“Escândalos financeiros impulsionam mercado de seguros”, diz CEO da americana Argo

Fonte: Isto É Dinheiro

As seguradoras vão ter de se adaptar aos novos tipos de sinistros provenientes de casos de corrupção e de outras crises vividas pelo País, segundo Pedro Purm

Falta d’água, risco de apagão e corrupção. A série de crises vividas pelo País, nos últimos meses, vem mudando o mercado de seguros. O cliente passa a contar com novos riscos e sinistros, e as seguradoras precisarão se adaptar a novos serviços e produtos. “Até um tempo atrás, falar de seguro no Brasil era ser taxado de pessimista, hoje, os clientes entendem a importância deste ativo”, diz Pedro Purm, presidente da americana Argo no Brasil. “O mercado de seguros brasileiro se sofisticou e agora vive uma nova fase tanto no aspecto cultural, como na questão de conhecimento técnico.” Não é à toa que, apesar da desaceleração econômica, o setor deva crescer 50% até 2020, segundo estimativa da consultoria KPMG.

Com mais de vinte anos de experiência na área de seguros e com passagem por empresas como a suíça Zurich, Purn está à frente da Argo desde 2011 e falou à DINHEIRO sobre os desafios do mercado, as perspectivas para 2015 e os planos da companhia, que emitiu R$ 141 milhões em prêmios no ano passado.

DINHEIRO – Escândalos recentes de corrupção estão incentivando executivos a buscarem seguros de responsabilidade civil?

Pedro Purm É um processo de aculturamento que ajuda bastante. Os executivos acompanham essas repercussões e buscam maneiras de se proteger. Temos vários casos de seguros financeiros relacionados à responsabilidade civil de médico, engenheiros, advogados e outros. Tem outra linha também que envolve eventuais danos ou prejuízos que podem acontecer na gestão de um executivo. Esse mercado vem se fortalecendo também pelo aumento da exigência das empresas em relação a aspectos de governança, algo muito comum nos países mais desenvolvidos. Os escândalos financeiros reforçam a necessidade de uma forma de proteção.

DINHEIRO – Também temos enfrentado outras crises, como a hídrica e a elétrica. De que maneira o mercado de seguros se beneficia?

Pedro Purm – É uma modalidade de seguros que também vem ajudando o mercado a crescer. As empresas começaram a mensurar os eventuais impactos e prejuízos que essas crises podem causar em equipamentos e em linhas de produção das companhias. Isso nos ajuda a desenvolver novas linhas de seguros.

DINHEIRO – Mas é rápido lançar produtos no Brasil?

Pedro Purn – O trabalhão dos órgãos reguladores no Brasil evoluiu e temos um mercado bastante rígido. Por um lado, isso faz com que o processo seja mais lento. Mas de certa forma essa é a garantia que temos de um mercado mais sofisticado. De fato, leva-se um tempo considerável entre o desenvolvimento e a aprovação de um novo produto.

DINHEIRO – Quando a empresa chegou ao Brasil, em 2010, a economia estava muito diferente. Isso influenciou os planos para o Brasil?

Pedro Purm – Naquela época, o grupo iniciou uma estratégia de internacionalização e, naquele contexto, o Brasil era um destino certo. Era um momento muito positivo. A empresa saiu dos Estados Unidos, veio para o Brasil e também começou a operar em Londres e em outras regiões da Europa e do Oriente Médio. Claro que o momento econômico é bem diferente, mas o grupo é bastante dinâmico e consegui absorver os desafios do Brasil. Posso dizer que mudamos nosso planejamento, com certeza, mas iniciamos 2015 muito bem estruturados.

DINHEIRO – Quanto investiu no País?

Pedro Purm – O grupo entrou com um investimento mais alto do que era necessário. Começamos com US$ 30 milhões e, com os aportes de capital recebidos desde então, chegamos a US$ 70 milhões investidos no Brasil.

DINHEIRO – Qual sua expectativa para 2015?

Pedro Purm – Crescemos 15% no ano passado e vamos crescer 25% neste ano, mesmo em um ambiente ruim. Preparamos muito a companhia. Claro que nossa base é pequena, portanto, crescemos com mais rapidez. Nosso foco é crescer na área de seguros de transportes, cujas emissões chegaram a R$ 70 milhões no ano passado, e desenvolver as áreas de responsabilidade civil e seguro financeiro.

DINHEIRO – Existe algum ramo em que a Argo deve entrar neste ano?

Pedro Purm – Não estamos fazendo investimentos tão fortes em novos produtos. Mas, sim, temos interesses em novas áreas, mas antes de tomarmos qualquer decisão precisamos sentir o ano. Vamos focar nas linhas já existentes e na aproximação com os corretores.

Levy nomeia Tarcisio Godoy para representá-lo no CNSP

Tarcisio Godoy, atual secretario executivo do Ministério da Fazenda e ex-diretor da Bradesco e ex-presidente da Brasilprev, foi nomeado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para representá-lo no Conselho Nacional de Seguro Privados (CNSP). A portaria 29 publicada hoje no Diário Oficial da União não cita o nome de Godoy, e sim “o secretário executivo do ministério da Fazenda”.

O CNSP é o órgão máximo do setor de seguros, sendo composto por membros indicados por diversos órgãos públicos e tendo poderes regulatórios para estabelecer políticas gerais de seguros e resseguros e regular a criação, organização, funcionamento e inspeção das seguradoras e dos corretores de seguros. Cabe ao CNSP fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados no Brasil. É presidido pelo Ministro da Fazenda e integrado pelo Superintendente da Susep, representantes do Ministério da Justiça, Ministério da Previdência e Assistência Social, Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários.

Veja a íntegra da nota a qual o blog Sonho Seguro teve acesso:

Ministério da Fazenda

Gabinete do Ministro

Portaria nº 29 de 29 de janeiro de 2015

O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 33 do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, com redação dada pelo art. 2º da Lei nº 10.190, de 14 de fevereiro de 2001, resolve:

Art. 1º Delegar competência ao Secretário-Executivo deste Ministério para representá-lo no Conselho Nacional de Seguro Privados, ficando autorizada a subdelegação.

Art. 2º Revogar a Portaria MF nº 131, de 25 de maio de 2004, publicada no Diário Oficial da União de 27 de maio de 2004.

JOAQUIM VIEIRA FERREIRA LEVY

“Tempos difíceis, mas com muitas oportunidades”, diz Marco Antonio Rossi

marco antonio rossi 2A criação de uma super agência reguladora, juntando Susep (seguros, previdência aberta e capitalizacão), Previc (previdência fechada), ANS (planos de saúde e dental) e a Comissão de Valores Mobiliários (mercado de capitais) é algo complexo neste momento. Quem afirma isso é Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e da Bradesco Seguros. “Não sou nem a favor nem contra a criação de um agência reguladora como se comenta na mídia. Mas acho isso pouco provável. Temos uma boa estrutura de regulação e acho complexo unir tantos produtos diferentes numa mesma estrutura regulatória”, diz ele ao Blog Sonho Seguro.

Rossi, um otimista nato, revela uma infinidade de oportunidades que sustentarão o crescimento da indústria de seguros em dois dígitos, mesmo com uma economia que aponta para recessão. Ele vê com bons olhos a fala do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de ter técnicos no comando de agências reguladoras. “Não defendemos nomes e sim técnicos. O setor vem ano a ano conquistando a atenção do governo, que passa a perceber a importância do setor para o crescimento sustentável de uma economia. Esse canal só tende a ser aprimorado com uma equipe formada por técnicos”, comentou ontem, depois de um dia cheio de compromissos com a divulgação do balanço do Banco Bradesco, que divulgou lucro líquido de R$ 15,3 bilhões em 2014, sendo 28,7% vindo do braço segurador.

Quanto à necessidade de aporte de capital das seguradoras brasileiras para implementação de regras que visam um padrão internacional de comparação dos mercados, com valores que ultrapassam R$ 3,8 bilhões de acordo com a Susep, Rossi também tem palavras tranquilizadoras. “As seguradoras já vem se preparando para isso há tempos e está tudo dentro do esperado”. O executivo descarta uma onda de fusões e aquisições no mercado segurador brasileiro, tema que tem sido destaque na mídia internacional. “O setor não é vendedor, pois todos que estão aqui sabem que têm oportunidades e querem conquistá-las. Também acredito que novos competidores ingressarão no mercado, pois há muito espaço para ser conquistado”, diz.

O que norteia o executivo é o potencial ainda a ser explorado no Brasil. “A participação do mercado segurador e saúde suplementar no PIB chega hoje a 6% e pode ser bem maior, comparado a média mundial”. Para conquistar o espaço que o setor vê como adequado, algo próximo a 10% do PIB, as empresas investem em tecnologia, arma que ajuda a reduzir custos operacionais e, consequentemente, torna os preços mais acessíveis aos consumidores com orçamento mais enxuto para enfrentar tempos de recessão.

Paralelamente, as associadas da CNseg investem em comunicação, levando o tema seguros e previdência para o dia a dia da sociedade. “Hoje facilmente escutamos as pessoas discutindo qual o melhor plano de previdência ou comentando sobre o seguro fiança ou seguro viagem”, comenta. Segundo ele, o setor ainda está longe da participação que as seguradoras e corretoras têm na mídia dos Estados Unidos, “mas estamos no caminho certo e nos aprimorando a cada dia”.

E para consolidar o ciclo virtuoso, Rossi cita o corretor, profissional responsável por levar os produtos aos consumidores. “O corretor se preparou mais para atender a uma demanda crescente.” Segundo Rossi, o corretor deixou de olhar só para o seguro automóvel e passou a aproveitar outras oportunidades de vendas, com o desenvolvimento de produtos e serviços para pessoas. “Hoje temos corretores que investiram e se especializaram em pessoas. Essa é uma tendência que cresce, mas ainda está longe de se consolidar diante do imenso potencial que há para a venda de seguros no Brasil”, enfatiza.

“Crescemos em 2014, um ano difícil. E agora temos um ano que exigirá esforços de todos. A boa notícia é que as seguradoras se preparam há anos para que o setor tenha um peso maior na economia brasileira. Além disso, todas essas razões que citei nos ajudarão novamente a crescer num ano atípico para a economia brasileira”, comenta.

Falando um pouco da empresa que preside, Rossi conta que a Bradesco Seguros colheu os frutos da uma ampla reestruturação no organograma, finalizada no ano passado. A estrutura, antes organizada de acordo com o produto, agora é focada no cliente, o que ajuda a identificar oportunidades de venda cruzada”, diz. A área comercial agora atende as quarto seguradoras do grupo, divididas em dois segmentos: uma para clientes do conglomerado e outra para atender corretores e empresas.

Segundo ele, isso foi determinante para o crescimento em 2014, explica, contando que Marco Antonio Gonçalves foi promovido a diretor geral da área comercial do Bradesco. Outras mudanças, decorrentes da ida de Tarcisio Godoy para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, foi a José Sergío Bordin assumir a para a Bradesco Auto Re e em seu lugar ficou Ricardo Alahmar no comando da capitalização.

Segundo dados divulgados pelo banco, o faturamento chegou a R$ 56,1 bilhões em 2014, crescimento de 13,9%, desconsiderando o convênio DPVAT, em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pelos produtos de seguros gerais (carro, casa, empresas, transportes entre outros), saúde, capitalização, bem como vida e previdência, que apresentaram crescimento de 28%, 22,5%, 15,2% e 7%, respectivamente.

O grupo segurador Bradesco registrou lucro liquido de R$ 4,4 bilhões, 17,8% superior ganho do mesmo período do ano anterior, de R$ 3,7 bilhões, apresentando um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 23,7%. As provisões técnicas alcançaram R$ 153,7 bilhões, evolução de 12,5% em relação ao saldo de dezembro de 2013.

A projeção de crescimento das vendas do braço segurador do banco Bradesco está no intervalo entre 12 a 15% para 2015. Enquanto o segmento de seguros situa-se em dois dígitos, a carteira de crédito ficou com estimativa de apenas um dígito: intervalo de 5 a 9%.

Braço segurador representa 28,7% do lucro de R$ 15,3 bi do Bradesco

bradesco logoO braço segurador do Bradesco contribuiu com 28,7% do lucro total de R$ 15,3 bilhões do ganho de 2014 divulgado hoje pelo banco. O grupo segurador, que envolve vendas de seguros, planos de previdência aberta e títulos de capitalização, registrou lucro liquido de R$ 4,4 bilhões, 17,8% superior ganho do mesmo período do ano anterior, de R$ 3,7 bilhões, apresentando um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 23,7%. Algo que salta aos olhos dos investidores estrangeiros, acostumados a uma media de 12% de retorno de grupo seguradores.

Segundo dados divulgados pelo banco, as vendas totalizaram R$ 56,1 bilhões em 2014. A produção registrou crescimento de 13,9%, desconsiderando o convênio DPVAT, em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pelos produtos de seguros gerais (carro, casa, empresas, transportes entre outros), saúde, capitalização, bem como vida e previdência, que apresentaram crescimento de 28%, 22,5%, 15,2% e 7%, respectivamente. As provisões técnicas alcançaram R$ 153,7 bilhões, evolução de 12,5% em relação ao saldo de dezembro de 2013.

A projeção de crescimento das vendas do braço segurador do banco Bradesco está no intervalo entre 12 a 15% para 2015. Enquanto o segmento de seguros situa-se em dois dígitos, a carteira de crédito ficou com estimativa de apenas um dígito: intervalo de 5 a 9%.

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O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador brasileiro com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, fechou o ano de 2014 com faturamento de R$ 56,2 bilhões e crescimento de 13,9% sobre igual período do ano anterior, nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. O lucro líquido registrou evolução de 17,8% na mesma base de comparação, totalizando R$ 4,4 bilhões, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido Ajustado de 23,7%.

Na comparação com 2013, os segmentos de Auto, Saúde, Ramos Elementares e Capitalização apresentaram evolução de dois dígitos – 34%, 22,5%, 16,2% e 15,2%, respectivamente.

“O Grupo Bradesco Seguros está fortemente comprometido com a evolução da cultura do seguro no Brasil, em uma atuação integrada, orientada para as novas relações de consumo e que visa a atender um número cada vez maior de brasileiros com produtos diferenciados”, afirma o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi.

Em 2014, os ativos financeiros do Grupo Segurador cresceram 13,7%, totalizando R$ 166 bilhões, equivalentes a cerca de 30% do total administrado pelo mercado segurador brasileiro. O volume de provisões técnicas também apresentou considerável aumento, alcançando R$ 153,3 bilhões, contra R$ 136,2 bilhões no mesmo período de 2013. Já o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 38,5 bilhões, evolução de 14,1% sobre o período anterior.

Vale destacar a melhora do Índice de Eficiência Administrativa, tanto em relação ao trimestre anterior, quanto na comparação com igual período de 2013. O patamar de 4%, um dos menores dos últimos trimestres, reflete, sobretudo, o benefício gerado com a racionalização de gastos.

No último trimestre, o segmento de previdência complementar evoluiu 114%, em comparação com o trimestre anterior, e 28% ante igual período de 2013. No segmento Saúde, o volume de vendas foi recorde nos últimos cinco anos. Todos os produtos apresentaram crescimento, com destaque para a Carteira de Pequenas e Médias Empresas, que expandiu mais de 37% em faturamento, atingindo 926 mil vidas. Em 2014, a Bradesco Seguros obteve o mais elevado Índice de Desempenho da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) entre as principais seguradoras, na modalidade “Seguradora Especializada em Saúde”.

A marca Bradesco Seguros, patrocinadora oficial dos Jogos Rio 2016, ao lado do Banco Bradesco, e seguradora oficial do evento, foi apontada pelo Instituto Datafolha, pelo 13º ano consecutivo, como Top of Mind na categoria “Seguros”. O reconhecimento é concedido anualmente às marcas mais lembradas pelo consumidor, com base em levantamento realizado em 171 municípios brasileiros. O Instituto ouviu 5.694 pessoas, entre 28 e 30 de julho de 2014.

Zurich oferece consultoria que reduz consumo de água e energia

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A Zurich, empresa global de seguros que atua em mais de 170 países, soma 142 anos de existência e está no Brasil há 32 anos, oferece Consultoria Ambiental gratuita aos segurados, um serviço que analisa caso a caso e indica meios de reduzir o consumo de água e de energia elétrica. “A Zurich tem como principal missão auxiliar o cliente. Estamos sempre atentos às necessidades vigentes, para as quais buscamos inovações e soluções”, declara Walter Pereira, diretor da área de Multirriscos e Equipamentos da Zurich no Brasil.

Em menos de dois anos os Segurados Zurich economizaram cerca de 40 mil m³ e 600 mil kWh, de acordo com levantamento da empresa que realiza a consultoria, a EcoAssist Serviços Sustentáveis. Os segurados têm acesso às informações sobre a redução de consumo. Com esta iniciativa de orientar para o consumo consciente a Zurich confirma seu compromisso com o país e o público.

Mercado triplica procura por seguros contra cancelamento de viagem

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A Ifaseg, empresa responsável pelos programas de seguros da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens) e Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), diz que em 2014 o mercado triplicou a procura por apólices que oferecem proteção contra cancelamentos de viagem. Segundo Mário Gasparini, diretor da empresa, os prejuízos com este tipo de evento já são maiores do que a soma das perdas com extravios de bagagem e acidentes pessoais com passageiros, “que constituem episódios mais conhecidos e tradicionalmente cobertos por apólices de seguro”.

De acordo com a Ifaseg, que é responsável pela administração de riscos de empresas que movimentam mais de 50% do setor de turismo no Brasil, a expansão dos cancelamentos decorre do fato de que o consumidor passou a adquirir viagens com antecedência cada vez maior. “Inúmeros imprevistos podem acontecer entre o momento da compra da passagem e a data de embarque”, observa Gasparini.

O que o mercado de seguros já oferece

Waldir de Menezes, também diretor da Ifaseg, diz que as apólices mais tradicionais de seguro contra cancelamento contemplam apenas casos de morte, invalidez ou internação hospitalar por três dias ou mais. “Contudo, a própria Ifaseg desenhou uma nova proteção que contempla vários tipos de causas, desde pequenos eventos como gripes e resfriados. As coberturas também abrangem o companheiro de viagem, ainda que não haja grau de parentesco”, conta.

O executivo também informa que, na ocorrência do cancelamento, a apólice não apenas garante o reembolso do viajante como também evita desgastes entre a empresa e o consumidor, em função da aplicação de multas. Conforme Waldir, o seguro apresenta excelente relação entre custos e benefícios. “Representa cerca de 2% do valor de uma viagem de 8 dias para a Disney, por exemplo”.

Egle Ferraz lança livro “Seguros: do básico ao avançado” em São Paulo dia 3 de fevereiro

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capaCom o objetivo de enriquecer ainda mais o seguimento de seguros no Brasil que vem passando por grandes mudanças na última década e se expandindo com o crescimento da economia, a autora Egle Ferraz* lançará, no próximo dia 03 de fevereiro, a obra Seguros: do básico ao avançado”.

Ao encontro do crescimento e aumento da importância da atividade de seguros, em parte sob os efeitos dos eventos programados para o país, como a Copa das Confederações em 2013, o Mundial de Futebol em 2014, e, ainda, as Olimpíadas em 2016, na “cidade maravilhosa” do Rio de Janeiro, a obra “Seguros: do Básico ao Avançado”, traz importantes informações técnicas sobre as questões enfrentadas no cotidiano das seguradoras, corretoras de seguros e resseguros, além de aspectos que atingem os segurados em geral, tratando de assuntos diversos, que vão desde dicas mais básicas aos temas mais complexos relacionados e utilizados em seguros gerais.

Para o mercado securitário a obra é uma importante ferramenta, constituindo-se em um verdadeiro manual do profissional de seguros, pois a autora, inspirada nos seus conhecimentos de mais de 20 anos na área e experiência lecionando em Instituições Universitárias na preparação e especialização de profissionais, trata os assuntos técnicos referentes à atividade de maneira clara e objetiva.

Egle Ferraz é mestranda em Comunicação pela USCS, graduada em Comércio Exterior, formada em Ciências do Futebol, com pós-graduações em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Seguros y Reaseguros pela Universidad Pontifícia de Salamanca/ES, além de possuir diversos cursos na área de seguros. Profissional com mais de 20 anos no mercado securitário na área de Danos, em grandes corretoras multinacionais e seguradoras, ainda ministra cursos e palestras em universidades e cursos de formação técnica na área de seguros.

Os 5 riscos mais temidos pelos gerentes de riscos

assustadoO gerenciamento de risco é algo que se torna cada dia mais importante no mundo globalizado. Mas o tema precisa ganhar mais espaço dentro das empresas. Estudo divulgado pelo grupo Allianz, “Allianz Risk Barometer 2015”, revela os cinco riscos mais temidos por 500 gerentes de riscos de 47 países. Segundo 46% dos entrevistados, a interrupção da cadeia de negócios é o risco mais temido e que mais pode trazer perdas para o grupo para o qual trabalham.Para 30%, as catástrofes naturais são o que mais preocupam os acionistas. Cerca de 27% têm como principal preocupação incêndios e explosões; 18% temem as mudanças regulatórias e 17% citaram o risco cibernético como maior risco em 2015.

No entanto, com a rapidez da globalização da economia, o risco muda ao longo dos anos. De acordo com a UNCTAD , nos últimos 50 anos o número de empresas multinacionais cresceu exponencialmente a partir de 7000 para quase 104 mil, podendo chegar a mais de 140 mil em 2020.

Neste estudo publicado no portal da Allianz, os gestores de riscos afirmam que nos próximos 5 anos e nos próximos 10 anos, as preocupações terão um peso diferente. Interrupção de negócios passa a ser o último do ranking dos cinco mais temidos. A mudança climática é o item que mais preocupa no longo prazo.

Nos próximos cinco anos, os riscos apontados pelos gestores são Riscos cibernéticos (37%); Comoção social e guerra (21%); Catástrofe natural (19%)
Terrorismo (15%); Interrupção de negócios (11%). Já no longo prazo, no período entre 5 e 10 anos, mudança climática e catástrofes passam a liderar o ranking, com 19%, seguido por Comoção social e guerra (18%), riscos com avanço tecnológico (17%) e riscos cibernéticos (15%).

KPMG prevê crescimento de 50% nos próximos 5 anos para seguros

© Copyright 2007 Corbis CorporationAs análises com o desempenho do mercado segurador brasileiro geralmente são muito otimistas. Mas essa, da KPMG, é a mais otimista de todas, considerando-se que as previsões para o Brasil são de recessão em 2015 e talvez 2016. Tomara que esteja certa.

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O setor de seguros no Brasil vem apresentando um crescimento consistente e significativo nos últimos 10 anos, sempre acima do aumento do PIB e deverá crescer 50% nos próximos cinco anos, segundo a pesquisa “O mercado brasileiro de seguros hoje e nos próximos anos”. Produzido pela KPMG no Brasil, o levantamento foi realizado com 38 dos principais executivos do setor país e que representam mais de 60% do mercado em termos de prêmios.

Outra constatação do levantamento é que representando 1,2% do Produto Interno Bruto brasileiro, o setor de seguros gerais (excluindo saúde e vida), apesar de ter ganho relevância, tem uma participação pouco representativa quando comparado a economias mais maduras. “Ao compararmos, por exemplo, a participação dos seguros gerais no PIB Brasileiro (1,2%) com economias como a do Chile (1,5%), de Portugal (2,5%), da Bélgica e dos Estados Unidos (3%), percebe-se que os seguros ainda representam muito pouco, apresentando, portanto oportunidade relevante de crescimento e fortalecimento”, analisa a sócia da KPMG e líder para o setor de Seguros, Luciene Magalhães. Segundo o levantamento, nos próximos cinco anos o setor deve passar a representar 1,7% do PIB nacional.

Ainda segundo o estudo, o seguro patrimonial continua representando o pilar tradicional do mercado brasileiro, seguido pelos produtos de seguro de vida que também apresentam crescimento significativo. Já o setor de saúde é visto como um dos mais promissores para os próximos anos. “A saúde ocupa a segunda posição na lista de desejos dos brasileiros, mas o setor não consegue atender os requisitos da população. Além disso, apenas cerca de 25% da população possui um plano ou seguro de saúde o que significa um potencial de desenvolvimento enorme para esse mercado”, afirma Magalhães.

Outras conclusões do estudo

• Mercado de seguros no Brasil se mantém bastante concentrado, com os 10 maiores grupos seguradores representando cerca de 85% dos prêmios diretos em 2013. A expectativa do mercado é que esta concentração se mantenha nos próximos anos.

• A maior parte dos participantes acredita que as principais áreas que devem ser foco de otimização são a gestão de sinistros e os recursos investidos com publicidade e marketing, com foco cada vez mais em campanhas de rádio e TV, jornais e revistas especializadas no setor. As peças publicitárias de rua seguem caminho contrário, e não devem ter a mesma relevância que nos anos anteriores.

• A melhoria na gestão dos processos litigiosos e o aprimoramento do processo de precificação e de gestão de prestadores de serviço são considerados ações prioritárias para a redução das despesas operacionais e ganho de eficiência.

• A maioria dos participantes da pesquisa acredita que os 5 maiores grupos irão aumentar ainda mais seu market share nos próximos anos, principalmente devido ao crescimento orgânico, uma vez que fusões e aquisições entre grandes empresas só foram previstas por 25% dos respondentes. A expectativa é que players internacionais continuem a demonstrar interesse no mercado brasileiro.

Para o estudo completo acesse http://www.kpmg.com/BR/PT/Estudos_Analises/artigosepublicacoes/Documents/pesquisa-seguros-2014.pdf

ACE Brasil investe em pesquisa e lança inovações em seguro contra ações trabalhistas

aceComunicado

Após um amplo estudo que envolveu a participação de institutos de pesquisa nacionais e internacionais, a ACE Brasil reescreveu o clausulado e lançou novas coberturas para o seguro ACE EPL ELITE. Trata-se de um seguro de Responsabilidade Civil que protege as empresas nos casos de reclamações trabalhistas que envolvam o pagamento de indenizações por danos morais. Para expor as inovações, a companhia realizou um evento no último dia 22 de janeiro.

“O seguro de EPL (Employment Practices Liability) é muito popular nos Estados Unidos e Europa, mas ainda é pouco conhecido no Brasil, onde exibe grande potencial de crescimento”, comenta o Diretor de Financial Lines da ACE Brasil, Rafael Domingues. Segundo Rafael, as novas condições gerais do ACE EPL ELITE foram repensadas de acordo com o ambiente jurídico do Brasil. Ele conta que, com isso, um advogado trabalhista ou diretor de recursos humanos, ao ler o novo clausulado, vai encontrar a linguagem com a qual está acostumado a trabalhar.

“O estudo também nos permitiu observar em quais situações é possível oferecer o produto em condições mais atraentes, considerando franquias reduzidas, coberturas adicionais e prêmios mais competitivos. Assim, definimos novas estratégias de subscrição e comercialização para o seguro, e projetamos expressiva expansão de nossa carteira ao longo de 2015”, conta Daniel Lamboy, Especialista em Subscrição da ACE.