Moody’s afirma que regras de resseguro prejudicam locais como IRB, BTG, Austral e JMalucelli

ranking ressegurosAs mudanças nas regras do resseguro são positivas para as seguradoras e resseguradoras globais, mas negativa para as resseguradoras sediadas no Brasil, afirma a Moody’s em seu recente relatório divulgado a clientes e investidores, ao qual o blog Sonho Seguro teve acesso. A resolução vai reduzir paulatinamente os percentuais mínimos, de 40% praticado hoje, para 15% até 2020, que as seguradoras são obrigadas a repassar aos resseguradores locais. Além disso, a resolução da Susep aumenta os percentuais de repasse entre empresas do mesmo grupo de 20% para 75%.

De acordo com o estudo, assinado por Diego Kashiwakura, os players multinacionais serão os principais beneficiários do novo regulamento, incluindo Zurich Resseguradora Brasil, a Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil, Munich Re do Brasil Resseguradora, Mapfre Re do Brasil Companhia de Resseguros, a Swiss Re Brasil Resseguros e ACE Resseguradora, porque eles serão capazes de tirar pleno proveito dos acordos de transferência de riscos entre as empresas do mesmo grupo.

Uma das principais vantagens para as seguradoras e resseguradoras globais está na capacidade de reunir os riscos em todo o mundo, melhorando assim os acordos de risco de subscrição, capacidade de cobertura e de transferência de riscos. “Os resseguradores globais serão capazes de alavancar o seu tamanho, diversificação do risco e know-how global para fornecer melhores condições e capacidade do que os players nacionais, com operações menos diversificadas.

As resseguradoras domésticas serão mais afetadas, de forma negativa, inclusive o IRB Brasil RE, o BTG Pactual Resseguradora, a Austral Resseguradora e a JMalucelli Resseguradora, uma vez que eles vão competir agora com uma base bem maior de concorrentes, como as admitidas e eventuais. “Esperamos também que as seguradoras brasileiras não só procuram a reter mais dos seus prémios de linha de negócios rentáveis, mas também acreditamos que elas vão tentar ceder mais de suas linhas não rentáveis”, diz o estudo.

A resolução é a mais recente de uma série de passos em direção à liberalização total do regime de resseguros. Até agora, as seguradoras e resseguradoras globais brasileiras operando como empresas “locais” poderiam driblar um pouco a regra existente com triangulações. A nova resolução, no entanto, irá reduzir os custos e a complexidade para cessões e processos de retrocessão, removendo assim as contrapartes desnecessárias nos processos, bem como o risco de crédito do negócio.

Empreendedorismo: a saída para um cenário econômico tão desfavorável

alexandre camilloO desempenho da indústria de seguros em julho continua muito dependente do esforço de todos agentes da cadeia produtiva e a atuação dos corretores de seguros têm especial relevância no percurso para alcançar os dois dígitos de crescimento, afirma Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, na Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, publicação assinada pelo Sincor-SP.

“Com boas e más notícias, o cenário continua similar, de modo que podemos celebrar, de um lado, pontos positivos como as evoluções do VGBL, do seguro saúde e do resseguro e, até certo ponto, da rentabilidade das seguradoras, beneficiada pela trajetória mais elevada da taxa de juros”, afirma.

De outro lado, diz, é preciso ressaltar o ambiente de desafios pautado pelo comportamento de algumas tradicionais operações, sobretudo no âmbito dos ramos elementares, como automóvel e residencial. Nas duas carteiras, a variação nominal em valores acumulados, até maio deste ano, sem descontar o efeito da inflação, está em apenas 4% ante o mesmo período de 2014, informa.

Diante de projeções como a retração de quase 2% do PIB e do recuo de, pelo menos, 20% nas vendas de automóveis, a tarefa é complexa, assume Camillo, “mas não podemos desanimar”. Ele conclama os corretores rumo ao sucesso. “Temos de continuar investindo em diferenciais de produtos e serviços, nichos promissores e técnicas de vendas e de fidelização de clientes, consolidando nosso papel de empreendedores do mercado.”

Segundo Francisco Galiza, autor do estudo mensal, desde o último relatório, as expectativas para 2015 no mercado segurador do Brasil continuam basicamente as mesmas, com pontos positivos e negativos. Os pontos positivos são as evoluções do VGBL, do seguro saúde e do resseguro e, até certo ponto, da rentabilidade das seguradoras, beneficiada, entre outros fatores, pela trajetória mais elevada da taxa de juros.

Segundo ele, como se desenvolver em um cenário econômico tão desfavorável é, sem dúvida, o maior desafio do setor de seguros nesse exercício. Empreendedorismo e dedicação dos profissionais envolvidos com essa indústria são condições fundamentais para o mínimo de sucesso. Especificamente, essa é uma orientação importante para os canais de distribuição do País.

Nesse momento, o questionamento principal continua, tanto na economia como um todo, quanto no faturamento do mercado de seguros: quando, de fato, os números irão começar a melhorar? Por fim, um aspecto favorável – e já ressaltado em textos anteriores – é que, tradicionalmente, essa indústria tem segundos semestres melhores em termos de receita.

Leia a íntegra no link
http://www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/Carta%20de%20Conjuntura%20-%20Julho%202015.pdf

Bradesco lança campanha destacando a importância da preparação para se obter sucesso nos esportes e enfrentar os imprevistos da vida


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O Grupo Bradesco Seguros reforça seu posicionamento de seguradora oficial dos Jogos Rio 2016 ao lançar novo conceito em campanha integrada, criada pela AlmapBBDO, que estreia no próximo domingo, 26 de julho, destacando a importância da preparação para se obter sucesso nos esportes e enfrentar os imprevistos da vida. O filme “Basquete”, com 30″, dá início à comunicação em que o conceito “Preparação. É melhor ter.” estará em todas as peças na TV, nos anúncios impressos, no rádio e na internet.

Como segurador oficial e patrocinador dos Jogos de 2016, o Grupo Bradesco Seguros destaca em sua comunicação como a preparação obtida por meio da repetição nos treinos é fundamental para alcançar excelência e conquistas nos Jogos Olímpicos.

“Para obtermos êxito em tudo na vida a melhor estratégia é estarmos preparados. Este conceito é válido para os desafios do nosso dia a dia profissional, para os atletas que precisam treinar o máximo possível para obter bons resultados em competições, como os Jogos Olímpicos, e também para a vida, quando é imprescindível nos prepararmos para lidar com imprevistos”, diz Alexandre Nogueira, Diretor da Bradesco Seguros.

O filme “Basquete”, que abre a campanha, vai estrear no domingo, dia 26/7, durante o programa”Fantástico”, da Rede Globo. Ele conta com uma participação inusitada: do cantor Sylvinho Blau Blau, que ganhou este apelido por ter feito sucesso com a música “Ursinho Blau Blau”, quando fazia parte da banda Absyntho, nos anos 1980. O filme começa com um jogador de basquete, diante da arquibancada lotada, fazendo um arremesso na cesta. Enquanto isso o locutor fala que, para chegar aos Jogos Rio 2016, aquele atleta “se preparou e treinou arremessos tantas vezes quanto…”.

O filme apresenta situações em que temos repetições já conhecidas pela maioria das pessoas.

No término do filme, o locutor dá o mote da campanha: “Afinal, no esporte e na vida, a regra é a mesma: ‘Preparação. É melhor ter’. E com Bradesco Seguros você está sempre preparado”. Letreiros mostram cada um dos segmentos do Grupo Bradesco Seguros: Auto, Dental, Previdência, Saúde e Vida. O filme fecha com o logo mostrando que a Bradesco Seguros é a seguradora oficial e patrocinadora dos Jogos Rio 2016.

Nos anúncios impressos, a importância da repetição dos treinos em vários esportes é clara nos gráficos formados em linha branca sobre o fundo vermelho – as cores da Bradesco Seguros: cada traço branco representa um movimento realizado durante os treinamentos dos atletas. No meio deles, destaca-se uma linha em preto, que corresponde ao melhor desempenho do esportista durante os exercícios

A campanha digital será lançada nos próximos meses e revelará como o filme e as peças foram realizados, com entrevistas de profissionais em diversas áreas, pesquisas e acompanhamento dos treinos de atletas.

Em 2010, ao lançar a campanha “Vai que…”, com a assinatura “Bradesco Seguros. É melhor ter.”, a marca atraiu a atenção dos brasileiros ao usar o bom humor para mostrar que uma empresa de seguros não pode evitar que imprevistos ocorram, mas que, se eles acontecerem, é importante contar com a marca Bradesco Seguros para proteger os bens materiais e o mais valioso deles, a vida, em diferentes situações de risco.

Berkley dobra venda de seguro para equipamento

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Com crescimento de 99,87% em prêmios emitidos no 1º semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2014, a carteira de RD Equipamentos da Berkley Brasil tem sido um dos destaques da companhia no mercado segurador. O resultado está relacionado à agilidade da equipe, especializada e focada no produto e responsável por cotações que são realizadas, em média, dentro de 24 horas.

Uma das ferramentas disponibilizadas pela Berkley para a comercialização do seguro é o sistema on-line, o qual permite tanto a cotação quanto a emissão na ponta para pequenas frotas com até 10 itens.

A maior parte dos negócios da carteira, 90%, abrange equipamentos de médio e grande porte do setor de construção civil.

“O diferencial do Seguro RD Equipamentos é a agilidade, principalmente nas cotações de frotas, o bate-papo direto com o corretor na negociação do risco e a capacidade de conhecimento técnico de nossos profissionais. Nossa expectativa é que a companhia consiga manter esse crescimento ao longo de 2015”, diz Bruno Machado de Oliveira, subscritor do Departamento de Riscos Diversos da Berkley.

PAN Seguros é classificada com rating AA-(bra) pela Fitch Ratings

jose macedoEm relatório assinado pelos analistas Esin Celasun e Rodrigo Salas, a agência de classificação de risco Fitch Ratings atribuiu a classificação AA-(bra) para a PAN Seguro, com perspectiva de rating positiva – que indica para qual direção um rating é provável de ser alterado em um prazo entre um e dois anos.

Segundo o relatório divulgado em julho, a classificação foi baseada numa combinação de fatores intrínsecos ao seu posicionamento estratégico, com destaques para a forte estrutura acionária, baseada em seu co-controle pelos grupos BTG Pactual e Caixa Econômica Federal; elevada lucratividade, beneficiada pelos bons resultados técnicos e financeiros; base de prêmios altamente pulverizada e baixíssima exposição de risco; e ampla base de capital para sustentar seus ambiciosos (e viáveis) planos de crescimento.

“Este relatório demonstra a solidez do modelo de negócios da PAN Seguros, combinando uma bem-sucedida estratégia de diversificação da base de prêmios (segmentos e clientes) com alto crescimento e índices de performance bastante sólidos”, comenta José Carlos Macedo, CEO da PAN Seguros em nota enviada à imprensa. “Isto valida nosso foco na busca contínua de soluções inteligentes para o consumidor de produtos de seguros brasileiro”, complementa.

Oportunidades e entraves no mercado de trabalho

Alexandre Zuvela, sócio para a prática de Seguros na FesaPor Alexandre Zuvela, director & partner da Fesa, consultoria de busca e seleção de altos executivos

Estamos vivenciando um cenário peculiar quando falamos das relações de trabalho das pessoas em suas organizações. Devido à situação macroeconômica do país e às incertezas políticas, a pressão por resultados atrelados à redução de custos se tornou o primeiro item na agenda dos gestores. Um dos principais reflexos disso na rotina dos executivos é a deterioração da motivação em permanecer no atual desafio. Porém, a peculiaridade tem se dado na medida em que muitas empresas estão reestruturando seus times sem repor as posições em aberto e, ao mesmo tempo, observamos profissionais cada vez menos dispostos em suas cadeiras, buscando uma nova colocação, considerando em muitos casos reduções salariais e de responsabilidade, apenas para respirar novos ares e buscar outros projetos.

Quando olhamos o setor de seguros, este efeito tem se apresentado de maneira ainda mais enfática e, apesar do mercado continuar se expandindo, as contratações não têm acompanhado o mesmo ritmo de outros anos. Assim, em nossas conversas, é praxe diagnosticar um alto nível de confiança no médio prazo, mas sem definição clara de quando ele chegará efetivamente.

Nesse momento, os desafios que estão sendo priorizados nas agendas das empresas são a produtividade e o controle financeiro. Diante disto, surgem oportunidades para executivos das áreas de finanças, controladoria, tecnologia, riscos e operações. Na Fesa, o número de processos conduzidos para estas estruturas aumentou cerca de 50% quando comparado aos anos anteriores. Já as áreas de relacionamento tiveram uma redução aproximada de 70% nos processos conduzidos por nós.

O que mais chama a atenção nesse escopo são os entraves para a reposição de vagas em aberto nas organizações, com várias cadeiras sendo ocupadas de forma interina, seja pelos superiores ou pelos reportes diretos. Assim, muitas diretorias começam a ser ocupadas temporariamente pelos responsáveis regionais ou pelos superintendentes da prática. Este quadro, apesar de esperado devido à economia financeira temporariamente gerada, pode ser perigoso se mantido por muito tempo, uma vez que o acumulo de funções por um profissional tende a criar lacunas nos aspectos estratégicos e operacionais do negócio. Tudo isso também prejudica a estabilidade da empresa e faz com que cliente e investidores percam parcialmente o ponto de referência na organização, estimulando ainda mais a falta de engajamento dos colaboradores.

Posto isso, entendemos ser um bom momento para se repensar e estruturar não somente as áreas corporativas, de apoio aos negócios, mas também, e muito fortemente, as áreas de produtos e relacionamento, investindo em novas linhas de negócios, canais de distribuição e abrangência geográfica, já que temos ótimos executivos disponíveis no mercado e bem suscetíveis às mudanças profissionais, além de serem capazes de contribuir de forma significativa às organizações. Contudo, é importante lembrar que reestruturar no médio prazo significa trazer resultados apenas no longo prazo.

Estrangeiras disputam operação latina da RSA

america latinaMuita movimentação de executivos estrangeiros em visita ao Brasil. Ao que tudo indica, eles visitam o Brasil para olhar de perto alguns operações que estão a venda, como a carteira de vida do Itaú e quais os impactos no mercado segurador com a decisão mundial do HSBC e da RSA de deixarem o Brasil. Querem saber se vale a pena aportar mais recursos para turbinar a operação local ou apostar em aquisições.

Segundo a mídia chilena, a AIG reconhece grandes oportunidades na região da América Latina e tem avaliado adquirir a seguradora britânica RSA, negócio avaliado em 500 milhões de libras. Dados de 2013 mostram que o grupo inglês era o 22o. maior grupo segurador da América Latina, segundo apurou o blog Sonho Seguro no mais recente ranking divulgado pela Fundación Mapfre.

“Hoje, os gestores de risco de empresas têm grandes desafios e oportunidades na América Latina, uma das regiões de mais rápido crescimento do mundo”, afirma a diretoria da AIG Chile. Embora os mercados internacionais indiquem que entre os potenciais compradores estariam a Allianz, Zurich, Axa, ACE, Mapfre ou Talanx; o fato é que a AIG está lutando para ficar com a operação latino-americana da RSA, que lhe permitiria potencializar a sua presença na região.

Mais detalhes sobre o ranking de seguros da América Latina no link:
http://www.mapfre.com/documentacion/publico/i18n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1080436

Anthem anuncia compra da Cigna por US$ 48 bilhões no setor de saúde dos EUA

fusaoFonte: Dow Jones Newswires

A Anthem chegou a um acordo para comprar a Cigna por mais de US$ 48 bilhões em uma transação que pode ajudar a moldar o setor de saúde nos Estados Unidos. Pelos termos do acordo, a Anthem, sediada em Indianápolis, deve pagar US$ 188 por ação da Cigna, de Bloomfield, Connecticut. O acordo foi informado primeiro pelo Wall Street Journal, mais cedo nesta semana.

A união entre as empresas deve acelerar a já rápida reconfiguração do setor de cuidados com saúde nos EUA. As maiores companhias estão buscando mais eficiência e ganhos em escala, diante de mudanças no setor no país, entre elas uma reforma do sistema de saúde.

O anúncio ocorre três semanas após a Aetna fechar um acordo para comprar a Humana Inc. por US$ 34 bilhões. Das cinco principais seguradoras de saúde dos EUA, apenas o UnitedHealth Group, o maior em receita, está de fora da onda de fusões no setor, pelo menos por enquanto.

Não há garantia, porém, de que os reguladores darão o aval para qualquer acordo. Segundo especialistas, os reguladores devem revisar atentamente os dois casos.

As ações da Cigna fecharam na quinta-feira a US$ 154,36, o que resulta num valor de mercado de US$ 39,7 bilhões. A Anthem fechou na quinta com a ação a US$ 155,21, com valor de mercado de US$ 41,1 bilhões.

Novas Regras de Seguros e Resseguros – Uma Mudança de Rumo 

Por João Marcelo dos Santos – Sócio Fundador do Santos Bevilaqua Advogados, Ex-Diretor e Superintendente Substituto da SUSEP e Presidente do Conselho de Acadêmicos da Academia Nacional de Seguros e Previdência

joao marceloBoletim Especial – Julho 2015

Ambientes regulatórios, em geral, e em especial em mercados menos maduros, dificilmente evoluem de forma linear. Diferentemente, quando avançam, o fazem cambaleantes, com passos à frente e atrás e períodos de silêncio. A publicação das Resoluções CNSP nos 321 e 322 e a disponibilização pela SUSEP da minuta de norma tratando da formalização dos contratos de resseguro parecem se enquadrar positivamente nesse cenário.

Abertura do Mercado
A abertura do mercado brasileiro de resseguros deu-se de forma relativamente tranquila, e teve como base a Lei Complementar no 126/2007 e a legislação que dela decorreu. Tais normas, se não foram perfeitas, cumpriram o seu papel de estabelecer um ambiente ao mesmo tempo confiável e atrativo para o capital internacional e capaz de, em alguma medida, fomentar um mercado local de resseguros.

Passados os primeiros 3 anos da abertura, como não poderia deixar de ser, imperfeições e necessidades de ajustes surgiram, e a reação, totalmente errada na forma, no conteúdo e na força, foi a edição das Resoluções CNSP nos 225 e 232.

Para proteger o mercado de resseguros local, foram estabelecidas regras de reserva de mercado (em substituição às regras de preferência) e uma limitação severa a operações intragrupo. Mais do que uma contradição com o sistema que fora antes cuidadosamente discutido e desenhado, as novas normas atingiram a imagem positiva que o regulador brasileiro de seguros vinha construindo e criaram o espaço para outra série de problemas, muito mais graves. Sem pretender fazer uma lista exaustiva, podemos citar os custos decorrentes da arquitetura mais complexa de colocações de risco no exterior e o desincentivo ao investimento de longo prazo, baseado principalmente na confiança.

O que se seguiu foi um período confuso na regulação brasileira, com algumas iniciativas positivas e outras negativas e, em todos os casos, uma comunicação muito deficiente, agravando a sensação de falta de direção marcada pela edição das Resoluções CNSP nos 225 e 232.

Resolução CNSP no 322/15
A publicação da Resolução CNSP no 322 pode ser considerada uma tentativa de retorno da SUSEP à busca de racionalidade e segurança nas suas ações. Um elemento positivo claro é o estabelecimento de prazos longos de adaptação (4 anos), algo comum em mercados mais desenvolvidos e raramente adotado no Brasil.

A redução da restrição às operações intragrupo é também elogiável. Não cabe aqui aprofundar a discussão do assunto, mas a restrição de 20% para operações entre companhias ligadas foi uma tremenda quebra de expectativa. Isso porque o sistema inicialmente estruturado tinha com base, entre outras, na premissa de que grupos internacionais poderiam atuar no Brasil com empresas locais apoiadas, inclusive no que se refere à capacidade de capital e subscrição, pelas suas matrizes.

Fica a crítica de que a manutenção da restrição no longo prazo, ainda que em percentual muito menor, mas incidente sobre cada cobertura, obriga as cedentes à manutenção de esquemas complexos de colocação de risco no exterior. Nada que não possa ser ajustado no futuro, mas de qualquer forma um cenário melhor do que o anterior.

O mesmo se pode dizer da redução da reserva de mercado. Se o regulador entende que a reserva de mercado não é positiva, nada obstante os seus piores efeitos tenham sido mitigados pela edição da Resolução CNSP no 241, então o ideal teria sido eliminá-la. A sua manutenção, em conjunto com a preferência (não podem ser eliminadas ambas, em razão do que dispõe a Lei Complementar no 126), estabelece, entre tantos, mais um controle a ser mantido pelas cedentes brasileiras. Não é desprezível o custo associado a esses controles, tanto que se refere à sua compreensão como à sua implementação e manutenção.

Vale notar que aparentemente o CNSP cometeu um equívoco ao revogar a Resolução CNSP no 232, quando deveria ter revogado a Resolução CNSP no 225 e repristinado (determinado o retorno à vigência) das normas aplicáveis ao processo de oferta preferencial que haviam sido revogadas pela Resolução CNSP no 225. O resultado, além de dúvidas na interpretação da norma, foi a revogação das exceções de ramos não sujeitos às regras de limitação de operações intragrupo, o que pode ser um grande problema e não parece ter sido pretendido pelo CNSP.

Por fim, a criação de uma Comissão Consultiva no âmbito do CNSP com a finalidade de propor medidas voltadas a corrigir eventuais assimetrias entre a regulação brasileira de resseguros e as melhores práticas globais, independentemente dos resultados que vier a ter na prática, evidencia a intenção do regulador de escutar o mercado e respeitar as suas instituições, particularmente a Federação Nacional de Empresas de Resseguros, constituída como resultado do novo ambiente regulatório trazido pela abertura do mercado de resseguros.

Consulta Pública sobre a Formalização dos Contratos de Resseguro
No que tange à formalização dos contratos de resseguro, a legislação vigente não definia o que seria uma formalização adequada. Tal indeterminação, somada à juventude do mercado brasileiro e ao fato de que a contract certainty era tema relativamente recente mesmo em mercados desenvolvidos, Nesse contexto, pressionada pelo mercado, a SUSEP preparou e disponibilizou para consulta pública minuta de Circular que estabelece e dispõe sobre critérios adicionais relacionados ao art. 37 da Resolução CNSP no 168/07.

Um elemento certamente positivo nessa iniciativa é a disponibilização pela SUSEP da norma para consulta pública. Outro aspecto positivo é o fato de que a norma, de forma geral, está em linha com as práticas internacionais de contract certainty, sendo de simples compreensão e implementação.

A linha mestra da norma é boa, e é um bom começo para a discussão dos seus termos definitivos, podendo ser identificados alguns elementos importantes, entre eles: (i) exigência da assinatura tão somente dos resseguradores e não mais das cedentes, (ii) a diferenciação entre nota de cobertura e contrato, (iii) o não estabelecimento de conceitos mais complexos sobre o que é o contrato de resseguro.

Como pontos negativos, pode-se apontar (i) o excesso de detalhamento quanto à forma como a aceitação do contrato deve ser manifestada e (ii) a possibilidade, nos termos da redação da minuta, de se confundir um contrato que não tem todos os elementos exigidos pela legislação (questão que pode ser eventualmente controversa) com a inexistência de um contrato formalizado. São coisas diferentes, e esse ponto certamente merece um ajuste. De qualquer modo, nada obstante o fato de que se trata de uma minuta inicial, trata-se de um excelente começo de discussão.

Resolução CNSP no 321
Outra boa iniciativa do CNSP foi a, já prometida há algum tempo, consolidação de diversas normas de governança (provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de sua cobertura, capital mínimo requerido – inclusive capital baseado em risco, patrimônio líquido ajustado, plano de regularização de solvência, limites de retenção, regras de investimentos, regras contábeis e de auditoria e auditoria atuarial). Trata-se de um esforço para simplificar a legislação, o que sempre é positivo.

Conclusão
Entre aspectos positivos, negativos e dúvidas, a edição da Resolução CNSP nos 321 e 322 e a disponibilização para consulta pública da minuta de Circular acerca da formalização dos contratos de resseguro evidenciam a disposição da SUSEP de ajustar a legislação, corrigindo erros e avançando na implementação de regras para o mercado de resseguros compatíveis com a prática internacional.

Prudential eleva vendas de seguro funeral

Fonte: Release

O produto Assistência Funeral da Prudential do Brasil acaba de completar um ano no mercado já com resultados favoráveis. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o volume de prêmio emitido nessa cobertura teve um aumento de 37% em relação ao último trimestre de 2014. A proteção faz parte da iniciativa da companhia na diversificação de produtos. Essa recente cobertura opcional disponibiliza uma ajuda profissional em momento de perda, com uma prestação de serviço que envolve: questões administrativas, registros em cartório, sepultamento e cremação.