CNseg organiza palestras e debates em comemoração ao Dia do Ouvidor

ouvidoriaFonte: portal da CNseg

O 16 de março, dia do Ouvidor, será celebrado pela CNseg com palestras e debates com a presença de especialistas e lideranças do mercado. Já confirmaram presença Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional do Direito do Consumidor, e Roberto Westenberger, superintendente da Susep, que estarão juntos no painel “O estímulo da regulamentação às boas práticas”, que será moderado pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

O evento, realizado no auditório da Escola Nacional de Seguros, no Rio de Janeiro, a partir das 8h30, contará ainda com a participação de Ricardo Morishita, diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público e professor de Direito do Consumidor; Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde; Nilton Molina, presidente do Conselho da Mongeral AEGON Seguros, e Silas Rivelle Júnior, presidente da Comissão de Ouvidora da CNseg e Ouvidor da Unimed Seguros.

Os convidados serão recebidos pelo anfitrião Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, que falará na abertura dos debates, que abordarão as perspectivas das ouvidorias no Brasil, o papel estratégico dos ouvidores no setor, entre outros temas. Ao final do evento, haverá, ainda, o lançamento da Carta dos Ouvidores de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores Brasileiros.

O auditório da Escola Nacional de Seguros fica localizado no 4º andar da Rua Senador Dantas, 74.

Terra Brasis lança prévia de estudo do desempenho de resseguro em 2014

resseguro 2014A Susep completou esta semana a divulgação dos dados das Resseguradoras Locais referentes ao ano de 2014. Nos próximos dias sairá a publicação completa do Terra Report. Nesta prévia o grupo antecipa alguns destaques.

O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bilhões, aumento de 10,3% em relação aos R$ 8,26 bilhões apresentados no mesmo periodo de 2013.

O volume de resseguro (bruto de comissão) aceito pelas resseguradoras locais foi de R$ 6,5 bilhão, um crescimento de 16,1%. A sinistralidade ficou em 78% (88% do ano anterior) e o combined ratio encerrou o ano em 99% (103% em 2013). O Resultado após impostos foi de R$ 685 milhões (R$ 602 milhões do IRB) tendo sido de R$ 271 milhões em 2013. Com estes números, o ROE do conjunto de resseguradores locais em relacao ao patrimonio liquido no final do periodo foi de 11.5% (20.4% para o IRB e 2.8% para o conjunto das demais resseguradoras locais).

Agenda: APTS e ANSP apresentarão visão atualizada do Microsseguro

microsseguroO Café da Manhã “Microsseguros: uma visão atualizada no Brasil e no mundo”, que a APTS e a ANSP realizarão na manhã do dia 29 de abril, no auditório do Sindseg-SP, apresentará as experiências bem-sucedidas de países que comercializam microsseguros e também o atual estágio desse seguro no Brasil.

Na América Latina, o microsseguro cresceu quase 8%, entre 2011 e 2013, e atingiu US$ 800 milhões em prêmios. Estas e outras novidades discutidas durante a 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada em novembro do último ano, na Cidade do México, serão trazidas ao evento pela advogada Ana Rita Petraroli, coordenadora da cátedra de Microsseguros da ANSP.

A abertura será realizada pelo coordenador Adevaldo Calegari, que é diretor de Microsseguros da APTS e mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP). Também está confirmada a participação de Bento Zanzini, diretor do Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE, que foi um dos painelistas na conferência mexicana. Ele apresentará palestra sobre o atual momento do microsseguro no Brasil, os produtos, serviços e os primeiros resultados.

Café da Manhã “Microsseguros: uma visão atualizada no Brasil e no mundo”

Dia 29 de abril, das 8h30 às 11h30, no auditório do Sindseg-SP, na Av. Paulista, 1.294, 4º andar.

Coordenação: Adevaldo Calegari e Ana Rita Petraroli

Realização: APTS e ANSP

8h30 – Recepção e café de boas-vindas

9h15 – Abertura – por Adevaldo Calegari

9h30 – Palestra “Novidades do Microsseguro pelo mundo” (informações do último congresso mundial) – por Ana Rita Petraroli

10h10 – Palestra “Momento do Microsseguro no Brasil: produtos, serviços e primeiros resultados” – por Bento Zanzini

10h50 – Debates e esclarecimentos

11h30 – Encerramento

(*) programação preliminar sujeita a alterações.

Informações e inscrições pelos telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou e-mail: apts@apts.org.br

Apoio: Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Camaracor-SP), Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS) e Sincor-SP

Crise não impedirá crescimento de seguro de pessoas e previdência, diz presidente da FenaPrevi

Por Márcia Alves

Recebido pelo presidente Dilmo B. Moreira e diretoria do CVG-SP em almoço no dia 3 de março, no Terraço Itália, o presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), Osvaldo Nascimento, manifestou seu otimismo em relação às perspectivas de manutenção do crescimento do mercado de seguros, apesar da crise econômica. Em sua participação no evento do CVG-SP, pelo terceiro ano consecutivo, Nascimento apresentou o tema O mercado de Seguro de Pessoas e Previdência para 2015 na visão da FenaPrevi . Desta feita, porém, ele expôs questões inéditas e estruturais no contexto político e econômico brasileiro, responsáveis pelo clima de pessimismo que tomou conta do país.

O dirigente revelou que não compartilha do desalento da população com os desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. De um ponto de vista diverso, ele acredita que o episódio tem seu lado positivo, que é mobilizar a sociedade no combate à corrupção e na melhoria da governança nas empresas públicas e privadas. A sociedade está dando um passo na direção correta e avançando , disse. Nascimento observou que a situação seria menos desgastante se o Brasil fosse adepto de acordos de leniência, como os Estados Unidos, por exemplo, que no caso da crise do subprime, penalizou empresas, sem paralisar suas atividades. É uma forma de preservar a integridade das empresas para que não haja impacto econômico à sociedade , disse.

O mais preocupante, em sua opinião, é o complicado momento atual econômico do país, o qual atribui à combinação de diversos fatores negativos. O principal, a seu ver, é a queda do preço internacional do barril de petróleo, que desceu de US$ 100 para US$ 50 nos últimos meses. Embora a economia brasileira não seja dependente da conta petróleo, como a Rússia e Venezuela, por exemplo, o país sofre os efeitos indiretos da redução de investimentos da Petrobras, sobretudo no pré-sal.

Considerando a grande participação da Petrobras e de toda cadeia de fornecedores e distribuidores no PIB, em torno de 12%, Nascimento observa que haverá efeitos negativos. Além do impacto econômico e fiscal, por causa da redução do recolhimento de tributos da Petrobras, os efeitos mais nefastos seriam sentidos pela população, devido à diminuição do volume de empregos, da renda e do nível de consumo.

Pesa também, segundo ele, o resultado do plano de governo para corrigir os rumos da economia, que retirou os subsídios na área energética, causando o aumento da conta de energia elétrica. Outra medida foi a elevação de preços dos combustíveis, que foram mantidos artificialmente mais baixos por um longo período para conter a inflação. Portanto, o efeito petróleo na cadeia de investimentos da Petrobras tem um peso relevante, mas pouco discutido pela imprensa, que ainda gasta mais tempo tratando do Lava Jato, um problema mais pontual , concluiu.

Por outro lado, Nascimento mantém o otimismo e acredita na tendência de mudança. Sabemos que o preço do petróleo vai subir, mas não sabemos quando , disse. Por hora, ele teme apenas o rebaixamento da classificação de risco do país. Perder a condição de investment grade seria o pior cenário possível. Mas não acredito que isso aconteça, pelo menos não em 2015. Nosso país tem uma economia muito diversificada e com grande capacidade de recuperação , frisou.

Impacto para os seguros

Para o presidente da FenaPrevi, a queda do poder aquisitivo refletirá na capacidade de compra da população, afetando todos os segmentos, como o de veículos novos, por exemplo, cujas vendas já caíram 10%, e também o setor de seguros. Porém, o setor já deu provas de que consegue resistir e reagir a situações adversas. No último ano, previdência, capitalização e saúde foram os segmentos que mais cresceram. Esperamos para este ano algo parecido, com um crescimento na faixa de 10%, o que é bastante positivo , disse.

Os resultados alcançados pela previdência em 2014, um ano depois da maior crise que se abateu sobre o segmento, provam, na avaliação de Nascimento, que o setor está preparado para enfrentar adversidades. Segundo ele, entre 2012 e 2013, no ápice da crise, quando os resgates superaram as contribuições, houve um aumento receita da previdência de R$ 70,4 bilhões para R$ 73,7 bilhões. Entendo que 2013, diante do que aconteceu, foi um ano bom , disse.

Em 2014, a receita atingiu R$ 83,5 bilhões, não em função de maior captação, mas, segundo Nascimento, em virtude da redução dos resgates. O trabalho de educação financeira fez cair significativamente o volume de resgates , explicou. Deste resultado, o maior volume corresponde ao VGBL, que respondeu por mais de 85% da receita. Nesse período, as reservas técnicas do segmento alcançaram R$ 431 bilhões. A expectativa de Nascimento é que nos próximos cinco anos as reservas atinjam R$ 1 trilhão.

Um dado interessante apresentado por ele é o crescimento da participação do seguro prestamista (28,8%) na composição dos prêmios acumulados no ramo de pessoas, que somaram R$ 27,7 bilhões. Depois do seguro de vida (40,6%), o prestamista foi o ramo que mais cresceu, superando até o seguro de acidentes pessoais (17,9%). O crescimento não ocorreu pelo canal tradicional dos corretores, mas pela venda de seguros conjugados, especificamente de crédito , informou.

Propostas da FenaPrevi

Nascimento apontou as duas principais prioridades da FenaPrevi: investir em educação financeira e desenvolver produtos cada vez mais adequados ao perfil do cliente. A educação é um grande gap em praticamente todas as áreas de negócios de nosso país. Por isso, melhorar a qualidade da comunicação e a transparência dos produtos para que o consumidor saiba o que está comprando são as metas , disse. Na linha de produtos, a FenaPrevi deseja a regulamentação de nova família de planos, tanto de vida como de previdência, com características de mais longo prazo. Mas, Nascimento reconhece que dependerá de mais estabilidade econômica e da maturidade dos brasileiros em relação a produtos que remetem a investimentos de longo prazo.

O dirigente adiantou que ainda neste semestre a entidade poderá conseguir a aprovação de uma família de annuities (rendas programadas). O mercado de seguro de vida tem muitos produtos, mas ainda não tem um seguro de renda programada , disse. Ele também anunciou que o VGBL Saúde será aprovado em breve e acredita que seja ainda neste semestre. Já o Universal Life aguarda apenas a avaliação da área jurídica da Susep, que é a última etapa para entrar no mercado.

Outra proposta que depende de regulamentação são os planos voltados à filantropia. A ideia é viabilizar a doação de recursos a entidades regulamentadas, como hospitais e universidades, por exemplo, de forma programada. A experiência mostra que a doação à vista não atinge o propósito , disse. Para beneficiar os poupadores, a FenaPrevi também criará a figura do empréstimo lastreado em produtos de previdência. Trata-se da oferta de recursos da Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBAC) como garantia de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras. O cidadão poderá resgatar o plano ou seguro de vida sem perder o beneficio tributário , explicou.

Outra novidade que beneficiará o segmento empresarial será a viabilização do VBGL para pessoa jurídica. A regulamentação da previdência inviabiliza o produto corporativo porque entende as contribuições previdenciárias como remuneração, obrigando as empresas a recolherem tributos , disse. Nascimento acredita que não haverá empecilho à aprovação do produto.

Por fim, um dos desafios da FenaPrevi está relacionado à aplicação de recursos de provisões, reservas técnicas e fundos em ativos garantidores. Para tanto, Nascimento entende que será preciso adotar regras de alongamento e desindexação para a aplicação de recursos de fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs) em modalidade de renda fixa. Segundo ele, as regras devem atender a necessidade de manutenção e respeito às normas vigentes e, ainda, as novas disposições aplicáveis apenas a planos voltados à acumulação de recursos, estruturados e contratados sob novo regramento.

Concluindo sua apresentação, Nascimento reforçou que os três maiores desafios da FenaPrevi são difundir a educação financeira, criar produtos adequados ao perfil do consumidor e equacionar a distribuição de seguro de vida. O vida individual é mais vendido pelo canal bancassurance, porque o corretor de seguros é mais focado nos ramos patrimonial e seguro de vida em grupo. Então temos analisar junto à Fenacor uma melhor forma de distribuição para mudar esse produto de patamar , disse. Ele destacou, ainda, que sem melhoria na distribuição conjugada com a transparência no processo de venda, por meio da qualificação e educação, o mercado não terá significativa participação no PIB .

Crescimento

Dilmo B. Moreira, presidente do CVG-SP, destacou a importância da análise de Nascimento sobre o cenário econômico para situar a evolução do mercado de seguros. Em relação aos novos produtos que estão na agenda da FenaPrevi, ele ressaltou a importância do VGBL Saúde, porque alivia o Estado de uma tremenda carga , e o Universal Life, que, pela atratividade, acredita, impulsionará o mercado .

Compondo a mesa de autoridades, o presidente da AXA seguros, Philippe Jouvelot, se mostrou impressionado com a apresentação de Nascimento. Parabéns ao Osvaldo, que explicou o contexto econômico e como o Lava Jato pode ajudar, apesar da visão pessimista dos cidadãos. Mas, o mais relevante é o que vocês do mercado farão para se desenvolver, por meio da educação financeira e transparência dos produtos. O mercado de vida tende a crescer, mas depende de vocês , disse.

Em relação à educação financeira, o diretor Executivo da Escola Nacional de Seguros (ENS), Renato Campos, fez questão de informar que o mercado tem ativa participação no Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), atualmente presidido pelo superintendente da Susep, Roberto Westenberger. Por meio da CNseg, nosso mercado vem desenvolvendo um grande trabalho de educação financeira. Também a ENS colabora por meio do site Tudo sobre Seguros, que recebe 2 milhões de visitas por mês , disse.

Encerrando o evento, o presidente do CVG-SP entregou ao presidente da FenaPrevi uma placa em sua homenagem. É singelo, mas de coração para marcar a importância deste momento , disse Dilmo B. Moreira.

Presidente da CNseg aposta no ramo de pessoas para alavancar o mercado de seguros

Por Márcia Alves

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marco Antonio Rossi, reconhece que o atual cenário econômico é desafiador, mas confia no potencial de alguns seguros do ramo de pessoas para alavancar o crescimento do mercado.

Recebido pelo presidente da Aconseg-SP, Jorge Teixeira Barbosa, em almoço promovido pela entidade nesta quinta-feira, 5 de março, no Terraço Itália, Rossi analisou as perspectivas do setor de seguros em cenário de baixo desempenho econômico.

Para o dirigente, a necessidade de ajustes complexos na economia torna o momento atual desafiador para o país. Rossi manifestou sua confiança na capacidade do país de superar as dificuldades econômicas e, ainda, na competência do mercado de seguros de atingir o crescimento projetado no patamar de dois dígitos. O ministro Joaquim Levy costuma dizer que o Brasil tem uma fotografia complexa, mas um filme bonito de se ver , disse.

No final de 2014, a CNseg divulgou sua estimativa de crescimento para o setor em 2015 entre 10% e 12%. Essas previsões foram feitas em um momento em que ainda não havia um cenário muito claro para a economia. Mas, considerando as oportunidades que o mercado de seguros dispõe, é possível acreditar que esses números sejam cumpridos , disse.

Em termos de oportunidades para o mercado, Rossi colocou o seguro saúde no topo da lista. É um segmento que já alcançou sua maturidade, somando 50 milhões de usuários, e que ainda tem muito espaço para crescer, já que existe um desejo intenso da população de adquirir esse produto , disse.

Em segundo lugar, ele apontou o seguro odontológico, que ainda é pouco consumido no Brasil e apresenta grande potencial se comparado com mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos. É um seguro de baixo tíquete e que tem boa oportunidade de crescimento , disse.

Por fim, Rossi citou o seguro viagem como outro ramo que precisa ser mais explorado. São produtos que farão a diferença para o desenvolvimento do setor e oportunidades de alavancar o seu crescimento ,concluiu.

Acácio Queiroz: Impactos da crise do Brasil no setor de seguros

acacio queirozFonte: Jornal do Commercio

A perspectiva de estagnação da economia não deve afetar o interesse das seguradoras estrangeiras no País. Mas haverá ajustes internos para melhorar a produtividade, o fluxo de caixa e reduzir despesas para atuar em um mercado bastante competitivo. A opinião é do economista Acacio Queiroz, membro do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). “As crises no Brasil sempre existiram. A de 2015 é uma mais, e o capital estrangeiro sempre esteve presente nos momentos bons e nas turbulências. Aliás, sempre procurando novas oportunidades em todos os momentos, e acreditando no País”, afirmou ele.

Ele eólica que os acionistas de multinacionais de seguros trabalham com um cenário de médio prazo para avaliação do retorno do capital investido. “A análise normalmente envolve um período de três a cinco anos, e não apenas o prazo de 12 meses. Portanto, tenho certeza de que os acionistas estrangeiros sabem, como em outras ocasiões, que esta é uma situação que não vai se perpetuar e os níveis de retorno sobre o capital voltarão à normalidade, tendo em vista as previsões de melhora da própria economia a partir de 2016”, explicou ele.

Apesar do peso do País nos ganhos das multinacionais de seguros, ele afirma que ainda não ocorreu revisão dos resulta dos projetados neste ano, tendo em vista o aprofundamento da crise. “Acredito que neste momento não está havendo revisão dos resultados, que foram projetados em outubro de 2014, quando normalmente ocorre a confecção dos orçamentos para o ano seguinte. Mas, certamente, na primeira revisão, que costumeiramente ocorre no primeiro quadrimestre de 2015, isso ocorrerá”.

Ritmo dinâmico

Acacio Queiroz está convencido de que, na área de seguros, a expansão será de algo entre 6% a 7% este ano. “Se incluirmos saúde suplementar, previdência privada e capitalização, estaremos falando de um crescimento entre 8% e 10%, o que seria uma marca espetacular, considerando as características econômicas deste ano.

Embora a turbulência da eco nomia possa persistir até 2016, o economista lembra que as medidas do ajuste fiscal vão em direção à melhora do ambiente econômico. ” Seria preocupante se nada estivesse sendo feito para colocar os gastos do governo no trilho, mas este não é o caso”, declara ele.

Na sua avaliação, o ajuste fiscal deverá elevar os impostos para alguns setores, mas ele não crê que isso ocorra com o mercado segurador, tendo em vista que o setor tem contribuído bastante para ampliar a poupança e gerar desenvolvimento do País. “Além de ser um grande empregador e não ter recebido nenhum tipo de renúncia fiscal ou qualquer outra modificação em relação às alíquotas de impostos nos últimos anos”, acrescentou.

Ele frisa também que a inflação é algo preocupante, pois corrói o valor dos ativos, aumenta a sinistralidade e as despesas em geral. “Este ano, a inflação ficará entre 7,2% e 7,5%, o que é um índice bastante alto, sem dúvida”, reclamou ele.

Pressão de custos

Outra fonte de preocupação é o câmbio. “O dólar, da mesma forma que a inflação, também aumenta os custos, especialmente quando se trata de empresas que seguram riscos que dependem da importação em caso de sinistros, por exemplo”, assinalou.

A perspectiva de aumento do desemprego também gera preocupação entre os seguradores. Para o seguro, as apólices massificadas são as mais afetadas pelas dificuldades enfrentadas pelas classes C e D, as que são mais pressionadas pelas questões econômicas neste momento. “Nesse cenário, com o poder de compra diminuído, há uma redução significativa também da procura de seguro, porque o consumidor dessa classe desiste da compra de veículos, especialmente populares, e de bens da linha branca, da linha marrom, etc”, destaca ele.

Brasil Assistência lança Assistência Help Desk para PMEs

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As micro, pequenas e médias empresas representam quase a totalidade do setor, por isso são importantes pilares da economia brasileira, além de geradores de emprego. Considerando a relevância desse público e suas estruturas cada vez mais enxutas – que muitas vezes funcionam inclusive com escritórios em casa (Home Office) – a Brasil Assistência lançou o exclusivo Serviço Help Desk PME.

O programa oferece suporte para instalação e configuração de computadores, manutenção nos programas e todos os serviços relacionados a tecnologia da informação. “Para se ter ideia, só as micro e pequenas empresas representam 27% do PIB brasileiro, de acordo com o Sebrae, número bastante significativo e que tende a crescer ano a ano; e é essencial para o desenvolvimento do negócio ter uma operação estruturada e com processos inovadores e tecnológicos. Nossa solução visa atender esta fatia do mercado, que é muito promissora e responsável por grande parte do desenvolvimento do país”, explica João Carlos Ayres, gerente de Marketing da Brasil Assistência.

Além de ter uma equipe à disposição da companhia para solucionar problemas por telefone, visita presencial para instalação de computadores, internet e rede com até 10 computadores e acesso remoto 24 horas por dia, sete dias na semana, o Help Desk PME é um investimento acessível. “Essa evolução empresarial deve ser apoiada pelo bom funcionamento dos sistemas automatizados que permitem o trabalho em rede. Com o serviço oferecido pela Brasil Assistência, o pequeno e médio empresário pode contar com uma equipe qualificada e à disposição para resolver desde dúvidas simples até instalação presencial de computadores e internet”, aponta Ayres.

O produto, que pode ser oferecido por bancos, financeiras, grandes varejistas e seguradoras, é um diferencial para conquista e fidelização de clientes PMEs. Para saber mais e adquirir o produto entre em contato com a equipe Comercial da Brasil Assistência pelo telefone 11 4689-5800 ou pelo site www.brasilassistencia.com.br.

Metlife é a seguradora mais admirada da revista Fortune

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A lista “Empresas Mais Admiradas do Mundo” é um relatório decisivo sobre a reputação das empresas, segundo a Fortune. Para compilar as classificações, a Fortune mede a reputação e o desempenho das empresas em nove atributos importantes: inovação, gestão de pessoas, uso dos ativos da empresa, responsabilidade social, qualidade da gestão, robustez financeira, investimentos de longo prazo, qualidade dos produtos e serviços, e competitividade global. A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2014 com mais de 4.000 executivos, diretores e analistas de investimentos.

“Ser nomeada a empresa Número 1 na lista de ‘Mais Admiradas’ da Fortune é o reconhecimento da posição de liderança global da MetLife como empresa de seguros e de benefícios para funcionários,” disse Steven A. Kandarian, Presidente e CEO da MetLife. “Esse reconhecimento pertence aos 65.000 colaboradores da MetLife por todo o valor que entregam aos nossos clientes e acionistas.”

Informações adicionais sobre a classificação encontram-se no website da Fortune: http://fortune.com/worlds-most-admired-companies/.

A MetLife apresentou conquistas semelhantes na classificação de reponsabilidade social corporativa. Depois da publicação do mais recente relatório de Responsabilidade Social Corporativa da empresa em setembro de 2014, a empresa passou do décimo para o segundo lugar na classificação da Bloomberg na categoria Desempenho Ambiental, Social e Governança.

Anfavea divulga desempenho de fevereiro e do primeiro bimestre

Release

Os resultados da indústria automobilística em fevereiro e no primeiro bimestre do ano foram revelados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, na quinta-feira, 5, em São Paulo. Os dados apontam ligeira retração de 2,3% na produção de autoveículos ao se comparar as 200,1 mil unidades produzidas no segundo mês de 2015 com as 204,8 mil de janeiro.

A comparação com fevereiro do ano passado, que registrou 281,6 mil, mostra redução de 28,9%, enquanto o acumulado de 2015 contra 2014 foi 22% menor. Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o cenário extremamente difícil projetado para o primeiro trimestre está se confirmando:

“Em fevereiro tivemos menos dias úteis em razão da celebração do Carnaval em todo o País, sendo que no ano passado as festividades foram realizadas em março. Contudo, não há dúvidas de que os ajustes atuais, aliado ao aumento do IPI no início do ano, têm impactado diretamente a confiança do consumidor, comprovando a tese de que teremos um primeiro trimestre extremamente complexo”.

O licenciamento de autoveículos nos primeiros dois meses do ano – 439,8 mil unidades – caiu 23,1% frente as 572,0 mil unidades registradas no mesmo período de 2014. A análise mensal mostra que os 185,9 mil autoveículos comercializados em fevereiro representam queda de 28,3% sobre fevereiro anterior e 26,7% ante janeiro deste ano.

Nas exportações houve resultado expressivo de 91,8% de crescimento na comparação de fevereiro com janeiro – 31,3 mil contra 16,3 mil – e de 9,2% com relação as 28,6 mil de fevereiro de 2014. Em contrapartida, no resultado acumulado a queda é de 7,2%: 47,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras em 2015, enquanto no ano passado 51,2 mil já haviam saído do País.

Veículos pesados
O panorama também é complexo para os veículos pesados. No segmento de caminhões a produção de 16,2 mil unidades no primeiro bimestre de 2015 significa redução de 43,9% sobre as 29,0 mil de igual período de 2014. Apenas em fevereiro foram fabricados 7,8 mil caminhões, baixa de 48,7% contra fevereiro do ano passado e de 7,8% sobre janeiro.

No licenciamento a queda é de 50,3% no comparativo dos meses de fevereiro deste ano e do anterior – 5,2 mil unidades versus 10,4 mil – e de 32,5% ante as 7,7 mil do primeiro mês de 2015. O desempenho acumulado deste ano está 39,4% menor: 12,9 mil unidades contra 21,2 mil licenciadas em 2014.

As exportações seguem a tendência de baixa, apesar de fevereiro ter registrado alta de 22,2% em relação a janeiro: a comparação dos dois primeiros meses de 2015 e de 2014 mostra que as 2,6 mil unidades deste ano estão 11,1% abaixo das 2,9 mil do ano passado. No caso do segmento de ônibus, há estabilidade ao se comparar as 733 unidades exportadas nos dois meses transcorridos deste ano com as 746 do primeiro bimestre de 2014.

Já no licenciamento as 1,5 mil unidades de fevereiro estão em queda tanto com relação as 1,9 mil de janeiro quanto com as 2,8 mil de fevereiro do ano passado – 18,5% e 44,5% respectivamente. O acumulado do bimestre de 2015, com 3,4 mil, está 24,2% mais baixo do que as 4,5 mil dos primeiros dois meses de 2014.

A produção de chassis apresentou aumento de 15,5% de janeiro para fevereiro – 2,5 mil no primeiro mês contra 2,9 mil no segundo –, mas queda de 23,5% na comparação dos meses de fevereiro deste ano e do anterior. Com o resultado, o acumulado aponta redução de 13,4% entre 2015 e 2014: 5,4 mil contra 6,2 mil.

Máquinas autopropulsadas
A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias registrou acréscimo de 3,1% na comparação das 4,8 mil unidades de fevereiro contra as 4,6 mil de janeiro, mas decréscimo de 38,2% no confronto com as 7,7 mil do segundo mês de 2014. Na soma dos dois primeiros meses de 2015 foram produzidas 9,4 mil máquinas, resultado 27,4% menor do que as 12,9 mil de igual período do ano passado.

Nas vendas internas no atacado também houve alta, de 10,3%, na comparação das 3,7 mil unidades de fevereiro com as 3,3 de janeiro, mas a queda com relação as 5,6 mil de fevereiro do ano anterior é de 34,1%. No período acumulado também há retração: 2015, com 7,0 mil, está 24,9% menor do que as 9,4 mil de 2014.

As exportações de máquinas ascenderam 49,4% quando confrontadas as 826 unidades de fevereiro com as 553 de janeiro, mas caíram 20,7% frente 1,0 mil de fevereiro de 2014. Já a retração na comparação dos primeiros bimestres é de 13,8% – foram 1,4 mil este ano e 1,6 mil no ano passado.

Luiz Eduardo Veloso e Leon Gottieb assumem seguro no Itaú Unibanco

imageSegundo fontes, no Itaú Unibanco há 28 anos, o administrador de empresas e MBA pelo IBMEC-SP e na diretoria de Produtos Pessoa Fisica, Luiz Eduardo Veloso, assume a área de seguros juntamente com outros produtos do banco. Para tocar o dia a dia, a escolha recaiu sobre Leon Gottieb, como diretor de produto. É como se assumisse a vaga deixada por Fernando Teles. Veloso se reporta a Marco Bonomi.

Vale notar que no passado recente, o Itaú Seguros tinha Presidente, VP, Diretor Executivo, Diretor Gerente e supervisores. Hoje tem apenas um diretor gerente de produtos e até então a penetração de produtos na base de clientes está próxima de seus concorrentes, assim como a participação do lucro com seguridade no total do banco, com exceção do Bradesco, que é um ponto fora da curva.

No dia 24 de fevereiro, o banco anunciou a criação de um comitê executivo composto por três diretores gerais e dois vice-presidentes. Marco Bonomi comanda a Diretoria Geral de Varejo (DGV), liderando os negócios de Agências, Cartões e Rede, Imobiliário, Seguros, Veículos e Crédito, bem como a área de Marketing. Zeca Rudge, que presidia a Unibanco Seguros na época da incorporação com o Itaú e deixou seguro nos últimos cinco anos para exercer o cargo de vice-presidente de Marketing, Pessoas, Eficiência, Compras, Patrimônio, encerra sua carreira no banco e assume a vice-presidência do conselho de administração da Porto Seguro, como representante da holding.

A estratégia do banco em seguros, segundo informou Roberto Setubal em recentes entrevistas, é “bancassurance”, com venda de produtos simplificados nas agências bancárias, como o seguro residencial, variações de apólices de vida e acidentes pessoais, incluindo seguro viagem, bem como títulos de capitalização e planos de previdência privada. Há planos de se desfazer das atividades de seguros consideradas não essenciais para o banco, como DPVAT, participação em resseguro por meio do IRB Brasil RE. Já deixou de atuar em grandes riscos, vendendo a carteira para a ACE, e também em garantia estendida vendeu a maior carteira formada por vendas no balcão Via Varejo para a Zurich. A parceria com a Porto Seguro, para a venda de seguro de carro e residencial, vai bem, obrigado.