A Travelers Companies, Inc. (NYSE:TRV) anunciou hoje que concordou em adquirir uma participação majoritária no segmento de ramos elementares (Property and Casualty) da sua joint venture J. Malucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (J. Malucelli) no Brasil. J. Malucelli iniciou o negócio de imóveis e sinistros em 2012.
Como resultado da operação, a Travelers será proprietária de 95% do segmento de ramos elementares (Property and Casualty) em parceria com o Paraná Banco, a empresa controladora de J. Malucelli, mantendo uma participação de 5%. A empresa de ramos elementares irá operar sob a marca da Travelers. A participação da Travelers no negócio de seguros de caução da joint venture J. Malucelli irá permanecer em 49,5%.
“Desenvolvemos uma forte parceria com a J. Malucelli e iremos continuar juntos a construir sobre essa plataforma”, disse Alan Schnitzer, vice-presidente e diretor executivo de seguros de empresa e internacional na Travelers. “Nossa decisão para adquirir um controle acionário no segmento de ramos elementares (Property and Casualty) reflete o compromisso da Travelers com o Brasil e nosso otimismo sobre o potencial de crescimento a longo prazo oferecido pelo mercado.”
O Paraná Banco irá implantar o capital da operação às suas operações bancárias para uso em decurso ordinário.
A empresa de ramos elementares continuará a ser sediada em São Paulo e liderada por Leonardo Semenovitch. A operação deverá ser concluída no quarto trimestre de 2015, sujeita a aprovações regulatórias e condições de fechamento habituais. Os termos da operação não foram divulgados.
Declarações prospectivas
Todas as declarações contidas neste comunicado de imprensa que não sejam declarações de fatos históricos são “declarações prospectivas” de acordo com o significado atribuído ao termo na Lei da reforma de litígios de títulos privados (Private Securities Litigation Reform Act) de 1995. Os resultados reais dos assuntos abordados nestas declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas e podem divergir substancialmente daqueles expressos ou implícitos. Alguns dos fatores que podem que podem provocar resultados reais diversos são discutidos sob o título “Fatores de risco” no nosso mais recente formulário 10-K e formulário 10-Q. Fatores adicionais que poderiam fazer com que os resultados reais sejam diversos dos esperados, mas não estão limitados a, riscos relativos à busca de novos mercados e oportunidades, incluindo as oportunidades em mercados emergentes. Além disso, a operação está sujeita às condições de fechamento e pode não ocorrer. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa são válidas somente nesta data, e não assumimos nenhuma obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas.
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) divulgou nesta segunda feira a resolução 17 que regulamentando que a EFPC poderá contratar seguro específico com sociedade seguradora autorizada a funcionar no Brasil, a fim de dar cobertura aos planos de benefícios de risco decorrente de invalidez de participante, morte de participante ou assistido; sobrevivência do assistido; e desvios das hipóteses biométricas. Tais medidas deverão estimular a entrada de mais concorrentes no segmento de rendas vitalícias. A conferir.
Veja a seguir a íntegra:
Conselho Nacional de Previdência Complementar
Resolução nº 17, de 30 de março de 2015
Dispõe sobre a contratação de seguro para planos de benefícios operados pelas entidades fechadas de previdência complementar.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, no uso das atribuições que lhe confere o art. 17 do Decreto n° 7.123, de 3 de março de 2010, c/c com os art.14 do Regimento Interno e, com fundamento no art 5° da Lei Complementar n° 109, de 29 de maio de 2001, art. 13 da Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009, torna público que o Conselho, em sua 17ª Reunião Ordinária, realizada no dia 30 de março de 2015, resolveu:
Art. 1º A entidade fechada de previdência complementar- EFPC deverá observar o disposto nesta Resolução na contratação de seguro para cobertura de riscos decorrentes de planos de benefícios de caráter previdenciário.
Art. 2° A EFPC poderá contratar seguro específico com sociedade seguradora autorizada a funcionar no Brasil, a fim de dar cobertura aos planos de benefícios de risco decorrente de:
I – invalidez de participante;
II – morte de participante ou assistido;
III – sobrevivência do assistido; e
IV – desvios das hipóteses biométricas.
§ 1º Os riscos previstos nos incisos do caput poderão ter sua cobertura total ou parcial.
§ 2º A contratação prevista no caput dependerá da prévia realização de estudos técnicos pela EFPC, ocasião em que demonstrará a viabilidade econômico-financeira e atuarial, e a aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo.
§ 3º O contrato de seguro deverá ser arquivado na EFPC, devendo ser disponibilizado aos participantes, assistidos, patrocinadores e instituidores quando solicitado, ficando ele também à disposição do órgão de fiscalização.
Art. 3º A previsão para contratação de seguro deverá constar no regulamento e o seu detalhamento na nota técnica atuarial do plano de benefícios.
Art. 4° É vedada a celebração de contrato de seguro que preveja:
I – o pagamento de valores diretamente a participante ou assistido;
II- a transferência de participante ou assistido, ressalvado o disposto no § 2º do art. 33 da Lei Complementar nº 109, de 2001; e
III – transferência de reserva garantidora para o ente contratado.
Art. 5º O órgão de fiscalização poderá determinar a contratação de seguro previsto nesta Resolução, de forma parcial ou integral, a fim de assegurar os compromissos assumidos com os participantes e assistidos, observado o previsto no regulamento do plano de benefícios.
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Fica revogada a Resolução CGPC nº 10, de 30 de março de 2004.
Vivemos um novo tempo, no qual o líder necessita de competências técnicas e habilidades emocionais para enfrentar riscos, ter persistência, alcançar resultados desafiadores, ser autoconfiante e automotivador, além de ser desenvolvedor de pessoas e fonte de energia para seu grupo. Hoje, o líder é aquele que entende a diversidade, faz com que seus colaboradores e parceiros cresçam e direciona os talentos individuais para o sucesso do time.
Entretanto, lidar com profissionais de várias gerações e suas respectivas particularidades pode ainda ser um desafio para os gestores modernos. O mercado de trabalho atual engloba profissionais de uma larga faixa etária (dos 17 aos 70 anos), que se encaixam em diversos perfis — gerações tradicional, pós-guerra, X e Y. Já estão chegando as gerações Z e Alfa (símbolo), e em breve muitas outras.
Diante dessa realidade, o equilíbrio emocional é fator decisivo e imprescindível ao líder. Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas perante outros e perante si mesmo. Ser um líder implica saber administrar suas próprias emoções, ímpetos e deficiências — que podem ser suplementadas por meio de pessoas da equipe ou parceiros na vida pessoal. Isso requer elevada dose de autoconhecimento e, claro, experiência. Esse equilíbrio é conquistado através do bem-estar, da qualidade de vida e das boas relações familiares, que se refletem no dia a dia e servem como exemplo para todos da equipe.
A comunicação fluente e a interatividade entre os colaboradores são importantes ferramentas para obter a real percepção do potencial da equipe liderada. É fundamental para o sucesso de uma empresa que a comunicação seja praticada em todos os níveis, no sentido vertical e horizontal. Para tanto, o líder de hoje precisa ser flexível e estar próximo dos seus funcionários. O ideal é que não haja distância entre os diferentes níveis hierárquicos, o que permite compartilhar visões, experiências, desafios, conquistas e, consequentemente, comemorar juntos os objetivos atingidos.
Para alcançar o estado de prosperidade que buscamos, algumas etapas e passos devem ser seguidos: enfatizar que precisamos sempre trabalhar para conquistar algo; admitir os erros e estudá-los para não repeti-los; traçar metas com prioridades; adotar hábitos de planejamento; aprender a dizer não; abrir-se para o novo; sair de relacionamentos que não geram resultados; melhorar a qualidade de consumo, direcionando o tempo e dinheiro gastos.
Outras dicas importantes são descomplicar, encurtar processos, usar o contato pessoal sempre que possível e tornar os objetivos claros.
Sim, porque problemas sempre existirão, e a liderança somente será valorizada – ou não – em momentos de crise. Por isso, durante essas etapas de dificuldade, adotar algumas regras e posturas ajuda o líder a lidar com o cenário. O gestor que se antecipa às próximas fases e identifica os desafios seguintes encontra mais e melhores recursos.
Com uma equipe motivada pela ênfase dos acertos e o reconhecimento do esforço de todos, fica mais fácil passar por períodos conturbados.
Conhecer a equipe, por sua vez, é fundamental para liderar, com sucesso, colaboradores com características diversas. A geração tradicional, por exemplo, que engloba pessoas entre 65 e 85 anos, é uma geração sofrida, calejada por privações e guerras, o que acabou produzindo profissionais práticos e dedicados, que costumam permanecer por décadas na mesma empresa.
Já a geração pós-guerra, os babyboomers (com idades entre 46 e 64 anos), é otimista, focada nos valores pessoais e age pelo consenso. A geração X demonstra uma preocupação maior pela qualidade de vida e é formada por pessoas entre 33 e 45 anos, que já estão familiarizadas com as tecnologias de comunicação e têm como foco a busca pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Estes profissionais enfrentaram grandes crises, são céticos, superprotetores e pregam a liberdade no trabalho e nas relações.
Já a geração Y, que nasceu na era digital e utiliza com desenvoltura a internet e ferramentas como as redes sociais, constitui hoje um dos principais desafios da liderança. É importante que as empresas conheçam a cultura dessa nova geração, uma vez que são novos cidadãos e novos consumidores que têm como principais características a impaciência, a elevada autoestima, a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, o interesse em construir um mundo melhor e o costume de tratar seus superiores como colegas de turma.
O líder desta nova geração deve entender qual o objetivo do jovem profissional, quais são seus planos e se estes estão de acordo com os valores da empresa. Para engajar estes jovens, que almejam a rápida ascensão, é importante oferecer oportunidades de vivenciar novas experiências, oferecer tempo para que eles conheçam novas áreas e atividades e reconhecer constantemente resultados por eles alcançados. Esta geração, que aceita e até prefere ser liderada por mais de uma pessoa, é a que mais demanda profissionais que saibam posicioná-la e extrair dela todo seu potencial.
* Formado em Economia, pós-graduado em Finanças e com especialização em Business nos Estados Unidos, Acacio Queiroz atua na Chubb há dez anos. Possui certificação no Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral, bem como é Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. O executivo é presidente do Comitê de CEOs & Chairpersons da Câmara Americana em São Paulo. Recentemente escreveu o livro “Minhas Bagagens” e atua como palestrante nas áreas de Economia, Liderança e Motivação. Liderou várias companhias de seguros no País e na América Latina e é um dos executivos mais atuantes no mercado nacional. Por sua contribuição no segmento de seguro, acumula os mais significativos prêmios e reconhecimentos no Brasil e no exterior nas áreas de liderança e gestão de seguros.
É na hora de um acidente que podemos entregar o nosso produto. Essa é uma frase clássica dos executivos do mercado segurador em todo mundo. Muitos reclamam que pagam o seguro e nunca usam. E digo. Melhor não usar mesmo. Mas é um alívio ter um seguro num momento de crise. Os acionistas da Ultracargo entendem bem isso. Cliente das seguradoras há 40 anos com apólices de riscos patrimoniais e de responsabilidade civil, o grupo praticamente não usou o seguro para um evento de grande porte.
Agora chegou a hora de usar a expertise das seguradoras bem como o valor financeiro contratado, que tem limite máximo indenizável de R$ 550 milhões, segundo notas explicativas das demonstrações financeiras de 2014. Os profissionais de seguros acompanham de perto a equipe de bombeiros e de profissionais do segurado que lutam para apagar um incêndio em tanques de combustível desde o dia 2 de abril. No dia 10, a informação era de que o fogo tinha sido controlado e o desafio estava em afastar a ameaça de possível ressurgimento das labaredas em função do derramamento de combustíveis próximo ao solo.
Segundo informou Mário Di Croce, vice-presidente do IRB Brasil RE ao blog Sonho Seguro, estão envolvidas no contrato entre 10 e 15 seguradoras e resseguradoras no Brasil e no exterior. Sem revelar qualquer detalhe financeiro ou de cláusulas do contrato, Croce afirmou que esse é o momento em que o setor de seguros pode mostrar o seu papel social. “O objetivo do nosso negócio é vender proteção para perdas improváveis”, disse. Segundo ele, uma equipe das seguradoras e resseguradora está no local desde o início do incêndio, buscando ajudar o segurado no que for preciso.
Até mesmo a presidenta Dilma Rousseff colocou o governo federal à disposição do estado de São Paulo e da prefeitura de Santos para auxiliar no combate ao incêndio. De acordo com informações da holding Ultrapar, a Ultracargo faz o armazenamento e a movimentação de produtos químicos e petroquímicos na área industrial da Alemoa. Dos 175 tanques no terminal portuário em Santos, os seis que foram atingidos pelo incêndio têm capacidade de 5 mil a 6 mil metros cúbicos. “Ainda é muito preliminar para falar das perdas. Esses tanques queimados provavelmente terão perda total”, acredita o executivo. Como esses tanques representam menos de 5% da capacidade instalada da Ultracargo, a expectativa é de que a importância segurada é mais do que suficiente para cobrir os estragos materiais.
Além dos danos materiais, os investigadores das seguradoras vão levantar danos financeiros, como lucro cessantes, aquele que se deixa de ter por ter a operação interrompida por um dos eventos do seguro, neste caso incêndio, e também danos materiais e financeiros causados a terceiros. A imprensa noticia carros danificados com fumaça e materiais usados no combate ao incêndio, como transportadoras que reivindicam indenizações porque não conseguiram levar a mercadoria até o porto de Santos em razão do caminho estar bloqueado. Segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), os prejuízos do setor de navegação devido aos atrasos na atracação de navios chegaram a US$ 6 milhões.
“Os danos ao meio ambiente também são questionados por moradores e farão parte do levantamento de informações das seguradoras”, explicou Di Croce. A prefeitura de Cubatão já se manifestou solidária aos pescadores prejudicados pela morte de toneladas de peixes em razão da alta temperatura da água e possivelmente pela contaminados pelos produtos químicos vazados dos tanques.
O papel dos investigadores das seguradoras é levantar as causas e danos. É preciso averiguar as causas do acidente. Há informações de que o fogo teve início em tanques novos, recém instalados. “Será preciso apurar se todas as normas de instalação foram seguidas, se os tanques foram vistoriados e se houve algum erro de projeto. São informações rotineiras de uma regulação de acidente”, comenta o ressegurador. “Será um longo processo de regulação e que com certeza trará ensinamento a todos”, afirma Di Croce.
O principal aprendizado está no conjunto gestão de risco. Uma das lições já pode ser tirada. Por se demora tanto para debelar esse incêndio? Mais de um bilhão de litros de água do mar já foram bombeados. E se um incêndio desse acontecesse em um local longe do mar, como seria controlado com a crise de falta de água que o país vive?”. Croce diz que essa é um dos itens que passará a ser priorizado no levantamento de risco de outros programas de seguro. “Qual o contingenciamento adotado para uma situação similar a essa diante deste cenário de falta de água?”, comenta.
Mesmo que se esgote o valor da importância segurada, algo que não deve ocorrer, as perdas causadas por esse evento serão absorvidas com tranquilidade pelo setor diante da pulverização do risco e da política de precificação adotada pelas companhias. Isso significa dizer que o preço do seguro é calculado de acordo com o risco que ele representa. Croce afirma que a Ultracargo é cliente do setor há mais de 40 anos e sempre se mostrou uma boa gestora de riscos, com um histórico estável de acidentes. “A empresa está tomando todas as medidas para mitigar o risco e certamente continuará a ser considerada pelo mercado como um cliente importante”, finalizou Di Croce.
A exigência de exame médico prévio para a contratação de seguro de vida, uma das antigas polêmicas no ramo de pessoas, já rendeu muitos debates, sem, no entanto, se alcançar uma solução. O imbróglio da questão parece residir no artigo 766 do Código Civil, o qual define que: Se o segurado, por si ou por seu representante, fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio, perderá o direito à garantia, além de ficar obrigado ao prêmio vencido. O parágrafo único do mesmo artigo estabelece, ainda, que: Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de má-fé do segurado, o segurador terá direito a resolver o contrato, ou a cobrar, mesmo após o sinistro, a diferença do prêmio.
A questão é que, na interpretação de alguns tribunais, a seguradora que não realizar o exame não poderá negar indenização ao segurado, ainda que este tenha omitido ou mentido a respeito de doenças preexistentes. Alguns juízes entendem que caberia à ré, no caso, a seguradora, demonstrar a má-fé do segurado ao tempo em que este prestou as informações relativas ao seu estado de saúde.
De fato, nos termos da jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a seguradora não pode ser eximida do dever de indenizar, alegando omissão de informações por parte do segurado, se dele não exigiu exame médico prévio à contratação do seguro − a não ser que o segurado tenha comprovadamente agido de má-fé, ocultando ou dissimulando informações sobre o seu estado de saúde, no intuito de influenciar a análise de risco da seguradora, registra o senador José Medeiros (PPS-MT) na justificação do Projeto de Lei do Senado nº 111/2015, de sua autoria, apresentado ao Senado Federal no final de março.
Em seu projeto, o senador Medeiros propõe acrescentar o artigo 799-A ao Código Civil, estabelecendo a prévia realização de exame de saúde antes da contratação de seguro de vida. De acordo com a redação do artigo, é lícito exigir que a pessoa interessada se submeta a exame de saúde previamente à contratação de seguro de vida. Porém, em seguida, o primeiro parágrafo ressalva que na hipótese de dispensa do exame de saúde, o segurador não poderá se eximir do dever de indenizar, alegando omissão de informações por parte do segurado.
O senador acrescenta, ainda, à proposta a proibição em relação ao uso de testes ou de informações genéticas para determinar ou estimar o risco de morte ou de desenvolvimento de doenças. Por fim, informa que é nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital segurado apenas com base em declarações inexatas ou na omissão de informações relevantes em questionário sobre o estado de saúde do segurado, salvo prova inequívoca de má-fé.
Check up grátis
Se a não exigibilidade de exames pressupõe a obrigatoriedade de pagamento de capital segurado, a utilização de Declaração Pessoal de Saúde estaria anulada e automaticamente proibida?, questiona o atuário e presidente do CVG-SP, Dilmo B. Moreira. Quem responde é o próprio senador José Medeiros, em entrevista exclusiva ao site do CVG-SP: Caberá aos seguradores julgarem dispensável, ou não, a DPS, que, a meu ver, agrega segurança ao exame médico prévio.
De acordo com o senador Medeiros, a seguradora é livre para exigir o exame que achar necessário para efetivação contratual. Mas, ele discorda da interpretação de que o PLS 111/15 obriga à realização do exame. O exame médico pode ser dispensado. Isso não gera responsabilidade automática da seguradora, pois a única hipótese em que ela não pode se eximir de indenizar é alegando omissão de informação do segurado, disse.
O advogado Ayrton Pimentel disse, certa vez, em evento do setor sobre a questão, que a adoção de exame prévio não afasta a discussão sobre a veracidade das declarações prestadas pelo segurado ao médico. Mesmo porque, disse, admitir que alguém, por se submeter a um exame médico, esteja autorizado a fornecer informações inexatas ao segurador ou ao médico, é subverter toda a ordem jurídica assentada na boa-fé.
Na opinião de Pimentel, o exame médico prévio seria um fator de discriminação social, já que seu custo seria repassado aos consumidores, afastando o seguro dos menos favorecidos, que são os que mais precisam. A anamnese, que consiste no simples ato de o paciente revelar ao médico seu histórico clínico, seria um procedimento menos oneroso e, segundo ele, equivalente à DPS. Mas, reconhece que também na anamnese o segurado poderia omitir ou alterar circunstâncias relevantes para um correto diagnóstico médico. E, assim, volta-se à estaca zero, raciocinou Pimentel.
O médico Marco Antonio Gazel, fundador da MA Gazel Assessoria Médico Securitária, expressa opinião semelhante. Para ele, o simples exame médico não é suficiente para avaliar condições clínicas de um individuo, pois qualquer diagnóstico de doença grave poderá não ser comprovado se o sintoma for omitido pelo interessado (ex: câncer em fase inicial, AIDS etc.). Se nesta avaliação houver necessidade de exames complementares ou opinião de um especialista, quem será o responsável por esta despesa?, indaga. Gazel é enfático ao analisar a consequência de tal ônus recair sobre seguradoras: qualquer individuo poderá ter um check up grátis.
Custo é o nó da questão
Para Dilmo B. Moreira, este é o grande nó da questão, ou seja, o pagamento dos custos para a realização do exame. Se as seguradoras exigirem a realização de exames, seus custos de execução certamente aumentariam o valor final na negociação de contratação do seguro, pondera. Exceto pela questão do custo, o atuário e diretor de Seguros do CVG-SP, Marcelo de Figueiredo, analisa, por outro lado, que sob a ótica da subscrição de riscos o exame médico prévio oferece condições melhores de se avaliar o risco de acordo com suas características próprias. Também poderia melhorar o processo de tarifação, tornando-o mais justo em relação ao custo envolvido, diz.
Sobre a possibilidade de redução da litigiosidade no seguro vida, como justifica o senador em seu projeto, o atuário entende que dependerá de um processo de amadurecimento em relação à função primordial do seguro de pessoas. Segundo o senador Medeiros, a redução de litígios é apenas um dos benefícios que se espera do projeto. Em longo prazo, tais medidas trarão estabilidade e segurança ao mercado de seguros, haja vista que tanto o segurado não será mais um hipossuficiente na relação contratual, como as seguradoras se esforçarão para a prestação de um serviço transparente e de qualidade, disse.
Ele informou que o PLS 111/15 está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, na qual até o momento aguarda designação de relator. Por ser terminativo nesta comissão, o senador acredita que sua tramitação no Senado Federal será rápida. A indefinição temporal se encontra após sua tramitação nesta Casa Legislativa, quando o projeto é encaminhado à Câmara dos Deputados e participa de novo trâmite procedimental, explicou.
Fotos: 1 – Dilmo B. Moreira / 2 – senador José Medeiros / 3 – Ayrton Pimentel / 4 – Marco Gazel / 5 – Marcelo de Figueiredo
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ressaltou a importância dos seguros e o impacto positivo desses produtos na vida das pessoas. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva para anunciar a intenção do governo em abrir o capital da Caixa Seguros. O ministro lembrou da Semana de Educação Financeira, realizada em todo o país entre 9 e 15 de março, quando o governo manifestou seu total apoio à iniciativa devido a importância na melhoria de vida da população.
“Quando o nível de renda das pessoas sobe, abrem-se novas oportunidades do uso de serviços e produtos. É importante que as pessoas tomem conhecimento sobre como isso pode melhorar suas vidas”, disse o ministro referindo-se à educação financeira. Segundo Levy, diante da contingência de se usar um seguro, como por exemplo, um acidente que possa danificar um carro, descobre-se como é valioso ter essa proteção. Segundo ele, uma despesa inesperada pode até paralisar a vida das pessoas, ao contrário de quem possui um seguro, tem conhecimento de sua importância, e está coberto em várias situações. “O impacto disso na vida das pessoas é tremendo”, afirmou o ministro.
Joaquim Levy destacou ainda que o efeito dos seguros na qualidade de vida das pessoas é um dos papéis do mercado financeiro numa economia tão diversificada quanto a brasileira. “Temos que aproveitar isso para que seja um instrumento, não só para ser uma oportunidade de poupança, de criação de riqueza, mas também pelo impacto positivo que tem na vida das pessoas”, disse ele.
O presidente do Grupo Bradesco Seguros e Vice-Presidente do Banco Bradesco, Marco Antonio Rossi, é o convidado do Programa Seguro deste domingo (12/04).
Durante o bate papo, comandado por Boris Ber, Rossi enfatiza que o corretor de seguros precisa explorar mais as oportunidades de negócios que existe em cada cliente “Muitas vezes, o corretor tem uma carteira significativa e uma boa estrutura de atuação, mas ainda utiliza isso de maneira muito abaixo do potencial que existe em cada cliente.” , diz. O programa tem como objetivo levar informações relevantes sobre produtos e serviços do setor de Seguros. O programa vai ao ar todos os domingos às 20h na TV Gazeta. Para ter acesso a todos os programas, visite o site www.programaseguro.com.br.
A Vice-Presidente Assistente de Desenvolvimento Comercial da A.M. Best Tina Bukow irá discursar na III Sessão Plenária, “Questões Atuais sobre Resseguros no Brasil” no tópico de “Classificações Industriais e Risco País” às 16:30 h (horário de Brasília) em 14 de abril. Também em nome da A.M. Best, estarão presentes Mariza Costa, analista financeira sênior e Marcus Clementino, consultor independente de desenvolvimento comercial.
Mais informação sobre a conferência está disponível emhttp://www.cnseg.org.br/cnseg/home.html.
O governo federal anunciou nesta quarta-feira estudos para criação de uma holding de seguros da Caixa Econômica Federal e posterior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ainda em 2015, operação que poderá reforçar o caixa da União.
“O objetivo é claro: possibilidade de aumentar a presença da Caixa Econômica em segmento importante e também, evidentemente, aproveitarmos a vitalidade do nosso mercado de capitais”, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a jornalistas.
Ele estava acompanhando da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, após terem se reunido com a presidente Dilma Rousseff. No anúncio, frisaram que a Caixa seguirá como banco 100 por cento público, com listagem apenas da unidade de seguros.
Segundo Miriam, o parâmetro básico para o estudo do IPO da área de seguros será o processo de oferta inicial de ações da BB Seguridade, controlada pelo Banco do Brasil.
“Há potencial de crescimento grande e a Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento”, disse ela.
Mais tarde, o vice-presidente de negócios emergentes da Caixa, Fábio Lenza, disse à Reuters que a holding que pode surgir como resultado do estudo reunirá todas as participações da companhia do ramo de seguridade. A principal delas é a fatia de 48,2 por cento na Caixa Seguradora, que tem a francesa CNP Assurances como majoritária.
A holding incluiria também participações da Caixa na Pan Seguradora e Pan Corretora, que têm o BTG Pactual como sócio, e na Par Corretora.
Sobre as próximas fases da abertura de capital, Levy disse que o governo convidará os principais bancos de investimento para discutir o plano da operação e sua viabilidade.
Questionado sobre se a venda de ações geraria receita para a formação de superávit primário em 2015, Levy salientou que se o IPO revelar que o negócio tem valor acima do registrado contabilmente, a renda adicional será tributada, com efeito positivo na arrecadação, mas não estimou quanto. A meta de superávit primário deste ano é de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mas a arrecadação fraca e o elevado nível de gasto público dificultam o cumprimento do alvo fiscal.
A ACE Brasil será a principal patrocinadora da etapa do Track&Field Run Series JK Iguatemi, uma das provas mais importantes do maior circuito de corridas de rua do Brasil. O evento acontecerá no próximo dia 12 de abril na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Os organizadores aguardam a participação de 2 mil pessoas apaixonadas pelo esporte, que deverão correr os percursos de ida e volta ao Shopping JK Iguatemi em provas de 5 km e 10 km a partir das 7h.
“A ACE tem patrocinado corridas de rua em diferentes países do mundo. É uma forma de associar a imagem da empresa a iniciativas voltadas para a qualidade de vida, que constitui um dos principais alvos do grupo”, comenta Antonio Trindade, executivo responsável pela operação da ACE no Brasil. Esta é a primeira ação de marketing dirigida à população que a companhia realiza no país, após a aquisição da carteira de Grandes Clientes Corporativos da Itaú Seguros, concluída em outubro de 2014 no valor de R$ 1,5 bilhão.
O Track&Field Run Series foi criado pela empresa brasileira de moda esportiva Track&Field, que tem como missão promover o esporte como parte essencial da vida das pessoas. A prova conta com a participação de um público formador de opinião, que busca uma melhoria na qualidade e estilo de vida através da prática esportiva.
Durante a prova, a marca ACE estará exposta em vários locais, desde o pórtico de largada e chegada às medalhas e troféus que serão entregues aos vencedores. “A veiculação ainda vai abranger, entre outros itens, área vip, local da premiação, banners, camisetas em Thermodry® dos 2 mil participantes e comunicação digital”, diz Flávia Pompei, responsável pela área de marketing da ACE no Brasil.
O percurso da corrida, predominantemente plano, representa um dos principais motivos da grande procura observada entre os adeptos do esporte para este evento. Outro motivo é o conforto oferecido aos participantes, como estacionamento, hidratação, frutas após a chegada.
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