Instituto de Longevidade Mongeral Aegon aposta no trabalho para transformar a realidade brasileira

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A Mongeral Aegon, companhia com 181 anos de atuação no mercado brasileiro de seguros e previdência, lançou dia 12 de abril o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. A entidade nasce com a missão de contribuir com ações concretas, especialmente na área do trabalho, de cidades e mobilização social, para colocar a questão da longevidade na agenda de desenvolvimento da sociedade brasileira e propor soluções em torno dos seus impactos sociais e econômicos.

O Instituto de Longevidade inova com a idealização do Movimento REAL.IDADE que busca reunir apoiadores em todos os segmentos da sociedade em torno do tema. Ao engajar indivíduos, a iniciativa privada, as instituições e o próprio poder público na discussão sobre a rápida mudança demográfica pela qual o Brasil está passando, espera-se aprofundar a percepção das oportunidades e desafios provocados por esse processo.

O Instituto encabeça duas iniciativas inéditas. A primeira delas é uma proposta de Projeto de Lei que cria o Regime Especial de Trabalho do Aposentado (RETA), que prevê relações trabalhistas mais flexíveis e incentivos para empresas que contratarem profissionais aposentados e com mais de 60 anos, ideia que está em linha com o Estatuto do Idoso. A redação do projeto de lei coube aos professores Hélio Zylberstajn, da FEA, e Nelson Mannrich, da Faculdade de Direito da USP.

“O que era uma ideia hoje tornou-se urgência. Pretendemos implementar diversas iniciativas e criar uma agenda de discussões que irá beneficiar os indivíduos, além do setor privado e a sociedade como um todo”, explica Nilton Molina, presidente executivo e membro do conselho de administração da Mongeral Aegon, que passa a presidir o Instituto. “Hoje no Brasil, o déficit nas contratações já começa aos 50 anos. O país e as empresas precisam facilitar a reinserção dessas pessoas ao mercado de trabalho e a sua requalificação”.

O outro projeto do Instituto destacará anualmente as cidades brasileiras mais bem preparadas para atender as necessidades de suas comunidades, cada vez mais longevas. Trata-se da criação do Índice e Prêmio REAL.IDADE de Longevidade. O desenvolvimento da iniciativa foi encabeçado pelo pesquisador Wesley Mendes da Silva, do Instituto de Finanças da FGV/SP. O Índice REAL.IDADE de Longevidade reunirá mais de 80 indicadores de 500 cidades brasileiras, agrupados em 7 variáveis – desde saúde e bem-estar até finanças e habitação.

Para os indivíduos acima de 50 anos, o Instituto lança também o portal do Movimento REAL.IDADE (www.movimentorealidade.org), no qual será encontrado um rico conteúdo formado por entrevistas, estudos e reportagens sobre temas atuais ligados à longevidade no Brasil e no mundo. Também serão disponibilizados gratuitamente serviços e ferramentas úteis como cursos de requalificação profissional, auxílio na reinserção ao mercado de trabalho, auxílio tecnológico, orientação financeira, programa de desconto em medicamentos, entre outros benefícios.

Segundo pesquisa exclusiva realizada pelo Data Popular, os brasileiros acima de 50 anos movimentam R$ 1,58 trilhão por ano, sendo que 51% da renda dessas pessoas vêm do trabalho. Dados da pesquisa revelam ainda que 66% da faixa etária pesquisada recebem amigos em casa; 26% costumam sair com certa frequência para jantar; e 27% das mulheres vão ao salão de beleza. O estudo mostrou também que a internet está cada vez mais presente na vida dessas pessoas, 24% acessam a internet. Desse total, 98% estão presentes no Facebook e 40% utilizam regularmente o Whatsapp.

A preocupação da Mongeral Aegon com a transformação demográfica da sociedade brasileira é baseada em números. Em 1955, a expectativa de vida ao nascer era de 52,9 anos e, em 2015, já alcançou 75,4 anos. A taxa de fecundidade passou de 6,1 filhos por mulher, em 1955, para 1,7 filhos em 2015. Hoje, o país possui 46 milhões de pessoas acima dos 50 anos e este número será mais que o dobro em três décadas. A redução da taxa de fecundidade aliada ao aumento da expectativa de vida do brasileiro fará com que pessoas acima de 50 anos passem a representar um percentual maior da população. Em 2050, o país terá mais de 95 milhões de habitantes com mais de 50 anos, o que corresponderá a quase metade do total, segundo estimativas do IBGE.

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon conta ainda com a parceria de diversas entidades internacionais com histórico importante de contribuição aos temas ligados à longevidade no mundo, tais como AARP, entidade norte-americana, voltada a atender o segmento de pessoas acima de 50 anos e com mais de 40 milhões de integrantes; a ANBO, entidade holandesa com mais de 120 anos de atuação e os centros de pesquisa MIT AgeLab, Stanford Center of Longevity e Leyden Academy, na Holanda. Além disso, o Instituto está associado a outros Institutos de Longevidade apoiados pelo grupo Aegon: O Instituto Transamerica, nos Estados Unidos, e o Centro Aegon para Longevidade e Aposentadoria, na Holanda.

Estatísticas do Seguro DPVAT mostram melhorias na segurança do trânsito

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As tentativas de fraudes contra a Seguradora Líder-DPVAT representam um número pequeno ao se comparar com o volume de pagamento das indenizações, cerca de 1,09%, por isso é um equívoco achar que o cenário de aumento ou diminuição das indenizações sofre influência dessas variantes. A Seguradora vem fechando o cerco aos fraudadores e, constantemente, apresenta às autoridades policiais denúncias de fraudes, além de municiar os Ministérios Públicos Estaduais e as autoridades policiais com informações e notícias de crime contra tais práticas. Justamente por isto, a Seguradora Líder-DPVAT foi admitida como assistente de acusação pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público de Minas Gerais contra fraudadores e que foram objeto da operação Tempo de Despertar.

As estatísticas de Seguro DPVAT são os dados mais atualizados para a sociedade acompanhar o comportamento dos acidentes de trânsito no Brasil. O seguro cobre três tipos de indenização: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas. Motoristas, pedestres e passageiros têm direito a essas coberturas quando sofrem um acidente de trânsito com um veículo automotor. É importante observar as diferenças de cada categoria de veículo e a evolução das políticas de trânsito para a redução da gravidade dos acidentes no País.

O número de pagamentos de indenização, em 2015, referente a reembolso de despesas hospitalares, invalidez permanente e morte, é 15% inferior ao ano de 2014. A maior queda registrada no período foi na cobertura de morte (19%), seguida de reembolso de despesas hospitalares (18%) e invalidez permanente (13%). As indenizações pagas por acidentes com motocicletas correspondem a 76% do total pago em todas as categorias em 2015, apesar de a frota deste veículo corresponder a 27% da frota nacional. Dos acidentes causados por motos, 83% geram algum tipo de invalidez permanente, por isso que o número de indenização por invalidez é maior do que em outras categorias de veículos.

A vítima em uma motocicleta fica mais exposta a sofrer um dano físico, lesionando membros, coluna e cabeça, devido às próprias características do veículo. A Região Nordeste apresenta um quadro mais agudo de solicitação de indenizações, motivada pelo crescimento da frota de motocicletas com a popularização do transporte. Conforme dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), a frota de motocicletas da Região Nordeste chega ao 44,8% do total de veículos. Outra informação importante sobre o crescimento do número de veículos de duas rodas é que, entre 2008 e 2015, a frota de motocicletas cresceu 83%, enquanto os demais veículos somados registraram um crescimento de 60% no mesmo período, o que evidencia a quantidade cada vez maior de motocicletas nas ruas e estrada do País. Já nas regiões Nordeste e Norte, o crescimento da frota de motocicletas, entre 2008 e 2015, foi de 146% e 134%, respectivamente.

A boa notícia é que a queda no número de pagamento de indenizações começou a ser percebida nos últimos anos, primeiramente na cobertura de morte, após várias medidas para conter o elevado volume de acidentes. Aumentaram a fiscalização e as leis de tolerância zero para o uso do álcool na direção, por outro lado, houve uma redução da velocidade em rodovias e ruas e, finalmente, uma maior conscientização da população. Antigamente motoristas e passageiros não usavam nem o cinto de segurança. Hoje tornou-se um hábito, crianças passaram a utilizar cadeirinhas especiais e andam no banco traseiro. Temos também os efeitos da desaceleração da economia e a redução da venda de veículos novos, estes aspectos influenciando as estatísticas a partir do ano de 2015. Os resultados dessas medidas também foram percebidos em outras organizações que tentam medir a acidentalidade das ruas e estradas do país, mesmo utilizando diferentes critérios de pesquisa.

Todos os dados da operação do Seguro DPVAT, inclusive o histórico das estatísticas, estão disponíveis a qualquer cidadão no site da Seguradora e no portal da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Semestralmente, a Seguradora publica nos principais veículos do País seu balanço financeiro, agindo com transparência e lisura junto à sociedade. Site: www.seguradoralider.com.br

A importância da participação do Brasil nos órgãos internacionais de supervisores de seguros

Fonte: Susep

A realização da XXVII Assembleia Anual da Associação de Supervisores de Seguros da América Latina (ASSAL), a partir do próximo dia 18, no Rio de Janeiro, consolida a retomada da participação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) nas organizações internacionais de supervisores de seguros iniciada em 2014. “Precisamos defender nossos interesses e nosso protagonismo nesses órgãos e essa participação é fundamental para esse objetivo”, afirmou o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, em entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (12).

De acordo com o superintendente, o primeiro passo nessa direção foi dado em 2015, quando a Susep passou a integrar a diretoria da ASSAL, além de tornar-se membro de dois comitês da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS). “Nossa participação na ASSAL e na IAIS contou com apoio do governo e de todo o mercado”, afirma Westenberger.

De acordo com o superintendente, a participação da Susep nas organizações internacionais vem sendo vista também como uma outra vertente nas discussões travadas nesses fóruns. Ele citou como exemplo os debates em torno das operações de resseguros, tema que o Brasil tem grande interesse em discutir no âmbito da IAIS, principalmente por ter aberto seu mercado em 2007. No entanto, o Comitê Executivo da Associação coloca o assunto em segundo plano, priorizando questões de estabilidade financeira global.

Westenberger falou ainda do projeto do Polo de Resseguros do Rio de Janeiro, que conta com amplo apoio para sua criação e que deverá ser apresentado em breve ao governo federal. Segundo ele, apesar do polo ser tema de debate na Reunião da ASSAL, as bases da proposta ainda estão em fase de elaboração. O superintendente ressaltou, no entanto, que o projeto deverá levar em conta as condições de outros centros internacionais de resseguros. “Se não tiver as condições necessárias de competitividade internacional, não tem sentido apresentar esse projeto”, disse ele.

Inscrições para o 2ºexame da Certificação Profissional CNseg (CPC) podem ser realizadas até o dia 20 de abril

cpcFonte: CNseg

Até o dia 20 de abril, os interessados em realizar o 2º exame da Certificação Profissional da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a CPC, podem efetuar a inscrição para a prova por meio do hotsite http://cpc.cnseg.org.br. Nesse mesmo ambiente, o candidato poderá acessar todas as informações relacionadas ao exame, incluindo o conteúdo programático, o calendário e os locais onde serão realizadas as provas. Este ano, as avaliações serão aplicadas em 13 cidades do país e o candidato deverá alcançar a nota mínima final de sete (7) para obter a CPC1.

O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araújo Coriolano, acredita que as transformações no setor de seguros exigem mais qualificação de seus agentes. “É cada vez mais veloz a transformação pela qual passa o setor de seguros, tanto mundialmente quanto localmente. Essa é uma característica estrutural do mercado segurador, que exige, portanto, uma maior qualificação de todos os seus agentes, sejam eles os técnicos e executivos das seguradoras, sejam eles os distribuidores. Nesse cenário, as seguradoras precisam estar ainda mais atentas às novas oportunidades e às novas demandas dos consumidores, desenvolvendo produtos flexíveis e aderentes à capacidade de aquisição destes”, avalia, salientando ainda que a qualificação já é naturalmente necessária em um setor em evolução permanente. “Mas, em momentos de crise, de aumento dos custos e de maior necessidade de eficiência, é evidente que pessoas mais capacitadas estarão mais preparadas para atuar em um ambiente mais competitivo”, observa.

Provas

As provas acontecerão no dia 22 de junho, simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Curitiba, Blumenau, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Goiânia. No total, o exame terá 100 questões de múltipla escolha embasadas em cinco disciplinas com legislação vigente até 31/03/2016: 1) Estrutura dos Sistemas de Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros, Controle Interno; 4) Canais de Distribuição de Seguros; e 5) Operações de Seguros.

Curso preparatório online para o exame

Elaborado pela Escola Nacional de Seguros, o curso preparatório para o exame em ambiente online é opcional e visa auxiliar o candidato na preparação para a prova. O curso inclui o estudo das provas de 2015 com gabarito comentado, tutoria, vídeo-aulas, apostilas e simulado de prova. Para informações sobre valores e condições de pagamento é necessário entrar em contato por meio da seção ‘Fale Conosco’ do hotsite http://cpc.cnseg.org.br.

Rede Lojacorr contrata Marcelo Amaral como novo diretor de canais da Rede

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Marcelo Amaral é o novo Diretor de Canais da Rede. Possui 30 anos de experiência no mercado segurador, sendo 20 anos ocupando cargos executivos em seguradoras nacionais, internacionais e corretoras de seguros multinacionais. Atuou em empresas como: Sul América Seguros, Porto Seguro, HDI Seguros, Marsh & McLennan, Aon Risk / Aon Affinity e Citibank Seguros.

Formado em Administração com ênfase em Finanças, pós-graduado em Marketing e com MBA em Gestão Empresarial, é o novo responsável pela Unidade de Canais Estratégicos da Rede Lojacorr, que tem como objetivo efetivar um canal de distribuição complementar para venda de soluções e produtos da indústria de seguros, com capacidade de elaboração de um Programa de Seguros e Serviços.

A área de Canais será responsável pela busca de novas formas de distribuição de seguros e de serviços, bem como: assistências por conveniência, emergências e capitalização, por meio da massificação ou da identificação de oportunidades dentro da Rede e com parcerias estratégicas.

Para o diretor, as soluções serão encontradas para os corretores da rede, clientes e para o mercado consumidor. “Com inovação e flexibilidade, em produtos ou pacotes diferenciados em sua forma de abordagem, embalagem e valor. Seremos responsáveis também pela gestão conjunta de Programas de Seguros em Canais e das oportunidades internas e externas relacionadas a área, sempre alinhados com nossas estratégias e valores”.

A intenção desse novo setor é agregar novos negócios aos tradicionais. Amaral conta que, ainda existem mercados que não foram abordados de forma plena. “Com parcerias e responsabilidade, levaremos nossa missão de proteger e teremos a preocupação em alavancar receitas adicionais para as parcerias de negócios que traremos para Rede”.

Para o vice-presidente da Rede Lojacorr, Diogo Arndt Silva, conta que a entrada do novo diretor de Canais Estratégicos, irá agregar conhecimento e relacionamento. “Para explorarmos novas oportunidades no mercado, gerando ainda mais valor para os corretores que operam com a Rede. Esperamos que essa unidade faça parte do nosso posicionamento estratégico, para ser uma solução completa para corretoras de seguros de todos os tamanhos além de ser uma importante alavanca para diversificação da nossa carteira de negócios”, enfatizou.

Susep suspende comercialização e novas autorizações em capitalização

O Conselho Diretor da Superintendência de Seguros privados (Susep) decidiu por unanimidade suspender a comercialização, e novas autorizações dos títulos de capitalização, na modalidade popular, das seguintes empresas: Aplub Capitalização, Sulacap, Invest Capitalização e Aplicap. A suspensão se deu em virtude de irregularidades constatadas na comercialização desses títulos.

Mercado de seguros de pessoas cresceu 7,63% em 2015, segundo Fenaprevi

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Os seguros de pessoas, que incluem seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, registraram R$ 29,76 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais) em 2015. O volume representou expansão de 7,63% frente ao ano anterior.

“O brasileiro está mais consciente da necessidade de adquirir proteção para riscos pessoais, o que impulsionou o mercado”, avalia Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Na análise por categoria de produto, o seguro de vida somou prêmios de R$ 12,38 bilhões, registrando alta de 10,13% frente aos R$ 11,24 bilhões destinados ao custeio desta modalidade de proteção no ano anterior. “Foi um ótimo desempenho para o produto com maior representatividade e volume de prêmios no mercado de seguros de pessoas”, diz o presidente da federação.

O seguro prestamista, conhecido também como proteção financeira, que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, registrou prêmios de R$ 8,23 bilhões. Em 2014, foram verificados R$ 7,98 bilhões.

Já o seguro viagem registrou prêmios de R$ 224,57 milhões, evolução de 47,52% em relação aos R$ 152,23 milhões contratados no acumulado do ao anterior. O auxílio funeral, por sua vez, movimentou R$ 388,85 milhões em prêmios, alta de 18,89% em relação aos R$ 327,07 milhões contratados em 2014. “O uso do seguro viagem vem se popularizando no país, acompanhado o aumento do fluxo de passageiros, o que explica o forte crescimento da carteira. O caso do auxílio funeral segue a mesma linha. É crescente a conscientização dos consumidores em buscar proteção para evitar transtornos e despesas para os familiares em caso de falecimento”, explica Franco.

O levantamento da FenaPrevi mostra também que o seguro de acidentes pessoais, que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) e outros riscos causados por acidentes involuntários, provocando lesões físicas ou até mesmo falecimento, obteve leve alta de 0,09% em 2015 e acumulou R$ 5 bilhões.

No mês de janeiro de 2016, o setor registrou R$ 2,11 bilhões em prêmios, com retração de 1,7% frente aos R$ 2,14 bilhões verificados em janeiro de 2015. “O mercado de seguros de pessoas não está blindado contra os efeitos da retração econômica. Na avaliação mensal tivemos resultado com leve queda. Mas, mesmo com o cenário adverso, algumas modalidades de proteção apresentaram um desempenho positivo”, avalia Edson Franco, presidente da federação.

Na análise de desempenho por modalidade de produto, o seguro de vida, que representa o maior volume do segmento, registrou prêmios de R$ 935,89 milhões, o que representou uma lata de 3,08% frente ao verificado em janeiro do ano anterior.

Já, o seguro viagem registrou prêmios de R$ 26,07 milhões, evolução de 98,70% em relação aos R$ 13,12 milhões contratados em janeiro do ano anterior. O auxílio funeral, por sua vez, movimentou R$ 34,19 milhões em prêmios, alta de 21,78% em relação aos R$ 28,43 milhões contratados em janeiro de 2015.

O seguro prestamista, por sua vez, que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, registrou recuo de 23,51%, movimentando R$ 436,32 milhões em prêmios. “O desempenho desta carteira foi afetado diretamente pela queda nas vendas do varejo registradas nos últimos meses”, diz Franco.

Os dados do balanço da FenaPrevi mostram também que no período, as seguradoras pagaram R$ 573,97 milhões em indenizações aos segurados, enquanto que em janeiro do ano anterior os pagamentos foram de R$ 569,53 milhões. “As indenizações proporcionam proteção e garantia para a continuidade dos projetos pessoais e da vida econômica, do segurado e de seus familiares”, afirma.

De acordo com o balanço da FenaPrevi, dos R$ 2,11 bilhões em prêmios pagos pelos segurados em janeiro de 2016, São Paulo é o Estado mais representativo para os negócios de seguros de pessoas, concentrando, 46,7% do volume de prêmios emitidos no período. O Rio de Janeiro respondeu por 9,4%, do total, seguido por Rio Grande do Sul (8,6%), Minas Gerais (7,6%) e Paraná por 6,3% dos prêmios verificados em janeiro de 2016. Os demais estados têm representatividade menor, inferior a 3%.

O resseguro em saúde suplementar pode ser uma saída para o setor?

Solange Beatriz, presidente da Fenasaúde: não acredito em uma mudança na legislação a curto prazo

Solange Beatriz, presidente da Fenasaúde: não acredito em uma mudança na legislação a curto prazo
Solange Beatriz, presidente da Fenasaúde: não acredito em uma mudança na legislação a curto prazo
Fonte: CNseg

Os sistemas internacionais de saúde são divididos, basicamente, em dois modelos. Um, mais antigo, chamado de bismarkiano, em homenagem ao chanceler alemão Otto von Bismarck, é o modelo que trabalha na lógica securitária. O outro modelo, surgido na Inglaterra durante a 2ª Guerra Mundial, é chamado de beveridgiano, em homenagem ao ministro da saúde inglês de então, William Beveridge, que entende a saúde como direito de cidadania que deve ser provido pelo estado.

No Brasil, temos um sistema de Saúde Suplementar que deveria ser puramente bismarkiano mas, na prática, não é, pois tem componentes beveridgianos, devido à Lei nº 9656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde e diz que as operadoras devem garantir a atenção integral à saúde dos clientes, sem limite financeiro para isso. Com essa explicação histórica, teve início a palestra do diretor-presidente da Seguros Unimed, Helton Freitas, durante o painel “O potencial do Resseguro na área de Saúde”, no segundo dia do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro.

E além das exigências da lei, prosseguiu Helton, fatores como o envelhecimento da população, a incorporação de novas tecnologias de diagnóstico e tratamento e a judicialização da saúde são outros elementos que contribuem para a elevação dos custos da saúde suplementar. Elevação de custos que não preocupa só as operadoras, mas também as empresas que oferecem planos de saúde a seus funcionários e viram seus gastos com o benefício saltarem de uma média de 8% dos custos operacionais para cerca de 20% nos últimos anos, impactando severamente os negócios, de acordo com outro palestrante, o diretor médico da Mapfre Seguros, Claudio Tala.

E nesse cenário de aumento de custos muito acima dos índices de inflação média, o resseguro saúde poderia ser uma saída para o setor, protegendo as operadoras contra sinistros de valores elevados causados por doenças de alta complexidade ou reclamações atípicas que aumentam substancialmente os gastos em um período específico.

Entretanto, devido a uma série de fatores, o resseguro saúde é muito pouco utilizado no Brasil. A começar pela limitação da lei, que só permite que este seja contratado por seguradoras que também operem nos ramos elementares, sendo que, por aqui, são apenas nove as empresas que comercializam planos de saúde e se enquadram nesse requisito, todas de grande porte e, teoricamente, as menos necessitadas dessa proteção.

Além disso, o complexo cenário regulatório brasileiro e todos os outros problemas já citados que afetam o sistema de saúde suplementar também desestimulam as resseguradoras a comercializarem o produto que, de acordo com Claudio Tafla, já é complexo por natureza, pois, diferentemente de outros tipos de sinistros, é muito difícil mensurar os impactos financeiros que um tratamento de saúde pode gerar.

Assim, boa parte dos debates ocorridos durante o painel foram sobre como alterar esse quadro. Uma maior utilização de coparticipação e franquia foram pontos colocados por André Azevedo, da Swiss Re, que, como os demais participantes, também defende mudanças na legislação. “Devido à obrigatoriedade de todas as operadoras atenderem ao Rol de Procedimento da ANS, o mercado de saúde é um mercado de um produto só, variando apenas a rede, o que torna os custos proibitivos”, afirmou ele.
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Presente na plateia, a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, afirmou que a Federação Nacional de Saúde Suplementar desenvolve um frequente e intenso debate com o poder público e está convencida que os congressistas têm uma boa compreensão da situação do setor. Entretanto, ela não acredita em uma mudança na legislação a curto prazo, pois a população não compreenderia o fim da integralidade da saúde suplementar e os políticos geralmente optam pelas decisões populistas.
Tomando a palavra já no fim da palestra, o gerente-geral de Acompanhamento das Operadoras e Mercado da ANS, Leandro Fonseca, também na plateia, disse achar que a importância do setor para a economia e a produtividade do País é muito pouco divulgada. “A saúde suplementar é um tema sensível e transversal a vários outros. Entretanto, quando leio sobre ele nos jornais, vejo muito mais na seção de defesa do consumidor e que na de economia”. Assim, segundo ele, o debate no congresso acaba sendo mais contaminado pelas questões sociais que as de desenvolvimento. Por fim, Leandro trouxe aos presentes a informação de que, em reunião da diretoria colegiada da ANS, foi confirmado que os gastos com resseguro em saúde poderão ser abatidos das necessidades margens de solvência.

A Susep e a ANS, não!, defende Antonio Penteado Mendonça em artigo

antonio penteado mendoncaO colunista do jornal Estado de São Paulo, Antonio Penteado Mendonça, publicou nesta segunda-feira o seguinte artigo:

A crise moral, política e econômica que se abate sobre a cabeça dos brasileiros tem levado o governo do PT, sob a batuta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mais amplo, geral e irrestrito loteamento de cargos da história do Brasil. Tirando a Presidência da República e um potencial ministério para o pai da criatura, o resto está à venda, para alugar, trocar ou ser negociado através de qualquer forma de escambo que permita a sobrevida de uma administração desastrosa, metida em negócios no mínimo escusos e certamente incompetente.

Contra o impeachment, vale tudo. A questão não é conseguir a promessa de votarem contra,isso está difícil. Então, o que está sendo negociado é o não comparecimento do deputado no dia da votação. Quanto mais deputados um partido tiver, melhor, maiores as chances de levar um ministério, uma boquinha numa estatal ou ficar com mais cargos no segundo e terceiro escalões. Nada que o PT não use faz muito tempo. Nada que não encha o brasileiro de vergonha, mas algo que, na visão Lula petista, faz todo o sentido, ou seja,algo que será usado sem vergonha, desde que a presidenta que foi “estudanta” e quebrou o Brasil fique no cargo, completando o desmonte ético, social e econômico da sociedade brasileira.

Como tudo pode ser negociado e as negociações podem levar a um final desastrado, é fundamental dizer não. Não aceitar as maquinações indecentes para, pelo menos, tentar salvar o que pode ser salvo do terrível salve-se quem puder que tomou conta do governo e que não olha para o lado, nem se importa com o tamanho do rombo.

É olhar em volta e ver o que aconteceu com estatais, fundos de pensão, bancos públicos e o mais que se quiser para se ter certeza de que escrúpulo não é uma palavra levada a sério, a não ser para mostrar que os padrões éticos mínimos não valem nada. Mas, se tudo está à venda, alguns órgãos da administração pública precisam ser preservados, em nome de um mínimo de vergonha na cara ou, se preferirem, um mínimo de controle sobre atividade essenciais, que não podem ser vítimas dos desmandos que vão sendo praticados.

É o caso do Banco Central, da CVM, do Cade, da Polícia Federal e também da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Susep e a ANS têm fortíssimo viés social. A primeira é responsável pela fiscalização e controle das seguradoras e de ativos de mais de R$ 800 bilhões, diretamente relacionados com a proteção da sociedade. E a segunda é a responsável pelo funcionamento dos planos de saúde privados, que entram com mais de 60% do dinheiro investido na saúde pública.

Mexer politicamente nelas trará resultados desastrosos. Esses órgãos não podem servir de ferramenta de achaque para a felicidade de partidos políticos ou seus caciques e índios. Suas atuações são responsáveis pelo funcionamento de setores com impacto direto na paz e desenvolvimento social. Sob o manto do seguro estão centenas de bilhões de reais da previdência social complementar aberta, além das reservas técnicas das seguradoras. E sob a proteção dos planos de saúde privados, em situação complicada, apesar do desemprego galopante, ainda estão perto de 70 milhões de brasileiros.

A Susep e a ANS, com todas as dificuldades do momento, vão dando conta do recado e evitando estouros em segmentos estratégicos para a preservação do patrimônio e de parte importante da capacidade de atuação da sociedade, para não falar na saúde pública, que recebe mais de 60% de seus recursos das operadoras de planos de saúde privados.

Lotear os cargos de direção da Susep e da ANS seria criminoso. Por isso, a nação não pode permitir que isso aconteça muito menos nas bases que estes loteamentos têm sido feitos. A Susep na mão de quem não é do ramo é caminho certo para o empobrecimento da sociedade, assim como a ANS em mãos gananciosas pode comprometer ainda mais a já combalida saúde brasileira.

Seguro Rural precisa de regras mais claras e seguras para atingir todo seu potencial

5 resseguroFonte: Portal CNseg

Atualmente, o seguro rural movimenta prêmios de US$ 25 bilhões em todo o mundo. Um salto e tanto quando comparado aos US$ 5 bilhões registrados em 2007. Boa parte deste crescimento veio da conscientização de vários países sobre a importância do seguro rural dentro do programa agrícola dos governos, que vêem a segurança alimentar como uma prioridade. Essa é a visão compartilhada por Andreas Bronk, executive da Hannover Re, durante a palestra Tendências Globais do Seguro Agrícola, proferida no 5º Encontro de Resseguros, realizado no Rio de Janeiro entre 5 e 6 de abril.

“O seguro agrícola é um dos instrumentos de política agrícola mais usados no mundo para reduzir o grau de risco e incerteza e, portanto melhorar a alocação de recursos da atividade rural”, frisou o especialista da Hannover Re, que tem uma boa parcela das vendas do resseguro mundial. Com 44% dos prêmios proveniente dos Estados Unidos, 19% da América Latina, 18% da Europa, 16% da Ásia, apenas 1% na Austrália – em razão da inexistência do subsidio do seguro aos produtos – e 2% dos negócios captados na África. O potencial do seguro agrícola nos países emergentes, inclusive no Brasil, é grande, disse, citando um estudo da Swiss Re que revela que esses países têm potencial de vendas de US$ 25 bilhões até 2025.

Os Estados Unidos lideram o ranking deste tipo de seguro, uma vez que 88% dos 115 milhões de hectares plantados contam com a proteção de alguma seguradora. Nos últimos dez anos, a Ásia passou a ter uma política que prioriza o seguro, o que elevou de forma considerável o percentual para 45% da área plantada com seguro. Na Índia, país que começou sua política agrícola juntamente com o Brasil, o seguro já garante 15% da área plantada. Percentual semelhante ao brasileiro, com 14% dos 73 milhões de hectares plantados.

Porém, para que esse potencial se transforme em negócios rentáveis no longo prazo no Brasil, é preciso ter regras claras e as mais seguras possíveis. “Digo isso sem considerar valores, pois geralmente os orçamentos governamentais têm de ser ajustados. Mas é preciso ter um diálogo aberto e regras claras para que as seguradoras possam investir nesse nicho”, afirma Wady Cury, executivo da BB Mapfre, líder nesse segmento. Também, acrescenta ele, é preciso estimular as discussões sobre as regras regulatórias, apostar no investimento em tecnologias uma vez que o Brasil hoje conta com 12 milhões de hectares e mais de 80 tipos de culturas para serem monitorados. Assim, as seguradoras poderão dar uma efetiva contribuição para que o seguro seja realmente um instrumento de política social. Outra questão relevante é a do investimento na especialização de profissionais dentro e fora do governo”, enumerou Cury.

Frederico Ferreira, CEO da Austral, ressaltou que ter regras claras é realmente uma condição prioritária para um mercado ainda muito imaturo poder amadurecer, bem como ter regras mais estáveis e transparentes em relação à intervenção política na prática do seguro agrícola.