Porto Seguro amplia alcance de operadora virtual, informa Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico – por Ivone Santana

Manter uma carteira de clientes 100% pós-pagos e com um gasto mensal médio de R$ 100 ê uma conquista invejável para uma operadora de telefonia, setor em que quase 78% dos usuários são do segmento pré-pago. Mas a direção da Porto Seguro Conecta afirma que alcançou esses indicadores. Tratase da única empresa que conseguiu, até agora, ativar uma operadora móvel de rede virtual (MVNO) no país com uma base de clientes relevante: 350 mil linhas de comunicação entre máquinas (M2M) e 30 mil linhas de voz e internet pela rede 3G.

Todos os usuários da Conecta são clientes do seguro automóvel da controladora Porto Seguro. É uma estratégia adotada pelas empresas para fidelizar esse grupo. Como diferenciais em relação às grandes operadoras, donas de infraestrutura, a Conecta oferece bônus e descontos aos clientes do seguro auto. Sempre que o cliente da Conecta paga uma fatura do celular, 10% do valor fica reservado. Ao renovar o seguro do veículo, o resultado acumulado nessa reserva gera um desconto no seguro. Se o cliente tiver cartão de crédito da Porto Seguro, acumula pontos em dobro. Juntando esses bônus, há casos em que o seguro do automóvel acaba saindo grátis para o cliente, afirma Tiago Galli, superintendente da Conecta.

No serviço móvel, um plano básico custa R$ 139,90, com voz, SMS ilimitado e 1 gigabyte de internet em 3G. Além disso, se o celular quebrar, a Conecta oferece outro do mesmo modelo por 30 dias.

A Conecta usa a rede da TIM para oferecer seus serviços. Lançou o piloto comercial em Santos e Campinas, em 2013, no Rio de Janeiro e na Grande São Paulo há quase um ano. Na sexta-feira começou a atender consumidores no Vale do Paraíba, interior paulista.

A infraestrutura do núcleo da rede é da Conecta – por exemplo, cobrança, emissão de fatura, elementos necessários para fazer as chamadas ou navegar na internet e atendimento ao cliente. Os sistemas e equipamentos são instalados no centro de dados da Conecta e se comunicam com os centros da UM por meio de software.

O modelo de operadoras virtuais foi uma aposta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas que, de modo geral, não deu certo até agora. A Anatel divulgou o serviço em mercados internacionais e sua expectativa original era receber cem licenças em 2012. Até agora, as únicas autorizadas são, além da Porto Seguro, a Datora, Sisteer, Terapar e Virgin Mobile.

A Datora tem acordo com a Vodafone para representá-la no Brasil com M2M. Em janeiro, contava com 3 mil linhas, segundo o portal Teleco. Já a Terapar atendia a 3,5 mil, usando a rede da Algar. A Sisteer assinou acordo com a Telefônica para uso de sua rede, mas ainda está estruturando a operação.

Segundo a Anatel, os planos iniciais de operação de MVNO foram alterados, devido à mudança de direcionamento dada pelo governo italiano à Poste Italiane-parceiro dos Correios na implantação do serviço no Brasil. “Os Correios continuam com a intenção de operar o serviço, desta vez, no modelo credenciado”, afirmou a Anatel em nota. Nos próximos dias, deverá ser realizada tuna audiência pública para apresentação do projeto às operadoras de telefonia móveL

“O modelo deu certo para a Conecta porque temos proposta de valor centrada no que a Porto Seguro faz de melhor, que é o relacionamento com o cliente”, diz Galli, já se preparando para lançar 4G no segundo semestre, mas sem revelar receita e investimentos.

Para o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, se a MVNO não tiver um conceito forte de atender a uma comunidade de usuários de modo complementar e diferenciado, perde o sentido. Sem isso, diz Abreu, será difícil ter outras experiências que cresçam muito, como a Conecta.

Travel Ace oferece assistência em viagens para jornalistas

jornalista2A Travel Ace Assistance oferece planos de assistência em viagens profissionais pelo Brasil ou pelo exterior em parceria com veículos de comunicação. “O objetivo é apoiar os jornalistas em seus deslocamentos e também para que eles possam estar seguros no exercício da sua profissão”, comenta a supervisora de marketing da empresa, Ana Paula Oliveira.

Parceria com veículos de comunicação é útil para jornalistas (Imagem: Reprodução)A contrapartida da empresa é difundir os benefícios de viajar com o respaldo de uma assistência específica para o viajante. “Queremos ter formadores de opinião viajando com tranquilidade que nossos produtos oferecem e podendo relatar aos seus leitores”, avisa Ana Paula.

Em 20 países da Europa e em vários outros dos demais continentes, o seguro é obrigatório. O plano de assistência dá ao viajante seguro de extravios de bagagem, assistência odontológica de urgência, atendimento médico provocado por acidentes ou enfermidades, além de outros benefícios.

A Editora Europa é uma das empresas de comunicação que oferecem aos seus jornalistas os planos de assistência durante viagens. Segundo o editor da revista Viaje Mais Luxo, Paulo César Bastos, a parceria é de suma importância. “Sempre achei o serviço extremamente eficaz, rápido e com pouca burocracia. A única vez que me solicitaram foi na Espanha, na imigração, e após conferirem o voucher, me liberaram sem perguntas. Felizmente nunca precisei usar o seguro propriamente dito, mas sempre viajei com mais segurança ao portá-lo”, relata.

Caixa recebe proposta de 16 bancos, informa Agência Estado

jornal estadaoFonte: Agência Estado

Confirmando o interesse dos bancos de investimento, em meio à secura de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil, a Caixa Econômica Federal recebeu propostas de 16 instituições, com sugestões para a estruturação da sua holding de seguros e consequente abertura de capital, conforme confirmou o banco ao Broadcast, serviço de notícias da Agência Estado.

Além dos bancos locais como Itaú BBA, BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco BBI e Brasil Plural, também enviaram propostas os internacionais Deutsche Bank, JPMorgan, Bank of America Merrill Lynch (BofA), HSBC, Morgan Stanley, Santander, Credit Suisse, Goldman Sachs, Citibank, UBS e Barclays. Os nomes foram confirmados pela Caixa.

Valor de mercado

A Caixa ainda não passou aos bancos o valor de mercado de sua seguradora. Entretanto, estudos preliminares feitos pelo banco apontam, considerando todas as empresas sob o guarda-chuva da Caixa Seguros, que o montante estaria entre R$ 40 bilhões e R$ 70 bilhões, conforme apurou o Broadcast.

O valor de mercado estimado pela Caixa para a holding de seguros se aproxima do atual da BB Seguridade, em torno de R$ 70 bilhões. Desde que abriu capital, há exatos dois anos, a holding de seguros do Banco do Brasil dobrou de valor. Na ocasião, a BB Seguridade levantou cerca de R$ 11,5 bilhões por uma fatia de 33,75% e suas ações foram precificadas a R$ 17,00, centro do intervalo proposto de R$ 15,00 a R$ 18,00.

Conforme os cálculos de uma fonte, se a fatia de mercado a ser colocada à venda da Caixa Seguridade, provável nome de batismo da holding, chegar a 35% e o valor de mercado da seguradora estiver mesmo na casa dos R$ 70 bilhões, seria possível captar cerca de R$ 20 bilhões.

Caso o mercado siga uma trajetória de melhora nos próximos meses, porém, fontes de bancos não descartam que a oferta chegue nos R$ 30 bilhões.

Na semana passada, o nome da Caixa Econômica Federal foi citado na operação Lava Jato, o que, segundo fontes, poderia incluir mais desafios para a abertura de capital da seguradora ainda neste ano. No entanto, executivos lembram que a seguradora tem pontos que contam a favor, como o potencial de crescimento do mercado de seguros no Brasil e ainda o fato de ter capital misto, que poderiam garantir o sucesso da oferta.

A Caixa Seguros é controlada pela francesa CNP Assurances, que detém 50,75% das ações, e pagou US$ 538 milhões pela participação em 2011, num acordo de 20 anos. De acordo com uma fonte, a sócia majoritária já foi procurada sobre o IPO, mas para uma conversa superficial.

Para que a reestruturação e IPO da seguradora sigam adiante, os franceses, porém, precisam concordar. Sob a holding da Caixa Seguridade, estariam, conforme fontes, a Caixa Seguros, que atua em seguros, previdência, consórcio, capitalização e saúde; a Pan Seguros e sua corretora (ambas do ex-Panamericano e que foram adquiridas pela Caixa e pelo BTG Pactual); a Par Corretora, que tentou emplacar um IPO, mas desistiu; A Previsul, especializada em seguro de vida; e a Tempo Dental, com foco em planos odontológicos.

Em 2014, a Caixa Seguros gerou lucro líquido de quase R$ 1,7 bilhão, e R$ 9,6 bilhões em prêmios. No ano, a rentabilidade sobre o patrimônio foi de 35,9%.

STJ aceita uso de seguro-garantia, informa Valor Online

© Copyright 2009 Corbis CorporationFonte: Valor On-Line

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu, pela primeira vez, o uso de seguro-garantia em execução fiscal. Os ministros resistiam à aceitação desse meio de assegurar o pagamento de cobranças judiciais de tributos porque não estava previsto na Lei de Execuções Fiscais -Lei n a 6.830, de 1980.

Até então, todas as decisões do STJ eram contrárias a grandes empresas. Contudo, em novembro, a Lei n a 13.043 tratou de incluir o seguro-garantia no roll das modalidades previstas na Lei de Execuções Fiscais. E, em decisão publicada no dia 6, a 2- Turma decidiu a favor da aplicação imediata da lei. No caso, definiu que a Fazenda Estadual de São Paulo terá que aceitar o seguro-garantia oferecido pelo Makro Atacadista para fazer frente a uma dívida tributária.

Nas ações de execução fiscal, as empresas são obrigadas a oferecer algum bem em garantia, se quiserem se defender da cobrança perante o Judiciário. O seguro-garantia é usado pelas companhias nessas situações para evitar a necessidade de depósito judicial, de dar bens em penhora ou ainda fazer uma carta-fiança.

Nas discussões que envolvem dívidas tributárias, apenas a União aceitava o seguro-garantia. Estados e municípios resistiam com o argumento de que a modalidade não estava prevista na Lei de Execuções Fiscais, ainda que já esteja no novo Código de Processo Civil (CPC) desde 2006. Cabia ao juiz, portanto, decidir se aceitaria ou não o seguro.

Com a nova lei, a 2ª Turma do STJ foi unânime em aceitar o seguro-garantia. Segundo a decisão, a jurisprudência da Corte, “em atenção ao princípio da especialidade, era no sentido do não cabimento, uma vez que o artigo 9 a da Lei de Execuções Fiscais não contemplava o seguro-garantia como meio adequado a assegurar a execução fiscal”. Contudo, os ministros consideraram que a Lei n a 13.043, de 2014, deu nova redação ao artigo 9ª , inciso nª da Lei de Execuções Fiscais, que passou a expressamente prever a possibilidade de o executado “oferecer fiança bancária ou seguro-garantia”.

Para os ministros, como a norma é de cunho processual, ela possui aplicabilidade imediata aos processos em curso. O relator foi Herman Benjamin.

Segundo o advogado que defendeu a Makro Atacadista no caso, Tércio Chiavassa, sócio do Pinheiro Neto Advogados, essa é a primeira decisão do STJ que passa a adotar a nova lei como fundamento. “Antes o STJ limitava a sua argumentação no sentido de que o seguro-garantia não estava previsto na Lei de Execuções Fiscais”, diz.

Para o advogado, é mais vantajoso para a empresa usar o seguro-garantia, que costuma ser mais barato que a carta de fiança. “Agora não deve haver mais dificuldades com a previsão expressa na lei”, afirma.

O fato de o seguro-garantia não estar previsto na Lei de Execuções Fiscais era “um drama para os contribuintes”, segundo o tributarista Luiz Gustavo Bichara, sócio do escritório Bichara Advogados. “Muitos Estados e municípios refutavam o seguro-garantia e exigiam a carta de fiança.”

Agora com a lei, Bichara tem tentado substituir as cartas de fiança pelo seguro-garantia em processos em andamento. “A nossa argumentação é a de que as duas formas estão previstas na Lei de Execuções Fiscais”, afirma. Para ele, o seguro-garantia pode ser até mais eficaz, já que as seguradoras possuem resseguro.

Para o advogado Breno Ferreira Martins Vasconcelos, do escritório Mannrich, Senra e Vasconcelos Advogados, a decisão do STJ é perfeita ao aplicar a lei imediatamente, já que se trata de questão processual. Ele acrescenta que nos Tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, o uso do seguro-garantia também já tem sido mais aceito após a edição da lei. “Não encontramos mais dificuldade”, diz.

Por meio de nota, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo informou que a decisão do STJ decorreu de processo antigo, que entrou no STJ em 2014, antes da Lei n a 13.043, de 2014. “A partir da edição dessa lei, a Fazenda Pública do Estado de São Paulo aceita a oferta do seguro-garantia, desde que o devedor comprometa-se a renová-lo sucessivamente, até a satisfação do crédito, sob pena da seguradora realizar o depósito judicial do valor segurado, em caso de negativa da renovação”.

Porto Seguro se une a Health for Pet e lança produto inovador

health petAdoro quem trata bem dos bichos. Só que é preciso ter uma renda mensal para cuidar. Ainda não sei o valor, mas gostei do produto. A Porto Seguro divulgou hoje aos corretores de seguros o lançamento de um produto, fruto da parceria (união societária) com a Health for Pet, empresa que oferece planos de saúde para cães e gatos.

O produto conta com atendimento personalizado e uma equipe pronta para proporcionar aos animais de estimação uma vida com mais saúde e proteção. Atualmente, tem praticamente todos os recursos disponíveis para a medicina humana: tomógrafos, ressonâncias, tratamentos oncológicos e ortopédicos, UTIs veterinárias, entre outros.

Confira alguns dos diferenciais:
– implantação de microchip para registro e acompanhamento do pet;
– PetPhone – serviço de teleatendimento com veterinários de plantão (24 horas por dia);
– DigiPet – prontuário veterinário digital;
– PetHome – atendimento domiciliar;
– PetClub – clube de descontos.
Clique aqui e assista ao vídeo para conhecer mais sobre a Health for Pet.

O produto terá atuação nas seguintes regiões: Grande São Paulo, Baixada Santista e cidade do Rio de Janeiro. Mais detalhes foram prometidos por
Fabio Luchetti, presidente da Porto Seguro, para breve. Aguardemos!!!

JBO Advocacia promove evento “Claims Handling in Latin America” em SP no di 7 de maio

Release

No dia 7 de maio, os profissionais da área de seguro e resseguro têm encontro marcado no seminário “Regulação de Sinistros em Grandes Riscos”, que será realizado no L ‘Hotel, em São Paulo, das 9h às 14h. O evento internacional faz parte do seminário “Claims Handling in Latin America”, promovido anualmente pelo escritório DAC Beachcroft em Miami, Estados Unidos. A edição de 2015 do evento foi trazida ao Brasil pela JBO Advocacia, parceira do DACB, para marcar a sua nova fase de atuação, em novo endereço no bairro de Pinheiros.

De acordo com a JBO, o evento terá como enfoque os sinistros complexos nas áreas de Property, Casualty, Marine, Surety e Financial Lines. Já está confirmada a palestra de Marcia Cicarelli Barbosa de Oliveira, sócia da JBO Advocacia, que abordará o tema “Seguro de Responsabilidade Civil Profissional e a Teoria da Perda de uma Chance”. Os sócios do DACB da América Latina – Chile, México e Colômbia -, bem como de Londres e Madri, também participarão do seminário. Serão abordados, entre outros temas, D&O, Transporte Aéreo, Engenharia, Resseguro e a Nova Lei de Seguros do Reino Unido.

Segundo Marcia Cicarelli, o evento proporcionará um panorama atual da regulação de sinistros nos países latino-americanos e europeus. Além da experiência prática de cada mercado, serão apresentadas a análise de casos relevantes, as normas e legislações locais, clausulados das apólices e conflitos judiciais envolvendo regulação de sinistros em grandes riscos. “Será uma oportunidade única para os profissionais do mercado de seguro e resseguro brasileiro se atualizarem em relação às práticas internacionais”, diz.

Serviço:

Seminário Regulação de sinistros em grandes riscos

Data e local: 7 de maio, no L ‘Hotel, na Alameda Campinas, nº 266, Jardim Paulista, S. Paulo, SP.

Público-alvo: seguradoras, resseguradoras, corretores e reguladores de sinistro

Organização: JBO Advocacia

Inscrições pelo e-mail jbo@jboadvocacia.com.br. Vagas limitadas.

José Luís, ex-Porto Seguro, assume diretoria na Europ Assistance

Jose Luis PortoO executivo José Luís da Silva está de volta ao mercado segurador depois de uma breve parada. O e- diretor estatutário da Porto Seguro Seguros assumiu nesta semana a diretoria estatuária da Europ Assistance com a missão de apoiar na venda, desenvolvimento de novos produtos e marketing. A Europ Assistance está presente em 35 países com faturamento de € 1,4 bilhão e no Brasil atende a 60 clientes corporativos entre montadoras,varejistas, cartões e seguradoras, com 17 milhões de usuários finais sendo 4 milhões no produto assistência a automóveis e 4 milhões no assistência a residencies.

A Europ Assistance cuida de mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. Com 8.000 funcionários e 35 empresas locais atuando na área, o Grupo desenvolveu um sistema internacional que coloca em ação sua visão inovadora e pioneira em Care Services, sustentado por uma rede intrínseca de 425 mil parceiros.

Em 1996, a Europ Assistance inaugurou a sucursal brasileira. As atividades da Europ Asssistance Brasil tiveram início na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de, aproximadamente, 20 funcionários. Hoje a empresa tem como acionista o Grupo Bradesco Seguros, além do Grupo Europ Assistance. Em 2006 foi inaugurada em São Paulo uma sucursal, onde atualmente estão concentradas as estruturas operacionais e administrativas. A Europ Assistance Brasil é hoje líder no mercado de assistência do país, em um ranking de oito operadores.

Brasilcap patrocina musical sobre Wilson Simonal

A Brasilcap traz de volta ao Rio de Janeiro, a partir do dia 17 de abril, no Teatro João Caetano, o espetáculo que narra a história do dono de uma das mais controversas histórias da música brasileira, Wilson Simonal. Após morrer em uma espécie de exílio artístico, o astro tem sua trajetória contada em ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, um dos grandes sucessos da temporada teatral carioca de 2015, sendo visto por mais de 30 mil pessoas, com todas as sessões esgotadas. O êxito foi tamanho que o espetáculo faz nova estreia. Apesar de sua vida polêmica, Simonal tem uma obra atemporal, como comprova o sucesso do musical, que tem texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade e direção de Pedro Brício .

Ícaro Silva vem colecionando elogios da crítica no papel-título. O ator já viveu nos palcos outro ícone da música brasileira, Jair Rodrigues, em ‘Elis, a musical’, também da autoria de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Ícaro se destacou ainda em ‘Rock´n´Rio – o musical’ e em espetáculos como ‘R & J de Shakespeare’. Para concorrer ao papel-título, mais de 1000 atores mandaram material, sendo selecionados 100 para as audições, onde foi escolhido o protagonista.

Nelson Motta, Patrícia Andrade e Pedro Brício fizeram uma série de reuniões e trocaram muitas ideias até chegarem ao formato final do musical. “Queríamos descobrir que espetáculo fazer, o que focar na história do Simonal. Tem muitas atmosferas dramáticas, porque a vida dele foi assim. Fazemos um resgate do riquíssimo repertório dele, mostrando essa figura improvável, pobre, negro, que se tornou o maior astro popular do país, fazendo música de altíssima qualidade. Ele é um personagem único”, exalta Pedro.

O musical, contudo, não se furta a falar sobre a decadência de Simonal, condenado a um “exílio” involuntário, e toca nos temas polêmicos que cercaram a carreira do artista, sem tomar partido. “Ele é um mistério, não é um herói romântico, pelo contrário. É uma figura contraditória, com múltiplas facetas, mas a peça não faz um julgamento. O espetáculo tem essa riqueza, essa multiplicidade: vai da ascensão absoluta do primeiro artista negro pop à sua total decadência”, define o diretor.

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ segue para São Paulo em junho, no Teatro Cetip, para curtíssima temporada até o final de julho. A montagem ainda traz na ficha técnica nomes como Renato Vieira (coreografia) e Rico Vilarouca (projeções), em uma realização da Planmusic, com patrocínio da Cielo e apoio cultural da Bolt e Taesa.

SERVIÇO:

‘S´IMBORA, O MUSICAL – A HISTÓRIA DE WILSON SIMONAL’

Estreia: 17 de abril (sexta)

Temporada: até 31 de maio

Teatro João Caetano

Praça Tiradentes, s/n, Centro

Telefone: (21) 2332.9166 / 2332.9257

Horários

Quinta a sábado – 20h

Domingo – 18h

Susep destaca a importância da auto-avaliação de risco pelas seguradoras

cnseg_resseguro 4Fonte: CNseg

“Toda empresa deve conduzir sua auto-avaliação de risco, não devendo se basear apenas na regra da Susep, mas sim saber sua atual posição de risco e solvência”, defendeu José Roberto Rodrigues, coordenador de monitoramento de riscos da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Rodrigues abriu o painel sobre Necessidade de Capital, no 4º Encontro de Resseguros do Rio de Janeiro, abordando a importância sistêmica do resseguro, o modelo de auto avaliação de risco e solvência do ORSA (Own Risk and Solvency Assessment – Avaliação dos próprios riscos e solvência), e o monitoramento de solvência da Susep.

“O objetivo do monitoramento de solvência é assegurar a estabilidade financeira do sistema por meio da proteção do segurado e da eficiência do mercado segurador”, destacou Rodrigues. Ele explica que são considerados e monitorados três tipos de riscos. Os riscos microprudenciais são os que envolvem apenas uma empresa isoladamente. Os riscos macroprudenciais atingem um segmento do mercado, como o aumento da expectativa de vida, que gera riscos para o segmento de previdência, mas não atinge outros ramos. E, por fim, os risco sistêmicos, que afetam todo o setor. Entre os riscos sistêmicos estão a volatilidade das taxas de juros, as mudanças no comportamento do consumidor, a pressão inflacionária, a longevidade, o risco legal e o risco cibernética.

“A supervisão baseada em riscos tenta mitigar todos esses riscos por meio de normas e estímulo a boas práticas. Alguns desses riscos não são simples de modelar e quantificar e não há capital que de conta”, afirmou. Ele ressaltou que nem sempre a empresa deverá aumentar o seu capital para fazer frente aos requisitos regulatórios, podendo implementar mecanismos que mitiguem os riscos, reduzindo as necessidades de capital. “É preciso combinar capital com boas práticas e governança, de forma a mitigar os riscos”, recomenda.

Rodrigues explicou que a publicação da regulamentação de Risco de Mercado encerrou a série de regulamentações de riscos quantitativos do modelo de Supervisão Baseada em Riscos que envolve aspectos financeiros, econômicos, de governança e de gestão de riscos. O Risco de Mercado deve entrar em vigor em 31 de dezembro de 2016 e, ao lado dos riscos de supervisão, de crédito e operacionais, compõe o conjunto que envolve o modelo de Supervisão Baseada em Riscos, adotada pela Susep.

O coordenador de monitoramento de riscos da Susep ressalvou que a regulamentação é baseada em modelo de capital, que, como modelo, não é fiel à realidade e em algum momento vai apresentar alguma deficiência. O modelo proposto pela Susep representa uma média na qual algumas empresas estarão acima e outras abaixo. Por isso a importância da auto-avaliação.

A Solvência é baseada em três pilares, disse ainda. O quantitativo com provisionamento e requisitos de capital; o qualitativo com governança, controles e supervisão; e a divulgação e reporte ao público. Com a supervisão baseada em riscos, o modelo ficou mais complexo e deve atender a alguns princípios. Todos os ativos devem ser marcados a valores de mercado. É preciso haver uma melhor estimativa de passivos para apurar uma margem de risco e capital disponível. Por isso é exigido um mínimo de 20% de liquidez em relação ao capital de risco.
Para Rodrigues, em termos de risco sistêmicos, as seguradoras são mais críticas, enquanto o resseguro tem uma importância sistêmica por fazer um link entre todos os riscos do mercado e atuar como um canal de centralização de riscos. “O resseguro é um aliado na prática de gestão de risco. E não há precedente histórico de quebra de resseguradora”, observa.

Frederico Knapp, representante da Suiss RE, questionou Rodrigues sobre como será conduzido o monitoramento das empresas que optarem pelo ORSA. O representante da Susep informou que será adotado o princípio da proporcionalidade, exigindo o modelo apenas de algumas empresas, ressaltando que as demais também poderão adotá-lo facultativamente.
Outro questionamento de Knapp é se as pequenas empresas que não conseguirem se adequar às novas necessidades de capital terão de recorrer ao resseguro ou deverão passar por um processo de consolidação. Rodrigues explicou que o fato de alguma empresa ter dificuldade de se capitalizar para atender às regras já sinaliza que o risco existe.
“Muitas terão dificuldades, mas já vimos empresas alterando contratos de resseguros, o que permite baixar o risco de supervisão sem aumentar o risco de crédito. Outras empresas estão abandonando segmentos de risco. O maior problema está nas empresas sem fins lucrativos e muitas já estão se transformando em S.A.”, conclui.

CEO da Swiss Re defende estabilidade regulatória

cnseg_resseguro 4Fonte: CNseg

A instabilidade regulatória no Brasil faz com que o país não aproveite plenamente a abertura do mercado. A declaração é de Michel Liès, CEO da Swiss Re, que apresentou a palestra “Desafios e Oportunidades: a atração da América Latina” durante o 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. Para ele, é importante ter estabilidade nas regras do jogo para que o ressegurador tenha segurança nos seus investimentos.

“Não é fácil fazer negócios na América Latina. O Brasil e a Argentina implementaram regulamentações que restringem a atividade do resseguro. O setor foi um dos primeiros a ser globalizado. É preciso aproveitar o resseguro internacional que exige regras e padrões gerais em nível global”, resumiu Liés.

Ele destacou ainda que a corrupção inibe investimentos, mas ressalvou que toda a América Latina fez avanços citando dados da Transparency International. E alertou que a agitação social desestabiliza o crescimento econômico e que as medidas anticorrupção apresentadas pela presidente Dilma Rousseff devem ser mostradas à população de forma a deixar claro que o país está no caminho certo para o combate à corrupção.

O executivo defendeu ainda maior aproximação com o poder público e os políticos para uma melhor compreensão da atividade e para a efetivação de projetos que minimizem os efeitos das catástrofes naturais que ocorrem frequentemente na América Latina como terremotos, inundações, tempestades, tornados, secas e variação de temperaturas.

“A seca em 2014 afetou o Brasil e a América Central com estimativas de perdas de US$ 3 bilhões. A baixa temperatura no Peru causou perdas de inúmeras vidas. E o transbordamento de rios e enchentes no Brasil mataram 120 pessoas e geraram perdas de US$ 250 milhões. As áreas metropolitanas são vulneráveis a esses riscos, o que é agravado pela urbanização”, enumerou.

O CEO da Swiss RE admitiu também que a indústria de seguros e resseguros precisa participar mais da cobertura de desastres naturais, revelando que hoje apenas 30% do planeta estão protegidos. Ele apresentou dados de estudo conduzido pela Swiss RE em 616 regiões urbanas monitorando a ocorrência de terremotos, velocidade dos ventos, transbordamentos de rios e tsunamis, num total de 189 catástrofes naturais. “As perdas econômicas somaram US$ 110 bilhões e apenas US$ 35 bilhões estavam asseguradas. Não somos presentes onde se precisa e essa diferença é um desafio que temos de enfrentar”, reconheceu Liès.

O executivo abordou também os desafios econômicos e ambientais da região e citou o caso do Brasil que, num cenário de baixo crescimento e inflação elevada, vive a ameaça da estagflação. Para ele, a solução para isso passa por reformas estruturais e modernização visando a atração de investimentos. Ele considera também que, embora o Brasil tenha políticas ambientais avançadas, peca na sua execução.

“Persistem no Brasil problemas ambientais básicos relacionados à falta de saneamento e isso afeta o setor de seguros. Os segmentos de Vida e Saúde são afetados pela poluição atmosférica que pode levar a doenças pulmonares obstrutivas. Em 2012, 7 milhões de pessoas morreram devido à poluição. Isso poderá levar a processos judiciais contra os poluidores”, alertou.

Liès destacou que a América Latina e o Brasil são estratégicos para a Swiss RE, que tem liderança intelectual centrada em alguns temas principais: gestão de risco climático; parceria para segurança alimentar; financiamento de vida mais longa e apoio à estabilidade financeira.

E por fim destacou que a indústria de seguros e resseguros pode ajudar os governos a manterem bons ratings das agências de classificação de risco. E citando a agência Standard & Pools, disse que a resiliência financeira do setor público pode ser reforçada com a ajuda de seguradoras e resseguradoras. “Os ratings soberanos podem ser mantidos por meio de uma atuação que vai além de medidas financeiras se os governos também adotarem medidas preventivas”, concluiu.