A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de divulgar as regras e os critérios para a operação do Seguro Auto Popular no Brasil, por meio da Resolução nº 336 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A implementação da norma representa a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos (carros, motocicletas, ônibus e caminhões), com idades entre cinco e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura, segundo estimativas da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).
A permissão para a utilização de peças usadas – oriundas de empresas regulamentadas especializadas em desmontagem de veículos – para a recuperação de veículos segurados sinistrados é uma das principais diretrizes apresentadas pela resolução do CNSP. A norma define ainda que a cobertura do Seguro Auto Popular deverá compreender, no mínimo, a garantia de indenização por danos causados ao veículo por colisão. As seguradoras deverão, também, oferecer ao consumidor a opção entre a utilização de oficinas de livre escolha ou pertencentes à sua rede referenciada.
O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araújo Coriolano, considera a regulamentação do Seguro Auto Popular um importante avanço, sobretudo diante do atual cenário conjuntural do país. “A implementação da norma nesse momento de dificuldades de renda para o consumidor representa o entendimento da Susep de que é necessário ampliar o acesso da população à proteção de seu patrimônio.” Nesse sentido, Coriolano destaca a importância desse novo mercado que se abre.
Entretanto, o executivo enfatiza que, embora o fato seja positivo, há ainda a necessidade de aperfeiçoamento das diretrizes da resolução do CNSP, para que sejam atendidas as expectativas em relação ao novo produto por parte dos consumidores e dos canais de distribuição. Entre os pontos a serem aprimorados, Coriolano destaca a possibilidade de utilização de peças não originais que atendam às especificações técnicas dos fabricantes, permitindo, assim, maior penetração do produto. “A utilização somente de peças usadas obtidas junto às empresas de desmontagem de veículos poderá não ser suficiente para atender à demanda do mercado”, justificou o presidente da Confederação. Outra questão apontada pelo executivo é a possibilidade de utilização somente de oficinas integrantes de redes referenciadas das seguradoras. “Quando a seguradora oferece uma oficina referenciada para o reparo do veículo, é porque já atestou a qualidade dos serviços prestados pelo estabelecimento. Além disso, o valor tende a ser bem mais acessível, beneficiando o consumidor”, complementou Marcio Coriolano.
Em relação ao preço do novo seguro, que deverá começar a ser comercializado no segundo semestre deste ano, ainda não é possível avaliar o percentual de redução do valor em relação ao produto tradicional. “Haverá um barateamento sim e essa redução será maior nas localidades onde o principal fator de indenizações por parte das seguradoras decorra de colisões de veículos”, elucidou o executivo. O presidente da CNseg projeta ainda que o Seguro Auto Popular, dependendo do aperfeiçoamento que possa ser realizado na norma, poderá representar um crescimento de até 10% na quantidade de veículos segurados no país, hoje na casa dos 17,5 milhões.
Os prejuízos causados pelas duas explosões em um armazém no Porto de Tianjin, na China, em agosto de 2015, acenderam a luz amarela na indústria de seguros. Não só pelo volume de indenizações já reservados de até US$ 3,5 bilhões, o que faz deste um dos maiores eventos quando o tema é catástrofe feita pelo homem no mundo e o maior já registrado na Ásia. Mas sim pelo alerta sobre a concentração em um único local de apólices de várias partes do mundo, com regulações e normativos próprios, sem que a seguradora tenha controle do risco a que esta exposta diante do vai e vem das mercadorias dos clientes mundo afora. “A ampla gama de apólices de seguro impactadas pelas explosões e a complexidade da interpretação da cobertura, o que gera um estudo de caso interessante. A experiência Tianjin também coloca um holofote sobre controles de acumulação de riscos em grandes centros comerciais e parques industriais”, destaca o estudo sobre as catástrofes de 2015 lançado pela Swiss Re em março de 2016.
Foram 173 vítimas fatais, quase 800 feridos e danos em larga escala na infra-estrutura do porto e também nos arredores. De acordo com um relatório oficial emitido recentemente pelas autoridades chinesas, 304 edifícios, 12 428 veículos e 7533 containers foram destruídos. Além disso, devido à intensidade das explosões, milhares de veículos e propriedades dentro de um raio de 5 km apresentaram danos, seja estruturais ou de sujeira pela nuvem de poeira.
Tianjin fica no nordeste da China. É o ponto de entrada e saída da ponte Ásia-Europa e porta de entrada para Pequim, a capital do país. Em 2013, ele foi classificado como o terceiro maior porto do mundo em termos de volume de carga. Ele tem um complexo industrial e petroquímica cobrindo cerca de 115 km quadrados. O porto é o centro logístico principal para a indústria automotiva da China, representando 40% de todas as importações de automóveis e exportações, e serve a mesma função para componentes e materiais para uma série de outras indústrias, incluindo saúde e eletrônica.
As duas explosões em Tianjin foram provocadas por um incêndio em um armazém localizado em um dos vários parques de logística do porto. O depósito tinha materiais inflamáveis, tais como nitrato de amónio. Das 173 vítimas, 104 eram bombeiros chamados para apagar o fogo inicial. As explosões geraram uma bola de fogo e enviaram ondas de choque através de um raio de vários quilômetros, deixando uma grande cratera no chão. Propriedades adjacentes ao local das explosões, a maioria pátios de contêineres e instalações de armazenamento de automóveis, foram destruídas, assim como os milhares de veículos novos estacionados nas proximidades.
De acordo com o estudo da Swiss Re, as seguradoras estimam o número total de automóveis afetados para ser um múltiplo do 12,4 mil mencionados no relatório oficial. Ironicamente, terminais de embarque do porto ficaram em grande parte incólume. À medida que as explosões ocorreram em uma das muitas áreas de armazenamento e de operações logísticas, a atividade geral do porto foi fechada por apenas alguns dias.
O fogo rapidamente se espalhou para outros produtos químicos armazenados no local, incluindo o nitrato de amónio, que desencadeou as explosões. Há uma crença generalizada de que as tentativas pelos bombeiros para apagar o fogo inicial poderia ter provocado as explosões ou ampliado sua intensidade. O governo, no entanto, sustenta que este não era o caso. De qualquer maneira, o evento exige uma revisão das normas de segurança para o armazenamento de materiais perigosos, e mais forte execução de procedimentos associados.
Drones e imagens de satélite permitiram uma primeira avaliação das exposições. As estimativas iniciais indicam que prejuízos causados pelas explosões vão totalizar algo entre US$ 2,5 bilhões para US $ 3,5 bilhões, com veículos destruídos responsáveis pela maior parte das perdas. Se os veículos estacionados estavam em trânsito, as reivindicações viriam sob a cobertura de seguro de carga marítima. Mas se Tianjin era o porto de destino final para os veículos, as reivindicações poderia estar sob o seguro de propriedade.
As explosões Tianjin trouxeram para seguradoras uma série de desafios, não menos importante, como a falta de acesso à área afetada para avaliar a extensão dos danos e resultantes créditos de seguros. Robôs e imagens de satélite têm ajudado a avaliação de perdas. Drones foram enviados para tirar fotos do local do desastre imediatamente após as explosões. Estas imagens foram comparadas com imagens de satélite do local feita antes do evento. As comparações forneceram uma visão da extensão da destruição, e também do elevado número de veículos e contentores no local no momento da explosão.
As explosões Tianjin são um lembrete de que os eventos de catástrofe industrial feitos pelo homem de grande escala acontecem. O desastre também lança luz sobre algumas novas considerações. Em particular, o grande volume de veículos a motor envolvidos virou alguns problemas de cobertura simples em um dos maiores desafios que a indústria de seguros já enfrentou. Tianjin também mostra que os desastres provocados pelo homem podem ter um grande impacto em escala global e complexo, dado o grande número de partes interessadas, distribuídos por diferentes jurisdições, cada um com seu próprio quadro regulamentar.
Tianjin poderia finalmente se tornar um dos maiores eventos de perda de seguros feitas pelo homem em todo o mundo. O evento mostra o grande potencial de perda de um país como a China, com uma economia em rápido crescimento. Se for necessária mais uma prova, em 2013, um incêndio em uma grande fábrica de semicondutores de alta tecnologia em Wuxi, na China, causou perdas seguradas de US$ 900 milhões.
2015 foi o terceiro ano consecutivo em que a maior perda global por catástrofes causadas pelo homem teve origem em um mercado emergente. Isso é um lembrete da importância do seguro para os países em desenvolvimento. A proteção financeira através de seguros é a chave para restaurar as operações de negócios e recuperação dos prejuízos. A avaliação precisa dos riscos, dos termos de uma cobertura adequada e preço adequado são igualmente crucial para as seguradoras e resseguradoras, que precisam identificar, monitorar e gerenciar riscos em zonas de risco e em áreas com altas concentrações de ativos de valor.
Acesse o estudo no link http://media.swissre.com/documents/sigma1_2016_en.pdf
No primeiro evento do ano, a Editora Roncarati colocará em discussão um tema que interessa muito aos profissionais que atuam na área de gestão de riscos, controles internos e auditoria. Trata-se do workshop “Estrutura de Gestão de Riscos – Praticando a Circular Susep 521/2015”, que será realizado no dia 27 de abril, das 8h às 13h, no auditório da KPMG, na Rua Arquiteto Olavo Redig de Campos, nº 105, Torre A, 6º andar, Chácara Santo Antonio, em São Paulo (SP).
O workshop será ministrado por Assizio de Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg, juntamente com outros profissionais da área. No conteúdo programático constam os esclarecimentos sobre a circular, bem como as definições gerais e conceitos, além das ações a adotar, os prazos e a auditoria. Assizio informa que pretende abordar o assunto da forma mais prática e produtiva possível, discorrendo sobre as razões da norma, as referências globais e locais e, ainda, as ações práticas aplicáveis, tanto na operação como no seu monitoramento.
Embora as seguradoras tenham prazo até 2017 para implantarem completamente suas estruturas de gestão de riscos, ainda neste ano deverão nomear um gestor de riscos. Por isso, Assizio acredita que vale a pena iniciar logo esse processo. “A elaboração, desde já, de um projeto de estrutura de gestão de riscos, com ações coordenadas e sinérgicas distribuídas em um planejamento, coloca a seguradora em situação confortável, evitando correrias de última hora e improvisações inconvenientes”, orienta.
Para Assizio, se o projeto já puder ser acompanhado pelo gestor de riscos, muito melhor. “Certas avaliações, que são parte de sua função futura, poderão ser adiantadas, com a consequente antecipação de ajustes”, diz. Segundo ele, o workshop ajudará nesse sentido, principalmente, ao esclarecer pontos da norma que são vitais para a sua boa e adequada implantação, como, por exemplo, perfil de risco e apetite de risco.
A gestão de riscos pode ajudar as empresas a enfrentarem a crise econômica? A resposta de Assizio é sim. Porque a gestão de riscos implica antecipar a possibilidade da ocorrência e o impacto de eventos, inclusive externos, e, ainda, vislumbrar quais as respostas adequadas para o caso desses eventos de fato acontecerem. Assim, parece lógico, em sua opinião, que boas e adequadas práticas de identificação, avaliação e tratamento de riscos fazem com que as empresas que as dominam acabem sendo menos afetadas por crises.
“Nesse contexto, na gestão de seus riscos estratégicos, uma empresa que, num passado recente, tenha se debruçado sobre o risco país e se preparado para a possibilidade de ele vir a ocorrer, seguramente está menos exposta que as demais que não tiveram esse cuidado”, diz.
Serviço
Workshop “Estrutura de Gestão de Riscos – Praticando a Circular Susep 521/2015”
Data e horário: 27 de abril de 2016 – das 8h às 13h
Local: Auditório da KPMG, na Rua Arquiteto Olavo Redig de Campos, nº 105, Torre A, 6º andar, Chácara Santo Antonio, em São Paulo (SP)
Palestrante: Assizio de Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg
Realização: Editora Roncarati
Investimento: R$ 650,00 (desconto de 10% para clientes da Editora Roncarati)
Inscrições pelo link: https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Cursos/Conteudo/A-realizar.html
Informações pelo e-mail: cursos@editoraroncarati.com.br ou telefone (11) 3073 0106
O atual cenário do mercado de resseguros no Brasil e no mundo alinhado às perspectivas econômicas do País darão o tom do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), em parceria com a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) e com a Escola Nacional de Seguros.
O evento acontecerá nos dias 5 e 6 de abril, terça e quarta-feira, no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e trará discussões técnicas, políticas e econômicas. O Encontro terá palestrantes nacionais e internacionais sobre o polo de resseguro brasileiro; os aspectos das regulações de sinistros em grandes riscos; gestão de riscos dos jogos Rio 2016; tendências globais no seguro agrícola; potencial de resseguro na área de Saúde; riscos para cobertura de terrorismo; e cobertura para seguro de drones.
Serviço:
5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro
Datas: 5 (terça) e 6 (quarta) de abril
Horário: 8h às 18h
Local: Hotel Sofitel
Endereço: Av. Atlântica, 4.240 – Copacabana – Rio de Janeiro
A LIMRA, associação que tem 850 empresas associadas em mais de 73 países, faz mais um evento para ajudar seus parceiros a desenvolver seus negócios, realiza nos dias 21 e 22 de abril a Conferência Bancassurance na América Latina, no Panamericano Buenos Aires Hotel & Resort, Buenos Aires, Argentina. Entre os palestrantes brasileiros está Eugênio Velasques, do grupo Bradesco Seguros. Veja a programação abaixo.
QUINTA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2016
8:00 am – 8:45 am
Inscrição
8:45 am – 9:45 am
A oportunidade do bancassurance
9:45 am – 10:45 am
Una Mirada Diferente para llegar al Éxito en Bancaseguros
10:45 am – 11:15 am
Intervalo para Café
11:15 am – 12:15 pm
Incentive Compensation: A Case Study with Pension Plans
12:15 pm – 1:15 pm
Usar o Treinamento para Dirigir as Vendas
1:15 pm – 2:30 pm
Almoço
2:30 pm – 3:30 pm
Tecnologia para uma Prática Ágil e Eficiente da Bancassurance
3:30 pm – 3:45 pm
Intervalo para Café
3:45 pm – 4:45 pm
Insights da LIMRA e FIDES
4:45 pm
Recepção
SEXTA-FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2016
8:45 am – 9:00 am
Seja bem-vindo mais uma
9:00 am – 10:00 am
Modelos de “bancassurance” bem-sucedidos na Europa
10:00 am – 11:00 am
Bancassurance no Brasil: O Modelo Bradesco
11:00 am – 11:30 am
Intervalo para Café
11:30 am – 12:45 pm
Panel: Olho no futuro: Conhecer as Demandas que Mudam Rapidamente e As Expectativas do Consumidor do Amanhã
12:45 pm
Encerramento
As catástrofes naturais e provocadas pelo homem totalizaram perdas econômicas de US$ 92 bilhões em 2015, segundo o relatório Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, divulgado hoje. O valor é inferior aos US$ 113 bilhões em 2014. As indenizações pagas amenizaram tais perdas globais, com o pagamento de US$ 37 bilhões em 2015, valor menor do que o desembolsado pelas seguradoras no ano anterior, quando segurados receberam US$ 62 bilhões para reparar perdas.
O Brasil entrou no mapa de catástrofes com a tragédia de Bento Rodrigues, com o vazamento da barragem da Samarco, a maior tragédia ambiental do Brasil. Sem valores ainda definidos de indenizaçÕes, o estudo registra a morte de 24 pessoas. O seguro de bens é liderado no Brasil pela nova Chubb e o de responsabilidade civil pela Allianz. No entanto, várias apólices dos acionistas, como Vale e BHP podem ser acionadas mundialmente em razão das decisões do Ministério Público sobre a responsabilidade dos sócios. Este é um dos sinistros mais comentados e discutidos no mercado londrino, pela grande participação de companhias, pelos valores envolvidos e pelas dúvidas levantadas sobre gestão do risco.
Comentários de contextualização do Brasil à parte, voltando ao estudo, a Ásia, pelo terceiro ano consecutivo, lidera as perdas econômicas, com US$ 38 bilhões, e com apenas US$ 6 bilhões recuperados por meio de apólices de seguro. O terremoto no Nepal foi o maior desastre do ano em todo o mundo, matando perto de 9 mil pessoas, a maior perda de vidas em um único evento.
Das perdas seguradas globais, US$ 28 bilhões foram atribuídos a catástrofes naturais. No entanto, o maior evento de perda de segurado do ano – uma perda de propriedade estimado de entre US $ 2,5 bilhões e US $ 3,5 bilhões – foram as duas grandes explosões no Porto de Tianjin, na China, em agosto. Este sigma inclui um capítulo especial sobre a experiência de Tianjin, que colocou um holofote sobre o risco de acumulação em grandes centros de transporte como portos. A gravidade das explosões e grandes exposições de ativos no momento significa que Tianjin é o maior evento de perda de seguro feito pelo homem já registrado na Ásia, e também um dos maiores eventos de perda de seguros feitas pelo homem em todo o mundo.
O estudo completo pode ser acessado no link http://www.swissre.com/sigma/
Trindade: serviço descreve em detalhes o atendimento aos sinistros
Antonio Trindade está entre os executivos mais poderosos e influentes do mercado segurador brasileiro. Além de ser o presidente da Chubb no Brasil, a maior companhia no segmento de grandes riscos e a décima maior no ranking geral de seguros, com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2015, ele tem uma rede de contatos de dar inveja nas mais de três décadas que atua no setor. Amigos, clientes, profissionais e corretores que o seguem para onde quer que vá. Trindade fez carreira no Unibanco, que virou Unibanco AIG em 1997 e Itaú Unibanco em 2009. Quando a ACE pagou R$ 1,5 bilhão ao Itaú para ficar com a carteira de grandes riscos, Trindade foi convidado a presidir a nova companhia. No meio do caminho do processo de integração Ace Itaú, Trindade abraçou outro compromisso: integrar a Chubb ao grupo, comprada mundialmente pela ACE por US$ 28 bilhões em 2015, criando a nova Chubb.
Em 2016, além dos desafios que a crise política e econômica impõem aos brasileiros, Trindade também tem de finalizar a integração de sistemas e de equipes, manter a emissão de contratos e pagamentos de indenizações e foco na inovação de produtos e serviços que atendam às expectativas de clientes em um cenário de forte competição e crise econômica que pressiona gestores de riscos por cortes de custos. Sem falar no gerenciamento de grandes sinistros como o da Samarco, protagonista da maior tragédia ambiental do Brasil, e no atendimento a clientes corporativos que acionaram seus programas de seguros em decorrência de perdas com a crise econômica e consequências da Lava Jato, que investiga o maior caso de corrupção já vista no país, envolvendo Petrobras e as maiores construtoras. Nada que fuja da rotina de uma empresa líder em riscos corporativos.
Como você vê a nova Chubb?
A nova Chubb é o resultado da maior transação da história do mercado de seguros. O negócio possibilitou a união de duas grandes operações complementares, dando origem à maior companhia do mundo em propriedades e responsabilidade civil (P&C). Em base pró-forma, a empresa tem capitalização de mercado de aproximadamente US$ 54 bilhões, prêmios brutos anuais de US$ 37,4 bilhões e ativos de aproximadamente US$ 154 bilhões.
No Brasil?
A ACE já se destacava como a maior companhia de P&C, após a compra da carteira de grandes clientes corporativos da Itaú Seguros. A empresa é líder no oferecimento de soluções para as grandes organizações. Por outro lado, a Chubb vinha desenvolvendo uma operação considerada modelo para o médio mercado. Assim, o aspecto complementar das duas empresas no país era bastante claro. A fusão destes dois legados deu origem a uma companhia muito bem posicionada para oferecer produtos e serviços tanto para as grandes empresas quanto para o médio mercado, além de indivíduos e famílias. A fusão também significa a união de duas culturas muito bem definidas. Tanto a ACE quanto a Chubb operavam com foco na disciplina de subscrição de riscos, eficiência operacional e excelência nos serviços. A associação de ambas as equipes está dando origem a uma nova companhia, ainda mais forte e preparada para atender o mercado.
O ano de 2016 será dedicado à integração das equipes ou a companhia já está pronta para disputar o mercado com os concorrentes?
A integração começou a ser planejada logo após o anúncio da aquisição, em 1º de julho de 2015, e implementada a partir de 15 de janeiro de 2016. Em São Paulo, até o final deste semestre, os funcionários de ambas companhias deverão estar trabalhando em quatro andares do edifício Eldorado Business Tower, onde já funcionava a matriz da ACE. Nas filiais, as equipes estão praticamente definidas. Hoje, cada um dos pontos de contato com os corretores e parceiros já está capacitado para lidar com produtos e serviços dos dois legados. No aspecto formal, seguiremos utilizando até o final do ano as inscrições da ACE e da antiga Chubb no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.
Na prática?
As operações não pararam em nenhum momento. Pelo contrário, os corretores, parceiros de negócios e clientes continuaram contando com o mesmo serviço de excelência e com os compromissos já firmados. O que está mudando é a capacidade da nova Chubb servir o cliente com um conjunto mais amplo de produtos e serviços. Nesta direção, estamos preparando lançamentos importantes por conta da sinergia obtida com a fusão. Em particular, os corretores e parceiros de negócios já estão notando que podem colocar toda a sua produção na nova Chubb, pois contam com o nosso suporte tanto no segmento de grandes empresas quanto no médio mercado.
Como a companhia vai ofertar bons programas de Grandes Riscos aos clientes num cenário de corte de custos?
Somos uma seguradora focada em underwriting. Nossa vocação é oferecer aos nossos clientes e corretores a melhor relação entre custos e benefícios. A qualidade desta entrega não se altera com os movimentos da economia. Por pensar desta forma, a nova Chubb hoje é responsável no Brasil por grande parte dos principais riscos cobertos por seguros. Estamos oferecendo aos consumidores uma ampla gama de produtos, que vão desde seguros para clientes de alta renda, passando por vida em grupo, afinidades, propriedades e responsabilidade civil. São soluções que irão atender não apenas os grandes riscos, mas também a pequena empresa e o médio mercado.
Atualmente, o corte de custo atinge até mesmo manutenção de equipamentos e a troca de funcionários antigos por novos que ainda precisam ganhar experiência, potencializando o risco de acidentes. Assim, como mitigar riscos neste momento?
Entender com profundidade a operação de nossos clientes é parte essencial na avaliação e precificação de riscos que iremos assumir. Nossa capacidade de mitigar riscos advém deste posicionamento e consideramos que isso vale para qualquer ocasião, seja qual for o momento da economia.
Como a empresa pretende manter a oferta de seguros para riscos financeiros (garantia, crédito, D&O) em um cenário que aponta para 3 anos de crise econômica?
Em todo e qualquer ciclo econômico, há setores em contração e em expansão. Temos um bom planejamento e estamos sempre atentos às oportunidades que aparecem. Digo isso porque a nova Chubb traz em seu DNA uma grande capacidade de crescimento. Basta observar que nos últimos 10 anos o legado da ACE, que deixou de ser uma empresa pequena para os padrões globais e se transformou na maior seguradora de capital aberto do mundo em P&C. Agora, após a fusão, essa impressionante capacidade de expansão ganhará novo vigor em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Dentro da América Latina, como se posiciona o Brasil na nova Chubb?
As operações da Chubb na América Latina estão divididas em três grandes áreas. Na região Norte, estão o México, América Central e Caribe. Na região Andina encontram-se Equador, Chile, Argentina, Colômbia e Peru. A outra área compreende o Brasil, que é considerado uma região inteira, e esta operação é liderada por mim. Há pouco mais de um ano, a ACE já havia realizado no País um de seus investimentos mais expressivos, ao adquirir a unidade de Grandes Clientes Corporativos da Itaú Seguros. Isto demonstra a confiança da organização no mercado brasileiro, que na época que já vivenciava uma situação econômica complexa.
Qual é a principal mensagem do grupo aos clientes?
A nova Chubb é bem mais forte do que os legados da ACE e da Chubb, separadamente, pois estamos tirando grande proveito da sinergia proporcionada pela fusão. Se eles já confiavam na excelência de nossos seguros e serviços, vão ficar ainda mais satisfeitos. A união entre ACE e Chubb representa a maior transação da história da indústria de seguros. Nossa presença em 54 países nos transforma em uma empresa com maior capacidade global, compartilhada em três valores: underwriting, atendimento e execução superiores. Os clientes poderão usufruir de uma companhia ainda mais forte e rentável, com capacidade de produtos e serviços personalizados, de acordo com cada demanda.
Você vem de uma seguradora, a Unibanco AIG, que criou líderes, hoje em cargos de destaque em várias companhias do setor no Brasil e na América Latina. Pretende manter essa trajetória? Quais os seus planos?
Estou muito feliz com o estágio atual de minha carreira. Os desafios de participar de uma nova fusão entre empresas são motivadores e gratificantes. Pretendo seguir nessa trajetória e, junto com minha equipe, consolidar a nova Chubb em um lugar de destaque no mercado brasileiro de seguros.
A Tokio Marine Seguradora anunciou hoje que entrou na disputa do mercado de Responsabilidade Civil Executivos, produto conhecido como Directors & Officers (D&O). “O novo seguro foi criado para atender às necessidades do mercado corporativo, possibilitando a continuidade dos negócios em caso de prejuízo causado pela tomada de decisão empresarial equivocada. O produto é uma oportunidade de incremento nas vendas dos nossos Parceiros e reforça os diferenciais da Tokio Marine como uma seguradora multiprodutos”, afirma o Diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica, Felipe Smith, em comunicado distribuído à imprensa.
Segundo o executivo da Tokio cita no comunicado, atualmente tem ocorrido um aumento de ações judiciais decorrentes de problemas como o não cumprimento de regulamentos e leis, irregularidades contábeis, decisões que excedem a alçada dos gestores, divulgações incorretas ou indevidas de informações, processos de insolvência, concorrências, entre outros. “Os executivos operam em mercados cada vez mais competitivos, sofisticados e rigorosos. Além disso, muitas vezes precisam tomar decisões complexas em um curto espaço de tempo, o que pode ocasionar erros e prejuízos para as corporações”, afirma Smith.
De acordo com o executivo, o novo seguro da Tokio Marine protege o patrimônio pessoal de administradores, diretores e gestores de empresas. “O seguro D&O da Tokio Marine é a solução ideal para a tranquilidade e proteção dos responsáveis pelas tomadas de decisões nas companhias”, diz.
As empresas também podem contratar coberturas adicionais para proteger os executivos em caso de bloqueio, indisponibilidade e confisco de bens, restrição de liberdade, deportação e extradição. É possível, ainda, garantir contadores internos, gerentes de riscos e auditores internos, assim como custos de investigação e emergenciais, danos morais e gerenciamento de crise. Serviços de relações públicas e responsabilidade civil tributária também são coberturas disponíveis.
O seguro Responsabilidade Civil Executivos – D&O da Tokio Marine oferece outros importantes diferenciais como equipe com expertise técnica, experiência e conhecimento global, portfólio com soluções completas para o cliente, personalização e agilidade no processo de subscrição, contratação simples e rápida, decisão local, equipe de sinistros especializadas e facilidade de pagamento.
A crise econômica e os efeitos da operação Lava-Jato levam os operadores portuários a revisar suas perspectivas de faturamento, de movimentação de cargas e seus limites de cobertura contratados, o que naturalmente resulta em redução dos valores de seguro nesse segmento, que já sofre perdas com suspensão de investimentos. Esse cenário aumenta a concorrência em uma carteira que conta com pratica mente meia dúzia de seguradoras especializadas e torna o corretor um importante mediador para se conseguir um programa com coberturas abrangentes, franquias num patamar aceitável e um preço que caiba no orçamento.
A nuvem proporciona uma grande eficiência às empresas e, em muitos casos, em particular no de micro e pequenas, melhorias nos padrões de segurança. “Mas as ameaças cibernéticas continuam a ser uma questão crescente e somam complexidade às decisões sobre gestão de risco e seguros”, explica Flávio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Brasil.
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