Zurich anuncia novo CCO para Brasil e América Latina

Zurich Lope Alberto Garcia Medina - Chief Claims Officer (CCO) Zurich BrasilRelease

A Zurich, empresa global de seguros que atua em mais de 170 países e está presente no Brasil há 32 anos, anuncia seu novo Chief Claims Officer (CCO) de Seguros Gerais para Brasil e América Latina. Lope Alberto Garcia Medina junta-se à equipe Zurich Brasil sendo responsável por executar prioridades estratégicas de sinistros, de modo que o serviço oferecido atualmente seja aperfeiçoado em benefício dos clientes.

A Zurich mostra-se agradecida aos esforços e contribuições do antigo CCO, Jeffrey Platt. O CCO Lope Alberto se reportará ao CEO para Brasil David Colmenares e ao CEO interino para América Latina Mike Kerner. Todos estão sediados na capital de São Paulo.

Nascido em Caracas, Venezuela, Lope é formado em Matemática e Administração de Empresas pela Florida Atlantic University. Além de ter uma vasta experiência no setor de seguros, em que trabalha desde 1993. Há quatro anos atuava como CCO em seguradora americana para as regiões da América Latina e do Caribe.

Susep instala comissão para apurar denúncias na liquidação da Confiança Seguros

Às voltas com denúncias de má gestão da direção fiscal e liquidação da Confiança Cia. de Seguros, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) decidiu instaurar uma comissão de inquérito para apurar as causas que levaram a seguradora à liquidação extrajudicial, assim como apurar eventuais responsabilidades de seus administradores e membros dos conselhos de administração e fiscal, se houver, ficando estabelecido o prazo de 120 dias para conclusão dos trabalhos. Segundo nota no Diário Oficial, a Susep designou Carlos Alberto Soares dos Santos, Heitor Romero de Souza Gomes Ladeira e Marrynton Augusto Severo Junior para condução do referido inquérito, cabendo ao primeiro a presidência dos trabalhos.

Apoio do financeiro fará diferença para seguradoras

Fonte: Agência Estado

A expectativa de desaceleração no crescimento dos prêmios associada aos riscos para aumento da sinistralidade por conta do atual cenário macroeconômico devem reforçar o apoio do resultado financeiro para as seguradoras em 2015. No ano passado, este componente já garantiu lucros maiores para essas companhias, também beneficiadas por um esforço na melhora do resultado operacional devido ao maior rigor na precificação.

O quarto trimestre de 2014 foi preponderante no resultado anual de algumas companhias. A SulAmérica, por exemplo, entregou no período a maior parte do lucro líquido apresentado em todo o exercício. Foram R$ 548,7 milhões, expansão de 14,2% em relação a 2013, o maior na história da companhia. No quarto trimestre, o lucro da seguradora cresceu 1,9% ante um ano e 145,9% na comparação trimestral.

De acordo com o diretor vice-presidente de Controle e Relações com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme d’Amoed Neto, os segmentos de automóvel e saúde apresentaram bom desempenho que, somado ao financeiro, permitiram à companhia atingir os números divulgados no final da semana passada. “Conseguimos entregar bons resultados mesmo em um cenário desafiador. Em 2015, a possibilidade de aumento de desemprego é preocupante, mas o efeito deve ser amortecido pelo perfil anticíclico do mercado de seguros”, explicou d’Amoed Neto, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, por exemplo, não espera “números fantásticos” para o ano. Além disso, reduziu e alterou a maioria dos seus guidances (projeções). Ao invés de projetar retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado (RSPL), a BB Seguridade passou a divulgar uma projeção de lucro. A companhia espera que fique entre R$ 3,6 bilhões e R$ 3,9 bilhões em 2015, cifra que, se confirmada, representará aumento de 11,7% a 21,0%. No ano passado, o lucro da seguradora cresceu 43%.

O presidente da BB Seguridade, Marcelo Labuto, explicou que passados quase dois anos da abertura de capital, a companhia decidiu aumentar seu foco e a mudança nos guidances não significa uma menor quantidade de informações divulgadas. Justificou ainda que a seguradora busca um resultado sustentável e, por isso, a projeção mais conservadora. “Temos um retorno que já é grande. Nosso maior compromisso é a primeira linha, que é o crescimento dos resultados”, afirmou ele, em coletiva de imprensa recente.

A Porto Seguro também entregou resultados melhores com aceleração no lucro líquido a despeito de leve aumento nos índices de sinistralidade e combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras. O crescimento saltou de pouco mais de 1% em 2013 ante o ano anterior para 24,2% no ano passado, ultrapassando os R$ 880 milhões. Em contrapartida, os prêmios desaceleraram, reforçando a maior contribuição do resultado financeiro.

Apesar do impulso no lucro, a Bradesco Seguros contribuiu menos para o resultado do banco em 2014 em meio à elevação de juros que reforçou a linha de títulos e valores mobiliários e ainda maiores captações. Caiu de 31% para 29%. Depois de superar a meta de crescimento de prêmios no ano passado, a seguradora divulgou projeções levemente mais otimistas ainda que pese um cenário econômico mais desafiador, conforme executivos. A justificativa, segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, é a conclusão da reestruturação e integração que fez em sua área comercial.

“Estamos trabalhando para entregar crescimento superior ao de 2014 e devemos nos beneficiar de uma maior sinergia efetiva em termos de vendas”, disse ele, em entrevista exclusiva ao Broadcast. Para este ano, a Bradesco Seguros projeta aumento de 12% a 15%.

O Itaú Unibanco segue focado em crescer em seguros, mas, conforme Roberto Setubal, presidente-executivo da instituição, com foco ainda mais específico em seguros de varejo. No ano passado, a instituição vendeu sua carteira de grandes riscos para a americana Ace e deve se desfazer de mais ativos ao longo de 2015. Além do lucro do Itaú com seguros ter crescido 15,1%, para R$ 2,938 bilhões, seu índice combinado melhorou mesmo com uma sinistralidade levemente maior.

Outro banco que tem reforçado a aposta no mercado securitário é o BTG Pactual. A partir do próximo trimestre, a instituição considera, inclusive, abrir os números de sua seguradora, comandada por André Gregori. Os prêmios de seguros do BTG foram a R$ 450 milhões em 2014, montante 59,2% maior que no ano anterior, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os números consideram, conforme a autarquia, os resultados da BTG Seguradora, com foco em seguro garantia e infraestrutura, e a Pan Seguros (seguradora do ex-Panamericano), adquirida no ano passado. “Com a aquisição da Pan Seguros e o seguro de crédito já há densidade dos resultados de seguros como também relevância na receita”, afirmou André Esteves, presidente do BTG, em teleconferência, na semana passada.

Missa em memória de Eduardo Bom Angelo

eduardoSheila Clezar comunica que será realiza uma Missa em memória do nosso querido e saudoso Eduardo Bom Angelo pelo primeiro ano de falecimento.

Quarta-feira, 11/03/15
19 hs
Igreja da Cruz Torta
Av. prof. Frederico Hermann Jr, 105 – Alto de Pinheiros

Empreendedorismo feminino é tema de evento do Sincor-SP

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O tradicional evento anual do Sincor-SP direcionado às corretoras de seguros acontecerá no Immensitá Espaço de Eventos, em São Paulo, no dia 11 de março, das 12h às 19h. A iniciativa integra as ações da entidade pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no mundo todo em 8 de março.

“O talento, a competência e a sensibilidade feminina são qualidades que se manifestam diariamente em todos os campos de atividades, mas queremos destacá-los, de modo especial, na atuação empreendedora das corretoras de seguros”, afirma o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, lembrando que o tema será “Transforme o mundo começado por você! – O empreendedorismo na vida de uma corretora de seguros”.

Um dos destaques será o debate “Desafios para a corretora de seguros empreendedora nos próximos cinco anos”, que contará com a participação de três importantes lideranças do mercado segurador: a coordenadora da Susep, Regina Simões, o presidente do Conselho da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, e o presidente da SulAmérica Seguros, Gabriel Portella.

As qualidades das empreendedoras de sucesso serão discutidas de forma lúdica e bem-humorada na apresentação teatral “Prazer, Sou Mulher”, encenada pela atriz Lúcia Alves. Formada em Marketing e Artes Cênicas, Lúcia desenvolve, com grande sucesso, trabalhos motivacionais, de autoestima e liderança empresarial para profissionais de vendas.

O evento ainda reserva muitas surpresas, atrações, distribuição de brindes e sorteios de prêmios para homenagear as corretoras de seguros e, no decorrer das atividades, o Sincor-SP vai promover o lançamento do Dia Internacional da Mulher de 2016.

Dia internacional da Mulher – O empreendedorismo na vida de uma corretora de seguros

Local: Immensitá Espaço de Eventos

Endereço: Avenida Luiz Dumont Villares, nº 392 – São Paulo

Data: 11/03

Horário: das 12h às 19h

CNseg organiza palestras e debates em comemoração ao Dia do Ouvidor

ouvidoriaFonte: portal da CNseg

O 16 de março, dia do Ouvidor, será celebrado pela CNseg com palestras e debates com a presença de especialistas e lideranças do mercado. Já confirmaram presença Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional do Direito do Consumidor, e Roberto Westenberger, superintendente da Susep, que estarão juntos no painel “O estímulo da regulamentação às boas práticas”, que será moderado pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

O evento, realizado no auditório da Escola Nacional de Seguros, no Rio de Janeiro, a partir das 8h30, contará ainda com a participação de Ricardo Morishita, diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público e professor de Direito do Consumidor; Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde; Nilton Molina, presidente do Conselho da Mongeral AEGON Seguros, e Silas Rivelle Júnior, presidente da Comissão de Ouvidora da CNseg e Ouvidor da Unimed Seguros.

Os convidados serão recebidos pelo anfitrião Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, que falará na abertura dos debates, que abordarão as perspectivas das ouvidorias no Brasil, o papel estratégico dos ouvidores no setor, entre outros temas. Ao final do evento, haverá, ainda, o lançamento da Carta dos Ouvidores de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores Brasileiros.

O auditório da Escola Nacional de Seguros fica localizado no 4º andar da Rua Senador Dantas, 74.

Terra Brasis lança prévia de estudo do desempenho de resseguro em 2014

resseguro 2014A Susep completou esta semana a divulgação dos dados das Resseguradoras Locais referentes ao ano de 2014. Nos próximos dias sairá a publicação completa do Terra Report. Nesta prévia o grupo antecipa alguns destaques.

O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bilhões, aumento de 10,3% em relação aos R$ 8,26 bilhões apresentados no mesmo periodo de 2013.

O volume de resseguro (bruto de comissão) aceito pelas resseguradoras locais foi de R$ 6,5 bilhão, um crescimento de 16,1%. A sinistralidade ficou em 78% (88% do ano anterior) e o combined ratio encerrou o ano em 99% (103% em 2013). O Resultado após impostos foi de R$ 685 milhões (R$ 602 milhões do IRB) tendo sido de R$ 271 milhões em 2013. Com estes números, o ROE do conjunto de resseguradores locais em relacao ao patrimonio liquido no final do periodo foi de 11.5% (20.4% para o IRB e 2.8% para o conjunto das demais resseguradoras locais).

Agenda: APTS e ANSP apresentarão visão atualizada do Microsseguro

microsseguroO Café da Manhã “Microsseguros: uma visão atualizada no Brasil e no mundo”, que a APTS e a ANSP realizarão na manhã do dia 29 de abril, no auditório do Sindseg-SP, apresentará as experiências bem-sucedidas de países que comercializam microsseguros e também o atual estágio desse seguro no Brasil.

Na América Latina, o microsseguro cresceu quase 8%, entre 2011 e 2013, e atingiu US$ 800 milhões em prêmios. Estas e outras novidades discutidas durante a 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada em novembro do último ano, na Cidade do México, serão trazidas ao evento pela advogada Ana Rita Petraroli, coordenadora da cátedra de Microsseguros da ANSP.

A abertura será realizada pelo coordenador Adevaldo Calegari, que é diretor de Microsseguros da APTS e mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP). Também está confirmada a participação de Bento Zanzini, diretor do Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE, que foi um dos painelistas na conferência mexicana. Ele apresentará palestra sobre o atual momento do microsseguro no Brasil, os produtos, serviços e os primeiros resultados.

Café da Manhã “Microsseguros: uma visão atualizada no Brasil e no mundo”

Dia 29 de abril, das 8h30 às 11h30, no auditório do Sindseg-SP, na Av. Paulista, 1.294, 4º andar.

Coordenação: Adevaldo Calegari e Ana Rita Petraroli

Realização: APTS e ANSP

8h30 – Recepção e café de boas-vindas

9h15 – Abertura – por Adevaldo Calegari

9h30 – Palestra “Novidades do Microsseguro pelo mundo” (informações do último congresso mundial) – por Ana Rita Petraroli

10h10 – Palestra “Momento do Microsseguro no Brasil: produtos, serviços e primeiros resultados” – por Bento Zanzini

10h50 – Debates e esclarecimentos

11h30 – Encerramento

(*) programação preliminar sujeita a alterações.

Informações e inscrições pelos telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou e-mail: apts@apts.org.br

Apoio: Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Camaracor-SP), Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS) e Sincor-SP

Crise não impedirá crescimento de seguro de pessoas e previdência, diz presidente da FenaPrevi

Por Márcia Alves

Recebido pelo presidente Dilmo B. Moreira e diretoria do CVG-SP em almoço no dia 3 de março, no Terraço Itália, o presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), Osvaldo Nascimento, manifestou seu otimismo em relação às perspectivas de manutenção do crescimento do mercado de seguros, apesar da crise econômica. Em sua participação no evento do CVG-SP, pelo terceiro ano consecutivo, Nascimento apresentou o tema O mercado de Seguro de Pessoas e Previdência para 2015 na visão da FenaPrevi . Desta feita, porém, ele expôs questões inéditas e estruturais no contexto político e econômico brasileiro, responsáveis pelo clima de pessimismo que tomou conta do país.

O dirigente revelou que não compartilha do desalento da população com os desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. De um ponto de vista diverso, ele acredita que o episódio tem seu lado positivo, que é mobilizar a sociedade no combate à corrupção e na melhoria da governança nas empresas públicas e privadas. A sociedade está dando um passo na direção correta e avançando , disse. Nascimento observou que a situação seria menos desgastante se o Brasil fosse adepto de acordos de leniência, como os Estados Unidos, por exemplo, que no caso da crise do subprime, penalizou empresas, sem paralisar suas atividades. É uma forma de preservar a integridade das empresas para que não haja impacto econômico à sociedade , disse.

O mais preocupante, em sua opinião, é o complicado momento atual econômico do país, o qual atribui à combinação de diversos fatores negativos. O principal, a seu ver, é a queda do preço internacional do barril de petróleo, que desceu de US$ 100 para US$ 50 nos últimos meses. Embora a economia brasileira não seja dependente da conta petróleo, como a Rússia e Venezuela, por exemplo, o país sofre os efeitos indiretos da redução de investimentos da Petrobras, sobretudo no pré-sal.

Considerando a grande participação da Petrobras e de toda cadeia de fornecedores e distribuidores no PIB, em torno de 12%, Nascimento observa que haverá efeitos negativos. Além do impacto econômico e fiscal, por causa da redução do recolhimento de tributos da Petrobras, os efeitos mais nefastos seriam sentidos pela população, devido à diminuição do volume de empregos, da renda e do nível de consumo.

Pesa também, segundo ele, o resultado do plano de governo para corrigir os rumos da economia, que retirou os subsídios na área energética, causando o aumento da conta de energia elétrica. Outra medida foi a elevação de preços dos combustíveis, que foram mantidos artificialmente mais baixos por um longo período para conter a inflação. Portanto, o efeito petróleo na cadeia de investimentos da Petrobras tem um peso relevante, mas pouco discutido pela imprensa, que ainda gasta mais tempo tratando do Lava Jato, um problema mais pontual , concluiu.

Por outro lado, Nascimento mantém o otimismo e acredita na tendência de mudança. Sabemos que o preço do petróleo vai subir, mas não sabemos quando , disse. Por hora, ele teme apenas o rebaixamento da classificação de risco do país. Perder a condição de investment grade seria o pior cenário possível. Mas não acredito que isso aconteça, pelo menos não em 2015. Nosso país tem uma economia muito diversificada e com grande capacidade de recuperação , frisou.

Impacto para os seguros

Para o presidente da FenaPrevi, a queda do poder aquisitivo refletirá na capacidade de compra da população, afetando todos os segmentos, como o de veículos novos, por exemplo, cujas vendas já caíram 10%, e também o setor de seguros. Porém, o setor já deu provas de que consegue resistir e reagir a situações adversas. No último ano, previdência, capitalização e saúde foram os segmentos que mais cresceram. Esperamos para este ano algo parecido, com um crescimento na faixa de 10%, o que é bastante positivo , disse.

Os resultados alcançados pela previdência em 2014, um ano depois da maior crise que se abateu sobre o segmento, provam, na avaliação de Nascimento, que o setor está preparado para enfrentar adversidades. Segundo ele, entre 2012 e 2013, no ápice da crise, quando os resgates superaram as contribuições, houve um aumento receita da previdência de R$ 70,4 bilhões para R$ 73,7 bilhões. Entendo que 2013, diante do que aconteceu, foi um ano bom , disse.

Em 2014, a receita atingiu R$ 83,5 bilhões, não em função de maior captação, mas, segundo Nascimento, em virtude da redução dos resgates. O trabalho de educação financeira fez cair significativamente o volume de resgates , explicou. Deste resultado, o maior volume corresponde ao VGBL, que respondeu por mais de 85% da receita. Nesse período, as reservas técnicas do segmento alcançaram R$ 431 bilhões. A expectativa de Nascimento é que nos próximos cinco anos as reservas atinjam R$ 1 trilhão.

Um dado interessante apresentado por ele é o crescimento da participação do seguro prestamista (28,8%) na composição dos prêmios acumulados no ramo de pessoas, que somaram R$ 27,7 bilhões. Depois do seguro de vida (40,6%), o prestamista foi o ramo que mais cresceu, superando até o seguro de acidentes pessoais (17,9%). O crescimento não ocorreu pelo canal tradicional dos corretores, mas pela venda de seguros conjugados, especificamente de crédito , informou.

Propostas da FenaPrevi

Nascimento apontou as duas principais prioridades da FenaPrevi: investir em educação financeira e desenvolver produtos cada vez mais adequados ao perfil do cliente. A educação é um grande gap em praticamente todas as áreas de negócios de nosso país. Por isso, melhorar a qualidade da comunicação e a transparência dos produtos para que o consumidor saiba o que está comprando são as metas , disse. Na linha de produtos, a FenaPrevi deseja a regulamentação de nova família de planos, tanto de vida como de previdência, com características de mais longo prazo. Mas, Nascimento reconhece que dependerá de mais estabilidade econômica e da maturidade dos brasileiros em relação a produtos que remetem a investimentos de longo prazo.

O dirigente adiantou que ainda neste semestre a entidade poderá conseguir a aprovação de uma família de annuities (rendas programadas). O mercado de seguro de vida tem muitos produtos, mas ainda não tem um seguro de renda programada , disse. Ele também anunciou que o VGBL Saúde será aprovado em breve e acredita que seja ainda neste semestre. Já o Universal Life aguarda apenas a avaliação da área jurídica da Susep, que é a última etapa para entrar no mercado.

Outra proposta que depende de regulamentação são os planos voltados à filantropia. A ideia é viabilizar a doação de recursos a entidades regulamentadas, como hospitais e universidades, por exemplo, de forma programada. A experiência mostra que a doação à vista não atinge o propósito , disse. Para beneficiar os poupadores, a FenaPrevi também criará a figura do empréstimo lastreado em produtos de previdência. Trata-se da oferta de recursos da Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBAC) como garantia de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras. O cidadão poderá resgatar o plano ou seguro de vida sem perder o beneficio tributário , explicou.

Outra novidade que beneficiará o segmento empresarial será a viabilização do VBGL para pessoa jurídica. A regulamentação da previdência inviabiliza o produto corporativo porque entende as contribuições previdenciárias como remuneração, obrigando as empresas a recolherem tributos , disse. Nascimento acredita que não haverá empecilho à aprovação do produto.

Por fim, um dos desafios da FenaPrevi está relacionado à aplicação de recursos de provisões, reservas técnicas e fundos em ativos garantidores. Para tanto, Nascimento entende que será preciso adotar regras de alongamento e desindexação para a aplicação de recursos de fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs) em modalidade de renda fixa. Segundo ele, as regras devem atender a necessidade de manutenção e respeito às normas vigentes e, ainda, as novas disposições aplicáveis apenas a planos voltados à acumulação de recursos, estruturados e contratados sob novo regramento.

Concluindo sua apresentação, Nascimento reforçou que os três maiores desafios da FenaPrevi são difundir a educação financeira, criar produtos adequados ao perfil do consumidor e equacionar a distribuição de seguro de vida. O vida individual é mais vendido pelo canal bancassurance, porque o corretor de seguros é mais focado nos ramos patrimonial e seguro de vida em grupo. Então temos analisar junto à Fenacor uma melhor forma de distribuição para mudar esse produto de patamar , disse. Ele destacou, ainda, que sem melhoria na distribuição conjugada com a transparência no processo de venda, por meio da qualificação e educação, o mercado não terá significativa participação no PIB .

Crescimento

Dilmo B. Moreira, presidente do CVG-SP, destacou a importância da análise de Nascimento sobre o cenário econômico para situar a evolução do mercado de seguros. Em relação aos novos produtos que estão na agenda da FenaPrevi, ele ressaltou a importância do VGBL Saúde, porque alivia o Estado de uma tremenda carga , e o Universal Life, que, pela atratividade, acredita, impulsionará o mercado .

Compondo a mesa de autoridades, o presidente da AXA seguros, Philippe Jouvelot, se mostrou impressionado com a apresentação de Nascimento. Parabéns ao Osvaldo, que explicou o contexto econômico e como o Lava Jato pode ajudar, apesar da visão pessimista dos cidadãos. Mas, o mais relevante é o que vocês do mercado farão para se desenvolver, por meio da educação financeira e transparência dos produtos. O mercado de vida tende a crescer, mas depende de vocês , disse.

Em relação à educação financeira, o diretor Executivo da Escola Nacional de Seguros (ENS), Renato Campos, fez questão de informar que o mercado tem ativa participação no Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), atualmente presidido pelo superintendente da Susep, Roberto Westenberger. Por meio da CNseg, nosso mercado vem desenvolvendo um grande trabalho de educação financeira. Também a ENS colabora por meio do site Tudo sobre Seguros, que recebe 2 milhões de visitas por mês , disse.

Encerrando o evento, o presidente do CVG-SP entregou ao presidente da FenaPrevi uma placa em sua homenagem. É singelo, mas de coração para marcar a importância deste momento , disse Dilmo B. Moreira.

Presidente da CNseg aposta no ramo de pessoas para alavancar o mercado de seguros

Por Márcia Alves

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marco Antonio Rossi, reconhece que o atual cenário econômico é desafiador, mas confia no potencial de alguns seguros do ramo de pessoas para alavancar o crescimento do mercado.

Recebido pelo presidente da Aconseg-SP, Jorge Teixeira Barbosa, em almoço promovido pela entidade nesta quinta-feira, 5 de março, no Terraço Itália, Rossi analisou as perspectivas do setor de seguros em cenário de baixo desempenho econômico.

Para o dirigente, a necessidade de ajustes complexos na economia torna o momento atual desafiador para o país. Rossi manifestou sua confiança na capacidade do país de superar as dificuldades econômicas e, ainda, na competência do mercado de seguros de atingir o crescimento projetado no patamar de dois dígitos. O ministro Joaquim Levy costuma dizer que o Brasil tem uma fotografia complexa, mas um filme bonito de se ver , disse.

No final de 2014, a CNseg divulgou sua estimativa de crescimento para o setor em 2015 entre 10% e 12%. Essas previsões foram feitas em um momento em que ainda não havia um cenário muito claro para a economia. Mas, considerando as oportunidades que o mercado de seguros dispõe, é possível acreditar que esses números sejam cumpridos , disse.

Em termos de oportunidades para o mercado, Rossi colocou o seguro saúde no topo da lista. É um segmento que já alcançou sua maturidade, somando 50 milhões de usuários, e que ainda tem muito espaço para crescer, já que existe um desejo intenso da população de adquirir esse produto , disse.

Em segundo lugar, ele apontou o seguro odontológico, que ainda é pouco consumido no Brasil e apresenta grande potencial se comparado com mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos. É um seguro de baixo tíquete e que tem boa oportunidade de crescimento , disse.

Por fim, Rossi citou o seguro viagem como outro ramo que precisa ser mais explorado. São produtos que farão a diferença para o desenvolvimento do setor e oportunidades de alavancar o seu crescimento ,concluiu.