Luto – Morre Casimiro Blanco Gomez

Em nota, o Sindseg SP lamentou a morte de Casimiro Blanco Gomez, dia 16 de outubro, em São Paulo, aos 69 anos de idade. Uma grande fonte para jornalistas.

Mauro Batista, presidente do Sindseg-SP, destaca na nota que Casimiro era entusiasta do setor e figura de personalidade marcante . Além de colega e amigo, Batista afirma que ele também foi parte importante da história do mercado segurador, como colaborador da Porto Seguro, e, em especial, ocupando diversas funções no Sindseg SP.

Casimiro foi Presidente do Sindseg SP no triênio 2001 a 2004, tendo sido também Diretor Tesoureiro no período de 1992 a 1998 e Vice-Presidente entre 1998 e 2001 e de 2007 até 2013. Ocupou ainda funções de destaque em diversos órgãos federativos, sempre contribuindo para o desenvolvimento do mercado segurador no país.

Em nome do Sindseg SP e do mercado, nossos sinceros sentimentos à família.

Liberty Seguros apresenta o Liberty Truck e lança a Garantia Ilimitada do Reparo

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A Liberty Seguros acaba de lançar o Liberty Truck, um caminhão multifuncional com espaço lounge que percorrerá o Brasil para apresentar novidades, produtos e serviços da seguradora. A iniciativa será lançada no Sul do país, com foco nas oficinas referenciadas e na apresentação da Garantia Ilimitada do Reparo, um novo benefício para os segurados.

A partir de agora, todo segurado que tiver um sinistro, acionar o seguro e optar pelo conserto do automóvel em uma das oficinas referenciadas da Liberty Seguros terá a Garantia Ilimitada do Reparo dos serviços realizados, enquanto o carro estiver em seu nome.

O Liberty Truck estará em seis cidades em todos os estados da região Sul e visitará oficinas, locais públicos, contas Affinity e filiais da Liberty Seguros. A primeira cidade visitada será Londrina (de 19 a 23 de outubro), seguida por Maringá (26 a 30 de outubro), Jaraguá do Sul (3 a 6 de novembro), Blumenau (9, a 13 de novembro), Caxias do Sul (16 a 20 de novembro) e Santa Cruz do Sul (23 a 27 de novembro).

“O Liberty Truck é uma das maneiras de manter um contato mais próximo com nossos públicos”, diz Larissa Vecchi, gerente de Comunicação e Marca Institucional da seguradora. “A região Sul foi escolhida para o lançamento desta ação, pois a região concentra um grande número de corretores parceiros da Liberty Seguros e oficinas referenciadas de qualidade e bem avaliadas por clientes e corretores. Além disso, a proximidade entre as filiais garante que seja possível visitar um número maior de praças”, comenta Dennis Milan, diretor de Operações e Sinistros da Liberty Seguros.

BB Seguridade recomprará 10 milhões de ações

A BB Seguridade divulgou ontem, dia 15, fato relevante no qual comunica que seu Conselho de Administração aprovou o Programa de Recompra de Ações de emissão da companhia. O objetivo e a aquisição de ações emitidas pela BB Seguridade em circulação no mercado para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento sem redução de capital social, visando maximizar a geração de valor para seus acionistas.

Segundo o comunicado ao qual o Blog Sonho Seguro teve acesso, há em em circulação 674.994.893 ações e 22.582 ações em tesouraria. Serão adquiridas/alienadas até 10 milhões de ações em até 12 meses, com início em 16 de novembro deste ano e término em 14 de novembro de 2016. A corretora de valores escolhida para a operação foi a Bradesco.

Seguradoras ampliam capacidade para risco político

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As seguradoras multinacionais ampliaram a capacidade para coberturas de risco político. Segundo relatório Political Risk Market Update da Marsh, multinacional líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, a capacidade para risco político no mercado global é de US$ 2,4 bilhões para uma única apólice, praticamente o dobro em relação aos US$ 1,3 bilhões há seis anos. O limite para cada apólice saltou de US$ 77 milhões em 2003 para US$ 2,4 bilhões em 2015.

Para Kiyoshi Watari, líder das práticas de risco político, crédito e garantia da Marsh Brasil, o maior volume de recursos para risco político revela uma mudança estratégica das seguradoras – mais foco em linhas de seguros mais especializadas (caso de risco político) e menos foco em operações tradicionais de property and casualty (seguros patrimonial e de ativos das empresas e seguros para proteger de ocorrências, eventos, acidentes). “Em mercados de linhas tradicionais, a competição é mais acirrada. Por isso, a estratégia de diversificação para linhas de negócios especializadas”, explica o executivo.

O Political Risk Market Update da Marsh revela que as seguradoras estão investindo no segmento de risco político mesmo num ambiente em que o mercado de seguros de risco político continua a ser impactado pela queda nos preços de petróleo, tensões geopolíticas incluindo mudanças de regimes em diversos países (forçado ou por eleições constitucionais).

O estudo traz também um ranking de riscos políticos e das regiões com maior instabilidade política. Entre os riscos estão o não pagamento de contratos, danos físicos, abandono forçado, não-conversibilidade de moedas e expropriação. As regiões de instabilidade política, consideradas de alto risco, são Líbia e Ucrânia. A África subsaariana (exceto África do Sul), o Oriente Médio (Síria, Irã, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Cazaquistão) e o Leste Europeu (Ucrânia, Sérvia, Kosovo) também estão entre as regiões classificadas com instabilidade política. “É crescente o número de empresas brasileiras com operações em regiões como Oriente Médio, África e Leste Europeu contratando seguro de risco político, à medida que expandem suas operações offshore. No mundo, são mais de 35 seguradoras entre privadas e públicas que atuam no segmento de risco político”, afirma.

Na América Latina, há também instabilidade política em países como Venezuela, Equador, Guatemala, Honduras e Haiti. O Brasil, segundo o Political Risk Market Update, está classificado com risco médio.

AGCS RE anuncia lucro de R$ 10 milhões no primeiro semestre e mantém grau de investimento

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A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) divulga os resultados do primeiro semestre de 2015, com lucro de R$ 10 milhões. Este é o primeiro demonstrativo financeiro que revela lucro da resseguradora no Brasil desde o início de suas operações, em janeiro de 2013. A expectativa da empresa prevista no plano de negócios era atingir lucro até o final de 2015, completando três anos de operação no Brasil. No entanto, os resultados foram obtidos já no primeiro semestre deste ano.

Os prêmios brutos de retrocessão e comissão de resseguro no primeiro semestre deste ano tiveram forte crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2014, com um montante de R$ 253 milhões. Para o presidente da resseguradora, Angelo Colombo, o sucesso da companhia é baseado no modelo sustentável de negócio da AGCS. “O resultado expressivo do primeiro semestre provém da expertise e capacidade para absorver grandes riscos e oferecer soluções para riscos complexos. Atingimos maturidade operacional e estabilidade dos resultados antes do previsto no nosso plano de negócios, tendo como ponto forte o equilíbrio das nossas operações no Brasil e América do Sul”, afirma Colombo.

Mesmo com a atual reclassificação feita pela a agência Standard & Poor’s (S&P) do rating na escala global e nacional do Brasil, o grau de investimento da AGCS como empresa permanece inalterado. “O recente rebaixamento do Brasil refletiu em vários setores da economia, inclusive na nota da S&P da AGCS. No entanto, nos mantivemos estáveis na nossa operação, com lucro antes do previsto para nossos negócios. Temos nosso rating local de “A (excelente)” pela agência AM Best, especializada em resseguro, o que dá ainda mais credibilidade para nossas soluções”, reforça Colombo.

No primeiro semestre de 2014, a AGCS Re expandiu suas operações na América do Sul, passando a atuar para Bolívia, Chile, Colômbia, Uruguai e Peru. A companhia oferece soluções aos clientes dos setores Aeronáutico, Transporte, Petróleo, Linhas Financeiras, Engenharia, Responsabilidade Civil e Riscos Patrimoniais, com escritórios nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Crash test da Allianz revela o perigo de transportar bicicletas elétricas em suportes de bikes comuns

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Quem não quer viver em uma cidade menos poluída, menos barulhenta e com menos trânsito? A bicicleta elétrica que, cada vez mais está ganhando adeptos no Brasil e no mundo, pode ser uma das soluções para que isso vire realidade – segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus, em 2014 foram produzidas só no Polo Industrial de Manaus mais de 6 mil unidades do produto. Por ter uma autonomia de, em média 30 a 40 km, é comum que ciclistas se desloquem de carro até um determinado ponto. É neste momento que é preciso cuidado!

Com um peso médio de 20 quilos, as bicicletas elétricas são muito mais pesadas do que as comuns. Isto se deve ao motor elétrico, à bateria e ao quadro reforçado. Levando em consideração essas características, o Centro de Tecnologia Allianz (AZT), em Munique, na Alemanha, realizou um crash test para demonstrar o perigo de transportar uma magrela elétrica em racks de teto ou naqueles presos na barra do reboque, todos preparados para suportar o peso de uma bike normal. Confira o vídeo aqui.

“Muitos ciclistas usam seus suportes de bicicletas comuns para transportar suas bicicletas elétricas, sem levar em conta a questão do peso. Os recentes testes da Allianz mostram como os equipamentos atingem rapidamente seus limites e podem colocar em perigo outros usuários mesmo em situações cotidianas de direção, como desviar, brecar ou dirigir sobre irregularidades no asfalto”, aponta Melanie Kreutner, engenheira de pesquisa do Centro de Tecnologia Allianz.

Em teste realizado pelo AZT, três e-bikes, cada uma pesando 26,8 quilos (incluindo as baterias), foram colocadas em um aparelho projetado para carregar três bicicletas de 15 quilos, ou seja, um total de 45 quilos. Desta forma, a montagem foi sobrecarregada em 35,4 quilos. Assim, durante a simulação de uma manobra de desvio a 50 km/h, o carro ficou amassado e o farol traseiro foi quebrado pela bicicleta elétrica mais próxima da lataria, além disso, o suporte entortou a esfera do engate.

Já durante a avaliação em que o veículo passou sobre lombadas, buracos e terra batida, o fecho que prendia a e-bike mais externa se soltou, deixando as rodas presas ao rack apenas pelas tiras. Depois de cada teste, o trajeto não pôde ser continuado por motivos de segurança, pois o risco de uma bicicleta elétrica ou do suporte inteiro se desprender do carro era muito alto.

“Os testes realizados pelo Centro de Tecnologia Allianz concluíram que os suportes presos na barra de reboque são os mais adequados para transportar e-bikes, pois se estiverem presas em racks de teto, em caso de acidentes há o risco de se desprenderem e serem arremessadas”, ressalta Kreutner. A engenheira de pesquisa do AZT ainda recomenda que “é importante checar quanto cada barra do suporte pode carregar e não apenas a carga máxima do equipamento, porque se a montagem individual for sobrecarregada, se romperá e não conseguirá segurar a bicicleta elétrica no lugar”. O AZT ainda ressalta que é válido fazer paradas frequentes durante o trajeto para certificar de que todos os fechos continuam intactos.

Duas bicicletas, cada uma pesando 24,5 quilos, foram presas a dois racks de teto de estabilidade variável. Um deles, o mais robusto, é projetado para carregar uma bike de no máximo 20 quilos, enquanto o outro suporta uma carga máxima de 15 quilos. Em uma colisão de frente a cerca de 50 km/h, o suporte mais fraco foi incapaz de manter a bicicleta na posição inicial – os fechos se romperam e a ela foi lançada para frente. Já o mais robusto conseguiu manter a bike no lugar, porém, o rack inteiro, incluindo a bicicleta, se desprendeu do teto por conta do peso.

Mapfre Global Risks quer elevar participação no grupo de 17% para 25%

A Mapfre Global Risks, unidade do maior grupo segurador da Espanha e especializada no fornecimento de soluções de seguros abrangentes para empresas multinacionais, fortalece sue escritório em Londres como um centro estratégico para a área de crescimento internacional (EMEA, América do Norte e APAC). Segundo comunicado, a empresa espera avançar de 17% para 25% os prémios brutos até 2018 neste segmento.

Jose Antonio Ruibal foi nomeado diretor de subscrição internacional, subordinado a Chris Smith, diretor internacional da Mapfre Global Risks para EMEA, APAC e América do Norte. A unidade de riscos globais atua há oito anos no Reino Unido. “Acreditamos que com a nossa liderança na Espanha e na América Latina, bem como nossa força financeira, há espaço no mercado do Reino Unido para uma empresa como a Mapfre Global Risks”, disse o CEO da Mapfre Global Risks, Alfredo Castelo, que apresentou na semana passada a nova estratégia da empresa para clientes e corretores durante o evento realiza anual no mercado londrino.

Boa oportunidade de emprego no exterior

trabalho exteriorDirector – Global Ageing, The Geneva Association

Leading international insurance economics think tank, The Geneva Association, is looking for a ‘Director, Global Ageing’, a key pillar of the Association’s activities. The successful candidate will lead the Association’s research in this area, including the development of expert networks in the field and the oversight of relevant publications and reports. S/he will also be central to the Association’s dialogue on global ageing with Members, NGOs/IGOs, the wider industry, academia and other stakeholders. S/he reports directly to the Deputy Secretary General. The working language is English and the position is located in Zurich. The position is part-time if linked only to Global Ageing but would be full-time if the candidate can also steer some emerging insurance topics like e.g. Cyber Risks.

Key tasks of the role of Global Ageing include:

Produce and ensure quality research on global ageing
Build and maintain professional relationships and ongoing discussions with other institutions, international organisations: UN, World Bank, OECD, etc. as well as with academia and in-house research departments of insurance companies
Keep up to date regarding the relevant topics of global ageing
Lead the global ageing working group
Organise global ageing seminars and conferences
Manage work-streams for preparing papers and reports against set deadlines
Build and maintain a network with insurance experts

Qualifications of the candidate

Masters degree or PhD in economics, finance, actuaries or relevant fields
Relevant experience in insurance/global ageing research (optional: +emerging insurance topics)
Having an existing network in the field of global ageing (optional: +emerging insurance topics)
Ability to build strong relationships with external actors – cultivate productive relationships with partners and other important institutions
Outstanding publication record in insurance journals and relevant international publications
Very good organisational, writing, interpersonal and communication skills
Strong commitment to the insurance industry’s role in the economy and society
Readiness to travel internationally
Language skills: English, other languages an asset

Starting date: as soon as possible

Application package should include a CV, a motivation cover letter, name and contacts of two references and indication of the possible start date. The application package should be sent to Claudete Rode Maier at The Geneva Association via email to:

applications@genevaassociation.org.

Brasil é prioritário dentro da estratégia mundial do grupo alemão HDI

"Temos no Brasil uma frota de veículos segurados maior do que na Alemanha", diz Hass
"Temos no Brasil uma frota de veículos segurados maior do que na Alemanha", diz Hass
“Temos no Brasil uma frota de veículos segurados maior do que na Alemanha”, diz Haas

Enquanto a crise assusta muitos executivos que não conseguem bater as metas diante do quadro econômico recessivo, João Francisco Borges, CEO da HDI Brasil, vive um momento único: recebe elogios do chefe. “Estou fascinado com o que vejo na subsidiária brasileira depois de 5 anos da minha primeira visita. A companhia local tem uma abordagem inovadora em produtos e subscrição de riscos. Me encanta a gestão da unidade brasileira, com custos administrativos enxutos, tecnologia de ponta e com uma frota de carros segurados maior do que a que temos na Alemanha”, afirmou o presidente mundial do grupo Talanx AG, Herbert K. Haas.

O grupo Talanx, controlador da HDI, foi fundado em 1903 por industriais alemães que queriam garantir apólices de seguros para suas empresas. Hoje a cooperativa ainda controla 79% do conglomerado e outros 21% estão listados em bolsa. É o terceiro maior grupo segurador da Alemanha e o nono maior da Europa. Em 2014, faturou 29 bilhões de euros atuando com seguros industriais, varejo, resseguros, gestão de ativos e benefícios, como pacotes de aposentadorias e saúde desenhados para funcionários de empresas.

A meta prometida aos acionistas é estar entre os cinco maiores provedores de seguros na Europa Central, tendo Polônia e Turquia com mercados alvos, e também na América Latina, com Brasil e México no topo das prioridades, disse ele em conversa reservada com o blog Sonho Seguro. O mercado alemão ainda é dominante nos indicadores apresentados por Haas. “Nosso objetivo é que as vendas internacionais representem 50% do faturamento do grupo até 2018. Em 2014, o mix chegou a 55% e 45%. Estou confiante que vamos conseguir atingir a meta com o avanço das vendas internacionais e não pelo encolhimento dos negócios na Alemanha”, disse.

Haas comenta que a Turquia e México ainda buscam o alvo de estar entre os cinco maiores. “Estamos buscando formas de chegarmos lá com crescimento orgânico e também por parcerias”, disse. No Brasil, a HDI já conseguiu atingir o alvo, pois já é a quinta maior em seguro automóvel, com 1,8 milhão de veículos segurados. “Mais do que temos na Alemanha”, enfatizou Haas.

Nem a recessão que o Brasil enfrenta, com queda estimada do PIB em 3% para este ano — situação que já resultou na queda de mais de 20% de veículos novos neste ano–, nem o fim do acordo corporativo que a HDI tem para a venda de seguros nas agências do HSBC tiram o ânimo de Haas com o Brasil.

Borges: Perder o canal HSBC não vai alterar o nosso market share em automóvel
Borges: Perder o canal HSBC não vai alterar o nosso market share em automóvel

Segundo informou João Francisco Borges, o fim do acordo corporativo da HDI com o HSBC em razão do banco inglês estar sendo adquirido pelo Bradesco está previsto para acontecer assim que o Banco Central aprovar a negociação. “Claro que uma perda sempre é ruim, mas temos 1,8 milhão de itens segurados, sendo que a produção do HSBC representa 50 mil itens por ano. A seguradora tem outras parcerias com instituições como Santander, Sicred, Sicoob e Banrisul. Isso mostra que o fim do acordo não terá tanto impacto para nós, que acreditamos na manutenção do nosso atual market share que nos coloca como a quinta maior no segmento”, afirmou Borges.

Para Haas, o mercado brasileiro é muito atrativo para o grupo, que atua com a HDI Seguros, para produtos de varejo, com a HDI Gerling, com programas de seguros para industrias, e também como resseguradora eventual. “A população do Brasil é jovem, a renda da classe média é crescente e a penetração de seguros no PIB mostra que ainda há muito potencial para o setor. Esses três aspectos nos fazem acreditar no país”, afirmou.

O grupo quer crescer em riscos industriais e não descarta aquisições ou fusões. Neste ano, a carteira de riscos industriais do Itaú foi vendida para a ACE, a da SulAmérica para a AXA, a parte latina da RSA para a Suramericana e a ACE fez uma oferta mundial para comprar a Chubb. “Em riscos industriais, ramo em que atuamos com a HDI Gerling, queremos ter uma penetração maior no Brasil. Almejamos a liderança de mercado nesta área. Se surgir um parceiro que se encaixa nas nossas estratégias atingiremos essa meta mais rápido”, diz, ciente de que passada a crise os projetos de infra-estrutura vitais para o crescimento do Brasil voltarão com tudo, gerando boa expectativa de receita para o setor de seguros.

Segundo Haas, a atual crise brasileira é algo inerente ao crescimento dos mercados emergentes. “Estamos aqui desde 1959 e já vimos muitos altos e baixos da economia brasileira. Logo a solução mais adequada será encontrada e o país voltará a crescer”, comentou, apostando em uma retomada do crescimento brasileiro em até dois anos. “Mesmo que demore quarto, o país é relevante para o mundo”, acrescentou.

Mas não é só o Brasil que enfrenta problemas. A Alemanha enfrenta o desafio de lidar com a crise imigratória que assusta a Europa. Desde que Angela Merkel autorizou a entrada de refugiados, com os alemães os recebendo com aplausos e alimentos, a popularidade da primeira ministra desaba. Para Haas, a imprensa exagera um pouco nas notícias neste sentido, lembrando que o volume de refugiados hoje não se compara ao volume recebido pela Alemanha nas guerras mundiais.

Segundo a mídia alemã, autoridades do governo vêem expressando temores de que haja terroristas em meio aos imigrantes à medida que os abrigos das cidades começam a ficar lotados. Em termos de seguros, Haas não vê qualquer impacto para a indústria em razão do crescente volume de imigrantes. Sem previsão de aumento de risco com pagamento de indenização, o tema refugiados para o grupo tem outra conotação. “Temos programas sociais no grupo e alguns deles estão voltados a mobilizar nossos funcionários em ações beneficentes, como arrecadação de doações financeiras e de alimentos, bem como em doação do próprio tempo de cada um em ações como dar aula de idiomas entre outras necessidades dos imigrantes”, informou.

Já os desafios da indústria mundial de seguro, segundo Haas, estão na busca da rentabilidade dos ativos, em práticas de subscrição adequadas e na inovação para atrair novos consumidores para o mercado. Ele também cita a necessidade de acordos que ajudem a reduzir os impactos das mudanças climáticas. “Tivemos um primeiro semestre mais tranquilo em perdas com catástrofes, mas tudo indica que elas vão aumentar ao longo do tempo caso não se tenha ações mais efetivas para amenizar as mudanças necessárias que visam a redução da emissão de poluentes”, finalizou.

Ser sustentável e rentável, eis a filosofia da Renova Ecopeças

Garfinkel: Tenho em mente que muitos consumidores vão optar pelos produtos do grupo Porto Seguro por saber que ele tem um processo que do início ao fim valoriza o bem da sociedade
Garfinkel: Tenho em mente que muitos consumidores vão optar pelos produtos do grupo Porto Seguro por saber que eles têm um processo que do início ao fim valoriza o bem da sociedade
Garfinkel: Tenho em mente que muitos consumidores vão optar pelos produtos do grupo Porto Seguro por saber que ele tem um processo que do início ao fim valoriza o bem da sociedade

Com menos de um ano de vida, a Renova Ecopeças tem motivos de sobra para comemorar. De março deste ano até agora, a empresa já desmontou cerca de 2,3 mil carros, mas tem capacidade para desmontar 1,5 mil por mês. “Aprendemos muito nesse período em que estamos dedicados a construir uma empresa inovadora, que seja referência no mercado. Estamos numa curva de aprendizagem e temos muito pela frente. Avançamos com passos firmes e verdes”, diz Bruno Garfinkel, presidente da Renova e também um dos herdeiros do grupo Porto Seguro, que reúne empresas diversas, entre elas as principais seguradoras do mercado: Porto, Azul e Itaú.

A ideia de criar a Renova Ecopeças começou no período em que Bruno trabalhou na área de salvados da seguradora do grupo. O departamento visa rentabilizar as perdas com pagamento de indenizações. Como o nome diz, salvar o que puder dos carros batidos, principalmente daqueles que receberam a sentença de perda total por terem um custo de reparo maior do que o valor de indenizar um novo. Muitas vezes, a colisão danificou a frende do carro, deixando as peças da parte traseira intactas.

Ao conhecer a área em que atuava, Bruno se interessou por participar dos leilões de salvados, realizados por profissionais especializados em um pátio lotado de veículos avariados. “Fiquei impressionado com aquilo e com o interesse de tantos grupos de compradores”, contou ao blog Sonho Seguro durante visita ao impecável galpão onde todo o processo de desmonte é realizado. “Resolvi testar a lenda de que um carro desmontado valia três vezes um carro montado”.

O resultado veio provar que a lenda era a mais pura realidade. “O valor de todas as peças do carro desmontado equivalia a três vezes e meia o valor de veículo montado. Isso sem considerar a mão de obra para montar”, contou. Foi então que ele se interessou por montar uma empresa de autopeças, com a filosofia de ser líder de mercado, obedecendo todos os princípios da sustentabilidade e da Lei de Descarte de Resíduos Sólidos, promulgada em 2010, que tem como objetivo reduzir a poluição e a degradação ambiental, a partir da redução do impacto ao meio ambiente causado pelo descarte inadequado de resíduos. Chamou um grupo de executivos de private equity e pediu a eles para estudarem se a ideia de montar uma empresa seria viável do ponto de vista de sustentabilidade e de rentabilidade. A resposta do grupo de executivos especializados em startups foi animadora. A empresa teria uma margem apertada, mas seria rentável ao longo do tempo.

Animado, Bruno foi conhecer o que já havia no mundo sobre o reaproveitamento de peças de carros descartados. Priorizou Inglaterra e Estados Unidos, países onde encontrou um mercado gigante de revenda, porém sem os devidos cuidados com o planeta. Aprendeu sobre as melhores práticas e também viu as piores e os cuidados que teria de ter para não cometê-las. “Nos EUA, os carros ficam em um terreno e o serviço é no estilo self-service. O cliente vai lá e pega no ferro velho o que precisa. Só que sem os cuidados com o planeta. Ao retirar uma peça pode vazar óleo e contaminar o solo”, comentou. Eles também não se preocupam com a rastreabilidade das peças, acrescentou.

Todo o processo obedece a um criterioso processo de descarte
Todo o processo obedece determinações de descarte sustentável

Com ideias borbulhando, montou uma equipe e colocou a empresa para funcionar em março de 2015. Todo o desmonte obedece a um criterioso processo de descarte, desde o armazenamento do óleo dos motores até a negociação de itens de segurança, como cintos, amortecedores, airbags, pneus e rodas, que não podem ser reutilizados, pois colocariam em risco a segurança dos consumidores. Eles são direcionados aos seus próprios fabricantes ou empresas especializadas na reciclagem desses componentes. A lataria considerada sucata é esmagada por uma máquina instalada no local pela Gerdau, empresa líder em fabricação de aço na América Latina, que em troca fica com o alumínio empacotado e levado para reciclagem.

O objetivo dos acionistas da Renova é ter o papel de influenciar a mudança no segmento de seguros e também da sociedade em geral, tratando os resíduos poluentes e ajudando a reduzir o índice de furto de veículos com o respaldo da Lei do Desmanche, que prevê o rastreamento nacional das autopeças. Assim, as bases foram criadas para ter lucro não só rentabilizando os “salvados” para as seguradoras, mas como para ganhar como uma empresa inovadora de autopeças. A fórmula tem se mostrado um grande sucesso.

Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alkimin, fez o lançamento de um sistema online de controle de peças automotivas provenientes de desmanches na sede da Revona Ecopeças. O programa permite que os cidadãos consultem em celulares e smatphones, com ajuda de QR Codes presentes em etiquetas afixadas em cada peça com número único de série, a procedência do produto. Por meio do sistema, a população pode também fazer denúncias de desmanches com suspeitas de irregularidades. “Tivemos uma diminuição de roubo e furto de veículos. Muitos deles eram roubados para ser desmanchados e as peças serem vendidas. Nós fechamos perto de 700 desmanches ilegais”, explicou Alckmin.

Desmanches são os principais clientes
Desmanches são os principais clientes

O projeto de e-commerce que permite comercializar autopeças virtualmente, inclusive no mercado livre, já está pronto. O espaço para a área comercial está no andar de cima do galpão de 8 mil metros quadrados instalado perto no bairro do Jaguaré, em São Paulo à espera da explosão da demanda dos consumidores individuais e oficinas mecânicas. Hoje a Renova tem 9 mil itens no estoque, com uma variedade que ainda não atende às necessidades dos consumidores, em sua maioria desmanches, que buscam peças para consertar seus veículos ou para revender. “Por isso tomamos a decisão de viabilizar no business plan um cadastro no sistema no qual a Renova acessa distribuidores de peças novas e dá a solução final para o cliente sair com suas necessidades satisfeitas”.

Hoje a Renova só faz a desmontagem de carros das seguradoras do grupo. Mas está no radar, além de prestar consultoria para grupos sobre o descarte sustentável, negociar franquia para que outros investidores utilizem o método verde para reciclar carros avariados, seja de outras seguradoras como também dos que lotam os pátios dos Detrans espalhados pelo Brasil. “Acho que outras empresas vão seguir nosso exemplo. Nos já estamos inseridos no contexto das regulamentações”, diz, afirmando que o potencial de mercado para peças usadas é imenso no Brasil e exige concorrentes. Segundo ele, há 10 milhões de carros parados nos pátios para serem processados no Estado de São Paulo. “Ninguém está preparado para fazer isso”, afirma. “Eu quero desmontar carro. As empresas que quiserem doar o carro que está como passivo no terreno delas… estamos aqui para negociar”, avisa.

Atualmente, a Renova é a única que atende às exigências listadas na regulamentação prevista para o seguro popular de carro, tanto de descarte de resíduos sólidos como também de rastreabilidade das peças. O papel da Renova, segundo ele, é ser um catalizador de mudanças. Garfinkel afirma não ter como meta ser líder em vendas do seguro popular, que aguarda aprovação da Susep. O órgão regulador, por sua vez, depende de ter um mercado de peças usadas catalogadas ou genéricas para publicar o normativo que norteará as seguradoras no lançamento de apólices que podem custar 30% menos.

A ambição de Garfinkel é continuar aprendendo. “Temos erros que ainda precisamos descobrir. Abrimos a nossa porta para os críticos e colocamos em prática as mudanças sugeridas pelos especialistas no assunto”, diz. Segundo ele, usar os críticos como consultores não remunerados tem ajudado a mudar coisas simples, como, por exemplo, usar ar comprimido no lugar de eletricidade. “Tenho em mente que muitos consumidores vão optar pelos produtos do grupo Porto Seguro por saber que ele tem um processo que do início ao fim valoriza o bem da sociedade. Como líder de produto acho isso um valor e acredito nos benefícios que essa filosofia vai render no futuro”, finaliza.