Catástrofes custaram US$ 85 bi ao setor; tragédia de Minas ainda não foi computada

O custo das catástrofes naturais e dos desastres totalizou, até o momento, US$ 85 bilhões, segundo uma primeira estimativa da resseguradora suíça Swiss Re. A tragédia consequente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, uma das principais preocupações dos ressegurados internacionais, não consta da lista de acidentes por ter acontecido depois do fechamento da primeira prévia do ano feita pelos responsáveis do estudo. O número se situa abaixo da média da última década, na qual as perdas econômicas foram a cada ano de US$ 192 bilhões. Também são inferiores às perdas de 2014, quando alcançaram US$ 113 bilhões.

Neste ano, as perdas econômicas derivadas das catástrofes naturais chegaram a US$ 74 bilhões, enquanto os desastres causados pelo homem, como os acidentes industriais, somaram US$ 11 bilhões. Do total, US$ 32 bilhões de perdas econômicas estavam cobertos pelas empresas de seguros. A resseguradora afirma que as explosões de agosto no porto chinês de Tianjin serão o desastre mais caro do ano de 2015.

As estimativas sobre o custo deste desastre são até o momento incertas, embora as primeiras indicações apontem a ao menos US$ 2 bilhões. Seria, neste caso, o desastre mais caro da história na Ásia para as seguradoras. Por sua vez, a tempestade de inverno que atingiu os Estados Unidos em fevereiro foi a catástrofe natural mais cara para as companhias de seguros, ao gerar perdas estimadas em US$ 2,7 bilhões, dos quais US$ 2,1 bilhões estavam cobertos. Um total de 26 mil pessoas perderam a vida em catástrofes naturais e desastres em 2015, segundo o cálculo da Swiss Re.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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