Programa “Porteiro Amigo do Idoso” ultrapassa a marca de mil profissionais capacitados

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Prevista para o dia 1º de julho, quarta-feira, em Botafogo, a próxima turma do Porteiro Amigo do Idoso – iniciativa criada pelo Grupo Bradesco Seguros que visa a capacitar os profissionais que lidam diariamente com moradores longevos a oferecer-lhes soluções e cuidados adequados às suas necessidades – será a primeira após o programa ultrapassar a marca de mil porteiros capacitados. A turma marca também a estreia, em 2015, em outros bairros cariocas. Essa é a primeira expansão do programa na cidade do Rio de Janeiro, onde o programa foi conc ebido em 2010. Depois de Botafogo será a vez de Flamengo (agosto e setembro) e Tijuca (novembro e dezembro) receberem as primeiras turmas do curso. As aulas serão realizadas nos dias 1º, 2 e 3/07, no Senac Botafogo, na Rua Bambina, número 107.

O programa, inteiramente gratuito, busca capacitar o porteiro a atuar de forma preventiva na resolução de problemas do cotidiano, contribuindo para a segurança, autonomia, mobilidade e independência da população longeva. Com formação multidisciplinar e carga horária total de 12 horas, as capacitações são divididas em três aulas.

Os porteiros foram apontados como “o melhor amigo do idoso”, em pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 32 países, com 1500 pessoas da terceira idade. Lançado há cinco anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, o programa chegou, dois anos mais tarde, ao bairro de Higienópolis, em São Paulo. Este ano, além de estrear em outros três bairros cariocas, expandiu suas fronteiras para o interior paulista – Campinas, Ribeirão Preto e Santo André –, Minas Gerais, em Belo Horizonte, e Espírito Santo, nas cidades de Vitória e Vila Velha.

Ministradas pelo Senac RJ, as aulas de capacitação, em 2015, começaram em 24 de março e se estenderão até janeiro do próximo ano. Até o momento, já foram capacitados cerca de 1.050 profissionais. Para 2015, estão previstas 50 turmas, com até 25 participantes cada, totalizando 1.250 porteiros – devendo chegar a mais de 1700 profissionais treinados desde o início do programa.

— O programa Porteiro Amigo do Idoso ganha ainda mais projeção. Estamos levando a capacitação a novos bairros do Rio de Janeiro e a novas cidades. Esse investimento faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros com ações que incentivem a conquista da longevidade com qualidade de vida, saúde e bem-estar — explica Eugênio Velasques, Diretor do Grupo Bradesco Seguros.

De acordo com o Censo 2012 realizado pelo IBGE, a população de idosos no Brasil era de mais de 20 milhões, o equivalente a cerca de 11% do total. Até 2050, a estimativa é que esse universo triplique, chegando a 64 milhões de habitantes, ou seja, 30% da população, a mesma proporção apresentada pelo Japão.

O programa Porteiro Amigo do Idoso foi desenvolvido pelo Grupo Bradesco Seguros, sob a orientação do médico e pesquisador em saúde pública Alexandre Kalache, conselheiro sênior sobre Envelhecimento Global da Academia de Medicina de Nova York (The New York Academy of Medicine) e ex-coordenador de programas de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerado uma das maiores autoridades internacionais em gerontologia, Kalache é consultor do Grupo Bradesco Seguros para questões relacionadas à longevidade.

AULAS DE CAPACITAÇÃO

Durante as oficinas de capacitação, os porteiros aprendem a se colocar no lugar dos idosos e a lidar com situações comuns para quem convive com pessoas longevas. Para isso, a oficina promove uma vivência utilizando óculos para dificultar a visão e pesos nos pés e nas mãos, entre outros artifícios, de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos.

— O objetivo do Programa é fazer com que os porteiros se tornem ainda mais amigos e possam entender o processo de envelhecimento em todos os seus aspectos. Aquele que está preparado para lidar com o idoso, está preparado para lidar com qualquer público — destaca Eugênio Velasques.

Estudo da Liberty Seguros revela os principais riscos para pequenas e médias empresas paulistas

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A Liberty Seguros acaba de lançar um estudo que analisa os principais sinistros de escolas, pet shops, bares e restaurantes das cidades de São Paulo e Campinas. Foram mapeados os maiores causadores de acidentes em 2,2 mil pequenas e médias empresas desses nichos, entre abril de 2014 e março de 2015, utilizando a base de clientes da empresa.

De acordo com a diretora de Seguros Empresariais da Liberty Seguros, Rosy Herkza, esses três nichos empresariais apresentaram crescimento significativo na carteira de seguros corporativos e representam uma importante fatia dos seguros destinados para pequenas e médias empresas no Brasil. “A Liberty Seguros tem uma extensa variedade de seguros para pequenas empresas, com coberturas específicas para cada tipo de negócio. Foi isso que nos permitiu analisar, detalhadamente, os sinistros desses três ramos de atuação”, revela.

Escolas

A pesquisa revelou que as escolas foram as que mais sofreram sinistros por roubo (45%). Seguidos por sinistros relacionados a vendavais (27%), impulsionados pelos ventos de até 96,8 km/h, registrados na região de Campinas, pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, no início de 2015.

O terceiro lugar ficou com os sinistros por danos elétricos (18%), já que, nessa mesma época, em decorrência da mudança climática, 90 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em Campinas e em cidades vizinhas, segundo a CPFL.

Responsabilidade civil aparece em último lugar, com 10% dos sinistros. Herkza explica que essa porcentagem é alta na base de clientes da empresa, principalmente porque o Liberty Escolas oferece cobertura para alunos, inclusive em eventos externos. “O Liberty Escolas conta ainda com serviços especiais como gerador e conserto de eletrodomésticos, muito acionados nesse período pesquisado”, complementa a executiva.

Pet Shops

Nos pet shops, o sinistro mais reportado no período da pesquisa foi o de responsabilidade civil, que totalizou mais da metade dos avisos registrados (56%). De acordo com Herkza, isso se deve pela ampla cobertura do Liberty Pet Shops nesse quesito: “A cobertura por responsabilidade civil no Liberty Pet Shops tem como objetivo proteger a empresa segurada de eventuais danos a animais sob sua guarda e responsabilidade, como, por exemplo, acidentes durante o serviço de banho e tosa ou fuga do animal. O reembolso prevê as despesas veterinárias e eventuais despesas com funeral ou cremação dos animais”. Completam os sinistros do Liberty Pet Shops, os avisos de danos relacionados a vendavais (26%) e de danos elétricos (18%).

Bares e Restaurantes

De acordo com o levantamento da Liberty Seguros, nesse tipo de empresa, o sinistro mais registrado é o de danos elétricos, com 32% dos avisos. Isso se dá, principalmente, porque os acidentes mais comuns nesse tipo de negócio são provenientes de instalações incorretas do sistema de gás, da rede elétrica e a má utilização de equipamentos.

Herkza lembra que as empresas precisam estar constantemente atentas às regras de segurança. De acordo com a executiva, o risco de incêndio em cozinhas é muito alto, pela existência de óleos aquecidos, substâncias inflamáveis e chamas. “É importante realizar semanalmente a limpeza das coifas e mensalmente a dos dutos de exaustão em cozinhas industriais para evitar o acúmulo de gordura no interior desses equipamentos, que causam grande número dos incêndios registrados”, conta.

Na sequência, foram registrados avisos de sinistros de roubos, tanto de valores (26%) quanto de bens (22%). Sinistros referentes a vendavais finalizam a lista (17%).

IPO da Caixa Seguridade é aprovado pelo conselho

caixaEm outubro mais uma seguradora listada no Novo Mercado da BM&F Bovespa. Isso se tudo acontecer como prevê o comunicado divulgado pela Caixa na última sexta-feira. Nele, o conselho de administração aprovou a abertura de capital da Caixa Seguridade. A Caixa Econômica vai ofertar 25% das ações da holding na abertura de capital. Se o mercado apostar que a empresa vale cerca de R$ 30 bilhões, como comentam analistas a diversos jornalistas, a oferta pode movimentar superar R$ 7,5 bilhões, chegando a R$ 10 bilhões, informa o Valor Econômico.

Tudo ainda depende das negociações com a francesa CNP, que detém o controle da Caixa Seguros e a exclusividade de vender no balcão do banco estatal. E do esforço dos bancos BB, Bradesco BBI, BTG Pacutal, Itaú BBA, Bank of America Merrill Linch, Goldman Sachs e Brasil Plural na oferta dos papéis.

A bolsa já movimenta ações da BB Seguridade, Porto Seguro, SulAmérica, bem como as corretoras Brasil Insurance e Qualicorp, além de diversas empresas na área de saúde.

Patrícia Andréa Freitas como VP de parcerias comerciais da Prudential

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A Prudential do Brasil anunciou Patrícia Andréa Freitas como vice-presidente de Parcerias Comerciais, área responsável pelas parcerias com outras empresas para a venda de seguros de vida individuais aos seus clientes. A executiva é formada em Informática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com MBA em Administração de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC).

Patrícia possui sólida experiência profissional adquirida em mais de 23 anos de trabalho em grandes companhias, nas áreas comercial e operacional, onde já foi responsável por vendas, desenvolvimento de negócios, infraestrutura e projetos de terceirização nas indústrias financeira, de seguros e bancária. Antes de ingressar na Prudential, a nova vice-presidente atuou em empresas como IBM, Unisys, DBA e Microsoft.

Mario Yokoo Eguti assume a superintendente de controladoria e finanças da Argo

Mario EgutiRelease

A Argo Seguros, subsidiária do Argo Group Internacional, anuncia a contratação de Mario Yokoo Eguti, novo Superintendente de Controladoria e Finanças reportando diretamente ao presidente da seguradora, Pedro Purm. Eguti, chega trazendo experiências em trabalhos desenvolvidos em grandes empresas como Arthur Andersen, Deloitte, Zurich e RSA. Na Argo Seguros, irá atuar em atividades nas áreas de contabilidade, reconciliação, fiscal e tesouraria envolvendo os aspectos relevantes para operação local e relacionadas a normas e procedimentos que respaldem a empresa no atendimento aos requerimentos da SUSEP.

Corretores de Seguros participam de ação social online

luiz moralesFonte: Sincor-SP

Enfatizando a importância do corretor de seguros como agente do bem-estar social, o Sincor-SP lançou a campanha Corretor do Bem. O objetivo do projeto é arrecadar recursos para compra de cobertores, que serão doados a 30 instituições beneficentes espalhadas em diversas cidades por todo o Estado.
Através da juntos.com.vc, organização que realiza financiamento coletivo para ações sociais, o Sincor-SP tem a meta de arrecadar R$ 30 mil, que podem atingir mais de 1.500 pessoas. Esse modelo é chamado de crowdfunding e funciona como uma vaquinha digital, onde as pessoas fazem doações através de sites para ajudar na realização de projetos.

E para participar, o corretor deve entrar no site e fazer a doação da quantia que desejar, sendo acima de R$ 20. Lembrando que para valores de R$ 100 ou mais, o doador ganha um cachecol do Sincor-SP, mas, primeiramente, a meta precisa ser atingida.

De acordo com o coordenador do departamento Social do Sindicato, Luiz Morales, o corretor de seguros deve participar da campanha para reforçar a sua preocupação com a sociedade. “Quanto mais profissionais doarem, mais pessoas podemos ajudar. E, lembrem-se: a solidariedade ainda é a melhor cobertura contra o frio”, ressalta.

Para fazer uma doação: http://juntos.com.vc/pt/corretordobem

Reuters: BTG e BofA Merrill Lynch disputam participar em IPO do IRB

Fonte: Reuters

O BTG Pactual e o Bank of America Merrill Lynch estão disputando a última vaga no grupo de bancos que lidera a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do IRB Brasil, maior resseguradora do país, disseram três fontes com conhecimento direto do negócio nesta quarta-feira.

O IRB pode decidir sobre o último banco do time para a IPO até sexta-feira, disse a primeira fonte, que pediu anonimato porque o processo é sigiloso. A empresa e os acionistas esperam que a oferta estimada em até 3 bilhões de reais seja precificada por volta de outubro, disse a mesma fonte.

A lista de bancos coordenadores inclui Banco do Brasil , Itaú Unibanco e Bradesco, com o JPMorgan como coordenador global, disseram as fontes.

O BTG Pactual foi o líder em emissões de ações no ano passado, enquanto o BofA Merrill Lynch tem ficado entre os cinco primeiros do ranking de ofertas de ações do Brasil nos últimos anos, segundo dados da Thomson Reuters e da Anbima.

O governo federal tem 27 por cento na empresa. BB e Bradesco têm 20 por cento cada e o Itaú, 15 por cento. Os bancos querem vender ou todo de suas fatias no IPO, disse uma das fontes.

A indústria de seguros no Brasil está crescendo, apesar da fraqueza na economia e os investidores pode estar receptivos a mais um IPO de seguros. O braço de seguros da Caixa Econômica Federal também prepara sua estreia na Bovespa, disseram outras fontes à Reuters recentemente.

Um aumento de capital potencial no IRB, por meio de uma oferta primária, está em análise, disseram duas fontes. IRB, Itaú, BB, Bradesco, BTG Pactual, BofA Merrill Lynch e JPMorgan se recusaram a comentar.

Ex-monopólio estatal, o IRB quer crescer mais fortemente na América Latina e na África, expansão que pode exigir mais recursos por meio de um IPO ou a entrada de um parceiro externo nos próximos anos, disse o presidente-executivo Leonardo Paixão à Reuters em março.

Especial Valor – Gestão de riscos ganha mais adeptos

Fonte: Valor Econômico – Denise Bueno

O gerenciamento do risco, em momentos de retração do crescimento econômico, ganha dia a dia mais adeptos. Casos recentes como a explosão nos tanques combustíveis da Ultracargo, em Cubatão (SP), que contava com um pool de uma dúzia de seguradoras e resseguradoras, bem como obras paralisadas por uma crise sistêmica, como a do segmento de petróleo, mostram que ter um bom plano de contingência é crucial para manter a empresa no mercado mesmo diante de acidentes graves e sem danos à reputação da marca.

Diante de um mercado mais competitivo e especializado, como é o caso dos grandes riscos, há uma tendência de as seguradoras adotarem uma subscrição mais criteriosa e também de prestarem o serviço de gerenciamento de risco aos seus clientes. Isso é o que vai determinar quem fica e quem sai do mercado. Essa filosofia de perpetuação da companhia e de fidelização do cliente, que vem ao encontro com a gestão de uma cadeia sustentável, tem norteado as seguradoras especializadas em grandes e médios riscos, com ACE, Liberty Seguros, Tokio Marine, Allianz e Lloyd’s Brasil, por exemplo, que desenvolveram áreas de gerenciamento de risco à parte da diretoria de subscrição.

O gerenciamento de risco já foi um assunto delegado à área de seguros das grandes corporações, mas agora é tratado pelos conselheiros e cobrado pelos acionistas, que têm uma visão mais holística, que inclui não só o risco de incêndio ou explosão, mas também riscos como perdas que podem ocorrer por ataques cibernéticos, com as novas tecnologias, riscos políticos e, principalmente, com a cadeia de fornecedores, explica Marco Castro, CEO do Lloyd’s Brasil.

Paulo Umeki, responsável pelas diretorias de operações, subscrição e prevenção de perdas da Liberty Seguros, conta que o resultado de ofertar assistência em gerenciamento aos corretores e clientes tem dado condições à companhia de concorrer com diferenciais. “O apoio do gerenciamento de riscos dos profissionais da Liberty vai desde a telesubscrição, que são entrevistas para melhor gerir a oferta de seguros para doenças graves, como na assessoria logística para mitigar os riscos com transportes de mercadorias”.

O segmento de pequenas e médias empresas tem sido o grande beneficiário da consultoria dos técnicos especializados das seguradoras e corretoras. “Nesse segmento, o gerenciamento é precário e nossa ajuda tem feito muito sucesso”, conta Umeki. A assessoria elétrica é a que mais tem sido demandada. Muitas vezes a pequena empresa cresce e o empreendedor acaba não se dando conta de que é preciso investir nos cabos elétricos e quadros de energia para evitar que se tenha uma sobrecarga e isso gere um acidente grave.

Prestar um serviço de gerenciamento de risco é um dos principais motivos do crescimento de 37,5% da carteira de riscos patrimoniais da Tokio Marine no nicho de médias empresas, segundo o diretor Felipe Smith. “Fazemos dois relatórios de inspeção. Um mais técnico e outro com a visão do clientes, com soluções claras do que ele precisa fazer para tornar sua operação mais segura. E esse relatório está disponível no portal do corretor para ele apresentar ao cliente”, diz.

Antonio Trindade, CEO da ACE, líder do setor de grandes riscos após adquirir a carteira de grandes riscos do Itaú, diz que as técnicas de gerenciamento de riscos evoluem quando episódios como o da Ultracargo ocorrem. “Em sinistros graves, chegamos a montar equipes multidisciplinares, com o envolvimento de diferentes setores da sociedade tais como corpo de bombeiros, fabricantes dos mais diversos materiais e equipamentos e fornecedores de matérias-primas. Com base nesses estudos e na colaboração de todos esses participantes, as técnicas se tornam mais efetivas, as normas mais precisas, acidentes menos frequentes e menos severos e, por fim, o ambiente torna-se mais seguro”, afirma.

Igor Di Beo, diretor executivo de negócios corporativos da Allianz Seguros, afirma que a seguradora entende que mesmo protegido por uma apólice de seguros, um evento inesperado pode causar consequências ruins para os negócios dos segurados, como perda de participação de mercado e riscos reputacionais. “A melhor forma de prevenir que um evento inesperado ocorra é através da engenharia de prevenção de perdas”, diz.

De acordo com Neival Freitas, diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o gerenciamento de risco aumenta as despesas administrativas das seguradoras pelo investimento em sistemas e recursos humanos. Mas, por outro lado, reduz o custo com pagamento de indenizações por mitigar o risco de acidentes nos clientes. A Marsh avaliou a carteira de gerenciamento de risco e as empresas que já têm uma gestão consolidada conseguiram ampliar em 10% os result ados dos negócios. Segundo Roberto Zegara, executivo da corretora, menos de 30% dos riscos das empresas são seguráveis. “Para os riscos que não têm seguros as empresas buscam reduzir e diminuir a frequência de perdas com gerenciamento de risco”, diz.

Especial Valor – Denúncias aquecem vendas de D&O

Fonte: Valor Econômico – Denise Bueno

Tempos difíceis para quem quer comprar o seguro de responsabilidade civil de administradores e executivos. Conhecido com Directors & Officers, o produto vinha apresentando crescimento acima de 20% ao ano desde 2010. Porém, os efeitos da operação Lava-Jato, que investiga denúncias de corrupção entre empreiteiras e a Petrobras, e agora também no futebol, trouxeram uma nova dinâmica para o segmento.

“O preço subiu, os descontos acabaram até mesmo para os bons riscos, as condições de coberturas ficaram mais restritas e as franquias estão nas alturas”, conta o corretor Paulo Baptista, superintendente de D&O da Marsh Brasil. E os seguradores confirmam: “Mesmo bons clientes que compravam R$ 100 milhões em capacidade não conseguem completar esse valor”, disse um executivo que preferiu o anonimato.

Nos últimos anos, estava fácil vender D&O, o que atraiu várias seguradoras para um nicho com baixo índice de solicitações de indenização. Só um caso ou outro, como da Sadia e Perdigão, com perdas limitadas para o setor de seguros. Mas a Lava-Jato, que já levou quatro grandes empreiteiras a pedir recuperação judicial, enquanto várias outras estão em dificuldades financeiras e envolve ações de outras partes do mundo, mostrou às seguradoras que os sinistros podem ocorrer e custar bem caro.

Diante do susto com as consequências da investigação, a regra do jogo passou a ser a cautela. Se já não bastasse aumentar preço e restringir coberturas, as seguradoras também recusam propostas de empresas ou executivos que tiverem qualquer envolvimento com a Lava-Jato, mesmo que seja uma minúscula participação acionária. A novidade é a cláusula de exclusão para todas as empresas públicas submetidas à Lei Anticorrupção. “No médio prazo acredito que os preços vão se ajustar, algumas seguradoras vão deixar de atuar com o produto e conseguiremos fechar negócios de forma natural novamente”, diz Gustavo Galrão, superintendente da Argo Seguros e presidente da comissão de Linhas Financeiras da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

A AXA, que entrou neste ano no D&O, está mais flexível, uma vez que não amarga perdas. Tem negociado, inclusive, com construtoras. “A demanda pelo seguro de responsabilidade civil de executivos está aquecida, temos um produto diferenciado, com clausulado claro e coberturas abrangentes, e vamos superar a nossa meta neste ano”, diz Octávio Bromatti, vice-presidente da seguradora francesa que acaba de comprar a carteira de riscos empresariais da SulAmérica.

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) consolidados pela consultoria Siscorp, mostram que os prêmios cobrados por seguros a executivos ultrapassaram R$ 120 milhões de janeiro a abril de 2015, 38% acima dos R$ 87 milhões no primeiro quadrimestre de 2014. Na Chubb, o crescimento foi de 22,3%, informa Eduardo Viegas, diretor de linhas especiais. “Já esperávamos um ano desafiador no D&O, mas temos avançado. Alguns clientes aumentaram seus limites e temos obtido bons resultados com a conquista de clientes em médias empresas”.

Flavio Sá, coordenador de linhas financeiras da AIG Brasil, comenta que são cada vez mais claras as responsabilidades dos executivos e o D&O traz segurança para atuarem com tranquilidade com relação às tomadas de decisão do dia a dia. “Há um aumento na procura desta solução como ferramenta de mitigação de risco”, afirma.

Os corretores tentam driblar as limitações e o aumento de taxas impostas pelas seguradoras. Segundo eles, mesmo aqueles clientes sem envolvimento com denúncias passam por uma severa análise de risco. “As seguradoras e as resseguradoras estão atentas a todos os detalhes e fazem muitas exigências para dar a cobertura”, diz Álvaro Igrejas, da corretora Willis. Além do boom de denúncias de corrupção, a crise econômica também afetou a carteira de D&O.

A maior demanda pela produto vinha das empresas com ações negociadas em bolsas no exterior, das empresas com ações na bolsa local e também das companhias envolvidas em emissões, como debêntures ou IPOs. “Hoje temos 25 empresas com ADRs no exterior e praticamente uma paralisação de emissões no Brasil, o que faz com que o número de segurados fique estagnado”, diz Rodrigo Protásio, CEO da filial local da corretora inglesa JLT. “Temos investido no desenvolvimento da cultura de responsabilidade civil do brasileiro, que vive em uma sociedade menos litigante do que a americana”.

Mareia Cicarelli Barbosa de Oliveira, sócia da JBO Advocacia, acredita que uma modificação possível é de não haver mais o adiantamento de custo de defesa em caso de crimes dolosos e sim o reembolso dessas despesas ao final de uma decisão judicial, demonstrando que isso não ocorreu e que, efetivamente, o segurado é inocente. Outro exemplo são as sub-limitações de coberturas para custos de defesa.

Seguro para recall atrai a LIU, divisão de riscos especiais do grupo Liberty

LIBERTY SEGUROSNo Brasil, foram registradas 120 campanhas de recolhimento de produtos no último ano, de acordo com o Boletim Saúde e Segurança do Consumidor 2015, do Ministério da Saúde. Isso sinaliza um grande e promissor mercado para a venda do seguro Recall, “Durante todas as etapas da cadeia, desde a produção até a distribuição de alimentos, há riscos que podem acarretar despesas altas para os negócios. Por isso, o seguro para retirada de produtos, processo conhecido como recall, é uma precaução que todo fornecedor desse setor deve ter”, comenta Klaus Barretta, superintendente de Seguros de Crisis Management da LIU, Divisão de Riscos Especiais da Liberty Seguros. “O volume de vendas ainda é pequeno, uma vez o o mercado está em desenvolvimento no Brasil. Mas é um segmento muito promissor”, garante Barreta. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

Como funciona o seguro? Quais são as coberturas?

O seguro oferecido pela LIU, divisão de riscos especiais da Liberty Seguros auxilia as empresas na prevenção de prejuízos decorrentes do recall de produtos, contaminação acidental ou intencional de produtos, e cobre toda a etapa da cadeia produtiva, seja de um produtor rural, de empresas da indústria de manufatura e de processamento, além de distribuidores e de varejistas. Esse tipo de seguro cobre custos associados a todas as fases do processo de produção, incluindo transporte, estocagem, reparação e reposição dos alimentos contaminados, além de despesas com eventuais indenizações a consumidores afetados pelos produtos a serem recolhidos.

Há quanto tempo a Liberty oferece esse seguro no Brasil?

Iniciamos a comercialização do seguro específico para Recall e Contaminação de Produtos em Maio de 2014, logo após autorização da Susep.

Quantos clientes a Liberty tem nesse segmento?

Como toda nova modalidade de seguros, os primeiros anos são dedicados a difundir a cultura desse novo produto no mercado e supreendentemente já começamos a colher alguns resultados bastante satisfatórios ainda na fase de investimentos. A quantidade de consultas tem crescido exponencialmente mês a mês. Acreditamos que o Brasil será um dos grandes mercados para esse Seguro em um curto espaço de tempo, a receptividade dos corretores de seguros e segurados tem sido muito grande.

Existe alguma particularidade do processo de recall que não está coberta pelo seguro?

O seguro de Recall não cobre a Responsabilidade Civil do Produto, uma vez que já existe uma modalidade específica para reparação de Danos a terceiros. O beneficiário da apólice de seguro Recall e suas coberturas acessórias de contaminação acidental ou maliciosa é o próprio Segurado. Dentro do escopo de cobertura entre as principais exclusões está o ilícito intencional quando, por exemplo, o segurado libera para venda e consumo um produto que foi identificado como defeituoso. Outra situação excluída do seguro é a utilização de substâncias proibidas na composição do produto.

Desde sua implantação, alguma indenização foi registrada no Brasil?

Sabemos que em 2014 foram realizados mais de 120 recalls na indústria brasileiras sendo 6 deles em produtos alimentícios, porém não há detalhes sobre o volume de indenizações já pagas.

Esse produto é destinado para grandes empresas ou para PMEs também?

A principal característica do mercado brasileiro é a de possuir uma grande quantidade de médias indústrias com marcas e atuação regionalizada. Acreditamos que nesse segmento de pequenas e médias empresas esteja o nosso grande potencial, onde poderemos por meio da nossa expertise mundial agregar muito valor na prestação de serviços. Após a contratação o segurado contemplará uma gama de serviços voltados para a prevenção e contenção de crise que iniciam na elaboração de manuais de Recall, simulação de eventos (o chamado Mock Recall em inglês) e o suporte técnico na execução da retirada e descarte dos produtos. Outros serviços direcionados à assessoria jurídica e comunicação com o mercado em uma situação de crise também estão no escopo dessa modalidade.

Quais os principais produtos segurados por esse tipo de produto?

Nosso foco inicial de atuação são as indústrias de alimentos, bebidas, fármacos, embalagens e distribuidores.

Quais desses produtos apresentam mais pedidos de indenização?

Atualmente a indústria automotiva é a líder em frequência de pedidos de Recall. Acreditamos estar relacionado ao valor agregado do bem além da própria garantia concedida pelo fabricante. Concorrência mais acirrada, regulamentação mais rigorosa e canais de comunicação mais amplos e ágeis entre consumidores serão importantes fatores que impulsionarão o aumento na frequência de chamamento de Recall em produtos de consumo de menor valor agregado.

Qual a expectativa da Liberty no Brasil com esse produto?

Desenvolvemos um plano de negócios em conjunto com nossa matriz para os próximos cinco anos e nossas perspectivas são muito positivas. Embora a indústria mundial de alimentos esteja concentrada em poucas empresas, o mercado brasileiro possui um potencial enorme. O Brasil é líder mundial em exportação de proteína animal, um dos principais exportadores de commodities agrícolas e derivados além também de possuir uma vasta biodiversidade para a indústria farmacêutica e de cosméticos.Nossa principal expectativa é que este seguro não fique concentrado em grandes empresas multinacionais, mas que seja um seguro voltado para diferentes tipos e tamanhos de empresas.

As empresas brasileiras já têm a cultura de contratação de seguro para recall ou é um produto comprado apenas por multinacionais?

As empresas brasileiras já possuem cultura de contratação dessa cobertura uma vez que hoje o seguro de RC Produtos muitas vezes já contempla um sublimites para a cobertura de Recall. O que estamos propondo com essa nova modalidade é oferecer uma cobertura voltada específica para esse evento, com limites customizados para esse evento. A cobertura para as perdas financeiras do Segurado causadas pelo defeito no produto também é uma novidade oriunda dessa modalidade.

Os órgãos reguladores exigem algum procedimento?

Temos notado uma atuação bastante participativa dos reguladores nesse quesito. Em 2014 a ANVISA divulgou uma relação de tolerância para materiais estranhos nos alimentos e hoje estamos caminhando para um patamar de excelência a níveis bastante elevados. Para a indústria local essas exigências também trarão muitos benefícios, uma vez que essas medidas abrirão muitas portas para competirmos em qualidade em nível mundial. Muitos distribuidores como alguns grandes atacadistas e varejistas já exigem que os fabricantes possuam uma apólice dessa natureza para colocarem seus produtos nas prateleiras.

As empresas já se adaptaram a regulamentação?

Embora a Retirada de Produtos, o chamado Recall já seja uma medida regulamentada pelo Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90 artigo 10 §1º, toda nova medida regulatória desencadeia uma série de adaptações. Uma grande evolução que estamos esperando é a que indústria de alimentos deverá possuir um plano formal para retirada de produtos potencialmente causadores de danos.

A Liberty tem ações para desenvolver esse tipo de cultura?

Temos realizado muitos treinamentos para corretores em nossas filiais pelo país. Atualmente a Liberty Seguros possui 69 filiais e temos ações comerciais traçadas em conjunto. Canais digitais de comunicação também estão sendo largamente utilizados. Hoje possuímos um grande mailing de corretores e periodicamente enviamos conteúdos relevantes relacionados a este segmento.