Mercado global de seguros pode crescer a uma taxa anual de +5,3% nos próximos dez anos

De acordo com o relatório Allianz Global Insurance Report 2025, publicado pelo time da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, líder mundial em seguro de crédito, estima-se que a indústria global de seguros tenha crescido +8,6% em 2024.

Em termos absolutos, o volume global de prêmios crescerá 5,3 trilhões de euros nos próximos dez anos. A maior parte desse crescimento virá do seguro de vida (2,05 trilhões de euros). Mais da metade desse volume adicional de prêmios será gerado na Ásia e na China (1,07 trilhão de euros), mais do que na América do Norte (416 bilhões de euros) e na Europa Ocidental (351 bilhões de euros) juntos. No seguro P&C, cerca de 40% dos prêmios adicionais de 1.522 bilhões de euros virão da América do Norte. No seguro de saúde, esperamos prêmios adicionais de 1.743 bilhões de euros, a maioria proveniente do mercado dos EUA.

O crescimento do seguro de P&C (Property & Casualty) foi de +7,7% no ano passado, um pouco abaixo do registrado no ano anterior (+8,3%). Vale destacar que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo maior mercado, a América do Norte, onde a receita de prêmios aumentou +8,2%. Mais da metade dos prêmios globais são emitidos nesta região. Enquanto a receita de prêmios na Europa Ocidental aumentou +6,0%, o mercado asiático foi menos dinâmico, crescendo apenas +4,0%. Por isso, ainda é menor que o mercado da Europa Ocidental.

Excluindo-se a China, todos os outros mercados de seguros (resto do mundo) registraram crescimento de +17,1% no segmento de P&C, impulsionado por fortes aumentos (em grande parte inflacionários) de cerca de +24% na Europa Oriental e na América Latina. No entanto, devemos considerar que grande parte do alto crescimento nesses mercados pode ser explicada pelo crescimento nominal acelerado em mercados de alta inflação, como a Turquia e a Argentina.

O seguro de vida cresceu +10,4% em 2024, superando os outros dois segmentos e crescendo também mais rápido que em 2023 (+8,2%). O principal motor foi novamente a América do Norte, que cresceu impressionantes 14,4%. Com as taxas de juros atingindo novos patamares, houve uma corrida por anuidades. As taxas mais altas também levaram a um aumento na receita de prêmios na Europa Ocidental (+7,1%).

O seguro saúde cresceu +7,0%. A demanda permaneceu muito forte, especialmente na Ásia (+12,6%). Isso reflete a ainda baixa penetração de seguros (prêmios em % do produto econômico) na região, que está abaixo de 1% em todos os mercados, exceto Taiwan.

Mas e no Brasil? Os dados apresentados nas tabelas abaixo (apêndices A e B do relatório) indicam um cenário de destaque especialmente para os seguros P&C. Em 2024, essa modalidade lidera em prêmios totais, com €22,4 bilhões, alta densidade per capita de €103 e maior penetração no PIB (1,3%).

Mesmo assim, embora menores em valor absoluto, seguro de vida e seguro saúde apresentam taxas de crescimento anuais compostas mais expressivas, especialmente no período de 2014 a 2024, com +11,5% e +12,0%, respectivamente. De 2025 a 2035, a expectativa é de crescimento anual composto de +11,1% e +9,8%, e de prêmios totais estimados em 2035 de €31,0 bilhões e €34,7 bilhões, respectivamente, indicando o potencial de expansão desses mercados. Por sua vez, o segmento P&C deve continuar crescendo de forma robusta, embora em ritmo ligeiramente menor, com prêmios totais esperados de €49,0 bilhões em 2035.

No geral, espera-se que o mercado global de seguros cresça a uma taxa anual de +5,3% nos próximos dez anos, um pouco acima do crescimento da produção econômica. Para a Alemanha, o crescimento total previsto é de +4,5% (PIB nominal: 3,0%). Para P&C, é esperado um crescimento anual de +4,5% até 2035. O segmento apresentará taxas de crescimento sólidas em quase todos os mercados, já que a necessidade crescente de proteção é um fenômeno global. A Allianz Research também mantém uma visão otimista sobre o seguro de vida, que pode esperar um crescimento anual de +5,0%, impulsionado por taxas de juros mais altas. Ásia e China continuam sendo os motores do crescimento, impulsionados pela necessidade de previdência privada diante das mudanças demográficas aceleradas. O menor segmento, o seguro saúde, deve continuar sendo o mais dinâmico, com um crescimento anual de +6,7%. A Ásia, em particular, ainda tem muito espaço para crescer.

Calor extremo já mata mais que enchentes, terremotos e furacões somados, aponta Swiss Re

O calor extremo, muitas vezes subestimado entre os desastres naturais, já é hoje o maior responsável por mortes relacionadas ao clima no mundo. Segundo o novo relatório SONAR 2025, publicado pela Swiss Re, o número anual de vítimas fatais atribuídas a ondas de calor pode chegar a 500 mil — superando o total combinado de mortes causadas por enchentes, terremotos e furacões.

“Calor extremo era considerado um ‘risco invisível’, pois seus impactos não são tão visíveis quanto os de outros desastres naturais. Mas os números mostram que estamos diante de um dos maiores perigos globais”, alerta Jérôme Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re. “É essencial que entendamos o custo humano, econômico e social desse fenômeno.”

O relatório destaca que ondas de calor têm se tornado mais intensas, frequentes e duradouras. Dados recentes indicam que, desde a década de 1960, esses eventos se tornaram três vezes mais comuns nos Estados Unidos, um grau mais quentes e com duração média um dia maior. Julho de 2024, por exemplo, registrou os três dias mais quentes da história da Terra.

Essas condições extremas impactam diretamente a saúde humana, provocando estresse térmico, exaustão, insolação e até falência de órgãos, além de agravar doenças cardiovasculares e respiratórias. Idosos e gestantes estão entre os grupos mais vulneráveis.

Mas os efeitos do calor não se limitam à saúde. O estudo da Swiss Re revela que diversos setores estão sob risco:

  • Energia e telecomunicações: datacenters e redes terrestres de comunicação enfrentam falhas devido a sistemas de resfriamento sobrecarregados ou danificados.
  • Agricultura: colheitas são comprometidas, aumentando a insegurança alimentar.
  • Indústria e trabalho: cresce o número de pedidos de indenização por exposição de trabalhadores a calor extremo.
  • Incêndios florestais: a combinação de altas temperaturas e ventos fortes eleva o risco de queimadas. Entre 2015 e 2024, as perdas seguradas com incêndios florestais somaram US$ 78,5 bilhões, segundo o Swiss Re Institute.

Além disso, novos riscos emergentes, como fungos tóxicos que prosperam em ambientes quentes e úmidos, começam a preocupar a comunidade médica e científica.

Outro alerta do relatório é o crescimento dos riscos de responsabilidade civil associados ao clima. Empresas e governos têm sido alvo de processos por não adotarem medidas adequadas para proteger populações e ambientes frente ao aumento das temperaturas.

Em um caso emblemático de 2021, uma ação judicial nos EUA buscou US$ 52 bilhões de compensação de empresas de combustíveis fósseis, responsabilizando-as por eventos climáticos extremos.

Essas ações legais, cada vez mais frequentes, impactam diretamente o setor segurador ao aumentar as demandas de cobertura e as reservas para sinistros de responsabilidade civil. Além do calor extremo, o relatório SONAR 2025 mapeia riscos estruturais que vêm se intensificando no ambiente global:

  • Aumento de incidentes com inteligência artificial (IA): os registros de falhas, usos indevidos ou consequências não previstas da IA cresceram mais de 60% entre 2023 e 2024. Um terço desses casos está ligado a falhas nos próprios sistemas.
  • Desconfiança institucional: a erosão da confiança em governos, empresas e instituições representa um risco transversal que pode afetar desde a governança de riscos climáticos até a adesão a políticas públicas.
  • Tendências demográficas e de mortalidade: mudanças nos perfis populacionais e de longevidade também trazem novos desafios para os modelos atuariais do setor.

“O ambiente de riscos está mais interconectado do que nunca. O mercado segurador precisa olhar além dos riscos isolados e entender como as grandes tendências globais estão redesenhando o futuro”, afirma Patrick Raaflaub, Chief Risk Officer do Grupo Swiss Re.

A publicação do SONAR 2025 reforça o papel central que o setor segurador e ressegurador pode desempenhar na adaptação às mudanças climáticas, oferecendo não apenas proteção financeira, mas também inteligência de dados e sinalização de riscos.

Para isso, será necessário aprimorar modelos climáticos, repensar produtos e incluir variáveis emergentes nas apólices. As seguradoras também precisarão participar ativamente de fóruns públicos e privados para garantir que políticas climáticas levem em conta o papel fundamental do seguro na mitigação de riscos.

A Swiss Re alerta que ignorar o avanço dos riscos relacionados ao calor extremo pode custar muito caro — em vidas humanas, perdas econômicas e na estabilidade de sistemas essenciais como saúde, energia, alimentação e finanças.

Machado Meyer assessora Zurich Seguros em parceria com a Havan para distribuição de seguros

O escritório Machado Meyer Advogados assessorou a Zurich Minas Brasil Seguros S.A. na renovação de sua parceria comercial com a Havan S.A. para a distribuição de seguros. A conclusão da negociação permitirá a extensão do prazo de uma das parcerias mais bem-sucedidas dos últimos anos no mercado de seguros massificados e, além disso, ampliará a oferta de seguros aos milhões de clientes da Havan.

De acordo com Thomaz Kastrup, sócio que liderou os trabalhos, “a operação demonstra mais um investimento do Grupo Zurich, certamente motivado pela confiança na plataforma de vendas da Havan e na boa relação comercial entre os dois grupos econômicos”. A operação marca, ainda, a contínua consolidação do Grupo Zurich no Brasil, com sua forte tradição de investir no varejo brasileiro como impulsionador da democratização do seguro no país.

A estruturação e negociação dos contratos e da parceria comercial contou com a atuação dos sócios Thomaz Kastrup e Gabriela Abdalla Fajnzylber, com a participação do advogado André Fortunato.

O acordo reforça a importância do varejo para o contínuo desenvolvimento do mercado segurador, aproximando produtos de seguros à base de consumidores e democratizando o acesso a soluções de proteção e planejamento financeiro.

Zurich patrocina a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

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A Zurich será, pela terceira vez seguida, a seguradora oficial da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, reconhecida como a maior do mundo. A companhia fornecerá cobertura de responsabilidade civil, que assegura as mais de três milhões de pessoas esperadas para o evento, com proteção destinada a possíveis danos a terceiros durante toda a programação oficial. O desfile principal ocorrerá em 22 de junho de 2025, na Avenida Paulista. 

O patrocínio da Zurich à iniciativa está alinhado à sua estratégia institucional de promoção da equidade, do respeito às diferenças e do fortalecimento de políticas inclusivas. O tema da edição deste ano, do envelhecimento sob o mote “Memória, Resistência e Futuro”, ressalta a importância de ampliar os direitos e a representatividade da comunidade.

Além disso, com o mote “Ouse, encoraje-se e seja você”, a Zurich levará colaboradores para acompanhar o desfile direto de um dos trios elétricos da Parada LGBT+, com direito a um café da manhã especial na filial da Zurich na Paulista antes do evento. 

Carlos Toledo, diretor executivo de Pessoas & Cultura da Zurich Seguros, destaca que a parceria reflete os valores fundamentais da organização. “Nossa atuação vai além do patrocínio. Apoiar a Parada é uma forma de expressar nosso posicionamento institucional em prol de uma sociedade mais justa, inclusiva e segura para todos.” 

Diversidade como valor corporativo

Reconhecida por suas práticas de inclusão no ambiente de trabalho, a Zurich figura entre as melhores empresas do país para profissionais LGBT+, segundo o ranking Great Place to Work (GPTW) 2025. Entre as seguradoras, a companhia o ocupa a primeira colocação. 

Entre as políticas implementadas estão benefícios acessíveis a todos os colaboradores, como licença parental estendida sem distinções de gênero ou orientação sexual, liberdade de vestimenta e diretrizes específicas de apoio e acolhimento de pessoas trans. 

A empresa também mantém o grupo de afinidade PRIDE, voltado à promoção de um ambiente de troca, escuta e conscientização sobre temas relacionados à diversidade sexual e de gênero. Em relação aos seis colaboradores selecionados para participar do trio, cinco serão do PRIDE.

Durante o mês do orgulho, a Zurich intensifica ações de engajamento interno com palestras, treinamentos, reforço do manual de acolhimento para pessoas trans, entre outras ações. Ainda haverá a venda de produtos exclusivos do PRIDE, como bonés e camisetas na Zurich Store, que é uma loja de produtos sustentáveis exclusiva para colaboradores.  

No entanto, como reforça Toledo, a atuação da companhia não se limita a datas comemorativas: “A construção de uma cultura verdadeiramente inclusiva exige constância e comprometimento. Nossas iniciativas são permanentes e fazem parte da identidade organizacional da Zurich.” 

Seguro de Vida empresarial da Bradesco cresce mais de 240% no primeiro trimestre de 2025

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A Bradesco Vida e Previdência registrou, no primeiro trimestre de 2025, aumento de 242,2% nos prêmios emitidos em sua carteira de Seguro de Vida para pequenas e médias empresas frente ao mesmo período de 2024, atingindo um faturamento de R$ 84 milhões. Recentemente, a companhia ampliou seu portfólio no segmento, lançando o Seguro Empresarial Flexível Resgatável, que oferece proteção para sócios, dirigentes e funcionários e alia proteção à gestão financeira, além de possibilitar resgate total do valor acumulado.

Trata-se de um produto pioneiro no mercado, com uma solução inédita e inovadora que se adapta às necessidades específicas de cada cliente. Assim, a Bradesco Vida e Previdência amplia e fortalece seu portfólio de soluções PJ, que atende de maneira estratégica as necessidades de pequenas, médias e grandes empresas.

Amar é… seguir o companheiro na rotina de exercícios?

Namorar um(a) atleta pode ser desafiador. Exercícios e esportes, provavelmente, passarão a fazer parte da rotina do casal. Com a proximidade do Dia dos Namorados, o médico de família da rede Meu Doutor Novamed, da Bradesco Seguros, Marcelo Amorim, analisa, na entrevista abaixo, os benefícios e desafios de quem busca cumprir a rotina de treinos de forma compartilhada com o parceiro. A motivação do casal, com o incentivo mútuo para realizar as atividades, é um dos diversos benefícios. Manter o foco na atividade física e respeitar os limites de cada corpo está entre as dicas do médico para fazer da companhia um estímulo positivo para uma vida mais saudável.

1) Quais são os principais benefícios de casais que se exercitam juntos, tanto na motivação quanto na saúde física e emocional?

As vantagens de treinar acompanhado do parceiro ou parceira são diversas. Pode haver mais motivação e, com isso, mais adesão, regularidade e consistência nos treinos. A presença de um parceiro pode incentivar a superação de limites dentro de uma competição saudável, pois, geralmente, nos acostumamos a fazer menos da nossa capacidade quando não há um incentivo.

Ter alguém por perto durante os treinos, especialmente aqueles que envolvem pesos ou exercícios com risco de lesões, pode também proporcionar mais segurança, pois um parceiro de treino pode ajudar a corrigir a sua postura e técnica durante os exercícios, minimizando o risco de traumas.

Por fim, treinar em casal, assim como com amigos ou conhecidos, pode tornar o treino mais agradável e divertido, além de promover a socialização e a construção ou consolidação de relacionamentos. 

2) Quais os riscos ou desvantagens mais comuns dessa prática, especialmente quando há diferença de preparo físico entre os parceiros?

A presença de outra pessoa, com a possível pressão de manter uma conversa ou interação podem impactar na concentração. Treinar acompanhado pode, ainda, lhe obrigar a adaptar o treino ao nível de energia e ritmo do parceiro. 

3) Há tipos de treinos ou modalidades mais indicadas para casais com ritmos ou objetivos diferentes? Como alinhar metas sem prejudicar o rendimento?

Não existe um “melhor” treino, pois a escolha depende dos objetivos, estilo de vida, gosto pessoal, tempo e recursos disponíveis. Se o objetivo é perder peso, pode-se optar por treinos de alta intensidade ou exercícios aeróbicos. Se o objetivo é ganhar massa muscular, a musculação é a melhor opção. Ao se treinar junto, devem-se alinhar metas que sejam exequíveis, sem prejudicar o rendimento, sendo crucial definir metas realistas e flexíveis, focar no processo de melhoria e não apenas nos resultados, e adaptar a rotina de treino à disponibilidade e nível de condicionamento físico. As metas devem ser específicas. Por exemplo, em vez de melhorar a resistência, defina correr cinco quilômetros em 40 minutos. Essas metas também devem ser mensuráveis, como aumentar a carga de cinco quilos em três meses, e alcançáveis (desafiadoras, mas não impossíveis). Importante serem relevantes. A meta deve estar alinhada com seus objetivos de bem-estar e saúde, e ter um prazo. Estabeleça prazos para cada meta, criando uma sensação de urgência e progresso.

4) Para casais que só conseguem se exercitar juntos nos fins de semana, ainda assim vale a pena? Há benefícios mesmo com essa limitação?

A realização de volumes mensuráveis de atividade física, consistentes com as recomendações das diretrizes (ao menos 150 minutos por semana de exercícios moderados a vigorosos), está associada a um menor risco de mais de 200 doenças, com efeitos proeminentes nas condições cardiometabólicas. Essa é a afirmação de um estudo publicado em setembro de 2024 pela revista Circulation, da American Heart Association (AHA). Independentemente de a atividade física seguir um padrão de fim de semana ou ser distribuída de forma mais uniforme ao longo da semana, os benefícios gerais são basicamente semelhantes. O que se deve fazer é adequar a duração e intensidade dos treinos de finais de semana para a recomendação mínima semanal. 

Corretora Alper Seguros anuncia dois executivos para vida e para resseguro

Fonte: Alper

Alper Seguros acaba de anuncia a chegada de dois executivos para fortalecer seu time de liderança. Bruno Guaglianone assume como diretor da recém-criada Diretoria de Vida, enquanto Fernando Laurito Costa chega para somar na liderança da área de Resseguros na Alper Re. As contratações contribuem para a estratégia de expansão da companhia.

Com mais de 17 anos de experiência no mercado de seguros, Bruno Guaglianone construiu sua carreira com foco em benefícios e seguro de vida, tendo passagens por empresas renomadas como SulAmérica e Prudential. Sua nomeação acontece em um momento estratégico para a Alper, que busca ampliar o impacto do seguro de vida no cotidiano das pessoas e nas decisões estratégicas das empresas.

A nova estrutura sob comando de Guaglianone unifica as frentes comercial e de relacionamento, permitindo uma atuação mais integrada, com visão 360° do cliente, maior agilidade e assertividade nas soluções – tudo isso alinhado ao propósito da Alper de transformar a forma como o mercado enxerga o seguro de vida.

“Estamos vivendo um momento de transformação. É hora de conscientizar o mercado de que o seguro de vida vai muito além da morte: 70% dos benefícios são pagos em vida. Ainda é comum as pessoas verem o seguro de vida como um gasto — e não como uma proteção real para si e para suas famílias. Quero ajudar a mudar essa mentalidade e trazer uma nova percepção sobre o valor do seguro de vida”, afirma Bruno Guaglianone.

Já Fernando Laurito Costa é graduado em Administração de Empresas, com MBA pela ESPM e cursos de especialização em resseguros no Brasil e no exterior, trazendo para a Alper Re uma sólida trajetória de 30 anos no mercado de seguros e resseguros. Ao longo de sua carreira, passou por empresas renomadas como AIG Brasil, American International Underwriters (AIU), Itaú Unibanco, UIB Brasil, THB, Willis Re e Gallagher Re.

Com experiência como underwriter em seguros e resseguros, na área comercial, controladoria, gestão de resseguros e corretagem, Fernando chega para fortalecer as soluções de proteção para clientes e parceiros com seu profundo conhecimento técnico e visão estratégica.

“É com grande entusiasmo e satisfação que passo a integrar o time da Alper Re. Estou motivado pela oportunidade de contribuir na busca pelas melhores soluções de proteção para nossos clientes, colaborando com a evolução dos processos e a construção de uma experiência cada vez melhor para clientes e parceiros. Tenho plena confiança de que, juntos, alcançaremos grandes resultados”, declara Fernando.

A chegada desses executivos é mais uma etapa dentro da estratégia da Alper de investir em lideranças experientes para impulsionar seu crescimento no competitivo mercado de seguros brasileiro. Além de investir em material humano de alta performance, a Alper tem se destacado no mercado liderando as consolidações. Apenas em 2025, quatro corretoras especializadas foram incorporadas ao investimento de mais de R$150 milhões. Até o final do ano, a Alper projeta anunciar a aquisição de outras corretoras e novos líderes.

Presença feminina no setor de seguros evolui, mas desigualdades persistem

Em um setor historicamente marcado pela presença masculina nas lideranças, a evolução da mulher no mercado de seguros começa a ganhar corpo — mas o topo da pirâmide ainda parece distante. É o que revela a 5ª edição do estudo “A Mulher no Setor de Seguros”, lançado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) com o apoio da entidade Sou Segura.

Realizado ao longo de mais de uma década, o levantamento é considerado um dos mais completos diagnósticos sobre a participação feminina no setor, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. Nesta edição, o estudo colheu mais de 600 entrevistas com profissionais mulheres, ampliando significativamente a base de comparação em relação às edições anteriores.

“Esse é um estudo de referência para o setor. Construiu-se uma série histórica que permite enxergar tendências, avaliar progressos e identificar gargalos importantes na jornada das mulheres no mercado segurador”, afirma Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino da ENS. “É também um instrumento de transformação, pois traz elementos concretos para fomentar políticas mais inclusivas dentro das empresas.”

O que dizem os números

A pesquisa mostra que a presença feminina nas seguradoras brasileiras ultrapassa a masculina: 55% da força de trabalho do setor é composta por mulheres. Entretanto, nos cargos de direção, os homens ainda são maioria. A proporção é de dois diretores para cada diretora — uma melhora em relação à relação de 4 para 1 observada há dez anos, mas sem avanço desde a última edição do estudo, em 2022.

“Há avanços importantes, mas ainda lentos. A presença feminina aumentou, sim, mas a ascensão aos cargos de comando continua restrita”, analisa o economista Francisco Galiza, coordenador técnico do estudo. “As barreiras não estão apenas nas lideranças, mas também em aspectos estruturais, como a desigualdade salarial e a ausência de mecanismos eficazes de retenção de talentos.”

Segundo o estudo, as mulheres ganham, em média, 70% do salário dos homens nas seguradoras, mesmo quando têm níveis similares de escolaridade e participam mais ativamente de programas de treinamento. A defasagem salarial é uma realidade que também aparece em outros setores da economia, mas, no caso dos seguros, chama ainda mais atenção pela elevada presença feminina na base operacional.

Além disso, o estudo destaca um desafio recorrente: a saída de funcionárias após a maternidade, muitas vezes por ausência de políticas corporativas que favoreçam o retorno ao trabalho e conciliem as exigências da vida pessoal e profissional.

Novidades e tendências

Uma das inovações da edição de 2025 foi a análise da preferência por ramos de seguros conforme o gênero. Do ponto de vista das consumidoras, o segmento de benefícios (como seguros de vida, saúde e previdência) é visto como mais atrativo. Já entre as corretoras entrevistadas, o ramo automotivo foi citado como a melhor área de atuação profissional.

A análise também reforça a sobrecarga vivida pelas mulheres da chamada “geração sanduíche” — aquelas que cuidam simultaneamente de filhos e de pais idosos. Esse grupo relata um aumento de estresse e dificuldades para equilibrar a vida profissional com as responsabilidades familiares, especialmente após a pandemia.

Ainda assim, há otimismo. A maioria das entrevistadas reconhece avanços nas práticas de diversidade dentro das empresas e aponta o fortalecimento das entidades de representação feminina, como a Sou Segura, como fator essencial para manter o tema em destaque.

A força das vozes femininas

Mais do que números, a pesquisa se diferencia pelo peso das falas das entrevistadas. As perguntas abertas permitiram a coleta de dezenas de relatos sobre oportunidades, barreiras, sugestões e percepções sobre o mercado. “Esse material é riquíssimo. Ele mostra a realidade vivida pelas mulheres no dia a dia das seguradoras, traz o que funciona e, principalmente, o que ainda precisa mudar”, afirma Maria Helena Monteiro.

Entre os depoimentos, surgem temas como o desejo por uma liderança mais empática, a necessidade de políticas claras de equidade salarial, a importância de mentorias femininas e a valorização de competências muitas vezes invisibilizadas, como escuta ativa e gestão emocional.

“Nosso objetivo é que esse estudo seja cada vez mais usado como base para ações concretas. A transformação do setor passa por dados, mas também pela escuta ativa dessas mulheres que, todos os dias, constroem o seguro no Brasil”, reforça Galiza.

Um setor em transformação

A quinta edição do estudo chega em um momento em que o setor de seguros vive mudanças regulatórias relevantes — como o novo Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/24) e a regulamentação das cooperativas — e passa a exigir das empresas não apenas eficiência técnica, mas também capacidade de atrair e reter talentos diversos.

“Equidade de gênero não é apenas uma demanda social. É uma questão de competitividade, de inovação e de sustentabilidade. As seguradoras que entenderem isso sairão na frente”, conclui Maria Helena.

Grupo Bradesco Seguros realiza nova edição do evento Design Conf com foco em experiência do usuário

Nos dias 17 e 18 de junho, o Grupo Bradesco Seguros realizará mais uma edição da Design Conf, evento anual promovido pelo Centro de Excelência em Design & UX do Grupo segurador. A conferência contará com a participação de especialistas do mercado e profissionais da companhia em uma programação voltada à inovação, à aplicação estratégica do design e ao futuro das jornadas digitais.

Com transmissão online e gratuita, o encontro conta com uma programação que inclui palestras, painéis e apresentações de cases, abordando temas como o impacto de design no negócio, a aplicação da inteligência artificial em UX Writing e a importância de abordagens como discovery e storytelling. 

“A Design Conf tem como proposta trocar ideias e ampliar o debate sobre o papel do design como fator de transformação nos negócios, na cultura organizacional e, sobretudo, na construção de experiências mais humanas, intuitivas e eficientes”, comenta Giuliano Generali, Superintendente Sênior de Canais Digitais e Design & User Experience no Grupo Bradesco Seguros.

Para participar, basta acessar o link: https://www.livebseg.com/ – não é necessária inscrição prévia. Confira abaixo a programação:

Dia 17/06

09h – Abertura | Giuliano Generalli e José Loureiro

09h15 – Palestra | Bruno Rodrigues, especialista de conteúdo na CNseg

Do Prompt à Experiência: IA como aliada na escrita para interfaces

10h30 Apresentação de Case

10h40 – Painel | Alexandre Spengler, Diretor de Produtos na Bitso, e Viviane Delvequio, Gerente de UX na Serasa Experian. Mediação com Sara Sanches

Design que Decide: Inserindo a experiência na priorização de projetos

11h55 – Fechamento

Dia 18

09h – Abertura | Felipe Gunha e Julia Sciamana

09h15 – Palestra | Rafael Burity, criador do podcast Bom Dia UX.

Design que Gera Valor: Como medir o ROI em projetos digitais

10h30 Apresentação de Case

10h40 – Palestra | Ivan Mizanzuk, jornalista investigativo e produtor de podcasts.

Discovery que Convence: Como o storytelling influencia estratégias

11h55 – Encerramento | Sara Sanches

MAPFRE lança manifesto global por uma inteligência artificial ética e cria centro com atuação no Brasil 

Fonte: Mapfre

A MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, lançou um manifesto global que propõe uma abordagem ética, humanista e responsável para o uso da inteligência artificial (IA). A iniciativa, inédita entre as empresas que compõem o IBEX 35, principal índice da bolsa de valores da Espanha, estabelece princípios para orientar o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia nas operações da companhia, com foco na proteção de dados, transparência e centralidade nas pessoas.

O manifesto da MAPFRE estabelece cinco princípios fundamentais para o uso da IA como, atuação em modelo híbrido (IA + pessoas), adoção responsável e alinhada aos objetivos estratégicos, proteção dos dados e da confiança dos clientes e corretores, estímulo ao desenvolvimento humano e compromisso com a sustentabilidade.  
 

Paralelamente ao manifesto, a MAPFRE anunciou a criação de um Centro de Inteligência Artificial com atuação no Brasil, Espanha e Estados Unidos. O novo centro vai reunir especialistas dos três países para coordenar projetos, compartilhar soluções e acelerar a adoção da IA.  A proposta é acelerar a adoção da tecnologia com segurança, consistência e escalabilidade, respeitando as particularidades regulatórias e culturais de cada região.
 

No Brasil, a empresa já utiliza ferramentas baseadas em inteligência artificial desde outubro de 2024. Nesse período, mais de 800 mil atendimentos passaram por algum tipo de análise com o uso da tecnologia, o que representa uma média mensal de mais de 160 mil interações.
 

Segundo Hugo Assis, diretor-geral de inovação e transformação da MAPFRE no Brasil, a tecnologia não deve ser vista como um fim em si, mas como uma ferramenta para melhorar a experiência do cliente e do corretor, ampliar o acesso e garantir transparência em todas as etapas do processo. “O manifesto reforça nosso compromisso com uma transformação digital que respeita as pessoas e a sociedade. Estamos investindo em uma inteligência artificial que apoia a jornada e fortalece a capacidade de análise em todas as áreas do negócio”, afirma. 
 

Atualmente, a MAPFRE acumula mais de 115 casos de uso da tecnologia em suas operações globais, voltados principalmente para a automação de processos, personalização de produtos e ganho de eficiência no atendimento ao cliente e ao corretor. A empresa também utiliza IA para a prevenção de fraudes, por meio da identificação automatizada de padrões, e para a análise de sentimentos nas interações com clientes, o que tem contribuído para personalizar respostas, antecipar necessidades e melhorar indicadores como o NPS (Net Promoter Score).