O Bradesco e o Banco do Brasil receberam aval do Banco Central para operar um novo banco com foco na população de menor renda. A instituição deve começar a funcionar no próximo ano e terá na largada R$ 1 bilhão em empréstimos e operações com cartões que virão da financeira Ibi Promotora, controlada pelos dois bancos.
A criação de um banco para a baixa renda é mais um passo na parceria do Bradesco e do Banco do Brasil. Nos últimos anos, as duas instituições estreitaram suas relações e lançaram várias empresas em sociedade. Já são sócias na Alelo, de cartões de benefícios e de cartões pré-pagos; na Movera, de microcrédito; na Stelo, de meios eletrônicos de pagamentos; na Livelo, de programa de fidelidade; e na financeira Ibi.
O lançamento dessas companhias faz parte da estratégia definida pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil na época de criação da Elo Participações, em 2011, holding estruturada para deter fatias em várias empresas das duas instituições. O Bradesco detém 50,01% da Elo Participações e o BB, os outros 49,99%.
Ao lançar o banco para a baixa renda, Bradesco e BB miram cerca de 160 milhões de brasileiros que recebem até três salários mínimos mensais (R$ 2.364) e que, em muitos casos, não têm conta em bancos. Números do Banco Central confirmam o potencial desse mercado: das 56 milhões de pessoas que tomaram crédito no ano passado, 34 milhões são de baixa renda.
Além de crédito ao consumidor, o novo banco, que ainda não foi batizado, mas pode se chamar Elo, vai distribuir cartões de crédito e cartões pré-pagos. Também vai conceder empréstimos por meio dos cartões. O banco ajudará a desenvolver a bandeira de cartão de crédito Elo, uma sociedade do Bradesco, com Banco do Brasil e com Caixa Econômica Federal. No futuro, o novo banco poderá oferecer outros produtos financeiros para as classes C, D e E, de acordo com fontes ligadas às empresas.
Apesar do potencial, o público de baixa renda é o que registra maior índice de inadimplência. Os tomadores de crédito com ganho mensal de até três salários mínimos, além de serem os mais endividados, segundo o BC, têm mais da metade da renda comprometida com o pagamento de juros de dívidas. Por isso, o novo banco terá um modelo de concessão de crédito diferente da estrutura de outras instituições financeiras. O banco concederá empréstimos de valores baixos. À medida que o cliente demonstre maior fôlego financeiro, ele poderá tomar empréstimos maiores.
O novo banco aguardava a chancela do BC para atuar há cerca de três anos. Nesse período, BB e Bradesco colocaram a operação de pé. Agora, segundo fontes, está na fase final de estruturação. Como vai apoiar a financeira Ibi, o banco utilizará sua rede de correspondentes bancários, com 145 unidades, uma vez que boa parte da população de baixa renda não usa agências bancárias tradicionais.
Comandando a operação, ficará, conforme uma fonte, Carlos Giovane Neves. Recentemente, o executivo deixou a diretoria da Bradesco Cartões para chefiar a Ibi Promotora.
Procurados, Bradesco e BB confirmaram a autorização do BC para a constituição do novo banco com foco na baixa renda e os planos quando do anúncio do acordo. A Alelo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que somente Bradesco e BB se pronunciam sobre o assunto.
O projeto Zumpy – Caronas de Verdade foi o vencedor do 2o Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana, que aconteceu pela manhã desta quarta-feira na esquina da Paulista com a Consolação, símbolo da cidade de São Paulo em termos de mobilidade, com ciclovias, ônibus, estacões de metro e anel viário que interliga o centro a diversos bairros. A segunda edição do premio Sinal Livre 59 projetos inscritos. Foram avaliados o tema, originalidade, multiplicação, inovação e impacto. Desses todos, cinco finalistas foram eleitos pelo voto popular.
O projeto Sinal Livre tem quatro pilares, explica a gerente de comunicação. Nos três anos, o Sinal Livre conseguiu influenciar a sociedade. Jovens podem ser os grandes protagonistas e os treinados dentro do projeto se tornaram verdadeiros porta-vozes. “O primeiro é Agentes da Mobilidade, que envolve o treinamento de multiplicadores, como professores das escolas públicas, Rede Sinal Livre, para conectar tudo; Pro Sinal Livre, que visa contagiar funcionários e simpatizantes para o tema, e Sinal Livre Mobiliza, que tem conseguido impactar grande parte da sociedade sobre a importância de educar, engajar e sensibilizar a população em relação ao ir e vir”, sintetiza Larissa Vecchi, gerente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros.
Wal Flor, diretora de planejamento da Lynx Consultoria, parceira no projeto, elogiou a qualidade dos projetos que incentivam que a população seja a mudança na construção de uma cidade mais pura, mais viva e mais humana. “São todos projetos que com certeza terão investimentos pois muitos investidores buscam iniciativas que visam transformar a vida da cidade em mais convivência. Todos precisam de recursos financeiros e humanos que viabilizem a mobilidade urbana”.
O Projeto Multa Moral, que distribui advertências com o intuito de conscientizar os motoristas que estacionam indevidamente em vagas para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, recebeu o prêmio de menção honrosa, definido pelos presentes no evento.
André Andrade, arquiteto urbanista, fala um pouco do quinto e último projeto finalista apresentado no 2o. Premio de Mobilidade promovido pela Liberty Seguros. O Zumpy, projeto que nasceu em 2013 mas lançado neste ano, percebeu que 60% dos automóveis se deslocam apenas com uma pessoa. Todos vão na mesma direção e todos parados juntos no caótico trânsito. “Isso me incomodava profundamente e dai surgiu o Zumpy, que visa conectar as pessoas para que elas compartilhem o carro”, contou. E ai começou o projeto com a pergunta básica: Como achar alguém que faz uma rota como a minha, levando em conta a segurança e incentivo para dar carona. Criou então o aplicativo da carona solidária para reduzir o número de veículos nas ruas de Belo Horizonte, com mais de 1 mil pessoas já impactadas. O programa tem filtros para as pessoas escolherem caronas com referência, ou de amigos de redes sociais, como Facebook, ou mesmo da empresa ou da faculdade. O aplicativo também aumenta a margem de caronas ao incluir os amigos dos amigos nas redes sociais, explica. Para evitar cair numa roubada de ir de carona com um doido, que atende o celular e dirige só com uma mão, o aplicativo tem o sistema de avaliação do carona. Quem usa o programa ganha uma moeda virtual, que pode ser usado em descontos em vários estabelecimentos, como postos de gasolina, por exemplo. “Todos ganham nos pontos do Zumpy”, diz ele, que já tem 1 milhão de rotas cadastradas e 65% de crescimento ao mês desde o lançamento em agosto. São mais de 22 mil pessoas usando o aplicativo. Ele destacou também a interação social das pessoas, que acabam ficando amigas com o compartilhamento do veículo. Já foram realizadas mais de 17 mil caronas e mais de 5 mil rodízios de carro. “Agora, com a premiação, R$ 10 mil, começará o desenvolvimento de uma interface do Zumpy com novas funcionalidades”, disse ele ao blog Sonho Seguro.
Marcos Bueno contou um pouco sobre o projeto Bike Anjo, que surgiu em 2010, para conectar as pessoas que já pedalavam e as interessadas em pedalar, bem como ensinar como as pessoas devem se comportar no trânsito da cidade em cima da magrela. Quem quer ser bike anjo e quem precisa de um se cadastra no sistema, que conecta os dois. A demanda foi grande, principalmente por quem sequer sabia andar de bicicleta. Com isso, foi criado uma oficina, que já treinou mais de 1,3 mil em três anos e conta hoje com 2,5 mil voluntários. O projeto foi crescendo, com solicitações de palestras e apoio em campanhas institucionais, e hoje está consolidado como uma referencia em estimular o uso da bicicleta nos milhares de quilômetros de ciclovias em vários estados do Brasil. Quando o Bike Anjo foi criado não havia muitos sonhos, pois o projeto foi acontecendo sem ter sido elaborado. “Ele simplesmente foi crescendo e quando chegou a 1 mil voluntários a meta foi estar em todas as capitais do Brasil. Agora é estar em todos os continentes do mundo. Só falta a Ásia”, diz Bueno, com muita empolgação.
Luiza Pacheco, uma das criadoras do projeto finalista do 2o. Premio Sinal Livre da Liberty Seguros, conta que o Bike It, um site de mapeamento que referencia locais amigos dos ciclistas, conta com avaliações dos usuários positivas ou negativas de suas experiências nas cidades, tanto do ponto de vista de acesso como de gentileza no tratamento aos ciclistas. O projeto foi crescendo para promover a cultura da bike e promover a interação entre ciclistas e estabelecimentos. Hoje esta em 14 cidades no Brasil com uma plataforma tecnológica pronta para receber investimentos. O portal renunciou a investimentos públicos e privados para manter a credibilidade do conteúdo, que é alimentado pelos usuários.
Rodrigo Bottini, conta um pouco do finalista do prêmio da Liberty Seguros “Multa Moral”. Trata-se de um projeto que teve inicio em agosto e está sendo implementado. Ele surgiu com Rodirgo, deficiente fisico há 17 anos, contando sua história em uma rede de tevê. Ele distribuia bloquinhos para as pessoas colocarem nos carros de quem estacionava indevidamente em vagas de deficientes. Algo similar ao talão zona Azul, porém com formato amarelo e sinalizado com um cadeirante. A ideia pegou surgiu o projeto Multa Moral, que tem neste momento mais de 1,5 mil blocos para serem colados em veículos de quem despereita as vagas especiais. Ele usou os financiamentos coletivos disponíveis hoje para ideais inovadoras e rapidamente obteve verba para lançar o projeto em várias cidades do Brasil. Segundo ele, 90% das vezes que vai estacionar a vaga está ocupada por um carro sem o cartão de identificação. “Muitas pessoas justificam que é por apenas 5 minutos. E isso gera uma revolta e para evitar tal constrangimento pensamamos neste projeto, que é um leve puxão de orelha que visa educar a sociedade em relação a consciencia da necessidade de ir e vir dos deficientes”, conta. “Precisamos que as pessoas entendam que temos necessidades especiais, espaço para sair do carro com a cadeira. Estou feliz de estar conseguindo isso e ganhar o prêmio pode nos ajudar muito nesta luta de garantir a sensibilidade da população”.
“Nos acreditamos que uma cidade melhor, que possibilite a mobilidade”, diz Leonardo Boel, “Que ônibus passa aqui”, de Porto Alegre. O projeto visa espalhar adesivos pelos pontos de ônibus da cidade para que qualquer pessoa anote as linhas que passam no local para ajudar outros passageiros. Com o sucesso do projeto, a EPTC, empresas de transporte público da prefeitura de Porto Alegre, quis assumir financeiramente e viabilizar a ideia. Mas acabou não dando certo em razão da forma colaborativa adotada e o projeto foi abandonado pelo poder público. “A sinalização adotada não tem apelo eas informações foram colocadas em uma altura ruim para as pessoas, tornando o projeto desqualificado e sem adesão do público”, contou. Com a grande demanda da população solicitando a volta do projeto de forma privada, uma vez que o poder público se mostrou ineficiente em algo tão importante, Boel voltou a tocar o projeto e já conta com mais de 1 mil pessoas impactadas e alguns patronos sem ligação com o poder público. As pessoas agora tem de entrar no site e imprimir a etiqueta para colar nos pontos de ônibus. Se vencer o prêmio, com R$ 10 mil, consegue avançar com o projeto de forma independente.
Também estiveram presentes na entrega do prêmio, para debater os projetos finalistas, José Mello, superintendente de Inteligência de Marketing e Inovação da Liberty Seguros, Ana Carla Fonseca, especialista em economia criativa e fundadora do Garimpo de Soluções, Pedro Somma, Diretor de Operações da 99Taxis e Wal Flor, Diretora da Lynx. O Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki, participou como mediador do debate.
Um antigo ponto de divergência entre seguradoras de automóveis e clientes pode chegar ao fim com proposta aprovada nesta terça-feira (24) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 492/2013, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), torna obrigatória a cobertura por danos causados por desastres naturais, como enchentes, deslizamentos, chuva de granizo e quedas de árvores.
O autor argumentou que os carros representam, para grande parte dos brasileiros, seu maior bem patrimonial, e a obrigatoriedade da cobertura para esse tipo de dano evitaria significativos prejuízos financeiros para os segurados.
A relatora, senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), apresentou voto favorável e lembrou que não há, no ordenamento jurídico nacional, previsão de obrigatoriedade dessa cobertura mínima.
Segundo ele, ao tornar obrigatória a cobertura, a proposta acabará com a omissão contratual, que deixa os proprietários de automóveis desprotegidos. Além disso, visa garantir a homogeneidade dos contratos de seguros, argumenta. O projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.
O Banco Bradesco SA, segundo maior banco do Brasil em valor de mercado, está estudando a aquisição de uma seguradora varejista em um momento em que busca focar em negócios com riscos menos concentrados.
Os alvos serão empresas independentes bem gerenciadas em setores como seguro de saúde que poderiam ter dificuldades para captar o capital de que precisam por conta própria, disse Luiz Carlos Angelotti, diretor-gerente e chefe de relações com investidores, em entrevista em Nova York na semana passada.
“Estamos estudando todas as oportunidades de aquisições em um momento em que o aumento das exigências de capital pode gerar mais concentração no negócio de seguros”, disse Angelotti.
A estratégia do Bradesco tem sido focar nos mercados brasileiros, onde a empresa tem conseguido gerar um retorno sobre o patrimônio de pelo menos 20 por cento.
O banco anunciou a aquisição da subsidiária brasileira do HSBC Holding Plc por US$ 5,2 bilhões em agosto e está negociando a venda de sua divisão de seguros de alto risco por cerca de R$ 800 milhões (US$ 215 milhões) para a Swiss Re AG, disse uma fonte com conhecimento direto sobre o assunto neste mês.
“Realmente é preciso escala no negócio de seguros e bancos e o Bradesco tem”, disse Angelotti. “Nós podemos obter retornos mais elevados com sinergias e reduções de custo, assim como um incremento na receita com os serviços no Brasil”.
Analisando oportunidades
Angelotti preferiu não comentar sobre as negociações para venda da divisão de seguros de alto risco do Bradesco, mas disse que o Bradesco “não vem investindo muito” nessa operação e irá “analisar todas as oportunidades se houver alguém interessado em comprá-la”.
A divisão que o Bradesco planeja vender protege projetos de construção e de infraestrutura, assim como imóveis e equipamentos corporativos. Os maiores bancos do Brasil recuaram em relação às linhas de seguros de alto risco após o acirramento da concorrência e pelo fato de a expansão esperada da infraestrutura não ter se materializado.
O Itaú Unibanco Holding SA, maior banco do país em valor de mercado, concordou em vender sua seguradora de alto risco para a Ace Ltd., que tem sede em Zurique, no ano passado, por R$ 1,52 bilhão. O acordo transformou a Ace na maior seguradora de propriedades e acidentes do Brasil.
O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, disse em dezembro que o banco continuaria saindo de negócios no ramo de seguros que não se encaixassem em sua estratégia principal.
O mercado de seguros do Brasil vai manter a taxa de expansão de 14% ao longo deste ano e do próximo, mesmo com a economia afundando mais na recessão, de acordo com projeções da unidade da Axa no Brasil.
A demanda vai continuar a crescer porque uma proporção baixa do País é segurada, diz Philippe Jouvelot, presidente da unidade brasileira da Axa.
“Apenas 30% das pequenas e médias empresas são cobertas hoje”, Jouvelot disse em entrevista na semana passada, em São Paulo, complementando que a cobertura de veículos é de 40% e a de residências, de 15% no Brasil, que tem uma população de cerca de 200 milhões de pessoas.
O crescimento dos prêmios foi de quase 14% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o ano anterior, de acordo com a associação de seguros do País, a CNSeg. O pib brasileiro provavelmente terá contração de 3% este ano e 1,2% em 2016, mostra uma pesquisa com economistas realizada pela Bloomberg.
A Axa, maior seguradora da França, começou seu negócio de seguros no Brasil no ano passado, com um investimento de cerca de 100 milhões euros (US$ 106 milhões) ao longo de 4 anos, disse Jean- Laurent Granier, diretor da divisão de propriedade e contra acidentes global da empresa.
Nesse total, não está contabilizado o acordo da companhia para comprar o negócio de seguros de alto risco da Sul América por R$ 135 milhões (US$ 36 milhões), anunciado em maio.
“Esta é uma prova adicional de nosso compromisso de longo prazo para este mercado”, disse Granier, acrescentando que a empresa vai olhar para novas oportunidades de compra que se encaixem em sua estratégia e sejam oferecidas a um preço justo.
O 1º Fórum de Saúde Suplementar, com o tema ‘Sobrevivência do Setor de Saúde Suplementar – Propostas, Metas e Responsabilidades’, começou nesta terça-feira, 24/11, no Hotel Hilton Morumbi, em São Paulo, com intenso debate sobre as políticas de saúde e as relações socioeconômicas. Promovido pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios e oportunidades do setor. O evento também se propõe a criar uma agenda conjunta para todo o segmento de Saúde Suplementar, consolidando propostas, metas e compromissos para assegurar sua sustentabilidade.
Na abertura, o Presidente da FenaSaúde, Marcio Coriolano, fez um amplo diagnóstico do cenário da Saúde Suplementar no país. Em primeiro lugar, destacou a grande contribuição do setor, que movimenta cerca de R$ 137 bilhões anuais, ou 40% do total de todos os ramos de seguros. “Apenas para efeito de comparação, enquanto o setor de seguros como um todo tem valor agregado anual de R$ 348 bilhões, a indústria automobilística movimenta R$ 240 bilhões e a farmacêutica, R$ 71 bilhões. Esse é o tamanho da importância da proteção securitária, incluindo saúde”, comentou.
Coriolano lembrou ainda que a taxa de elevação do número de beneficiários de planos médicos no país está, já há alguns anos, bem acima do crescimento da população como um todo e que esse contingente continuará em expansão. Diante desse cenário, o Presidente da FenaSaúde ressaltou algumas das questões que vêm preocupando as operadoras de saúde e que demandam reflexões urgentes, como o crescimento das despesas assistenciais, hoje na casa de 15% ao ano (dados de junho deste ano), bem acima da inflação geral de preços.
“Se permanecerem os fatores que pressionam fortemente os custos, as atuais dificuldades podem se agravar”, comentou Coriolano, que enumerou outros pontos críticos, como o aumento do desequilíbrio entre receitas e despesas dos planos, o que vem levando muitas empresas a operar apenas com receitas financeiras; e o momento econômico adverso, que pode provocar a elevação do desemprego e pressionar o setor – só neste ano, a Saúde Suplementar perdeu 240 mil beneficiários.
“Neste fórum, nossa expectativa é exatamente debater e apontar soluções práticas para aperfeiçoar modelos de atenção à saúde e mesmo o que for possível no marco legal. Sabemos que a factibilidade de qualquer proposta, contudo, dependerá não apenas das associadas à FenaSaúde e do Governo, mas do engajamento de toda sociedade”, destacou.
Para consultor da Casa Branca, reformas são necessárias e devem promover melhorias,mas nunca alcançarão o ideal
O painel de abertura do Fórum contou com a participação de Ezekiel Emmanuel, presidente do Departamento de Ética Médica e Políticas de Saúde da Universidade da Pensilvânia (EUA), que foi conselheiro de Barack Obama na formulação do Affordable Care Act (ACA). Em sua palestra, Emmanuel apresentou o ACA, mais conhecido como Obamacare, o modelo assistencial na área de saúde adotado pelo governo norte-americano nos últimos anos.
Das dificuldades e negociações políticas para sua aprovação no Congresso aos primeiros resultados positivos do Obamacare, Emmanuel fez uma retrospectiva da implementação do ACA nos Estados Unidos. Apesar das grandes diferenças entre os sistemas de saúde brasileiro e norte-americano, ele deixou como mensagem algo que é válido para qualquer país ou circunstância: apenas com a participação de toda sociedade, o que inclui a população, operadores de saúde e governo, entre outros, é possível chegar a um modelo sustentável que beneficie todos.
Segundo ele, o ACA foi um ponto de partida para reduzir os custos da saúde, processo que passa por mudanças no modelo de pagamentos dos serviços médicos, pela desospitalização e pelo movimento que leva o médico a sair dos consultórios, para atender os pacientes em casa. “A reforma do sistema de saúde tem que promover algo melhor do que o atual. Mas nunca vai ser o ideal”, observou Emmanuel.
Ampliar a oferta e qualificar a entrega dos produtos de seguros para o mercado imobiliário foi tema de debates do Seminário de Seguro Habitacional, promovido pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) na manhã desta quarta-feira, em São Paulo. “Temos aqui uma boa oportunidade para discutir conceitos operacionais do seguro habitacional, buscando o aperfeiçoamento de rotinas e para debatermos os reflexos nas suas operações”, disse Danilo Sobreira, assessor da diretoria da Federação ao abrir o encontro, que reuniu mais de 50 profissionais do segmento no auditório do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP).
Antonio Carlos Gonçalves Silva, consultor da FenSeg, apresentou o tema Avaliação das Garantias para Financiamentos, alertando os profissionais presentes sobre os principais detalhes que devem ser observados pelos subscritores de seguros e que podem auxiliar o agente financiador na concessão de crédito. Ele citou diversos riscos que podem ser facilmente observados e assim evitar riscos sistêmicos para as instituições financeiras, que vão desde a topografia do local, se há lojas que apresentem riscos, como venda de fogos de artifícios ou gás, ao redor do imóvel financiado, tipo de clima na região, como, por exemplo, se é mais suscetível a ventos, chegando até a mencionar que todos devem também observar como são os vizinhos. “Um vizinho sem calha pode trazer infiltração e isso traz sérios problemas para a construção”, salienta o consultor de risco.
Uma das sugestões é que o setor invista em um banco de dados para que todos possam acessar estatísticas relevantes de acidentes, como deslizamentos, por exemplo. “Compensa as seguradoras investirem na montagem de uma base de dados adequada, como faz o Serasa, com o histórico de perdas e deslizamentos, características da região, formato de telhado, por exemplo, junto ao órgãos do governo para mapear as áreas de deslizamentos e o que tem sido feito para prevenir construções em regiões de riscos”, disse.
Tadeu Meira, gerente de produtos habitacionais da Caixa Seguradora, abordou a importância do estreitamento das relações entre bancos (estipulantes), a seguradora e o cliente. Ele ressaltou que o seguro não é um contrato acessório. É obrigatório. “As pessoas podem escolher com quem fazer o seguro, mas ele é obrigatório e tem um peso significativo no valor do financiamento, fazendo o cliente ficar no banco ou buscar um concorrente”, comentou.
O tema atendimento e procedimento em seguros foi destacado por Meira, citando que o portal Reclame Aqui hoje tem mais poder do que os órgãos de defesa de consumidor. “Muitas vezes o processo burocrático, por melhor que seja a relação entre o estipulante e seguradora, é preciso ter mais atenção em todo o processo para poupar a relação com o cliente”, disse.
Segundo Meira, todos estão empenhados em ter critérios para precificar melhor o risco, tanto pelo cliente como também para estimular que as seguradoras se interessem pelo risco e passem a atuar com maior apetite neste segmento.
A plateia questionou se é preciso que a Susep aperte a regulamentação, formalizando a relação entre os atores. Mas na opinião de Meire, a liberdade é saudável, beneficia a concorrência e o cliente que acaba ganhando com produtos mais abrangentes e preços acessíveis.
Características dos financiamentos – diversidade e abrangência
Osmar Martinez, executivo do Banco Bradesco e representante da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), trouxe dados históricos aos participantes sobre o volume de crédito habitacional. Apesar de dados de recuo diante da recessão da economia e freio no crédito por parte dos bancos, o executivo mostrou grande otimismo com a retomada do mercado imobiliário num futuro próximo. “Por estar na pauta do governo, o otimismo com o segmento é grande. O próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem falado da necessidade de novos sistemas de financiamento, como a securitização, para suprir o limite imposto do lastro da caderneta de poupança para o financiamento do setor habitacional”, citou . Também comentou que as incorporadoras reduziram em até 40% os lançamentos imobiliários, o que também afeta o setor.
O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança, nos primeiros oito meses de 2015, chegou a R$ 56,6 bilhões, 22% inferior ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses, até agosto, o volume de empréstimos alcançou R$ 96,7 bilhões, queda de 13,5% ante os 12 meses anteriores. de acordo com dados da Abecip. Entre janeiro e agosto, foram financiados 256,1 mil imóveis, queda de 27% em relação ao mesmo período de 2014. Nos últimos 12 meses, até agosto, foram financiados 443,4 mil imóveis, correspondendo a um recuo de 17,6% em relação aos 12 meses precedentes.
A notícia boa é que o déficit habitacional no Brasil ainda é grande e sinaliza que teremos muito trabalho pela frente para atender a demanda da população”, diz, deixando claro que o seguro habitacional é um produto com grande potencial, principalmente por ser um dos mitigadores de riscos dos agentes financiadores. “Voltaremos a ter a necessidade da criatividade dos profissionais de seguros para que possamos ter um sistema imobiliário muito melhor”, disse ele ao finalizar sua apresentação.
Securitização de créditos imobiliários – necessidades de garantias
Rodrigo Possenti, da Cia. Brasileira de Securitização (CIBRASEC), abordou a securitização, um mercado ainda pequeno mas que tem potencial de crescer de forma acentuada e trazer muitos negócios para o mercado segurador. Ele explicou à plateia que securitização, de uma forma simples, é uma antecipação de um recebível imobiliário, ou seja, uma operação que transforma direitos creditórios, como os provenientes de contratos de compra e venda, contratos de locação ou outros, em títulos negociáveis no mercado, e pode ser feita diferentes formatos.
O principal deles é conhecido como CRI, Certificado de Recebíveis Imobiliários, que respondeu por cerca de 10% do mercado imobiliário brasileiro e deve apresentar grande evolução no futuro. De acordo com dados da Cetip, em junho de 2015 o estoque de CRI estava em R$ 62 bilhões, 24% a mais do que os R$ 50 bilhões registrados um ano antes.
Nas operações de securitização pulverizadas, a participação do mercado segurador nas operações estruturadas pela Cibrasec, atualmente envolve as garantias de Morte e Invalidez Permanente (MIP), e de Danos Físicos do Imóvel (DFI), bem como o seguro de performance de obra. “Retemos o risco da obra, mas fazemos algo em torno de um valor de 10% do orçamento para garantir um estouro dos gastos”, ressaltou. Segundo ele, o grupo hoje trabalha com as seguradoras Esser e MetLife, mas outras parcerias podem ser feitas para os mesmos produtos ou para garantias inovadoras.
Nas operações corporativas conhecidas como “built to suit, o executivo afirmou que é importante a oferta das seguradoras no seguro de garantia de performance e também para de danos de imóveis. “O seguro é muito importante para as operações pulverizadas e também nas corporativas para termos as garantias imobiliárias funcionando do começo ao final de toda a operação. O mais importante é termos produtos inovadores para darmos proteção para nossos investidores”, finalizou.
Sinistros – entrega do produto
Guilherme Ferreira Ribeiro, da Bradesco Auto/Re, abordou o lado social do seguro, que é garantir a retomada da vida do cliente diante da ocorrência de um risco especificado no contrato. E para que isso aconteça, sem problemas para o cliente e para o acionista, é preciso investir na subscrição do risco. “Temos de pagar a indenização e temos de cuidar para a operação ser rentável e manter o interesse do acionista no segmento”, pondera. Segundo ele, em sinistro não existe o dono da verdade. “Alguns acham que tem cobertura e outros não. E este é um seguro de longo prazo. Os financiamentos podem chegar a 30 anos e por isso exige acompanhamento”, ressalta.
No caso do habitacional, o principal produto comercializado pelas seguradoras é a morte ou invalidez permanente do contratante do empréstimo. Um ponto polêmico do setor tem sido na indenização por morte causada por doença sabida e não declarada. Ele citou alguns casos, entre eles pessoas em tratamento de câncer que compraram o seguro, mesmo sabendo que a apólice tem clausula de exclusão para doenças pré-existentes. “Geralmente esse problema é detectado em contratos com pessoas com poder aquisitivo elevado, tratado com tapete vermelho pela instituição financeira”, comentou.
Na maioria das vezes são imóveis acima de R$ 1 milhão, com financiamentos de 80% do valor do imóvel, sem participação de outros membros da família na composição da renda. Negar sinistro deste porte é algo delicado, começando pelo fato da família estar abalada pela perda de um ente querido. Além disso, esse cliente tem um relacionamento forte com o banco. “Melhor evitar esse tipo de problema com uma boa subscrição”, recomenda.
Outro ponto de conflito citado é a invalidez. “Qual o conceito de invalidez? Stevan Wonder era cego mais trabalhou sua vida toda como músico. Por isso é importante adotar procedimentos de subscrição claros e transparentes para evitar problemas na hora da regulação do sinistro”, reforçou, acrescentando que a pessoa pode ser considerada inválida para a profissão que exercia, mas pode ser treinada para outra atividade que lhe dê sustento.
Em danos ao imóvel, o que causa mais discussão é se o acidente ocorreu por erro de projeto, uma vez que defeitos de construção de responsabilidade do construtor do imóvel e erros de projeto estão entre os itens excluídos da cobertura. Geralmente o cliente alega que a vistoria foi feita e a partir do momento que a seguradora aceito o contrato é porque validou o imóvel na inspeção.
Ele recomenda a todos avaliar muito bem a regulação de sinistro antes de negar. A raiz do problema, segundo ele, está na aceitação do risco. Como o mercado ainda é pequeno, temos tempo de pensar e evitar ruídos para que ele cresça e cresça de forma rentável”, diz. Ele recomenda o pleno esclarecimento do seguro na hora da venda, a importância da qualidade técnica das inspeções e a divulgação integral dos benefícios em caso de sinistro. Isso faz o segmento crescer, pois bem administrado é uma carteira lucrativa”, finaliza Ribeiro.
O executivo Paul Conolly foi conduzido ao cargo de vice-presidente de resseguros do IRB Brasil Re pelo Conselho do maior ressegurador local do Brasil reunido na última quinta-feira. Conolly passou quatro anos cuidando da área de grandes riscos da LIU, divisão de riscos especiais do grupo Liberty Mutual, e dois anos na Generali, deixando o grupo italiano como líder de grandes riscos para a América Latina. Ele entra no IRB no cargo de José Cardoso, que assumiu a presidência do IRB em agosto. A nomeação ainda tem de ser aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O conselho do IRB suspendeu a oferta pública de ações devido as condições desfavoráveis do mercado financeiro. Mais notícias em breve.
SÃO PAULO (Reuters) – O Itaú Unibanco e a BB Seguridade informaram nesta segunda-feira pedido para suspensão por 60 dias da oferta pública inicial de ações (IPO) da resseguradora IRB Brasil Re. O pedido de interrupção da operação foi protocolado em 19 de novembro após deliberação pelo Conselho de Administração do IRB.
Em outubro, uma fonte havia afirmado à Reuters que o IPO da resseguradora havia sido suspenso por conta das condições desfavoráveis do mercado. Alguns dias antes, o IPO da Caixa Seguridade também havia sido interrompido pelo mesmo motivo.
A operação do IRB Brasil é liderada por Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e JP Morgan.
A Liberty Seguros acaba de lançar o Liberty Residência Cenários, um novo modelo de venda de seguros residenciais. Pensado para facilitar o trabalho dos corretores, o produto permite que sejam criados até três diferentes perfis para a comercialização de apólices em uma mesma região.
Entre as ferramentas oferecidas para simplificar as vendas, estão os formulários de cotação, que já chegam pré-preenchidos para tornar as apurações mais acessíveis, e a realização de cálculos a partir de dados – como CEP ou região -, que proporciona ao corretor uma maior área de abrangência. Outros itens como coberturas, serviços, emissão de apólice e abertura de sinistros não foram alterados.
“A Liberty Seguros trabalha constantemente para garantir um atendimento excepcional não só para os clientes, mas também para os corretores”, diz Vilma Monteiro, gerente de Seguro Residência. “O Liberty Residência Cenários traz mais agilidade e flexibilidade, oferecendo, entre outros itens, um gerenciador para a criação de diferentes cálculos, para que o corretor crie cenários customizados para cada venda”, finaliza.
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