A Liberty Mutual Surety (LMS), divisão de risco Garantia do Grupo Liberty Mutual, acaba de iniciar suas operações no Brasil. Para marcar o lançamento, a companhia criou o Liberty Surety Culture, um evento que acontecerá semestralmente para discutir temas relevantes da América Latina e atualizar o mercado sobre as ações do Grupo Liberty na região.
A primeira edição aconteceu no início deste mês, em São Paulo, e reuniu mais de 80 participantes, entre importantes nomes do direito, profissionais do mercado de seguros e corretores, que debateram temas relacionados ao Seguro Garantia Judicial.
No primeiro painel, o Prof. Dr. Cândido Dinamarco, Desembargador aposentado do Tribunal do Estado de São Paulo; o Dr. Humberto Gouveia, ex-procurador da Fazenda Nacional; e Dinir Rocha, advogado, abordaram os principais pontos da reforma do Código de Processo Civil, que altera a lei de execução fiscal, permitindo o uso do Seguro Garantia Judicial como forma de garantia para execuções fiscais. Tal alteração traz benefícios ao contribuinte, com taxas menores comparadas às de fiança bancária e a não redução de linha de crédito bancário.
O segundo painel, formado por Wellington Santos, superintendente da Liberty Mutual Surety; Nicholas Kim, Home Office Liberty Mutual US; e o Prof. Dr. Eduardo Pugliese, ex-juiz do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo, discutiu tendências, subscrição e lições aprendidas sobre o segmento de Seguro Garantia Judicial, que por conta das alterações do Código de Processo Civil passa a ter uma maior importância no mercado.
Para Marcio Oliveira, diretor da Liberty Mutual Surety no Brasil, o Liberty Surety Culture é uma oportunidade da companhia estar mais próxima de seus parceiros, trazendo um conteúdo relevante e de grande importância para o mercado. “Nosso papel também é contribuir para o crescimento e o amadurecimento do segmento e discutir essa temática nos ajuda a identificar oportunidades e criar soluções que atendam às necessidades do nosso público”, comenta o executivo.
A ouvidoria consegue ajudar a desenhar o processo estratégico de uma empresa? E como ela devolve para a companhia a sua atuação ao ter uma visão clara das queixas dos consumidores? Assim, Ricardo Mosihita Wada, diretor de pesquisa e projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e mediador do painel “O papel estratégico dos Ouvidores do Setor de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização” desafiou os Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde, e Nilton Molina, vice-presidente da CNseg e presidente do conselho de administração da Mongeral Aegon a iniciarem suas apresentações.
Todos concordam que o consumidor espera sensibilidade das empresas na solução de conflitos. A tolerância da população diminuiu muito por várias razões e nos vimos isso nos recentes manifestos sociais exigindo do governo uma atuação mais forte contra a corrupção. “Ao soltar a voz, o consumidor quer ajudar a construir uma empresa melhor e ele exige que sua participação seja respeitada”, frisou Wada, que também é professor de Direito do Consumidor.
Segundo os participantes, o ouvidor precisa participar dos processos internos da empresa, pois ele tem um base de informações valiosa. “Na Bradesco somos todos consumidores e por isso somos todos ouvidores. Não adianta empodeirar o ouvidor colocando-o no conselho de administração se ele não tiver acesso a mudanças dos processos dentro da companhia”, defendeu Coriolano.
O presidente da FenaSaúde citou alguns números para contextualizar a importância do setor de saúde para o mercado segurador. São 72 milhões de consumidores de planos de saúde, considerando os 21 milhões exclusivamente odontológicos, que se relacionam com entidades diversas. Tem entidades de todos os tipos, como cooperativas, seguradoras, autogestão e filantropia. Foram pagos R$ 120 bilhões para a sociedade nos primeiros noves meses de 2014 (os dados finais ainda não foram divulgados pela ANS). Foram mais de 1 bilhão de procedimentos, nos quais o consumidor estabelece um relacionamento com as empresas de medicina suplementar”, disse.
Segundo ele, o consumidor está empoderado pelo Código de Defesa do Consumidor, pelo resgate da cidadania a partir da segunda metade da década de 90, pelo acesso à informação com o avanço das redes sociais e também pela criação das ouvidorias. “Isso faz dele um grande alavancador de mudanças de processos internos, que podem ser aprimorados para melhorar cada dia mais o relacionamento de toda essa gigantesca cadeia que é o sistema de saúde suplementar”, disse.
Molina lembrou o slogan da rede varejista Sears: Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Só que em seguros isso tem de ser entendido de uma forma diferente, pois o seguro surge, muitas vezes, numa hora difícil, seja por um acidente com o carro ou a morte de um ente querido, por exemplo. “O consumidor, quando vai usar, é que percebe o que comprou. O que aumenta a responsabilidade do ouvidor, ainda mais em um setor que tem um linguajar ainda complexo”, diz.
Para Molina a responsabilidade do ouvidor vai além de respeitar normas e leis, que vieram para disciplinar as relações de consumo. “O bom atendimento ao cliente tem de vir do coração da companhia. Da alma”, afirma Nilton Molina. Só assim para a ouvidoria não ser um centro do custo para a companhia, que tem um executivo visto como um chato, ou uma chata. Esse jogo tem de virar”, ressalta.
Os participantes concordam que o ouvidor tem de ser proativo em uma organização, e não ficar de guarda para amansar a reclamação do cliente. Essa posição não produz riqueza ou valor para ninguém, afirmaram. Se for proativo, vai devolver para a gestão da companhia o investimento em seu trabalho. “A direção deve usar as informações do ouvidor para reduzir custos a agilizar a conquista de um atendimento por excelência. Por isso, o ouvidor não pode responder aos executivos da companhia. E sim aos acionistas”, defende Molina.
Fazer da ouvidoria um aliado estratégico no desenho da sustentabilidade das empresas. Essa foi a abordagem do painel “A ouvidoria como ferramenta estratégica no relacionamento com o cidadão”, mediado por Maria Stella Gregori. Para dar uma dinâmica mais participativa, a advogada especializada em direito do consumidor optou por transformar o painel em um estilo “talk show”. Veja as perguntas e as respostas no texto abaixo:
Como, quanto ouvidor, você ajuda o consumidor que te procura?
“Olhar o consumidor e não só a reclamação. Isso que distingue a ouvidoria dos demais canais de atendimento da empresa”, respondeu Rogério Taltassori, ouvidor do Banco Itaú Unibanco e representante da ouvidoria da FEBRABAN. Segundo ele, o papel da ouvidoira é entender o consumidor e ter uma atuação preventiva. Para isso, se faz necessário que se tenha várias forças integradas dentro da instituição e assim ter munição para alimentar capacidade de transformação, que é o maior ativo de uma ouvidoria. “É preciso entender quais os canais que vendem seguro, se a forma de comercialização é adequada, quais as politicias que se pretende praticar quando existir um conflito entre outras prioridades”, enumerou. De acordo com ele, a ouvidoria pode contribuir de forma mais eficaz a partir do momento em que tem uma visão preventiva. Taltassori disse que a ouvidoria tem conquistado uma cadeira cativa nas discussões de governança de uma instituição. “Não como um advogado, mas sim como um agregador de valor na cadeia de negócios ao trazer aprimoramento no relacionamento com o cliente, que é a razão de ser uma empresa”.
O que você faz, enquanto ouvidor, com as sugestões recebidas dos usuários?
Marcel Mascarenhas, ouvidor do Banco Central há mais de um ano, afirmou que é um desafio transformar as sugestões e críticas dos cidadãos em melhorias para todos. “A ouvidoria no BC é uma forma de o cidadão controlar o serviço público pelo cidadão”, disse. No entanto, os desafios são constantes. “Diariamente buscamos valorizar o esforço do cidadão, que saiu do seu dia a dia para tentar aperfeiçoar o serviço público. Por isso geralmente entramos em uma briga interna com os setores, que ainda nos respondem “sua sugestão foi anotada”. Hoje temos o prazo de 20 dias corridos para responder ao cidadão e lutamos para que o retorno a ele seja positivo, como informar que a sugestão dele foi implementada”, afirma. Um dos exemplos de que sucesso na atuação da ouvidoria do Banco Central foi implementar o programa “Registrato”, em 2014. Trata-se de Um acesso online no qual o cidadão tem o registro das contas e operações de crédito em seu nome. Antes, o cidadão precisava comparecer em representação do BC em Brasília ou em uma das nove capitais, ou mandar correspondência com cópia autenticada. Depois de pouco mais de um ano, a sugestão dada por um cidadão ao ouvidor está no ar e o extrato pode ser obtido de forma online. “Acreditamos que o cidadão vai dar valor a ouvidoria quando perceber que é um canal efetivo de comunicação”, opina.
Você se sente com independência e autonomia para resolver os conflitos?
“Se ele não tiver autonomia, não vai corrigir o que está errado”, respondeu Sillas Rivlle Jr, presidente da comissão de ouvidoria da CNseg e da Unimed. “Eu me sinto independente para exercer a minha atividade”, disse. Ele contou que quando foi chamado pelo presidente da empresa para se ouvidor levou um susto. “Era um grande desafio profissional e ainda iria suceder uma das pessoas mais competentes do setor, a Therezinha Correa. Mas antes de dizer sim perguntei ao presidente se teria autonomia e ele disse sim”. Hoje, conta, a Unimed tem um quadro de oito colaboradores para exercer a ouvidoria das empresas do grupo. Ele aconselha que o ouvidor não assuma um papel de inquisitor. “Não bata de frente com a situação. Atue como um conciliador interno. Esteja ao lado dos gestores como um facilitador. Use a frase “me ajuda a te ajudar”, pois ela surte um grande efeito com os consumidores e com os gestores internos.”
Já conseguiram influenciar em alteração dos processos?
Helema Melo, procuradora do Ministério da Justiça, as ouvidorias têm um grande desafio que é atender ao cidadão como se estivesse atendendo a si próprio. Outro desafio, em qualquer esfera, é passar informação suficiente para que o cidadão saiba como acionar a ouvidoria. “Acho que a ouvidoria é muito distante da população e precisamos nos aproximar mais para termos resultados mais efetivos”, afirmou.
O senhor se coloca no papel do usuário que reclama?
A pergunta foi direta para Jorge Magalhães Toledo, ouvidor da ANS, que está na agência desde 2001. Segundo ele, a ouvidoria, desde a criação da ANS, busca assessorar os técnicos com as manifestações dos consumidores para melhorar os aspectos da regulação. Ele citou que há 10 anos, 46 mil demandas foram recebidas pela ouvidoria. Nesse período foram feitas 57 recomendações de aprimoramento, com 67% implementadas. Esses números, segundo ele, mostram que embora a ouvidoria não faca parte do processo decisório, está intimamente ligada ao corpo diretivo.
“O consumidor que procura a ouvidoria, depois de passar por um atendimento de balcão, acredita na empresa. Por isso é importante ouvir o que ele tem a dizer. Quando ele encontra o Ouvidor, ele mostra claramente que não quer sair por ai processando a empresa. Ele quer a melhoria do serviço. E não ouvi-lo, é matar a crença de melhoria.”. Essa foi a mensagem de Juliana Pereira da Silva, titular da Secretaria de Defesa do Direito do Consumidor, no evento realizado pela CNseg para comemorar o Dia Nacional do Ouvidor neste dia 16 e também o Dia do Consumidor, comemorado no dia 15 de março.
Para Juliana, ouvir é diferente de escutar. “É preciso ter a capacidade de ouvir o ponto de vista do consumidor. Trata-se de uma consultoria gratuita dentro da empresa por captar as queixas dos consumidores que procuram os órgãos de defesa”, destaca em seu discurso. Segundo ela, 90% dos consumidores que chegam aos Procons procuraram a ouvidoria das empresas. Entre os desafios dos ouvidores é mostrar à população aonde está a ouvidoria dentro das organizações. “É imprescindível que essa comunicação seja feita, tanto pelas empresas privadas como pelas públicas”, enumerou.
Para Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e da Bradesco Seguros, “este é um canal cada dia mais importante para nós, pois ele contribui para a democratização dos direitos dos consumidores”, disse ele em um vídeo virtual para marcar a abertura do evento, que conta com a presença dos principais ouvidores de seguros e também do Banco Central, bancos e da Federação Nacional do Bancos, (FEBRABAN).
O mercado segurador completa neste ano 10 anos de investimentos no canal de atendimento de Ouvidoria. Esse é um marco histórico para o setor, que em 2005 estabeleceu a implementação das ouvidorias de forma facultativa e contou com a adesão de um grande número de empresas, que representavam mais de 90% do faturamento do setor. Há dois anos, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tornou a ouvidoria obrigatória.
“Desde então, o papel do ouvidor tem sido cada dia mais presente no dia a dia das seguradoras, que usam as queixas dos clientes para aprimorar processos e produtos, destacou Solange Beatriz, diretora da CNseg, ao comentar a Carta de Compromisso dos Ouvidores de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores, divulgada hoje. “A carta deixa claro que a ouvidoria mantém seu compromisso de isenção e ética na resolução de conflitos”.
De acordo com a diretora executiva da CNseg, a ideia é tornar transparente e reforçar o compromisso das ouvidorias privadas com a isenção e a ética no tratamento às demandas de clientes:- Diretores e gerentes têm a obrigação de dar atenção especial às informações que chegam por meio desse canal, e acolher e atender essas demandas com a agilidade necessária.
A carta apresenta três compromissos: “reconhecimento da importância da preservação do acesso e da qualidade do atendimento ao consumidor como mecanismo de prevenção, solução e harmonização dos conflitos de consumo de seguros; reafirmação da atuação das ouvidorias na defesa dos direitos dos consumidoresm conforme estalecem as leis do setor; e promover e defender os valores centrados na harmonia, confiança e equilíbrio nas relações entre os consumidores e as instituições signatárias”.
“Eu considero que o setor ainda engatinha no atendimento ao consumidor”, afirmou Roberto Westenberger, titular da Susep, que participou do evento realizado no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, para comemorar o Dia do Ouvidor. Segundo ele, é preciso considerar que o setor passou muitos anos sob o domínio monopolista do resseguro e também passa pela obrigatoriedade da presença do consumidor. “O setor não teve o hábito de lidar com o consumidor, o que só passou a acontecer com a quebra do monopólio a partir de 2008. É um mercado que está com extrema consciência que tem um caminho a percorrer, vencendo a falta de preparo da relação direta com o consumidor. Estou feliz de ver o mercado andando na direção correta e com o apoio dos órgãos que seguem na mesma luta”, afirmou Westenberg.
Os números apresentados pela Susep comprovam que o setor tem evoluído a passos largos. Em número de queixas, o salto foi de 3,3 mil em 2003 para 26,4 mil em 2014. No entanto, depois de tentativas em resolver o conflito com as empresas do setor, a abertura de processos registrou significativa queda. Em 2003, os processos de atendimento ao consumidor abertos pela Susep representaram 18% das queixas. Com a atuação da CNseg no estímulo da implementação das ouvidorias nas companhias, a relação passou para 3% em 2014. “Isso torna claro o investimento das seguradoras em resolver conflitos”, diz, Natalie Herdato, da Susep. “Um índice de 97% de resolução de conflitos é maravilhoso”, destaca Natalie Hurtado, funcionária da autarquia responsável pelo departamento de atendimento.
Ela antecipou ao setor que a Susep se movimenta para monitorar o desempenho das ouvidorias, em relação a todas as queixas que chegam às empresas.Algo como transformar a escuta individual em ações coletivas. “Ainda precisamos de sistema de dados, mas já começamos a estruturar um caminho para que isso se torne realidade”, avisou.
Martha Oliveira, diretora presidente substituta da Agência Nacional de Saúde (ANS), contou que em 2011 a maior parte das queixas recebidas eram de fácil solução, o que facilitou que o segmento de saúde respondesse com uma forte adesão a obrigatoriedade da implementação da ouvidoria. “Hoje 99,8% das operadoras de saúde contam com ouvidora e os trabalhos seguem avançando dia a dia”, disse ela, destacando o recente lançamento do Guia do Consumidor. Queremos usar o trabalho da ouvidoria das empresas para se ter um trabalho conjunto para mediação de conflitos e criar espaços a mais para essa mediação”, disse.
Os dados estatísticos dos atendimentos das ouvidorias das seguradoras em 2014 ainda não estão finalizados. Segundo ouvidores presentes no evento, o setor recebe cerca de 35 mil queixas por meio das ouvidorias das companhias por ano, sem considerar o DPVAT, que conta com estatísticas à parte. O principal produto que ainda gera conflito com os consumidores é o seguro automóvel, o mais vendido no segmento de seguros gerais, seguido pelas apólices simplificadas comercializadas com o carimbo “massificados”, por meio de canais alternativos, como varejo e cartões de crédito, por exemplo. “Reafirmo o compromisso do setor segurador em privilegiar o relacionamento com o consumidor”, finalizou Silas, RIvielle Jr, presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg e executivo da Unimed.
O resultado positivo já era esperado pelas principais lideranças e autoridades do mercado O mercado segurador manteve a trajetória de alta nas vendas em janeiro, ignorando ainda os efeitos da desaceleração da economia esperada para este ano. Os prêmios diretos alcançaram R$ 8 bilhões em janeiro, alta de 2,17% sobre o montante gerado no mesmo período de 2014, de R$ 7,8 bilhões, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O resultado positivo já era esperado pelas principais lideranças e autoridades do mercado, como o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, e o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), para quem o mercado segurador continuará entre os setores econômicos com perspectivas de apresentar maior crescimento neste ano.
Os dados da Susep mostram também maiores repasses das seguradoras para as resseguradoras. Tanto que as receitas das resseguradoras totalizaram R$ 567 milhões em janeiro deste ano, evolução de 74,4% sobre os 325 milhões do primeiro mês de 2014.
Além de avanço na transferência de riscos para as resseguradoras, as companhias de seguros registraram maiores desembolsos por pagamento de sinistros ocorridos em janeiro. O total pago foi de R$ 4,074 bilhões em janeiro, montante que representou avanço de 13,1% sobre os desembolsos do mesmo mês de 2014.
As seguradoras conviveram também com aumento das chamadas despesas comerciais neste ano. Em janeiro, tais despesas somaram R$ 1,695 bilhão, cifra que teve um acréscimo de 8,7% sobre o que foi desembolsado no mesmo mês de 2014.
Embora considere o ano de 2015 tão ou mais complexo quanto 2014, o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, disse que o setor fechará o ano no terreno positivo. “O ano está começando, mas não há qualquer sinalização de que ocorrerá mudança no viés de alta do mercado”, afirmou ele, recentemente.
Segundo Rossi, além da continuidade da expansão esperada por algumas modalidades, como seguros pessoais, saúde suplementar, previdência privada e o residencial, por exemplo, as seguradoras podem oferecer novos produtos para nichos cuja demanda por apólices é reconhecidamente reprimida. “Independente do cenário econômico, não há dúvida de que o mercado segurador estará no top das áreas de maior crescimento do País”, assegurou ele.
Apesar de reconhecer que o Brasil vive um momento de fragilidade na economia e que o mercado de seguros tem uma relação direta com a renda da população, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) acredita que a perspectiva para 2015 ainda é positiva, já que os índices de consumo de seguros no País, historicamente baixos, continuam representando uma oportunidade de expansão para o setor. Por isso, a entidade mantém inalterada a previsão de crescimento de 12,4% para este ano.
“Os seguros, para quem os consome, estão dentro de um patamar de necessidade, quer dizer, dentro de um orçamento já organizado. O setor sofre este impacto dos efeitos da economia de forma um pouco mais retardada com relação a outros setores”, disse a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, em um evento na capital gaúcha.
O principal destaque, segundo ela, será o seguro saúde, que deve continuar liderando o crescimento do setor – a projeção de alta para 2015 é de 17,50%. Já o segmento de automóveis deverá “sofrer um pouco”, na visão de Solange, influenciado pelo quadro macroeconômico desfavorável, que impacta a renda das famílias, e também pela crise do setor, com queda nos volumes de produção. “Com certeza, comparando com o desempenho do ano passado, o segmento terá um baque, o que não significa que não apresentará crescimento este ano”, disse.
De acordo com Beatriz, para seguirem competitivas e preservarem o mesmo nível de acesso à população em um cenário de ajuste da economia, as empresas do mercado de seguros, de maneira geral, terão que racionalizar custos administrativos. “Hoje o maior item de investimento (das seguradoras) é na área de informática, que constantemente exige modernização. Elas provavelmente terão que rever esses investimentos, mas eu vejo como uma adequação natural. Tem que reduzir custo”, falou.
Em 2014, o mercado de seguros encerrou o ano com crescimento de 9,6% – desconsiderando os dados de saúde suplementar, que ainda não foram apresentados pela ANS. O número ficou abaixo da estimativa da CNseg, que era de 11,2% e já havia sido revisada para baixo no decorrer do ano.
A HDI Seguros, empresa do grupo alemão Talanx, registrou Ebitda (sigla em inglês para resultado antes dos impostos e participações) de R$ 162,1 milhões em 2014, o que representa aumento de 40,9% com relação a 2013, quando ficou em R$ 115 milhões. O lucro líquido avançou 38,9%, para R$ 106,9 milhõe. Já em prêmios emitidos, o crescimento foi de 13,1%, para R$ 2,76 bilhões em 2014.
O resultado financeiro da companhia de seguros aumentou de R$ 140,5 milhões, em 2013, para R$ 212,1 milhões, em 2014. Esta variação decorreu, especialmente, do aumento nas taxas de juros acumuladas nos períodos (o CDI saiu de 8,06%, no acumulado até dezembro de 2013, para 10,81%, no acumulado do mesmo período de 2014) e da melhoria do desempenho global das aplicações financeiras (8,18% em 2013, representando 101,5% do CDI, contra 11,40% em 2014, representando 105,5% do CDI).
Com operações em todo o território nacional, a HDI atua primordialmente na carteira de seguros massificados de automóvel e de residência. Atualmente, a companhia possui mais de 1,6 milhões de veículos segurados e 358,4 mil residências. O número de itens segurados em 2014 subiu mais de 12% com relação ao ano anterior. “Temos investido bastante na qualidade dos serviços que oferecemos e estamos nos fortalecendo em regiões chave com a abertura de novas unidades. No último ano, inauguramos filiais no Estado do Rio de Janeiro, além de escritório no Rio Grande do Sul, e em 2015 teremos novidades no interior de São Paulo e também no Rio. Esses esforços refletem no nosso crescimento, o que nos deixa confiantes de que estamos no caminho certo”, destaca João Francisco Borges da Costa, presidente da HDI.
Com relação aos sinistros de automóveis, a HDI Seguros atendeu 250.286 em 2014. Desse total, 55% foram registrados nas 45 centrais Bate-Pronto da companhia, onde o tempo médio de atendimento é de 30 minutos. Já os 45% restantes foram atendidos pela central de sinistros via telefone. Em residências, o número de sinistros foi de 11.040.
A HDI Seguros integra o grupo Talanx, terceiro maior segurador da Alemanha e sétimo maior da Europa por receita de prêmios, que ultrapassou os 28 bilhões de Euros em 2013. Com sede em Hannover, o grupo atua em cerca de 150 países e conta com aproximadamente 21.500 funcionários. A agência de classificação Standard & Poors deu às seguradoras do Grupo Talanx um rating de força financeira de A+/ estável (publicado em 30 de junho de 2014).
A SulAmérica vai investir R$ 250 milhões na joint venture com a americana Healthways, especializada em programas de saúde, nos próximos cinco anos, de acordo com o vice-presidente de Relações com Investidores da seguradora, Arthur Farme D’Amoed Neto.
Tal montante se dará, conforme o executivo, por meio da transferência dos 30 mil contratos de gestão de saúde da companhia, ou seja, os gastos que teria com o programa no período, e a expansão dessa base.
A parceria, anunciada nesta quinta-feira, 12, e que vem sendo negociada desde o ano passado, visa explorar programas de saúde e bem-estar no Brasil, trazendo novas soluções e contribuindo para melhorar os índices de sinistralidade da saúde privada.
A SulAmérica terá 49% do capital da Healthways Brasil e a Healthways International, 51%.
Para isso, a seguradora fez um aporte, cujos valores não foram revelados. O montante já foi pago em parcela única, conforme D’Amoed Neto, e a fonte de recursos foi o próprio caixa da seguradora.
Segundo ele, o aporte não representa todo o valor da joint venture para a SulAmérica, mas, principalmente, a mudança de comportamento junto aos segurados.
“Queremos ampliar a base dos 30 mil beneficiários que já utilizam nosso programa de gestão, o Saúde Ativa. Quanto maior a penetração melhor o resultado para a companhia”, explicou o vice-presidente da SulAmérica, dizendo que em sua maioria são doentes crônicos como diabéticos, hipertensos e também idosos.
Os 30 mil contratos da seguradora serão migrados para a joint venture com a Healthways até o final do ano, segundo o presidente da empresa americana no Brasil, Nicolas Toth Jr.
Essa transferência, diz D’Amoed Neto, corresponde a gastos da ordem de R$ 20 milhões com o programa de gestão de saúde neste ano.
A joint venture da SulAmérica com a Healthways no Brasil pode prestar serviço para todo o mercado uma vez que a parceria de dez anos não inclui cláusula de exclusividade, segundo o presidente da seguradora, Gabriel Portela.
Não interessa para a companhia esse modelo (de exclusividade), de acordo com ele, pois a transferência do programa de gestão e o suporte da empresa americana por meio do seu banco de dados já trarão benefícios.
Além disso, o acordo está em linha com o investimento que a seguradora vem fazendo, conforme Portela, em gestão de saúde desde 2002, quando criou um programa com este foco.
Conforme o acordo, a SulAmérica poderá eleger dois dentre os cinco membros que compõem o conselho de administração da Healthways Brasil. Sem mencionar o quanto o grupo já investiu no Brasil, Peter Choueiri, presidente da Healthways International, diz que o objetivo da joint venture é unir o melhor das duas empresas.
A SulAmérica detinha parceria com a americana desde abril de 2013. No ano passado, ampliou o escopo de seu contrato com a Healthways e iniciou a implementação de um projeto de assessoria em saúde na America Latina que hoje conta com dez mil usuários e está à disposição dos 2,6 milhões de beneficiários da seguradora.
É a terceira maior operadora de saúde do País, com 2 milhões de segurados, R$ 16,9 bilhões de receitas e lucro de quase R$ 550 milhões em 2014. A Healthways, fornecedora independente de soluções em saúde e bem-estar, atende 68 milhões de pessoas em quatro continentes.
O Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) realizou um evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O encontro aconteceu, ontem (11/03), no Espaço Immensitá, em São Paulo, e contou com a participação de cerca de 500 corretoras de seguros, que assistiram a palestras sobre empreendedorismo feminino e liderança no mercado.
“Conteúdo, conhecimento e, sem dúvida nenhuma, entretenimento. É o que queremos proporcionar a todas vocês, corretoras de seguros empreendedoras, no dia de hoje”, destacou o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, durante a abertura do evento.
A 2ª vice-presidente, Simone Martins, apresentou o primeiro painel: “Desafios para Corretora de Seguros Empreendedora”, ressaltando a representação feminina no mercado de seguros. “Sinto-me honrada em poder contribuir com o setor e, ainda mais, representando as mulheres na diretoria do maior Sindicato da categoria no Brasil”, apontou Simone.
O painel contou com a participação do vice-presidente comercial da SulAmérica, Matias Ávila, da diretora comercial Affinity da Bradesco, Regina Simões, e do presidente do conselho de administração da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, que lembraram a força das mulheres diante dos negócios e o papel das corretoras no crescimento do mercado.
Com uma palestra interativa, a atriz Lúcia Alves mostrou a força empreendedora da mulher, incentivando as corretoras a nunca desistir dos sonhos, focando nos negócios para vender mais. “Quem é empreendedora, precisa criar algo novo todos os dias”, destacou a palestrante.
Durante o encerramento, Camillo anunciou as novidades para a comemoração do Dia da Mulher de 2016: Um cruzeiro de três noites pelo Litoral Norte de São Paulo, passando por Santos, Búzios e Ilhabela. “A proposta inovadora vai proporcionar um clima familiar para essa celebração”, finaliza.
O entretenimento ficou por conta do ator Julio Rocha, que tirou fotos com as corretoras durante o almoço de abertura e da dupla sertaneja Hugo & Tiago, que fez o show de encerramento.
A gestão e a transferência de riscos existem para aportar maior resiliência ao negócio, visto o grau crescente de exposição que têm tido as empresas em relação a desastres que geram consequente cessão de seus lucros – fenômeno que segue crescendo em função da complexidade cada vez mais ampla de suas operações.
As apólices tradicionais para lucros cessantes ou seguros patrimoniais não foram desenhadas para fazer frente aos riscos hoje enfrentados pelas organizações. O mercado de lucros cessantes, por sua vez, não acompanhou estas mudanças rápidas. É o que revela o relatório Business Interruption Insurance Efficacy: Five Key Issues produzido pelo time de Pesquisa em Gestão de Risco da Marsh, líder global em corretagem e gerenciamento de riscos. O relatório enfatiza como as limitações presentes nos seguros atuais de lucros cessantes, incluindo lacunas em cobertura e avaliações incorretas, resultam em programas pouco efetivos para os clientes e como o mercado precisa de inovação neste sentido.
Baseado nas preocupações por parte de colegas, clientes, reguladores, advogados e seguradores, o relatório foca em cinco áreas chave que a Marsh acredita necessitarem de imediata modernização: valores seguráveis, períodos indenizatórios, panoramas mais amplos de potenciais danos, cadeia de fornecimento e sinistros.
Segundo Caroline Woolley, líder global para o Centro de Excelência em Lucros Cessantes da Marsh, o dano à propriedade é uma das mais maiores exposições que uma companhia pode enfrentar e a apólice de lucros cessantes é uma das mais compradas pelas organizações no mundo todo. Mas o clausulado evoluiu pouquíssimo desde o meio do século passado. “A indústria de seguros precisa enxergar as falhas do seguro de lucros cessantes e suas coberturas e desenvolver uma solução mais adequada para seus clientes. Este relatório da Marsh é uma contribuição a este debate e traz melhorias a soluções hoje no mercado que trarão inovação à indústria de seguros e melhor endereçarão as necessidades dos clientes”, afirma a especialista.
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