fonte próxima a ele. Trabuco ingressou no Bradesco em 1969 e em 2009 foi escolhido por Brandão para a presidência-executiva.

Leia a seguir a íntegra da matéria publicada na manchete do Valor neste feriado de Consciência Negra em várias cidades brasileiras:

Por Claudia Safatle | De Brasília

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser o ministro da Fazenda do segundo mandato, em substituição a Guido Mantega. Na terça feira Dilma teve um encontro, em Brasília, com Lázaro Brandão, presidente do Conselho de Administração do segundo maior banco privado do país, que é quem tem o poder de afastar obstáculos à continuidade da carreira de Trabuco no banco caso ele aceite o convite e decida, depois, retomar o seu posto.

Alexandre Tombini também foi convidado a permanecer na presidência do Banco Central, no segundo mandato de Dilma Rousseff, com uma clara missão: levar a inflação para a meta de 4,5% até 2016.

Até o momento o Palácio do Planalto não fez qualquer anúncio formal a respeito da composição da equipe econômica a partir de janeiro.

Autoridades do governo disseram ontem que a presidente pretende informar a sua escolha para o comando da política econômica do país quando tiver toda a equipe definida com nomes da confiança do novo ministro. Embora o ex-presidente Lula tenha incluído Trabuco em uma lista tríplice de sugestões à Dilma, fontes bem informadas asseguram que ela própria está conduzindo essas articulações. Dilma tem grande simpatia por Trabuco que, afirmam seus amigos, é uma pessoa exemplar como profissional do mercado financeiro e de fácil trato. Falta, ainda, uma conversa pessoal.

Com uma vida toda dedicada ao Bradesco, Trabuco é o candidato natural à presidência do conselho em substituição a Lázaro Brandão. Essa é uma das razões pelas quais amigos próximos ao presidente do Bradesco têm dúvidas sobre se ele aceitou ou aceitará o convite. Uma alta fonte disse, porém, que “estão enrolando o Trabuco na bandeira nacional”, referindo-se ao apelo patriótico a que ele estaria sendo envolvido.

A definição de um nome para o Ministério da Fazenda teria que preencher uma condição: ser um sinal inequívoco de Dilma aos mercados de que seu novo governo dará alguns passos em direção à ortodoxia, abandonando de vez o experimentalismo na gestão macroeconômica e recolocando a política fiscal nos trilhos. Trabuco estaria para o governo Dilma Rousseff como Henrique Meirelles foi para Lula, que assumiu o comando do Banco Central em 2003, em um momento de grande tensão e foi a garantia de racionalidade nas decisões econômicas e de uma convivência mais amigável com os mercados.

Também na terça-feira Dilma reuniu-se por mais de quatro horas com o ex-presidente Lula na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República em Brasília. Esse foi o segundo encontro entre ambos, o primeiro foi logo após o segundo turno das eleições. Lá estavam o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o presidente do PT, Rui Falcão, e o governador da Bahia, Jaques Wagner, nome estratégico do novo ministério.

Os temas tratados foram a formação do novo ministério – principalmente a definição do ministro da Fazenda e da equipe econômica – e os desdobramentos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção na Petrobras.

Dilma foi aconselhada a acelerar a definição do novo ministro da Fazenda para que a nova equipe econômica crie uma agenda positiva e desvie o foco do noticiário dos novos capítulos da Lava-Jato. Se era urgente o anúncio do sucessor de Guido Mantega – diante da crise fiscal e da desconfiança dos investidores – a avaliação agora é de que essa urgência agravou-se, pelo escândalo na estatal e seus reflexos no governo.

A presidente deve divulgar um bloco de nomes até o fim da semana, que além da confirmação de Tombini no BC terá também os novos titulares do Banco Central, do Tesouro Nacional, do Ministério do Planejamento e os presidentes dos bancos públicos. Ninguém espera que cesse, com isso, o noticiário ou a dimensão da ação da Polícia Federal, mas há uma constatação de que a divulgação da nova equipe solucionará uma parte dos problemas de Dilma, a paralisia da economia.

Outra pauta da reunião foi a gravidade da ação que descortinou o esquema de corrupção na Petrobras. A crise é considerada “maior que o mensalão”, que devastou os dois últimos anos do primeiro mandato de Lula. O ex-presidente expôs a preocupação com o segundo governo de sua sucessora, e que a marca de partido corrupto manche o PT. Dilma busca um caminho para se descolar da crise e garantir a governabilidade do novo mandato.

Um impasse não solucionado nesta reunião é o lugar de Jaques Wagner no novo ministério. “É a segunda prioridade, depois da equipe econômica”, diz um auxiliar presidencial. Convocado por Dilma para a reunião de ontem, ele já se firmou como um dos principais conselheiros, ao lado de Lula e Mercadante. Cotado para diversas pastas – Secretaria de Comunicação Social, Ministério das Comunicações, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio -, a única certeza é que Wagner integra o núcleo restrito de conselheiros presidenciais, e terá protagonismo no segundo mandato.

Lula desembarcou na terça-feira sem alarde, em Brasília. Dilma saiu secretamente do Palácio da Alvorada, em automóvel de vidro escuro, sem o comboio avançado que faz a sua escolta. (Colaborou Andrea Jubé)