Sensores da Samarco alertaram sobre perigo antes de rompimento de barragem, diz TV Globo

Fonte: Reuters

A mineradora Samarco recebeu alertas de perigo de sensores terrestres em 2014 e 2015, meses antes do rompimento de uma barragem de rejeitos que provocou mortes e um desastre ambiental, de acordo com reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (23).

Os alertas, feitos por sondas cravadas no estrutura da barragem para detectar a umidade e a estabilidade do solo, chegaram ao nível de “emergência”, afirmou o Fantástico, com base em estudos de engenharia contratados pela Samarco que foram fornecidos aos promotores que investigam o caso.

O rompimento da barragem em Mariana, em Minas Gerais, é considerado um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil.

A Samarco, uma joint venture em partes iguais entre a Vale e a australiana BHP Billiton, está em negociações com promotores federais e estaduais e agências ambientais sobre uma ação que cobra da empresa 20 bilhões de reais devido ao incidente.

O Fantástico disse que os estudos não incluem dados de sensores em áreas críticas para a integridade das ampliações recentes da barragem, em um sinal de que houve “desprezo” da empresa com relação aos dados dos sensores, de acordo com um promotor entrevistado pelo programa de televisão.

“É uma omissão extremamente grave, que compromete a segurança na operação”, disse o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, do Ministério Público do Minas Gerais, sobre os dados do sensor.

A ampliação da barragem, acrescentou o promotor, “comprometeu em uma forma decisiva para a rompimento”.

O rompimento da barragem, em novembro, provocou um tsunami de lama em centenas de quilômetros de vales e rios, matando 17 pessoas, acabando com pequenas cidades, poluindo água potável para dezenas de milhares de pessoas e destruindo a vida selvagem desde as montanhas de Minas até o oceano Atlântico.

Um advogado da Samarco disse ao Fantástico que a empresa seguiu todas as leis de segurança de barragens e legislações ambientais em vigor, e que a área da barragem onde não havia dados de sensores era a parte mais segura da estrutura.

Em resposta à reportagem do Fantástico sobre a falta de dados, a empresa que forneceu os dados do sensor para a Samarco disse que não era obrigada a fornecer para o governo dados que estavam dentro dos parâmetros normais.

Vale, Samarco e BHP não responderam de imediato aos pedidos de comentários da Reuters.

(Reportagem de Jeb Blount e Brad Haynes)

Reservas da Capitalização atingem R$ 31 bilhões

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Entre janeiro e novembro de 2015, o volume de recursos que retornou para a sociedade sob a forma de resgates de títulos de capitalização alcançou R$ 15,6 bilhões, um avanço de 13,84% em relação a igual período do ano anterior. No mesmo período, os prêmios distribuídos em sorteios atingiram R$ 937,7 milhões, o equivalente ao pagamento de R$ 4 milhões por dia útil em premiações. ” Quanto maior o estoque de títulos, mais chances de premiação”, diz o presidente da FenaCap, Marco Antonio Barros, dizendo que as reservas do setor – soma dos recursos guardados pelos clientes de títulos – cresceram 4,7%, totalizando R$ 31 bilhões. Isso significa que, diante do cenário de instabilidade, as pessoas estão mantendo as suas economias guardadas. “Os números atestam o resultado de pesquisa realizada pela FenaCap ano passado, que apontou uma preocupação dos clientes em guardar dinheiro para fazer frente a possíveis emergências financeiras”, diz Marco Barros.

As vendas novas de títulos de capitalização, nas suas diversas modalidades, registraram um pequeno decréscimo, de 2%, alcançando R$ 19,4 bilhões, ante os R$ 19,8 bilhões registrados entre janeiro e novembro de 2014. Diante do cenário de retração, o resultado foi considerado positivo pela FenaCap, até porque ainda não reflete o faturamento do mês de dezembro de 2015, quando tradicionalmente há uma elevação das vendas.

A receita média de comercialização de títulos de capitalização para garantia locatícia – solução que substitui o fiador em transações de aluguel residencial e comercial – entre janeiro e novembro de 2015, foi de R$ 84 milhões, o que representou um crescimento médio de 6,46% no período. Já a as reservas técnicas desses produtos avançaram 13,22% entre janeiro e novembro de 2015, confirmando tendência de alta. “A aceitação do produto é muito grande, pois ele dispensa a necessidade de apresentação de um fiador, livrando o cliente de uma situação, quase sempre desconfortável, de ter que pedir a alguém que assuma essa obrigação contratual “, diz o presidente da FenaCap.

Geralmente, o valor do título que servirá de garantia locatícia é acordado entre as partes e, ao fim do prazo de contrato, o locatário pode reaver os recursos integralmente, caso deixe o imóvel nas condições encontradas. “A renovação é automática e o regate é feito de forma ágil”, completa Marco Barros, destacando que o inquilino concorre a prêmios em dinheiro ao longo de todo o prazo de locação.

A região Sudeste liderou o volume de premiações, com 47% do total, seguida pelas regiões Sul, com 33% e Nordeste, com 12%.

Alfredo Lalia deixa HSBC Seguros para assumir novo desafio

alfredo laliaAlfredo Lalia, que há mais de quarto anos é CEO da HSBC Seguros, foi disputado por quatro companhias e decidiu aceitar o desafio de ser CEO de uma concorrente, cujo nome ainda é mantido em sigilo. Ele fica na HSBC, adquirida pelo Bradesco, até meados de fevereiro, segundo comunicado ao HSBC e Bradesco na semana passada.

Neste mês, a compra da subsidiária brasileira do HSBC pelo Banco Bradesco, foi aprovada pelo Banco Central. A negociação envolveu US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões, incluindo três seguradoras do grupo no Brasil, até então comandadas por Lalia desde 2011. Com a operação, o Bradesco encosta em seu maior concorrente, o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, com ativos de R$ 1,2 trilhão.

XL Catlin entra com pedido de licença para Resseguros na Índia

Geneva McGavickRelease

A XL Catlin anuncia hoje o início do processo de licenciamento para estabelecer uma filial de resseguros na Índia. Esta decisão de buscar a entrada no mercado indiano está alinhada com a estratégia da XL Catlin de estabelecer presença em mercados emergentes e em desenvolvimento, onde a atividade econômica está crescendo e onde a indústria de re/seguros pode se beneficiar de sua expertise global.

O pedido foi apresentado à Autoridade Regulatória de Desenvolvimento de Seguros da Índia e visa estabelecer um escritório local de resseguros da XL Insurance Company SE (XLICSE). A empresa espera poder dar início às operações na Índia no final deste ano, prazo este que está condicionado a todas as aprovações regulatórias necessárias.

A Índia teve um crescimento econômico significativo nos últimos anos, chegando a sobrepujar superar a China em termos de crescimento do PIB em 2015. Reformas econômicas e melhorias na infraestrutura geraram uma crescente classe média e ampliaram o consumo privado, o qual, por sua vez, beneficia a economia local e contribui com a elevação dos padrões de vida.

Comentando este anúncio, Greg Hendrick, Executivo Chefe do segmento de resseguros da XL Catlin, disse: “Estou muito satisfeito por ter Brendan Plessis, nosso Head para Mercados Emergentes, liderando o esforço da nossa equipe para estabelecer nosso negócio na Índia. O desenvolvimento que estamos vendo vemos no paíslá significa que o mercado indiano oferece oportunidades significativas para a XL Catlin. Acredito que temos o que é preciso para responder às necessidades das empresas de resseguros e corretores naquela vasta e crescente economia.

“Percebemos que na Índia há um enorme desejo por acesso contínuo a capacidade de resseguro. O mercado local precisa de uma resseguradora com escala global e capacidades técnicas, com subscritores que entendem os riscos e que trabalham localmente oferecendo diversos produtos.”

“Com nosso expertise global e nossa experiência na montagem de operações em mercados emergentes testada e provada, acreditamos que a Índia é um mercado onde a XL Catlin pode desenvolver uma forte presença e responder às exigências do mercado.”

Mike McGavick, Chief Executive Officer da XL Catlin, declarou: “O mercado de re/seguros na Índia está preparado para o desenvolvimento. Este é o momento certo para nós, e colocar as pessoas certas em campo, oferecendo as soluções certas, irá definir o nosso sucesso.

“Tradicionalmente, o mercado de resseguros tem sido sub-representado na região, mas agora estamos em posição de nos colocarmos na vanguarda do movimento de abertura de escritórios próprios de resseguradores estrageiros globais na Índia. O cumprimento dos requisitos regulatórios é uma prioridade fundamental para nós, enquanto avançamos para demonstrar nosso compromisso com este mercado em crescimento.”

A XL Catlin mantém operações na Índia desde que abriu seus primeiros escritórios em Gurgaon em 2004, oferecendo uma gama de serviços de apoio aos negócios. Além de contar com um escritório de representação em Mumbai, a XL Catlin também tem colegas espalhados em escritórios em Gurgaon e Bengaluru.

Governo amplia uso do seguro de crédito à exportação

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira traz nova regulamentação para o seguro de crédito à exportação. O governo editou o decreto 8.643/2016 para ampliar a cobertura de riscos. Agora, além de exportadores, instituições financeiras e agências de crédito à exportação também poderão recorrer ao seguro seguradoras e organismos internacionais. O produto pode ser usado para cobrir riscos de instituições financeiras associados a garantias de execução, reembolso e garantias de termos e condições de oferta no caso de operações de exportações de “produtos agrícolas cujo produtor seja, no momento da contratação com a instituição financeira, beneficiário de cotas tarifárias para mercados preferenciais”. Antes da mudança, o uso do SCE por instituições financeiras nessas situações era permitido apenas para operações envolvendo bens e serviços da indústria da defesa.

Veja a íntegra

Decreto nº 8.643 de 21 de janeiro de 2016

Altera o Decreto nº 3.937, de 25 de setembro de 2001, que regulamenta a Lei nº 6.704, de 26 de outubro de 1979, que dispõe sobre o Seguro de Crédito à Exportação.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 9º da Lei nº 6.704, de 26 de outubro de 1979,

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 3.937, de 25 de setembro de 2001, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º …………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………

§ 1º O SCE poderá ser utilizado por exportadores e por instituições financeiras, agências de crédito à exportação, seguradoras e organismos internacionais que financiarem, refinanciarem ou garantirem a produção de bens e a prestação de serviços, destinados à exportação brasileira, e as exportações brasileiras de bens e serviços.

………………………………………………………………………………….” (NR)

“Art. 4º …………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………

III – acionamento das garantias emitidas por instituições financeiras contra riscos de obrigações contratuais de exportador de bens e serviços, sob a forma de garantia de execução, garantia de reembolso de adiantamento de recursos e garantia de termos e condições de oferta em operações de exportação de:

a) bens e serviços de indústrias do setor de defesa; e

b) produtos agrícolas cujo produtor seja, no momento da contratação com a instituição financeira, beneficiário de cotas tarifárias para mercados preferenciais.” (NR)

“Art. 8º …………………………………………………………………………

§ 1º ………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………

VI – no máximo cem por cento em operações de seguro para micro, pequenas e médias empresas e, no caso de seguro contra os riscos de obrigações contratuais sob a forma de garantia de execução, garantia de reembolso de adiantamento de recursos e garantia de termos e condições de oferta, nas operações de que trata o art. 5º da Lei nº 9.818, de 23 de agosto de 1999.

…………………………………………………………………………………..” (NR)

Art. 2º Fica revogado o § 4º do art. 8º do Decreto nº 3.937, de 25 de setembro de 2001.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 21 de janeiro de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

DILMA ROUSSEFF

Dyogo Henrique de Oliveira

XL Catlin contrata executivos para subscrição de patrimonial e RC

renato rodrigues 2A XL Catlin anunciou a contratação de Patricia Britto, como subscritora de produtos patrimoniais, e Luiz Carlos Dos Santos, como subscritor sênior de responsabilidade civil. Ambos ficarão baseados em São Paulo. Estas duas contratações fazem parte do plano estratégico de expansão da empresa para avançar em novos mercados e nichos no País.

O grupo ressalta em nota que apesar da recessão econômica no Brasil, o mercado local de seguros continua crescendo. Em 2015, a expansão foi de 12,5% e a expectativa é que esse crescimento ultrapasse os 10% ao longo dos próximos doze meses, de acordo com a CNSeg.

Renato Rodrigues, gerente geral da operação de seguros da XL Catlin no Brasil, acrescentou: “Estamos felizes principalmente por atrair para nossa empresa profissionais talentosos do setor de seguros como Patricia e Luiz. Eles nos ajudarão a atender melhor as necessidades específicas de nossos clientes no Brasil e a continuar oferecendo na região produtos inovadores e sob medida.”

“O Brasil é um mercado com grande potencial para produtos de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil. Tanto a Patricia como o Luiz são valiosos para nosso escritório de São Paulo. O papel deles será oferecer suas habilidades e competências para os gerentes de risco locais, bem como para empresas multinacionais que precisam de expertise global nessas duas áreas.”

Antes de ingressar na XL Catlin, Patricia Britto trabalhou para Itaú Seguros durante três anos. Em 2009, ela começou sua carreira na XL trabalhando como Administradora de Apólices. Com graduação em engenharia química, ela possui larga experiência na área de subscrição patrimonial.

Luiz Carlos Dos Santos é graduado em Direito e tem MBA em Gestão de Negócios pela New York and Boston University. Ele conta com mais de 25 anos de experiência no setor de seguros.

Quatro dicas para se organizar financeiramente em 2016

dinheiroRelease

Nesta época é comum realizar um balanço financeiro do ano que passou e um planejamento para o que irá iniciar. Como é possível sair do aperto? Como se planejar financeiramente para realizar os objetivos de longo prazo? O superintendente de Produtos da Brasilprev, Sandro Bonfim, fala sobre quatro simples e importantes dicas para se ter uma vida bem planejada financeiramente, sem apertos e com a possibilidade de investir na realização de projetos de vida.

NÃO GASTAR MAIS DO QUE GANHA: “Uma dica básica: adequar o padrão de vida à sua renda, ou seja, não gastar mais do que ganha. Coloque na ponta do lápis os gastos fixos, esporádicos e supérfluos do mês para não deixar que as despesas ultrapassem o valor da receita.”

GERENCIAR SUAS DÍVIDAS: “É preciso saber quais tipos de dívidas estão sendo contraídas e tomar cuidado para não incorporar o limite do cheque especial à renda ou se perder em parcelas de cartão de crédito. Busque conhecer os mecanismos oferecidos pelas instituições financeiras que melhor possam se adequar ao seu perfil para quitar as dívidas. A partir do conhecimento dos seus gastos, pense em como você pode diminuí-los ou evitá-los no futuro para que o saldo devedor não volte a ocorrer.”

POUPAR PARA O FUTURO: “Incorporar a esse planejamento mensal recursos fixos para a poupança de curto, médio e longo prazos, e uma reserva de segurança são essenciais para uma vida financeira saudável. Estabelecer projetos de vida também é de suma importância: comprar a casa própria, trocar de carro, realizar a viagem de sua vida, pagar a faculdade dos filhos etc. Quanto vai precisar para a realização destes projetos? O que você pode poupar hoje pensando no futuro? Defina este valor de acordo com o seu orçamento e tempo para realização do seu objetivo. Estude a melhor maneira para investir seu dinheiro. No caso dos projetos de longo prazo, a previdência privada se torna uma ferramenta muito atrativa, pois conta com benefícios fiscais, tributários e a oportunidade de diversificação de recursos.”

SE OPTAR PELA PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMEÇE O QUANTO ANTES E REVISITE O VALOR DOS PLANOS PERIODICAMENTE: “É fato de que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando. Vamos viver mais e queremos viver melhor, mas como podemos garantir segurança financeira no futuro? Independente da idade, é agora que podemos investir para construir a manutenção do padrão de vida amanhã, pois quanto antes começar, menor o esforço no valor das contribuições e maior o efeito dos juros ao longo do tempo. Além disso, é importante revisitar a quantia investida para que ela acompanhe a evolução da renda salarial e a reserva do plano de previdência esteja condizente com o patamar financeiro. É aconselhado que as pessoas busquem o gerente de relacionamento de seu banco ou um especialista no assunto para saber o quanto é preciso dispor no presente para ter tranquilidade no futuro, e quais os cuidados necessários nessa jornada de acúmulo de recursos no longo prazo.”

Tokio Marine lança seguro para atender empresas de pequeno porte que realizam serviços de transporte

felipe smith tokioA Tokio Marine Seguradora, uma das maiores empresas de seguros do Brasil, lança o Tokio Marine Pequeno Transportador. O seguro possui diferenciais em suas condições, tudo de acordo com as regras do seguro obrigatório de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C). Após preencher a solicitação no Portal Nosso Corretor, a proposta da cotação já estará pronta para emissão da apólice, sem necessidade de análise do subscritor da área.

Felipe Smith, diretor executivo de produtos pessoa jurídica da Tokio Marine, explica em nota que o produto é uma oportunidade para que mais empresas contratem seguros de transporte, permitindo ao transportador ter a tranquilidade da manutenção de seu negócio em caso de sinistro durante a prestação de um serviço de frete. O executivo ressalta os diferenciais do produto: “Irão trazer mais facilidades e segurança aos pequenos transportadores, já que a cobrança será unificada e há isenção de franquia em situações específicas. Além disso, o novo seguro proporciona benefícios como a cobertura opcional Responsabilidade Civil Facultativa por Desvio de Carga (RCF – DC). A segurança de nosso cliente e de sua carga está em primeiro lugar. Por isso, pensamos e desenvolvemos coberturas completas para diferentes necessidades de nossos parceiros”, diz Smith.

No ano passado, a seguradora foi eleita a Companhia de Melhor Performance no Transporte Internacional, e está na 1ª posição do ranking da Susep (Superintendência de Seguros Privados) em Transporte Internacional e em 4º lugar na Carteira de Transportes.

Brasileiro comanda a área de sinistro no Centro Global de Excelência da Liberty Mutual

luiz francisco camposSe tem um setor que fica em alta durante crises econômicas, eu diria que é o de sinistro, um nome apropriado para recessão, desemprego, falta de investimentos, crédito inexistente, inflação e juros em alta. Isso faz com que o departamento que paga indenizações peneire o que são fraudes e o que são erros, estratégicos ou não, que aumentam em situações de estresse. De outro lado, a equipe precisa manter o fluxo de entrada de clientes, que só ficam se bem atendidos, e de acionistas, que só investem em negócios rentáveis. Um dos mestres nesta arte de calibrar a equação atender bem o cliente e proteger o ganho do acionista é Luiz Francisco M. Campos.

Há mais de 30 anos atuando no mercado segurador, Chico, como gosta de ser chamado, se tornou especialista no complexo mundo dos sinistros nos últimos seis anos. E isso inclui a negociação e atendimento a clientes, fornecedores, terceiros, advogados, entre outros envolvidos. Neste setor, Chico aprendeu que o cliente saberá se fez uma boa escolha, tendo seus direitos respeitados, e o acionista descobrirá se sua equipe fez um bom calcular do preço dos riscos assumidos.

A Liberty Brasil exportou Chico em 2013. Ele foi comandar a unidade de Cingapura da Liberty Mutual, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos. Em 2014 ele assumiu o comando do Centro Global de Excelência em Sinistros, que fica na matriz, em Boston. Seu dia a dia tem sido aprender e ensinar sobre a arte de atender bem os clientes. Tanto para que eles fiquem na companhia, como também para que eles a recomendem aos amigos, facilitando assim a vida de todos na companhia diante da tremenda competição que o setor enfrenta, principalmente agora com a revolução digital.

Veja a seguir trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro pelo executivo que trabalha em um grupo que faturou US$ 5,9 bilhões e lucrou US$ 393 milhões em 2014, com operações em 18 países. Cerca de 80% do faturamento vem dos países da América Latina e Ibéria (Portugal, Espanha, Equador, Brasil, Chile e Venezulea) e 60% provêm do segmento de automóveis.

Quando foi criado o Centro de Excelência?

No final de 2014, com o objetivo de estruturar e promover o intercâmbio de melhores práticas entre os países da Liberty International, unidade de negócio responsável pelas operações fora dos Estados Unidos do Group Liberty Mutual. Os centros de excelência foram criados em torno das três operações que consideramos essencial para elevar nosso nível de serviço de forma internacional: sinistros, precificação e analytics e planejamento estratégico.

Quais as áreas do grupo que mais estão interligadas ao centro de excelência, além da área de sinistros?

As áreas de estratégia e de preços são as que mais se interligam, mas todas as demais áreas tem um forte relacionamento, como financeira, melhoria de processos, LMS, recursos humanos e TI.

Qual o balanço de um ano de trabalho a frente da área de sinistro no Centro de Excelência da Liberty Mutual?

O primeiro ano foi um ano de aprendizado, onde começamos a desenvolver projetos em alguns países, como Brasil, Espanha, Malásia, entre outros. Como aprendizado podemos dizer que apesar dos diferentes mercados, diferentes regulações e culturas, as operações de sinistros têm muitos processos e oportunidades comuns. Um exemplo disso é o direcionamento de veículos para oficinas referenciadas. Esta é uma estratégia comum a todos os países com carteira de automóveis e que tem o foco tanto no cliente, na prestação de um melhor serviço, como também no controle de custos da companhia.

Quais as melhores práticas já identificadas e que foram implementadas em outros países?

Temos realizado diagnósticos em países nos quais atuamos, identificando oportunidades e também as melhores práticas. E mais uma vez é um grande aprendizado, pois as operações se complementam. Podemos citar alguns exemplos: a estratégia de cobrança de ressarcimento na Tailândia é perfeitamente cabível para operação do Brasil. Na Colômbia temos o atendimento imediato no local de sinistros e isso também ocorre na Tailândia, e as duas podem se beneficiar de suas experiências.

Quais as expectativas para 2016 neste modelo de compartilhamento de boas práticas?

A expectativa é podermos alavancar estas boas práticas e oportunidades de forma a termos uma melhoria significativa nos serviços prestados aos nossos clientes bem como um melhor controle de nossos processos e oportunidades. Neste ano, estaremos trabalhando mais próximos do Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, Irlanda, Tailândia e Malásia.

CCS-RJ vê seguro popular de automóvel como arma contra a proteção veicular

Jayme-Torres-presidente-CCRJRelease

O CCS-RJ assina embaixo a proposta de criação do seguro popular de automóvel. A consulta pública realizada pela Susep sobre o assunto foi encerrada nesta segunda-feira, 18 de janeiro, e as expectativas dos corretores de seguros são positivas. O novo produto, que cobrirá danos a veículos com mais de cinco anos de fabricação, possibilitará ainda a utilização de peças usadas para o conserto dos carros segurados. Com isso, o preço do seguro pode cair até 30%, o que aumenta as possibilidades para os corretores fecharem negócio.

Além de colaborar com a Lei do Desmonte, afastando os proprietários da busca por peças em desmanches ilegais, o seguro tem potencial para desestimular uma prática que vem sendo combatida pelo Clube: a proteção veicular. “Tendo um seguro de verdade voltado para seus veículos, os donos de carros mais antigos cairão menos na conversa das associações irregulares, que oferecem coberturas típicas do seguro, mas vendem um produto com outro nome, não regulamentado pela Susep”, aposta o presidente do CCS-RJ, Jayme Torres.

No ano passado, o Clube participou de uma importante reunião com seguradores e integrantes da Associação dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense (ACBF), região marcada pela forte atuação das associações ilegais de proteção veicular, com o objetivo de buscar soluções para o problema. Desde então, o caso foi denunciado junto à Fenacor e a diretoria do CCS-RJ vem acompanhando de perto os esforços para desarticular as empresas irregulares.

De acordo com Jayme Torres, o timing para a criação do seguro popular de automóvel é perfeito, considerando-se também a atual conjuntura econômica do país, que diminuiu o poder aquisitivo da população e afetou severamente a indústria automotiva. “Atualmente, vendem-se menos automóveis novos”, diz o presidente.