Willis Re: o novo mantra é a diversificação

© Copyright 2010 CorbisCorporationA capacidade abundante, que está superando a demanda de resseguros, reduziu pressões das renovações de 1º de Janeiro na maior parte dos países e linhas de negócio, bem como fortaleceu as apostas de que haverá mais fusões e aquisições neste ano, de acordo com o último relatório da Willis RE. “Além da redução nos preços, muitos compradores foram capazes de garantir melhores termos e condições em seus programas de renovações de 1º de Janeiro”, ressalta o relatório “1st View Market Reshaping a Reality”. Com isso, a pressão sobre as resseguradoras, especialmente as pequenas, pode levar a um aumento das fusões e aquisições, de acordo com o relatório. Uma prova disso foi a compra da Catlin pelo grupo XK, por US$ 4,3 bilhões.

Segundo estudo da Willis, muitas resseguradoras reconhecem que não podem mais esperar a salvação através de elevação de preço um aumento nas taxas de juros”, explica Peter Hearn, presidente da Willis RE. Ele acrescenta no comunicado que a “única forma sustentável é mudar modelos de negócios, mesclar as carteiras e se esforçar para crescer. O novo mantra é a diversificação.”

Quedas de árvores sobre os carros: o que os seguros cobrem

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As fortes chuvas do verão acabam resultando em alguns prejuízos, principalmente, nas grandes cidades. Somente neste começo de ano, o Grupo BB E Mapfre já registrou a ocorrência de 32 quedas de árvores em automóveis segurados. “Muitas pessoas não sabem, mas o seguro para veículo cobre esse tipo de situação”, afirma Jabis Alexandre, diretor geral de automóvel do grupo.

Apesar disso, o especialista alerta para a escolha do tipo de apólice. “Especialmente nos centros urbanos, os veículos ficam estacionados nas ruas e estão mais vulneráveis a esse tipo de situação. Para garantir essa cobertura, o motorista precisa contratar a opção de ‘seguro total’, que é um contrato mais completo e contempla diversos imprevistos”, complementa Alexandre.

Alexandre também orienta os motoristas a observarem os locais de estacionamento nesta época, evitando, quando possível, proximidade com árvores de grande porte. “No geral, a melhor dica, válida para todas as situações e não só em relação à queda de árvores, é evitar trânsito nos horários de chuvas fortes nas áreas mais movimentadas e populosas”, diz o executivo. “Muitos acidentes e desconfortos podem ser evitados”, completa.

No mesmo período do ano anterior, o Grupo registrou 27 casos de queda de árvores em automóveis, 15% a menos que 2015.

Presidente do Lloyd’s of London abre agenda para jornalistas brasileiros durante debate no Fórum Econômico Mundial

davosEnquanto o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mostra um Brasil com nova política econômica no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que acontece entre os dias 21 e 24 de janeiro, o presidente do mercado de seguros e resseguros britânico Lloyd’s of London, John Nelson, conversará com a mídia mundial – na qual uma boa parte da agenda foi cedida aos jornalistas brasileiros, sobre o mercado da América Latina para o Lloyd’s, as condições do mercado de seguros e resseguros e atualizações da regulamentação brasileira. Também está aberto a comentar sobre os planos para o escritório do México e licitações na Colômbia.

A indústria de seguros mundial aproveita o Fórum de Davos para tratar de temas relevantes, como gerenciamento de riscos e como o setor atua para preservar o crescimento e as riquezas de um país. Nos eventos anteriores, várias pesquisas foram divulgadas com o apoio de pesos pesados do setor, como Munich Re, Swiss Re, Aon, Marsh, Willis, Allianz e o próprio Lloyd’s, entre outras companhias.

O presidente do Lloyd’s, instituição que aposta nos mercados emergentes, especialmente no Brasil, também falará sobre as tendências mundiais no segmento de seguros gerais; valores sociais do seguro; macroeconomia e liderança do Lloyd’s no nicho de seguro em áreas como cyber, espaço, negócios de interrupção, guerra, K&R, terrorismo e partes do corpo.

Segundo a grande mídia, a presidente Dilma Rousseff desistiu de participar do Fórum Econômico Mundial de Davos para comparecer à cerimônia de posse do presidente da Bolívia, Evo Morales, em La Paz.

Borá preparar a entrevista agendada, por telefone, por um dos principais mercados de seguro e resseguro do mundo, com o blog Sonho Seguro para o dia 21.

Joaquim Levy confirma Westenberger no comando da Susep

FullSizeRender-7Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com Roberto Westenberger, titular da Susep e, segundo nota divulgada hoje pela assessoria do ministro da Fazenda, Westenberger “permanece no cargo, para discutir prioridades para o órgão”. A assessoria não divulgou mais detalhes do encontro. Segundo especialistas, por ser a manutenção no cargo e não uma nomeação, a presidente Dilma Rousseff não precisa aprovar o nome ou fazer qualquer divulgação do assunto no Diário Oficial. Ou seja, a nomeação é prerrogativa da Dilma, por indicação do Ministro da Fazenda. Como Roberto Westenberger já foi nomeando pela presidente, o que precisava era somente uma confirmação.

Em evento realizado em dezembro, o titular da Susep comemorou o otimismo do setor em projetar crescimento de dois dígitos para 2015 e também parabenizou o setor de ter mantido o crescimento de dois dígitos em 2014, considerado um ano difícil e atípico. Entre os principais pontos a serem discutidos com o novo ministro da Fazenda, ele citou condições mais flexíveis do marco regulatório da indústria de seguros, com supervisão eletrônica até modernização das regras de aplicações de reservas técnicas, tornando a blindagem dos ativos garantidores um instrumento que acompanhe as mudanças do mercado financeiro e globalização dos investimentos. Novos modelos de distribuição de seguro no Brasil também precisam ser discutidos para aumentar a participação dos intermediários na venda dos diversos tipos de produtos ofertados pelas empresas do setor”, disse o xerife do setor no almoço de confraternização promovido pela Cnseg, no Rio, em dezembro.

Nesta semana, foi divulgado pela imprensa que Joaquim Levy pretende retomar um antigo projeto sugerido pelo Banco Mundial sobre a unificação da Susep com a CVM. Vinculada ao Ministério da Fazenda, a Susep é o órgão responsável pelo controle e pela fiscalização dos mercados de seguros, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. A autarquia foi criada em novembro de 1966.

Liberty Seguros inova em comunicação com corretor e implanta canal de atendimento via Skype

skypeAtender o consumidor no canal que ele determina ser atendido tem exigido investimentos das seguradoras. Depois de aplicativos para todas as redes sociais, agora é a vez do Skype. Segundo comunicado divulgado hoje a Liberty Seguros é a pioneira em implantar a central de atendimento por meio do SkypeConnect aos corretores. Neste canal é possível fazer as mesmas consultas que o corretor já faz via chat ou nas URAs do 0800 e 4000. “A vantagem é que ao utilizar o Skype ele irá reduzir os seus custos com ligações via telefone fixo ou celular, pois o serviço é gratuito, e para utilizá-lo é só estar conectado à Internet”, afirma Ana Lucia D´Amaral, diretora de Tecnologia da Liberty Seguros, em nota.

Segundo a executiva, este é um canal de comunicação extremamente seguro e passou por uma série de testes de segurança, protegendo assim, com sigilo absoluto, todas as informações e dados do corretor. “O SkypeConnect chega para facilitar o dia a dia do corretor. Ele poderá consultar apólices, documentação, entre outras informações necessárias para vendas, renovações e fechamento das apólices”, diz. Em breve, o serviço também será disponibilizado para todos os clientes da companhia.

De acordo com a nota divulgada, o serviço pode ser utilizado de três formas: pelo computador, tablet ou smartphone. Para utilizar o SkypeConnect basta baixar o aplicativo do Skype para uma das três plataformas e criar uma conta. Se o corretor já tiver uma conta no Skype, ele só vai precisar adicionar o usuário Liberty Seguros_Central aos contatos e fazer a conexão de voz. Os serviços de vídeo e chat do Skype não estão habilitados para esta ferramenta. “Importante ressaltar que a conexão de rede de dados precisa ser estável, seja 3G, 4G ou Wi-fi, para garantir o bom funcionamento do canal”, explica.

Swiss Re avalia em estudo a solvência do setor na América Latina

swiss reA Swiss Re lançou hoje um novo estudo sobre “Regulamentação de solvência de seguro na América Latina: modernização a diferentes velocidades”. A publicação, enviada ao blog Sonho Seguros, avalia a mudança para regimes de regulamentação de solvência baseados em risco na América Latina. As principais conclusões desta publicação para especialistas incluem: Brasil, Chile e México estão em estágios avançados de implementação de estruturas de solvência econômica baseadas em risco e provavelmente adotarão regimes do tipo II de Solvência da UE nos próximos um a três anos.

Colômbia, Costa Rica e Peru estão lançando as bases para reformas abrangentes e instituindo certas disposições de capital baseadas em risco (RBC). Os demais países da América Latina ainda não sinalizaram ambições de reforma mas, no entanto, um movimento rumo a uma solvência baseada na economia provavelmente continuará nos próximos anos em toda a região.

Os requisitos operacionais mais rígidos resultantes de reformas podem estimular a consolidação do setor de seguros, especialmente entre operadores menores.
A combinação de produtos também poderá mudar, com as seguradoras focando mais em produtos de baixo capital.

Para algumas seguradoras, o resseguro pode ser um meio de gerir os requisitos de capital adicionais. Três obstáculos em potencial para uma mudança, em toda a região, rumo a uma solvência baseada em risco incluem políticas governamentais antimercado, instabilidade macroeconômica e as limitações da capacidade institucional.

A estudo em inglês encontra-se disponível neste link http://media.swissre.com/documents/Insurance_solvency_regulation_in_Latin_America.pdf

AGCS divulga estudo sobre os maiores riscos para os negócios em 2015

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O ambiente de negócios enfrenta novas dificuldades graças ao surgimento de vários cenários desfavoráveis em um ambiente corporativo cada vez mais integrado, segundo o quarto relatório Barômetro de Risco da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). De acordo com o estudo, interrupções bruscas nos negócios e falhas na cadeia de suprimentos (46%), catástrofes naturais (30%) e incêndios e explosões (27%) serão os maiores riscos para as empresas em 2015. Já os perigos cibernéticos (17%) e políticos (11%) foram os que mais subiram no ranking, e continuam a preocupar os especialistas. Por sua vez, a perda de reputação (61%) e a interrupção nos negócios (49%) após um incidente são vistas como as principais causas de prejuízos para as empresas.

O risco de crimes cibernéticos e falhas de TI também continua a crescer rapidamente, entrando pela primeira vez no top 5 do ranking (em 2014, eles ocuparam a 8ª posição, e em 2013, apenas a 15ª). Apesar desse aumento, muitas empresas estão subestimando os diferentes impactos, segundo 73% dos entrevistados – e, em muitos casos, por motivo de contenção financeira.

A pesquisa foi feita com mais de 500 analistas de risco e especialistas em seguro corporativo da Allianz e de outras companhias globais em 47 países. De acordo com o levantamento, a combinação de novos riscos econômicos e regulatórios relacionados com a tecnologia cria uma ameaça sistêmica para as empresas globais. Para responder a esses desafios, a Allianz sugere que as companhias façam controles internos mais fortes e uma gestão de risco holística dos negócios.

“A crescente interdependência de indústrias e processos significa que os negócios estão cada vez mais sujeitos a um número crescente de cenários desfavoráveis. Assim, os efeitos negativos podem se multiplicar rapidamente, com um risco criando diversos outros. Catástrofes naturais ou ataques cibernéticos podem interromper os negócios não só de uma empresa, mas de setores inteiros ou de infraestrutura crítica”, afirma Chris Fischer Hirs, CEO da AGCS. “O gerenciamento de risco precisa estar atento a essa nova realidade. Identificar o impacto de qualquer interconexão de forma precoce pode mitigar ou ajudar a prevenir perdas. Também é essencial fomentar a colaboração cruzada das companhias para enfrentar os riscos modernos”.

link para acessar o estudo completo: http://www.imcgrupo.com/impress/gt/upload/allianz_risk_barometer_2015_final.pdf?utm_campaign=rafael.cavalcanti%40s2publicom.com.br-77449%3AL22518.20150113183759-1&utm_source=imcgrupo.com&utm_medium=email

258 desastres naturais globais em 2014 causando perdas seguradas de US$ 39 bi

Fonte: Portal CNseg – Sustentabilidade

258 desastres naturais globais registrados em 2014, em comparação com uma média de 260 eventos de dez anos, causando uma perda segurada total de US$ 39 bilhões, 38% abaixo da média de US$ 63 bilhões dos últimos dez anos, e a menor perda total segurada anual desde 2009. Esses são os principais destaques do Annual Global Climate and Catastrophe Report, produzido pela consultora de risco e corretora de seguros Aon Benfield. Os dois eventos mais caros para as seguradoras e resseguradoras foram as tempestades severas em junho, na Europa, com indenizações de US$ 3 bilhões, e, em maio, nos Estados Unidos, com pagamentos de US$ 2,9 bilhões.

As perdas econômicas globais geradas por catástrofes naturais em 2014 totalizaram US$ 132 bilhões, 37% abaixo da média de US$ 211 bilhões de dez anos. Inundações em setembro no norte da Índia e também no Paquistão resultaram na maior perda econômica do ano, de US$ 18 bilhões.

Stephen Mildenhall, CEO da Aon Analytics, disse: “Apenas 8,6% das perdas com catástrofes globais em 2014 estavam seguradas, em comparação com uma média de 13,9% dos dez anos. O aumento secular em perdas por catástrofes desde 1980, o que é., amplamente em linha com o PIB global, continua a ser um motor de crescimento para a indústria de seguros. Com o seu capital abundante e ferramentas de gerenciamento de risco sofisticadas, a indústria está melhor posicionada do que nunca para cumprir a sua missão principal de fornecimento de produtos de transferência de risco para garantir o crescimento e desenvolvimento em todo o mundo “.

As três principais riscos – inundações, ciclones tropicais, e tempo severo – foram responsáveis por 72% de todas as perdas econômicas durante os 12 meses em análise, enquanto o evento que mais causou mortes em 2014 foi uma extensão de enchentes e deslizamentos de terra, responsáveis pela morte de cerca de 2,6 mil pessoas no Afeganistão.

Steve Bowen, diretor adjunto e meteorologista de impactos do clima da Aon disse: “Apesar de US$ 27 bilhões em desastres naturais individuais em 2014, as perdas econômicas globais foram abaixo da média no segundo ano consecutivo. As perdas mais significativas foram na Ásia, com 57% da perda econômica global. Já quando avaliamos as perdas seguradoras, o maior valor ficou com os Estados Unidos, com 53% do total e responsável por seis das dez maiores perdas seguradas do ano.

Foram registrados 13 ciclones tropicais (Categoria 1+) em todo o mundo em 2014, abaixo da média de 1980-2013 com 16 eventos. Dez dos deslizamentos de terra ocorreram no Hemisfério Norte, incluindo seis na Ásia. Em 31 de dezembro de 2014, os EUA não tinham testemunhado um grande evento na categoria furacão para um recorde de nove anos consecutivos. Enquanto isso, 2014 foi o ano mais quente desde que os registros globais de terra e de temperatura do oceano.

Joaquim Levy pensa em juntar Susep e CVM

Fonte: Relatório Reservado

Espera-se que Joaquim Levy joaconfirme nos próximos dias os nomes dos presidentes da CVM e da Susep. Ou, quem sabe, um nome só. Um professor da EPGE-FGV – que só falta chamá-lo de mano, tamanha a intimidade – aposta que Levy resgatará o velho projeto de fundir as duas autarquias. É provável que o presidente saia dos quadros da própria FGV. Na esfera da CVM, tudo indica que casos como o de Eike Batista não contarão com o beneplácito do novo ministro da Fazenda. O que deve pensar da CVM um profissional com formação acadêmica pela FGV, doutorado na arqui-conservadora Universidade de Chicago e o caráter lapidado na cultura monástica e sisuda do Bradesco? É possível afirmar que desde o professor Otávio Gouveia de Bulhões não se tinha um ministro da Fazenda tão cascudo. Imaginem o xerife que Levy vai escolher…

Terra Brasis recebe autorização para operar na Colômbia

terra brasisA internacionalização do resseguro está a todo vapor no Brasil. Depois do IRB Brasil RE e JMalucelli anunciarem neste ano a estratégia de expansão para outros países, hoje a Terra Brasis Resseguros informa que recebeu no último dia 5 autorização para operar na Colômbia, completando mais uma etapa de sua estratégia de expandir operações na América Latina.

“Após seguir rigorosamente todas as exigências da Superintendencia Financiera de Colombia, órgão regulador do setor no país, finalizou seu inscrição e registro no REACOEX (Reaseguradores y Corredores de Reaseguros del Exterior), possibilitando subscrever todas as linhas de riscos de resseguros em território Colombiano”, informa a Terra Brasis em nota enviada ao blog Sonho Seguro. A companhia já opera no Peru e segue otimista com o potencial do mercado segurador colombiano, enxergando oportunidades de parcerias e negócios entre os países.

Em termos de volume de prêmios de seguros emitido, o mercado Colombiano é cerca de 11% do mercado de seguros gerais brasileiro. Já em relação a prêmio de resseguros, o mercado colombiano é cerca de 35% do brasileiro, ilustrando um potencial significativo para operações de resseguro neste país. “Apesar dos desafios a serem enfrentados, a Terra Brasis considera seu processo de internacionalização uma grande oportunidade de troca de conhecimento, além de importante ferramenta de diversificação do seu portfólio”, finaliza em seu comunicado.