Prudential do Brasil promove maratona de inovação com Hackathon

Screenshot

A Prudential do Brasil realizou a quarta edição do Hackathon Prudential, iniciativa que mobiliza colaboradores e estagiários em equipes multidisciplinares com o objetivo de analisar profundamente desafios estratégicos do negócio e desenvolver soluções inovadoras. A edição deste ano bateu recorde de inscrições: 130 ideias recebidas, 56% a mais do que no ano passado. O engajamento também foi alto, cerca de 40% dos colaboradores que se inscreveram em 2024 participaram novamente este ano. 

A maratona de inovação durou dois dias e aconteceu na última semana, no Instituto 12, no Rio de Janeiro. Dos dez projetos selecionados, três foram premiados e serão implementados pela seguradora. Os autores das ideias vencedoras receberam cerca de R$ 100 mil em prêmios como reconhecimento pelo compromisso com a inovação na companhia.  

O projeto vencedor foi o PruSempre, uma iniciativa que busca transformar o seguro em uma experiência contínua e em evolução para o cliente, mantendo a conexão do segurado com a companhia. O segundo projeto premiado foi o PruFuturo, que busca contribuir para a educação financeira da população, e o terceiro foi o WeLink, que propõe transformar o cliente em um embaixador da Prudential. 

“Proporcionar um ambiente colaborativo é fundamental para que possamos testar novas soluções sem medo de errar e aplicar essas ideias no nosso dia a dia. Acredito que fomentar a inovação é chave para nos levar além, resolvendo desafios e aprimorando a experiência de nossos clientes e parceiros”, afirmou a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, durante o evento. 

As propostas dos times foram apresentadas para um comitê formado pelas vice-presidências de Tecnologia, Estratégia e Inovação, e Pessoas e Desenvolvimento Organizacional. 

IOF e entraves regulatórios dominam abertura da Conseguro 2025

Screenshot

Esta edição do tradicional evento do mercado seguradora, a Conseguro 2025, realizada nesta terça-feira (27) em São Paulo, acontece num momento em que o setor enfrenta o que podemos chamar literalmente de “caos regulatório”, maior reforma das últimas seis décadas, diante de tantas adaptações regulatórias exigidas das seguradoras — marco legal de seguros, entrada de cooperativas no setor de seguros, obrigatoriedade de investimento em crédito de carbono, entre outras. E mais recentemente, o aumento do IOF sobre aportes superiores a R$ 50 mil em planos como o VGBL divulgado no último dia 22.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, foi enfático: “Temos de falar de IOF“, desabafou. Ele classificou o IOF como um obstáculo ao desenvolvimento do setor e à formação da poupança de longo prazo no Brasil. “Colocar um IOF tão absurdo inviabiliza aplicar mais de R$ 50 mil em previdência porque haverá 5% de imposto sobre o que foi poupado numa vida inteira”, afirmou Oliveira no evento.

Ele destacou que a medida prejudica diretamente a classe média, que busca nos seguros uma alternativa para garantir renda na aposentadoria, e que o setor está mobilizado em diálogo com o governo para reverter a decisão.

A crítica se estendeu à obrigatoriedade de alocação de reservas técnicas em créditos de carbono. “Se fosse um bom investimento, não seria obrigatório. Esses recursos são dos segurados”, alertou o presidente da CNseg, ressaltando que isso compromete tanto a segurança dos clientes quanto o desenvolvimento sustentável do setor.

Além da questão tributária, Oliveira enfatizou que o setor sofre com falta de compreensão da sociedade. Pesquisa apresentada revelou que 80% dos brasileiros não sabem o que é “prêmio” em seguros e metade desconhece o termo “apólice”. Ele defendeu que a indústria precisa abandonar o “segurês” e adotar uma linguagem mais acessível, um tema que está na agenda do setor há mais de 20 anos.

Armando Vergílio, presidente da Fenacor, e o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destacaram a Lei nº 15.040 e a Lei Complementar 213, que modernizam o mercado, mas exigem adaptações, e enfatizaram o impacto crescente das mudanças climáticas. “A Conseguro é um brainstorming para desenhar juntos um futuro melhor para o setor e o nosso País. Nunca na história deste setor tantas mudanças ocorreram e estão ocorrendo com esta frequência em tão pouco tempo”, comentou Vergilio.

O titular da Susep frisou que o projeto do Marco Civil do Seguro foi construído a partir de um amplo processo de diálogo com todos os atores do mercado: seguradoras, resseguradoras, corretores (via Fenacor), segurados (incluindo grandes empresas e pessoas físicas) e entidades como CNseg e FenSeg. “A versão final do projeto recebeu apoio unânime. Todos se manifestaram de forma muito clara e positiva”, afirma Octaviani.

Segundo ele, a regulamentação seguirá a mesma lógica participativa. As primeiras minutas começam a ser divulgadas entre maio e julho, passando por consultas e audiências públicas. “Estamos muito tranquilos quanto à garantia do direito de fala de todos os participantes do mercado. Esse é um processo dialógico de verdade.” Otaviani reforçou a necessidade de um planejamento estratégico robusto para o setor e sugeriu a criação de um núcleo estratégico, liderado pela Susep, para enfrentar os desafios trazidos pela inteligência artificial.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, ressaltou que o direito é, essencialmente, um universo de manifestações de vontade, onde as partes exercem autonomia e autodeterminação. Ele destacou que não há setor que dependa mais de segurança jurídica do que o mercado de seguros, justamente porque sua natureza está baseada na incerteza e no risco. “O seguro é um contrato que lida com eventos futuros e incertos, algo que pode ou não acontecer. Por isso, precisa, mais do que qualquer outro, de regras claras que garantam estabilidade”, afirmou.

Fux enfatizou que, por se tratar de um contrato aleatório — onde uma das partes assume riscos em troca de uma contraprestação —, o setor segurador exige um ambiente jurídico sólido e previsível. A ausência de segurança jurídica, segundo ele, compromete a própria essência do seguro, que depende da confiança nas regras e na efetividade dos contratos para funcionar. “Não existe mercado seguro em um ambiente inseguro”, concluiu, reforçando a necessidade de marcos regulatórios estáveis e claros para garantir o desenvolvimento do setor.

Fux lembrou que nem tudo precisa acabar em embate nos tribunais. Ferramentas como a produção antecipada de provas — prevista no Código Civil — e os tribunais de conciliação podem oferecer saídas mais rápidas, justas e humanas. “Conciliação é uma justiça além dos tribunais. Ali, ninguém vence sozinho. Todos saem com a sensação de que foram ouvidos e que a justiça foi feita”, concluiu.

David Roberts enfatiza a vulnabilidade do Brasil e do seguro

Apesar de tantos desafios regulatórios, todos estão debruçados em soluções para manter o seguro vivo no futuro, diante de um cenário catastrófico traçado pelo convidado especial David Roberts, fundador da Global Inspiration Goals. “O mundo investe em novas tecnologias. E isso muda o risco de seguros. Robô não precisa de uma apólice de seguro. usou a metáfora da substituição dos cavalos pelos carros para ilustrar como as inovações disruptivas transformam setores inteiros sem pedir licença. Segundo ele, a estabilidade empresarial é uma ilusão: metade das empresas do S&P 500 deve desaparecer na próxima década, e poucas indústrias estão tão ameaçadas quanto a de seguros, que hoje ocupa o quadrante da “volatilidade com vulnerabilidade”.

Roberts alertou que a velocidade das transformações tecnológicas já é exponencial e fora da capacidade de acompanhamento da mente humana. Citou avanços como robôs humanoides, vacinas contra o câncer, edição de DNA e o avanço da inteligência artificial, que já supera doutores em algumas tarefas e, em breve, poderá fazer descobertas científicas autônomas. A capa da revista Time reflete esse cenário: “2045 — o ano em que os humanos podem se tornar imortais”.

No entanto, ele ponderou que esse progresso traz desafios severos, especialmente no campo ambiental. As emissões de carbono geram aquecimento comparável a cem bombas de Hiroshima por minuto, intensificando desastres climáticos. Diante desse cenário, o setor de seguros precisa se reinventar com urgência. E, se bem aplicada, a própria inteligência artificial pode ser a chave para prever riscos e redesenhar a proteção no mundo que se forma.

“É um momento de virada. As ondas da transformação tecnológica e da mudança climática vão definir o futuro do setor”, afirmou, com otimismo, Oliveira, anunciando que a CNseg estará presente na COP 30, em Belém, com a “Casa do Seguro”.

Fenaprevi divulga nota sobre o IOF

A Fenaprevi, em nota oficial, também criticou duramente a incidência do IOF sobre o VGBL. A entidade afirma que a medida penaliza justamente a classe média, que ao longo dos anos constituiu patrimônio para garantir proteção na aposentadoria. Segundo a federação, a decisão contraria todo o arcabouço legal construído nas últimas décadas para ampliar a proteção previdenciária no Brasil, especialmente em um cenário de envelhecimento da população e fragilidade do sistema público de previdência.

A nota ainda alerta que a medida, além de ineficiente do ponto de vista arrecadatório, é operacionalmente inviável e fere os princípios de confiança e previsibilidade, essenciais para o funcionamento do setor de seguros.

CNseg, a confederação das seguradoras, é uma das entidades signatárias do manifesto contra o IOF

Representantes da indústria, agronegócio, comércio, bancos e seguradoras defendem que o Congresso Nacional barre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo na última quinta-feira, 22.

Em manifesto, as entidades afirmam que o aumento do imposto foi recebido com “preocupação” e representa aumento de custos para o setor privado. “Iniciativas arrecadatórias, com aumento de impostos, impactam negativamente a construção de um ambiente econômico saudável”, afirmam. “Esperamos que o Congresso Nacional se debruce sobre o tema e avalie com responsabilidade a anulação do teor do decreto do governo federal.”

O documento é assinado pelas confederações nacionais da Indústria (CNI), do agronegócio (CNA), do comércio e serviços (CNC), das instituições financeiras (CNF), das seguradoras (CNseg), além da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o que indica que o setor privado se uniu contra o aumento do IOF.

Leia o manifesto na íntegra:

Manifestação das Confederações sobre as mudanças no IOF

O setor privado brasileiro recebe com preocupação as medidas anunciadas pelo Governo Federal de aumento de alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

A decisão gera imprevisibilidade e aumenta os custos para produzir no país. Com as medidas, os custos das empresas e dos negócios com operações de crédito, câmbio e seguros serão elevados em R$ 19,5 bilhões apenas no que resta do ano de 2025. Para 2026 o aumento de custo chega a R$ 39 bilhões.

A medida encarece o crédito para empreendimentos produtivos, aumentando a carga tributária do IOF sobre empréstimos para empresas em mais de 110% ao ano e, ao mesmo tempo, expõe assimetrias.

A tributação no câmbio impacta a importação de insumos e bens de capital necessários para o investimento privado e a modernização do parque produtivo nacional. A tributação sobre VGBL amplia distorções no mercado financeiro, uma vez que outros produtos não foram tributados e desincentiva a formação de poupança nacional de longo prazo em favor de investimentos de curto prazo.

Iniciativas arrecadatórias, com aumento de impostos,impactam negativamente a construção de um ambiente econômico saudável. O IOF, aliás, é um imposto regulatório, e não arrecadatório. É preciso enfrentar os problemas crônicos do Orçamento para acabar com a contínua elevação de impostos. Construir um desenho institucional mais eficiente é a forma certa de garantir o equilíbrio fiscal, reduzir o enorme custo tributário que trava o crescimento do país e garantir previsibilidade para investidores.

Esperamos que o Congresso Nacional se debruce sobre o tema e avalie com responsabilidade a anulação do teor do decreto do Governo Federal.

O Brasil ostenta uma das maiores cargas tributárias do mundo. Precisamos de um ambiente melhor para crescer – e isso se faz com aumento de arrecadação baseado no crescimento da economia, não com mais impostos.

Corretora de seguros do Banco do Brasil contrata TEx Predicts

A BB Seguros, corretora do Banco do Brasil, fechou parceria com a TEx – parte da Serasa Experian. Através da solução TEx Predicts, a corretora visa fortalecer sua atuação no segmento de seguros.

“Essa parceria reflete não apenas a confiança depositada em nossa empresa, mas também indica um amplo potencial de maior penetração do seguro no Brasil, o que é positivo para todos nós”, comenta Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor.

A solução TEx Predicts utiliza tecnologia como Machine Learning e modelos preditivos. Com essa implementação, a BB Seguros visa fortalecer sua posição no mercado de seguros, alavancando sua expertise em análise de dados para aprimorar suas estratégias de venda.

Riachuelo e MetLife se unem para transformar o acesso à saúde bucal e bem-estar no Brasil

Gustavo Romero MetLife

Com o compromisso de oferecer soluções cada vez mais completas para o bem-estar dos brasileiros, a Riachuelo – por meio da Midway Financeira – acaba de anunciar uma parceria estratégica com a MetLife, referência em planos odontológicos no país.

A novidade traz, a partir de maio, a oferta de planos odontológicos exclusivos aos mais de 34 milhões de clientes que possuem o cartão de crédito da Riachuelo, democratizando o acesso à saúde bucal com uma proposta inovadora e acessível. 

E com o objetivo de promover um cuidado integral e proporcionar mais qualidade de vida, os clientes terão acesso a um pacote adicional de coberturas de bem-estar: pronto atendimento online 24 horas, 7 dias por semana, teleconsultas com mais de 30 especialidades, profissionais de psicologia, nutrição e muito mais. 

“Nosso ecossistema de moda e serviços financeiros possibilita o acesso à diversas soluções inovadoras para nossos clientes. Com esta nova parceria, queremos tornar o cuidado com a saúde algo fácil, acessível e completo, reforçando nosso propósito de oferecer serviços que realmente impactem a vida de nossos clientes”, afirma Vitor Ramos Silva, Diretor de Produtos, Marketing e Atendimento da Midway.

Os planos ofertados – Sorriso Essencial e Sorriso Essencial Mais – incluem desde procedimentos básicos, como consultas, restaurações e tratamentos de canal no plano mais completo, até a teleorientação odontológica e atendimento de urgência em domicílio com dentista, por meio de uma unidade móvel equipada.

Além disso, os beneficiários podem incluir diversos perfis de dependentes – como netos, enteados, tutelados e sogros –, indo além do núcleo familiar tradicional e promovendo cuidado ampliado.

 “Nós da MetLife acreditamos em soluções inovadoras e desenhadas de forma customizada para atender às necessidades dos nossos clientes. Estamos muito felizes com a parceria e pela oportunidade que temos de juntos, ampliarmos o acesso dos brasileiros à saúde bucal e a soluções diferenciadas de bem-estar”, adiciona Gustavo Romero, Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da MetLife Brasil.

Essa colaboração chega em um momento de crescimento acelerado do setor. De acordo com dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base na ANS, o número de brasileiros com planos odontológicos saltou de 25,4 milhões para 34,6 milhões entre março de 2020 e março de 2025 – um aumento de 36,2%. Ainda segundo a entidade, há potencial para esse número crescer mais de 50% nos próximos anos.

Com essa iniciativa, Riachuelo, Midway e MetLife reafirmam seu compromisso com um futuro mais saudável, acessível e humano para milhões de brasileiros.

Ex-BNDES, Claudia Prates, assume como diretora de sustentabilidade da CNseg

Claudia Prates, ex-executiva senior de transição climática e de infraestrutura do BNDES, deixou o banco de fomento do governo Lula neste mês após o pedido de aposentadoria e se lança num desafio importantíssimo do mercado de seguros, que tem o objetivo de fortalecer as ações e projetos da agenda social, ambiental e climática (SAC). Sempre atenta a trazer diversidade e conteúdo de peso ao setor, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) convenceu Claudia assumir, num ano de COP 30, como Diretora de Sustentabilidade da entidade.

Um dado muito relevante para o setor é que Claudia entende muito as dores do cliente. Vivenciou no BNDES uma forte relutância pelo uso do seguro garantia, por exemplo, tendo experiência real para transformar um clausulado em oportunidades de negócios. A executiva traz consigo uma trajetória de 28 anos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tendo sido Diretora entre os anos de 2016 e 2019. Entre agosto de 2019 e abril de 2023, esteve licenciada do banco para assumir o cargo de Diretora Geral do New Development Bank (NDB) para as Américas, liderando os escritórios no Brasil da instituição multilateral criada pelos países do BRICS. No NDB, conduziu negociações relevantes de financiamento, com foco em infraestrutura sustentável e desenvolvimento inclusivo.

De volta ao BNDES em 2023, assumiu o recém-criado Departamento de Clima, onde foi responsável por estruturar as estratégias institucionais para a transição climática. Liderou, ainda, o secretariado da Plataforma de Investimentos Climáticos para a Transformação Ecológica (BIP), iniciativa do Governo voltada à mobilização de recursos para projetos voltados à descarbonização da economia brasileira.

Sua chegada à CNseg sinaliza o compromisso da Confederação com o fortalecimento das práticas sustentáveis no mercado segurador, especialmente no contexto dos riscos climáticos crescentes. “Estou bastante empolgada em trabalhar no setor segurador, que tem um papel crucial na construção de produtos e soluções para aumentar a resiliência climática e na proteção de indivíduos e empresas em relação às consequências dos eventos extremos, cada vez mais frequentes, fruto do aumento da temperatura global. Acredito que o País tem um longo aprendizado no gerenciamento de riscos climáticos e a parceria das Seguradoras, Bancos e Comunidade Científica terão um papel importante nessa trajetória”, avalia Claudia. 

A nova diretora, que é mestre em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possuí MBA em Finanças pela mesma instituição de ensino, deverá liderar iniciativas de articulação institucional, desenvolvimento de métricas de sustentabilidade e promoção de soluções inovadoras que reforcem o papel do setor de seguros como indutor da resiliência e da transição climática.

Cobrança de IOF sobre previdência gera reação do setor de seguros

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) manifestaram preocupação com a decisão do governo, anunciada ontem, que estabelece a cobrança de IOF de 5% sobre aportes superiores a R$ 50 mil, medida que passou a valer já nesta sexta-feira.

Um dos principais entraves apontados é a inexistência de um sistema preparado para realizar essa cobrança de forma imediata. As empresas precisam adaptar suas plataformas para recolher o imposto, já que, até então, não havia exigência semelhante para produtos como os planos de previdência. Em outros mercados financeiros, o IOF já era aplicado, com elevação recente de alíquotas, mas as seguradoras não estavam sujeitas a esse tipo de recolhimento, o que demanda um prazo de adequação.

Outro problema técnico é a falta de uma base centralizada de informações sobre os aportes dos clientes. Isso significa que, se um segurado fizer um depósito de R$ 30 mil em um VGBL de uma companhia e outro de R$ 30 mil em uma concorrente, ele ultrapassaria o teto de isenção e deveria pagar o imposto. No entanto, nenhuma das empresas teria como identificar essa situação isoladamente.

Mas algumas dúvidas seguem no radar: como saber se um investidor aportou R$ 30 mil numa seguradora e outros R$ 30 mil em outra? A não ser que ele tenha autorizado o compartilhamento de dados financeiros via “open insurance”, o sistema aberto de seguros, trata-se de uma informação privativa do cliente. Vai ser o próprio contribuinte que vai recolher ou caberá à instituição?, questiona o Valor.

Para garantir o atendimento à nova regra, o Santander, por exemplo, suspendeu pontualmente aplicações em planos de previdência VGBL. “Os clientes serão informados tão logo o ajuste seja concluído”, afirmou a instituição em nota. Com um sistema mais novo, sem legados, a seguradora da XP já limitou novos aportes a R$ 50 mil por CPF, deixando claro que investimentos acima disso serão tributados pelo pedágio do IOF, informou o Valor.

Com um sistema mais novo, sem legados, a seguradora da XP já limitou novos aportes a R$ 50 mil por CPF, deixando claro que investimentos acima disso serão tributados pelo pedágio do IOF.

As entidades também alertam que a medida impacta diretamente a poupança previdenciária, desestimulando o planejamento financeiro de longo prazo. Segundo nota da CNseg, já foi iniciado um diálogo com o governo para tentar reverter a decisão e “evitar que haja retrocesso em tema de fundamental importância social e econômica”, especialmente no que se refere aos planos de seguros de vida com cobertura por sobrevivência, como o VGBL.

“A incidência de IOF sobre um produto que tem como objetivo a proteção da população na aposentadoria vai na contramão de todo o esforço do mercado segurador para conscientizar sobre a importância do planejamento securitário e previdenciário de longo prazo, cada vez mais necessário diante do envelhecimento da população brasileira”, afirmam as entidades.

Considerando os desafios crescentes impostos pela longevidade e seu impacto sobre o sistema público de previdência, as entidades defendem a necessidade de um esforço coletivo, que inclua as soluções proporcionadas pelos seguros de vida com cobertura por sobrevivência.

Nos bastidores, executivos das seguradoras relatam que, em conversas com integrantes do Ministério da Fazenda, ouviram que a inclusão do IOF sobre planos de previdência teria sido uma tentativa de coibir práticas de elisão fiscal — ou seja, planejamento legal, porém abusivo, com o objetivo de reduzir o pagamento de impostos. A motivação estaria ligada à recente tributação dos fundos exclusivos.

Em fevereiro de 2024, a Susep publicou novas normas para os produtos PGBL e VGBL, a fim de garantir maior aderência à sua finalidade de proteção financeira de longo prazo. “Entre os avanços, destacam-se medidas que buscam coibir práticas que possam desvirtuar a lógica desses planos, reforçando seu papel como instrumento de segurança e planejamento para os consumidores”, escreveu a Susep.

Segundo o Goldman Sachs, a decisão do governo representa um risco mais relevante para as seguradoras com maior exposição ao segmento, explicam os analistas, ressaltando que os planos VGBL representam a maior parte das reservas de planos de previdência no Brasil. A BB Seguridade é a líder desse mercado, com aproximadamente 30% de participação, seguida pelo Bradesco, com 21%. Nos planos de seguro do tipo VGBL, a alíquota que era zero passou a ser de 5% em caso de aportes mensais superiores a R$ 50 mil. “Embora não seja possível avaliar com precisão o volume de aportes mensais que ultrapassam o limite, observamos que os nomes que atendem clientes de alta renda tendem a apresentar um saldo médio maior por participante”, dizem os analistas.

No final de 2024, o setor obteve uma vitória relevante. O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1363013, com repercussão geral reconhecida no Tema 1.214, fixou a tese de que “é inconstitucional a incidência do ITCMD sobre o repasse aos beneficiários de valores e direitos relativos ao VGBL ou ao PGBL, na hipótese de morte do titular do plano”, conforme voto do relator, ministro Dias Toffoli.

Unimed do Brasil é Referência no prêmio Líderes da Saúde 2025

Fonte: Unimed

A Unimed do Brasil foi destaque na 13ª edição do Prêmio Líderes da Saúde, realizada no último dia 19, em São Paulo (SP), ao receber o reconhecimento como “Referência” na área da saúde. A premiação, promovida pelo Grupo Mídia, valoriza organizações que se destacam pela eficiência na gestão e qualidade assistencial em todo o país.

Além da Confederação, que representa 340 cooperativas médicas e empresas no Brasil, o Sistema Unimed também foi premiado em mais duas categorias: a Seguros Unimed foi reconhecida em “Operadoras e Seguradoras” e a Unimed Participações foi destaque em “Negócios”.

Representada no evento pelo vice-presidente Paulo Roberto Fernandes Faria, a Unimed do Brasil reafirma seu protagonismo no setor. Para o presidente da Confederação, Omar Abujamra Junior, o prêmio simboliza o compromisso coletivo com a saúde. “Esse reconhecimento reforça o valor da cooperação e do compromisso diário com a saúde dos brasileiros. É uma conquista que pertence a todos que constroem o Sistema Unimed com propósito, profissionalismo e dedicação”, afirmou.

O prêmio Líderes da Saúde é realizado pelo Healthcare Ecosystem, com votação aberta ao público no site oficial e pesquisa de mercado conduzida pelo Conselho Editorial do Grupo Mídia. Nesta edição, foram entregues 72 prêmios em 24 categorias, contemplando operadoras, indústrias, distribuidores, fornecedores e entidades do setor.

Porto Bank garante IOF Zero para todos os clientes de seus cartões de crédito

Fonte: Porto

O Porto Bank reafirma sua posição como referência no mercado financeiro ao ser o primeiro banco brasileiro a zerar o IOF para compras internacionais no cartão de crédito. A iniciativa, em vigor desde abril de 2024, elimina o custo do imposto para os clientes, que recebem automaticamente o valor de volta na fatura, via cashback.

Mesmo com as mudanças recém-anunciadas e com outras instituições oferecendo descontos parciais ou isenção limitada, o Porto Bank segue sendo o único a garantir IOF ZERO, ou seja, a devolução de 100% do valor na fatura do cliente. Essa medida pioneira visa beneficiar os clientes com economia significativa em suas compras no exterior, sejam on-line ou em lojas físicas.

Vantagem para todos

O benefício é válido para todos os Cartões de crédito Porto Bank pessoa física e pode ser utilizado em qualquer compra feita no exterior, seja em lojas físicas ou on-line. Basta ter um cartão Porto Bank e dar o aceite no App da Porto, disponível para Android e iOS.

“Mantemos o IOF zerado para nossos clientes, independentemente das recentes mudanças regulatórias. Essa decisão reforça nosso compromisso em proporcionar maior economia e transparência nas compras internacionais realizadas com o cartão de crédito Porto Bank. Ao zerar o IOF, oferecemos aos consumidores mais controle e previsibilidade sobre seus gastos no exterior, evitando surpresas na fatura. Somos pioneiros nessa iniciativa e seguimos dedicados a entregar valor real e diferencial competitivo para nossos clientes,”, destaca Luciana Hildebrandi, Diretora de Meios de Pagamento do Porto Bank.

A decisão acompanha uma tendência de crescimento nas transações internacionais. Em 2024, o volume de compras feitas fora do Brasil com Cartões Porto Bank aumentou 142%, impulsionado tanto pelo turismo quanto pelo comércio digital global, mas também pela ação do benefício de IOF zero.

Além da isenção do IOF, os Cartões Porto Bank oferecem um pacote completo de vantagens para quem viaja, como seguro viagem, 10 acessos gratuitos a Salas VIP, pontuação diferenciada no PortoPlus (até 3,5 pontos por dólar gasto), proteção para compras e assistência internacional, entre outras.

“Essa é, sem dúvida, uma iniciativa que consolida o Porto Bank como a melhor opção para quem busca um cartão de crédito completo e com benefícios reais em compras internacionais”, finaliza Hildebrandi.

CNseg: desastres naturais são um grande desafio para os municípios brasileiros

Fonte: CNseg

Pela primeira vez o setor segurador integra a agenda de debates da Marcha dos Prefeitos, que é realizada em Brasília (DF). A 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios teve como destaque o painel que debateu os desafios climáticos para os municípios e a importância de incluir seguros em iniciativas locais para mitigação de problemas ambientais.

O evento, realizado anualmente pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), reuniu mais de 5 mil gestores públicos municipais e outras centenas de representantes de várias cidades brasileiras, além de autoridades do governo federal. Durante participação do painel temático sobre a “Gestão Climática, de Riscos e de Desastres: oportunidades para Municípios”, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, ressaltou a importância do debate sobre prevenção de desastres naturais e inserir o setor segurador no tema.

“Essa pauta dos desastres naturais é urgente. E não compreender essa urgência, significa perdas humanas, perdas materiais. E para os municípios significa um grande desafio. Nós não temos um sistema que analisa o risco de fatores climáticos, como fortes chuvas ou vendavais, quando se constrói rodovias, escolas e hospitais, por exemplo. Quando acontece um desastre, as infraestruturas não estão preparadas e não tem cobertura de seguro”, destaca.

Dyogo destacou ainda a mudança no cenário climático brasileiro, lembrando que “nos últimos 10 anos, do ponto de vista de seguros, o Brasil sempre foi considerado um país não catastrófico, sem grandes desastres naturais. Hoje, se recordarmos os últimos eventos climáticos que tivemos, não podemos mais falar que o país não é catastrófico”.

A consultora de Meio Ambiente da CNM, Natasha Comassetto, ressaltou a importância do planejamento da gestão climática. “A questão climática é percebida de uma forma muito mais contundente nos municípios. As projeções mostram que as mudanças climáticas irão acontecer, mas nós vemos diversos impactos atualmente. É preciso ter um planejamento territorial, uma visão sistemática e regional”, afirmou.

A CNM apresentou um panorama dos últimos dez anos, destacando R$ 732,2 bilhões em prejuízos causados por desastres e que mais de 6 milhões de pessoas ficaram desabrigadas. Deste total, R$ 413,2 bilhões (56,4%) de prejuízo foram ocasionados por secas e outros R$ 215 bilhões (29,4%) por chuvas. Quase 3 mil pessoas morreram por conta de desastres naturais no Brasil durante o período.

COP30

Tanto a CNseg como a CNM estarão com agendas importantes durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), no mês de novembro.

O presidente da CNseg, aproveitou o encontro junto aos prefeitos e representantes do poder executivo municipal presentes para destacar alguns temas que serão debatidos durante a COP30.

“A infraestrutura do Brasil não tem seguro, e isso dificulta a reconstrução de obras quando acontece algum desastre. Outros países como Japão e México, por exemplo, têm uma capacidade de responder rapidamente em momentos de reconstrução, por que tem o seguro para suas estruturas. Apresentaremos também a proposta do seguro social de catástrofes, que seria um seguro obrigatório para atender prontamente com um valor pago de imediato às vítimas de desastres causados por chuvas e alamentos. E por fim, vamos abordar a possibilidade da emissão de green bonds no Brasil, que são títulos do governo federal destinados para projetos relacionados à questão da mudança climática. Deixo um convite a todas e todos que estarão em Belém para conhecer a Casa do Seguro, o espaço do setor segurador que ficará próximo ao complexo da COP30”, ressaltou.

Sobre a COP30, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que os diversos setores da sociedade devem estar atentos, juntos aos municípios, para que todos entendam o papel das cidades em aprimorar ações de mitigação climática e levar ao conhecimento de todos os setores da sociedade que estarão presentes durante a Conferência.

Conclima

A criação do Consórcio Nacional para a Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima) visa fortalecer a atuação municipal na defesa e prevenção a respostas de desastres na adaptação de mudanças do clima. Segundo a CNM, quase a totalidade dos municípios enfrentaram situações de emergência ou calamidade pública nos últimos dez anos.

Segundo Dyogo Oliveira, a CNseg pretende estar presente nas iniciativas do Conclima, debatendo o seguro como proteção da infraestrutura dos municípios brasileiros. “A gente quer discutir, de uma maneira profunda, detalhada, como estruturar isso e como criar um sistema onde os municípios fiquem mais protegidos. Porque quando acontece uma queda de ponte, chuvas e alagamentos, o prefeito vai atrás de verbas emergenciais dos Estados e do governo federal, enquanto o seguro pode amenizar ou até mesmo resolver esse problema”, afirmou.