Allianz estima em US$ 300 milhões o pagamento de seguros ligados ao acidente com voo da Germanwings

images-5FRANKFURT (Reuters) – A empresa alemã Allianz estimou que as companhias de seguros terão que pagar 300 milhões de dólares em indenizações e custos relacionados à queda do avião da Germanwings na semana passada nos Alpes franceses, disseram fontes da indústria nesta segunda-feira.

A cifra serve como uma primeira orientação para um grupo de mais de 30 seguradoras que compartilham o ônus financeiro causado pelo acidente, que se acredita ter sido causado deliberadamente pelo copiloto da aeronave.

A estimativa inicial representa cerca de 20 por cento do cerca de 1,5 bilhão de dólares em prêmios pagos às seguradoras por companhias aéreas de todo mundo. A estimativa inclui a perda da aeronave, orçada em cerca de 6,5 milhões de dólares, os esforços de resgate e recuperação, os custos legais e a identificação dos familiares dos passageiros.

As seguradoras costumam fazer estimativas conservadoras, levando em consideração o máximo de gastos possíveis, baseadas em informações já disponíveis e experiências anteriores.

“Ainda é muito cedo, então a cifra pode subir ou baixar”, disse um representante de uma seguradora familiar com a situação, afirmando também que as companhias de seguro estavam obrigadas legalmente a divulgar estimativas.

“É uma decisão da Allianz, já que é a principal seguradora”, disse a fonte sobre o montante de 300 milhões de dólares, que também foi noticiado pelo The Insurance Insider, jornal especializado no setor.

Pedidos de pagamento de seguro para as famílias dos 144 passageiros devem representar a maior parte dos custos. Em geral, as seguradoras tentam resolver os pedidos sem a necessidade de abertura de um processo judicial, embora as avaliações possam levar meses.

A Lufthansa disse na sexta-feira ter oferecido pagar até 50 mil euros (54,115 dólares) em auxílio financeiro imediato aos familiares de cada passageiro.

Dados sobre a cobertura compartilhada entre seguradoras, fornecidas por uma fonte da indústria de seguros, mostraram que a Allianz possui 10 por cento de participação na quantia a ser paga, enquanto o American International Group tem 11 por cento e a Swiss Re, 7 por cento.

A Allianz, que afirmou ser a líder entre as seguradoras, não quis comentar, assim como a AIG. A Swiis Re também não quis se pronunciar sobre o caso, mas disse que a Germanwings e sua proprietária, a Lufthansa, estavam em sua carteira de clientes.

As companhias de seguro costumam se preparar para receber apoio financeiro adicional de companhias de resseguro em caso de grandes perdas. A agência de rating especializada em seguros A.M. Best disse que as perdas relacionadas ao caso Germanwings seriam também absorvidas pelo mercado de negociação de seguros Lloyd’s.

Porto Seguro Empresa inicia campanha Negócios à Vista 2015 para Corretores

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O Porto Seguro Empresa inicia nova edição da campanha de incentivo a corretores, a Negócios à Vista 2015. O projeto que premia os corretores de seguro que melhor se destacam começa em março e vai até 31 de maio. Nessa edição os participantes serão premiados conforme as negociações dos produtos do ramo empresarial.

Para participar o corretor deve se cadastrar no site www.negociosavista.com.br. A cada cotação, renovação ou seguro novo dos produtos Porto Seguro Empresa, o participante acumula pontos para trocar por prêmios como Smart TV´s , câmeras de ação e até viagens.

Para Edson Frizzarim, diretor de Ramos Elementares da Porto Seguro, a campanha é um bom incentivo para mostrar a importância do seguro empresarial. ″Com o seguro o empreendedor tem a liberdade de investir em planejamento e estratégia de negócio, sem precisar se preocupar tanto com questões que tomariam muito do seu tempo, como o dano elétrico de algum equipamento que acarretaria em agendamento de visita, orçamentos etc″.

Preparação

Para conhecer mais sobre seguros empresariais e se preparar melhor para a campanha, os corretores podem fazer o curso on-line que o Porto Seguro Empresa disponibiliza no ambiente da Escola de Corretores Porto Seguro. O acesso é feito pelo site www.portoseguroeducacao.com.br.

Liberty Seguros estrutura programa de relacionamento com corretores

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A Liberty Seguros acaba de lançar o Programa Conexão, o novo programa de reconhecimento ao corretor. Com o intuito de unir forças e investir cada vez mais na parceria, o programa traz um pacote de ações de incentivo e relacionamento, que vão desde treinamento, campanhas de vendas e ações de engajamento, que oferecem ainda mais oportunidades de crescimento para esse canal. “O programa representa a importância do relacionamento com os corretores. Eles são os consultores e orientam os segurados sobre as nossas ofertas de produtos e serviços”, explica Marcos Machini, vice-presidente Comercial da Liberty Seguros.

O Programa Conexão se baseia em quatro pilares, pensados para manter o corretor bem informado, treinado, incentivado e encantado com a Liberty Seguros. No pilar Conectados para Comunicar, a companhia apresenta seus canais para manter os corretores informados sobre todas as novidades da empresa, como o Meu Espaço Corretor, o aplicativo mobile Liberty Corretor, o atendimento via Skype, além das 69 filiais espalhadas por todo o país.

As iniciativas do pilar Conectados para Treinar estão focadas na capacitação sobre os produtos e serviços da companhia, além de ferramentas para o desenvolvimento profissional dos corretores, com treinamentos presenciais e online.

Já o pilar Conectados para Incentivar já está com duas campanhas no ar: Conexão Mundo e Conexão Brasil. Os corretores que acumularem o maior número de pontos conforme a venda dos principais produtos: Auto, Vida, Residência, Riscos Patrimoniais, Responsabilidade Civil e Transporte e atingirem os resultados, faturam a premiação. Os corretores concorrem nas regionais Liberty Seguros dentro de grupos conforme a produção e potencial de cada um.

A Conexão Mundo tem duração de cinco meses, com encerramento em junho, premiando mais de 60 corretores com acompanhante para uma viagem internacional para Barcelona e Marrocos. Já a Conexão Brasil vai até maio e premiará mais de 300 corretores com acompanhante para uma viagem a uma cidade brasileira, além de 160 prêmios no valor de R$1.000,00. Além dessas duas campanhas, esse pilar também contará com outras iniciativas no segundo semestre.

E por fim, o pilar Conectados para Encantar reúne ações para o fortalecimento da parceria, de oportunidades de enriquecimento profissional e de superar expectativas. Entre as iniciativas estão o Clube de Vantagens, com um conjunto de diversos benefícios, descontos e ofertas, além de ingressos para eventos.

Para Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros, as ações foram pensadas para fortalecer a parceria entre a seguradora e os corretores, e faz parte de uma série de iniciativas planejadas para 2015. “O Programa Conexão quer reconhecer o trabalho dos corretores e a preferência pela companhia, assim como os apoiar para cada vez conquistarem mais”, comenta a executiva.

Resseguradoras totalizam capital de US$ 575 bilhões em 2014

A Aon Benfield, o intermediário de resseguro e de capital conselheiro global de Aon plc (NYSE: AON), lança hoje a mais recente edição do seu Aon Benfield Aggregate (ABA) relatório, que analisa os resultados financeiros das 31 maiores resseguradoras em 2014. De acordo com o estudo, o capital ressegurador mundial aumentou 6% para US$ 575 bilhões em 2014, incluindo um aumento de 28% no capital alternativo, para US$ 64 bilhões. O lucro líquido de US$ 38,5 bilhões foi compensado por dividendos e recompra de ações de US$ 22,3 bilhões.

Os prêmios de seguro patrimoniais de e acidentes Bruto aumentou 2%, para US$ 198 bilhões, com o volume de resseguros inalterada em US$ 89 bilhões, apesar da pressão de preços da indústria. O índice combinado melhorou em 0,3 pontos percentuais, para 89,9% e lucro de P&C aumentou 6%, para US$ 16,8 bilhões.

Perdas por catástrofes líquida caiu de 5,6% para 3,8% do prêmio líquido auferido e foram bem abaixo da média de longo prazo. A evolução favorável das reservas do ano anterior aumentou 7% para US$ 8 bilhões, equivalente a 4,8% do prêmio líquido auferido. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 11,1%, com base no lucro líquido atribuível aos detentores de ações ordinárias.

Os resseguradores estão incorporando capital alternativo (através de ILS, e mandatos de gestão de ativos) para baixar o custo de subscrever capital.Mike Van Slooten, chefe da equipe de Análise de Mercado Internacional da Aon Benfield, disse: “A consolidação do setor está em andamento e as empresas buscam alcançar escala e diversificação com as negociações. Três anúncios de fusões e aquisições entre empresas constantes do estudos vai reduzir o número de entidades analisadas daqui para frente. ”

Veja o estudo no link http://thoughtleadership.aonbenfield.com/documents/201503_ab_marketanalysis_fy2014.pdf

Taxas de seguros ficam estáveis em países da AL e Caribe

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Os mercados de seguros na América Latina e na região do Caribe ficaram, em grande parte, estáveis em 2014, semelhantemente aos dois anos anteriores analisados. É o que revela o Insurance Market Report 2015, o qual traz indicadores, análises e tendências de preços de seguros em 10 países da América Latina e Caribe, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, México, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

O Insurance Market Report 2015 analisa os fatores macro e micro econômicos e políticos que vão (e estão) influenciando na queda ou alta dos preços nos respectivos países. De acordo com o relatório, a Venezuela continua sendo o mercado mais desafiador para os segurados, com taxas crescentes em todas as numerosas linhas de cobertura. Também se observou aumento de taxas em algumas linhas de cobertura em países como Argentina, Brasil, Peru, Porto Rico e Uruguai.

Planos de saúde

Os planos de saúde estão entre as linhas de seguros que trouxeram maiores desafios em 2014. Resultado dos crescentes custos devido a inflação, o custo médico e do maior número de sinistros na maioria dos 10 países analisados. Em linhas gerais, o Insurance Market Report 2015 mostra que os segurados continuam se beneficiando dos esforços das seguradoras locais e internacionais para fornecer soluções inovadoras às crescentes economias da América Latina, bem como da capacidade necessária de manter as taxas de seguro relativamente estáveis — apesar do aumento da demanda por cobertura em várias linhas.

Para mais informações sobre o relatório acesse Insurance Market Report 2015.

Seguradoras fazem cobertura até de erros de gestão

logo-valor-economico-v2Fonte: Valor – Especial PME – Denise Bueno

As médias e pequenas empresas recebem hoje um atendimento diferenciado dentro das seguradoras. São profissionais especializados pensando em estratégias para atrair mais de 3 milhões de empresas que ainda não dispõem de seguro empresarial, de acordo com estatísticas da Confederação das Seguradoras (CNSeg). Já há coberturas exclusivas para comércio e serviços, como pet shop, cabeleireiro, escolas, bem como para pequenas indústrias, como de metais, bebidas não alcoolicas, vinícolas, calçados, entre outros que surgem mensalmente.

A Liberty Seguros foi a pioneira no lançamento de produtos de nicho em março de 2009. Hoje conta com 24 produtos voltados para pequenos negócios, com riscos de até R$ 10 milhões. São mais de 30 opções de cobertura oferecidas para cada segmento, que podem ser contratadas adicionalmente às coberturas tradicionais de roubo, furto, incêndio e danos elétricos. “Em 2014, fechamos o ano com crescimento de 9,4% e para 2015 nossa expectativa é que os números melhorem ainda mais”, diz Rosy Brode Herzka, diretora de seguros patrimoniais empresariais da Liberty Seguros.

Segundo ela, o foco neste ano é prestar consultoria aos corretores e clientes para entender a operação de cada segurado como um todo, desde a entrada da matéria-prima, armazenamento, sistemas protecionais e de que forma um acidente afetaria a operação da empresa, por quanto tempo e se há algum plano de contingência e emergência.

A Bradesco Saúde encerrou 2014 com aumento de 36,3% no faturamento do produto Seguro Para Grupos (SPG), de 3 a 199 vidas, com mais de 925 mil clientes em 103 mil empresas. “Esse número representa mais do que o triplo se comparado aos 290 mil segurados dessa carteira no final de 2009”, conta o presidente Márcio Coriolano. Em 2014, o faturamento da Bradesco Saúde e da Mediservice chegou a R$ 14,9 bilhões, o que representa crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Hoje a carteira de pequenas empresas representa 28% da receita de planos coletivos, enquanto que em 2008 representava 14%”, conta Coriolano.

No ano passado, o segmento passou a ter coberturas antes exclusivas de grandes empresas. Em outubro, a AIG lançou um seguro para erros de gestão voltado especificamente a pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 200 milhões.

O Gestão Protegida 360° contém todas as coberturas que um D&O oferece, mas vai além e cobre também a empresa para reclamações relacionadas a atos de gestão e decisões empresariais. “Em empresas com administração familiar a dupla cobertura, tanto a pessoa física quanto a jurídica, é especialmente importante porque o patrimônio da empresa e o das pessoas físicas muitas vezes se confundem”, destaca Cristian Achurra, gerente de PME da AIG Brasil. Um destaque no produto é a extensão de cobertura para práticas trabalhistas indevidas, ligadas a danos morais causados a funcionários, uma vez que esse tipo de reclamação está cada vez mais presente no cotidiano empresarial.

Felipe Smith, diretor da Tokio Marine, é um dos executivos mais ativos. “Faço palestras educativas e pesquisas em parceria com o Sebrae para saber o que os empresários esperam das seguradoras. E o resultado é termos empresários protegidos de eventuais perdas e crescimento das vendas para o setor”, garante. Em 2014, as vendas para PME na Tokio avançaram 36% e no primeiro bimestre deste ano 32%. O sucesso, afirma, está em desenvolver coberturas diferenciadas, criadas a partir de conversas com corretores e empreendedores.

Um exemplo é o seguro desenhado para consultórios médicos, que conta com orientação jurídica em caso de reclamação de clientes quanto a erros e omissões na prestação dos serviços. Tem também cobertura para objetos portáteis que incluem tablets, notebooks e ainda todos os instrumentos de uso profissional. Já no pacote para instituições de ensino, além dos riscos habituais, tem também cobertura de responsabilidade civil que ampara os alunos nas atividades realizadas dentro e fora da instituição, estendendo-se inclusive ao transporte diário escolar e a eventos como colações de grau, bailes de formatura, feiras culturais e quermesses.

Rafael Rodrigues, diretor de multiprodutos e transporte da Allianz Brasil, conta que a seguradora fechou 2014 com 90 mil clientes em carteira e a estimativa é encerrar 2015 com mais de R$ 60 milhões em vendas de coberturas para empresas com faturamento de até R$ 10 milhões. “Em abril lançaremos um cardápio com coberturas especiais para 30 segmentos tidos como prioritários, com preços reduzidos e assistência 24 horas. Incluem desde envio de ambulância para atender funcionários acidentados como a retirada de bens descartados para reciclagem”, informou. Uma loja de sapatos, por exemplo, pagará cerca de R$ 1 mil por ano para ter cobertura de prejuízos de até R$ 200 mil causados por incêndio e outras oito coberturas, incluindo de quebra de vidros a roubo.

“Não há tensão”, diz Trindade, CEO da ACE Seguradora em relação a Lava Jato

Questionado sobre a possibilidade de os desdobramentos da Lava Jato resultarem em sinistros para a companhia, Antonio Trindade, CEO da ACE Seguradora, que assumiu a carteira de grandes riscos do Itaú, diz apenas que não há “tensão”, informa a Agência Estado. Acrescenta ainda que a seguradora tem interesse em participar da renovação do seguro operacional da Petrobras que deve acontecer em breve e do qual já participa há 15 anos.

O Itaú detinha contratos com gigantes brasileiras como Petrobras, Vale e Odebrecht que agora estão sob o guarda-chuva da Ace que segue com apetite para crescer em grandes riscos, cujo market share é estimado pelo mercado em cerca de 18%. Em relação aos rumores de redução da carteira de grandes riscos após migração do Itaú para a Ace, o executivo diz que alguns contratos não foram renovados porque não eram interessantes para a companhia. Garante ainda que ao unir as duas operações formará uma seguradora ainda mais criteriosa na análise e aceitação de risco, processo esse conhecido como subscrição no mercado, ao integrar ambos os modelos.

Em entrevista publicada hoje em vários portais, ele conta que a ACE vai transferir seu escritório na Avenida Paulista, em São Paulo, para um espaço maior no Eldorado Business Tower, em Pinheiros, pois dobrou seu quadro de funcionários com a chegada da equipe que era do Itaú, totalizando cerca de 700 pessoas.

Informa que ao unificar as operações, a companhia ganha musculatura não só no País bem como em dimensões globais. Passa a ser a primeira operação na América Latina do grupo com patrimônio de mais de R$ 2 bilhões e ativos que ultrapassam os R$ 7 bilhões. Galga ainda o posto de terceira maior operação da Ace no mundo, atrás somente de Estados Unidos e Reino Unido. Antes, ficava entre as “top 15”.

Sem revelar números, Trindade diz que os planos da Ace para o País são de crescimento em 2015 ainda que as expectativas macroeconômicas apontem para mais um exercício de recessão e um ano “morno” em grandes riscos. “As grandes empresas vão continuar funcionando e segurando os seus ativos”, observa ele.

Além da expansão natural por conta da unificação das duas operações, há ainda, segundo o executivo, o estímulo que deve vir de novos segmentos como seguro garantia e a abertura de fronteiras para programas de apólices globais, seguindo empresas brasileiras que se expandem internacionalmente. Como parte da sua estratégia de crescer em garantia, a companhia vai trazer para o Brasil, de acordo com Trindade, a plataforma da seguradora mexicana Fianzas Monterrey, adquirida pela Ace em 2012 e líder neste segmento.

Por outro lado, a seguradora vai descontinuar carteiras que não façam sentido estratégico como seguro de automóvel, conforme o executivo. Ele explica que além de pequeno, a carteira não traz vantagem competitiva para a operação da Ace no Brasil e, portanto, a partir deste mês já não fará mais parte do portfólio da companhia.

Congresso AIDA debate difusão da cultura previdenciária

aida 4Fonte: CNseg

Uma das principais preocupações do grupo de trabalho de previdência reunido no IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) é como difundir a cultura previdenciária no Brasil entre a população, bem como resguardar a poupança acumulada de penhoras judiciais.

O professor Juan Eduardo Infante trouxe aos presentes a experiência do Chile na reforma previdenciária e que até hoje ainda é um sistema previdenciário considerado referência mundial. O sistema chileno é baseado em contas individuais obrigatórias e na administração de recursos por instituições financeiras privadas. Criado nos anos 80, a idéia que prevaleceu foi substituir um sistema falido pelo envelhecimento da população e déficit atuarial, com elevados benefícios pagos e baixo volume de contribuições.

Um dos pontos altos da reforma do sistema chileno foi adotar três pilares. O primeiro pilar do modelo chileno seria o Estado que, em seu papel de subsidiário, financia parte das pensões mínimas e a totalidade das pensões concedidas aos idosos pobres. O segundo seriam as AFPs, que administram as poupanças previdenciárias obrigatórias, contribuindo assim para aliviar o fardo do primeiro pilar. O terceiro é constituído pelos trabalhadores, que poupam voluntariamente para aumentar ou antecipar sua pensão por meio de um mecanismo conhecido como poupança previdenciária voluntária (APV).

Segundo Infante, que já atuou como regulador do sistema e também como advogado das AFPs, a acumulação em contas individuais gera recursos novos a longo prazo para a economia, gerando investimentos, emprego e crescimento da massa salarial. Um modelo e tanto para o Brasil, que precisa voltar a crescer. “Temos desafios e precisamos pensar no modelo de planos comercializados, pois há incertezas jurídicas”, ressaltou Ivy Cassa, editora da Revista Eletrônica de Direito do Seguro da AIDA e presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Previdência Suplementar.

No Brasil, apesar do uso da palavra impenhorável no argumento da venda, algumas ações judiciais tem permitido a penhora para pagamento de dívidas. O argumento para tais casos tem sido que o benefício da previdência privada serve como complementação da ação estatal que visa garantir o futuro digno do trabalhador. Se protegido o valor dos benefícios da previdência oficial da impenhorabilidade, não há amparo legal para o deferimento da penhora dos valores acumulados em um plano de previdência complementar aberto.

No entanto, alguns juízes entendem que a impenhorabilidade legal não se refere as contribuições destinadas aos planos de previdência privada, pois os valores, mesmo com a finalidade de garantir ou complementar uma futura aposentadoria, são provenientes de saldo residual do orçamento familiar. “Temos de pensar neste tema, afinal mais vale garantir um credor ou o recurso para o indivíduo poder se aposentar?”, questionou Ivy.
No Chile, explicou Infante, a poupança previdenciária é algo sagrado. “Ninguém pode mexer. Só na aposentadoria”.

Questão ambiental no foco das seguradoras

aidaFonte: CNseg

Cada vez mais, a questão ambiental está presente na pauta dos executivos do mercado segurador, por trazer impactos em todos os segmentos. “É um tema importante e que temos nos dedicado cada dia mais, desde entender os diversos normativos como também os impactos que as ações judiciais podem trazer para as empresas do setor”, disse Neival de Freitas, diretor da FenSeg, um dos 400 participantes do IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência, que começou na quarta-feira e termina nesta sexta-feira, em São Paulo.

A primeira palestra desta sexta-feira foi exatamente sobre esse tema: “Política Nacional de Resíduos e Impacto no Setor de Seguro”, proferida pelo professor José Rubens Morato Leite, pós-Doutor pelo Centre of Environmental Law, Macquarie University de Sydney e doutor em Direito ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo ele, as seguradoras desempenham um papel fundamental na maior eficácia das decisões judiciais que envolvem danos ao meio ambiente. Antes de emitir uma apólice de seguros, as companhias avaliam os riscos e fazem recomendações de mitigação dos riscos, uma vez que todo processo produtivo causa um efeito negativo. A questão está em controlar esse dano, diz Leite, que explicou à plateia o que é considerado dano ambiental na esfera jurídica. “As seguradoras precisam pensar no tema Responsabilidade Civil como algo preventivo, antes do dano acontecer. E não só nos danos. É preciso aplicar o princípio da prevenção educacional, que traz efeitos benefícios não só para o planeta, como também para o investidor, para a seguradora e para os terceiros envolvidos nos projetos”.

O seguro ambiental é algo que ainda engatinha no Brasil, devido à falta de segurança jurídica. O desembargador Paulo Celso Ayrosa Monteiro de Andrade, da Câmara Reservada ao Meio Ambiente e do grupo especial de Câmaras de Direito Ambiental do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, citou vários casos públicos de ações que tramitam na Justiça sobre contaminação do solo. “A nossa visão é que temos de ter calma, cautela na aplicação da norma”, diz.

Ele se refere à Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

A lei institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, incluindo fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo e pós-consumo.
Todos concordam que a lei coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que concerne ao marco legal. Porém, é preciso estudar, avaliar e entender todas as cadeias envolvidas no ciclo de um projeto. “O que temos visto no Supremo Tribunal da Justiça é que pouco importa que o risco foi repassado para terceiros. A lei deixa clara a solidariedade”, disse, citando a célebre frase de um dos processos que marcam o tom da 12.305: para fim de casualidade, o que importa é quem fez, quem deixou de fazer, quem não se importou, quem financiou e quem se beneficiou do que os outros fizeram.

O desembargador Andrade ressalta que o seguro tem um viés interessante. “As empresas ficam numa situação difícil se algum acidente acontece. Se ela não tem seguro quem vai pagar é o consumidor pelo aumento do preço do produto ou, se a empresa quebrar, os acionistas”, diz ele, frisando que esse é um apelo social coerente para que os juízes analisem com calma os processos para não inviabilizar um mercado que pode crescer.

Pery Saraiva Neto, diretor da AIDA e presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Direito Ambiental, citou os vários normativos que regulam danos ambientais, como transportes, portos e também a lei de resíduos sólidos que envolve praticamente todos os segmentos da economia. “Em todas as normas, o seguro é colocado como uma recomendação no mesmo momento: a etapa do licenciamento dos empreendimentos. Isso deixa claro que o direcionamento dado ao seguro ambiental é como um instrumento de proteção e de preservação. Esse é o grande papel que o seguro agregará ao desenvolvimento dos projetos brasileiros”.

Tokio Marine aumenta faturamento em 22,1% no interior de São Paulo

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A Tokio Marine Seguradora registrou em 2014 um crescimento de 22,1% na produção da regional que engloba as cidades de Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Santos e Americana, no interior de São Paulo, em comparação ao ano anterior. O resultado decorre especialmente do desempenho da carteira de Ramos Diversos Massificados, com destaque para os seguros Residencial/Condomínio (aumento de 49,7%); Auto (aumento de 23,4%) e Vida (aumento de 18,5%).

“Tão importante quanto aumentar nossa produção, foi o fato de a Regional entregar um resultado financeiro 23,3% maior para a companhia no ano passado”, comemora o Diretor Comercial Varejo SP Interior I da Tokio Marine, Júlio Sato.

O executivo ressalta que entre os fatores que contribuíram para esse desempenho estão o excelente relacionamento com os Corretores, o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que garantem mais agilidade e simplificam o trabalho no dia a dia, principalmente dos Parceiros de Negócios, além da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. “Esses diferenciais fizeram com que conseguíssemos importantes ganhos de eficiência e produtividade”, acrescenta Sato.

Em 2015, o planejamento da Tokio Marine prevê a continuidade de ações que resultam em forte crescimento e um desempenho acima da média do mercado. Segundo Sato, a busca pela melhoria na rentabilidade é feita com base na satisfação do intitulado grupo dos “3C’s” – Colaboradores, corretores e Assessorias e Clientes.

A força de vendas demonstrada pelas Sucursais da região, entre elas a de Campinas, uma das maiores unidades de varejo da Tokio Marine, traz otimismo com relação às perspectivas de crescimento em 2015.

“Estamos reforçando a área de Vida, com a contratação recente de mais um gerente. A nossa intenção é dobrar a participação de mercado nessa carteira nos próximos três anos. Também ampliamos nossa atuação para a cidade de Americana, a partir da instalação de um Home Office, que nos fortalece na região e nos permite vislumbrar futuramente a abertura de mais uma Sucursal”, diz Júlio Sato. “Vamos manter a sinergia com os Corretores, buscando superar suas expectativas tanto em atendimento como na qualidade na entrega de produtos e serviços”, finaliza.