Susep autoriza venda da carteira de grandes riscos da SulAmérica para AXA

A Sul América comunicou que foi efetivada e consumada a venda para a Axa Corporate Solutions Brasil e América Latina Resseguros de 100% das ações representativas do capital social da Sul América Companhia de Seguros Gerais, a qual, em razão de reorganização societária interna no conglomerado SulAmérica, passou a reunir a carteira de grandes riscos do segmento de ramos elementares (além da já existente operação no ramo de seguro DPVAT), a qual passa assim a ser gerida e operada pela AXA no Brasil.

O valor global da operação de R$ 135,2 milhões foi pago nesta data estando ainda sujeito a determinados ajustes previstos no respectivo Contrato de Compra e Venda de Ações, relativos às variações patrimoniais da carteira e da SASG ocorridas até a presente data. A operação está alinhada com os objetivos estratégicos da Companhia e os recursos líquidos obtidos contribuirão para suportar o crescimento orgânico da Companhia nos demais segmentos em que atua, informou o grupo em comunicado enviado a Bovespa.

Catástrofes custaram US$ 85 bi ao setor; tragédia de Minas ainda não foi computada

O custo das catástrofes naturais e dos desastres totalizou, até o momento, US$ 85 bilhões, segundo uma primeira estimativa da resseguradora suíça Swiss Re. A tragédia consequente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, uma das principais preocupações dos ressegurados internacionais, não consta da lista de acidentes por ter acontecido depois do fechamento da primeira prévia do ano feita pelos responsáveis do estudo. O número se situa abaixo da média da última década, na qual as perdas econômicas foram a cada ano de US$ 192 bilhões. Também são inferiores às perdas de 2014, quando alcançaram US$ 113 bilhões.

Neste ano, as perdas econômicas derivadas das catástrofes naturais chegaram a US$ 74 bilhões, enquanto os desastres causados pelo homem, como os acidentes industriais, somaram US$ 11 bilhões. Do total, US$ 32 bilhões de perdas econômicas estavam cobertos pelas empresas de seguros. A resseguradora afirma que as explosões de agosto no porto chinês de Tianjin serão o desastre mais caro do ano de 2015.

As estimativas sobre o custo deste desastre são até o momento incertas, embora as primeiras indicações apontem a ao menos US$ 2 bilhões. Seria, neste caso, o desastre mais caro da história na Ásia para as seguradoras. Por sua vez, a tempestade de inverno que atingiu os Estados Unidos em fevereiro foi a catástrofe natural mais cara para as companhias de seguros, ao gerar perdas estimadas em US$ 2,7 bilhões, dos quais US$ 2,1 bilhões estavam cobertos. Um total de 26 mil pessoas perderam a vida em catástrofes naturais e desastres em 2015, segundo o cálculo da Swiss Re.

Liberty assina os Princípios para Sustentabilidade em Seguros da ONU

Carlos MagnarelliRelease

A Liberty Seguros se tornou signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), um compromisso entre as maiores seguradoras mundiais e a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep-FI), que tem como objetivo fornecer ferramentas de seguro para a gestão de riscos em apoio à sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Lançados em junho de 2012 durante o 48º Seminário Anual da IIS (International Insurance Society), os princípios apoiam os objetivos da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Eles também posicionam o setor de seguros como um impulsionador do desenvolvimento sustentável.

“A visão da Liberty Seguros é de um futuro onde as questões ambientais, sociais e de governança serão a base de todo negócio e a sustentabilidade será o único caminho para o desenvolvimento”, diz Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. “Os princípios para os seguros sustentáveis representam a vanguarda e o motor para a inovação que vai transformar profundamente a maneira como as empresas fazem negócios. Nosso comprometimento com o desenvolvimento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) é um compromisso com o futuro do setor de seguros e a sociedade”, finaliza.

Feche as torneiras antes de viajar no feriado de Natal e Ano Novo

torneiraFeche as torneiras antes de sair para viajar neste final de ano. Eis um bom conselho da seguradora espanhola Mapfre com base em uma pesquisa em seu banco de dados entre os dias 23 de dezembro e 6 de janeiro. Apesar de a pesquisa se referir a Espanha, situação semelhante acontece no mercado brasileiro, o que faz o conselho valer aqui.

Segundo pesquisa realizada pelo grupo em seu próprio banco de dados, o dia 29 de dezembro é um dos picos em registro de reclamações de clientes, que ligam para a seguradora no dia 2 de janeiro, geralmente quando voltam de viagem. Das queixas, 25% estão relacionados com danos causados ​​pela água e 15% com janelas quebradas. Também está na lista de queixas danos elétricos, com 10% das ligações, seguido de furtos, com 7% de todos os acidentes domésticos.

O maior grupo segurador da Espanha também destaca os pedidos de serviços para reparo em eletrodomésticos, com 12% das ligações. O grupo tem na Espanha 2,8 milhões de residências seguradas, o que lhe dá a liderança mercado neste segmento de negócio, com uma participação de 16% mercado.

Vinci Partners quer vender Austral Re e Austral Seguradora

fofoca 3Notícia quente de duas fontes confiáveis: Ancelmo Gois, na coluna de O Globo e Agência Estado: O banco J.P. Morgan ficou com a tarefa de vender duas empresas criadas há apenas cinco anos pela Vinci Partners, a companhia brasileira fundada por ex-sócios do BTG Pactual: a Austral Seguradora e a Austral Resseguradora. As duas já detêm, cada uma, cerca de 10% do mercado de seguros e resseguros no Brasil. Segundo a Agência Estado, a americana XL Group estaria entre uma das potenciais compradoras ao lado de outras multinacionais, como a suíça Swiss Re, a americana Ace e a francesa Axa. O negócio vem sendo ofertado nos últimos meses, mas, segundo fontes da Agência Estado, teria sido colocado oficialmente à venda na semana passada. O assessor financeiro da operação, conforme as mesmas fontes, seria o JP Morgan. “A XL está bem posicionada para levar e tem operação bem complementar à da Austral”,diz uma fonte de mercado. A Vinci tem cerca de 80% do Grupo Austral e outros 19,5% foram vendidos ao braço financeiro do Banco Mundial, o International Finance Corporation (IFC), em 2014.

Museu tem seguro bem feito para cobrir parte dos danos causados pelo incêndio, afirmam executivos

Incêndio destrói parte do prédio história do Museu da Língua Portuguesa
Incêndio destrói parte do prédio história do Museu da Língua Portuguesa
Incêndio destrói parte do prédio histórico do Museu da Língua Portuguesa

Mais um incêndio em patrimônio cultural. O fogo fez grande estrago no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, no prédio histórico da Estação da Luz, nesta segunda-feira, no centro da cidade de São Paulo. Uma primeira hipótese é que tudo começou pela troca de uma luminária, segundo informou a manchete da Folha de São Paulo, que também cita que o prédio estava sem alvará e teve falha em hidrante no início do incêndio. Tudo isso será mais esclarecido na hora da regulação do sinistro, termo usado para o levantamento feito pela seguradora. Segundo fontes informaram ao blog Sonho Seguro a seguradora líder da apólice de incêndio é a japonesa Mitsui. Mesmo se não tiver com alvará, que deveria ter sido pedido na assinatura do contrato, as discussões para o pagamento costumam seguir, uma vez que a companhia de seguros aceitou o valor pago pelo cliente sem o documento, explicaram fontes.

Ainda é cedo para ter mais detalhes do contrato de seguro, como quantas seguradoras participam do contrato, quem são os resseguradores contratados, o que está coberto, valores etc e tal. Mas uma coisa é certa: o seguro está bem feito, segundo fontes que pediram anonimato. Dois acidentes ensinaram muito sobre seguro, tanto para proprietários como para seguradoras e governantes. Os órgãos reguladores e os inspetores de riscos das seguradoras passaram a ser mais exigentes depois do incêndio no Teatro Cultura Artística, em São Paulo, em 2008, com importância segurada com valor muito abaixo do necessário para recuperar a perda, e da Boate Kiss, em 2013, que matou 242 pessoas e feriu 680 outras numa discoteca da cidade de Santa Maria (RS), sem seguro e sem alvará. A sociedade também ficou mais consciente dos riscos e passou a exigir mais segurança e a comprar mais seguro para ter um amparo financeiro para retomar a vida no momento pós acidente.

Um exemplo citado pelas fontes para ilustrar tal mudança de comportamento foi o seguro do Memorial da América Latina. Um incêndio destruiu o interior do Auditório Simón Bolívar em dezembro de 2013. A seguradora Yasuda Marítima liquidou o contrato (termo que significada totalmente pago) em fevereiro deste ano. A apólice contava com importância segurada de R$ 18 milhões. O auditório ainda está em processo de recuperação estrutural pelas empresas vencedoras da licitação realizada pelo governo e os trabalhos para construir uma nova tapeçaria reproduzindo a original criada pela artista plástica Tomie Ohtake (1913 – 2015).

A boa notícia é que o tema seguro faz parte do dia a dia do governador Geraldo Alckmim. Em recente discurso na inauguração da nova sede de São Paulo da SulAmérica ele teceu muitos elogios ao mercado segurador, citando ser um setor da economia com grande importância para toda a sociedade por ajudar a reconstruir o que foi perdido por imprevistos. Um dos exemplos citados por Alckmim foi a retomada da construção de trechos da Linha Amarela do Metro, na qual o consórcio vencedor não concluiu a obra, mas que agora será viabilizada graças ao apoio do seguro garantia contratado na época da assinatura do contrato.

Sem citar o seguro, o governador de São Paulo disse em entrevista coletiva que todos os esforços serão feitos para reconstruir o museu. “Com o carinho do povo de São Paulo e da população brasileira, bem como de parceiros privados, vamos imediatamente tomar todas as providências para a reconstrução.”

Marcelo Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil (ISB), comentou em artigo distribuído à imprensa, que o acidente poderia ter sido evitado se a legislação brasileira fosse mais efetiva no que diz respeito à proteção contra incêndio de edifícios tombados pelo patrimônio histórico e considerados patrimônio cultural. A constatação é feita por especialistas a partir da análise das melhores práticas adotadas em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Segundo Lima, tradicionalmente a regulamentação de incêndios no Brasil tem como objetivo fundamental permitir a saída segura dos ocupantes da edificação durante o incêndio, sendo que a proteção da estrutura e do conteúdo da edificação são tratados como objetivos secundários. No caso de museus e outras edificações do patrimônio histórico, a proteção da edificação e do conteúdo deveriam ser também consideradas fundamentais por tratar-se de acervo, muitas vezes, insubstituível ou edificações únicas que não podem ser reconstruídas.

Em todo o mundo, um número cada vez maior de museus está instalando sistemas de sprinklers ou chuveiros automáticos. Eles são considerados o meio mais eficiente de proteger coleções de obras de arte do fogo por algumas das principais organizações culturais do mundo, como o Instituto Smithsonian em Washington, nos EUA; o Conselho para Museus, Arquivos Históricos e Bibliotecas do Reino Unido; e o Instituto Canadense de Conservação do Patrimônio.

“O incêndio não é uma fatalidade. Quase todos os incêndios podem ser evitados, desde que sejam instalados sistemas de proteção adequados, e que estes sejam mantidos e inspecionados periodicamente”, explica organização sem fins lucrativos que trabalha no Brasil pela melhoria do ambiente regulatório, com o objetivo de promover a prevenção eficaz contra incêndio em prédios comerciais, industriais e históricos, por meio de sistemas de sprinklers.

No caso dos museus, os sistemas de sprinklers são os equipamentos de segurança mais eficientes para proteger estes locais, na medida em que são acionados individualmente pelo calor do fogo para combater o foco do incêndio e porque utilizam baixa pressão de água, o que reduz o dano às obras de arte.

“Temos acompanhado uma sequência de incêndios em prédios históricos no Brasil, como o Teatro Cultura Artística, o Memorial da América Latina e agora o Museu da Língua Portuguesa. Na ocasião do incêndio, os responsáveis por estes lugares afirmam estar cumprindo com o que está previsto na legislação, mas, se o prédio pega fogo é porque o nível de proteção adotado não é suficiente para impedir que eles queimem”, constata Lima.

Há casos como o do Memorial da América Latina, que tinha sprinklers, mas que não funcionaram no momento do incêndio porque não havia água disponível no sistema. “Além de ter sprinklers instalados, é preciso adotar uma fiscalização regular dos sistemas de proteção contra incêndio para que eles estejam funcionando corretamente em caso de necessidade”, complementa o diretor do ISB.

Barbosa anuncia nomes para equipe no Ministério da Fazenda

Fonte: Agência Brasil

Para a Secretaria do Tesouro Nacional, ele chamou Otávio Ladeira de Medeiros, servidor do quadro e atual subsecretário de Planejamento e Estatísticas Fiscais do órgão. Segundo Barbosa, o atual secretário do Tesouro, Marcelo Saintive, já havia manifestado interesse em sair.
Barbosa convidou Dyogo Henrique Oliveira para a Secretaria Executiva do ministério, em substituição a Tarcísio Godoy, e Fabrício da Soller para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no lugar de Paulo Roberto Riscado Júnior.

O economista Manoel Pires assume a Secretaria de Política Econômica no lugar de Afonso Arinos Neto. “Um dos melhores economistas que eu conheço, trabalha comigo há muito tempo”, disse Barbosa sobre Pires. Outros integrantes da equipe ministerial, no entanto, vão continuar. Os secretários de Acompanhamento Econômico, Paulo Guilherme Corrêa; da Receita Federal, Jorge Rachid, e de Assuntos Internacionais, Luis Antônio Balduíno, atenderam a um pedido de Barbosa e permanecem nos cargos.
O novo ministro tomou posse hoje (21), no final da tarde, no Palácio do Planalto.

Em seguida, foi ao ministério para a transmissão de cargo. Lá, ele agradeceu ao ex-ministro Joaquim Levy por seu trabalho à frente da pasta. “Gostaria de agradecer e reconhecer o trabalho de Levy à frente do ministério. Tive a honra de trabalhar junto com o Levy em iniciativas que devem ser valorizadas.”

A troca no comando da equipe econômica foi anunciada na última sexta-feira (18) pelo Palácio do Planalto, por meio de nota à imprensa, e ocorre após uma semana conturbada no Congresso Nacional, onde estiveram em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Pluriananual (PPA) e o Orçamento de 2016.

Veja a nova diretoria da Cnseg, que toma posse dia 8 de fevereiro de 2016

cnseg logoForam eleitos ontem os executivos que vão compor a nova diretoria da CNseg. O setor conta com 116 seguradoras, 128 resseguradores, 1173 operadoras de saúde suplementar, 17 empresas de capitalização e 23 EAPCs. Gera 124 mil empregos diretos e conta com 94 mil corretores de seguros. Nos últimos cinco anos, registrou crescimento de 95% nas provisões técnicas, para R$ 653 bilhões, avanço de 75% nos ativos, para R$ 852 bilhões, diante de uma inflação acumulada de 30%. Em vendas, o avanço foi de 70%, para R$ 265 bilhões nos últimos cinco anos. Neste ano, a Cnseg projeta crescimento de 12% do setor e 10% para 2016.

A Confederação das Seguradoras, composta por quatro federações (FenSeg, FenaSaúde, Fenaprevi e Fenacap) será presidida por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, presidente da Bradesco Saúde, e que comandava a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

1º Vice-Presidente Jayme Brasil Garfinkel (Porto Seguro)

Vice-Presidentes: Mário José Gonzaga Petrelli (Icatu Seguros); Patrick Antonio Claude de Larragoiti Lucas (Sul América); Edson Luis Franco (Zurich Vida e Previdência); João Francisco Silveira Borges da Costa (HDI Seguros S/A); e Osvaldo do Nascimento (Itaú Vida e Previdência).

Vice-Presidente Executivo: Luiz Tavares Pereira Filho (DPVAT)

Diretores: Acacio Rosa de Queiroz Filho (Chubb); Alexandre Malucelli (J. Malucelli Seguradora); Antonio Eduardo Marquez de Figueiredo Trindade (Ace Seguradora); Fabio Lins de Castro (Prudential do Brasil Seguros de Vida); Francisco Alves de Souza (COMPREV Vida e Previdência); Irlau Machado Filho (Notre Dame Intermédica Saúde); Jorge Hilário Gouvêa Vieira (Sul América); Marcelo Augusto Dutra Labuto (Brasilprev Seguros e Previdência); Nilton Molina (Mongeral AEGON Seguros e Previdência); Paulo Miguel Marraccini (Allianz Seguros); Pedro Cláudio de Medeiros Bocayuva Bulcão (Sinaf Previdencial Cia. de Seguros); Pedro Pereira de Freitas (American Life Companhia de Seguros); Randal Luiz Zanetti (Bradesco Seguros); e Wilson Toneto (Mapfre Previdência).

Conselho Fiscal: Efetivos: Carlos André Guerra Barreiros (Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT); Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa (Bradesco Seguros); e Julio Cesar Rosa (HDI Seguros); Suplentes: Laenio Pereira dos Santos (Sul América Seguros de Pessoas e Previdência); e Lucio Antonio Marques (Nobre Seguradora do Brasil).

Susep coloca seguro popular em consulta pública

Finalmente a Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou hoje em consulta pública a minuta de Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privado (CNSP), que dispõe sobre as regras e os critérios para operação do seguro popular de automóvel com a permissão de utilização de peças usadas oriundas de empresas de desmontagem, conforme lei específica, para a recuperação de veículos sinistrados com cobertura securitária. Os interessados poderão encaminhar, em até 30 dias a partir de hoje seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br ou coseb.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta ; publica).

Roberto Westenberger, titular da Susep, informou ontem em entrevista com jornalistas no Rio de Janeiro que o Universal Life iria a consulta publica e o Seguro Popular ficaria para a aprovação do CNSP na próxima reunião, em fevereiro. Mas, pelo jeito, se enganou. Quem foi para consulta foi o Seguro Popular. Vamos aguardar a minuta do Universal Life, não divulgada hoje como previsto.

As duas medidas são aguardadas com grande expectativa pelas seguradoras. A do seguro popular era realmente muito esperada para manter o crescimento das vendas do seguro automóvel, a maior carteira do segmento de seguros gerais, mas que vem sofrendo com a queda das vendas de carros. Segundo seguradores relataram ao blog Sonho Seguro, a expectativa é de que poder usar peças certificadas no conserto dos veículos avariados possa reduzir em até 30% o preço do seguro. Algumas empresas já se preparam para certificar peças, como a Ecopeças, da Porto Seguros. Tudo isso foi possível após a Lei dos Desmanches, que regularizou a venda de peças usadas e reduziu o índice de roubo e furto de veículos.

Veja a íntegra:

Edital de Consulta Pública nº 7/2015

1. O Superintendente da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública, minuta de Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, que dispõe sobre as regras e os critérios para operação do seguro popular de automóvel com a permissão de utilização de peças usadas oriundas de empresas de desmontagem, conforme lei específica, para a recuperação de veículos sinistrados com cobertura securitária, e dá outras providências.

2. Os interessados poderão encaminhar, em até 30 (trinta) ias a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br ou coseb.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta ; publica).

3. A minuta supracitada está disponível na página da Susep, para fins de ciência e, se for o caso, para apresentação de comentários e sugestões.

Rio de Janeiro-RJ, 17 de dezembro de 2015.

ROBERTO WESTENBERGER

Expectativa da CNseg é de que o mercado segurador crescerá 12% neste ano e 10% em 2016

cnseg coletiva 2015O mercado segurador brasileiro se destaca no cenário Brasil ao apresentar projeções de crescimento nominal de 12,5% em 2015, o que resulta em crescimento real considerando-se a inflação (IPCA) de 7,6%. Até setembro, as vendas totalizaram R$ 265 bilhões, sendo R$ 52 bilhões em seguros de bens, R$ 91,5 bilhões em seguro de pessoas, R$ 15,7 bilhões em capitalização e R$ 106 bilhões em saúde suplementar.

Para 2016, as projeções da CNseg, a confederação das seguradoras, apontam para crescimento nominal de 10,33%, o que também significa um crescimento real diante da projeção do IPCA de 6,8%. “A crise nos pega, mas mesmo assim temos uma posição bastante otimista”, comentou Jayme Garfinkel, presidente interino da CNSeg, que a partir de 8 de fevereiro terá Marcio Coriolano como presidente.

Assim como as vendas sinalizam uma tendência de alta, o pagamento de indenizações também está no radar das companhias, uma vez que as estatísticas mostram elevação do uso do seguro em momentos de economia em baixa. Tanto por uma maior tentativa de fraude como pelos acidentes gerados em empresas, seja pelo corte de custos em manutenção, troca de funcionários ou mesmo pelo erro humano diante do estresse mais acentuado diante das pressões típicas de uma recessão, como queda do poder aquisitivo e perda de emprego, entre outros.

Segundo Garfinkel, o mercado está bem maduro para lidar com a volatilidade no indicador de sinistralidade (custos e despesas sobre o faturamento) prevista para 2016. “As companhias têm mecanismos de monitorar e alterar as estratégias, seja por elevação do índice de roubo e furto em uma região ou mesmo calibrar os preços diante do comportamento da inflação ou da taxa de juros, itens relevantes para a formação do preço final do seguro”, comentou. Até setembro, o setor devolveu aos clientes em indenizações e resgates cerca de R$ 82 bilhões em seguros, previdência e capitalização e outros R$ 89 bilhões em pagamento de despesas de saúde suplementar.

O tom de otimismo do setor vem do potencial ainda a ser conquistado. “Todo dia os jornais fazem uma propaganda para o setor ao revelarem os problemas como a tragédia em Mariana, por exemplo. Esse tipo de notícia conscientiza as pessoas de que há riscos e elas passam a buscar proteção”, afirmou. O desafio do setor está em aproveitar o momento mais sensível e criar coberturas que atendam as demandas dos consumidores. Algumas companhias já disponibilizaram produtos para tempos de crise, como o Itaú que oferece seguro somente para roubo em automóvel, e a BB Mapfre, que lançou recentemente um seguro de carro semestral para aliviar o orçamento de forma pontual.

Garfinkel apresentou aos jornalistas um infográfico de dar inveja aos seguradores estrangeiros, que sofrem com a consolidação de seus mercados já maduros. No Brasil, as estatísticas mostram 188 milhões de pessoas sem previdência complementar, 70 milhões de pessoas sem plano dental, 45 milhões sem plano de saúde, 51,9 milhões de veículos com mais de 5 anos de uso sem seguro. Isso sem falar das bicicletas, das pequenas e médias empresas, do seguro de responsabilidade civil que registrou grande pico de demanda após a tragédia do rompimento das barreiras da mineradora Samarco, considerado hoje o maior acidente sob a regulação do mercado segurador.

Em automóvel, com crescimento de 4,3% até setembro, para R$ 23,2 bilhões, o setor começa o ano com duas boas notícias. A primeira é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que está tudo pronto para a criação do Pátio Legal, já em operação no Rio de Janeiro, também em São Paulo. Segundo Paulo Marraccini, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e membro do conselho da Allianz, o setor conta com 17 milhões de veículos segurados no Brasil em 2015, 38% de crescimento em relação ao ano anterior, o que representa cerca de 30% da frota circulante.

Outra boa notícia para a FenSeg é que o seguro popular, que aguarda regulamentação sobre o uso de peças certificadas em consertos, entra em consulta pública no dia 18, juntamente com o Universal Life”, contou Roberto Westenberger, titular da Susep. A expectativa é de os novos seguros, após um mês de sugestões do setor, passem a ser comercializado em 2016.

FENAPREVI – Além do andamendo dado ao Universal Life, a Fenaprevi aguarda ainda o Prev Saúde, ainda em discussão junto ao governo, informou Roberto Westenberg, titular da Susep. Neste ano, a previdência aberta nadou de braçada, batendo recorde de captação. Mas em 2016 o otimismo está mais modesto. Osvaldo do Nascimento e seu sucessor na presidência da Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi), Edson Franco, da Zurich, apostam que o segmento de previdência seguirá crescendo em 2016. “A crise faz as pessoas postergarem gastos, o que beneficia a poupança de longo prazo”, diz Franco, acrescentando que “é preciso ter calma neste momento e ter a certeza de que essa crise vai passar, pois não há uma crise das instituições e sim uma crise política”.

Ambos acreditam que pode haver queda no indicador de captação, mas as reservas seguirão com tendência de alta. Quanto ao mix de investimento, eles acreditam que a volatilidade esperada nos mercados financeiros levará as pessoas, em massa, para ativos de renda fixa. “Mas no Brasil tudo pode acontecer. Como as empresas brasileiras estão baratas em relação ao dólar, podemos ter algumas surpresas pelo caminho”, finaliza Nascimento.

Em relação a perda do selo de bom pagador do Brasil, “o maior prejudicado com o downgrade é o governo brasileiro”, responde ao ser questionado sobre os impactos do rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard&Poors e Fitch. “O Brasil ficou mais caro e mais ineficiente, mas não é algo que ele não vá recuperar ao longo do tempo, com a adoção de uma politica fiscal superavitária”, explica Nascimento.

FENASAÚDE – Em saúde, o mercado vem se ajustando com o redesenho de contratos com as empresas. “Tem um mundo de oportunidades para desenvolvermos junto as empresas, que demandam redução de custos”, destacou Marcio Coriolano, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que será substituído pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz. “Temos muitos desafios pela frente e seguiremos com a estratégia que temos adotado de alertar, conscientizar e colaborar com técnicos do governo, da Saúde ao Ministério da Fazenda”, explicou Solange, se referindo a melhoria do gerenciamento de risco de problemas que podem ser evitados, desde uma epidemia como a zika até de esclarecimento sobre os produtos que o setor já disponibiliza para mitigar riscos, como o seguro ambiental e de responsabilidade civil para administradores. Garfinkel disse que ter uma agenda positiva com o governo é uma das prioridades da CNseg e que para mudar o Brasil é preciso o esforço individual de todos, empresas e indivíduos.

FANECAP – Capitalização não conseguirá reverter a queda de 2,1% registrada no período janeiro a setembro, com arrecadação de R$ 15,7 bilhões. “Pelo que temos visto até novembro, o segmento deverá encerrar o ano estável”, comentou Marcos Barros, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap). As reservas cresceram 5,6% até outubro. “Embora não tenha arrecadação positiva, as reservas crescem. Isso mostra que as pessoas não estão sacando os recursos”. Parte da queda, segundo o executivo, se deu pela greve dos bancos. Já em 2016, Barros acredita que o ambiente requer projeções conservadores, com crescimento previsto em 4%. “A crise afeta, pois reduz renda e emprego, mas ela traz o beneficio de induzir as pessoas a pouparem mais”, aposta.