Tokio Marine cresce 21,4% na região da Capital paulista em 2014

tokio marineRelease

A Tokio Marine Seguradora cresceu 21,4% em 2014 na regional que responde pelo Canal Varejo na cidade de São Paulo e em municípios que compõem a Região Metropolitana. O resultado é atribuído a contínua melhoria de processos e sistemas e a prestação de serviços com elevado padrão de qualidade, que impactam diretamente o trabalho e resultados dos Corretores, além da capacitação de toda a equipe e o lançamento de novos produtos. O destaque foi a carteira de Automóvel, que avançou 25,1%, ficando acima da meta estabelecida.

“Fizemos um trabalho fantástico no ano passado. Em março, por exemplo, realizamos algo inédito na Companhia, o ‘job rotation’ entre os gestores executivos de sucursais, e a resposta foi maravilhosa”, afirma o Diretor Comercial Varejo SP Capital, João Luiz de Lima.

Em 2015, a expectativa é de manter o crescimento acima da média do mercado. Para isso, a regional segue com o Plano de Expansão do Varejo “Dando seguimento à estratégia de crescimento da Companhia, contratamos quatro profissionais para atuar no modelo Home Office, em regiões com grande potencial de expansão, como as zonas Leste, Sul e Norte da capital paulista, Guarulhos, Alphaville e região. Para atingirmos as metas, fortaleceremos ainda mais o relacionamento com nossos Parceiros, cadastraremos novos Corretores e trabalharemos fortemente para dobrar o market share em produtos PJ e aumentar o índice de conversão de negócios”, diz o Diretor da Seguradora.

Em relação às carteiras comercializadas, um dos focos são os produtos direcionados a Pessoa Jurídica. A ideia, de acordo com João Luiz, é aproveitar, principalmente, as oportunidades oferecidas pelo segmento de Pequenas e Médias Empresas.

A Tokio Marine tem desenvolvido produtos específicos para esses nichos, como os seguros empresariais para Clínicas e Consultórios, Escolas e, mais recentemente, o de Escritórios. Em suas pesquisas, a empresa verificou, por exemplo, que apenas 30% das pequenas empresas têm seguro empresarial no Brasil.

Na visão do executivo, o índice mostra que há um terreno bastante vasto a conquistar em PMEs, segmento para o qual a Tokio Marine vai lançar outros produtos específicos. “O mais importante é que o Corretor conheça as reais necessidades de seus Clientes e mostre ao pequeno e médio empreendedor a importância de proteger o seu patrimônio”, completa João Luiz de Lima.

Bradesco promove Road Show sobre empreendedorismo

Release

A Bradesco Seguros inicia um “Road show” com uma sequência de encontros com corretores com a palestra “Empreendendo Em Um Mercado de Oportunidades”, ministrada pelo diretor Comercial da companhia, Enrico Ventura. Os encontros, além do estreitamento das relações com os corretores de cada região, visam despertar os participantes para uma visão mais ampla do cliente e das oportunidades disponíveis na indústria do seguro. Algumas das palestras contarão ainda com a participação especial do economista, consultor e professor da Funenseg, Francisco Galiza.

Agenda :

28/04 São Paulo – Zona Norte
29/04 São Luiz MA
06/05 Mossoró RN
20/05 Maceió AL
16/06 Feira de Santana BA

Seguradoras se mobilizam para atender clientes em Xanxerê

images-7Várias seguradoras, corretores e empresas de assistência como a Mondial estão mobilizados para atender segurados atingidos pelo tornado que causou destruição no município de Xanxerê, nessa segunda-feira (20). Mais de mil pessoas estão desabrigadas e um balanço preliminar informa que 2,6 mil imóveis foram afetados. A Defesa Civil divulgou também que mais de 300 pessoas receberam atendimentos médicos e 120 foram hospitalizadas.

A Bradesco Seguros informou que uma equipe de técnicos chegou a Xanxerê no dia 22. Eles vão coordenar o trabalho de coleta de informação que permita ao grupo segurador agilizar o pagamento a seus segurados que tiveram, em suas residências, automóveis ou estabelecimentos comerciais, algum tipo de perda provocada pelo tornado que atingiu as cidades de Xanxerê, Ponte Serrada e Chapecó na última segunda-feira, dia 20. Os segurados podem acessar também a Central de Relacionamento Bradesco Seguros, pelos números 0800 707 2757 e 4004 2757.

A Liberty tem cerca de 1,3 mil clientes na região (entre os clientes de auto, residência e empresas). Desde segunda-feira a equipe de sinistros da seguradora está acompanhando o caso em Xanxerê. Com as dificuldades de comunicação – sem telefonia, energia e internet, a empresa ainda não tem informações oficinais sobre os clientes. Segundo informou a assessorial de imprensa, a seguradora está usando a ferramenta de geo marketing para identificar a localização das suas apólices, e assim iniciar um contato proativo com os clientes para verificar se eles tiveram problemas. A Liberty terá uma operação especial na região para agilizar o pagamento e a liberação das indenizações.

A SulAmérica montou uma operação especial para atendimento aos segurados de Xanxerê (SC), a 551 km de Florianópolis. O plano de contingência da seguradora está agilizando os processos de indenização das apólices de seguro residencial, que já começaram a ser pagas poucos dias após o tornado ter atingido a cidade.
O plano de contingência para atuação junto aos segurados contou com o suporte dos corretores da região, que em muitos casos contataram proativamente os clientes para a realização do aviso de sinistro. “Nossos parceiros foram fundamentais para que conseguíssemos tratar das indenizações em pouquíssimos dias”, afirma o diretor da regional Sul da SulAmérica, Gilson Bochernitsan. “A todo momento temos reportes sobre os impactos diretos e indiretos deste desastre natural na cidade.”
Uma semana após o tornado, cerca de 140 acionamentos haviam sido registrados pela seguradora, que deslocou um efetivo adicional de peritos para a cidade a fim de iniciar prontamente as regulações. Nessa força-tarefa, foi considerado inclusive que alguns clientes poderiam não estar aptos a contatar a companhia, dadas as condições locais. A equipe envolvida também ativou um protocolo especial para o recebimento de documentação.

Sempre se falou que o Brasil era um país livre de catástrofes. Comparado com outros países, sim. Mas tais fenômenos começam a preocupar as seguradoras. Segundo Neival de Freitas, diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o mercado segurador acompanha a incidência desses fenômenos naturais de perto. O maior volume de indenizações pagas no seguro residencial decorre de vendavais no Sul do País e danos elétricos em todo o Brasil.

Esse tipo de evento como o de Xanrerê pode ter repercussão em vários segmentos do setor, como seguro residencial, condomínio e empresarial. Freitas ressalta que esses produtos oferecem cobertura básica para danos causados por incêndio, queda de raio e explosão. “O segurado pode contratar coberturas adicionais, como vendaval, alagamento entre outras”, explica. Ou seja, só tem direito a indenização de seguro em Xanxerê aqueles que contrataram a cobertura especifica de vendaval, que foi o evento que gerou as perdas na pequena cidade catarinense. Já o seguro de automóvel, acrescenta, a cobertura básica de colisão, roubo, furto e incêndio também inclui danos por alagamento e queda de objetos. “Se o carro capotar por força do vento o prejuízo tem cobertura do seguro”, afirmou Freitas ao Blog Sonho Seguro.

Terremotos colocam 140 milhões de pessoas em risco nos EUA, diz relatório

Fonte: Thomson Reuters Foundation

Mais de 143 milhões de pessoas, em 48 Estados dos EUA, estão ameaçadas pelo risco de terremotos, disseram especialistas nesta quarta-feira. Até 28 milhões de pessoas devem passar por grandes tremores antes de morrerem, e o valor das perdas em edificações destruídas por terremotos é estimado, no longo prazo, em 4,5 bilhões de dólares por ano, disseram o serviço geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), o centro de pesquisas geológicas da Califórnia e a agência federal para emergências dos EUA (Fema, na sigla em inglês), em um relatório conjunto.

“Essa análise dos dados dos Mapas Nacionais de Riscos Sísmicos revela que um número significativamente maior de norte-americanos estão expostos a terremotos”, disse Bill Leith, coautor do relatório e consultor sênior no USGS.

O aumento na exposição aos tremores reflete tanto o crescimento populacional em áreas de maior risco, ao longo da costa norte-americana do Pacífico, como a mudança nas avaliações de risco, disse Leith.

Publicações anteriores utilizavam uma estimativa feita há cerca de 20 anos, e colocavam o número de norte-americanos sujeitos a significativos riscos sísmicos em 75 milhões, espalhados por 39 Estados dos EUA, disse ele.

No mês passado, cientistas alertaram a Califórnia, um Estado com grande incidência de tremores, sobre uma chance de 7 por cento de ocorrência de um terremoto de magnitude 8 ou mais nas próximas três décadas.

Nos últimos meses, terremotos de intensidade variada atingiram Texas, Idaho, Califórnia e Nevada. “Os terremotos continuam sendo uma ameaça importante para a nossa economia”, disse Kishor Jaiswal, pesquisador que presta serviço ao USGS.

Berkley inova em emissão de seguro para evento em tempo real

© Copyright 2010 CorbisCorporationRelease

Totalmente diferente dos sistemas em operação no mercado segurador, a Berkley lança um novo produto com coberturas mais abrangentes e uma nova ferramenta on-line para a comercialização de Seguro Eventos que emite apólices em tempo real, independentemente do lugar em que o corretor esteja.

O sistema dispõe de automaticidade e agilidade na cotação e emissão do produto para diferentes tipos de eventos, sejam eles corporativos, privados, esportivos, culturais ou sociais.

A companhia tem como foco de negócio a cobertura para danos corporais e/ou materiais causados a terceiros durante o evento desde sua montagem, realização e desmontagem, além de cobrir danos a vários tipos de equipamentos, estruturas temporárias e objetos de decoração.

Segundo o vice-presidente executivo da Berkley Brasil, Robert Hufnagel, o produto vem de encontro à necessidade do mercado, que visa, além de um produto completo, agilidade aliada a condições diferenciadas. O lançamento oficial das novidades da carteira será realizado amanhã, 23 de abril, com uma apresentação junto a corretores de São Paulo.

Plataforma digital da Argo oferece serviço de Sala de Emergência que presta assistência técnica completa para seus segurados

Release

O Protector, plataforma digital de distribuição de seguros da Argo Seguros, disponibiliza o serviço exclusivo “Sala de Emergência”, que oferece aos segurados orientação técnica com colaboradores especializados para esclarecimento de dúvidas relacionadas a questões profissionais para os seguros de Responsabilidade Civil Profissional.

Com mais de 100 atendimentos realizados somente neste ano, o serviço tem como o principal objetivo oferecer uma orientação completa sobre o seguro contratado, podendo esclarecer diversas situações e resolver todos os tipos de problemas que possam surgir. Dos atendimentos mais comuns estão segurados que não receberam seus honorários dos clientes, desentendimentos entre segurados e clientes, dúvidas de como proceder para evitar processos, explicações sobre legislação vigente, autorizações para celebrar acordos, orientações para cancelar o contrato de prestação de serviço, entre outros.

“A Sala de Emergência é um grande diferencial do Protector em relação a qualquer outro seguro similar, pois sempre que o segurado tem um dilema profissional, ele pensa no seguro como possibilidade de obter auxílio. Com nosso serviço, os interessados contam com uma equipe de especialistas treinados para esclarecer e auxiliar da melhor forma, estando sempre disponíveis, diferente das seguradoras tradicionais do mercado”, explica Roberto Uhl, Gerente de Linhas Profissionais do Protector.

O serviço está disponível para os mais de 11 mil segurados ativos, sem carência ou limitação para a utilização, e oferece ao mercado segurança efetiva por meio de acesso online ou do aplicativo, em versão Android e iOS. A flexibilidade é outro ponto importante do serviço, possibilitando atendimento a qualquer momento e solicitação resolvida de imediato.

Atualmente, o Protector disponibiliza dois aplicativos para smartphones. Para os segurados, o “Meu Protector”, e para os corretores, o “Protector Central do Corretor”, que ajuda na contratação do segurado e na prospecção de novos clientes. Com mais de 3.500 downloads, os aplicativos trazem ao mercado todas as informações necessárias e importantes sobre o serviço contratado, além de documentos e acesso direto à apólice, eliminando a necessidade do papel.

Gustavo Ferraz assume gerencial comercial de linhas pessoais na Chubb

Gustavo Ferraz ChubbRelease

Gustavo Ferraz Onizuka foi promovido a gerente comercial de Linhas Pessoais da Chubb Seguros e será responsável pelo desenvolvimento de negócios desta área, que engloba Seguros Automóvel, Residencial e Yacht para pessoas de alto poder aquisitivo. Formado em Administração de empresas, possui mais de 13 anos de experiência no mercado segurador, tendo iniciado sua carreira na Chubb como estagiário, em 2003, e passando por diversas funções na área de Linhas Pessoais. O executivo se reportará à diretora da área, Priscilla Magni.

“É muito gratificante atuar na Chubb, que é reconhecida pelo mercado como uma seguradora de riscos de alto valor e nos proporciona novos desafios constantemente. Sinto-me honrado com a oportunidade de gerenciar uma área tão importante da companhia”, afirma Gustavo.

XL Group nomeia Renata Freitas como Client & Distribution Leader para o mercado de seguros do RJ

release

O XL Group anunciou hoje a nomeação de Renata Freitas como Client & Distribution Leader para atender clientes e corretores na região do Rio de Janeiro, a partir de 27 abril, 2015.

Sobre essa nomeação, Renato Rodrigues, Country Manager da operação de seguros do XL Group no Brasil, comentou: “Estou muito satisfeito que Renata esteja se juntando a nós. Ela combina habilidades em um amplo espectro de desenvolvimento de negócios com competências interculturais e em re / seguro, além de um profundo conhecimento do mercado do Rio de Janeiro.

“O Rio de Janeiro é um foco interessante para negócios. Desenvolvendo-se de forma rápida e mostrando um potencial de crescimento notável, suas empresas de médio e grande porte requerem uma forte experiência em gestão e mitigação de riscos. Alinhada à nossa estratégia e em parceria com nossa equipe, Renata vai expandir nossa presença no mercado do Rio de Janeiro, proporcionando, aos nossos atuais e futuros clientes e corretores, um serviço de alta qualidade e solução de seguro mais adequada para as necessidades específicas de seus negócios”.

Renata Freitas traz 18 anos de experiência no setor de seguros para seu novo cargo. Mais recentemente, ela foi Gerente Corporativo da carteira de grandes clientes do Itaú – Unibanco Seguros. Antes disso, ela trabalhou em empresas como Royal & SunAlliance Seguros, Motor Union / AXA Seguros e Johnson & Higgins / Marsh Corretora de Seguros. Renata possui MBA em Relações Internacionais e bacharelado em Administração de Empresas.

Valor Econômico: Esperança X racionalidade

O Jornal Valor Econômico trouxe uma matéria bem interessante sobre títulos de capitalização, um dos segmentos do mercado segurador brasileiro pouco divulgado com clareza.

Segue a integra da matéria escrita pelo jornalista Felipe Datt

Para os críticos, trata-se de um produto de sorte, que remunera menos que a mais conservadora modalidade de investimento, a caderneta de poupança, e é comercializado sem distinção de perfis de clientes por gerentes bancários que precisam atingir metas. Para os defensores, é um instrumento eficiente para disciplinar uma fatia da população que não está habituada a guardar dinheiro, com o bônus de concorrer a prêmios em dinheiro, automóveis, eletrodomésticos, entre outros. Com tantos prós e contras, há apenas dois consensos quando o assunto é o título de capitalização: trata-se de um produto cercado de controvérsias e, definitivamente, caiu no gosto dos brasileiros.

O mercado de capitalização obteve receitas de R$ 21,87 bilhões em 2014, um avanço de 4,3% sobre o ano anterior, segundo dados da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). O crescimento mais tímido da arrecadação, se comparado com as médias de dois dígitos verificadas nos últimos cinco anos, é creditado entre outros fatores a uma economia em desaceleração, com juros e inflação em alta, que prejudicam o fôlego de economizar das classes mais baixas. Também porque o avanço se deu sobre uma base considerada alta. Em 2013, na comparação com o ano anterior, a arrecadação aumentou 26,3%. Ainda assim, em 2009, o faturamento com títulos não passava de R$ 9,8 bilhões.

Nos dois primeiros meses do ano, a receita com títulos de capitalização alcançou R$ 2,9 bilhões, e os resgates, R$ 2,4 bilhões. Na contramão, o saldo de aplicação na poupança no bimestre ficou negativo em R$ 11,8 bilhões. Fevereiro representou ainda uma marca histórica para o setor de capitalização, segundo a FenaCap: as reservas técnicas – montante relativo aos depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização e que são devolvidos sob forma de resgates ao fim dos planos – ultrapassaram a marca dos R$ 30 bilhões, um aumento de 11,2% em relação ao primeiro bimestre de 2014.

O produto é simples em sua concepção. Em linhas gerais, o título de capitalização permite ao cliente poupar, concorrer a prêmios em dinheiro, entre outros, e, ao fim do prazo de vigência do título, resgatar parte ou todo o valor acumulado no período. Durante a vigência do título, o dinheiro terá três diferentes destinos: a cota de sorteio (que custeará as premiações), a cota de carregamento (o montante destinado a pagar as despesas administrativas para o banco ou empresa de capitalização) e a cota de capitalização. Essa última cota corresponde ao dinheiro que o poupador receberá ao fim do prazo de aplicação e da quitação das parcelas.

Tipicamente, os prazos de vigência desses títulos variam de 36 a 48 meses, em média, com produtos com vencimentos em até dez anos. Ao fim do período de vigência, o poupador poderá resgatar 100% do que destinou no período, no caso da modalidade tradicional do título, corrigido pela Taxa Referencial (TR). Ou ainda um percentual a partir de 50% desse montante, no título da modalidade popular, que oferece como contrapartida mais oportunidades de sorteios.

Não faltam argumentos para os que torcem o nariz para o título de capitalização. Uma das principais críticas é que, com uma TR próxima a zero e considerando que o dinheiro não poderá ser resgatado por um período mínimo predeterminado (carência), o poupador não terá rentabilidade sobre o principal aplicado e ainda verá seu dinheiro perder de longe para a inflação acumulada no período. Em outras palavras, comprar um título equivaleria a deixar o dinheiro debaixo do colchão. Some-se a isso a possibilidade de a empresa aplicar penalidades para o caso de resgate antecipado, como o pagamento parcial do que foi aplicado. Além disso, sobre os valores recebidos mediante sorteio está prevista a retenção de 30% de imposto de renda (IR) na fonte, como ocorre com qualquer premiação.

O título de capitalização é um produto que carrega consigo uma taxa de retorno negativa. É um produto de sorte e a pessoa só se dará bem se for sorteada e ganhar prêmios, opina o professor de economia e finanças da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan. Na prática, se a prioridade for a rentabilidade do dinheiro guardado – ou a busca de liquidez no curto prazo -, o título não é o produto adequado.

O próprio Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em seu site, alerta que os títulos de capitalização funcionam como uma loteria, com a diferença de que, no final de um período estabelecido, o consumidor recebe de volta parte do dinheiro pago, corrigido monetariamente e que eles não devem ser confundidos com uma caderneta de poupança.

Apesar de tantas desvantagens aparentes, alguns fatores ajudam a explicar a popularidade do produto. A possibilidade de concorrer a prêmios em dinheiro durante toda a vigência do título é, de fato, o grande chamariz. Segundo dados da FenaCap, foi distribuído um total de R$ 1,15 bilhão em premiações em 2014, uma média diária de R$ 4,3 milhões. Uma das premiadas foi Renata Pilan, da cidade de Lins, interior de São Paulo. Por influência do pai, que já compra títulos há cinco anos, a contadora de 28 anos fez um aporte único de R$ 5 mil em um título com prazo de 24 meses, em junho de 2013. No ano passado, ganhou dez vezes esse valor em um sorteio. O objetivo, com o título, não era buscar rentabilidade, mas participar dos sorteios, admite.

O objetivo da ganhadora corrobora a opinião do diretor-executivo da FenaCap, José Ismar Torres, de que o título não é um produto voltado para quem busca rentabilidade. Portanto, explica, é um erro compará-lo com investimentos diversos como a caderneta de poupança e diz que os bancos não vinculam a modalidade como um investimento, mas como uma forma de guardar dinheiro e turbiná-lo com eventuais prêmios. A pessoa que compra o produto abre mão da rentabilidade futura em troca da possibilidade de participar de sorteios, afirma. De fato, a poupança hoje rende anualmente TR mais 6,17%.

Outra razão da crescente popularidade é que, além do sorteio, o título desempenha o papel de instrumento de formação de reservas, notadamente para um perfil que não tem o hábito ou a disciplina de fazer uma economia programada e juntar recursos para realizar seus desejos futuros. Há pessoas que precisam poupar e sua personalidade não permite isso. Para aqueles que têm a necessidade de guardar recursos e que precisam de alguém com vara curta para que façam isso, a capitalização pode ser viável, ainda que seja difícil recomendá-la, opina o professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), Roy Martelanc.

Disputado por 17 empresas, a maioria ligada a bancos que aproveitam seus canais de distribuição para disseminar o produto, o mercado brasileiro tem desenhado títulos para atingir perfis de clientes de todas as classes sociais. Isso derruba um mito associado à capitalização: o de que é um produto voltado apenas às classes menos instruídas e mais próximas à base da pirâmide. Um estudo de 2012 da consultoria Fractal com 2 mil pessoas com renda superior a R$ 4 mil mostrou que a capitalização era o segundo destino predileto do dinheiro, atrás apenas da caderneta de poupança.

Vice-líder de mercado, com uma fatia de 24,4% e faturamento de R$ 5,34 bilhões em 2014, a Bradesco Seguros contabiliza no segmento de capitalização uma base de 3 milhões de clientes e 8 milhões de títulos ativos. Os produtos de pagamento mensal, com prazos de vigência que variam de 48 a 60 meses, partem de aportes de R$ 8, com tíquete médio de R$ 30. Mas há também títulos de pagamento único em valores que chegam a R$ 50 mil.

Para as classes C e D, a capitalização é um produto que os estimula a guardar dinheiro. No fim do prazo, a pessoa pega o dinheiro para realizar um sonho e pode até fazer um primeiro investimento financeiro. Já os clientes da classe A são atraídos pelos grandes prêmios, de até R$ 5 milhões, diz o diretor-geral de capitalização do Bradesco, Ricardo Alahmar.

De olho nessa grande variedade de perfis, o segmento começa a ampliar a oferta de produtos. Líder do segmento há quase duas décadas, com faturamento de R$ 6,68 bilhões e fatia de 30,6% do mercado, a Brasilcap, do Banco do Brasil, lançou o Cap Fiador. O produto funciona como uma garantia de aluguel e devolve ao locatário do imóvel 100% do valor pago ao término do contrato. As opções de pagamento variam de R$ 2 mil a R$ 30 mil, com vigência de 12, 15 ou 30 meses e pagamento único do título.

Ofertamos o produto desde 2012 e o crescimento em vendas do título supera 40%. O produto é promissor, porque cerca de 60% da garantia locatícia no Brasil ainda é a fiança pessoal, afirma o diretor comercial, Marcos Coltri. As empresas também começam a ampliar o uso de canais digitais para a venda de títulos. Em 2014, mais de 527 mil títulos foram comercializados pela Bradesco Seguros por internet, telefone e caixa eletrônico. Isso suaviza, em parte, as críticas comuns aos participantes desse segmento de que as vendas de títulos ocorrem mais por insistência dos gerentes do que pelo real conhecimento e interesse do cliente pelo produto. Os bancos estão proibidos de fazer oferta condicionada de produtos, o ‘compre um e leve outro’. Mas nada impede os gerentes de oferecer os títulos, assim como o cliente tem o direito de dizer não, defende Torres, da FenaCap.

Sabe-se, contudo, que o título de capitalização ainda é usado para melhorar negociações com os bancos, como o caso de uma empresa de consultoria que, no mês passado, conseguiu diminuir o juro cobrado numa linha de capital de giro ao aderir ao produto. O gerente deu duas opções para a empresa: fazer uma capitalização ou uma previdência.

Tour virtual pela exposição de Pablo Picasso, patrocinada pela BB e Mapfre

O grupo segurador BB e Mapfre organizou um tour gratuito e interativo, com visão de 360 graus, para que todos possam apreciar os quadros e gravuras da exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola”, instalada nos quatro andares do Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo. O evento traz dezenas de obras do pintor, vindas direto do Museu Reina Sofía em Madri, e de outros grandes nomes como Salvador Dalí.

A exposição começou em São Paulo em março e vai até 8 de junho. Depois, segue para o Rio de Janeiro. Em São Paulo, já foram mais de 70 mil visitantes em menos de um mês. Ainda há vídeos sobre a exposição e uma explicação do curador espanhol Eugenio Carmona, especialista em Picasso e modernismo.

http://www.picassonobrasil.com.br