Zurich Seguros abre edital para apoio de projetos sociais com incentivo fiscal

Fonte: Zurich

A Zurich Seguros, com o apoio técnico do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, está com inscrições abertas para apoiar projetos sociais que se enquadrem nas leis federais de incentivo fiscal. O edital busca selecionar iniciativas conectadas aos eixos de atuação social da empresa, sendo eles: Desenvolvimento Psicossocial e Cidadania; Saúde Física e Mental; e Inclusão Social, Cultural e Ambiental. O período de inscrições vai de 30 de junho a 03 de agosto de 2025. Todas as regras, critérios de seleção e orientações estão disponíveis neste link

Podem participar projetos aptos para captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet), Lei de Incentivo ao Esporte, Fundo do Idoso, Fundo da Criança e Lei da Reciclagem. As instituições sem fins lucrativos podem inscrever mais de um projeto, desde que em conformidade com as diretrizes das respectivas legislações.

Desde 2020, a Zurich Seguros impactou positivamente mais de 80 mil pessoas com o apoio de projetos via Leis de Incentivo. Atualmente, a companhia apoia seis iniciativas em diferentes áreas, como o Instituto Baccarelli e o Instituto Incanto (cultura), Instituto Esporte e Educação (esporte), United Way Brasil (educação para crianças e adolescentes), Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (idoso) e Santa Casa de Rondonópolis (saúde), além de promover o engajamento de seus colaboradores por meio de atividades de voluntariado junto às mesmas instituições.

“A Sustentabilidade também está em como impactamos a sociedade e no legado que deixamos para as comunidades em que atuamos”, pontua Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa da Zurich. “Vamos apoiar projetos que priorizem grupos minorizados, promovendo empoderamento econômico, educação e capacitação profissional com desenvolvimento biopsicossocial. Esse é o nosso foco. Também queremos olhar para iniciativas para além dos grandes centros, convidando instituições de várias regiões do país a inscreverem seus projetos”.

Responsabilidade Social Corporativa na Zurich

Desde 2017, a Zurich Seguros já investiu mais de R$ 77 milhões no terceiro setor, através do seu Programa de Responsabilidade Social Corporativa, apoiando mais de 100 instituições através das leis de incentivo fiscal, recursos financeiros próprios e recursos provenientes da sua fundação global e sem fins lucrativos, a Z Zurich Foundation. Apenas em 2024, foram mais de R$ 17 milhões investidos, impactando mais de 2,5 milhões de pessoas.

As ações voluntárias também têm papel de destaque: foram aproximadamente 27 mil horas voluntárias dedicadas desde 2017, sendo cerca de 8 mil horas apenas em 2024, com mais de 80% dos colaboradores engajados em pelo menos uma ação.

“Temos consciência do quão expressivos e diferenciados são esses números. As instituições que estiverem conosco serão acompanhadas continuamente em seus projetos, visando a compreensão global de suas necessidades e o apoio para além dos recursos financeiros. Elas encontrarão um programa sólido e uma comunidade pronta para apoiá-los”, finaliza Nathalia.

AXA no Brasil publica seu primeiro Relatório de Sustentabilidade

A AXA no Brasil acaba de publicar seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, consolidando as ações e compromissos da companhia nas frentes ASG. Elaborado com base nas diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI) e em conformidade com a Circular 666/2022 da Susep, o relatório apresenta os avanços da seguradora ao longo de 2024, ano marcado pelo fortalecimento da estratégia de sustentabilidade local e pela ampliação da transparência com os stakeholders.

Segundo Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da AXA no Brasil, o lançamento é um passo importante na consolidação de uma governança robusta e na ampliação do diálogo com a sociedade.

“O relatório reforça nossas iniciativas e expressa nosso compromisso em prestar contas de maneira clara, permitir o acompanhamento contínuo de nossas iniciativas e fomentar uma atuação cada vez mais responsável e integrada aos desafios do nosso tempo. Ao tornar públicas essas informações, reforçamos nosso compromisso com o progresso humano, protegendo o que importa. A sustentabilidade, para nós, é parte essencial da estratégia de negócio e está no centro das decisões que tomamos”, afirma o executivo em nota.

Entre os destaques do documento estão a redução de 13% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação a 2024. O índice é resultado de medidas como a transição da frota corporativa para veículos híbridos, iniciativas focadas em eficiência energética e adaptações no modelo de trabalho. No eixo social, a AXA reporta mais de 1.500 horas dedicadas a ações voluntárias e 60 iniciativas realizadas ao longo do ano por meio de “AXA de Todo Coração”.

A companhia também apresentou avanços em diversidade e inclusão. De acordo com a pesquisa interna Pulse de D&I, 94% dos colaboradores recomendam a AXA como um local de trabalho inclusivo e diverso. O relatório aponta ainda que as mulheres representam 51,5% do quadro de funcionários da empresa no país.

O documento ainda detalha soluções voltadas à economia de baixo carbono, como a gestão de salvados, vistorias remotas e a priorização de peças recondicionadas em sinistros.

A publicação do relatório ocorre em um momento importante para a seguradora, no qual celebram os 10 anos da AXA no país e com a realização da COP30 no Brasil, onde a companhia estará presente como uma das empoderadoras da Casa do Seguro, iniciativa setorial capitaneada pela CNseg. “Chegamos nesse momento comprometidos com o futuro e com ações que fomentem o fortalecimento de uma economia verde e responsável. Por isso que também somos signatários da Rede Brasil do Pacto Global da ONU e mantemos compromissos alinhados às metas globais do Grupo AXA”, conclui Alexandre Campos.

Pier anuncia Flávio Rewa como novo Chief Commercial Officer

A seguradora digital Pier anuncia a chegada de Flávio Rewa como novo Chief Commercial Officer (CCO). Com mais de 30 anos de experiência no setor e passagens por empresas como Itaú Seguros e Allianz Seguros, o executivo chega com o desafio de acelerar o crescimento da companhia no canal corretor, fortalecer a atuação comercial da Pier em escala nacional e consolidar a proposta de valor da marca junto a parceiros e clientes.

“Minha experiência em liderança comercial e canais de distribuição pode contribuir para trazer estrutura ao crescimento da Pier, sem perder sua essência inovadora. Me conectei de imediato com o propósito da empresa e com a forma simples, justa e digital de pensar seguros. É uma companhia com gente competente, cultura leve e coragem para fazer diferente. Quero construir, junto com o time, uma área comercial que una tecnologia, empatia e foco em resultado”, afirma Flávio Rewa, novo CCO da Pier, em nota.

Formado em Administração de Empresas, com especializações em Gestão de Negócios e Liderança, Rewa já atuou em diversas regiões do Brasil e acumula uma sólida trajetória em estratégia comercial, distribuição e gestão de times. Na Pier, sua missão será liderar a evolução da estratégia comercial com foco em canais B2B2C, parcerias estratégicas e valorização da experiência dos corretores. 

A empresa tem apostado no aprimoramento do portal do corretor como um canal estratégico de distribuição, oferecendo uma jornada digital mais fluida e centrada nas necessidades desse público. Além disso, o uso de inteligência artificial tem automatizado processos e acelerado as entregas, gerando valor direto para corretores e clientes. Nos primeiros meses, Rewa pretende escutar ativamente os diferentes atores da operação para mapear oportunidades e alinhar sua atuação à estratégia da companhia.

“A chegada do Flávio reforça o compromisso da Pier em unir experiência de mercado com uma visão moderna sobre seguros. Estamos em um momento importante de consolidação e expansão, e contar com um executivo com o perfil do Flávio é estratégico para avançarmos com solidez e foco nos corretores e nos nossos clientes”, destaca Camila Kataguiri, Co-CEO da Pier.

Crescer sem perder a cultura do cuidado é a missão do CEO do grupo Porto em um Brasil diverso

Paulo Kakinoff assumiu a presidência do grupo Porto em janeiro de 2024, com a missão de conduzir uma das maiores seguradoras do país por um caminho de transformação. Com um portfólio cada vez mais diverso, que vai de um simples serviço de guincho a um cartão de crédito internacional com isenção de IOF, do plano de saúde à gestão de patrimônio, sua missão é expandir a atuação do grupo, que atua com seguros, serviços, saúde e banco, numa trajetória com consistência do crescimento – mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador –, preservando a cultura organizacional e impulsionando a inclusão de mais brasileiros ao sistema de proteção.

Com a regulamentação de novos concorrentes no horizonte — como cooperativas e associações de proteção veicular — e desafios crescentes no ambiente regulatório e climático, Kakinoff lidera um grupo em movimento, que busca inovar sem perder a essência que o consolidou como referência no setor de seguros brasileiro. “Nosso maior desafio é preservar a cultura mesmo com a empresa crescendo muito. A Porto valoriza o cuidado com o cliente, o papel do corretor, a ética. Isso tem que continuar sendo o nosso norte. É o que nos diferencia”, afirma Kakinoff, em entrevista exclusiva ao Sonho Seguro. 

Conhecido pelo perfil afável, pela capacidade de comunicação e por seu estilo de liderança próximo e inspirador, Kakinoff acumula mais de duas décadas de experiência em posições estratégicas em grandes empresas — com destaque para os dez anos em que presidiu a Gol Linhas Aéreas, onde liderou processos relevantes de reestruturação e inovação digital. 

Conta que o maior impacto ao assumir a liderança da Porto foi o encantamento com a cultura da empresa. “Eu não conhecia o setor de seguros a fundo. Fiquei impressionado com a sofisticação dos produtos e com o quanto o setor é essencial para todas as áreas da economia. Mas o que me encantou foi a cultura da Porto, essa coisa de cuidar genuinamente do cliente.” Ele acredita que essa cultura é o principal legado a ser preservado e transmitido. “Não sei se a Porto atrai naturalmente pessoas com esse perfil ou se ela desperta isso nas pessoas. Mas a verdade é que esse senso de cuidado está muito enraizado.”

Na Porto, tem reforçado o posicionamento da companhia como um ecossistema de serviços e soluções, indo além do seguro tradicional. Sua gestão dá sequência ao que vem sendo construído nos últimos cinco anos, um período em que o grupo dobrou de tamanho e Kakinoff acompanhava como membro do Conselho. 

Internamente, a cultura organizacional ganhou atenção especial, com iniciativas voltadas à excelência no atendimento e à construção de uma empresa cada vez mais ágil e conectada às demandas da sociedade. A empresa tem investido fortemente em iniciativas que ampliam o relacionamento com o cliente e com os corretores, ao mesmo tempo em que reforça sua presença no cotidiano das pessoas. Patrocínios ao Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, ao festival The Town, à peça musical “Rita Lee”, que contou com longa temporada no Teatro Porto, a eventos esportivos como corridas de rua e ações voltadas ao bem-estar fazem parte de uma estratégia ampla de engajamento com diferentes públicos e de valorização da marca.

Entre os pilares desta estratégia estão o reforço nos canais digitais, com um app consolidado, o modelo híbrido de distribuição (digital com atendimento humano), a expansão geográfica da infraestrutura da companhia e o olhar para nichos com potencial, como o seguro patrimonial para pequenas e médias empresas, serviços para residências e também o consórcio.

A Porto vem crescendo acima do mercado nos últimos anos, com expansão tanto orgânica quanto via aquisição de pequenas e médias empresas para reforçar sua infraestrutura de serviços. São Paulo continua sendo o principal mercado, mas a presença em outras regiões vem crescendo. Para isso, o comitê executivo da companhia visita presencialmente as sucursais fora do eixo RJ-SP-Brasília todos os meses, fortalecendo os vínculos locais com corretores e prestadores de serviço.

O grupo realiza cerca de 6 mil atendimentos residenciais e 6 mil de solicitações de guinchos por dia em todo o país. “Fizemos reforço recente de infraestrutura em Minas, por exemplo. Não dá para expandir tudo ao mesmo tempo, mas estamos fazendo isso de forma orgânica, acelerando o investimento onde já vemos demanda”, afirma. Kakinoff destaca histórias como a de um corretor em Sergipe que leva um cambão no carro para rebocar pessoalmente os clientes em situações emergenciais. “Você não consegue controlar isso com regra. Mas pode estimular. Isso é cultura.”

O CEO destaca que o setor segurador ainda é mal compreendido e pouco valorizado. “Você vê uma enchente no Rio Grande do Sul e constata que só 5% das casas tinham proteção. Isso não pode ser tratado como uma questão individual. Há espaço para o setor propor soluções coletivas, sustentáveis economicamente e que caibam no bolso.”

Conhece mercados maduros europeus de seguros, tanto por sua atuação como executivo como também por ter morado em outros países, o que o faz defender a necessidade de soluções mutualistas de proteção para riscos sociais, como acidentes de trânsito e desastres naturais. Cita que na Alemanha, por exemplo, há seguros obrigatórios, e acredita que a tecnologia será decisiva para tornar o seguro mais acessível e sustentável.

“Quando a sociedade tem uma cobertura ampla e economicamente viável para determinados riscos, com base no mutualismo, devemos colocar todos os esforços para viabilizar. Como sociedade mesmo. Pode ser seguro de responsabilidade civil, ou algo com a finalidade do extinto DPVAT. Mas essa é uma discussão que exige maturidade dos dois lados”, afirma.

O CEO enfatiza que os desafios da sociedade, como a judicialização da saúde ou a falta de cobertura contra enchentes, só serão superados com um olhar sistêmico, baseado em ciência e matemática. “Quando o individual prevalece sobre o coletivo, criamos distorções que encarecem o sistema para todos. A conta sempre chega. Não há milagre. O seguro precisa funcionar com base no mutualismo, com boa técnica, boa gestão e educação”, afirma.

Ele defende mais letramento em seguros e previdência para que a sociedade possa evoluir no entendimento dos benefícios e dos limites do sistema. “Não adianta vilanizar ninguém. Quem busca um tratamento caríssimo na Justiça está agindo dentro da sua lógica de sobrevivência. Mas é preciso também entender o impacto coletivo dessas decisões.”

Entre os segmentos que mais se destacam em potencial de crescimento estão os ramos patrimoniais (seguros contra furto, incêndio, roubo, equipamentos, celular), os serviços financeiros (como consórcios, cartões e crédito) e as assistências. Em todos esses casos, há uma combinação de baixa penetração, maior consciência da população e avanço das plataformas digitais. “Tem muita coisa que você resolve de forma digital. Mas instalar fogão, limpar ar-condicionado, rebocar carro… isso exige gente competente, disponível e ágil. E esse é um mercado enorme que estamos estruturando com tecnologia e escala”, diz.

Kakinoff vê a tecnologia como grande aliada para promover ética, eficiência e acesso no setor. “Fraudes em seguros de celular, por exemplo, podem ser combatidas com uso de apps que verificam se o aparelho está íntegro. Já temos avanços enormes nisso.” Para ele, a inteligência artificial e a vigilância digital também podem ter efeitos positivos sobre o comportamento social. “Experimenta jogar um papel pela janela do carro na rua. Será repreendido imediatamente por quem estiver próximo. Se a tecnologia for usada com ética, para promover uma responsabilidade coletiva, pode ser muito positiva para todos.”

No fim da conversa, o CEO faz um balanço otimista. “Tenho muita fé na capacidade evolutiva da sociedade. Vamos continuar enfrentando desafios, mas estamos caminhando. E o seguro tem um papel fundamental nesse caminho.”

A TRAJETÓRIA DE UM EXECUTIVO COM OLHAR NA CIÊNCIA E NA CULTURA DA SOCIEDADE

🎓 Formação e início de carreira

  • Nascido em Santo André (SP) em 1975, Kakinoff tem raízes familiares na Bielorrússia e China
  • Iniciou sua carreira aos 18 anos na Volkswagen, após concluir o ensino médio técnico, e graduou-se em Administração pela Mackenzie, com pós em Gestão Internacional
  • Cresceu internamente na VW, alcançando cargos de liderança em vendas e marketing, antes de atuar na matriz na Alemanha

🚗 Ascensão no setor automotivo

  • Em março de 2009, assumiu a presidência da Audi Brasil. Logo lançou um modelo novo a cada 45 dias, estratégia inovadora que lhe rendeu o título de “Executivo do Ano” pela revista AutoEsporte
  • Esse destaque abriu caminho para ser convidado ao conselho da Gol em 2010.

✈️ Década na Gol Linhas Aéreas

  • Em julho de 2012, assumiu a presidência da Gol, onde permaneceu por 10 anos, conduzindo a empresa por crises (como a pandemia) e transformações na aviação brasileira 
  • Conhecido por liderar “de dentro do ambiente de bordo” — voava regularmente, falava com tripulantes e passageiros —, com estilo aberto e próxima à operação.

⛴️ Chegada à Porto e reposicionamento estratégico

  • Desde março de 2020, era membro do Conselho da Porto, envolvido em comitês de auditoria, risco e marketing, acompanhando de perto o reposicionamento da companhia rumo a uma holding diversificada
  • Em janeiro de 2024, assumiu oficialmente como CEO, sucedendo Roberto Santos — num plano previsto e alinhado — com a missão de acelerar o ecossistema Porto, reforçando as frente de seguros, saúde, banco e serviços

🧭 Mudança de modelo e pilares de crescimento

  • Liderou um “pivot” estratégico: o seguro auto — que respondia por cerca de 70% do resultado — já representa menos de 50% hoje, com destaque para saúde, serviços e banco 
  • Colocou a vertical Porto Serviço em evidência, com aquisições regionais (ex: Unigás) e foco em assistência abrangente e escala geográfica em 2024 
  • Incentivou cross-sell entre os mais de 18 milhões de clientes, incrementando produtos complementares (seguro móvel, bicicleta, conta digital), impulsionando lucro e receita 

💼 Saúde e parcerias estratégicas

  • Porto Saúde registrou aumento de 71% no lucro trimestral, com expansão da rede de corretores de 1 mil (2019) para 6 mil (2024)
  • Descartou IPO como necessidade de capital, reforçando que eventual abertura de capital seria estratégica, não por falta de recurso

🌱 Cultura e engajamento

  • Lançou o “Portodos” — programa de entrevistas com convidados internos e externos — para reforçar cultura de cuidado, diálogo e conectar o público aos valores da marca
  • Busca posicionar a Porto como “empresa onde você importa”, valorizando propósito, diversidade de vozes e conexão humana

AXA no Brasil cresce nas linhas de massificados 

A AXA no Brasil aumentou sua presença em seguros massificados no começo do ano, resultado de uma estratégia integrada que alinha técnica, oferta comercial e reforço da distribuição — com foco em canais digitais e maior autonomia para o corretor. O avanço da companhia nesses segmentos vem acompanhado de uma reestruturação nas carteiras, digitalização de processos e fortalecimento da jornada comercial.

Entre os destaques dos produtos, estão os seguros Empresarial, Condomínio e Auto Frota, que têm apresentado crescimento robusto. Essa evolução é fruto de um trabalho conjunto das áreas de produto, subscrição, comercial e tecnologia, com foco em massificação e rentabilidade.

No seguro Empresarial, a companhia cresceu em média 37% ao ano desde 2019, com foco em negócios de comércio e serviços, que apresentam perfis de risco massificados, além do segmento industrial, disponível também de forma digital no nosso sistema de cálculo. Já a carteira de Condomínio passou por uma ampla revisão de subscrição e redirecionamento geográfico, alcançando crescimento de 44% em 2025. Em Auto Frota, produto lançado há 2 anos, o crescimento já se aproxima de 90% no segundo ano completo de operação, com índice combinado inferior a 100%.

A companhia também vem ampliando sua atuação em seguro de Vida, com uma proposta de valor mais digital, oferecendo autonomia para cálculo e cotação, além do lançamento do faturamento automatizado, que proporciona mais agilidade ao corretor nos processos de emissão e controle de faturas. A modernização dos fluxos operacionais e digitais tem sido fundamental para essa evolução e já rendeu frutos:  entre janeiro e maio de 2025, a companhia registrou um crescimento de 73% nas apólices para o segmento SME (empresas com até 500 vidas).

Além da digitalização, o produto de Vida também se destaca pelo foco em serviços com uso em vida, que agregam valor ao dia a dia dos funcionários das empresas seguradas. É o caso de assistências como a Maria, voltada para o combate à violência contra a mulher, e a Assistência Eco, com soluções sustentáveis que promovem bem-estar e qualidade de vida.

O desempenho positivo é impulsionado por diversas frentes. Nos últimos anos, a companhia investiu na digitalização dos seus produtos e processos de cotação e emissão, oferecendo mais agilidade e autonomia ao corretor, e incorporou dados externos e ferramentas inteligentes para qualificar ainda mais a análise de risco. Além disso, a seguradora revisou condições técnicas e comerciais, tornando os produtos mais competitivos, e fortaleceu os canais de distribuição, com destaque para os canais digitais e ações integradas de capacitação e relacionamento.

“O crescimento em massificados é reflexo de uma estratégia muito bem estruturada, que conecta produto, tecnologia e proximidade com o corretor. Reforçamos nosso compromisso de entregar soluções acessíveis, com qualidade técnica e performance sustentável”, afirma Arthur Mitke, Vice-Presidente de Subscrição e Sinistro da AXA no Brasil. 

Para apoiar e amplificar essa estratégia, a AXA lança a campanha “Tem seguro AXA”, que comunica de forma clara e direta a amplitude de sua atuação no mercado corporativo. Para os corretores, a proposta é clara: ampliar a geração de valor ao oferecer múltiplas soluções da AXA a um mesmo cliente PJ. Já para os clientes empresariais, a mensagem é de confiança e centralização: é possível contar com uma única seguradora para atender a todas as frentes do negócio.

“O corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções completas para os clientes. Ao reforçar que ‘tem seguro AXA’, queremos mostrar que ele pode contar com a nossa expertise para oferecer muito mais do que um único produto, exercendo uma função consultiva especializada para entregar uma experiência de proteção integrada, com qualidade técnica e suporte comercial de um dos maiores grupos seguradores do mundo”, conta Luciano Calheiros, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da companhia. 

Bancos de fomento e setor segurador são pilares da transição energética, dizem especialistas no Fórum de Lisboa

Por Carla Simões

A combinação entre financiamento público de longo prazo e mitigação de riscos por parte do setor segurador é o caminho mais promissor para viabilizar a infraestrutura necessária à transição energética no Brasil. Essa foi a l conclusão do painel “O Papel dos Bancos de Desenvolvimento no Financiamento à Infraestrutura e Transição Energética”, realizado no XIII Fórum Jurídico de Lisboa.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Esteves Colnago, que mediou o debate, não há como pensar em desenvolvimento sustentável no país sem o protagonismo do BNDES e demais bancos de fomento. “Mesmo com a forte evolução do mercado de capitais, o BNDES continua sendo uma fonte indispensável. Ele é quem dá o selo de qualidade aos projetos. E não se pode esquecer do papel estratégico do setor segurador para mitigar riscos em um cenário de empresas menores e menos capitalizadas”, afirmou.

Colnago ainda chamou atenção para os impactos da crise climática sobre os estados que hoje puxam o crescimento do país, como Mato Grosso, Tocantins e Piauí, todos dependentes do agronegócio. “Esses estados estão enfrentando aumento de temperatura e redução de disponibilidade hídrica. O desafio é enorme e só será possível superá-lo com apoio estruturado dos bancos de desenvolvimento e mecanismos de seguro”, acrescentou.

O presidente da Associação Nacional dos Refinadores Privados (Refina Brasil), Evaristo Pinheiro, defendeu uma atuação mais estratégica dos bancos de fomento para impulsionar setores em que o Brasil tem reais condições de liderança global, como o biorrefino e os biocombustíveis avançados. “O Brasil não liderará a pauta de baterias. Mas pode ser líder em biomassa. E para isso, precisamos de uma cadeia de financiamento robusta. Um único projeto de biorrefino pode custar até R$ 13 bilhões. Não há mercado que banque isso sozinho”, alertou.

Pinheiro destacou ainda que os bancos de fomento não devem ser usados para compensar falhas regulatórias ou desequilíbrios macroeconômicos, mas sim para “cobrir lacunas reais de mercado, estruturando projetos, atraindo fornecedores e articulando o financiamento internacional com juros mais baixos e prazos adequados”.

O diretor jurídico da Zurich Brasil, Washington da Silva, reforçou que o Brasil tem uma oportunidade única de conjugar a transição energética com a superação de déficits históricos de infraestrutura. “Somos um país de desenvolvimento tardio. Nunca completamos nossos ciclos. Mas agora temos a chance de alinhar a agenda climática com o avanço da infraestrutura básica”, afirmou.

Segundo o executivo, o papel dos bancos de fomento é central, mas precisa estar aliado à atração do capital privado por meio de instrumentos híbridos, como green bonds, fundos climáticos e plataformas de adesão voluntária. “O financiamento climático só será efetivo se incluir elementos de justiça social. Não há transição energética sem considerar os impactos sociais, especialmente em um país tão desigual como o nosso”, concluiu.

O advogado e professor da FGV, Felipe de Paula, defendeu a ampliação do uso do seguro no Brasil como instrumento essencial ao desenvolvimento e à transição energética. Segundo ele, o país ainda engatinha em práticas já consolidadas em outras economias. “Nos Estados Unidos, desde 1935, com o Miller Act, exige-se seguro de 100% para obras públicas. No Brasil, só agora passamos de 10% para 30%. Ninguém investe em algo que pode ficar inacabado”, afirmou.

Ele também apontou limitações operacionais da nova lei de seguros, que entra em vigor em dezembro. “A lei estabelece 25 dias para aceitação de riscos, o que é inviável para projetos bilionários que exigem análise técnica detalhada e negociação com resseguradoras internacionais. Para riscos complexos de infraestrutura ou ambientais, esse prazo precisa ser estendido”, alertou.

Na mesma linha, a diretora jurídica do BNDES, Paula Saldanha, ressaltou que o banco vem investindo em estruturas jurídicas e financeiras capazes de ampliar a segurança para atração de capital privado e internacional. “Não há transição energética sem atuação estratégica e coordenada. O BNDES é hoje o maior financiador de energia limpa do mundo, com R$ 36,4 bilhões financiados nos últimos 20 anos”, afirmou.

Paula lembrou que a atuação do banco vai além do financiamento. “O papel das seguradoras na reconstrução do Rio Grande do Sul foi fundamental onde houve cobertura. E nós estivemos lá, mas faltavam estruturas prévias. Agora temos um escritório permanente na região para apoiar essa reorganização econômica, que é também social”, disse.

Ela também destacou a liderança brasileira na pauta verde e azul. “Além da matriz elétrica com 90% de fontes limpas, o Brasil tem uma oportunidade ímpar de liderar a agenda ambiental global. O BNDES se posiciona como uma plataforma verde — e agora também azul, com ações voltadas à recuperação dos oceanos”, concluiu.

Ministro promete novo modelo de seguro rural para setembro

Fonte: Globo Rural

O governo vai apresentar um novo modelo de seguro rural até setembro, antes do início do plantio da próxima safra de verão. A promessa é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Nesta quinta-feira (3/7), ele disse que estudos técnicos estão em curso para basear mudanças no programa de subvenção pública das apólices.

“Estamos com estudos técnicos sendo desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura. Ficam prontos em 15 a 20 dias, para que possamos, em agosto ou setembro, antes do início da safra de verão, estar ofertando aos produtores um novo modelo de seguro rural brasileiro, que eu espero que seja mais eficiente e tranquilizador”, disse Fávaro em entrevista ao programa “Bom dia, ministro”, da EBC. 

Fávaro tem defendido uma integração do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), mas ainda não apresentou detalhes. Ele mira, principalmente, parte do orçamento. 

O Proagro, seguro público para pequenos produtores gerido pelo Banco Central, tem R$ 5,7 bilhões para 2025. Já o PSR tinha R$ 1,06 bilhão e sofreu contingenciamento de R$ 455,1 milhões. “O seguro rural precisa de adaptações, de mudança. Se funcionasse direito, não teria endividamento do Rio Grande do Sul, pois ele cobriria o problema climático”, disse. 

Ele defende também a contratação de seguro paramétrico, baseado em índices e customizado para a necessidade de cada produtor, como forma de ampliar a cobertura, inclusive em regiões onde os agricultores ainda não têm esse hábito. 

Fávaro voltou a defender a universalização do acesso ao seguro rural com a obrigatoriedade de contratação por produtores que buscam financiamentos subsidiados do Plano Safra. Destacou que a medida precisa de alteração em lei pelo Congresso Nacional, para que essa exigência não seja considerada uma venda casada na liberação do crédito. 

“Quem acessar crédito subsidiado pelo governo tem que fazer seguro. Assim vamos ampliar a massa de contribuição e poder melhorar a cobertura”, defende. Ele ponderou que será preciso aumentar a participação do governo federal com mais recursos para subvenção. 

Taxas de juros

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a criticar a atuação do Banco Central e a alta da taxa Selic no Brasil. O patamar de juros da economia em 15% dificultou a formulação do Plano Safra 2025/26, segundo ele, e puxou as alíquotas do crédito rural para cima. 

Mesmo assim, Fávaro disse que os juros para os financiamentos ainda são “viáveis” e que o Plano Safra “quebra paradigmas” ao incentivar e premiar a produção sustentável. 

“Se o Banco Central tem independência, e é bom que tenha, ele dá independência para a gente criticar. Não consigo compreender porque a taxa tem que estar em 15%”, afirmou. 

Fávaro concordou que os juros para a agricultura empresarial, que variam de 8,5% a 14%, não são baratos. “Gostaria que fosse menos”, salientou. Ele ponderou, no entanto, que a taxa para os médios produtores, atendidos via Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com alíquotas de 10% para custeio, ainda é 50% mais barata que a Selic e quase metade do que é cobrado no mercado. 

“É viável ainda, estimula, vai produzir, vai crescer e vamos sair desse momento de Selic tão alta e o Brasil vai voltar a juros mais equilibrados, é o que eu espero”, completou. 

Segundo Fávaro, os “juros desproporcionais” e “inadmissíveis” do país exigiram um “esforço gigante” do governo para encaixar o Plano Safra no orçamento mais “enxuto”. Ele repetiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, na quinta-feira passada (26/6), um gasto de R$ 1,05 bilhão para equalização de juros de julho a dezembro, mas não explicou se haverá dinheiro novo. O Ministério da Fazenda afirma que não há necessidade de suplementação neste momento. 

“O momento é muito difícil para fazer um Plano Safra dessa magnitude. A Selic a 15% ao ano é inadmissível. Temos inflação controlada, país crescendo 3% ao ano, a renda crescendo, desemprego caindo, balança comercial com excedentes históricos. Qual é a justificativa? Não consigo achar. Isso dificulta a equalização de um Plano Safra”, acrescentou Fávaro. 

Ele relatou ainda a dificuldade para encontrar funding, ou seja, fonte de recursos para compor as linhas de crédito aos produtores. “Com a Selic a 15% e a poupança remunerando 6%, o Brasil virou um país de rentista. Falta funding, o juro é caro e o orçamento é enxuto”, afirmou. 

Fávaro rebateu críticas das entidades de produtores e da bancada ruralista de que o crescimento de 1,7% do valor Plano Safra, de R$ 508,5 bilhões para R$ 216,2 bilhões, não compensou a alta de 5,32% acumulada no período. Segundo ele, o montante de recursos equalizados, que contam com subvenção federal, expandiu 22%. 

“Os recursos equalizáveis, que é o que interessa de fato, onde governo aporta recursos, na safra passada eram R$ 92,8 bilhões e neste ano serão R$ 113,8 bilhões”, disse. “Infelizmente, precisamos subir um pouquinho os juros”, ponderou. 

O ministro disse que “há desencontro de informação ou fake news rodando pelas redes sociais”, ao comentar as críticas feitas pelo setor e pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “O Plano Safra não é só aumento de R$ 8 bilhões [na oferta total de crédito], é o Plano Safra que equalizou mais diante da dificuldade de Selic de 15%. Vamos performar muito bem. Fato é que a taxa de juros está desproporcional, mas houve esforço gigante do governo para colocar recursos mais baratos para a agricultura brasileira”. 

Prioridades e mudança de paradigma

Apesar de não apresentar a linha prometida com juros mais baratos para financiar a produção de alimentos de consumo doméstico, Fávaro disse que o foco do Plano Safra é incentivar a produção desses itens e garantir preços justos aos consumidores. 

“A prioridade número 1 é o povo brasileiro. O Plano Safra aumenta o potencial para o Pronamp, que são os produtores que produzem alimentos que ficam no Brasil. Quem vai ser beneficiado é a população brasileira, pois alimentos tendem a cair de preço”, disse. 

O ministro ainda defendeu os incentivos concedidos pelo Plano Safra para a produção mais sustentável. Ele relatou a oferta de R$ 7 bilhões no RenovAgro, linha que financia práticas produtivas com baixa emissão de carbono, e os descontos de 0,5 ponto percentual nos juros para agricultores e pecuaristas que comprovarem a adoção de técnicas mais verdes. 

Esse rebate, válido desde janeiro, no entanto, ainda não engrenou. A promessa é que novas técnicas serão contempladas, como uso de bioinsumos. No Ministério da Fazenda, há resistência. A Pasta concorda com o conceito, mas quer amarrar melhor a forma de comprovação e o alcance desses descontos. 

Fávaro disse também que o Plano Safra acaba com o antagonismo que havia entre produzir e preservar e muda o paradigma do campo. “Vemos que isso é complementar. Temos grandes ativos, mas o maior deles é o clima. A preservação do clima, a valorização da preservação ambiental é um dogma que está sendo quebrado, ao estimular, pagar prêmio”, disse na entrevista. “O desconto de 0,5 ponto percentual [nos juros de custeio de médios e grandes produtores] queremos estender para quem usa bioinsumos, quem tem ferramentas tecnológicas que preservam o meio ambiente. Isso é garantir o ativo que dá prosperidade à agropecuária”, concluiu.

Brasileiros se preocupam mais com dinheiro do que com saúde e família, aponta pesquisa da Onze e Icatu

Fonte: Onze e Icatu

O dinheiro é a principal preocupação dos brasileiros à frente da saúde, da família e da violência, como revela a 4ª edição da pesquisa Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros (estudo Estresse Financeiro) realizada pela Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, em parceria com a Icatu Seguros – companhia 100% brasileira líder entre as independentes em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização.  

O estudo ouviu 8.701 pessoas nas cinco regiões do país e traça um retrato sobre o impacto da instabilidade financeira na vida dos brasileiros. Além disso, revela um cenário crítico de desinformação, falta de planejamento e sobrecarga emocional. 

Entre os entrevistados, 49% apontam o dinheiro como sua maior fonte de preocupação, superando temas historicamente sensíveis como saúde (19%), família (15%), trabalho (7%), violência (7%) e política (3%). 

Dos entrevistados que assinalaram a preocupação com as finanças em primeiro lugar, 61% afirmaram não ter dinheiro suficiente para emergências com saúde, como acidentes ou para ajudar amigos e familiares.  

“Historicamente, o déficit na educação financeira dos brasileiros impacta diretamente sua saúde financeira. Este estudo é um exemplo – há mais de 4 anos, vemos o dinheiro despontando como a maior preocupação na vida das pessoas e o impacto do estresse financeiro está cada vez maior. Esse vilão silencioso gera problemas emocionais, notadamente está impulsionando a ansiedade da população, além de impactar as relações interpessoais e o desempenho no trabalho. Ele não pode mais ser ignorado”, destaca Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze.  

A pesquisa também revela que a situação financeira das famílias piorou no último ano: 51% afirmam que a renda mensal não cobre os gastos – um aumento de 10 pontos percentuais em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2023. Ao mesmo tempo, 63% não possuem qualquer reserva de emergência e 15% estão endividados e sem poupança. 

O impacto emocional dessa instabilidade é direto: 72% dos entrevistados dizem que a saúde financeira afeta a saúde mental e emocional, e muitos relatam sintomas graves como ansiedade (65%), insônia (50%) e até depressão (21%). 

A sondagem destaca que o desenvolvimento de ansiedade gerada por estresse financeiro cresceu: o percentual aumentou 12% em relação à edição anterior do levantamento.  

Para Henrique Diniz, Diretor de Produtos de Previdência da Icatu, a pesquisa reforça a urgência de um olhar mais estruturado sobre o planejamento financeiro no Brasil dado seu impacto positivo para a vida das pessoas. Como companhia comprometida com a proteção financeira de longo prazo, a Icatu tem o propósito de ampliar o acesso a produtos que garantam segurança para os brasileiros e suas famílias, oferecendo soluções acessíveis e estruturadas, educação e parcerias estratégicas.

Outros dados da pesquisa: 

  • 49% indicaram o dinheiro como maior fator de preocupação; 
  • 51% dos entrevistados afirmaram que a renda não cobre todos os gastos mensais; 
  • 28% disseram que a renda consegue cobrir apenas os gastos; 
  • 12% responderam que a renda cobre os gastos e poupam dinheiro; 
  • 9% afirmaram que não fazem controle financeiro; 
  • 61% afirmaram não ter dinheiro suficiente para emergências com saúde, como acidentes ou para ajudar amigos e familiares; (sobre os que assinalaram a preocupação com as finanças em primeiro lugar) 
  • 31% disseram que não conseguem pagar as contas do mês; 
  • 14% afirmaram não ter dinheiro suficiente para aposentadoria;  
  • 63% disseram que não possuem reserva de emergência; 
  • 15% responderam que não possuem reserva de emergência e estão com dívidas; 
  • 72% responderam que as preocupações financeiras afetam a saúde mental e emocional; 
  • 65% disseram que desenvolveram ansiedade por preocupações financeiras; 
  • 50% revelaram que costumam ter insônia por preocupações financeiras; 
  • 76% disseram que não recebem algum tipo de benefício financeiro fora salário ou bônus; 

Allianz Brasil supera R$ 1 bilhão em prêmios em maio e bate recorde mensal

Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros_cred.Arnaldo Kikuti

Fonte: Allianz

Maio representou um momento histórico para a Allianz Brasil: pela primeira vez, a companhia superou a marca de R$ 1 bilhão em prêmios emitidos em um único mês. O forte desempenho é resultado direto do projeto de transformação e aceleração que vem sendo conduzido desde 2024, quando a empresa completou 120 anos de atuação no país. “Essa transformação envolve toda a nossa organização e tem como foco crescimento sustentável, excelência operacional, governança sólida e investimentos em pessoas e tecnologia”, diz Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil.

 1º quadrimestre marca crescimento expressivo e ganho de participação

A companhia ultrapassou R$ 3,4 bilhões em prêmios no acumulado de janeiro a abril de 2025, segundo dados recentemente divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O volume representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024, resultado 14% acima da média do mercado. Esse avanço foi impulsionado por aumentos de dois dígitos em todos os segmentos de negócios, ficando, portanto, acima do desempenho geral do setor.

No ramo de Automóvel, principal linha de atuação da Allianz, o crescimento foi de 19%, superando em 13 pontos percentuais o setor, com ampliação do market share em 1,4 p.p. (de 11,4% para 12,8%). A evolução está ligada à ampliação da carteira, com 260 mil veículos a mais segurados nos últimos 12 meses, alcançando 2,6 milhões.

Também se destacam o seguro Agrícola, com elevação acima de 80% e conquista da segunda posição no mercado, e a carteira de Condomínio, que avançou 65%, ampliando o market share em 5 p.p. (de 25% para 30%).

 Diversificação impulsiona os resultados

Segundo Eduard Folch, além do projeto de transformação e aceleração, o crescimento histórico da Allianz Brasil está ligado à estratégia de diversificação da companhia, atualmente estruturada em três pilares: produtos, canais e presença geográfica. “Seguimos com o Automóvel como nosso principal ramo, mas temos ampliado significativamente os demais segmentos em nosso portfólio”, avalia, destacando que a seguradora também vem avançando em estados fora do eixo tradicional do setor. “Assim, consolidamos a nossa presença nos grandes centros, ao mesmo tempo em que expandimos a atuação para mercados emergentes.” 

Como parte da estratégia de expansão, o presidente da Allianz explica que a seguradora passou a operar com canais complementares de distribuição, visando ampliar a sua capilaridade. “Temos que estar onde o consumidor está. Essa medida é fundamental para atingirmos perfis variados de clientes e estarmos presentes em diferentes regiões e contextos, ampliando a nossa cobertura operacional, além de melhorarmos a experiência do consumidor”, justifica o executivo. Com múltiplos pontos de contato, ele também afirma que a companhia consegue se adaptar mais rapidamente às mudanças do mercado e oferecer conveniência e acessibilidade, o que fortalece a competitividade e impulsiona o crescimento sustentável. “No entanto, o corretor, parceiro histórico e estratégico da Allianz, permanece como o nosso principal canal de distribuição e continuará sendo peça-chave na nossa atuação”, frisou. 

Perspectivas 2025–2027

Até o final deste ano, a Allianz Brasil projeta avanço de dois dígitos. A estratégia está centrada em desenvolvimento sustentável, eficiência de capital, melhoria de margens, controle de despesas, redução de sinistros e diversificação dos negócios, impulsionada por tecnologia, escalabilidade e liderança de pessoas. Esses são pilares fundamentais no processo de aceleração e transformação da companhia, que traça metas ambiciosas até 2027. 

“Estamos focados em rentabilidade nas linhas de seguros Auto e Patrimoniais, sempre buscando excelência técnica, oportunidades de mercado e parcerias, flexibilização de ofertas e digitalização de serviços”, explica o CFO da Allianz Seguros, Andreas Kerl. Para a linha de Pessoas, os novos produtos e ofertas sustentam a expectativa de continuidade do bom desempenho observado em 2024, especialmente nos seguros de Vida Coletivos. No segmento Corporativo, Andreas destaca que a ampliação do portfólio no seguro Rural e o reposicionamento estratégico da companhia, por meio da Allianz Commercial, também estão alinhados à estratégia de expansão.

Cinco motivos para considerar o seguro de vida no planejamento sucessório empresarial

Diante da crescente complexidade na gestão de empresas familiares e sociedades empresariais, o seguro de vida tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no planejamento sucessório. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o segmento de seguros de pessoas arrecadou mais de R$ 105 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 2,3 % sobre o mesmo período do ano anterior.

Esse movimento também se reflete no ambiente corporativo: de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a contratação de seguros de vida coletivos cresceu 6,1 % no primeiro trimestre deste ano, impulsionada pela preocupação com sucessão e continuidade dos negócios.

Para Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência, o seguro de vida deixou de ser apenas uma proteção individual e passou a ser parte fundamental da estratégia empresarial. “Incluir o seguro de vida nesse contexto pode evitar disputas jurídicas e garantir a continuidade da operação em momentos críticos”, explica.

A seguir, veja cinco motivos pelos quais o seguro de vida deve ser considerado nesse tipo de planejamento:

1. Liquidez imediata para cobrir despesas

A perda de um sócio pode acarretar custos elevados, como impostos sobre herança, gastos com inventário e eventuais dívidas. Sem planejamento, essas obrigações recaem sobre o caixa da empresa ou sobre herdeiros. O seguro de vida oferece liquidez rápida e fora do inventário, sendo pago em até 30 dias e permitindo a resolução dessas pendências.

2. Proteção dos herdeiros e da empresa

Com a perda de um sócio, seus herdeiros passam a ter direito à sua participação na empresa, o que pode levar a conflitos, especialmente se os familiares não têm envolvimento com a gestão. A apólice pode ser usada para indenizar os herdeiros, enquanto os sócios remanescentes mantêm o controle da empresa, conforme acordos prévios estabelecidos.

3. Planejamento fiscal eficiente

O seguro de vida é uma ferramenta reconhecida por sua eficiência tributária.  Ele possui benefícios que podem auxiliar a transferência patrimonial, como impenhorabilidade e isenção de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), quando pago aos beneficiários.

4. Proteção contra invalidez e doenças graves

Em alguns casos, a interrupção da atuação de um sócio pode ocorrer por invalidez permanente ou diagnóstico de doenças graves. Com coberturas adicionais, o seguro pode garantir recursos para indenizar o sócio afastado, reorganizar a gestão ou financiar um plano de transição, assegurando a continuidade do negócio.

5. Blindagem patrimonial

O seguro de vida também pode ser usado como um mecanismo de blindagem de patrimônio. O valor segurado geralmente não pode ser penhorado e, quando bem estruturado, pode funcionar como reserva estratégica em situações de crise, processos judiciais ou riscos operacionais, preservando recursos fora do alcance de credores.